BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 3 de setembro de 2022

PROFISSÃO DE ESCRAVIDÃO MARIANA.


1. Confessais que Maria Santíssima é a Obra-prima do Criador, Filha predileta de Deus Pai, que n’Ela tem as Suas complacências? Confessamos, sim!

2. Confessais que Ela é a mais formosa entre as criaturas, e a Mãe queridíssima de Deus-Filho? Confessamos, sim!

3. Confessais que Maria Santíssima está acima de todos os Espíritos angélicos, e que é a Esposa puríssima do Espírito Santo? Confessamos, sim!

4. Confessais que Maria é a Rainha dos Anjos e dos Santos, Senhora dos Céus e da terra pelo inefável título de Mãe de Deus? Confessamos, sim!

5. Confessais que Maria é Imaculada na sua Conceição e que logo no primeiro instante do seu ser foi adornada com maior graça do que todos os Bem-aventurados? Confessamos, sim!

6. Confessais a Virgindade de Maria antes do parto, no parto e depois do parto? Confessamos, sim!

7. Confessais que Nossa Senhora correspondeu fielmente à graça com a maior continuidade e intensidade possíveis? Confessamos, sim!

8. Confessais que a Santíssima Virgem cooperou com o seu Divino Filho na Obra da nossa Restauração e Redenção? Confessamos, sim!

9. Confessais, que como fiel Esposa do Espírito Santo, com Ele coopera para a nossa Santificação? Confessamos, sim!

10. Tendes a Maria, como nossa Mãe na ordem da graça, proclamada como tal por Jesus Cristo na Cruz ao entregá-lA a São João e nele a todos os homens? Temos, sim!

11. Acreditais, portanto, que Ela é o Canal de todas as graças e que d’Aquela que nos deu Jesus receberemos todas as demais graças? Acreditamos, sim!

12. Quereis, pois, prestar a tão Soberana Rainha, a cujo império está submetido tudo o que existe abaixo de Deus, o culto devido às suas excelsas prerrogativas? Queremos, sim!

13. Consagrai-vos a esta divina Senhora e Mãe como escravos por amor, para viver submetidos à sua vontade? Consagramo-nos, sim!

14. Quereis fazê-lA depositária de tudo o que sois e tendes no corpo e na alma, para que Ela disponha de tudo como Dona e Senhora? Queremos, sim!

15. Quereis dar glória ao Senhor escolhendo para ir até Deus o mesmo caminho que Ele escolheu para vir até nós, isto é, a Virgem Santíssima? Queremos, sim!

16. Quereis viver por Maria, com Maria, em Maria e para Maria? Queremos, sim!

17. Quereis viver no seu puríssimo seio, para reproduzir em vossas almas do modo mais perfeito, a imagem de Jesus Cristo, lançando-as n’Aquele molde divino? Queremos, sim!

18. Amais estas cadeias que vos ligam no tempo e na eternidade, à Mãe do Amor Formoso? Amamo-las, sim!

Amamo-las, sim, querida Mãe!

E desejamos que a nossa vida inteira seja a homenagem do amor e da dependência dos nossos corações; neste espírito, aceitamos de antemão a morte, para dar, com essa destruição do nosso corpo, o último e supremo testemunho da nossa escravidão à vossa soberania, que com todo o gosto aceitamos e reconhecemos agora, para depois a continuar a cantar e a louvar para glória de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.1



EXEMPLO2

Uma vocação devido à Ave Maria

Nascido na ilha Maurícia, de pais ingleses e protestantes, M. Tuckwel tem em si um exemplo tocante das misericordiosas antecipações da graça.

Na idade de seis anos ouviu recitar a Ave Maria, decorou-a e repetiu-a diante de sua mãe. Ela ralhou e o advertiu que não repetisse mais semelhante louvores a Maria, porque eram uma das superstições papistas. O menino obedeceu: mas, daí a algum tempo, lendo na Bíblia, acertou com a passagem de São Lucas, que narra a Saudação do Anjo à Maria. Como a mãe não soube lhe resolver a dúvida, voltou a recitar a Ave Maria.

Aos 13 anos, ouvindo falar contra o culto da Santíssima Virgem, protestou dizendo: “Que contradição a vossa! Quando a Bíblia vos manda e a todas as gerações, glorificar a Maria e chamá-lA Bem-aventurada”.

Ouvindo isto, sua mãe levantou-se e disse com violenta emoção: “Esse menino será nossa vergonha: ele acabará católico”.

De fato, logo que foi livre, M. Tuckwel se fez instruir e abraço o Catolicismo. Um dia que ele instava com sua irmã para segui-lo, esta lhe disse, mostrando-lhe os filhos: “Vês estes meninos, sabes se eu os amo: pois, eu lhes cravaria um punhal no coração antes do que deixá-los entrar nessa religião”. Maria quis também triunfar desta oposição, e a venceu. M. Tuckwel viu, uma vez, sua irmã em grande consternação; pois, seus dois filhos estavam com o croup, e a morte era iminente. Dize comigo a Ave Maria, e Maria os salvará! Vencida pela dor, a mãe ajoelhou-se e disse com o irmão: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, agora, por nós pobres pecadores”: e seus filhos escaparam.

M. Tuckwel deixou, então, o seu cargo de oficial para pedir as Ordens Sacras. Hoje, ele é um Sacerdote conhecido no mundo católico.


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1.  Dr. D. Ildefonso Rodriguez Villar, “Pontos de Meditação sobre a Vida de Nossa Senhora”, Apêndice, pp. 439-440. Livraria Figueirinhas, Porto, 1946.

2.  “Mês de Maria”, traduzido das Palhetas de Ouro, por Mons. Dr. José Basílio Pereira, 26º Dia, pp. 86-87. Editora Mensageiro da Fé Ltda, Salvador/BA, 1946.


quarta-feira, 31 de agosto de 2022

NOVENA DA NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA.

(Começa no dia 30 de Agosto)


É no século VII que surge a festa da Natividade da Virgem. Dela temos menção no Sacramentário Gelasiano, livro que enumera as festividades da Igreja. O Papa Sérgio I (687-701) prescreveu para o dia de sua celebração uma procissão de rogações. No Oriente, a festa era também conhecida, como vemos de dois Sermões de Santo André de Creta (720).1



Oração

Ó graciosíssima Menina, que em vosso feliz Nascimento consolastes o mundo, alegrastes o Céu, aterrastes o Inferno, trouxestes aos caídos alívio, aos enfermos saúde, a todos alegria: nós Vos suplicamos, com o mais fervoroso afeto que, renasçais espiritualmente por vosso amor, em nossas almas. Renovai o nosso espírito para servir-Vos, acendei o nosso coração para amar-Vos e fazei florescer em nós aquelas virtudes, com que possamos cada vez mais agradar a vossos benigníssimos olhos. Ah, Maria! Sede para nós Maria, fazendo-nos experimentar os salutares efeitos do vosso suavíssimo nome. Seja-nos a invocação deste nome conforto nas amarguras, esperança nos perigos, escudo nas tentações, salvação na morte. Assim seja.


V. O vosso Nascimento, ó Virgem Mãe de Deus.

R. Anunciou alegria a todo o mundo.


Oremos: Concedei, Senhor, aos vossos servos o dom da graça celestial, para que, sendo para eles o Parto da Virgem o princípio da salvação, a solenidade votiva do Seu Nascimento lhes traga o aumento da verdadeira paz. Por Cristo, Senhor nosso. R. Amém.



Ladainha de Nossa Senhora2

(Atualizada)


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*3

Mãe de misericórdia,*4

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*5

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


Canto Final:Consagração à Nossa Senhora”.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.6


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Fonte: Manual dos Congregados Marianos, Edição Oficial, Quarta Parte, XIII, pp. 230-231. Editora Vozes, Petrópolis/RJ, 1938.

1.  Glórias de Maria Santíssima, Santo Afonso Maria de Ligório, 6ª Edição, Ed. Vozes Ltda., 1964.

2.  Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela Autoridade competente. Sobressaem-se entre elas as seguintes: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos (Manual das Indulgências - Normas e Concessões, Cap. Outras Concessões, n. 29, p. 54. 2ª Edição, Ed. Paulus, São Paulo, 1990).

6.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 55).


quinta-feira, 11 de agosto de 2022

OS DOIS SACERDOTES CATÓLICOS APÓSTATAS.


Numa região da Alemanha setentrional, um Sacerdote chegara a apostatar, aceitando um lugar de pastor protestante.

Um dia, estando hospedado em casa de outro pastor numa grande cidade, foi anunciado que um homem estava para morrer e parecia precisar muito de socorros espirituais.

Não podendo sair o dono da casa, o nosso apóstata foi visitar o enfermo.

Numa casa miserável e obscura estava um velho em estado desolador. O pastor leu alguns trechos da Bíblia; mas o moribundo respondeu: “Estou perdido! Para mim não pode haver perdão! Ai de mim!”

Em vão, o pastor procurava confortá-lo.

O moribundo repetia: “Ninguém pode me auxiliar! Minhas culpas foram enormes! Devo ser condenado!”

Mas, pelo amor de Deus – disse o pastor – por que dizeis isto?

Depois de muita resistência, o velho revelou que era um Sacerdote católico, apóstata, e que os seus pecados o faziam desesperar do perdão de Deus.

Aquela confissão fez uma impressão tremenda na alma do pastor que o ouvia, o qual reconhecendo naquele quadro o estado de sua alma, sentiu renascer a antiga fé e disse: “Amigo e irmão, eu posso ajudar-te, com o auxílio de Deus. Eu também sou um renegado, um excomungado, mas sou sempre um Sacerdote, e posso abrir o Céu a um moribundo”.

Aquelas palavras foram uma mensagem do Céu que consolou o enfermo, que recebeu a absolvição e morreu na paz de Deus. Mas, o pastor abandonou o Protestantismo e se converteu imediatamente. Voltando-se aos colegas de mentiras, disse: “Adeus, meus senhores! Eu volto à Igreja Católica, que tão perfidamente abandonei. A misericórdia de Deus me chama à penitência e ao Céu. Deus queira iluminar a vós também”.1


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Fonte: Rev. Pe. Geraldo Vasconcellos, “Lições Edificantes”, Coleções de Trechos escolhidos de Revistas, Livros e Jornais, Cap. II - Protestantismo, p. 77. Gráfica Cerbino, Niterói/RJ, 1951.

1.  O Lutador, de 19 de Janeiro de 1936.


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