BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Governo israelense busca ampliar financiamento à prática do aborto.


Remorsos: 'Uma vez que a mulher se torna mãe, ela será sempre mãe, tenha ou não
nascido seu filho. O filho morto fará parte de sua vida, por mais longa que ela seja'.

ROMA, 21 Jan. 14 / 12:27 pm (ACI/EWTN Noticias).- O governo do Israel, através do ministério de Saúde do país, planeja ampliar a cobertura de pagamentos de abortos a mulheres entre 20 e 33 anos em 2014, conforme informa o jornal local Times of Israel.
O projeto original apresentado por um comitê do ministério de Saúde, presidido por Jonathan Halevi, procurou originalmente financiar o aborto de todas as mulheres em Israel, mas por limitações no pressuposto se viram obrigados a criar um limite de idade.

De acordo à imprensa local, pagar os abortos das mulheres nesta faixa etária custará ao redor de 4,5 milhões de dólares ao Estado.

Estima-se que ao ano em Israel realizam-se 40 mil abortos, com uma das legislações mais liberais no mundo ocidental.

Embora o código penal do país estabeleça que o aborto é um crime que suporta uma condenação de até cinco anos de prisão, também admite numerosas circunstâncias que permitem que se realizem abortos legais, incluindo bem-estar emocional e econômico.

Por isso, conforme informa a imprensa local, a aprovação de uma solicitação de aborto é quase automática se a mulher for menor de 17 ou maior de 40 anos.

Também aplicam facilmente casos de violência sexual, incesto ou relações extra-matrimoniais, assim como casos nos quais a saúde física ou mental se encontra em suposto perigo ou se o bebê no ventre foi diagnosticado com alguma doença congênita.

Adicionalmente, o exército provê pelo menos um aborto gratuito a cada mulher desde que o solicite.

A proposta do comitê será apresentada ao Conselho de Saúde, organismo assessor do ministério de Saúde, em 22 de janeiro.

 http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26584

sábado, 25 de janeiro de 2014

ASSIM ERA O ENSINAMENTO CATÓLICO EM 1938. PARTE 1.


1 – Conclusões sobre a Missa Dialogada

a) É um abuso intolerável o costume de recitar, o povo, em voz alta as partes da Missa que correspondem exclusivamente ao Celebrante, especialmente as Orações Secretas, o Cânon, as Palavras da Consagração;

b) Se bem que não seja ilícito que o povo dê, em voz alta, as respostas do ajudante, não o deve fazer sem licença do Ordinário;

c) A mesma norma se deve observar quanto à recitação das partes que o povo canta nas Missas solenes. Não se deve permitir que recitem, na Missa cantada, o que pertence propriamente à Schola Cantorum: Introito, Gradual, Tracto etc;

d) Para ser frutuosa a participação, é necessário que seja precedida de muita preparação litúrgica e instrução doutrinal.

É mais fácil e menos exposta a sua introdução em Comunidades, Seminários e Colégios;

e) Quanto à recitação, em voz alta da invocação: Meu Senhor e Meu Deus, à elevação da Hóstia, é uso formalmente proibido pela S. Congregação dos Ritos (Decret. 4 de Ag. 1922) como já por vezes declarou a Revista do Clero.

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Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Setembro de 1938, pp. 370-372.


2 – Como se devem cantar ou recitar as Ladainhas Lauretanas?

Resposta

É proibido omitir o segundo Kyrie eleison. Deve-se recitar do seguinte modo: Kyrie... Christe... Kyrie... Christe audi nos etc.

É proibido também recitar o Agnus Dei uma só vez. Deve-se recitar três vezes ajuntando a cada um respectivamente: Parce nobis Domine, exaudi... miserere nobis.

É proibido, finalmente, recitar ou cantar três versetos sob um único ora pro nobis. (Decreto 4367; S. Poenit. Julho, 21 – 1919).

Quem recitar ou cantar as Ladainhas, não observadas estas normas, não lucrará as indulgências.

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Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Outubro de 1938, p. 420.


3 – Revmo. Pe. Diretor da “Revista do Clero”, Laudetur J.

Ensinando o Sinal da “Cruz ” em minha paróquia, sempre mandei que se fizessem as 3 cruzes arrastando o dedo sobre a testa, sobre o rosto, sobre o peito etc., como indica a figura . Mas alguém me disse que estou em erro; que na Europa não se faz assim; que o dedo deve tocar o corpo somente nas extremidades da Cruz, pontilhando, como indica a figura .

Outro ponto. Estamos no mês de Outubro. Pode-se ainda rezar o terço em comum durante a Missa? Desejava uma explicação sobre essas questões.

Velho pároco.
Rio, 5 – 10 – 1938.

Resposta

V. Rev. Não está em erro. O Catecismo oficial distingue duas coisas: persignar-se e benzer-se. Segue V. Rev. o Catecismo. Está muito bem.

Quanto à recitação do Terço durante a Missa, não há dificuldade alguma. Podem os fiéis recitá-lo, mesmo durante o mês de Outubro.

P. S.
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Fonte: Revista do Clero, Ano XIX, Novembro de 1938, p. 464.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Historiadora judia desmente “cumplicidade” de Pio XII com nazistas


Venerável Pio XII
ROMA, 24 Jan. 14 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- A historiadora judia Anna Foa, membro da Associação Europeia de Estudos Judeus, assinalou recentemente que os resultados das investigações revelam que muitos judeus se salvaram durante a II Guerra Mundial pela intervenção de importantes líderes da Igreja, particularmente o Papa Pio XII.

Ao participar de um congresso em Florença (Itália), entre os dias 19 e 20 de janeiro, Anna Foa, conforme informa o vaticanista Sandro Magister em seu blog Chiesa, indicou que os estudos mais atuais anulam “a imagem proposta nos anos sessenta de um Papa Pio XII indiferente ao destino dos judeus ou, inclusive, cúmplice dos nazistas".

A também professora de História Moderna na Universidade La Sapienza de Roma indicou que “os estudos dos últimos anos evidenciam cada vez mais o papel geral de proteção que a Igreja desempenhou em relação aos judeus durante a ocupação nazi da Itália”.
“De Florença, com o cardeal Dalla Costa, proclamado Justo em 2012, a Gênova com o padre Francesco Repetto, também ele Justo, a Milão com o cardeal Schuster, e assim por diante, naturalmente até Roma, onde a presença do Vaticano, além da existência das zonas extraterritoriais, permitiu a salvação de milhares de judeus”.

Venerável Pio XII
Estas obras “de asilo e salvação dos perseguidos”, indicou, não podiam ser fruto somente de “iniciativas a partir de baixo, mas estavam claramente coordenadas e permitidas, pelos vértices da Igreja”.

“Eu gostaria de ressaltar aqui que esta imagem mais recente da ajuda prestada aos judeus pela Igreja não surge de posições ideológicas ligadas ao catolicismo, mas, sobretudo, de investigações concretas sobre a vida dos judeus durante a ocupação, com a reconstrução de histórias de famílias ou de indivíduos. Em resumo, do trabalho de campo”.

A historiadora assegurou que casos de judeus refugiados em Igrejas e conventos aparecem “continuamente nas narrações dos sobreviventes”.

A pesquisadora lamentou que a discussão sobre Pio XII e os hebreus “freou a investigação durante muitos decênios, levando para o terreno ideológico cada tentativa de esclarecer os fatos históricos”.
Ven. Pio XII Celebrando

Em meio da perseguição nazista, assinalou Anna Foa, “sacerdotes e hebreus compartilhavam o mesmo alimento”.

“As mulheres judias passeavam nos corredores dos conventos de clausura, e os judeus aprendiam a recitar o Pai-Nosso e vestiam o hábito como precaução em caso de irrupções nazistas e fascistas”.

Recordando a relação entre judeus e cristãos, que levou a muitos dos primeiros a batizar-se, e que em outros casos ocasionava diálogos respeitosos sobre as religiões, a professora hebreia assinalou que se tratou de uma “familiaridade nova e repentina, iniciada sem preparação pelas circunstâncias, em condições em que uma das duas partes era perseguida e corria o risco de morte e que necessitava, portanto, de maior ‘caridade cristã’, não se deu sem consequências para o início e a acolhida do diálogo”.

“Um diálogo que ocorreu muito mais tarde, certamente, e que se iniciou, sobretudo, em nível teórico. Trata-se de um diálogo de baixo, feito de compartilhar os alimentos juntos e de conversações sem pretensões, também para superar a ansiedade de uma relação desconhecida até esse momento”.

Foa recordou o caso de umas religiosas que em seu convento, em Roma, “acrescentavam bacon à sopa comum só depois de havê-la distribuído às hebreias, para quem tinham dado refúgio. Também esta é, em minha opinião, uma forma de diálogo de baixo”.

Venerável Pio XII
A historiadora lamentou que “em um momento que prevalecia a necessidade de esquecer a Shoah, este processo de diálogo foi bloqueado, em parte, porque por um lado os hebreus estavam tentando reconstruir seu próprio mundo e a própria identidade após a catástrofe e, por outro, os católicos pareciam ter retornado às posições tradicionais em que a esperança da conversão era mais forte que o respeito”.

“Nos inícios dos anos sessenta, com ‘O vigário’ de Hochhuth, sobre este processo se projetaria a sombra da lenda negra de Pio XII, com o resultado de obstruir e obscurecer a memória e o peso desse primeiro percurso comum”, indicou.




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