BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

BREVES LEMBRETES ÀS FILHAS DE MARIA, E ÀS DONZELAS DESTE MUNDO.


"A beleza se não for temperada pela Modéstia é uma provocadora dos ape­tites animais, que mui facilmente atacam a fortaleza da alma e a derribam em pou­co tempo" ("O Decênio Crítico", por um Assistente da Ação Católica, Cap. IV, Art. II, a).

Santo Agostinho diz às virgens cristãs: "Fugi da companhia e da palavra das mu­lheres, cuja doutrina não é conforme ao Evangelho e cuja vida é por qual­quer forma digna de censura".

"Comporta-te com a Modéstia e a reserva que terias se contigo esti­vessem Je­sus e Ma­ria!" ("Imitação de Maria", por um religioso anônimo, Liv. II, Cap. XXVIII).

"Uma recomendação particular a vós, meninas. Sede sempre modes­tas no ves­tir, no porte e no falar; modestas em tudo, para não serdes nunca motivo de es­cândalo para ninguém. Não imiteis certas jovens descaradas, que, talvez mes­mo sem pensar, le­vam uma vida que, por le­viandade de trato, é inteiramente escanda­losa e causa de tantos pecados" (Teólogo Giuseppe Pe­rardi, "Novo Manual do Cate­quista", Part. II, n. 199).

"A mais resplandecente pérola de uma jovem é a Modéstia, guardai-vos, pois, no vestir, no olhar, no andar, na cabeça e em todo o corpo, em casa e fora de casa; sempre e por toda a parte res­plandeça em vós esta virtude.

São Paulo, recomendando aos fiéis a Modéstia, diz-lhes: 'Que a vossa Mo­déstia seja conheci­da de todos os homens, pois o Senhor está junto de vós'.

A donzela vaidosa é uma enviada do Demônio, porque a vaidade é mais que irmã da impu­reza, é sua mãe" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "5ª regra para todo o tempo", 5º Ponto, pp. 122-123, traduzido do italiano pelo Côn. Dr. Ana­nias Corrêa do Amaral, 11ª edição, Porto, 1926).

Ao levantar-vos "vesti-vos com toda a Modéstia... À noite... despi-vos com toda a Modés­tia, pensando na presença de Deus e do Anjo da Guarda, pois que, essa noite pode­rá ser a última da vossa vida, e perguntai a vós mesma: Onde apa­recerei de manhã? Con­tinuarei neste mundo como até aqui, ou aparecerei na Eter­nidade? E será no Céu ou no In­ferno?" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, Cap. IV, "1ª regra para todos os dias", 2º e 9º Ponto, pp. 114-118, Porto, 1926).



Ouve, ó Filha, o que tenho para te dizer:



"Deves, é verdade, apresentar-te em sociedade; mas deves ter o cuida­do de es­tares di­ante dela dignamente. Ao estares em público, cuida que seja com Modés­tia. Apren­de de Mim tão bela virtude, porque ela te será muito necessária.

De tal maneira tratei com as pessoas, que ninguém nunca Me olhou sem edificar-se extra­ordinariamente. Nem fui jamais imodesta nas palavras, nem imode­rada no tom de voz, nem fala­deira, nem licenciosa no andar. Nada, enfim, houve de indecoroso em Meus gestos, nem de car­rancudo em Meu olhar, nem de mal-humo­rado em Meu semblante. Em Meu convívio e conversação brilhou sempre como num espelho o esplendor da Castidade e Formosura da virtude.

A mesma beleza de Meu corpo não foi senão uma irradiação fulgurante do Meu mo­desto Coração e imagem do decoro.

Nunca ninguém teve nenhum mal pensamento vendo-me passear, re­zar, co­mer ou traba­lhar. Antes, quantos Me viam, moviam-se à edificação e ao lou­vor de Deus.

Minha beleza, que foi extraordinária, exalava inocência e odor de Cas­tidade.

Nunca profiras palavras imorais, porque matam a alma. Deixa de zom­barias e de pia­das; de que te serve que os outros dêem risadas, se ofendes a Divi­na Ma­jestade na pessoa do teu ir­mão a quem maltratas?

Não te distraia olhando aqui e acolá, porque isso mostra o vazio e a vaidade de teu cora­ção. Sejas moderada no teu andar, como o fazem as pessoas que vivem na presença de Deus. Não levantes muito a tua voz, nem dê fortes gar­galhadas; mas a graça da Modés­tia envolva sempre o teu semblante.

Corrigirás melhor aos maus com a tua Modéstia do que com a abun­dância de tuas pala­vras. Se tiverdes de falar, sejam as tuas palavras como anzóis com que prendas à pie­dade aos maus que te escutarem. Sede afável com todos, e os ganha­rás a todos para Deus.

Se todos aqueles que te virem se regozijarem e bendizerem ao Eterno Padre que está nos Céus, e os maus se comportarem na tua presença, então crê, fi­lha Mi­nha, que a Modéstia está em ti como a tocha que ilumina e vivifica. Imita-Me" ("De la imitacion de la Bie­naventurada Virgem Maria Nuestra Señora", por un monje premons­tratense, Cap. III, pp. 176-177, nueva edición, Madrid, 1926).

Ao preparar-se para vestir-se: "Ó Deus, meu Deus, vigiando, por Vós suspiro desde o al­vor da luz" (Salm. 62).

"Oh! Se pudesse vestir-me das virtudes que me faltam! Que fiz eu da­quela veste cândida, tão formosa e pura recebida com a inocência batismal? A per­di pelo peca­do! Mi­sericórdia e per­dão, ó meu Deus!

E a preciosa veste da Graça Santificante, como a tenho guardado? Es­tas vestes que trago estão de acordo com meu estado, meu título de Filha de Ma­ria, estão dentro das Leis da Modéstia?

Quando o meu Jesus, depois da cruel Flagelação retomou os seus vesti­dos, que padeci­mento o Seu, recobrindo aquelas Chagas, sofrendo em todo o Seu Cor­po! Ao lem­brar-me disto, poderei ainda ceder à vaidade? Dia virá, no qual, por outrem, hei de ser ves­tida e preparada para a sepultura... e nunca eu penso nis­to... Naquela hora, as vestes as mais simples e modestas me hão de bastar; por que, então, agora tan­ta ambição e vaida­de?

Desejo tanto e procuro que meu traje sejam bons e bem tratados; por que não terei o mes­mo cuidado com as vestes de minha alma? a Graça, o Amor Di­vino, as santas virtu­des?


'Senhor, purificai-me, lavai-me dessas iniquidades;


libertai-me inteiramente do meu pecado' (Salm. 50).



Tenho tão grande cuidado com o meu corpo e minhas mãos... quando dei­xarei de manchar a minha alma com o pecado? No Céu estarei pura, resplandes­cente, isenta de qualquer mancha. Que felicidade!

O Rosto do meu Jesus foi conspurcado e tão maltratado durante a Sua Pai­xão; to­mei parte nesses tormentos com os meus pecados contra a santa virtu­de.

Tende compaixão de mim ó meu Deus segundo a Vossa grande misericór­dia e bondade!

Minhas mãos, agora que estais limpas, erguei-vos ao Céu. Meu Deus Vós sois o meu tudo. Ó Maria Santíssima, Rainha concebida sem Pecado Original, ro­gai por nós" (Fr. Antonino do Sagra­do Coração de Maria, O. C. D., "Sursum Corda", pp. 15-17).

"A Moda é caprichosa e nos seduz, mas é preciso que o bom senso nos guie para não cairmos no ridículo. Se uma moça não quer chamar a atenção sobre si, deve guardar a justa medi­da. A coquetterie demasiada é perniciosa, pois, é a es­tima excessiva de si mesma. Hoje é Moda o artifício e já passou pela censura dos catões mais severos! Fazer-se bela não é pecado, é antes agradável a si e aos ou­tros, o único mal daí é o exage­ro. O exagero desmedido parece uma provo­cação, um cartaz para afixar os encantos que se ostentam! O excesso de artifício tor­na feia a moça, tira-lhe a graça da naturalidade. Se a Moda é contra a Moral Cristã, que é a Moral da socie­dade sã, deve abster-se de usá-la a moça que se pre­za, a que quer ser respeitada. No vestuário, consultem mais a consciência do que o es­pelho. A consciência é amiga, o espelho é sempre lison­jeador" (Maroquinha Ja­cobina Ra­bello, "Carta às Moças", 5ª Cart., pp. 37-42, 1941).

"A cristã que existe dentro de ti, leitora, tem umas perguntas a te fazer. Po­des respon­der-lhe bem baixinho, mas com toda a sinceridade. Ei-las:

Admites que na tua toilette possa haver um problema moral; que ela inte­ressa não só à modista, mas também à Igreja?

Em caso de intervenções Eclesiásticas, tomas a atitude de filha confi­ante e sub­missa?

Admites que ela, tornando-te mais elegante, pode tornar-te também mais provocan­te, mais tentadora? E assim se converte numa das formas de escân­dalo?

Dá-lhe demasiado tempo e dela fazes uma grande preocupação?

Dá-lhe uma verba roubada à caridade, à justiça (costureiras que não são pagas!), às preci­sões da Religião?

Admites que a liberdade de seguir as Modas tem limites nos quais se en­contra com o pu­dor alarmado?

E bem baixinho vai à pergunta quando notas a responsabilidade de que estás pertur­bando os outros, te desculpas, dizendo: Por que olham para mim?

Não és uma herege da Palavra do Senhor, ao garantir que é impossível agradar a dois se­nhores, ao mesmo tempo, ao mundo e a Deus?” (R. Pe. Geraldo Pi­res de Souza, C. Ss. R., "Audi, Fi­lia!", Cap. XIX, 6, Ed. Vozes, 1938).

Entrega de fitas de Aspirante


Reflexão para antes de dormir



"Talvez eu morra esta noite. Quem me assegura o contrário? Quantos que mor­reram im­previstamente em pecado, e do leito se precipitaram no Inferno? Quem sabe será esta para mim a última noite da minha vida? O que seria de ti, ó minha alma, se tal aconte­cesse? Em que estado de alma te encontras? Na Graça, ou, em pecado mortal?" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, ob. cit., Cap. IV, p. 144).


Entrega do Manual da Pia União




Memorial das Donzelas Cristãs e


de um modo especial das Filhas de Maria




"Será ele para ti, ó donzela, a lâmpada que ao principiar o dia te alumiará para segui­res até Deus, e a voz do Anjo da Guarda, que à noite te dirá: 'foste fiel, descansa em paz, Deus está contente contigo', ou talvez: 'esquecestes os teus deve­res, pede perdão a Deus, des­cansa ainda em paz e amanhã os cumpre melhor'.


Duas simpatizantes, uma aspirante 

e uma nova Filha de Maria





O que devo fazer para com Deus


Orações: Não apressadas, mas com recolhimento e constantes; sossega­das, serenas, resigna­das; simples, humildes, com confiança; sempre respeitosas e o mais possível afetuosas.

Submissão: Ao meu estado e ao meu dever, vêm de Deus e me são im­postos por Deus; me unem a Deus; desprezá-los, é afastar-me do meu Deus.

Ao guia da minha alma, depois de muito bem escolhido e no que a ela res­peita: tem a luz de Deus; vem-lhe de Deus a bondade; mandará em Nome de Deus.

À meus pais: eles têm a Autoridade de Deus.

Aos acontecimentos: são permitidos, preparados e enviados por Deus.

Trabalho: Começado com alegria; continuado constantemente; interrom­pido só por ne­cessidade e logo recomeçado com resignação.

Descanso e cuidado do corpo: Sob a vista de Deus; sob a guarda de Deus.




O que devo fazer para com o próximo




Dar bom exemplo: Pelo meu porte modesto e simplicidade dos meus vesti­dos, lim­pos e gra­ves, ao mesmo tempo que graciosos, próprios da minha idade e condi­ção, mas nunca respirando qual­quer imodéstia nem vaidade.

Por meus modos afáveis e delicados, mas sempre cautelosos e sempre receo­sos.

Por minha fidelidade em cumprir o que me é ordenado por quem tem autorida­de para isso.

Dizer boas palavras: De zelo, sem afetação; de incitamento à virtude e às obras de Deus; de consolação; de paz; de alegria; de amizade. Tudo isto é possível fazer quase todos os dias.

Fazer boas obras através: Dos serviços prestados; por minhas es­molas; por san­tas ações para fazer o bem, para levar os outros à frequência dos Sacra­mentos; por minha in­fluência, para desviar do vício e fazer praticar a virtude.

Do mal reparado: desculpando, justificando, protegendo, defendendo, ocul­tando faltas e esque­cimentos e, se for possível, reparando-os.

Das alegrias procuradas: ao espírito, por justas e santas consolações espiritu­ais; ao coração, por um efetivo reconhecimento para com Deus; à alma, por uma pa­lavra do Céu.



D. Fernando, Pe. Claudiomar 


e as Filhas de Maria.






O que devo fazer para com a minha alma




Devo ter coragem: Nas contrariedades e provações; nos desassos­segos, nas do­enças, nos insucessos, nas humilhações.

Nos aborrecimentos que aparecem sem causa conhecida.

No mau humor que nasce em mim, e que evitarei para não fazer sofrer os ou­tros.

Nas faltas cometidas, para me levantar e as reparar depressa.

Nas tentações, para repeli-las energicamente, mas sem me perturbar.

Devo ter ordem e regularidade: Nas ocupações: cada uma a sua hora.

Nas distrações lícitas, para não gastar nelas demasiado tempo.

Nos objetos materiais que são do meu uso.

Devo renovar constantemente: Os pensamentos piedosos lidos, refleti­dos e al­gumas vezes escritos.

As leituras proveitosas, profundas, elevadas, excitando ao amor do belo por ex­celência e do bem infinito, Deus.

As conversas sobre coisas santas, que reanimem, aumentem e renovem a pie­dade e o fervor.

Os passeios que descansem o espírito, fortificando o corpo" (Manual da Pia União das Filhas de Maria, ob. cit., Cap. IV, pp. 147-150).





Espelho da Donzela Cristã




Em casa recatada e nunca ociosa.



Na igreja ─ Anjo reverente.

.

Com o próximo ─ complacente.



Na conversação ─ moderada.



No olhar ─ modesta.

.

No pensar ─ refletida.

.

No andar ─ grave e sossegada.



No vestir ─ modesta e humilde.



Nos trabalhos ─ a primeira.



Nas leituras ─ receosa.

.

Na companhia ─ afável.

.

Com os homens ─ cautelosa.

.

Com os Sacerdotes ─ respeitosa.



Com os inferiores ─ aprazível.



Na mesa ─ sóbria.

.

Na cama ─ composta.






O Bom Gosto da Donzela Cristã




O vestido mais belo ─ a candura do Batismo.



O melhor alimento ─ a Comunhão.



A melhor bebida ─ a água viva.



O desporto preferido ─ a genuflexão.

.

O melhor passeio ─ entrar dentro de si.

.

O meu melhor amigo ─ o meu Anjo da Guarda.



A minha melhor jóia ─ o meu terço.

.

A minha propriedade ─ o meu túmulo.

.

A minha aspiração maior ─ salvar as almas.



O meu fim ─ Jesus no sacrário.

.

A minha alegria ─ a Virgem Maria.

.

A minha tristeza ─ a perda das almas.



O meu melhor perfume ─ o incenso.

.

As minhas cores preferidas ─ a pureza e o amor.



Em tudo ─ um olhar à Virgem Maria.






Duas Advertências de São Felipe Nery




Filha, não te sobrecarregues com muitas devoções; porém, escolhe as que pu­deres desempe­nhar com exatidão.

Filha, por amor do Céu, e se não queres chorar todo o resto da tua vida, escuta: para bem es­colheres o teu estado, são necessárias três coisas, a saber: tem­po, con­selho e ora­ção.

Tempo para não fazeres as coisas com precipitação; conselho dos pais e do Confessor, des­confiando sempre das tuas luzes; enfim, oração, porque se trata de um negócio de suma im­portância, do qual depende a tua salvação.

Finalmente, ó filha, procura que em todas as circunstâncias e em todos os tem­pos habi­tem Je­sus e Maria na tua mente, na tua boca e no teu coração (ob. cit., p. 129).




Decálogo da Filha de Maria





Leis de conduta moral,

dadas por S. Em. D. Sebastião Leme,



na Assembleia Geral,

do "dia da Filha de Maria"



da Arquidiocese do Rio de Janeiro,



em 22 de Agosto de 1937.




1 ─ Piedade e vida interior: A Filha de Maria, onde quer que se apresente, deve ser reconheci­da pelo seu porte exterior de distinção e modéstia, reflexo de uma pie­dade sólida e de vida interior profun­da.

2 Fervor Eucarístico: A piedade e a vida interior da Filha de Maria de­vem ali­mentar-se com a devoção fervorosa à Santíssima Eucaristia, concretizada principalmen­te, pela assistên­cia à Missa e pela Comunhão frequente, e, si possível, diária.

3 Devoção terníssima à Maria: Pela devoção terníssima que deve con­sagrar à sua Mãe do Céu, a Filha de Maria não deixará passar nenhuma Festa de Nossa Se­nhora sem esme­rado preparo e condigna celebração.

4 Devoção dos Sábados: A devoção dos Sábados, tradicionalmente consa­grados pela pieda­de católica ao culto da Virgem Maria, ocupará um lugar de destaque na vida espiritual da Filha de Maria.

5 Ação Católica: No exercício pacífico da Ação Católica, cada Filha de Maria deve procurar obter um lugar de honra, quer pela sua formação primorosa, quer pela in­corporação numa das suas duas organizações fundamentais femininas.

6O amor à Igreja e ao Papa: A Filha de Maria não cederá a ninguém o prima­do do amor à Igreja e a submissão filial ao Papa e às Autoridades Eclesiásticas.

7Diversões e Modas: Na sua atitude em face das diversões modernas, das modas e leituras, a Filha de Maria lembrar-se-á sempre das altas exigências de sua emi­nente dignidade cristã.

8 Praias e Banhos: As praias de banho não serão frequentadas pela Fi­lha de Maria em trajes, horas e companhias incompatíveis com a Modéstia Cristã.

9 Cassinos: As responsabilidades de perfeição individual e de bom ex­emplo interdi­zem à Filha de Maria a frequência dos Cassinos e reuniões similares.


10 Rádios: O cuidado com a conservação de suas virtudes exige que a Filha de Maria não sin­tonize para as estações emissoras em horas de programas pouco es­crupulosos e incon­venientes.








Compromisso


 

Para a maior glória de Deus,


honra de Maria Imaculada


e santificação pessoal minha

,
prometo cumprir e observar


o Decálogo da Filha de Maria.

 


Transcrevemos aqui o douto e prudente Documento



da Federação Mariana Feminina de São Paulo


Modas: Deve a moda achar-se em absoluta conformidade com a Modés­tia Cristã, ex­cluído qual­quer exagero, inclusive no tocante à pintura; exigem-se mangas compridas até os pu­nhos para a recep­ção dos Sacramentos, bem como em toda a oca­sião em que esteja exposto o Santíssimo; em qualquer outra circunstância são toleradas as mangas curtas, uma vez que che­guem ao cotovelo; nunca será, por­tanto, permitido a uma Filha de Maria trazer um vestido de todo sem mangas.

Diversões: Bailes ─ Nas condições supra, toleram-se os familiares, onde exclusiva­mente será permitida a dança, quando respeitadas as regras intrínsecas da Mo­déstia.

Praias ─ A Filha de Maria deve, em qualquer praia de banho, conservar a máxi­ma distin­ção, como requer o título que a honra. Escolherá com sensatez o seu traje e, em hipótese algu­ma, deixará o seu roupão toda a vez que se achar fora d'água. Em ne­nhuma outra ocasião lhe será permitido abster-se de meias ou usá-las curtas.

Piscinas ─ É expressamente vedado à Filha de Maria tomar parte em ba­nhos mistos em pisci­nas.

Clube de Regatas ou de Natação ─ Dada a promiscuidade inevitável dos clubes de re­gatas e de natação, proíbe-se à Filha de Maria inscrever-se em seus qua­dros soci­ais.

Carnaval ─ É expressamente proibido à Filha de Maria tomar parte em bai­les e em cor­dões car­navalescos, bem como usar traje masculino ou qualquer fantasia que possa, embora de leve, ofender as regras da decência.

§ único: O traje masculino é sempre vedado à Filha de Maria, em qualquer cir­cunstância que se­ja. A proibição dos pijamas estende-se também às praias de banho.

Nota: Se acaso se vir uma Filha de Maria na impossibilidade de cumprir à risca qualquer destas disposições, deve imediatamente, depois de consultado o Confes­sor próprio, expor o caso ao Revmo. Pe. Diretor de sua Pia União, o qual dará a solução que julgar mais acertada, tendo, porém, o cuidado de fazer chegar essa solução ao conheci­mento da Federação de sua Dio­cese. No caso contrário, a falta cometida resultará para a Filha de Maria na sua exclusão imediata da Pia União.

"Jesus está na Sua Igreja Santa. É, pois, necessário que a Igreja em ti esteja para que Jesus em ti viva.

Que teu pensar, teu querer, teu sentir se identifiquem com o modo de pen­sar, de querer, de sentir da Santa Igreja!

Tua luz, teus olhos, teu calor, teu alento, teu guia é de quem dos Céus bai­xou e quer ser teu tudo na Sua Igreja.

Portanto, se o Papa te fala, responde-lhe incontinente: Amém, amém.

Se te fala o Magistério Ordinário, não duvides responder: Amém.

Se leres os Santos Padres, a todas as suas opiniões comuns que represen­tam a Tra­dição: Amém, amém.

Jesus, que vives na Igreja, guiai-me Vós, vivei em mim, transformai-me, compene­trai-me, absorvei-me.

Amém e sempre amém a todos os Vossos Ensinamentos" (Fr. João José Pe­dreira de Castro, "Amém! Amém! Amém!", Cap. XIII).

"Nunca permitas a ti mesma esses tratos que se dão aos outros por brincadei­ras, mas que são sempre repreensíveis. Jogar um no chão, beliscar o outro, pintar a um terceiro de preto, enganar a um tolo; tudo isso denota uma alegria desenfreada e maligna" (São Francisco de Sales, "Filotéia", III, 23).





A Madrinha de Santa Teresinha


 
A irmã mais velha de Santa Teresinha, Maria Luísa Josefina (Soror Maria do Sagrado Coração), em sua infância e juventude, “sempre ciosa de sua liberdade, não lhe agradava a moda feminina da época; ficava irritada e chorava, até, quando a queriam vestida com esmero;... dizia ela, 'todavia, nesse desprezo de toda faceirice devia haver orgulho secreto, pois, o orgulho se imiscui em toda parte, mesmo no que parece ser humilhante. Quando punha um vestido novo, isso era para mim um verdadeiro suplício' (Circular da Madre Inez de Jesus)” (“A Madrinha de Santa Teresinha”, Prefácio, p. 11, Editora Vozes Ltda, 1942).






Amistad de Jovenes Mundanas



"Para conseguir esto (perseverar inocentes hasta la muerte), (PO-246), padres y ma­dres, es necessario que las guardéis primeramente del trato de las mozas aficionadas a galas, a ver y ser vistas, a amores profanos, a galanteos y demás vanidades del mun­do.

Si no las apartáis de esas jóvenes, aunque sean primas, vecinas, o hijas de pa­dres a quie­nes de­béis atención, será como imposible que no se pierdan; poco a poco, o bien aprisa, las inspirarán el amor mundano, plantarán en sus corazones máximas de li­bertad, les harán perder el justo horror que deben te­ner a los hombres y las pegarán to­dos los vicios de que ellas adole­cen.

Y no sólo debéis preservar a vuestras hijas del trato con solteras libres, sino tam­bién de ciertas mujeres casadas y viudas, que son la peste de la juventud; quiero decir de aquellas cuya boca no exhala sino profanidad; cuya vida es un tejido de pecados; que son como las maestras de las modas, bailes y enamoramientos: de esta clase de muje­res, padres y madres, guardad a vuestras hijas si no queréis ver­las sin honor y sin conci­encia" (San Antonio Maria Claret; cfr. "La Educacion de los Hijos", según los escri­tos de San Antonio M. Claret, por R. Pe. Jaime M. Tor­ras, C. M. F., Part. V, Cap. V − Cuidad con las Hi­jas!, nº 267, pp. 256-257, Editorial Coculsa, Ma­drid, 1953).




Amistades Masculinas



"Pero apartadlas aún más de toda suerte de hombres, ya sean solteros, ya casa­dos; ya sean jóvenes, ya viejos; porque, ay!, si de uno sólo os fiáis, aquél será talvez el que a manera de lobo destroce la inocente oveja de Jesucristo.

Mas se acomodan con este santo documento aquellas madres que dejan a sus hijas a solas con los hombres, y no de los más temerosos de Dios? ... Que las permiten sentarse junto a un mozo enamo­rado y conversar con él, en secreto, horas enteras? Aquellas que, muy distintas de aventar lejos de sus hijas los cortejos, no están contentas sino cuando las ven galanteadas de tres o cuatro?” (San Antonio Maria Claret, ob. cit., nº 268, pp. 257-258).

"Enfrenta os problemas deste mundo com sentido sobrenatural e de acordo com as Normas Morais, que não ameaçam nem destroem a personalidade, antes, a encami­nham.

Infundirás assim na tua conduta uma força vital, que arraste; e te confir­marás na tua ca­minhada pelo reto caminho" (São Josemaría Escrivá de Balaguer, "Forja", Cap. "Labor", nº 709).


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Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

QUAL É A ORIGEM DA RENOVAÇÂO CARISMÁTICA?

Gravura ilustrando uma Sessão do Concílio de Trento




"A equivalência essencial entre a Doutrina do Concílio de Trento e as doutrinas opostas, também entre elas, as de Lutero e de Calvino, jamais será aceita pela Igreja Católica. O dia em que a Igreja Católica aceitasse teria deixado de existir e teria se tornado Protestante" (Cardeal C. Journet, L'Osserv. Romano, de 10-11-1969).



O que dizem eles?

“A Renovação Carismática é o Pentecostes hoje... não traz nada de novo à Igreja, em termos de realidade teológica... Nascida da Igreja... em 1967, um grupo de estudantes e professores da Universidade de Duquesne nos Estados Unidos reuniram-se num retiro de fim de semana para renovar os votos de Batismo e de Crisma, e receberam o Batismo no Espírito Santo. Este evento marcou o início da Renovação Carismática, por ter sido o primeiro grupo de fiéis católicos que experimentou o Batismo no Espírito Santo e os dons carismáticos” (Excertos da obra “Ofensiva Nacional”, Cap. I, Págs. 11/12; Cap. III, Pág. 32; Cap. V, Pág. 45).

E qual é a verdade?

“Qualquer grupo de almas batizadas que se separa da comunhão dos fiéis e rompe com os Ensinamentos e Tradições antigas já está condenado pela sua própria novidade. É nas suas origens que se devem observar os frutos próprios de uma doutrina religiosa. Somente na sua origem Divina tem uma religião os seus títulos incontestáveis para impor-se à humanidade” (Rev. Pe. Leonel Franca, S.J., “A Igreja, a Reforma, e a Civilização”).

Patty Galagher Mansfield na Canção Nova

Uma das primeiras católicas iniciadas na doutrina Pentecostal do Batismo no Espírito Santo, a sra. Patti G. Mansfield, tratou logo de documentar os primórdios da Renovação Carismática, escrevendo para isso um livro intitulado Como um Novo Pentecostes”, do qual tirei os seguintes excertos:

1─ “Poucos meses depois de ter havido aquela troca de livros (n.c: Pentecostais), na primavera de 1966, dois professores (n.c: Católicos) da Universidade de Duquesne. Um era professor de História; o outro, instrutor de Teologia. Eles sentiam a necessidade de um maior dinamismo interior, a carência de uma força renovadora para viverem como cristãos e para darem testemunho de Cristo. Ambos... eram Cursilhistas.” (C.N.P., pp. 14/15).

Obs: Curiosa essa "necessidade", essa "carência", que moveram estes professores católicos a procurarem nas Seitas Protestantes da linha pentecostal, "uma força renovadora para viverem como cristãos e para darem testemunho de Cristo"; pois, a Coluna da Igreja, aquele Vaso de eleição chamado São Paulo Apóstolo, afirma, peremptoriamente, "que a Graça de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo nos enriqueceu n'Ele, em toda a palavra e em toda a ciência... de maneira que nada falta em Graça alguma a nós, que esperamos a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também nos confirmará até o fim, para que sejamos irrepreensíveis no dia da vinda de Nossos Senhor Jesus Cristo..." (I Cor. 1, 4-9). Ao que tudo indica, no caso desses professores, São Paulo se enganou, pois, os ensinamentos dos filhos de Lutero inspiraram e confirmaram mais do que a Doutrina Católica, tanto é verdade que eles se espalharam por toda a Igreja Católica. Livrai-nos Deus desta perversão. A ignorância e o orgulho são os pais de todos os erros e vícios.

2─ “Os professores tinham diante de si diversas opções. Eles poderiam deixar-se ficar na busca desta vida mais profunda no Espírito, através da oração e da discussão conjunta, mas essa alternativa não lhes parecia suficiente promissora; uma outra opção seria a de frequentarem a igreja pentecostal, mas, relutaram em fazer isso, no final, a ideia que lhes pareceu mais atraente foi a de procurarem alguns neo-pentecostais conhecidos, aqueles que tivessem permanecido em sua religião, mesmo depois de batizados no Espírito Santo” (C.N.P., Pág. 16).

3─ “Havia um ministro da igreja episcopal que tinha vindo ao Campus de Duquesne para dar uma palestra. Dando uma volta mais longa, eles ligaram para o Pe. William Lewis da igreja de Christ Church, situada no subúrbio de North Hills, na cidade de Pittsburg, para saber dele se conhecia os livros de WilKerson e Sherrill (n.c: Protestantes). Ocorre que ele estava familiarizado com aquelas leituras e, apesar de não ter sido, ele mesmo, batizado no Espírito Santo, poderia apresentar-lhes a uma das suas paroquianas que tinha recebido o 'Batismo'. Padre Lewis descreveu-a como uma fina senhora de excelente conceito na comunidade, mãe de um sacerdote episcopal e membro de um grupo de oração carismático de composição eclética, o qual se reunia numa casa logo em frente a sua igreja” (C.N.P., Pág. 16).

4─ Continua a narrar a sra. Mansfield: “Sou profundamente grata à Flo dodge, que reside atualmente em Lower Burrel, Pensilvânia, por ter-me provido com o relato documentário que será feito a seguir, referente ao seu grupo de oração, o qual deu origem a uma tão poderosa atuação do Espírito Santo entre os católicos. Flo dodge, que é Presbiteriana, foi legitimamente batizada no Espírito Santo em 1962 ...

Flo havia se sentido induzida a formar um grupo de oração, entre dois anos e meio à três anos, antes da famosa visita dos professores (n.c: Católicos) de Duquesne. Naquela época, ela conciliava a sua ativa atuação em sua igreja, com as responsabilidades de diretora de treinamento de uma grande loja de departamentos de Pittsburg. O Senhor havia trazido, uma a uma, para as reuniões de oração da casa de Flo, mulheres das mais variadas denominações cristãs, de quem Ele cuidava maravilhosamente. As vezes alcançava a 30, o número de participantes, mas havia um grupo central permanente de sete mulheres que tinham sido batizadas no Espírito Santo.

Flo dizia que o Senhor havia treinado para a intercessão este grupo central, e o havia posto sob uma estreita disciplina. Elas mantinham uma profunda unidade no Espírito Santo, que se movia em seu meio, e estavam sendo preparadas, em preces e jejuns, a serem obedientes e dóceis em grau máximo, ao Espírito Santo.

Em outubro de 1966, o Senhor induziu Flo, em oração, a ler todo o capítulo 48 de Isaías. Ela pressentiu que ali havia uma importante mensagem para o grupo de oração...

Flo sentiu que nesta passagem o Senhor estava chamando atenção para 4 coisas, sobre as quais confessou na reunião do grupo de oração, a saber: primeiro, o que Ele estava fazendo era algo de novo. Segundo, eles não deveriam dizer nunca 'meu ídolo fez isso'. Terceiro, um processo de refinamento estava em pleno curso. E, quarto, ninguém deveria macular a glória de Deus, deixando-se mover pela carne em vez de pelo espírito. Quando em retrospecto, ela percebeu como o Senhor estava preparando este grupo para o papel que viria a cumprir, trazendo para os católicos o Batismo no Espírito. É evidente que Deus tinha em sua providência um plano para eles, do qual não tinham noção naquela época...

Pouco depois da reunião de 13 de Janeiro de 1967, Flo recebeu um telefonema da mulher episcopalina que se havia encontrado com os professores de Duquesne. Estava muito entusiasmada aquela irmã em Cristo, e ansiosa para que algo especial fosse feito na noite da visita dos católicos. Flo achou que o grupo precisava ser preparado em oração e, no restante, proceder como de costume. Mas, ao desligar o telefone, dirigiu-se a Deus para saber o que estava acontecendo, e se deveria ou não convocar o grupo central. Ela se recorda que pareceu-lhe ter-lhe dito o Senhor: 'Peça-lhes que façam jejum e rezem, e sejam conduzidas pelo Espírito Santo e um evento histórico acontecerá'.

Quatro visitantes de Duquesne chegaram na casa de Flo, à rua Chapel Drive, 25, em North Hills. O grupo era formado pelos 2 professores, já aqui mencionados, a esposa de um deles, e mais um outro instrutor de Teologia, Patrick Bourgeois. Flo se lembra que quando a sua mãe abriu a porta, naquela noite, e viu os homens, ela sentiu de imediato um amor profundo por eles, e os recebeu como seus filhos. Todos se acolheram com um forte abraço. O Senhor transmitiu à mãe de Flo o sentido da integração no Espírito Santo que Ele desejava fazer. O amor do Senhor desceu a todo o grupo e perdurou por toda a noite.

Flo foi profundamente tocada ao ver naqueles dois homens que vinham jejuando e orando por uma renovação com a presença do Espírito Santo, a vontade de alimento espiritual. O instrutor de Teologia comentou para a amiga de Flo, como ele estava surpreso com a percepção profunda na discussão dos assuntos bíblicos, revelada pelos leigos presentes à reunião. Esta prosseguiu como de costume, com o canto de hinos, preces de improviso, curtos testemunhos, compartilhamento de trechos da Sagrada Escritura e preces em línguas.

Era habitual que ao aproximar-se o final da reunião de oração, fosse colocada uma cadeira no meio da sala para que, ali, se sentasse alguém que desejasse que o grupo orasse, para que fosse atendida alguma necessidade especial. Mas, naquela noite, Flo sentiu que o Senhor desejava que esse costume fosse evitado. Ela lembrou-se daquela passagem de Isaías 48: 'A Minha glória, não a darei a outrem'. Flo dispôs-se a observar à ordem do Senhor para que não houvesse imposição de mãos naquela noite. Era importante que nenhum dos membros do grupo de oração fosse dado o crédito, para assim dizer, por ter sido aquela pessoa que impôs as mãos nos visitantes católicos durante o Batismo no Espírito Santo.

Mas, ao tentar levar a reunião ao seu encerramento, o professor de História de Duquesne deu um salto e levantou-se. Flo Dodge recorda-se vividamente que ele a alcançou com um movimento da mão como que para detê-la e disse: ó, não, não faça isso, eu venho esperando há muito tempo por esta ocasião. Eu vim para receber o Batismo no Espírito Santo e não sairei daqui até que o tenha” (C.N.P., Págs. 17-19).

5─ “Flo pediu, então, a Jim Prophater, um artista comercial que aconteceu de ter vindo àquela noite, com sua esposa, que se reunisse a sós com o professor para se certificar de que ele estivesse mesmo preparado, e em condições de receber o Batismo no Espírito Santo. Segundo o relato de Flo, Jim pediu-lhe que expusesse o que acreditava com referência a Jesus Cristo. O professor respondeu que ele amava o Senhor com todo o seu coração e que estava ansioso para receber mais do seu Espírito Sagrado.

Todos os presentes deram-se as mãos, fazendo um círculo e Jim Prophater ofereceu uma prece singela, pedindo ao Espírito Santo que viesse. Flo recorda-se que Jim disse: 'Senhor, Tu conheces o seu coração e a sua necessidade. Derrama sobre ele o Teu Espírito transbordante, a fim de que fique pleno de Ti'. Ela disse que podia sentir o Espírito Santo descendo sobre o professor, mesmo que não estivesse ele rezando em línguas e não houvesse ninguém imposto as mãos sobre ele, mas havia uma tão poderosa energia naquela sala, naquela noite, que cada um dos que ali estiveram recebeu o acréscimo de uma partícula de Deus. Com espírito festivo de alegria, cada um de pé, deu graças ao Senhor pelo que Ele estava fazendo...” (C.N.P., Págs. 19-20).

6─ “Na sexta-feira seguinte, dia 20 de Janeiro de 1967, dois daqueles quatro católicos retornaram a casa de Flo em Chapel Hill. O instrutor de Teologia assim compartilhou, em carta aos seus amigos as suas impressões sobre aquela segunda reunião: Dos quatro de nós que comparecemos à primeira reunião, por diversos motivos, somente Patrick Bourgeois, meu colega instrutor no Departamento de Teologia, e eu, pudemos participar da reunião seguinte. Nós lá voltamos, e dessa vez encontramos as orações e a discussão, focalizada na Epístola aos Romanos. A única forma de expressar como nós nos sentimos com respeito a essa discussão é que ela não foi toldada por temas relacionados com a Reforma.

Eles não estavam afirmando nada que eu sentisse que fosse um problema. Foi uma pujante reunião eclética, desligada de quaisquer denominações. Ela se concluiu quando Pat e eu pedimos para receber o Espírito Santo em oração.

Eles, então, se desmembraram em grupos diversos para poderem orar por várias pessoas. A mim, simplesmente, pediram que fizesse um ato de fé, para que o poder do Espírito Santo atuasse sobre mim. Eu comecei rapidamente a falar em línguas. Não foi nada particular, espetacular, ou engrandecedor. Eu senti uma paz interna, e pelo menos desta vez, realizado na oração... depois, eles trouxeram comida e tivemos uma festinha” (C.N.P., Pág. 21).

7─ “Na semana seguinte, o professor cujo relato acaba de ser lido, rezou com imposição de mãos juntamente com sua esposa e o professor de História. E receberam, também, o Batismo no Espírito Santo” (C.N.P., Pág. 22).

8─ “Um registro interessante, é o de que o reverendo Dom Basham escreveu: 'E eu encontrei-me louvando a Deus, que tomou, inicialmente, o que começou como uma simples prece de fé para dois jovens sinceros que estavam em busca de maior presença Dele, e parece estar tornando isso num renascimento espiritual de grandes proporções, entre os futuros líderes da Igreja Católica Romana'” (C.N.P., Pág. 23).

9─ “O Pe. Eduardo O'connor, C.S.C., encontrou-se quase por acaso com este professor de Duquesne, em sua visita a South Bend. Eis o seu comentário sobre o encontro: 'Ele não disse uma palavra sequer sobre os acontecimentos pentecostais ...'” (C.N.P., Pág. 24).

10─ “O instrutor de Teologia (n.c: um dos fundadores da Renovação Carismática) escreveu uma carta a um amigo, na qual descreve a sua experiência do Batismo no Espírito Santo e do grupo carismático de oração. A carta é datada de 11 de Fevereiro de 1967 – uma semana, exatamente, antes do (n.c: retiro de) fim de semana de Duquesne (n.c: onde a sra. Mansfield participou, e que erradamente, se qualifica como marco inicial da Renovação Carismática). Na carta o professor diz o seguinte:

'Minha esposa começou a falar em línguas, quando fiz a imposição de mãos e rezei sobre ela, 2 dias somente, após ter a mesma coisa sido feita para mim numa reunião de oração...

Como eu relaciono tudo isto com o meu Catolicismo, torna-se, certamente, óbvio, à luz do que foi dito por mim acima. Nada que eu dissesse poderia ser melhor sumarizado do que o seguinte: que eu considero São Tomás de Aquino, a Liturgia Romana e a vida dos Santos, componentes relevantes e necessários à nossa realização religiosa... Em segundo lugar, eu relaciono o Batismo no Espírito Santo e a Crisma da forma seguinte: o nosso Sacramento da Crisma produz efeitos semelhantes aos do Batismo no Espírito Santo, no Novo Testamento... Se um católico crismado vem a ser transformado num contexto renovador como ocorreu conosco, isto nada mais é que uma revivescência da Graça do Sacramento... Terceiro, numa perspectiva ecumênica, este seria um caminho aberto pelo Espírito Santo para nos conduzir à Unidade de uns com outros. Todas as pessoas que encontramos no grupo de oração, são atuantes em suas respectivas igrejas; não encontramos nelas nenhum espírito sectário, nenhum repúdio à igreja institucional de maior porte. Nós estamos aprendendo uns com os outros no sentido mais profundo e, também no sentido mais profundo, nós precisamos uns dos outros, e, ao mesmo tempo eu descobri três horas por semana em minha vida, em que desaparecem todas as divisões entre as igrejas, e eu me vejo ficando mais e mais integrado na Igreja Católica'” (C.N.P., Págs. 24-25).

Breve Comentário

Patty Galagher Mansfield na Canção Nova

E os católicos continuaram frequentando o culto Protestante. Eis aí o novo “Pentecostes” (cfr. Ofensiva Nacional, Pág. 11); eis aí os novos “Atos dos Apóstolos”; eis aí a origem “Católica” da Renovação Carismática (cfr. Ofensiva Nacional, Pág. 12); eis aí “os chamados pancristãos” (Pio XI, Carta Encíclica “Mortalium Animos”, de 6/1/1928); eis aí “uma religião mais universal do que a Igreja Católica, reunindo todos os homens tornados, enfim, irmãos e camaradas no Reino de Deus” (São Pio X, Carta Apostólica “Notre Charge Apostolique”, de 25/8/1910); eis aí o funesto Indiferentismo Religioso, “o grande erro do tempo presente, que consiste em relegar para a categoria das coisas indiferentes o cuidado da Religião, e em colocar em pé de igualdade todas as formas religiosas. Ora, por si só, esse princípio basta para arruinar todas as religiões, e particularmente a Religião Católica, porquanto, sendo a única Verdadeira, não pode Ela, sem sofrer a última das injúrias e das injustiças, tolerar lhe sejam igualadas as outras religiões” (Leão XIII, Carta Encíclica “Humanum Genus”, de 20/4/1884). “Eles caminham, pois, ao revés da Doutrina Católica, para um ideal condenado... O sopro da Revolução passou por aí...” (São Pio X, ob. cit.). É contra estes com certeza que nos foram dirigidas as seguintes advertências: "Nisso deveis empenhar assíduo cuidado e toda diligência, vigiando com todos os meios, para que homens enganadores e sustentadores de novidades não continuem a difundir entre vossa grei doutrinas errôneas e falsos princípios e, dando a costumeira desculpa de defesa do bem" (Papa Gregório XVI, Carta Encíclica "Cum Primum ad aures", de 9/6/1832). A razão iluminada pela Fé nos ensina que, não pode ser o sopro do Espírito Santo, o bafo pestilento da Heresia.

“O novo Código de Direito Canônico de 1917 mantém firme a proibição da 'Communio in sacris', isto é, de se tomar parte em atos de outra religião. Os católicos não podem tomar parte ativa em culto acatólico (como que aprovando e prestigiando a religião estranha)” (J. P. Junglas e Frederico Tillmann, “Luz e Vida, Curso Superior de Religião – A Igreja”, Vol. I, Cap. I, Art. II, nº 2).

O Concílio Vaticano II ensina, que a Comunicação em coisas sagradas “em algumas circunstâncias especiais, como por ocasião das orações prescritas 'pro unitate' e em reuniões ecumênicas, é lícito e até desejável (isto, debaixo da orientação e dos cuidados da Igreja, através da autoridade dos Bispos). Todavia, não é lícito considerar a intercomunhão como um meio a ser aplicado indiscriminadamente na restauração da Unidade dos Cristãos. Esta comunhão depende precipuamente de dois princípios: da Unidade da Igreja que ela deve significar e da participação nos meios da Graça. A significação da Unidade proíbe, na maioria das vezes, a intercomunhão. A busca da Graça, às vezes, a recomenda” ( Decreto “Unitatis Redintegratio”, nº 8).

“A intercomunhão, que ofende a Unidade da Igreja ou inclui adesão formal ao erro ou perigo de aberração na Fé, de escândalo e de Indiferentismo, é proibido por Lei Divina” (Decreto “Orientalium Ecclesiarum”, nn. 26, 29 ).

“O réu da Comunicação in sacris (Communicatio in sacris) proibida seja punido com justa pena” (Código de Direito Canônico, Liv. VI, Part. II, Titul. I, de 25/1/1983). Continuemos:

Fim de Semana em Duquesne

Patty Galagher Mansfield na Canção Nova

Farei um brevíssimo resumo do tão famoso final de semana de Duquesne, pois, a origem já foi descrita como vimos acima. O final de semana nada mais é do que, a proliferação da doutrina Pentecostal entre os católicos por católicos.

11─ “No dia 17 de Fevereiro de 1967, sexta-feira, 25 estudantes, aproximadamente, acompanhados pelo Capelão do Campus, que era um Padre da Ordem do Espírito Santo, dirigiram-se para o local do retiro. Junto com eles, para exercerem a função de coordenadores, seguiram também os dois professores (n.c: neo-carismáticos), um deles acompanhado de sua esposa...

Logo (que) aberto o retiro, foi comunicado aos estudantes que,... também estavam intercedendo por eles, durante todo o retiro, os membros do grupo de oração de Chapel Hill. Flo Dodge lembra-se de como estavam animadas todas as mulheres do núcleo central de oração de seu grupo: 'Elas sabiam que Deus ia irromper numa explosão de poder...

Os professores coordenadores haviam convidado, para que participasse do retiro e se dirigisse aos estudantes aquela senhora, plena no Espírito Santo, com quem se haviam encontrado no grupo de oração de Chapel Hill. Sua apresentação versou sobre a realeza de Jesus e sobre o Batismo no Espírito...

... mais tarde, à noite, durante as horas que haviam sido programadas para uma festinha, celebrando o aniversário de alguns dos participantes, foram sendo induzidos a se dirigirem para a capela e experimentaram de forma manifesta, o Batismo no Espírito“ (C.N.P., Págs. 27-29).

12─ Pouco tempo depois do fim de semana de Duquesne, um dos dois professores conselheiros da CHI RHO escreveu uma carta para os seus amigos, pondo-lhes ao corrente sobre “algumas coisas maravilhosas...” Eis uma transcrição da sua carta:

“... Isto também nos coloca numa atmosfera ecumênica, no melhor sentido. Em quase todas as noites de sexta-feira, nós vamos a uma reunião de oração, juntamente, com Anglicanos, Presbiterianos, Metodistas, Luteranos e Pentecostais. E durante três horas todas as diferenças sectárias são reduzidas a zero, sem que tenhamos que ceder um só milímetro em nosso Catolicismo Romano.

O Pessoal mais prestativo que nos ajudou na orientação espiritual dos estudantes foram dois Pentecostais, um leigo e seu pastor. Eles são, realmente, pessoas notáveis. E toda essa conversa que temos ouvido sobre emocionalismo, etc., é um monte de insensatez, pelo menos no que se refere à Assembleia de Deus.

Eu poderia seguir... e seguir neste assunto, pois a matéria daria para encher um livro. Para resumir numa síntese: um pequeno grupo de Protestantes nos mostrou o que realmente significa ser católico. E mais do que isso: o Espírito de Deus está atuando, poderosamente.

Se você conseguir obter os livros que lhe mencionei (n.c: Pentecostais ), os quais terá condições de encontrar em qualquer boa livraria protestante, você notará que o Batismo no Espírito Santo é geralmente obtido com a imposição das mãos. Eu penso que é somente uma forma sacramental que reativa a Crisma... exatamente como qualquer outro rito sacramental, pode ser um genuíno reativador daquilo que já está presente...” (C.N.P., Págs. 29-30).

13─ “No início de Março (de 1967), o reverendo dom Bashan (Protestante) recebeu uma carta transbordante de boas novas, que lhe enviou Jim Prophater, o artista comercial que havia participado daquela primeira noite, em que os católicos foram à reunião de Flo Dodge. Eis uma parte daquela carta:

'... Você se lembra daqueles dois jovens instrutores de Teologia de Duquesne que receberam o Espírito Santo na casa de Flo Dodge, quando você esteve aqui da última vez? ... Eles pegaram 30 estudantes de Duquesne e os levaram para um retiro de fim de semana, com o propósito de estudarem os quatro primeiros capítulos dos Atos dos Apóstolos. Eles tiveram uma experiência de cenáculo no andar de cima, e vinte deles ou mais receberam o Espírito Santo. De volta ao Campus passaram a orar para que os seus colegas de classe, também recebessem... Eles admitem que têm necessidade de instrução, e nós os estamos ajudando. Na noite de sexta-feira, fomos ouvir os testemunhos de alguns dos estudantes...'” (C.N.P., Pág. 31).

14─ “Como mostra a carta de Jim Prophater, pelo menos durante algumas semanas após o fim de semana, alguns dos professores e dos alunos da Universidade compareceram às reuniões de oração na casa de Flo, e tiveram a verdadeira percepção da Unidade Cristã sob o poder do Espírito Santo. Também houve ministros (n.c: Protestantes) repletos do Espírito, que passaram por Pittsburg e estiveram com os estudantes. O mais notável destes ministros foi o reverendo Harald Bredesen, que é um pioneiro do Movimento Neo-Pentecostal. Um grupo (de católicos) de Duquesne chegou a passar o verão seguinte com o reverendo Bredesen em Mt. Vernon, Nova Iorque, num evento ecumênico de comunhão fraternal e ministério” (C.N.P., Pág. 31).

15─ “Na segunda-feira, dia 13 de Março, um outro grupo composto principalmente por aqueles que haviam recebido o Batismo no Espírito Santo, na semana anterior, acrescidos de uns poucos recém-chegados, compareceram a uma reunião de oração na residência de Ray Bullard, em Mishawaka. Ray era presidente de uma Fraternidade Internacional de Homens de Negócios, denominada Homens de Negócios do Evangelho Pleno... Ray tinha convidado alguns ministros pentecostais para virem encontrar-se com os católicos naquela noite. Antes que tivessem terminado a reunião, a maioria dos católicos já havia orado em línguas. Eles também fizeram questão de deixar claro que não tinham intenção de se tornarem católicos, quando isso lhes foi perguntado. Mais tarde começaram a realizar-se, regularmente, em Notre Dame, encontros católicos carismáticos de oração... e espalhou-se a notícia de que este novo fogo pentecostal estava ardendo no Campus... e o Movimento Pentecostal na Igreja Católica, como era então chamado, começou a propagar-se” ( C.N.P., Págs. 32-33).

16─ “Logo depois da Páscoa, recebemos uma nova visita no Campus de Duquesne, do reverendo Harald Bredesen, um pioneiro do Movimento Neo-Pentecostal, desde o tempo que recebeu o Batismo no Espírito Santo, em 1946. Conquanto não tivéssemos avaliado na ocasião, o nosso grupo de Duquesne, tinha já um débito para com o pastor Bredesen, por motivo da sua atividade corajosa, ao testemunhar, desde tanto tempo, o envio do Espírito Santo e a sua atuação... era, portanto, justo que o pastor Bredesen viesse ver os frutos do seu trabalho apostólico... uma sala cheia de garotos católicos incendiados pelo Espírito Santo. Ele ficou deliciado” (C.N.P., Pág. 61).

17─ Confessa a sra. Mansfield: “Para minha vida, a visita de Bredesen teve grande significação. Ele ensinou-me a discernir a profecia pessoal, e como saber se, o que estamos escutando é a voz de Deus ou nossa imaginação. Harald contou-nos que tinha tido uma profecia pessoal que lhe indicou a mulher com quem deveria se casar. O único problema foi que ele estava apaixonado por outra! ... Explicou-nos que as decisões não são tomadas com base em uma só profecia pessoal. O que ocorre é que, geralmente, a profecia pessoal é uma preparação ou uma confirmação de alguma coisa, que está se desenvolvendo simultaneamente com outras muitas indicações de que o assunto é de Deus.

Vinda de um homem que já se movia por muitos anos em convivência com os dons do Espírito Santo, esta era para nós, uma importante lição. Haviam-se formado em Duquesne, no nosso reduzido grupo de jovens homens e mulheres, alguns pares, unidos em romance depois do fim de semana de Duquesne, muitos de nós, estávamos recebendo ou julgávamos estar recebendo palavras do Senhor, de que X deveria casar com Y, ou Y deveria casar com Z, ou X deveria ser Padre, ou Y deveria tornar-se freira. Abrir caminho através de todas essas revelações contraditórias, era um exercício complicado. Foi onde, fez-se útil a ajuda de Harald Bredesen, ensinando-nos a utilizar adequadamente algumas regras necessárias ao Discernimento” (C.N.P., Pág. 62). Nas páginas 64, 69, 89, 96, 155, 200, 202, 207, etc., existem outros desses “discernimentos” (Nota do Compilador).

18─ Peter Collins testemunha: “Como muitos outros que começaram a ler o livro 'Eles falaram em outras línguas' (n.c: Pentecostal), eu logo senti que não podia parar de ler. Com poucos capítulos de leitura, eu já tinha sido forçado a admitir que havia um grande número de cristãos, que ainda estão vivos, nos dias atuais, que estavam recebendo os dons do Espírito Santo, e que estes cristãos se encontravam em qualquer igreja que se possa imaginar, de denominação cristã, confessional, eucarística ou não, ou simples seita...” (C.N.P., Pág. 148).

19─ “... Preparando-nos para este encontro (Duquesne), lemos os Atos dos Apóstolos e um livro intitulado 'A Cruz e o Punhal', de autoria de Davi Wilkerson (n.c: Pentecostal)” (C.N.P., Pág. 3).

20─ “Dentre os fatores que levaram, diretamente, à experiência do Batismo no Espírito Santo, homens como Ralph, Steve e sua rede de amigos de Notre-Dame, Duquesne e dos Cursilhos, coube um papel-chave a dois despretensiosos livros editados em brochuras. Um deles é a 'Cruz e o Punhal', escrito por Davi Wilkerson com John e Elizabeth Sherrill, publicado originalmente em 1963. O outro é 'Eles falaram em outras línguas', escrito por John Sherrill e publicado originalmente por Mc Graw Hill em 1964” (C.N.P., Pág. 13).

21─ “É de grande interesse para os católicos conhecerem a história de como estes dois livros vieram a ser conhecidos nos seus círculos, ficando mais uma vez demonstrado o quanto nós, católicos, devemos aos nossos irmãos protestantes e pentecostais ...” (C.N.P., Pág. 14).

Observações Teológicas

"O Pe. João-René Bouchet especializou-se em Patrística Grega. Pregador, assistente espiritual de monjas na França, manteve contatos ecumênicos e frequentou grupos de oração e Renovação Carismática.

Nas observações que faz, ele aponta os grupos, todos unidos pela 'experiência de oração', porém, diferentes pelas 'teologias' subjacentes a esta 'experiência'.

Todos, inegavelmente, diz ele, contribuíram 'para despertar na teologia e na espiritualidade católica o sentido da pessoa e da ação do Espírito Santo' (cfr. Le Renouveau charismatique interpellé, p. 20). E é de se lembrar, também, o papel que desempenharam esses grupos 'na descoberta, por parte dos leigos, de seu lugar na Igreja' (Ibid., p. 21).

Entretanto, nos grupos, estes efeitos são condicionados à experiência inicial, indispensável, de uma 'efusão do Espírito Santo' ou 'batismo no Espírito' em que o participante tem que 'estar disposto a receber, ao mesmo tempo que a efusão do Espírito, os carismas que o Senhor lhe quererá conferir. A recusa dos carismas, em particular do dom de línguas, representará um sinal de 'bloqueio', portanto, de desejo incompleto de conversão' (Ibid., p. 23).

Este 'batismo do Espírito' é conferido mediante imposição das mãos de todo o grupo, por entre preces longas de ação de graças, de profecias, de forma a se constituir num 'rito', do qual a pessoa sai libertada e possuída dos carismas, especialmente o de falar em línguas.

Magismo e Manipulação

Há, assim, um como 'fato mágico' na 'efusão do Espírito Santo', resultante da imposição de mãos dos participantes do grupo. E, além do mais, os carismas admitidos são exteriores, os mesmos das Assembleias de Deus. 'Quando se fala de carismas nos grupos da Renovação – escreve Bouchet - trata-se, antes de tudo, de manifestações exteriores tais quais as encontramos nas Assembleias de Deus, a saber, as línguas, as profecias, a cura, a libertação do maligno'.

Observa ainda esse autor que percebeu, não raro, uma como 'manipulação' dos iniciados do grupo, a fim de fazê-los crer estarem possuídos de tais carismas.

Bouchet registra fatos por ele presenciados na França. Também nós pudemos averiguar – pelo menos no início da Renovação Carismática entre nós - casos iguais.

Avaliando este processo carismático, desde os meus primeiros contatos com a Renovação, fiz notar um erro doutrinário inaceitável: o 'batismo do Espírito', ali recebido pela imposição de mãos de um grupo, põe totalmente de lado o valor do Sacramento do Batismo já recebido pelos participantes do grupo e desconhece que a santificação do Espírito Santo não pode resultar de filiar-se ou não à Renovação Carismática.

Importa, ainda, relembrar que carismas são, antes de tudo, 'dons interiores para o serviço da Igreja' e não 'dons maravilhosos' de falar línguas e operar curas.

A formação teológica do nosso clero não pode aceitar esta malversação ou mesmo falsificação dos 'carismas'. Da mesma forma, não consegue aceitar a insistência do método dos líderes carismáticos, que geram uma ilusão psíquica, quando não fanatismo, em torno de 'orar em línguas', 'exorcizar' e 'curar'.

Tudo isto, sem falarmos da exuberância de murmúrios, gritos de 'aleluias', gesticulação em 'frenesi', que torna o ambiente do grupo efetivamente ridículo...

Concluindo:

Queremos encerrar com a conclusão final do Pe. Bouchet:

'Outros pontos haveria ainda a examinar na Renovação Carismática, segundo nosso modo de ver e que manifestam sua dependência concreta relativamente ao Pentecostalismo Histórico: basta-nos lembrar, ao terminar, o agarramento fundamentalista à Bíblia, raramente de bom quilate. Em tudo isso, parece-nos necessário realizar um discernimento'. E, enfim:

'Tal qual se nos apresenta, a Renovação Carismática parece requerer uma purificação espiritual a fim de ser acolhida sem reticências na Igreja Católica' (Ibid., pp. 44-45)(D. Antônio Afonso de Miranda, S.D.N., "O que é preciso saber sobre a Renovação Carismática", pp. 45-48, Ed. Santuário, Aparecida/SP, 1993).

Tendências Semi-Quietistas

"Encontram-se às vezes em certas obras de piedade, aliás excelentes, tendências mais ou menos quietistas que, se servissem de regra de direção para as almas ordinárias, conduziriam a abusos.

O erro principal, que se insinua..., é que parece inculcarem-se a todas as almas, até mesmo às que estão pouco adiantadas, disposições de passividade, que não convém em realidade senão à via unitiva. Pretende-se chegar cedo demais a simplificar a vida espiritual, esquecendo que, para a maior parte das almas, essa simplificação não se pode fazer utilmente senão depois de haverem passado pela meditação discursiva, pelos exames de consciência esmiuçados, e pela prática das virtudes morais. É o excesso de uma boa qualidade; querem-se tornar perfeitas as almas o mais rapidamente possível, suprimindo os estádios intermédios e sugerindo desde o princípio os meios que dão bom resultado às almas mais adiantadas...

Insiste-se também demais sobre o lado passivo da piedade: deixar a Deus operar em nós, lançar-se nos seus braços, sem acrescentar que Deus não o faz geralmente senão quando, durante muito tempo, nos exercitamos na piedade ativa.

Quando se vem a tratar dos meios de santificação, propõem-se quase exclusivamente os que convém à via unitiva: critica-se, por exemplo, a meditação metódica e dividida em compartimentos, como a chamam; as resoluções particulares, que, dizem, quebram a unidade da vida espiritual; os exames de consciência esmiuçados, que se querem substituir por um simples olhar. Mas esquecem que os principiantes não chegam geralmente à oração de simplicidade senão pela oração metódica, que, para eles, as resoluções gerais de amar a Deus de todo o coração necessitam de ser precisadas e que, para conhecer e reformar os próprios defeitos, é necessário entrar em minudências: expostos demais estão eles a contentar-se de um olhar superficial sobre si mesmos, que deixará subsistir as suas paixões e fraquezas.

Numa palavra, esquece-se demasiado que há vários estádios que percorrer, antes de chegar à união com Deus e ao estado passivo" (Ad. Tanquerey, "Compêndio de Teologia Ascética e Mística", nn. 1487-1488, pp. 806-807, 5ª edição, Porto, 1955).


Conclusão

Como vimos ao longo deste trabalhinho, o critério fundamentalista na interpreta­ção da Es­critura Sagrada, a ignorância doutrinária, embala­das e impulsionadas por doutrinas pente­costais, foram e continuam a ser em grande parte os genito­res e mantenedo­res de todos os desvios na Renova­ção Carismática, inclusive da própria ori­gem e fun­dação deste Movimento. As suas Teses fundadas em razões teológicas, não têm ne­nhuma raiz na Tradição.

Existe Algo de Bom e de Proveitoso Neste Movimento?

Sim! Existem muitas qualidades que, bem expurgadas dos erros protes­tantes e ador­nadas com a bi-milenar Tradição Doutrinária Católica exalarão em muitíssi­mos e agradabilíssimos odo­res de novas primaveras de virtudes para a Igreja.

As pessoas que se encontram na Renovação Carismática, o estão (a grande maioria) com inten­ção reta. Se estão fazendo as coisas erradas, é porque assim o foram ensinadas. Bas­ta mostrar-lhes o caminho reto e seguro, e as ferramen­tas necessárias para bem percorrê-lo, e elas, automaticamente, obedecerão e percorrerão, “a fim de que em todas as coisas Deus seja glorifi­cado por Jesus Cristo” (I Ped. 4, 11).

Mais uma vez eu afirmo que, a finalidade principal deste pequeno trabalho não é senão a de lan­çar um pouco de luz no meio da densa escuridão do século presente; século este de igno­rância religiosa, de incredulidade, de aposta­sia da Fé Católica, de paganismo, de satanis­mo e sensualismo desregrado.

Espero ter contribuído de alguma maneira para ilustrar pelo menos uma única mente, so­bre o as­sunto presentemente tratado. Sei que um coração reto, uma alma sincera e uma consci­ência que plana pela verdade, encontrará neste trabalhinho manancial suficiente para rever os seus atuais conceitos so­bre a dita matéria.


Termino com esta belíssima, brevíssima e substanciosa oração:


Senhor, luz e mais luz,
enviai a vossa luz,
dissipai as minhas trevas,
abri os meus olhos;
porque sem sermos esclarecidos,
não podemos evitar os precipícios
e nem achar a Deus”

(Santo Afonso Maria de Ligório).


 

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