BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

NOVENA EM HONRA DAS DORES DE NOSSA SENHORA - PARA USO PRIVADO.

(Começa no dia 6 de Setembro)1


Orações Iniciais


Pelo sinal, da Santa Cruz…


V. Abri, Senhor, os meus lábios.

R. E minha boca pronunciará o vosso louvor.

V. Meu Deus, em meu favor e amparo atende.

R. E dos meus inimigos me defende.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


Preparação


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Socorrei-me sem demora.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


Virgem sem mácula, Mãe de piedade, cheia de aflição e amargura; com toda a humildade de meu coração, eu Vos suplico, que ilustreis meu entendimento e acendais minha vontade, para que com espírito fervoroso e compassivo contemple as dores que se propõem nesta Santa Coroa, e possa conseguir as graças e favores prometidos aos que se ocupam neste Santo Exercício. Amém.



SEPTENÁRIO DAS DORES

DA VIRGEM MARIA


A Primeira Dor. (1º Dia)




Eu me compadeço de Vós, ó Virgem dolorosa, por aquela aflição, que o vosso terno Coração sofreu na profecia do Santo velho Simeão. Minha querida Mãe, por vosso Coração tão magoado, alcançai-me a virtude da humildade e o dom do Santo Temor.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes com a profecia de Simeão, quando Vos disse, que vosso Coração seria o alvo da Paixão de vosso Filho. Fazei, minha Mãe, que eu experimente no interior de minha alma a Paixão de vosso Filho e as vossas dores: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração à Nossa Senhora das Dores2



Ó minha Mãe, Maria Santíssima, ao ver-vos tão agudamente transpassada de dor, sinto o meu coração ferido. Ah! Quanto sinto por não só não achar em mim motivos de consolação para Vós, mas antes por ver que tenho sido a causa de vossa aflição! Porém, se de alguma maneira Vos podem consolar as lágrimas de


um coração contrito, eis, ó Mãe amorosíssima, que ajudado por Vós, de todo meu coração as derramo aos vossos sagrados pés, resolvido a morrer, antes de que tornar mais a cometer um só pecado que seja. Dignai-Vos, pois, ó Maria, recolher estas lágrimas e pô-las no Coração do vosso amabilíssimo Filho, o qual não despreza, mas antes aceita o pecador contrito e humilhado; e que essas lágrimas alcancem assim de Jesus, pela vossa intercessão, o perdão dos meus pecados. Amém.


Orações Finais3



V. Rogai por nós, Virgem dolorosíssima.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Interceda por nós ante a vossa clemência, Senhor Jesus Cristo, agora e na hora da nossa morte, a Bem-aventurada Virgem Maria, vossa Mãe, cuja Sacratíssima Alma transpassou uma espada de dor na hora da vossa Paixão. Por Vós mesmo, Jesus Cristo, Salvador do mundo, que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. R. Amém.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Segunda Dor. (2º Dia)




Eu me compadeço de Vós, ó Virgem dolorosa, por aquelas angústias, que o vosso sensibilíssimo Coração sofreu na fugida e permanência no Egito. Minha querida Mãe, por vosso angustiado Coração, alcançai-me a virtude da liberalidade, especialmente para com os pobres, e o dom da piedade.

Compadeço-me, Senhora, de Vós, pela dor que sofrestes no desterro do Egito, pobre e necessitada naquela longa viagem. Fazei, Senhora, que eu seja livre das perseguições de meus inimigos: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração à Virgem das Dores,

do Venerável Domingos Passionista4



Oh! Virgem Maria, Mãe de Deus, Mártir de dor e de amor, permiti que eu venha neste momento, trazer-Vos uma reparação pelos ultrajes e sacrilégios, de que foi vítima o vosso divino Filho, e prostrando-me à vossos pés, me compadeço das cruéis dores que sofrestes e Vos agradeço esse amor infinito que Vos levou a sacrificar pela minha salvação o fruto do vosso seio, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Intercedei junto ao Pai e a seu Filho, para que eu possa alcançar todas as graças indispensáveis à reforma integral dos meus costumes, para que eu, perseverando no vosso Amor, nunca mais torne a ofender-Vos, oh! Jesus, oh! Meu Salvador, e mereça gozar convosco da eterna bem-aventurança. Assim seja.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Terceira Dor. (3º Dia)




Eu me compadeço de Vós, Ó Virgem dolorosa, por aquela agonia que o vosso solicito Coração sentiu na perda do vosso Jesus. Minha querida Mãe, por vosso Coração tão vivamente comovido, alcançai-me a virtude da castidade e o dom da ciência.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes com a perda de vosso Filho em Jerusalém por três dias. Concedei-me lágrimas de verdadeira dor para chorar minhas culpas, pelas vezes que perdi a meu Deus, e que O ache para sempre: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração à Virgem Dolorosa5




Ó Santíssima Mãe, cheia de dores, pelo intenso martírio que sofrestes ao pé da Cruz, nas três horas da agonia de vosso Filho, Jesus Cristo, dignai-Vos assistir-nos a todos que somos filhos de vossas dores, em nossa última agonia, para que por vossa intercessão possamos, do leito da morte ir aumentar a Coroa de vossa glória na Bem-aventurança do Paraíso. Assim seja.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Quarta Dor. (4º Dia)




Eu me compadeço de Vós, Ó Virgem dolorosa, por aquela consternação, que o vosso materno Coração sentiu ao encontrardes o vosso Filho com a Cruz às costas. Minha querida Mãe, pelo vosso amoroso Coração por tal modo atormentado, alcançai-me a virtude da paciência e o dom da fortaleza.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo vosso Filho com a Cruz sobre seus ombros, caminhando para o Calvário entre escárnios, impropérios e quedas. Fazei, Senhora, que leve com paciência a cruz da mortificação e dos trabalhos: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração à Mãe Dolorosíssima6




Minha Mãe dolorosíssima, não Vos quero deixar sozinha a chorar, não; eu quero Vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça Vos peço hoje: alcançai-me uma contínua lembrança e uma devoção terna da Paixão de Jesus e vossa, para que todos os dias que me restam de vida me sirvam somente para chorar as vossas dores e as do meu Redentor. Espero que hão de dar-me essas dores, confiança e fortaleza na hora da minha morte, evitando-me a desesperação à vista da enormidade das ofensas, por mim cometidas contra Vós. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o Céu, onde espero depois recrear-me em Vós e cantar as misericórdias infinitas do meu Deus, por toda a eternidade; assim o espero, assim seja. Amém.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Quinta Dor. (5º Dia)




Eu me compadeço de Vós, ó Virgem dolorosa, por aquele martírio, que o vosso generoso Coração padeceu ao assistirdes a Jesus agonizante. Minha querida Mãe, pelo vosso Coração a tal extremo martirizado, alcançai-me a virtude da temperança e o dom do conselho.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes vendo morrer vosso Filho, pregado numa Cruz entre dois ladrões. Fazei, Senhora, que viva crucificado a meus vícios e paixões: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração à Virgem Maria,

Mãe das Dores7




Ó Virgem Maria, Mãe de Deus, Mártir de dor e de amor, Vós concorrestes ao benefício da minha redenção, pelas angústias sem número que sofrestes ao pé da Cruz. Dou-Vos graças pelo amor com que Vos privastes do vosso amado Filho, para que fossemos salvos. Interponde a vossa intercessão para que não tornemos a crucificar, com novas culpas, nosso amável Redentor; e, perseverando na sua graça até à morte, obtenhamos a vida eterna, pelos merecimentos de sua dolorosa Paixão e Morte de Cruz. Assim seja.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Sexta Dor. (6º Dia)




Eu me compadeço de Vós, ó Virgem dolorosa, por aquela ferida, que o vosso piedoso Coração sofreu na lançada, que rasgou o lado do vosso Filho e abriu o seu amabilíssimo Coração. Minha querida Mãe, pelo vosso Coração de tal maneira transpassado, alcançai-me a virtude da caridade fraterna e o dom do entendimento.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes ao receberdes em vossos braços, Aquele Santíssimo Corpo defunto e banhado por tantas Chagas e feridas. Fazei, Senhora, que meu coração viva ferido do amor divino, e morto a todo amor profano: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.


Oração ao Coração de Maria,

Submerso num Dilúvio de Dores.8




Com que espécie de confusão devo eu compadecer na vossa presença, ó Virgem das Dores, se tamanha parte hei tido nos vossos tormentos e nos do meu Redentor? Mas se por Ele fui tolerado, quando pequei, como hei de temer que em Vós não ache compaixão, quando do meu pecado me arrependo? Ó Coração da Rainha dos Mártires, submerso em um aluvião de penas superiores a todo pensamento criado, que tivesse sido de mim, mesquinho, se do meu Salvador não tivésseis aprendido a retribuir o mal com o bem, e a interceder para o perdão de quem só merecera ser castigado?

Eu Vos agradeço com o afeto de todas as criaturas; e em troca, Vos ofereço os louvores e obséquios que em honra do vosso Nome tendes no Céu e na terra, e aquela mesma obediência que por tanto tempo Vos prestou o Verbo Encarnado, em Vós respeitando a sua divina Mãe. Quisera ter um coração que valesse por todos os corações, para Vos amar em lugar dos infelizes que não Vos amam; quisera ter uma língua, que valesse por todas as línguas, para publicar em todo o mundo a vossa grandeza. Se possuísse todas as riquezas da terra, todas de bom grado as empregaria em Vos erigir novos templos, em solenemente celebrar as vossas festas, em auxiliar mais caridosamente os vossos devotos: se tivesse todos os governos, todos os reinos, tributários eu os faria do vosso domínio; e se lícito me fosse gozar de todos os deleites, de todos voluntariamente me privaria por comprazer-Vos. A isto, e a muito mais, me tendes obrigado com as vossas lágrimas, tão copiosamente derramadas por meu bem aos pés da Cruz. Oh, lágrimas preciosas, que vos unis ao Sangue do meu Senhor, para que também laveis as máculas de um mundo inteiro; ah, purificai-me este meu coração tão sórdido; ah, abrandai-o, dando-lhe uma contrição igual às suas culpas. Eu o dilato, para abranger toda a compaixão que para convosco têm usado os fiéis, e toda a dor que hão experimentado os verdadeiros penitentes, desejando por este modo não ser completamente ingrato aos sofrimentos do meu Deus e às dores da sua Mãe Santíssima. Vós, pois, ó Mãe de Piedade, ouvi as minhas súplicas e deferi-lhes como bem podeis; se tanto Vos compadecestes dos corações ingratos, libertai agora o meu da sua ingratidão, e dele deitai fora essa peste tão odiosa perante Vós. De que me servirá haver sido tão amado de Vós, se não me for dado retribuir o vosso afeto? De que me servirá o vosso pranto, se eu permanecer empedernido nos meus pecados? Ah, Senhora, Vós não sois severa, senão com os soberbos! E por isto, ao passo que tão infeliz me reconheço, jamais perderei a confiança que em Vós tenho depositado; sei bem a quem recorrer, quando recorro à vossa intercessão; pelo que, esperando a graça de poder chorar, ainda em vida, as injúrias que Vos tenho feito, e ao vosso divino Filho, igualmente esperarei que por isso Vos haja de render graças eternamente no Céu. Amém.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


A Sétima Dor. (7º Dia)




Eu me compadeço de Vós, ó Virgem dolorosa, por aquela amargura, que o vosso Coração amantíssimo sofreu na sepultura do vosso Jesus. Minha querida Mãe, pelo vosso Santo Coração, excessivamente aflito, alcançai-me a virtude da diligência e o dom da sabedoria.

Compadeço-me de Vós, Senhora, pela dor que padecestes em vossa solidão, depois de sepultado vosso Filho. Fazei, Senhora, que eu fique sepultado para tudo o que é terreno e viva só para Deus e para Vós: obrigando-Vos em memória desta dor com um Pai Nosso, sete Ave Marias e um Glória ao Pai.

Em memória e reverência das lágrimas que choraram vossos puríssimos olhos na Vida, Paixão e Morte de vosso Filho, eu Vos ofereço três Ave Marias.


Oração à Nossa Senhora da Soledade




Puríssima Virgem Maria, transpassada de dor com a espada que profetizou Simeão; cuidadosa e necessitada fugindo para o Egito; triste e atribulada buscando o Filho perdido; cheia de amargura e lágrimas encontrando-O com a Cruz às costas; aflita e ansiosa vendo-O agonizar e morrer; angustiada e atormentada com o Filho morto nos braços; só e sem consolo deixando-O sepultado: suplico-Vos humildemente, que a graça que Vos peço, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma, me a alcanceis de sua Divina Majestade, e senão, que se faça em tudo sua Santíssima vontade, e que eu nunca O ofenda. Suplico-Vos também, que intercedais por nosso santíssimo Padre, o Papa, pela paz e concórdia entre os príncipes cristãos, exaltação da Santa Fé Católica, destruição das heresias, conversão dos infiéis, e confusão dos turcos: olhai com olhos de piedade a vossos devotos, e concedei-lhes especialíssimos auxílios de graça, para maior glória de Deus e vossa. Amém.

*Orações Finais, como no primeiro dia.


BONUS PARA UMA NOVENA


*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


O Oitavo Dia


Oração à Virgem Maria,

Auxílio na Última Agonia9




Ó Santíssima Mãe, cheia de dores pelo intenso martírio, que sofrestes, ao pé da Cruz, nas três horas da agonia de vosso Filho Jesus Cristo; dignai-Vos assistir-nos a todos, que somos filhos de vossas dores, em nossa última agonia, para que, por vossa intercessão, possamos do leito da morte ir adornar a coroa de vossa glória na Bem-aventurança do Paraíso. (3 Ave Maria).


Ó Mãe de graça e piedade,

Clemente, excelsa Maria,

Do Dragão nos salve, e acolha

Em nossa extrema agonia.


V. Da súbita e imprevista morte.

R. Livrai-nos, Senhor.

V. Das traições do Demônio.

R. Livrai-nos, Senhor.

V. Da morte eterna.

R. Livrai-nos, Senhor.


Oração ao Eterno Pai




Ó Deus, que na dolorosíssima morte de vosso Filho, constituístes o exemplo e o auxílio para a salvação do gênero humano; concedei-nos, como pedimos, que no último perigo de nossa morte mereçamos conseguir o fruto de tão grande caridade e ser associados à glória do mesmo Redentor. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. R. Amém.


Conclua-se, recitando as três jaculatórias:


Amado Jesus, José e Maria!

Meu coração Vos dou e minha alma.


Amado Jesus, José e Maria!

Assisti-me na última agonia.


Amado Jesus, José e Maria!

Expire em paz entre Vós a minha alma.


*Orações Finais, como no primeiro dia.



*Orações Iniciais e preparação,

como no primeiro dia.


O Nono Dia

Oração à Rainha dos Mártires10




Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, tanto chorastes o vosso Filho, morto pela minha salvação! Mas, de que me servirão vossas lágrimas, se tiver a desgraça de me condenar? Ah, pelos merecimentos das vossas dores, obtende-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida, com uma contínua e terna compaixão pelos sofrimentos de Jesus e pelos vossos. Se Jesus e Vós, bem que inocentes, sofrestes tanto por mim, obtende-me, pois, que merecia estar no Inferno, sofrer também pelo vosso amor. Ó minha Soberana, dir-Vos-ei com São Boaventura, se Vos ofendi, a justiça exige que firais o meu coração; se Vos servi, peço-Vos as mesmas feridas como recompensa. Porquanto, vergonhoso seria para mim não ter que sofrer, vendo a Jesus e a Vós transpassados pela espada da dor. Enfim, ó minha Mãe, pela pena que experimentastes quando o vosso divino Filho, Vítima de tantos sofrimentos, inclinou a cabeça e expirou ante os vossos olhos na Cruz, suplico-Vos que me obtenhais uma boa morte. Por piedade, ó Advogada dos pecadores, não deixeis de assistir a minha alma na aflição e combate da terrível passagem desta vida para a eternidade; e como a palavra e voz me faltarão talvez então para pronunciar o vosso Nome, assim como o de Jesus, Nomes que são todas as minhas esperanças, peço, desde já, a vosso Filho e a Vós, me venhais socorrer nessa última hora, e digo: Jesus, José e Maria, eu Vos recomendo a minha alma. Assim seja.


* Rezai sete Ave Marias, e depois de cada uma delas a seguinte oração: “Mãe Santíssima, fazei que as Chagas de Jesus crucificado sejam profundamente impressas no meu coração”.11

*Orações Finais, como no primeiro dia.


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1.  “Manual dos Congregados Marianos”, Edição Oficial, 4ª Parte, Cap. XIV, pp. 232-234. Editora Vozes de Petrópolis/RJ, 1938.

2.  “Livro de Missa para a Juventude”, por um Padre do Espírito Santo, Sexta edição, pp. 170-171. Casa Cruz, Rio de Janeiro, 1898.

3.  Indulgenciada por cada vez. Pio VII, 14 de Jan. 1815.

4.  “O Meu Livro”, pp. 173-174.

5.  “Joia da Alma Piedosa”, p. 132. Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica Benziger & Co. Einsiedeln, Suíça, 1892.

6.  “Manual do Devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, por um Padre Redentorista, traduzido da edição castelhana pelo Dr. P. José Rodrigues Cosgaya, p. 282. Estabelecimentos Benziger & Co., S.A. Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica. Einsiedeln, Suíça, 1899.

7.  “Manual da Paróquia”, compilado pelo Mons. Leovigildo Franca, 2ª Parte, III – Devoções, p. 207. 5ª Edição, Editora Vozes Ltda., Petrópolis/RJ, 1950.

8.  “O Sagrado Coração de Maria Virgem, Proposto à Devoção dos Fiéis”, pelo Padre João Pedro Pinamonti, S.J., VI Considerção, pp. 148-150. Opúsculo vertido do Italiano ao português pelo mais indigno filho da mesma Senhora. Duprat & Comp., São Paulo/SP, 1904.

9.  “Maná ou Alimento da Alma Devota”, composto de Orações e Exercícios devotos, pelo Frei Ambrósio johanning, pp. 314-315. 5ª Edição, Tipografia das Vozes de Petrópolis/RJ, 1915.

10.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R., 4ª Parte, Art. 4 § 4, pp. 626-627. Imprimé par les Etablissements Casterman S.A., Tournai/Bélgica, 1921.

11.  Indulgenciada, uma vez por dia, para os que rezarem sete Ave Marias, seguida cada uma delas da supradita oração Mãe Santíssima, etc. Uma indulgência plenária, num dia à escolha, para os que tiverem rezado estas orações durante um mês inteiro, contanto que, verdadeiramente contritos, confessados e comungados, orem pela Santa Igreja. (18 de Junho de 1876).


DEVOÇÃO À NOSSA SENHORA DAS DORES.


Oração à Nossa Senhora das Dores1: Ó minha Mãe, Maria Santíssima, ao ver-vos tão agudamente transpassada de dor, sinto o meu coração ferido. Ah! Quanto sinto por não só não achar em mim motivos de consolação para Vós, mas antes por ver que tenho sido a causa de vossa aflição! Porém, se de alguma maneira Vos podem consolar as lágrimas de um coração contrito, eis, ó Mãe amorosíssima, que ajudado por Vós, de todo meu coração as derramo aos vossos sagrados pés, resolvido a morrer, antes de que tornar mais a cometer um só pecado que seja. Dignai-Vos, pois, ó Maria, recolher estas lágrimas e pô-las no Coração do vosso amabilíssimo Filho, o qual não despreza, mas antes aceita o pecador contrito e humilhado; e que essas lágrimas alcancem assim de Jesus, pela vossa intercessão, o perdão dos meus pecados. Amém.

Oração à Virgem das Dores, do Venerável Domingos Passionista2: Oh! Virgem Maria, Mãe de Deus, Mártir de dor e de amor, permiti que eu venha neste momento, trazer-Vos uma reparação pelos ultrajes e sacrilégios, de que foi vítima o vosso divino Filho, e prostrando-me à vossos pés, me compadeço das cruéis dores que sofrestes e Vos agradeço esse amor infinito que Vos levou a sacrificar pela minha salvação o fruto do vosso seio, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Intercedei junto ao Pai e a seu Filho, para que eu possa alcançar todas as graças indispensáveis à reforma integral dos meus costumes, para que eu, perseverando no vosso Amor, nunca mais torne a ofender-Vos, oh! Jesus, oh! Meu Salvador, e mereça gozar convosco da eterna bem-aventurança do Céu. Assim seja.

Oração à Virgem Dolorosa3: Ó Santíssima Mãe, cheia de dores, pelo intenso martírio que sofrestes ao pé da Cruz, nas três horas da agonia de vosso Filho, Jesus Cristo, dignai-Vos assistir-nos a todos que somos filhos de vossas dores, em nossa última agonia, para que por vossa intercessão possamos, do leito da morte ir aumentar a Coroa de vossa glória na Bem-aventurança do Paraíso. Assim seja.

Oração à Mãe Dolorosíssima4: Minha Mãe dolorosíssima, não Vos quero deixar sozinha a chorar, não; eu quero Vos acompanhar também com as minhas lágrimas. Esta graça Vos peço hoje: alcançai-me uma contínua lembrança e uma devoção terna da Paixão de Jesus e vossa, para que todos os dias que me restam de vida me sirvam somente para chorar as vossas dores e as do meu Redentor. Espero que hão de dar-me essas dores, confiança e fortaleza na hora da minha morte, evitando-me a desesperação à vista da enormidade das ofensas, por mim cometidas contra Vós. Elas me alcançarão o perdão, a perseverança, o Céu, onde espero depois recrear-me em Vós e cantar as misericórdias infinitas do meu Deus, por toda a eternidade; assim o espero, assim seja. Amém.

Oração à Virgem, Mãe das Dores5: Ó Virgem Maria, Mãe de Deus, Mártir de dor e de amor, Vós concorrestes ao benefício da minha redenção, pelas angústias sem número que sofrestes ao pé da Cruz. Dou-Vos graças pelo amor com que Vos privastes do vosso amado Filho, para que fossemos salvos. Interponde a vossa intercessão para que não tornemos a crucificar, com novas culpas, nosso amável Redentor; e, perseverando na sua graça até à morte, obtenhamos a vida eterna, pelos merecimentos de sua dolorosa Paixão e Morte de Cruz. Assim seja.


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1.  “Livro de Missa para a Juventude”, por um Padre do Espírito Santo, Sexta edição, pp. 170-171. Casa Cruz, Rio de Janeiro, 1898.

2.  “O Meu Livro”, pp. 173-174.

3.  “Joia da Alma Piedosa”, p. 132. Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica Benziger & Co. Einsiedeln, Suíça, 1892.

4.  “Manual do Devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, por um Padre Redentorista, traduzido da edição castelhana pelo Dr. P. José Rodrigues Cosgaya, p. 282. Estabelecimentos Benziger & Co., S.A. Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica. Einsiedeln, Suíça, 1899.

5.  “Manual da Paróquia”, compilado pelo Mons. Leovigildo Franca, 2ª Parte, III – Devoções, p. 207. 5ª Edição, Editora Vozes Ltda., Petrópolis/RJ, 1950.


terça-feira, 14 de setembro de 2021

Ó CRUZ BENDITA, NÓS TE ADORAMOS.


1. No mundo espiritual e interno o sol é a Cruz; desta nasce toda a luz da inteligência e todo o fervor do afeto; e se daqui não nasce, temo que sejam luz e fervor falsos.1

2. Caminhando certo homem, servo de Deus, desviou algum tanto os passos por não pisar a sombra de uma Cruz, que na estrada estava; porém, a sombra foi crescendo tanto, que o caminhante veio a tomar por outra vereda, e deste modo se desencontrou de seus inimigos, que o esperavam para maltratá-lo. De sorte que a Cruz a que este homem não quis fazer ofensa nem por sombra, essa lhe fez sombra para que outros não lhe fizessem ofensa.2

3. Quando chegam à mim, notícias de alguns excessos e ofensas graves da Divina Majestade, se eu lhe tivesse amor, sequer mediano, sentiria ferido o coração; e o sangue destas feridas (que são as lágrimas), manejaria alguma coisa pelos olhos. Porém, ai de mim, que os registros estão enxutos, porque a fonte está seca. Adoro a Cruz material de Cristo, mas da formal, que é a tribulação, ou fujo como Demônio, ou murmuro como o mau ladrão. E se talvez a abraço, não é apertando-a como amigo verdadeiro, mas ao de leve como hóspede pouco conhecido. Não quero Cruz com galhos, que me magoe, mas lisinha, e maior no volume que no peso; Cruz que eu desenhe e fabrique a meu modo e traça; Cruz que me ajudem a levá-la mais Cireneus do que ela tem de palmos ou o caminho de passos; Cruz que não seja Cruz, mais que para não me desconsolar, com que não sou do número dos que seguem a Cristo.3

4. No mundo todo não há mais que três classes de homens: uns inocentes; outros pecadores, mas já arrependidos; e o outros pecadores, mas ainda obstinados. E, para que todos soubessem que haviam de ter cruz, três cruzes se arvoraram no Monte Calvário: uma para Cristo, e esta toca aos inocentes; outra para Dimas, e toca aos arrependidos; outra para Gestas, e toca aos obstinados.4

5. Os furos da Cruz de Cristo Redentor nosso, (conforme se diz comumente) de propósito foram feitos mais distantes e desviados do que pedia sua perfeita estatura, para que não obstante, que os nervos se encolhessem com a veemência da dor, chegassem por força ao lugar assinalado. O que ali fez a malícia e crueldade dos ministros, deve em nós fazer o fervor e prudência do espírito. Bem se sabe, que a vida espiritual é crucificação mística, à imitação do Cristo: Qui sunt Christi, carnem suam crucifixerunt cum vitiis, et concupiscentiis suis. Devemos, pois, colocar os furos longe, porque a natureza, ressentida, encolhe-se; e, se não é por força, não chegaremos a coisas grandes.5

6. Todo o trabalho do Senhor lhe veio de dois madeiros, um no Paraíso, outro no Calvário, aquele onde se contraiu a culpa, este onde se pagou a pena.6

7. Dois grandes amigos, um deles clérigo e homem douto, e outro leigo e idiota, desenganados e aborrecidos do mundo, acertaram retirar-se e a viver no deserto. No primeiro ano, o clérigo desmaiou, porque não aproveitava e, estando tentado a deixar o seu propósito, falou ao leigo, em cuja prática viu resplandecer tantos raios de sabedoria celestial que, admirado, lhe perguntou quem o ensinara? Respondeu o idiota sábio: Estudo por um livro que tem três modos de letras, umas douradas, outras vermelhas e outras negras. – Que livro é este? Perguntou o clérigo. Então lhe mostrou o leigo um crucifixo, e continuou dizendo: As letras douradas são as virtudes deste Senhor, as vermelhas são as suas penas, as negras são as minhas culpas. Com este ensino usou o clérigo dali por diante da mesma lição, e saiu adornado de verdadeira sabedoria.7

8. Toda a alma devota que atentamente empregar os olhos em Cristo crucificado, há de descobrir neste admirável objeto sete objetos os mais relevantes, que a Religião Cristã professa e em toda ela se explica. São estes os seguintes: primeiro, a grandeza do pecado; segundo, o terror do Inferno; terceiro, a grandeza da glória; quarto, o valor da alma; quinto, a esperança do perdão; sexto, o caminho da virtude; sétimo e último, o excesso do amor divino. Torno a dizer: sabeis, Católicos, que é o que vemos, quando vemos a Cristo crucificado? Vemos uma horrorosa sombra da fealdade do pecado; vemos uma comparação significativa das penas do Inferno; vemos uma medida certa das grandezas do Céu; vemos o preço justo do valor de uma alma racional; vemos um fortíssimo argumento da esperança de nossa salvação; vemos um livro compendioso dos ditames da perfeição evangélica; e vemos um retrato vivo das finezas do amor divino.8

9. Cruz sem o título de Jesus ser-nos-á mais pesada e menos proveitosa, porque o título é o que faz suave e leve a cruz toda. Na ponta da vara de Jônatas estava o favo de mel: In sumitate virgae, e na ponta mais alta da Cruz está o título de Jesus; e assim como o favo fazia para Jônatas leve e suave toda a vara, assim o título de Jesus, o padecer por seu amor, e à sua imitação é o que nos fará toda a Cruz suave e leve. Leve e suave diz Cristo, que é o jugo da sua Cruz: Jugum meum suave est, et onus meum leve. Sabem porque, sendo jugo, é leve e suave? Porque, sendo jugo, é jugo seu: Jugum meum. O ser jugo são os lenhos da Cruz, mas o ser seu é o título: e tanto que a Cruz tem título de Jesus, logo, ainda que seja jugo, é jugo suave e leve: Jugum meum suave est, et onus meum leve.9

10. Aqui veremos quão desacertadas são as queixas que formamos, uns da pobreza, outros das doenças, outros das tentações, outros das calúnias dos próximos, e todos de tudo o que é cruz. Ó que escassa luz temos do que nosso bom Deus pretende com essas tribulações! Quantas tribulações, tantas misericórdias do nosso Deus: Deus noster miseretur. Que havia de ser do mundo se todos nadássemos em felicidades? Que Deus havia de poder com a nossa natureza de brutos sem vara e freio que a domasse? Esta é a verdade. Não há coisa que tanto convenha aos filhos de Adão neste mundo miserável como o serem miseráveis. Mais valeu ao pródigo, um dia de fome entre animais imundos, que toda a sua legítima entre amigos e criados. A miséria e tribulação têm salvo mais almas do que nenhum missionário famoso, nem Apóstolo do mesmo Cristo. E assim, todas às vezes que Deus manda algum trabalho particular ou público, é o mesmo que um Apóstolo que converta as almas; e acontece converterem-se então mais almas do que todos os missionários poderiam converter com a palavra e exemplo. Nós não sabemos, que coisa são homens e homens sem cruz. Dai-nos homens prósperos e descansados, que eu vo-los darei brevemente rebeldes a deus. Seria necessário mandar Deus a cada cinquenta anos um Dilúvio, que lavasse o mundo, e tornar a começar de novo a geração humana, em temor e observância de sua lei.10

11. Não pode deixar de ser grato a Deus, quem sofre com paciência dores, tribulações e desprezos das criaturas. Ó alegrem-se os semelhantes a Jó, que quanto mais inimigos e aborrecidos se veem do mundo, porque o mundo os vê em misérias, tanto mais em graça estão com Deus, porque sofrem essas misérias e esses desprezos. Queremos chegar-nos a Cristo e ser-lhe aceitos, cheguemo-nos à sua Cruz e aceitemo-la de boa vontade.11

12. Assentemos bem em nossas almas esta importantíssima verdade: Quem quiser ser aceito a Deus, procure fazer-se pela cruz semelhante a seu Filho Jesus Cristo, porque quem ama o original, não pode deixar de se agradar dos retratos. De todos os crucificados, o original é Cristo e de Cristo, são retratos todos os crucificados.12

13. Quando os persas restituíram, por morte do Imperador Chofroas, o Santo lenho da Cruz a Modesto, Bispo de Jerusalém, reconheceram todos que ainda vinha metido e fechado na mesma caixa em que o tinham levado e com o mesmo selo inviolado, sinal de que os persas não viram a Sagrada Cruz, nem lhes serviu mais que de total destruição de seu império; qual a Arca de Deus cativa pelos Filisteus, destroçando e prostrando o Dragão e ferindo ao povo. Deste modo, ó lástima, se aproveitam alguns maus cristãos do fruto da Cruz e da fé, que nela a tanto custo nos foi adquirida. Creem nela, mas os seus Mistérios estão para eles fechados e selados, nem olham mais que para o exterior. Estes, em vez de aproveitarem-se, perdem-se. Pelo contrário, o varão espiritual sabe abrir os selos da Cruz de Cristo, reconhece o seu peso e estima este tesouro.13


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1.  “As Mais Belas Páginas de Bernardes2000 Trechos Selecionados”, por Mário Ritter Nunes, Trecho 387, p. 99. Edições Melhoramentos, São Paulo, 1966.

2.  Idem, Trecho 460.

3.  Idem, Trecho 475.

4.  Idem, Trecho 512.

5.  Idem, Trecho 835.

6.  Idem, Trecho 991.

7.  Idem, Trecho 1069.

8.  Idem, Trecho 1440.

9.  Idem, Trecho 1471.

10.  Idem, Trecho 1473.

11.  Idem, Trecho 1474.

12.  Idem, Trecho 1475.

13.  Idem, Trecho 1971.


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