Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 5 de julho de 2020

Oração Prodigiosa à Mãe de Deus.



Em todos os Domingos e dias festivos da Mãe de Deus, e em tempo de aflição, por algum aperto espiritual ou temporal, será mui conveniente oferecer à mesma Senhora, em memória da Vida, Paixão e Morte de Seu Santíssimo Filho, a seguinte Deprecação, que segundo se atesta nas celebérrimas Horas do Eminentíssimo Cardeal de Noailles,1 alcança felizmente o desejado efeito de todas as súplicas justas, como se tem visto e verificado por muitas e maravilhosas experiências.


Ó Santa Maria, eterna Virgem das Virgens, Mãe de misericórdia, Mãe de graças, Esperança e Refúgio de todos os aflitos: por aquela espada de dor, que atravessou a Vossa puríssima Alma quando o Vosso unigênito Filho, Jesus Cristo Nosso Senhor, padeceu o suplício da morte de Cruz, e por aquele amor filial, que fez compadecer-Vos da Vossa dor materna, e recomendar-Vos a Seu Discípulo São João, herdeiro do perfeito amor que Ele Vos tinha: rogo-Vos, Senhora, que tenhais de mim compaixão e me deis remédio na aflição, na enfermidade, na pobreza, na consternação, e em qualquer outra necessidade que eu padeça.

Ó Refúgio poderoso dos miseráveis, Mãe benigna de misericórdia, prontíssima libertadora dos degredados filhos de Eva; ouvi os meus rogos, e vede as lágrimas da minha aflição, e da minha dor. Eu me vejo oprimido de infelicidades e misérias, por causa das minhas culpas: e não tenho a quem recorrer, senão a Vós, minha amada Senhora, piíssima Virgem Maria, Mãe de meu Senhor Jesus Cristo, e solícita Advogada do gênero humano.

Rogo-Vos, pois, pelas misericordiosas entranhas do Vosso Santíssimo Filho, e pela glória que Ele teve no tempo da Sua aliança com a natureza humana, ao deliberar com o Pai e o Espírito Santo de tomar a nossa carne mortal para nossa salvação: Pelo Vosso inefável gozo, ó Bem-aventurada Virgem, quando depois da Anunciação do Anjo e do Vosso adorável consentimento, o Divino Verbo se cobriu da nossa mortalidade no Vosso Puríssimo Ventre, donde, passados nove meses, saiu a visitar, instruir e remediar o mundo. Pela agonia, que o Vosso mesmo Filho teve em Seu Coração, quando orou a Seu Eterno Pai no Monte das Oliveiras: pela fiel Companhia, que Vós lhe fizestes em todo o decurso da Sua Paixão e Morte: pelas traições, pelos opróbrios, pelas injúrias, testemunhos falsos, e bárbara sentença contra Ele proferida; pelas duras cordas, com que O prenderam, cruéis flagelos, com que O açoitaram, e rigorosos espinhos, com que O coroaram: pelas lágrimas, e suor de sangue, que Ele derramou; pelo Seu silêncio e sofrimento: pelo temor, pela tristeza e agonia do Seu Coração: pela suma vergonha que padeceu, vendo-se despido no Calvário aos olhos de todo o povo; pelo incompreensível tormento de Sua sede sem alívio: pela ferida da lança que lhe penetrou o Seu Lado amorosíssimo: pelos grossos cravos que trespassaram as Suas mãos e pés Sacrossantos: pela recomendação que Ele fez da Sua Santíssima Alma a Seu Eterno Pai: pela benigna misericórdia, que Ele usou com o ladrão: pela honra e glória da Sua triunfante Ressurreição: pelas aparições que Ele fez aos Apóstolos e Discípulos no espaço de quarenta dias: pela Sua gloriosa ascensão, em que à Vossa vista e dos demais Fiéis foi elevado ao Céu; pela graça do Espírito Santo, que Ele derramou nos corações dos Discípulos em forma de línguas de fogo; pelo terrível dia do Juízo, em que Ele, precedido de um universal incêndio, há de vir a julgar os vivos e os mortos: pela amorosa compaixão e fidelíssima sociedade, que neste mundo lhe fizestes: pelo gozo inefável da Vossa maravilhosa Assunção, quando, na presença e companhia do Vosso mesmo Filho e de toda a corte celeste, fostes sublimada ao Empíreo, e nele coroada de Glória, e de delícias sempiternas: por tudo isso, Senhora, e por tudo o mais que representar-Vos posso, Vos peço, minha Mãe amabilíssima, que ouçais os meus rogos, concedais e faciliteis a súplica que Vos faço, com toda a humildade e devoção, que me é possível (Aqui fará menção de especial Rogativa). E como eu creio, conheço e confesso, que o Vosso Filho Sacrossanto Vos atende, e Vos honra de tal modo, que nada Vos nega nem deixa frustradas as Vossas súplicas: espero e confio, minha adorada Senhora, que experimentarei fiel e prontamente, plena e eficazmente, o desejado socorro da Vossa materna consolação, segundo a doçura de Vosso Coração misericordioso, tudo conforme a benigna clemência de Vosso Santíssimo Filho.

E não só para o feliz despacho daquela especial rogativa, com que agora invoco o Vosso Santo Nome e a poderosa virtude do Vosso augusto Patrocínio; mas também para que Vos digneis de impetrar-me uma viva fé, uma esperança firme, uma ardente caridade, uma contrição verdadeira, um digna e suficiente satisfação, uma diligente cautela para o futuro, um total desprezo do mundo, um intenso amor de Deus e do meu próximo, uma imitação das dores do Vosso amabilíssimo Filho, e ainda a mesma morte, quando deve padecê-la por seu respeito, um fiel cumprimento dos meus votos, uma constante perseverança nas boas obras, uma contínua mortificação do meu amor-próprio, um verdadeiro arrependimento de todos os pecados no fim da minha vida, e por coroa de tudo a perpétua e gloriosa Bem-aventurança na deliciosa companhia, que lá também quisera ter com as Almas de meus pais, de meus irmãos, e de meus parentes, benfeitores, e amigos, assim vivos como defuntos, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Caia sobre meus inimigos o medo, e o pavor; pela força do teu braço fiquem imóveis meus inimigos até que passe este teu servo, Senhor.

Santo Deus, Santo Forte, Jesus Nazareno, que no mundo andastes, teus inimigos abrandastes, meus inimigos não me ofenderão; faca e flecha não me ferirá; chumbo não me entrará; por onde eu for, se for de noite, a luz de Deus me iluminará; Jesus Nazareno, valei-me e defendei-me de todos os meus inimigos, e de todo o mal que me intentarem fazer. Amém.

Rezar 6 Pai Nosso, 6 Ave Maria e 6 Glória ao Pai.



Oração a Nosso Senhor Jesus Cristo

Assim como vejo a luz do dia, vejo meu Senhor Jesus Cristo, e a Virgem Maria; tão guardado ande eu neste dia, como andou meu Senhor Jesus Cristo no Ventre de Sua Mãe, Maria Santíssima; Deus por mim, ninguém contra mim; o Corpo e Sangue de meu Senhor Jesus Cristo está em cima de mim – dizendo três vezes em cruz – Valha-me Jesus, a flor de Sua Mãe Maria Santíssima na Hóstia Consagrada e o Mistério da Cruz. Amém. 5 Pai Nosso, 5 Ave Maria e Glória ao Pai.

Oferece-se, ainda, estes 10 Pai Nosso e 11 Ave Maria à Sagrada Morte e Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em louvor de Suas cinco Chagas, para que me livre de meus inimigos visíveis e invisíveis, dormindo e viajando, para que eles não me ofendam. Amém.


Fonte: Rev. Pe. Antônio José de Mesquita Pimentel, “Cartilha ou Compêndio da Doutrina Cristã - Ordenada por Perguntas e Respostas, Contendo toda a Doutrina...”, pp. 202-207. Livraria Chardron, de Lello & Irmão Ltda, Porto, 1872.


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1.  Donde a traduzimos.

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