BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A “SALVE RAINHA”, CANTO DE GUERRA PARA AS CRUZADAS.


Quantas vezes dos lábios piedosos a todo momento, um pouco por toda parte, se levanta ao Céu a oração Salve Rainha! Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, Salve, etc., etc. Mas, quantos sabem qual é a sua origem? Sabem que foi composta especificamente como um canto de guerra para os Cruzados? Pois bem, eis a origem dela.

Ela é atribuída ao bispo de Puy, Dom Adhemar de Monteuil, membro do Concílio de Clermont, onde foi resolvida a primeira Cruzada. Adhemar seguiu a Cruzada na qualidade de legado apostólico e compôs a Salve Rainha, ou Salve Regina em latim, para que se tornasse o canto de guerra dos cruzados.

A princípio, a antífona acabava por estas palavras: nobis post hoc exilium ostende. A tríplice invocação que a termina presentemente foi acrescentada por São Bernardo, e merece ser narrado como se fez.


Na véspera do Natal do ano de 1146, S. Bernardo, mandado para a Alemanha como legado do Papa, fazia sua entrada solene na cidade de Spire, depois de uma viagem memorável na qual os milagres foram numerosos.

O bispo, o clero, os cidadãos todos, com grande pompa vieram ao encontro do santo e conduziram-no, ao toque dos sinos e dos cânticos sagrados, através da cidade até a porta da capital, onde o imperador e os príncipes germânicos o receberam com todas as honras devidas ao legado do Papa.

Enquanto o cortejo penetrava no recinto sagrado, o coro cantou a Salve Rainha, antífona predileta do piedoso abade de Claraval.

Bernardo, conduzido pelo imperador em pessoa e rodeado da multidão do povo, ficou profundamente comovido com o espetáculo que presenciara.

Acabado o canto, prostrando-se três vezes, Bernardo acrescentou de cada vez uma das aclamações, enquanto caminhava para o altar sobre o qual brilhava a imagem de Maria: O clemens! O Pia! O dulcis Virgo Maria! — Ó clemente! Ó piedosa! Ó doce Virgem Maria!


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Fonte: fatimaemfoco.blogspot.com

reporterdecristo.com http://reporterdecristo.com/a-%e2%80%9csalve-rainha%e2%8 %9d-canto-de-guerra-paraas- cruzadas-completado-por-sao-bernardo

sábado, 22 de outubro de 2011

QUEM SÃO OS MAIORES INIMIGOS DO CRISTIANISMO?


Missa com "fundo marxista"

"Já meditei ontem em que é que ele consistia e compreendi bem a sua nocividade.

Um motivo ainda e dos mais graves desta nocividade é que o espírito do Mundo in­sinua-se sem se dar por isso.

Não são falhas de verdade estas palavras de quem prudentemente observou a invasão de cos­tumes mundanos em pessoas que se julgam cristãs. 'A maior parte das pessoas pie­dosas não julgam o espírito do Mundo tão mau como ele é; não compreendem a sua universali­dade, a sua sutileza, o seu poder de infiltração em quantidade bastante para despojar do seu mérito o bem que fazemos, a sua parti­cular habilidade em dominar as pessoas que se julgam inacessíveis ao seu al­cance'. O grande mal do Mundo está nos homens se persuadirem que ele não é tão mau como o pintam... Esta persuasão é que é o seu triunfo. Quem o não jul­ga perigoso é já sua vítima.


Missa "Afro-inculturada"

Quando Pregadores ou Moralistas creem oportuno desmascarar os perigos da mundani­dade, le­vantam-se geralmente os mundanos a protestar contra tal exagero: 'Invenções quiméri­cas de gente abor­recida, julgam eles. Que inconveniente haverá em eu ter na igreja um genufle­xório chique de pe­lúcia ou de veludo, em trabalhar para os pobres em... cortar um pouco a casa­ca ao vizinho, em se­guir a Moda, em não me privar de nenhum prazer legítimo, em querer estar ao corrente do último ro­mance, da última película, da última peça de teatro... Se se vai a cortar por tudo, acabaremos por já não poder viver'.

Muito bem! É exatamente assim. E tal é de fato o espírito do Mundo.


Missa com "repouso no espírito"

Nenhum perigo? De fato; menos precisamente o de o espírito do Evangelho se tor­nar anti­pático. E é pouco? E com tais ideias como é que se vão formar os filhos para austeridades gene­rosas, para o ideal do apostolado? Como constituir um lar perfeitamen­te cristão? O grande mal de muitos cristãos não é o pecado ao menos falando em geral mas o en­tibiamento do espírito de Jesus Cristo, a arte de esquecer a Cruz, o desejo, implí­cito pelo menos, de não se imporem nenhuma mortificação, de darem a parte menos avan­tajada às rea­lidades invi­síveis.


Padre Pinto

Quanto menos exigentes nos mostramos em matéria de espírito cristão e de vida cris­tã, menos cristãos nos tornamos, e insensivelmente chegaremos a uma extenuação quase completa da nossa religiosidade.

Fica ainda a moldura, fica a rotina, fica a fachada. E nada mais. A Religião foi esvazia­da da sua substância, o Evangelho foi dulcificado, as Bem-aventuranças esquecidas.

E ao que fica pode-se ainda chamar Cristianismo?


Missa com "dança litúrgica"

Não é esse o grande escândalo? Por que é que os incrédulos não abraçam em massa a Fé de Jesus Cristo? É tão belo o Evangelho; todos deviam ser atraídos para ele!

Ai! Entre o Evangelho e os olhos dos incrédulos há essas silhuetas sem graças de cris­tãos de descorado Cristianismo. É atraente uma tal Religião? Ah! Não, mil vezes não! Se foi uma doutrina e uma prática como essa a que Cristo nos veio trazer, muito obrigado, não me satisfaz! Assim racio­cinam os que não compartilham a nossa Fé. Os maiores inimigos do Cristianismo são os maus cristãos.


Missa com "repouso no espírito"

Que espécie de cristão sou eu? Que impressão devo produzir no meio em que vivo? Que pen­sam de mim os que me rodeiam, no meu lar, na oficina, no armazém, na fábrica? Discípulo de Cristo? Ou quê?

Com Deus não se brinca, diz a Sagrada Escritura. E vamos julgar agora que Deus se con­tenta com um Cristianismo só de fachada? Não, mil vezes não. Os verdadeiros fiéis são os fiéis em espírito e verdade. Ocultar-se, quem não é cristão, sob as aparências de uma vida pseudo-cristã, isso pode enganar os homens: Deus não se engana.


Imodéstia na Missa

Com que é que se parece o meu Cristianismo? Vida, ou, simples fachada? Rótulo, ou, verdadeira alma? Convenção, ou, crença sincera, coerente, integral, da qual não resul­tam só atitudes postiças, mas uma prática perseverante, substanciosa, que vivifique a existência toda, dinâmica, avassaladora?

Meu Deus, a vossa Religião é vida. Fazei que eu viva!” (R. Pe. Raul Plus, S.J., "Cristo no Lar", Liv. II, c, p. 207).


"La buena fé exige que hablemos con toda sinceridad y franqueza" (R. Pe. J. Balmes, "Cartas a um Cético em Matéria de Religião", C. 1).

Quando sei a vosso respeito de coisas que não agradam a Deus e são contrá­rias aos vossos interesses, se eu não vos advertir, não posso pretender que amo a Deus, nem que vos amo como devo” (São Pio X, Carta Encíclica “Communium Rerum”, de 21/04/1909).

É aprovar o erro não lhe resistir, é sufocar a verdade não a defender... Todo aquele que deixa de se opor a uma prevaricação manifesta pode ser tido como um cúmplice secreto” (Papa Félix III; citado pelo Papa Leão XIII, em carta aos Bispos italia­nos, em 8/12/1892).


Diálogo entre um peregrino 
e Santa Bernadete Soubirous, 
vidente de Lourdes:

- Recebeu, na gruta de Lourdes, ou depois disso, 
alguma revelação relacionada com 
o futuro e o destino da França? 

- Não.

- Os soldados da Prússia estão às nossas portas; 
isso não lhe causa medo?

- Não.

- Então não há nada para ter medo?

- EU SÓ TENHO MEDO 
DOS MAUS CATÓLICOS.

- Não tem medo de mais nada?

- Não, de mais nada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ESPÍRITO DO MUNDO.



"O mundo, no sentido em que fala Nosso Senhor, distingue-se da Carne e do Demônio.

É a alma absorvida em objetivos terrenos, com prejuízo de Deus, objetivos que em si mes­mos não são viciosos, mas que têm o inconveniente de obscurecer as verdadeiras perspectivas. Oficial­mente não se intima a Deus que se ponha fora da porta, mas praticamente é pô-Lo em segun­do plano pela importância que se dá a tudo o que não é Ele.

Uma das melhores definições do espírito do Mundo é dada pelo R. Pe. Faber: 'A mundani­dade, explica ele, consiste numa infinidade de coisas, que em si se poderiam permitir, mas que levam facilmente a um fim que não pode ser permitido, ou porque a acumulação de todas elas é má, ou porque tomam demasiado ascendente sobre as nossas afeições. Coisas que nada têm de mal em si, são condenáveis quando se interpõem en­tre Deus e nós, mil vezes detestáveis quando tomam o lugar de Deus em nossos corações'.


Nisso está a sua grande nocividade. No conflito de valores, a coisa que mais se es­quece é a importância relativa desses diferentes valores. Nisto não se digna refletir a maior parte dos homens, e o seu instinto leva-os o mais das vezes a prestar atenção às diferentes realida­des, em razão inver­sa da sua importância. O assunto dos pensamentos e das conversas será uma aventura escandalo­sa, ou então, o último romance em voga, as proezas de um cineasta ou de uma 'estrela'; e pelos maio­res acontecimen­tos, sobretudo se são religiosos e jogam com o fu­turo da Cristandade, não se toma­rá o menor interesse.

Ao mesmo tempo que faz esquecer as preocupações essenciais, o espírito do Mun­do ten­de a enfraquecer e até a corromper os caracteres: é a invasão da frivolidade.

Mesmo quando se tratar de Religião, o que dominará não será, por exemplo, o Culto a pres­tar a Deus, mas a satisfação de uma vaidade: serão os bailes de caridade, os casamentos que se ro­deiam de um esplendor mais digno de uma ópera, que de uma Cerimônia Religiosa.


Na vida de São Vicente Ferrer conta-se que em Toulouse se haviam organizado, para afastar graves flagelos, Procissões de Penitência e Cerimônias de Desagravo. Dessas Procis­sões vieram os pe­nitentes a aproveitar-se para se mostrarem nas suas paradas com trajes apro­priados, chegando em certa sociedade a introduzir-se o costume de se procurarem disciplinas com cabos de prata, a fim de se distin­guirem pelos instrumentos de Penitência, os ricos dos po­bres. Até onde se vai aninhar a vaidade!

A que escravidão não se vota quem se abandona a este espírito de vaidade! 'É costu­me assim. Então? O que se há de fazer?' Se é estúpido ou discordante, pouco importa. O que importa é o Mundo. Não vale a pena discutir.

Uma das primeiras companheiras de Santa Madalena Sofia Barat, Fundadora das Da­mas do Sagrado Coração, Madame de Marboeuf, que tinha uma grande experiência do Mundo, dizia às novas re­ligiosas: 'Vós que deixastes o Mundo antes de o conheceres, julgais ter nis­so feito mui­to por Deus. Não sejais tão ufanas do vosso sacrifício. Se soubésseis o que é a escravidão do Mundo! É uma vida de galés. Não sejamos desses condenados às galés. Viva a nobre indepen­dência!" (R. Pe. Raul Plus, S.J., "Cristo no Lar", Liv. II, c, p. 207).

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Fonte:
Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos".

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