BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 11 de junho de 2020

SANTO ANTÔNIO FAZ UM ANIMAL IRRACIONAL, ADORAR O SS. SACRAMENTO DO ALTAR.



Na cidade de Bourges, ou, como afirmam os Bolandistas, em Tolosa residia Guialdo, um dos mais pertinazes e prestigiosos chefes dos hereges albigenses, os quais negavam, entre outros dogmas da nossa Santa Religião, o da Presença Real de Jesus Cristo no Augustíssimo Sacramento do Altar. Este herege resistiu inabalável, incrédulo e impertinente às discussões de Santo Antônio sobre o assunto.

Deixemos-nos de palavras” – respondeu Guialdo. “Prove-se por um milagre público a Presença Real de Jesus Cristo no Sacramento do Altar e eu renunciarei às minhas doutrinas. Tenho um animal; encerra-lo-ei durante três dias, privando-o de qualquer alimento; decorrido este tempo, conduzi-lo-ei, à vista de todos, à praça pública, onde só, então, lhe dareis comida e, ao mesmo tempo, vós lhe apresentareis a Eucaristia. Se o animal, com fome de três dias, deixar de parte o alimento, para se prostrar ante a Eucaristia, eu, desde esse momento, convencer-me-ei de que estou no erro”.

Santo Antônio, apesar da grosseria da proposta, por inspiração especial do Céu, aceitou-a.


Chegado o dia determinado, Guialdo, seguido de numerosos adeptos, aparece na praça com o animal faminto.

Santo Antônio, depois de ter celebrado, com íntima devoção a Santa Missa, aproxima-se, cercado de uma multidão enorme de fiéis e de curiosos, que ansiosos esperavam. Trazendo nas suas mãos sagradas a Eucaristia, volta-se para o animal irracional e assim fala: “Em virtude e em Nome do teu Criador, que trago nas mãos, ainda que indignamente, mando-te e ordeno-te que venhas, imediatamente prostrar-te diante Dele, a fim de que, por este fato, os hereges reconheçam que todas as criaturas estão submetidas ao seu Criador1, o qual cotidianamente se imola sobre os altares”.

Fato admirável, que só podia realizar o Todo Poderoso!

O animal, dócil à voz do Altíssimo, embora faminto, deixa de lado o alimento, que o dono lhe mandou apresentar, prostra-se reverente por terra e, deste modo, atesta evidentemente a Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada.


Quem será capaz de descrever o assombro, a confusão, que se apoderou dos hereges, as torrentes de júbilo celestial, que inundaram o coração do Santo e dos fiéis?

Unanimemente louvaram e glorificaram todos a Deus, por haver manifestado, por um testemunho tão claro, o Seu poder incomensurável e a Sua glória incomparável.

A fim de perpetuar este fato, único e singular, Guialdo e sua família construíram um templo magnífico neste lugar abençoado.

Ele, os membros de sua família e milhares de outros se convenceram da verdade; abandonaram as doutrinas falsas e mortíferas e incorporaram-se às fileiras dos discípulos do divino Mestre.

Depois desta maravilha inaudita, Santo Antônio foi por todos denominado e aclamado – “o Martelo dos Hereges”.



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Fonte: Rev. Pe. Frei Luiz, O.F.M., “A Vida e o Culto de Santo Antônio”, 1ª Parte, Cap. 14º, pp. 160-163. 3ª Edição. Butzon e Bercker – Editores Pontifícios, Petrópolis/RJ, 1907.

1.  Salmo 118, 91.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

SANTO ANTÔNIO E O SUBLIME MILAGRE DA PREGAÇÃO AOS PEIXES.



Nas suas viagens apostólicas, Santo Antônio chegou também à cidade de Rimini, foco famoso de perniciosas heresias.

Grandes foram a confusão e a consternação, que se apoderaram dos hereges pertinazes, ao espalhar-se a notícia da chegada do celebrado pregador Antônio, justamente denominado “o Martelo dos Hereges”, e cuja irresistível eloquência se unia a tão eminente santidade.

Amando mais as trevas do erro, do que as luzes da verdade, vítimas infelizes da sua própria malícia, os Riminenses resolveram não comparecer à pregação do enviado de Deus, frustrando deste modo o seu apostolado.

Realmente foi ali, que, pela primeira vez, o insigne pregador se achou sem auditório algum, sendo assim inutilizados os seus trabalhos, esgotados os seus esforços, desvanecidas as suas esperanças e naufragados os seus projetos.

Sentindo, profundamente, não dar ganho de causa à verdade sobre a mentira, o Santo retirou-se da cidade, escondendo-se numa pequena gruta, situada em lugar bem silencioso.

Ali derramou lágrimas copiosas pela desgraça dos pobres pecadores e orou, fervorosamente, em favor de hereges tão pertinazes, pedindo para si mesmo luzes e forças, para que fossem coroados os seus novos esforços de um feliz êxito.

Na oração achou consolação e conforto. Levantou-se, resolvido firmemente a lançar mão de um meio extraordinário, para obter a realização dos seus ardentes desejos.

Percebendo a inspiração de Deus, deixa a gruta e dirige-se às praias do mar, fazendo sobre ele o Sinal triunfante da Santa Cruz. Depois levantando a voz, exclama em tom imperioso: “Peixes, escutai a palavra de Deus, já que os hereges e infiéis se recusam ouvi-la”.

Grande maravilha!

A esta intimativa do Santo aparecem incontinente inúmeros cardumes de peixes de todas as espécies, que se colocam em certa ordem e posição, formando o mais pitoresco aspecto e produzindo uma impressão indescritível. Deste modo dispostos conservam-se, esperando impacientemente ouvir a voz abençoada do servo fiel do Senhor.

Com a rapidez do relâmpago, corre pela cidade a notícia deste espetáculo prodigioso.

Imediatamente as praias ficam alastradas de curiosos, aguçados pelo desejo de se convencerem, por si mesmos, do fato, que lhes parece simplesmente incrível.

Vendo-se rodeado de um lado da aglomeração enorme dos hereges, atraídos pela novidade do ocorrido, considerando do outro lado os peixes, mais obedientes e dóceis, do que os pecadores, o glorioso apóstolo lhes faz ouvir a sua palavra inspirada, nos termos seguintes:

Meus irmãos peixes, segundo o vosso entendimento, muitas graças tendes a render ao vosso Criador, que vos destinou este elemento majestoso como moradia e, com tal munificência, que vos reservou águas doces e salgadas, ao sabor especial de cada um.

Além disto, deu-vos refúgio numerosos, a fim de pôr-vos ao abrigo das tempestades, concedeu-vos elemento transparente e límpido, para verdes perfeitamente a direção, que tendes a seguir e os alimentos a escolher, oferecidos cotidianamente para viverdes.

Na criação do mundo recebestes a bênção de Deus com o preceito de multiplicar-vos.

No dilúvio universal fostes preservados desta desgraça imensa, que extinguiu os outros animais fora da Arca de Noé.

Providos destas barbatanas, que vos adornam e vigorizam, percorreis, como voz apraz, os incomensuráveis espaços do oceano.

Vós tivestes de Deus a honrosa prerrogativa de acolherdes o grande Profeta Jonas e restituí-lo, depois de três dias, são e salvo na praia.

Foi-vos concedida ainda a honra de fornecerdes os meios pecuniários a Jesus Cristo, na sua qualidade de indigente, para satisfazer o imposto geral do censo.

Fostes vós, que tivestes a dita de servir de principal alimento ao Rei eterno, antes e depois da sua gloriosa Ressurreição.

Daqui vede quanto tendes a louvar e a bendizer a Deus, que vos preferiu aos outros animais, por meio de privilégios inúmeros!”

A estas exortações do inspirado pregador, os peixes testemunharam-lhe o seu contentamento e prazer em ouvi-lo, fazendo certos movimentos e sinais com a cabeça, rendendo deste modo, respeitosas homenagens ao Altíssimo, que se ostentava tão admirável e glorioso no seu querido e fiel servo Antônio.

Arrebatado, em santo entusiasmo, por este espetáculo maravilhoso, quase extasiado perante essa cena sublimemente bela e grandiosa, Santo Antônio exclamou:

Bendito seja Deus! Pois, mais honram o Senhor os peixes do mar, do que os homens hereges; escutam-no melhor os ouvintes privados das luzes da razão, do que os homens destituídos do clarão da fé!”

A multidão, que presenciou essa cena tocante e sumamente comovente, ficou estupefacta e convencida da santidade singular do eminente pregador e da verdade da doutrina de Jesus Cristo.

Sempre todo ternura e suavidade, para com os que erraram e pecaram, Santo Antônio então se dirigiu aos hereges, exortando-os, com todo o fervor apostólico, a renderem o justo tributo de reconhecimento e adoração ao Altíssimo, segundo o exemplo dos irracionais, a renunciarem as suas heresias e abraçarem a crença verdadeira e salvadora de Jesus Cristo.

O resultado foi surpreendente.

A cidade quase inteira converteu-se, graças às orações e pregações do insigne Ministro de Deus.

Este prodígio memorável é perpetuado por uma bela e elegante Capela, erguida no lugar pela crença e gratidão dos habitantes da cidade de Rimini.

Os Santos encontraram no decurso da sua vida muitos obstáculos a remover, no desempenho do seu Ministério, grandes dificuldades a vencer e acerbas e prolongadas dores a curtir.

Ninguém creia que lhes tenha corrido sempre tudo conforme a sua própria vontade e desejo.

Bem árduo e melindroso foi por vezes o estado, em que se acharam, como o de Santo Antônio, ao principiar a sua missão apostólica na cidade de Rimini.

Mas, como é sublime a lição, que nos deu, e claro o exemplo, que nos deixou, naquela situação dificultosa!


Não se deixou levar pelo desânimo, nem dominar-se pela indignação; nem abandona a obra já empreendida, nem procura desabafar o coração oprimido, queixando-se, murmurando e lamentando-se com os homens, não!

Abre a sua alma pela oração só ao seu Pai celestial, por cuja honra trabalha, cuja glória zela, por cujo amor sofre, de cujo auxílio espera tudo e a cuja Providência recomenda e entrega tudo com confiança filial e ilimitada.

Daí a sua paciência inabalável no meio dos sofrimentos, a sua resignação imperturbável nas dificuldades quase insuperáveis, o sucesso verdadeiramente admirável, que assinala todos os seus trabalhos.

Sigamos, portanto, os seus vestígios abençoados, no caminho do dever, da virtude e da perfeição, caminho áspero e árduo sim, mas seguro e esplêndido! Imitemos o seu exemplo fascinante!

Encontrando obstáculos, nos nossos trabalhos, na situação, em que a divina Providência nos colocou; nas ansiedades e angústias, em que nos acharmos, levantemos os olhos e o coração Àquele a quem nada é impossível. Pois é Ele mesmo, quem nos afirma:

Pedi e recebereis, procurai e achareis, batei à porta e abrir-se-vos-á”.



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Fonte: Rev. Pe. Frei Luiz, O.F.M., “A Vida e o Culto de Santo Antônio”, 1ª Parte, Cap. 17º, pp. 181-189. 3ª Edição. Butzon e Bercker – Editores Pontifícios, Petrópolis/RJ, 1907.



terça-feira, 9 de junho de 2020

AS NOVE JOIAS DA COROA DE SANTO ANTÔNIO.



A Safira da Fé

Santo Antônio, pregador apostólico e defensor da Fé Católica, intercedei por mim, para que eu conserve a minha fé com a simplicidade de criança e com a coragem e convicção com que o Senhor vos dotou. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

A Esmeralda da Confiança em Deus

Santo Antônio, tão milagroso pela confiança, que tínheis em Deus, alcançai-me uma grande desconfiança de mim mesmo e das minhas forças e uma ilimitada confiança no poder e na misericórdia de Deus. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

O Rubi do Amor de Deus

Santo Antônio, Serafim do amor divino, alcançai-me a graça de amar sempre a Deus sobre todas as coisas e de guardar fielmente os seus Mandamentos. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

A Opala do Amor Fraternal

Santo Antônio, verdadeiro imitador do Bom Samaritano, rogai por mim, para que eu cumpra o Mandamento de Deus, amando ao meu próximo como a mim mesmo. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

O Topázio da Humildade

Santo Antônio, espelho de humildade e de paciência, alcançai-me a graça de imitar o vosso exemplo, vencendo a soberba e a vanglória e sofrendo com paciência todos os males desta vida. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

A Ametista da Mortificação

Santo Antônio, modelo de mortificação interior e exterior, intercedei por mim, para que eu possa vencer as paixões e as más inclinações e produzir frutos de verdadeira penitência. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

O Diamante da Fortaleza e da Perseverança

Santo Antônio, valente e vitorioso cavaleiro de Jesus Cristo, alcançai-me a graça de sempre confessar a verdade e de me conservar nela até ao fim da vida. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

O Crisólito da Pureza do Coração

Santo Antônio, tesouro de todas as virtudes, rogai por mim, a fim de que eu fuja de todas as ocasiões perigosas e nunca caia no pecado mortal. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.

A Pérola da Castidade

Santo Antônio, anjo de pureza, alcançai-me de Deus a graça de conservar sem mácula o meu corpo e a minha alma, para que eu mereça ver a vossa coroa no Reino do Céu e gozar convosco da Bem-aventurança. Amém. 1 Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.



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Fonte: Rev. Pe. Frei Luiz, O.F.M., “A Vida e o Culto de Santo Antônio”, 2ª Parte, Cap. “Diversas Orações”, pp. 460-463. 3ª Edição. Butzon e Bercker – Editores Pontifícios, Petrópolis/RJ, 1907.

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