BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

A PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DO MÊS DE OUTUBRO.


Coração de Jesus, Centro dos corações.

O Coração de Jesus é todo caridade. Deus charitas est. Também Ele quer que todos os cristãos se amem mutuamente: esta era a recomendação em que mais insistia, antes de deixar este mundo: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.1

Pode-se dizer que este é o grande Mandamento do Coração de Jesus. São Jerônimo refere de São João Evangelista, que, quando seus discípulos lhe perguntaram porque tantas vezes lhes recomendava o amor fraterno, respondeu-lhes: Porque é o Preceito do Senhor: se for cumprido em toda a sua extensão, basta para a salvação.2 Também nada fere tanto a Jesus Cristo como a violação deste Preceito; aquele que falta na caridade, fere-O na pupila dos olhos, mete-Lhe um espinho no Coração.

Para evitar esta desgraça, consideremos que amar o próximo é amar a Jesus. Santa Catarina de Gênova dizia um dia ao Senhor: Meu Deus, Vós me ordenais amar meu próximo e eu não posso amar senão a Vós só. Mas nosso Salvador lhe respondeu: Minha filha, aquele que Me tem amor, ama tudo o que Eu amo. Com efeito, quando se ama uma pessoa, amam-se também seus parentes, seus servos, seus retratos e até suas vestes, porque estes objetos são amados por ela. A razão então que deve nos levar a amar nosso próximo, é que ele é amado do Coração de Jesus. Também o Apóstolo São João declara mentiroso aquele que ousa dizer, que ama a Deus, tendo ódio a seu irmão.3

Por outro lado, fazer bem ao próximo, é regozijar o Coração de Jesus; porque Ele prometeu considerar como feito a Si o bem que fazemos ao menor de seus irmãos, isto é, a nosso próximo.4 Santa Catarina de Gênova concluía daí que, para ver quanto se ama a Deus, basta ver quanto se ama o próximo.

No Coração de Jesus Cristo é que se reúnem os corações caridosos; Ele é o centro dos corações. Ó, quão bom é, quão agradável habitarem os irmãos juntamente,5 diz o salmista. São Lucas faz um elogio perfeito dos primeiros cristãos, dizendo que eles tinham um só coração e uma só alma: Cor unum et anima una.6

Num corpo bem constituído, não pode haver senão um coração; ora, a Igreja não é, conforme São Paulo, o Corpo Místico e Espiritual de Jesus Cristo?7 Os membros da Igreja devem, pois, ter um só coração em Jesus Cristo. A santa caridade é o fruto da oração que o Salvador fez a Seu Pai, na vigília de Sua morte, pedindo que Seus discípulos fossem um, pela caridade, como Ele é Um com Seu Pai.8 Este é um dos principais frutos da Redenção, predito por Isaías: O lobo habitará em paz com o cordeiro, e o leopardo com a cabra; um não fará mal ao outro;9 isto é, que os discípulos de Jesus Cristo, apesar da diversidade dos países, dos gênios, dos costumes, deviam viver em deliciosa paz entre si, por meio da caridade divina que os animaria.

O Apóstolo nos ensina em poucas palavras, como é necessário conservar a caridade: Revesti-vos, diz ele, como os eleitos de Deus, de entranhas de misericórdia.10 Como a gente traz sempre consigo o vestuário e cobre-se com ele, assim em todos os nossos pensamentos, palavras e ações, devemos trazer conosco a caridade, e ser inteiramente cobertos por ela.

Ó, quanto é agradável ao Coração de Jesus a alma verdadeiramente caridosa! Ao contrário, que espinho é para o Coração de Jesus a alma que fere a caridade!



Prática

Examinar-me-ei muitas vezes sobre a virtude da caridade; sondarei meus pensamentos, para ver se não faço juízos temerários; meus sentimentos, para ver se não tenho contra alguém antipatia voluntária; minhas palavras, para ver se não resvalo em maledicências e injúrias; minhas ações, para ver se presto a meu próximo os serviços que posso, segundo meu estado, fortuna e talentos.



Afetos e Súplicas

Ó Coração de meu terno Redentor, quão longe estou de parecer convosco! Vós fostes caridade para com vossos perseguidores, e eu sou cheio de rancor e ódio para com meu próximo; Vós orastes com tanto amor em favor daqueles que Vos crucificavam, e eu só penso em vingar-me quando me causam algum desgosto. Perdoai-me, Coração de meu Jesus; não quero ser mais o que fui no passado; dai-me a força de amar a quem me ofende, e de fazer-lhe o bem. Não me abandoneis à força de minhas paixões; fazei que nunca mais me separe de Vós. Ai, que inferno seria para mim, se, após todas as graças que me tendes feito, eu me visse de novo separado de Vós e privado de vossa amizade. Não o permitais, ó meu amor, eu Vos suplico pelo Sangue que derramastes do Coração de Jesus, livrai-me de cair fora de vossa graça; se prevedes que ainda Vos hei de ofender, antes fazei-me morrer agora que penso estar na vossa graça. Ó Deus de amor, dai-me vosso amor. Ó poder infinito, socorrei-me. Ó misericórdia infinita, compadecei-Vos de mim. Ó Bondade infinita, atraí-me inteiramente a Vós. Eu Vos amo, ó amabilidade suprema. Ó Maria, Mãe de Deus, rogai a Jesus por mim; o poder maternal que tendes sobre seu Divino Coração, constitui minha esperança. Amém.

Oração Jaculatória

Coração de Jesus, dai-me o verdadeiro amor do próximo.



Exemplo

Aquele que não tem zelo, não tem amor, diz Santo Agostinho. Para prová-lo, necessário nos é ainda voltar ao capitão Marceau, de quem já falamos. Apenas convertido, fez-se apóstolo. Começou por levar para Deus sua mãe, que tinha a desgraça de viver na incredulidade. “Ó minha mãe, escrevia-lhe ele, escutai-me, escutai a vosso filho, outrora incrédulo… Tendes um coração tão bom; é possível que ele não seja de Deus? Com a oração tudo se alcança”. Sua mãe amava a leitura dos romances e folhetins de certo jornal. O filho, ontem ainda ímpio, incrédulo, pouco comedido em seu procedimento, dissuadiu-a de continuar essas leituras: “Não tenhais a menor dúvida, boa mãe; estas leituras são más, excitam as paixões”. A mãe não tardou a render-se. Esta conquista tão cara não bastava ao capitão. Ele queria ser apóstolo de todos aqueles com quem conversava. Pode-se dizer incalculável, o bem que ele fez a seus amigos. Encontrando um dia certo oficial convertido na mesma época que ele, perguntou-lhe se frequentava a Confissão. “Sim, respondeu o oficial, nas grandes festas”.

– “Mas, vosso diretor não vos fixa a época?”

– “Não, confesso-me, absolvem-me, e nada mais”.

– “Mas, meu caro, é necessário pedir a vosso Confessor, que vos determine a época da volta. Na vida espiritual tudo deve ser regulado como num navio”.

E Marceau conduziu seu amigo a outro Padre. Este, descobrindo no oficial uma alma de eleição, determinou-lhe que se confessasse de quinze em quinze dias, depois de oito em oito dias, e pouco depois, mais vezes por semana. Marceau sabia que o homem não pode nada por si mesmo, e por isso, fez-se apóstolo principalmente da oração. Neste fim, distribuía profusamente um opúsculo de Santo Afonso de Ligório, intitulado: O Grande Meio da Oração. Ele trazia sempre consigo muitos exemplares desta obra. Devorado do zelo das almas, ele quis contribuir para a propagação da fé até nos países longínquos. Não contente de oferecer, cada ano, para isto, largas esmolas, chegou a oferecer sua pessoa mesma, para transportar Missionários para a Oceania. O navio comprado para este fim, foi denominado a Arca da Aliança, em honra da Mãe de Deus. Na direção deste navio, Marceau desenvolveu zelo inteiramente apostólico. Oração em comum, cânticos, celebração do Santo Sacrifício, distribuição do pão da palavra divina, conversações edificantes, tudo falava de Deus na Arca da Aliança. Marceau tinha até obtido o favor de possuir no navio a Santa Eucaristia, ante a qual ele passava todos os dias longas horas de adoração. Quando chegou o Mês de Junho, consagrado ao Coração de Jesus, ele o fez celebrar por exercícios espirituais, e nesta ocasião, puderam ver o cumprimento das Promessas feitas à Bem-aventurada Margarida Maria. Houve belas conversões, edificantes comunhões, e o comandante não cessava de dizer nos transportes de sua alegria: “Bendito seja o Sagrado Coração de Jesus!” No mesmo tempo, a fim de satisfazer a sede ardente que tem da salvação das almas o Sagrado Coração de Jesus, ele fazia sacrifícios e penitências para este passageiro ou aquele marinheiro, que lhe parecia mais separado de Deus. Como ele tinha especial devoção à Paixão de Jesus Cristo e às Dores de Maria, viam-no frequentemente ocupado em fazer o caminho da Cruz (Via-Sacra), para a conversão das almas. “Eu não faço assim senão para Deus, dizia ele, e para o bem das Missões”. E com esta piedade, Marceau era sempre afável, sempre amável e sempre amado. Um parisiense, que tinha vivido com ele quatro anos, dizia: “Marceau é o que vi de mais belo na minha vida”. Um Sacerdote, arrebatado pelo fogo divino que animava esta alma, chamava-lhe o missionário dos Missionários.


__________________________

Fonte: O Sagrado Coração de Jesus, segundo Santo Afonso de Ligório, ou, Meditações para o Mês do Sagrado Coração, a Hora Santa e a Primeira Sexta-feira do Mês; coligidas das Obras do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, C.Ss.R., “A Primeira Sexta-feira do Mês de Outubro”, pp. 351-356. 5ª Edição Portuguesa, Tipografia de Frederico Pustet, Impressores da Santa Sé. Ratisbona/Alemanha, 1926.

1.  Jo. 18, 34.

3.  I Jo. 4, 20.

4.  Mat. 25, 40.

5.  Ps. 132, 1.

6.  Act. 4, 32.

7.  Col. 1, 24.

8.  Jo. 17, 11.

9.  Is. 11, 6.

10.  Col. 3, 12.


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

O MESSIAS É, FILHO E SENHOR DE DAVI.


“E1, estando juntos os fariseus,* Jesus interrogou-os, dizendo: Que vos parece do Cristo? De quem é ele filho? Responderam-Lhe: De Davi.2 Jesus disse-lhes:** Como, pois, lhe chama Davi,3 em espírito,4 Senhor,5 dizendo: Disse o Senhor*** ao meu Senhor: Senta-te à minha mão direita,**** até que***** eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?****** Se, pois, Davi O chama Senhor, como é ele seu filho?*******

E ninguém podia responder-Lhe uma só palavra; e daquele dia em diante não houve mais quem ousasse interrogá-lO”.6



COMENTÁRIOS


* Este dia deve ser a 4ª feira, 13 de Abril, porque desde o dia em que ninguém mais se atreveu a fazer-Lhe perguntas até a última Ceia, deve ter continuado a ensinar no Templo, pelo menos um dia, sem ser incomodado por perguntas insidiosas. De mais a mais, São Mateus nota que os Fariseus estão reunidos e que Jesus ensina no Templo, observações que podiam dispensar-se, se a pergunta do Salvador tivesse sido feita na 3ª feira.

** Salmo CIX, 1 – É o mais célebre dos salmos, e um dos mais difíceis de interpretar. É inteiramente profético, tendo por assunto as principais grandezas de Cristo, que são o Seu Reino Eterno e o Seu Sacerdócio Eterno. É citado várias vezes no Novo Testamento.7

O Messias era chamado pelo povo o Filho de Davi, porque segundo as profecias devia descender de Davi e de Abraão; por isso, é que São Mateus abre seu Evangelho por estas palavras: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abrão”.8

*** Disse o Senhor… Sentido: Deus Pai disse ao seu Filho Unigênito, meu Senhor, e Deus como Ele, e feito homem por amor de nós.

Cristo mostra ter duas Naturezas: a Divina, pela qual é Senhor de Davi e a Humana, pela qual é filho de Davi.9

“Se Davi chama a Cristo filho e também Senhor e Mestre, é Este não só homem, senão Deus também” (Teodoreto).10

**** Senta-te à minha direita, isto é, governa e reina Comigo sobre todo o ser criado, com poder igual ao meu, como Deus que és.

***** Até que… estas palavras não estabelecem um limite à Suprema Realeza do Messias, porque Ele está sentado para sempre à direita de Deus:11 indicam apenas que a completa submissão dos inimigos do Salvador, no fim do mundo, será o prelúdio de uma era nova em que o Império de Cristo será mais glorioso e absoluto.

****** Está sentado para sempre à direita de Deus.12 Os sacerdotes do Antigo Testamento se têm de pé (omnis sacerdos praesto est ministrans) no santuário terrestre, Jesus Cristo está sentado para sempre (sedet in sempiternum) à destra de Deus, isto é, esses sacerdotes servem, e Jesus Cristo reina.13

******* Se, pois, Davi O chama Senhor..., Jesus era chamado filho de Davi por todo o povo; Ele aceita esse título e é como filho de Davi que vai falar. Ora, Davi o chama seu Senhor enquanto Deus.

Estas palavras projetam tanta luz sobre a dupla Natureza de Jesus, que os fariseus, confundidos, se calam e não se atrevem mais a interrogá-lO. O argumento acertara no alvo, e se os fariseus não confessaram a Divindade do Messias, não foi porque lhes faltassem os meios de O conhecer, senão porque eram cegos voluntários. – Costumavam os vencedores pôr os pés sobre o pescoço dos vencidos, em sinal de triunfo, de sorte que, fazer de um inimigo o escabelo de seus pés, era submetê-lo ao seu poder.14

Jesus não diz que não é filho de Davi, mas, quer obrigá-los a reconhecer que é mais alguma coisa: Filho de Deus.15



Questão Cristológica:16


Desde que Davi chama ao Messias “seu Senhor”, destinado a ter parte no poder do próprio Deus, insinua que, além da Natureza Humana, deve haver n’Ele o que O eleve até ao trono da Majestade divina. O erro fundamental dos judeus a respeito do Messias, consiste em que O consideravam tão somente como homem, fechando os olhos sobre os muitos lugares da Sagrada Escritura que, se não ensinam explicitamente, ao menos insinuam a Sua Divindade. Apontando o Senhor uma dessas palavras, quer instigá-los a pensarem na questão, e corrigirem os seus erros.

Os judeus17 não viam coisa de maior no Messias senão descender de Davi. Assim o dizem todos os vossos doutores, redarguiu o Filho de Deus, e dizem a verdade, mas não dizem tudo, porque se o Messias não é mais do que filho de Davi, como é que este rei profeta lhe chama Senhor?… É evidente que Jesus Cristo queria afirmar-lhes que Davi, chamando-O seu Senhor, falava também de Sua Natureza Divina, pela qual é Filho de Deus; e que, sendo filho de Davi e também Filho de Deus, é Deus.



Luzes Proféticas18


I – Consideremos que o texto do salmo, citado por Jesus, prediz claramente que o Messias deveria ser ao mesmo tempo filho de Davi e Filho de Deus; mas estas palavras proféticas não projetaram luz alguma nesses espíritos voluntariamente fechados aos testemunhos da verdade. Permaneceram em silêncio e não compreenderam que em seu meio estava Aquele que viera dar plena observância à Lei, cumprir todas as promessas e realizar todas as profecias. Tal é a razão que obsta aos homens cheios de si e presos as suas opiniões, o entendimento das coisas de Deus; e, ao passo que se revelam os divinos Mistérios aos humildes, ocultam-se aos espíritos orgulhosos e escapam à percepção dos que preferem as trevas à luz.

II – No texto sagrado mencionado por Jesus, Davi profetiza a glória de Seu Filho e adora-O, ao mesmo tempo, como seu Senhor e seu Deus. É a misteriosa revelação da dupla Natureza de Jesus Cristo. Por sua geração eterna, é Ele o Filho de Deus bendito em todos os séculos; por Sua Encarnação no seio de Maria, é o filho do homem saído da raça de Davi. Ora, a aproximação deste texto com os dos dois Mandamentos de Deus, que Jesus cita juntamente, demonstra-nos que precisamos aplicar ao divino Salvador o Mandamento de amar a Deus e o de amar o nosso próximo; isto é que, sendo Jesus nosso Deus, devemos amá-lO com toda nossa alma, com todo nosso coração e com todas as nossas forças; e que, ao fazer-Se homem, tornou-Se nosso próximo e, sob este novo título, exige que O amemos como a um dos nossos semelhantes.

Amemos, pois, a Jesus, com duplo amor e Nele concentremos os sentimentos que nos inspiram o Criador e as criaturas.



Cristo é filho de Davi

e Senhor Deus de Davi.19


A resposta devia ser: Cristo é também Deus, e, como Deus, é Senhor de Davi, mas os doutores de Israel isto ignoravam, e, por isso, não puderam dizer uma só palavra.

Jesus confunde os seus inimigos. – Abater o orgulho dos que se julgam sábios é, por vezes, um grande remédio… Corrigir os que erram, ensinar os ignorantes, é uma obra de misericórdia.

A pergunta de Jesus era uma graça; era a porta aberta para uma confissão da Sua Divindade. Atacado pelos seus inimigos, Jesus responde com o perdão e com a misericórdia… Belo exemplo para todos os cristãos…

Ninguém, daí em diante, ousou propor-Lhe questões. – Os inimigos foram completamente vencidos; a verdade triunfou. A exposição calma e serena da verdade produz maravilhas; converte as almas, e faz calar os inimigos.


________________________

1.  Bíblia Sagrada – traduzida da Vulgata e anotada pelo Pe. Matos Soares. 13ª Edição; Edições Paulinas, p. 1207. São Paulo/SP, 1960.

2.  Mat. IX, 27.

3.  II Rs. 23, 1-2.

4.  Em espírito, isto é, em virtude de uma inspiração celeste (Marc. XII, 36).

5.  II Sam. 7, 1-29.

6.  Mat. 22, 41-46.

7.  Mat. XXII, 41; Marc. XII, 35; Luc. XX, 41-44; Act. II, 34; etc.

8.  Synopse Evangélica ou Texto harmonizado dos Quatro Evangelhos, segundo os últimos dados da ciência, por um Padre da Congregação da Missão, 62º leitura, p. 107. Estabelecimentos Brepols, A.G., Editores Pontifícios, Turnhout (Bélgica/Europa), 1913.

9.  Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, versão portuguesa segundo a Vulgata Latina, por Mons. Vicente Zioni, com uma adaptação do comentário do Pe. Eusébio Tintori, O.F.M., Ev. de São Mateus, Cap. XXII, 44, p. 95. Edições Paulinas, São Paulo/SP, 1949.

10.  Os Santos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, tradução portuguesa segundo a Vulgata Latina, por um Padre da Missão, com notas da Edição Francesa dos PP. Da Assunção, Ev. S. Mateus, Cap. XXII, 45, pp. 73-74. Colégio da Imaculada Conceição (Botafogo), Rio de Janeiro/RJ, 1905.

11.  Heb. X, 12.

12.  Novo Testamento – Santos Evangelhos, tradução portuguesa segundo a Vulgata Latina…, por Mons. Dr. José Basílio Pereira, Ev. de S. Mateus, Cap. XXII, 41-46, pp. 96-97. Editores – Os Religiosos Franciscanos, Typ. de S. Francisco; Bahia, 1912.

13.  Allioli.

14.  Concordância dos Santos Evangelhos ou Os Quatro Evangelhos Reunidos em Um Só, pelo Côn. Duarte Leopoldo, VIII Parte, Cap. XIII, pp. 306-307. 4ª Edição, Linográfica, São Paulo/SP, 1951.

15.  Synopse Evangélica ou Texto harmonizado dos Quatro Evangelhos, ob. cit., 185º leitura, p. 284-285.

16.  Novo Testamento – Epístolas dos Apóstolos e Apocalypse, tradução portuguesa segundo a Vulgata Latina…, por Mons. Dr. José Basílio Pereira, Epístola aos Hebreus, Cap. X, 12, p. 317. Editores – Os Religiosos Franciscanos, Typ. de S. Francisco; Bahia, 1912.

17.  Ano Cristão, pelo Pe. Croiset, S.J., Vol. XV, 17º Domingo depois de Pentecostes, p. 118-122. Traduzido do Francês, revisto e adaptado às últimas reformas litúrgicas pelo Pe. Matos Soares, Professor do Seminário do Porto, Porto, 1923.

18.  Migalhas Evangélicas, pelo Pe. Teodoro Ratisbonne, Sexta-feira da 17ª Semana depois de Pentecostes, pp. 361-362. Editora Vozes Ltda., Petrópolis/RJ, 1941.

19.  Manual da Paróquia, compilado pelo Mons. Leovigildo Franca, V Parte, I – 17º Domingo depois de Pentecostes, pp. 498-499. 5ª Edição, Editora Vozes Ltda., Petrópolis/RJ, 1950.


sábado, 10 de setembro de 2022

FILIAIS OBSÉQUIOS AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA.

 

A Minha Vida Com Maria


Para ir a Jesus invocarei a Maria.

A minha guia e o meu amparo encontro-o em Maria.

Quero só pensar em Maria e agradar a Maria.

De noite o meu coração pulsará de amor por Maria.

A minha língua ao despontar do dia, repetirá Maria.

Com frequência escreverei o doce nome de Maria.

Tomarei os meus descansos sob o olhar de Maria.

A minha alegria e a minha felicidade estarão em Maria.

Nas aflições oferecerei os meus suspiros a Maria.

A vista do perigo refugiar-me-ei em Maria.

Tomarei por escudo o Coração Maternal de Maria.

No auge da dor chamarei por Maria.

Não quero outro remédio de meus males senão Maria.

O meu estribilho de amor será: Viva Maria!

A Morte lançar-me-á nos braços de Maria.

Oh Maria, se me receberes debaixo do teu manto, não só serei salvo senão também santo!



O Meu Coração Com Maria

Jaculatórias em honra do Imaculado Coração de Maria


Doce Coração de Maria, sede a minha salvação. (indulgenciada)

Coração Imaculado de Maria, rogai por mim. (indulgenciada)

Ó puríssimo Coração de Maria, Virgem Santíssima alcançai-me de Jesus a pureza e a humildade do coração. (indulgenciada)

Coração compassivo de Maria, rogai pelos aflitos. (indulgenciada)

Sagrados Corações de Jesus e de Maria, protegei-nos.

Honra e glória aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. (indulgenciada)

Sagrado Coração de Jesus, consagro-me a Vós por meio de Maria. (indulgenciada)

Minha Mãe, confiança minha. (indulgenciada)

A Vós, Virgem Mãe, que nunca fostes manchada com pecado algum, nem atual nem Original, recomendo e confio a pureza do meu coração. (indulgenciada)

Nossa Senhora do Sagrado Coração, rogai por nós. (indulgenciada)

Maria, esperança nossa, tende piedade de nós. (indulgenciada)

Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, rogai por nós. (indulgenciada)

Ó Maria, fazei que viva em Deus, com Deus e por Deus. (indulgenciada)



Oração a Maria Reparadora1

Imaculada Virgem Maria, Refúgio dos pecadores – Vós, que, para reparar as injúrias feitas a Deus e o mal feito ao homem pelo pecado, consentistes na morte de vosso Divino Filho, sede-nos sempre propícia, e do Céu onde reinais gloriosa, continuai a exercer o vosso zelo e o vosso amor, a favor de nós.

Nós queremos ser vossos filhos; mostrai-Vos, Vós, nossa Mãe. Pedi a Jesus, nosso Divino Reparador, que, pela aplicação às nossas almas do fruto da sua Paixão e Morte, nos livre dos laços dos nossos pecados.

Seja Ele a nossa Luz nas trevas, a nossa Força nas fraquezas, o nosso Auxílio nos perigos; e depois de nos ter confortado com a Sua graça e com o Seu amor neste mundo, que nos conceda amá-Lo, vê-Lo e possuí-Lo na eternidade. Assim seja.


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Fonte: Dr. D. Ildefonso Rodriguez Villar, “Pontos de Meditação sobre a Vida de Nossa Senhora”, Apêndice, pp. 437.441-442. Livraria Figueirinhas, Porto, 1946.

1.  Oração indulgenciada. (Preces… nº 382)


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