À Vossa Proteção
Amém!
BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.
"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).
À Vossa Proteção
"Ó Maria, Mãe Santíssima,
Virgem das virgens,
Santuário da Santíssima Trindade,
Espelho dos anjos,
Refúgio dos pecadores,
Tende compaixão de nós
Nas provações por que passamos,
Acolhei benignamente os nossos
Suspiros e aplacai a ira de vosso
Divino Filho.
Amém."
Conhece-os? Precisamente por serem tão raros, é o seu valor inapreciável.
Homens de Pentecostes! Quem não pensaria aqui em um São Francisco de Assis! Até mesmo acatólicos confessam que era o mais bondoso, o mais amável dos homens dos séculos cristãos. Toda a sua pessoa estava de tal modo penetrada do “Deus do amor”, que chamava irmãos seus não somente homens honrados, mas até salteadores e outras criaturas rebaixadas e abjetas. Era uma imagem tão vívida da bondade do divino Espírito Santo, que animais ferozes se lhe prostravam nos pés e escutavam a sua palavra. Como seu coração devia estar repleto do Espírito de Pentecostes, para saudar a morte como amável irmã!
Homens de Pentecostes! Quando o viajante no deserto depara com um oásis, cujas árvores oferecem sombra e cujas fontes de águas refrigerantes, seus olhos brilham, seus membros vibram, sua coragem cresce. Vê, assim são os Homens de Pentecostes! Oásis no deserto da vida. À sua proximidade a gente se sente bem, a companhia deles reconforta. O brilho de seus olhos e o tom de sua voz dão segurança e força. Sempre têm alguma coisa que dar, seja uma dádiva modesta, seja uma palavra amável ou um olhar de amigo.
Homens de Pentecostes! A tarde caía lentamente, quando certa vez fui visitar uma velhinha enferma. Seu aposento era mesquinho, desconfortável, com apenas uma janela pequena. A mulher sentava em uma cadeira de braços meio quebrada, na proximidade de uma estufa de ferro. Antes de abandoná-la, levantou-se carregando também a cadeira. Perguntando eu, para onde desejava levar a cadeira, respondeu-me: “Para a janela! Em breve o sol descerá por detrás do espigão e eu devo percebê-lo; pois, passada uma hora desaparece de novo”. Como um raio solar em masmorra escura, assim atuam Homens de Pentecostes sobre o ambiente em que vivem. Devemos nos aperceber bem desses homens e dos minutos que nos privamos em companhia deles.
Homens de Pentecostes! São Anjos de alegria. Não precisam dar coisa alguma; a presença deles já é um dom de Deus. Atuam como bálsamo suavizador e água refrigerante. Ao seu olhar emudece a maldade, a brutalidade sente-se envergonhada; até o vício se torna pensativo.
Homens de Pentecostes! Estão sempre contentes, mesmo passando mal. Não medem a sua sorte pela dos venturados e abençoados da fortuna, pela dos sadios e ricos, mas pela dos infelizes e padecentes. Sua riqueza é o contentamento. Quando o seu corpo se contorce de aflições, seus nervos fremem de cansaço, seu coração sangra de dor, ainda sabem cantar: “Gloria in excelsis Deo! - Glória a Deus nas alturas!
Homens de Pentecostes vivem sempre em ascensões luminosas. E quando descem aos pantanais obscuros da vida, fazem-no como as línguas de fogo do divino Espírito Santo. Trazem luz e calor para o frio e as trevas da alma.
Homens de Pentecostes! Por que motivo são tão raros? Por que São Francisco de Assis encontra tão poucos imitadores? Porque anda o homem moderno pavoneando-se por toda parte e apesar disto tão descontente? Ele tornou-se, como diz o Bispo von Keppler, um estranho no seu interior. “Nisto se funda também o motivo da falta de alegria. A cultura moderna não favorece a vida interior. Com o domínio desta cultura de asfalto, como a chama Saubart, processou-se com a vida uma exteriorização e uma frivolidade incríveis. A vida do lar transformou-se em uma vida de rua, de trem e de clubes. A. M. Weiss chama-a um viver em massa, sempre em aposentos estranhos, uma vida de rãs com o coaxar dos lugares de hospedagem e dos prazeres, uma vida de ciganos, uma vida de pardais barulhentos”.1
Nós podemos também dizer: o homem tornou-se um estranho no seu íntimo, porque muita coisa se intrometeu no coração do homem, que não há mais espaço para o divino Espírito Santo.
Quando o homem se interna em si mesmo, quando aprende, como diz Keppler, a viver não para fora, mas para dentro, a tornar-se introspectivo, a ser em si mesmo grande, forte, feliz, então se transmuda em um Homem de Pentecostes: pois, viver interiormente, quer dizer, tornar-se uma só alma com o divino Espírito Santo.
Homens de Pentecostes! Se em cada paróquia, em cada associação houvesse um só, que aspecto diferente não apresentaria à Igreja e à paróquia!
Não queres tentar ser um desses homens? Um Homem de Pentecostes?
Veni, Sancte Spiritus!
Vinde, divino Espírito Santo! Ajudai-me para isto!
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Fonte: Pe. Agostinho Kinscher, “Dem Unbekannten Gott - Ao Deus Desconhecido”, Cap. 35, pp. 195-197. Editora Mensageiro da Fé Ltda, Salvador/BA, 1943.
1 P. Keppler: Mehr Freude.