BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

COMEMORAÇÃO DE SANTA PRISCA, VIRGEM E MÁRTIR.


COMEMORAÇÃO DE SANTA PRISCA,

Virgem e Protomártir da Igreja Romana.


Intróito (Sl. 118, 95-96)

Os pecadores rondaram-me para me perder, mas eu, Senhor, meditei nos vossos ensinamentos: a todas as perfeições eu via um limite; porém, os vossos Mandamentos são imensamente vastos (T. P. Aleluia, aleluia). Sl. Bem-aventurados os que são puros nos seus caminhos, que andam na lei do Senhor. V. Glória ao Pai.

Oremos

Fazei, Vos suplicamos, Senhor Onipotente, com que, venerando o nascimento de Santa Prisca, Virgem e Mártir, nos alegremos com seu aniversário e aproveitemos do exemplo de tão nobre fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo… Amém.

Leitura do Livro da Sabedoria

(Eccli. 51, 13-17)

Senhor meu Deus, Tu exaltaste a minha habitação sobre a Terra e eu roguei-Te que me livrasses de ser arrebata pela torrente da morte. Invoquei o Senhor, Pai do meu Senhor, para que não me abandonasse no dia da minha tribulação e durante o domínio dos soberbos. Louvarei incessantemente o Teu Nome, e celebrá-lo-ei nas minhas ações de graças, pois foi atendida a minha oração, e livraste-me da perdição e salvaste-me no tempo calamitoso. Por isso, Te glorificarei e cantarei os Teus louvores, e bendirei o Nome do Senhor.

Continuação do Santo Evangelho,

segundo São Mateus.

(13, 45-52)

Naquele tempo: Disse Jesus a seus discípulos a seguinte parábola: O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, o qual, quando um homem o acha, esconde-o, e, pelo gosto que sente de o achar, vai, e vende tudo o que tem, e compra aquele campo. O reino dos Céus é também semelhante a um negociante, que busca boas pérolas. E, tendo encontrado uma de grande preço, vai, e vende tudo o que tem e compra-a. O reino dos Céus é ainda semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda a casta de peixes. Quando está cheia, tiram-na para fora, e, sentados na praia, escolhem os bons para vasos, e deitam fora os maus. Será assim no fim dos séculos: virão os Anjos, e separarão os maus do meio dos justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Eles responderam: Sim. E Ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído no reino dos Céus, é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.



Exortação

S. Prisca, contemporânea de S. Pedro e S. Paulo.


Santa Prisca, filha de pais muito ilustres, nasceu na cidade de Roma.

Desde menina fez-se notar pelo seu amor à Religião de Jesus Cristo. Contava apenas treze anos e já tinha por único entretenimento a oração e a visita das igrejas, que os cristãos possuíam para o culto.

Achando-se uma ocasião num oratório dos cristãos, foi surpreendida pelos emissários do Imperador Cláudio, à presença do qual foi conduzida no meio dos maiores ultrajes e ameaças do povo pagão.

Vendo o Imperador a sua tenra idade, e julgando que a heroína facilmente se deixaria vencer, mandou que a levassem a oferecer sacrifício aos deuses no templo de Apolo. Bem longe de se intimidar, Santa Prisca, respondeu que só Jesus Cristo era digno de adoração e que, portanto, desprezava os odiosos ídolos dos pagãos. Ordenou, então, o feroz Cláudio, que ali mesmo a esbofeteassem. Conduziram-na em seguida para um cárcere, onde a esperava o tormento cruel dos açoites.

Exasperou-se o Imperador, vendo a admirável firmeza da tenra virgem, cuja fé, robustecida pelos duros martírios que padecia, mais e mais se afirmava, fazendo com que Prisca sempre e em alta voz confessasse a Jesus Cristo. Por último, Cláudio, ardendo em cólera, ordenou que fosse degolada. Esta sentença foi executada no ano 54. A pura alma de Prisca voou ao Céu, onde segue o Cordeiro sem mancha, entoando magníficos hinos de louvor, que só às virgens é dado cantar.


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Fonte: Pe. Croiset, “Ano Cristão”, Vol. I, dia 18 de Janeiro, p. 220. Traduzido do Francês e adaptado às últimas reformas litúrgicas pelo Pe. Matos Soares, professor do Seminário do Porto. Tip. “Porto Medico”, Ltda. Porto. 1923. Cfr. Missal Quotidiano e Vesperal, por Dom Gaspar Lefebvre, beneditino da Abadia de S. André, pp. 1222;1156-1159; Desclée de Brouwer & CIE, Bruges (Bélgica), 1952.


terça-feira, 17 de janeiro de 2023

MUITOS PRETENSOS BENS OU PRETENSOS MALES NÃO SÃO, NA REALIDADE, NEM UMA COISA NEM OUTRA.


Há coisas que são boas, coisas que são más e outras que são neutras; e entre estas últimas algumas, no parecer do povo, tomam o aspecto de boas ou más, sem o serem realmente; mas elas são tidas e consideradas como tais. Para que fique mais claro o que quero dizer, discutirei a questão servindo-me de exemplos.

A pobreza, aos olhos da maioria dos homens, é considerada como um mal; mas ela não é um mal, muito pelo contrário: se o pobre praticar a vigilância e a sensatez, sua pobreza pode inclusive destruir o mal. Inversamente, costuma-se ter a riqueza como um bem; mas ela não o é de maneira absoluta, se não for usada de forma devida. Se a riqueza fosse um bem de maneira absoluta, os que a possuem deveriam ser homens de bem; se nem todos os ricos são virtuosos, mas apenas os que fazem bom uso da riqueza, é evidente que a riqueza não é um bem de maneira absoluta, nem por si mesma, mas é posta à disposição dos homens como um instrumento de virtude…

Se a pobreza, por sua vez, fosse um mal, todos os pobres seriam maus; visto que muitos entre eles conquistaram o Céu, a pobreza não é um mal.

– Mas, objetarão, muitos blasfemam por causa de sua pobreza.

– Não é por causa de sua pobreza que eles blasfemam, é por causa de sua própria loucura e de sua pusilanimidade. A prova disso, nos é dada pelo Bem-aventurado Jó. Ele se achava na extrema pobreza, no fundo do abismo da miséria; e todavia não blasfemava, mas continuava a louvar a Deus, dizendo: “O Senhor me deu, o Senhor tirou; bendito seja o Nome do Senhor”.1

– Mas por causa da riqueza muitos se tornaram rapaces e gananciosos.

– Não foi por causa da riqueza, mas por causa de sua própria loucura. O mesmo Jó dá testemunho disso. Sendo muito rico, não só não se apoderava do que não lhe pertencia, como dava do que era seu, e oferecia aos estrangeiros, por assim dizer, um porto de refúgio: “O estrangeiro não pernoitava à intempérie, abria minha porta ao viandante”.2 Também Abraão, que era tão rico, gastava toda a sua fortuna com os transeuntes. Nem um nem outro se tornaram gananciosos por causa da riqueza, assim como Jó e Lázaro não se tornaram blasfemadores por causa da pobreza; ambos, ainda que não tivessem sequer o alimento necessário, brilharam com tamanho esplendor, que Deus, que conhecia os pensamentos secretos, homenageou o primeiro, e o outro foi arrebatado deste mundo com um cortejo de Anjos, compartilhou da morada do Patriarca, e usufruiu os mesmos bens.

A doença se presta às mesmas observações. Se ela fosse um mal, aquele que a sofre seria necessariamente mau. Nestas condições, Timóteo, então, deveria ser mau, considerando-se que sofria de uma doença das mais graves. “Toma, lhe dizia Paulo, um pouco de vinho por causa do teu estômago e das tuas frequentes indisposições”.3 Mas nem por isso Timóteo foi mau; pelo contrário, a coragem com a qual suportou a enfermidade lhe valeu uma recompensa muito maior. É, pois, evidente que a doença não é um mal.

Houve também um profeta cujos olhos foram atingidos por um mal irremediável; mas isto não o tornou mau; ele profetizava, previa o futuro, e sua enfermidade não o impedia absolutamente de ser virtuoso. Em compensação, a saúde não é um bem absoluto; ela não é um bem, se não se faz dela um uso conveniente, se a pessoa se serve dela para um trabalho perverso ou para entregar-se a uma ociosidade estúpida; pois também a ociosidade não está isenta de culpa. Por isso São Paulo disse: “Se alguém não quer trabalhar, abstenha-se de comer”.4

Temos aí o exemplo de coisas neutras, que são boas ou más segundo o uso que delas se faz. Mas de que serve falar de saúde e doença, de riqueza e pobreza? Aquilo mesmo que, aos olhos da massa, constitui o bem capital, a vida, e aquilo que constitui o cúmulo dos males, a morte, não são nem um bem nem um mal absolutos. Trata-se ainda aí de coisas neutras, boas ou más segundo as disposições dos homens. Como se explica que assim seja? A vida é um bem quando se faz dela um uso conveniente; se se faz uso dela para desviar-se do caminho e prevaricar, ela não poderia ser um bem; e, neste caso, a morte seria preferível. A morte, por outro lado, que, aos olhos do povo, constitui aquilo de que mais se deve fugir, pode ser a fonte de uma infinidade de bens, quando tem uma causa digna. – A prova disso nos é dada pelos Mártires, que a morte fez com que se tornassem os mais felizes dos homens.


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Fonte: São João Crisóstomo, Sobre esta palavra de Isaías: “Eu, o Senhor Deus, criei a luz e as trevas; Eu dou a paz. Eu envio os males” (3-6). Cfr. O Esplendor Cristão, Volume I, São João Crisóstomo, 1ª Parte, Cap. IV, pp. 38-40. Ação Carismática Cristã – Fundação São João Crisóstomo, Rio de Janeiro/RJ, 1978.

1.  Jó 1, 21.

2.  Jó 31, 32.

3.  I Tim. 5, 23.

4.  Tes. 3, 10.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

DO EGITO, A SAGRADA FAMÍLIA REGRESSA À PÁTRIA.


Herodes, com a matança dos Inocentes, julgava-se livre do Menino que tanto pavor lhe incutia. Ao contrário, seu execrando infanticídio levantou um clamor e um pranto entre as mães de Belém, o qual fez com que descesse logo sobre ele a maldição de Deus. Atingido pela febre, tosse, disenteria, hidropisia,1 podagra,2 doença dos piolhos, asma e insuportável mau cheiro, roído pelos vermes e pelo remorso de seus graves delitos, terminou miseravelmente os seus dias.

Coube a Herodes a mesma sorte que caberá a todos quantos ousaram declarar-se em guerra contra Deus, contra o que Ele quis e ordenou, contra a sua Igreja, seus Ministros e o povo fiel.3 Terão vitórias aparentes como a lei de Herodes que, se não feriu O perseguido, conseguiu afastá-Lo; mas, por fim, serão eles os vencidos, pois a sentença já está pronunciada: “As portas do Inferno não prevalecerão”,4 e a Deus não faltam meios para alcançar as vitórias necessárias à defesa e à dilatação de Seu reino.

Com a morte de Herodes, o mundo respirou. Cessou então o motivo do afastamento da Sagrada Família; podia agora regressar à pátria. Diz o Evangelho que, morto Herodes, apareceu um Anjo, em sonho, a José e lhe disse: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e volta para a terra de Israel, porque morreram os que procuravam tirar a vida do Menino”.5

A tal aviso, São José, cheio de santo conforto, dispôs-se a abandonar o Egito.

Os Santos Esposos, com o seu Tesouro, puseram-se a caminho, contentes ao pensamento de poder ver de novo a cara pátria, os lugares cheios de santas memórias, onde haviam passado os anos mais belos de suas vidas, os parentes, as pessoas que lhes eram caras e a sua dileta Nazaré.

Diz São Boaventura que, nesta viagem, a pena de José e de Maria foi maior que na primeira, pois, contando Jesus agora perto de sete anos, já era pesado demais para ser levado nos braços; por outro lado, não podia ainda fazer por Si tão longa viagem. Por isso, o Menino via-se muitas vezes obrigado a deter-Se e a deitar-Se por terra, devido à fadiga. Maria e José deviam também deter-se até recobrar Jesus um pouco de alento para caminhar.

Contam alguns escritores, que a Sagrada Família, antes de chegar a Nazaré, passando pelo deserto, encontrou-se com São João Batista. Eis uma referência de quanto narra a tal respeito o dominicano Cavalca, célebre escritor do XIII século, em sua “Flor das vidas dos Santos Padres”.

“No tempo em que se achava no deserto o pequeno João, o Anjo de Deus foi ao Egito anunciar a São José, que ali se encontrava havia quase sete anos, voltasse com a Mãe e o Filho para a sua terra. São José partiu e, passando pelo mencionado deserto, chegou à moradia de São João. Apenas este o viu, inspirado por Deus, conheceu-O e logo se encontraram. O Menino Jesus correu também para ele e, quando se achavam próximos, João se lançou por terra e beijou-Lhe os pés.

Jesus, porém, tomando-o pelos braços, ergueu-o, beijou-o e depois lhe deu a paz, dizendo: ‘A paz seja contigo, ó preparador da minha vida’. E João respondeu reverente: ‘Deo gratias’. Maria e José saudaram também o Precursor com muito amor. Ao partirem, João os acompanhou por longo espaço e, despedindo-se, regressou à sua moradia”.

Ao pisarem a terra de Canaã, bendisseram a Deus por haverem chegado felizmente a esse bom termo de sua viagem. Teriam desejado passar de novo por Belém, onde nascera Jesus, mas José, sabendo que na Judeia reinava Arquelau, ambicioso e cruel como seu pai Herodes, receou expor a novos perigos a vida do Menino.

É bem verdade que as almas devotas, possuindo, como São José, grande delicadeza de consciência, receiam sempre a desgraça de perder Jesus. Mas, infelizmente, tais almas são raras. Teme-se perder algo de agradável neste mundo, mas perder Jesus, isto é, a Sua amizade, a Sua graça, quantos nem pensam nisso! Mas, também desta vez, um Anjo do Senhor, para livrar o Santo de todo temor, apareceu-lhe ordenando-lhe fosse à Galileia.

Ali reinava Herodes Antipas, filho também de Herodes e desregrado como o pai, mas, sendo mais humano e desejoso de agradar aos súditos, concedia-lhes uma existência calma e tranquila. A Sagrada Família dirigiu-se, portanto, para a Galileia e se estabeleceu em Nazaré, a fim de cumprir-se a profecia sobre Jesus: “Será chamado Nazareno”, título que em sua morte foi afixado na Cruz.



Exclama São Francisco de Sales: “Feliz regresso àquelas ridentes colinas, àquele plácido céu, àquela terra, esmaltada de flores! Ali, Jesus, José e Maria entraram de novo como pacíficas pombas em seu ninho e como abelhas do Paraíso em sua colmeia, para produzirem mel suavíssimo de virtude”.

Apenas arranjada a humilde casa, São José retomou seus humildes trabalhos para sustentar a Sagrada Família, e também Maria Santíssima as suas santas ocupações. Jesus auxiliava, ora a São José, ora a Maria, segundo requeria o trabalho.

Se o pelicano ama os filhos ao ponto de alimentá-los com o próprio sangue, que dizer do amor de José e da aplicação com que procurava sustentar Jesus e Maria, a quem amava mil vezes mais que a Si mesmo?

Dionísio Cartusiano, célebre orador e escritor, diz que São José, com o suor de sua fronte e as fadigas de sua arte, tornou-se o coadjutor na grande obra da Redenção do mundo, suprindo, com o seu trabalho contínuo, ao necessário sustento de Jesus, Cordeiro divino, que devia ser imolado no altar da Cruz por nossa salvação.

As virtudes praticadas por São José na humilde arte, sejam-nos estímulo para uma vida santamente laboriosa. A seu exemplo, santifiquemos o nosso trabalho; nossas fadigas tornar-se-ão doces e leves. Em meio às nossas ocupações, repitamos frequentemente com os lábios e o coração, algum fervoroso desejo: Ó meu Jesus, tudo por Ti! Seja feita a Tua vontade! Meu Deus, perdoai-me! Meu Jesus, misericórdia!

Esses transportes de amor a Deus, serão para a nossa alma, fonte de muitas graças e um tesouro mais precioso que as pérolas e os corais. Realmente, a prece, se bem feita, transpõe em um instante a imensidade dos Céus, passa além das hierarquias dos Anjos, sobe até o trono do próprio Deus, e Deus a escuta.

Para alcançar a santidade, não é necessário realizar estrondosos sacrifícios, mas é indispensável possuir uma reta intenção em cada coisa. Somos, às mais das vezes, modestos operários, a tecer pacientemente a nossa teia sutil com o fio mais frágil que o das aranhas: uma palavra suave e consoladora, um ato de condescendência, um pouco de paciência, de tolerância, uma privação, um pequenino sacrifício, um ato de caridade, uma saudação, uma palha erguida do chão, o dom de um copo de água fresca, são coisas de nada, e, não acompanhadas pela reta intenção, verdadeiramente nada. Mas, quando a intenção cristã abençoa todas essas ações e as santifica; que diferença! Transformam-se em adornos para o Céu. Então, em vez de um trabalho sem valor algum, bordamos a ouro, a púrpura e esmeralda a teia que nos foi dado tecer no breve período de nossa vida.

Quer escrevamos, leiamos, trabalhemos, conversemos, compremos, vendamos: os nossos dias se sucedem e fogem no redemoinho do tempo. Sempre imersos nas mesmas ocupações, nenhum fato extraordinário nos conquistará um brilhante renome. Mas, não sendo chamados a ações esplendorosas, deveremos pois consumir inutilmente toda a vida? Toda a nossa vida será infrutuosa, inútil, se, com uma intenção inteiramente cristã, não convertermos em ouro a vil moeda.

O Céu não está ocupado somente por Paulos, por Franciscos Xavier, por Franciscos de Assis, mas por milhões de cristãos, que passaram sua vida entre nós, praticando virtudes tão humildes, tão modestas, de tão pouca aparência, que ninguém lhes percebia a santidade. Operavam tudo por Deus, em nome de Deus e para a glória de Deus, como fazia São José.

Se, portanto, com a reta intenção é fácil multiplicar os méritos, renovemo-la por um ato que abranja toda a vida, todas as ações.

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Fonte: Rev. Pe. Tarcísio M. Ravina, da Pia Sociedade de São Paulo, São José – na Vida de Jesus Cristo, na Vida da Igreja, no Antigo Testamento, no Ensino dos Papas, na Devoção dos Fiéis e nas Manifestações Milagrosas; 1ª Parte, pp. 80-84. Edições Paulinas, Recife, 1954.

1.  Derramamento de líquido seroso em tecidos ou em cavidade do corpo.

2.  Afecção gotosa nos pés.

4.  Mat. 16, 18.

5.  Mat. 2, 19-20.


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