BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Associação Católica entra com denúncia crime no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.



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Patrocinadora do Porta dos Fundos, 

respondendo à pressão cristã, 

reprova vídeo com sátira de Jesus.




O Grupo Petrópolis, patrocinador do Porta dos Fundos, reprova o Especial de Natal que satiriza o nascimento de Jesus Cristo.


Em comunicado divulgado à imprensa nesta sexta (10), o grupo que fabrica a cerveja Itaipava afirma respeitar “os princípios de fé” das pessoas e que não apoia ”qualquer manifestação que venha a atingir esses valores religiosos que se tem como sagrados”. Embora repudie a sátira, a cervejaria não deixará de patrocinar o Porta dos Fundos.

A resposta da cervejaria vem após a pressão de fiéis e líderes da Igreja Católica para que a empresa deixe de patrocinar o grupo de humor.

No último domingo (5), o Arcebispo Metropolitano de São Paulo, dom Odilo Scherer questionou em seu perfil no Twitter o caráter humorístico do vídeo. ”Será que isso é humor? Ou é intolerância religiosa travestida de humor? Péssimo mau gosto!”, escreveu dom Odilo Scherer, que recomendou aos fiéis que assinem uma petição online para que a cerveja Itaipiava deixe de patrocinar o Porta dos Fundos.

Até a tarde desta quinta-feira (9), a petição “Diga à Itaipava para deixar de apoiar o ataque ao Cristianismo!” foi assinada por mais de 20 mil pessoas. Já o Especial de Natal do Porta dos Fundos teve mais de 4 milhões de acessos no YouTube.

No vídeo, José (Antonio Tabet) diz que Maria (Julia Rabello) não é mais virgem e tem ciúme de Deus (Rafael Infante), se recusa a deixar os dois sozinhos. Jesus (Gregorio Duvivier) cresce e aparece com uma namorada que trabalha “na esquina”, dá uma “carteirada” para entrar numa taberna e fazer a última ceia e, ao ser crucifixado, reclama que a cruz não é de mogno, tem cheiro de MDF.

Leia o comunicado do Grupo Petrópolis sobre o Especial de Natal do Porta dos Fundos:

“Nossa Constituição Federal fixa a liberdade de expressão, impondo limites ao se atingir liberdades e direitos alheios, respondendo cada um por seus atos. O Grupo Petrópolis respeita esses direitos, assim como respeita os princípios de fé de manifestação religiosa de todos.

Dessa forma, o Grupo Petrópolis não endossa e não apoia qualquer manifestação que venha a atingir esses valores religiosos que se tem como sagrados. Portanto, na recente veiculação do programa “Especial de Natal”, do humorístico “Porta dos Fundos”, o Grupo Petrópolis, além de não ter previamente mantido qualquer tipo de contato com seu conteúdo, ainda, não admite que suas marcas sejam relacionadas com tais manifestações, pois não representa o pensamento de seus Diretores.

O Grupo Petrópolis aproveita a oportunidade para manifestar o seu mais profundo respeito por todas as manifestações religiosas.”

 





Associação católica vai ao Ministério Público 
contra Porta dos Fundos

Folha de São Paulo – A Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família protocolou no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (13), uma representação criminal contra o grupo Porta dos Fundos. Para a entidade católica, o vídeo especial de Natal do grupo, postado no YouTube em 23 de dezembro de 2013, ofende “garantias e princípios constitucionais, mormente o princípio de tolerância e respeito à diversidade”.

Rodolho Loreto e Hermes Rodrigues Nery no Ministério Público do Rio.
Rodolpho Loreto e Hermes Rodrigues Nery no Ministério Público do Rio.
O vídeo –um compilado de pequenas histórias sobre Adão e Eva, o nascimento e a crucificação de Jesus Cristo– ganhou a ira de religiosos, tanto católicos como evangélicos.

“O sentimento religioso deve ser respeitado. Não só católicos, mas nossos irmãos protestantes se sentiram aviltados”, diz Paulo Fernando Melo, advogado e integrante da Associação Pró-Vida e Pró-Família.

O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, já havia publicado, em 5 de janeiro, crítica ao grupo em sua conta no Twitter. “Será que isso é humor? Ou é intolerância religiosa travestida de humor? Péssimo mau gosto!”, escreveu.

Em um vídeo difundido em sites cristãos e no Facebook, o pregador e missionário católico Anderson Reis convoca os insatisfeitos a assinarem uma petição on-line para solicitar ao Grupo Petrópolis, detentor da marca de cerveja Itaipava, que retire o patrocínio ao grupo. Além disso, sugere que entrem no site da Polícia Civil do Rio de Janeiro e registrem uma queixa contra crime de preconceito e ódio à religião.

Em nota, o Grupo Petrópolis informou que “não admite que suas marcas sejam relacionadas com tais manifestações, pois não representa o pensamento de seus diretores” e que “não endossa e não apoia qualquer manifestação que venha a atingir esses valores religiosos que se tem como sagrados”. O grupo afirmou, porém, que respeita a liberdade de expressão garantida pela Constituição, bem como os princípios de fé de manifestação religiosa de todos.

Na representação encaminhada ao Ministério Público, a Associação Pró-Vida e Pró-Família defende que a liberdade de expressão “não pode ser utilizada como um escudo para atividades ilícitas e nitidamente tipificadas em nosso Código Penal, in casu, o vilipêndio público de ato ou objeto de culto religioso”. E sustenta que, no vídeo de Natal, o grupo ridiculariza dogmas cristãos.

“Qual a intenção do grupo de fazer tal vídeo e publicá-lo na antevéspera do Natal? Não está clara a intenção de tripudio e escárnio? Cada segundo do vídeo é uma afronta das mais comezinhas à fé cristã e a todos aqueles que são fiéis ao Cristianismo, perfazendo em cada um dos seus dezesseis minutos e quarenta e dois segundos, uma sucessão de escárnios, zombarias, tripudios e vilipêndios”, diz trecho da representação assinada por Hermes Nery, diretor de imprensa da associação.

A entidade enquadra o vídeo no artigo do Código Penal que trata do crime contra o sentimento religioso.
Outros vídeos do grupo com temáticas semelhantes —como “Adão”, “Moda”, “Michelangelo”— são classificados, na representação, como outros exemplo de tentativas de escárnio da fé cristã.

Segundo Melo, a pena prevista é pequena, e costuma ser transformada em prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas. Ele defende, no entanto, que a ação pode ter caráter educativo, para que o grupo “seja mais comedido” nos próximos vídeos.

A assessoria do Porta dos Fundos informou que o grupo já se manifestou sobre o tema. Na semana passada, ao falar da polêmica criada em torno do vídeo, Antonio Tabet, um dos integrantes do grupo, declarou que jamais houve intenção de difamar nenhuma religião. “A prova está em nossa equipe, na qual trabalham católicos, evangélicos, espíritas e até ateus.”

Em texto publicado na “Ilustrada” nesta segunda, Gregório Duvivier, integrante do Porta e colunista da Folha, ironizou a crítica de dom Odilo.

* * *

Os leitores de Fratres in Unum.com podem baixar a íntegra da denúncia da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família aqui.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O amor cristão é concreto e generoso, não é como aquele das telenovelas.


Papa Francisco

Homilia em Santa Marta: Papa Francisco enfatiza que o amor de que Jesus fala não é o êxtase espiritual, mas se traduz em ações concretas e tem mais para dar do que para receber

Roma,

O amor cristão ou é altruísta, generoso, alegra-se "mais em dar do que em receber ", ou, é um amor “romântico", de telenovela. Não é brincadeira: o argumento levantado pelo Papa Francisco na missa em Santa Marta é rigoroso. O amor cristão tem sempre uma característica: a concretização. O amor cristão é “concreto", diz o Papa, guiado em sua reflexão por São João, na primeira carta, ele reitera várias vezes: "Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e o amor Dele é perfeito em nós".

É neste "permanecer duplo" de “nós em Deus e Deus em nós", que reside a "vida cristã" e a experiência de fé. Não "no espírito do mundo" ou "na superficialidade, na idolatria, na vaidade", adverte o Santo Padre. É fundamental “permanecer no Senhor”, e Ele "corresponde-nos: Ele permanece em nós", por iniciativa própria. Mesmo quando - afirma Francisco - "muitas vezes nós o expulsamos”, nós "não podemos permanecer Nele", resta ainda "o Espírito".

Este "permanecer no amor de Deus" - esclarece o Papa- não tem apenas uma dimensão espiritual, mas também se traduz na "carne", em ação concreta. Não se limita a um êxtase do coração ou a algo agradável de se ouvir. "Observem que amor de que nos fala João não é o amor das telenovelas! Não, é outra coisa”, reitera firmemente o Papa.

"O próprio Jesus – continua Bergolgio - quando fala sobre o amor, nos fala de coisas concretas: alimentar os famintos, visitar os doentes", e assim por diante. Se no amor não há a "concretude cristã" - disse o Papa – arrisca-se "viver um cristianismo de ilusões, porque não está claro qual é o centro da mensagem de Jesus". É um "amor de ilusões", como aconteceu aos discípulos quando - diz o Evangelho de hoje - ficaram perturbados ao ver Jesus andando em direção a eles sobre o mar: "Eles pensavam que fosse um fantasma".

O estupor dos Apóstolos – destaca o Santo padre - "vem da dureza de coração", porque "eles não entenderam" a multiplicação dos pães ocorrida pouco antes, como afirma o Evangelho. "Se você tem um coração endurecido, você não pode amar, e você acha que o amor é imaginar coisas"- exorta Francisco.

Então, para medir a concretude do amor cristão, devemos refletir sobre dois aspectos. Primeiro: "Amar com as obras, não com as palavras. As palavras são levadas pelo vento! Hoje estão e amanhã não estão mais"- disse o Pontífice. Segundo: "No amor é mais importante dar do que receber. Quem ama dá, dá, ... Dá coisas, dá vida, dá -se a Deus e aos outros. Ao contrário, quem não ama, quem é egoísta, busca sempre receber, tenta sempre ter coisas, levar vantagem".

A "moral" da homilia de hoje do Papa Francisco é, portanto, clara: "Permanecer com o coração aberto, não como era aquele dos discípulos, que era fechado, eles não percebia nada: permanecer em Deus e Deus em nós; permanecer no amor.”

(Trad.:MEM)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mais de 70 mil cristãos mortos por causa da fé em 2013.


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Em 26 de dezembro a Igreja recordou a memória de Santo Estêvão, o primeiro mártir, que morreu apedrejado pedindo a Deus que não imputasse este pecado aos seus assassinos. Não somente nos séculos passados, mas também hoje tantos cristãos são mortos por causa de sua fé. Algumas estimativas indicam cerca cem mil cristãos mortos devido à fé em 2013.
Sobre isto, a Rádio Vaticano conversou com o Coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa na Itália, Massimo Introvigne:
R: “A estatística é muito controvertida. Houve até mesmo uma polêmica entre Todd Johson – talvez o melhor expert em estatística – e a BBC. Tudo depende de algumas situações africanas, em particular o Congo, e agora também o Sudão do Sul, e de quantos mortos nestas situações podem ser considerados como pessoas mortas por causa de sua fé, no que Johnson chama ‘uma situação de testemunho’. Os dados finais de 2013 serão conhecidos nos primeiros meses de 2014, mas é provável que, diminuindo um pouco o número de cristãos mortos na África, a cifra pode cair dos 100 mil para 70 ou 80 mil”.
RV: O Relatório anual 2013 da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos assinala oito países que causam maior preocupação, ou seja, Mianmar (ex-Birmânia), China, Eritréia, Coréia do Norte, Arábia Saudita, Sudão e Uzbekistão. Qual país preocupa mais?
R: “Acredito que continue a preocupar toda a situação da Coréia do Norte: não somente porque continuam a matar cristãos, mas porque os cristãos existem, isto é, não foram exterminados pelos acontecimentos precedentes. E então, é evidente que também em uma situação dificilíssima de um país que limita ao mínimo os contatos com o mundo externo, existem pessoas, existem também jovens que não conheceram senão a educação do regime, que continuam a converter-se ao cristianismo, que manifestam de alguma maneira a sua fé e que, por isto, são presos, deportados nos campos de concentração e também mortos. Naturalmente, estes países relacionados pelos Estados Unidos não são os únicos que despertam preocupação, pois existe toda uma constelação de países em que se vai do fenômeno da violência difundida às formas de violência legal. Não devemos nunca esquecer, por exemplo, das leis que punem a blasfêmia no Paquistão, de onde conhecemos bem o caso de Asia Bibi, que mostra bem o uso instrumental da lei em relação aos cristãos”.
RV: A Nigéria, por exemplo, é outro país que provoca preocupações…
R: “Sim. É necessário esclarecer que o problema não é criado pelo governo nigeriano, mas por alguns movimentos extremistas do ultrafundamentalismo islâmico, em particular um chamado ‘Boko Haran’. Assim, além das cifras, o que é importante dizer é que estes cristãos não foram todos mortos por seguidores de outras religiões. Certamente – acabamos de citar a Nigéria – existe o problema dos movimentos islâmicos ultrafundamentalistas, porém não devemos esquecer outros dois elementos: o primeiro é a existência ainda de regimes comunistas muito duros, como no caso da Coréia do Norte, e outro é a questão dos conflitos tribais, onde algumas vezes é difícil saber se os cristãos foram mortos por serem cristãos ou por pertencerem à tribo ‘errada’…”.
RV: Existe depois a Europa, onde não existem – obviamente – formas de violência a este nível em relação aos cristãos, porém existem casos de restrições no que diz respeito a eles….
R: “Sim, em relação aos cristãos e às pessoas religiosas em geral. Acredito que o Papa Francisco falou sobre isto muito bem na Evangelii gaudium, quando nos recorda que existe uma mentalidade que quer reduzir a fé a um fato meramente privado e fechar os fiéis nas igrejas, nas sinagogas, nas mesquitas, isto é, enquanto estão fechados e rezam tudo vai bem, mas quando procuram manifestar a sua fé publicamente, no âmbito político e social, começam as discriminações quando não, verdadeiras perseguições. Me tocou muito que o Papa Francisco tenha citado um velho livro que – disse – lhe fez muito bem: ‘O Senhor do mundo’, do escritor inglês Robert Hugh Benson, que mostra justamente uma situação em que os cristãos procuram testemunhar sua fé no âmbito político e social, então são perseguidos e no final também mortos. O Papa disse: ‘Mas vocês acreditam que estas coisas existam somente nos romances ou que aconteciam somente há muitos anos atrás? Não, acontecem agora’”. (JE)

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