BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma Questão de Bom Senso

Bux: “No campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação insuportável”

Como ir à Missa e não Perder a Fé


Por Mariaelena Finessi

ROMA, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um enfraquecimento da fé e a diminuição do número de fiéis poderiam ser atribuídos aos abusos litúrgicos e às Missas ruins, quer dizer, às que traem seu sentido original e onde, no centro, já não está Deus, mas o homem, com a bagagem de suas perguntas existenciais.

Essa é uma ideia sustentada por Nicola Bux, teólogo e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.


Apresentado em Roma no dia 2 de março, em seu livro "Come andare a Messa e non perdere la fede" [Como ir à Missa e não perder a fé, N. do T.], Bux lança-se contra a virada antropológica da liturgia.

Bux replica a quantos criticaram Bento XVI, acusando-o de ter traído o espírito conciliar. Ao contrário – argumenta o teólogo – os documentos oficiais do Concílio Vaticano II foram traídos precisamente por essas pessoas, bispos e sacerdotes à frente, que alteraram a liturgia com “deformações ao limite do suportável”.

Participar de uma celebração eucarística pode significar, de fato, também se encontrar perante as formas litúrgicas mais estranhas, com sacerdotes que discutem economia, política e sociologia, tecendo homilias em que Deus desaparece. Proliferam os ensaios de antropologia litúrgica até reduzir a esta dimensão os próprios sinais sacramentais, “agora chamados – denuncia Bux – preferivelmente de símbolos”. A questão não é pequena: enfrentá-la implica ser tachado de anticonciliar.

Todos se sentem com o direito de ensinar e praticar uma liturgia “ao seu modo”, tanto que hoje é possível assistir, por exemplo, “à afirmação de políticos católicos que, considerando-se ‘adultos’, propõem ideias de Igreja e de moral em contraste com a doutrina”.

Entre aqueles que iniciaram esta mudança, Bux recorda Karl Rahner, quem, à raiz do Concílio, denunciava a reflexão teológica então imperante que, em sua opinião, mostrava-se pouco atenta ou esquecida da realidade do homem.

O jesuíta alemão sustentava em contrapartida que todo discurso sobre Deus brotaria da pergunta que o homem lança sobre si mesmo. Em consequência – esta é a síntese – a tarefa da teologia deveria ser falar do homem e de sua salvação, lançando as perguntas sobre si e sobre o mundo. Um pensamento teológico que, com triste evidência, foi capaz de gerar erros, o mais clamoroso dos quais é o modo de entender o sacramento, hoje já não sentido como procedente do Alto, de Deus, mas como participação em algo que o cristão já possui.

“A conclusão que Häuβling tira disso – recuerda Bux – é que o homem, nos sacramentos, acabaria por participar de uma ação que não corresponde realmente a sua exigência de ser salvo”, já que abre mão da intervenção divina. A semelhante tese “sacramental” e à derivação anexa da liturgia, responde Joseph Ratzinger, que já no dorso do volume XI, “Teologia da Liturgia”, de sua Opera omnia, escreve: “Na relação com a liturgia se decide o destino da fé e da Igreja”.

A liturgia é sagrada, de fato, se tiver suas regras. Apesar disso, se por um lado o ethos, ou seja, a vida moral, é um elemento claro para todos, por outro lado, ignora-se quase totalmente que existe também um “jus divinum”, um direito de Deus a ser adorado. “O Senhor é zeloso de suas competências – sustenta Bux –, e o culto é o que lhe é mais próprio. Em contrapartida, precisamente no campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação”.

Sublinhando, em contrapartida, que sem “jus” o culto torna-se necessariamente idolátrico, em seu livro o teólogo cita uma passagem da “Introdução ao espírito da liturgia”, de Ratzinger, que escreve: “Na aparência, tudo está em ordem e presumivelmente também o ritual procede segundo as prescrições. E no entanto é uma queda na idolatria (...), faz-se Deus descer ao nível próprio, reduzindo-o a categorias de visibilidade e compreensibilidade”.

E acrescenta: “trata-se de um culto feito à própria medida (...), converte-se em uma festa que a comunidade faz para si mesma; celebrando-a, a comunidade não faz mais que confirmar a si mesma”. O resultado é irremediável: “Da adoração a Deus se passa a um círculo que gira em torno de si mesmo: comer, beber, divertir-se”. Em sua autobiografia (Mi vida), Ratzinger declara: “Estou convencido de que a crise eclesial em que hoje nos encontramos depende em grande parte do colapso da liturgia”.

Para encerrar, uma sugestão e uma advertência. A primeira é relançar a liturgia romana “olhando para o futuro da Igreja – escreve Bux –, em cujo centro está a cruz de Cristo, como está no centro do altar: Ele, Sumo Sacerdote a quem a Igreja dirige seu olhar hoje, como ontem e sempre”. A segunda é inequívoca: “se acreditamos que o Papa herdou as chaves de Pedro – conclui –, quem não o obedece, antes de tudo em matéria litúrgica e sacramental, não entra no Paraíso”.

Fonte: Acessar o link "Meus Documentos".

sábado, 8 de outubro de 2011

O SANTO ROSÁRIO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA.


Extraordinária Afirmação de 

S. Luís Mª Grignion de Montfort


"Se você rezar o Rosário fielmente até a morte, eu lhe asseguro que, apesar das gravidades de seus pecados 'alcançareis a incorruptível coroa da glória' (1 Ped. 5, 4). Mesmo que você esteja à beira da condenação eterna, mesmo que você já tenha um pé no Inferno, mesmo que você já tenha vendido sua alma ao Diabo como os feiticeiros fazem ao praticar a magia negra, e mesmo que você seja um herege obstinado, como um Diabo, inevitavelmente você se converterá, consertará sua vida e JESUS salvará sua alma. Guarde bem o que eu vou dizer, se você rezar o Santo Rosário devotamente cada dia até à morte, com o propósito do conhecimento da verdade, você obterá a graça do arrependimento e o perdão de seus pecados..." (São Luís Maria Grignion de Montfort, "O Segredo do Rosário", Cap. "Uma Rosa Vermelha para os Pecadores", p. 6; Traduzido do Inglês por Geraldo Pinto Faria Jr., Ed. da Divina Misericórdia, Belo Horizonte - MG, 1997).

A Voz da Igreja

 

"Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitados no uso desta arma - que é a reza cotidiana do Rosário - facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam" (Beato Pio IX, Encíclica Egregiis, de 3/12/1856).

"O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias" (S. Pio X).

"Queira Deus - que é um ardente desejo nosso - que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insígne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência" (Leão XIII, Encíclica Jucunda semper, de 8/9/1894).

"A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou [em Maria], a Mãe da graça e a Mãe da Misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas" (Bento XV, Encíclica Fausto appetente, de 29/6/1921).

"[O Rosário] é uma arma poderosíssima para pôr em fuga os Demônios. (...) Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas" (Pio XI, Encíclica Ingravescentibus males, de 29/9/1937).

"Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário na família. (...) De novo, pois, e categoricamente, não hesitamos em afirmar de público que depositamos grande esperança no Rosário de Nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo" (Pio XII, Encíclica Ingruentium malorum, de 15/9/1951).

"[O Rosário] concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica da qual é quase um compêndio... Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor" (Beato João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 22/10/2002).

Oração do Dia

Ó Deus, cujo Unigênito nos mereceu por Sua Vida, Morte e Ressurreição a recompensa da salvação eterna, fazei que, meditando nos Mistérios do Sacratíssimo Rosário da Santíssima Virgem, aprendamos a viver as lições que eles encerram, para alcançarmos as graças que prometem. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, que Convosco Vive e Reina na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.


"Quem é esta, formosa como uma pomba
e como a roseira plantada à beira da água?...

A Virgem poderosa como a torre de Davi;
dela estão pendurados os escudos e as armaduras dos fortes...

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres... 

O Senhor Te abençoou e armou da Sua Onipotência 
para reduzires a pó os nossos inimigos...

As filhas de Sião viram-na desabrochar como a roseira,
e proclamaram-na bem-aventurada"

(1ª Vésperas {6 de Outubro} 
da Solenidade do Rosário de Nossa Senhora).
 

sábado, 24 de setembro de 2011

A IGNORÃNCIA RELIGIOSA E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS, NESTA VIDA E PARA ALÉM-TÚMULO.


A IGNORÃNCIA RELIGIOSA É 
A ESTRADA LARGA DA PERDIÇÃO ETERNA


“E, em coisas de Religião,
uma grande parte
de homens de nosso tempo
deve ser considerada ignorante”

(São Pio X, Carta Encíclica “Acerbo Nimis”, de 15/4/1905).

 “São Paulo nos diz: 'Se alguém ignora as suas obrigações, será ignorado; se alguém desconhece a Deus ou a Sua Doutrina, será de Deus desconhecido' (cfr. I Cor. 14, 3-38)” (R. Pe. Fr. Manuel da Madre de Dios, O.C.D., “Práticas Mandamentais ou Reflexões Morais sobre os Mandamentos da Lei de Deus, e os abusos que lhes são opostos”, 1871).

E é bem certo, que o Demônio nenhuma coisa procura tanto, como impedir o conhecimento da Doutrina e coisas santas; porque desta ignorância se aproveita para introduzir a maldade; e deste modo ganha imensas almas para o Inferno. Ai! Quantas almas eles assim caçam e levam ao Inferno! Eles obrigados por Deus chegaram a confessar de uma vez, que agradeciam muito a alguns Prelados, Pastores e chefes de famílias o pouco cuidado que tinham em ensinar a Doutrina Cristã; porque daí resultava colherem muitas almas para o Inferno; assim o declararam, quando se celebrava um Concílio Provincial em França.
 
Pode ser que algum espírito esclarecido de nossa época não acredite nesta história, por isso, vem em nosso auxílio um grave testemunho: “Conta Thomás de Cantimpré que, em 1248, um Sacerdote foi encarregado de fazer um discurso ao Clero de Paris, reunido em Sínodo. Este Sacerdote era muito ignorante e, estando na presença de seu auditório, se confundiu completamente. Então o Demônio veio em sua ajuda e lhe sugeriu que pronunciasse as seguintes palavras: 'Os Príncipes das Trevas saúdam os Príncipes da Igreja, e nós lhes agradecemos vivamente pela negligência em instruir ao povo, pois, as almas estagnadas na ignorância, seguem o caminho do mal e chegam ao Inferno'. Linguagem semelhante bem se poderia dirigir a certos pais” (Sermons de S. Alphonse de Liguori, Analyses, Commentaires, Exposé du Système de as Prédication, par le R. P. Basile Braeckman, de la Congrégation du T. S. Rédempteur, Tome Second. Jules de Meester – Imprimeur – Éditeur, Roulers, pp. 464-472).

"Imenso é o número, e aumenta de dia para dia, daqueles que ignoram a Religião inteiramente, ou que não têm da Fé Cristã, senão um conhecimento tal que lhes permite, no meio da luz da Verdade Católica, viver à maneira dos idólatras. Ah! Que avultado número e não somente entre as crianças, mas ainda entre os adultos e os velhos, que não conhecem absolutamente nada dos principais Mistérios da Fé, e que, ouvindo o Nome de Cristo, respondem: 'Quem é... para que eu creia Nele?' (S. Jo. 9, 36). Por isso, não consideram como vício conceber e alimentar ódios contra outrem, realizar os contratos mais iníquos, exercer profissões desonestas, emprestar dinheiro com usura e praticar outras ações não menos condenáveis. Por isso, ignorando a Lei de Cristo, que proíbe não somente fazer coisas vergonhosas, mas também pensar nelas e desejá-las conscientemente, muitas pessoas, ainda que, talvez por uma outra causa, se abstenham de prazeres vergonhosos, acolhem todavia no seu espírito os piores pensamentos, que nenhuma noção religiosa afasta, multiplicando assim as iniquidades indefinidamente. E estes vícios, Nós o repetimos, encontram-se não somente nas populações dos campos ou na porção miserável do povo, mas também, e talvez mais frequentemente, entre os homens de uma condição mais elevada, compreendendo neste número aqueles a quem a ciência incha, e que, apoiados numa vã erudição, se julgam autorizados a ridicularizar a Religião e 'blasfemam de tudo quanto ignoram' (Jud. 10)" (Papa São Pio X, Carta Encíclica "Acerbo Nimis", de 15 de Abril de 1905; cfr. D. Santiago José Garcia Mazo, "O Catecismo da Doutrina Cristã Explicado ou Explicações do Catecismo de Astete", p. 36, 6ª Edição, Porto, 1905).

LADAINHA DA IGNORÃNCIA


“A razão não pode admitir um efeito sem causa. Este é uma resultante fatal de qualquer ato, seja da ordem lógica, ontológica ou metafísica. Querer o contrário é ir de encontro aos mais claros princípios da sã filosofia e da razão reta e sensata. O assunto em questão é de palpitante valor real e espiritual. Afeta o composto humano e de uma maneira muito especial a sua forma substancial: a alma.
 
Pavorosamente a ignorância religiosa campeia qual soberana rainha, principalmente entre os homens...
 
A ignorância religiosa é a nuvem cinza e negra, interceptora sinistra da operação da Graça no coração da criatura... compromete, totalmente, a salvação, porque afasta a criatura de Deus, impedindo os impulsos da alma para os problemas de além – túmulo... desequilibra as faculdades da alma, tornando-a campo aberto e vasto para a ação perniciosíssima dos inimigos espirituais.
 
A ignorância religiosa leva a criatura ao lamaçal purulento da descrença, acarretando a desonra da dignidade humana pela prática das maiores abominações... é a negação completa dos ideais espirituais, portanto, a maior inimiga de Deus e da alma... despreza os anseios da alma, dando rédeas soltas ao corpo bruto e mau.
 
A ignorância religiosa opondo-se ao conhecimento do Altíssimo é a fonte calamitosa, na qual se embriaga o materialismo e seu cortejo de iniquidades e desastres morais... é a expressão claríssima do efeito, eternamente, lamentável do Pecado Original... é a infelicidade, porque desvia o ser humano do seu Princípio e do seu Fim, isto é, de Deus.
 
A ignorância religiosa neutraliza as aspirações da alma no aglomerado dos preconceitos, na confusão dos falsos juízos e na avalanche lamentável dos erros, os mais mesquinhos e atrevidos contra a Moral e contra a Religião Divina... é a ave negra e vaticinadora das desgraças do espírito no transe para a eternidade... é a mais clara prova do abaixamento moral de um indivíduo.
 
A ignorância religiosa é a escravidão da alma pelo reinado dos princípios degradantes do Demônio, do Mundo e Carne... é a executora deplorável das iniquidades sociais, nacionais e universais... é o abismo fatal onde são algemados os espíritos orgulhosos.
 
A ignorância religiosa é a manifestação patente da fraqueza do espírito humano, incapaz dos voos divinais pelas atmosferas espiritualísticas em ordem à glorificação deslumbrante do espírito... transforma o homem em inimigo feroz do Bem, da Moral, da Religião e do Eterno... é a aniquilação das faculdades da alma, desejosa, por essência, da Divindade e dos problemas transcendentais.
 
A ignorância religiosa faz de uma nação, de um povo, um antro de perversos pela falta dos princípios da Moral divina, única capaz de dirigi-los, no mar agitado da vida social... é a barreira em relação às aspirações da alma humana... expõe a alma à derrota espiritual nas lutas aguerridas desta vida, preparando-lhe, portanto, a condenação eterna.
 
A ignorância religiosa é o germe das desordens mundiais, levando os dirigentes da humanidade a abusarem dos seus poderes e incitando os súditos às revoltas e às loucuras... sustenta o domínio de Satã na alma... inutiliza a capacidade das faculdades da alma de encaminharem-se para a eternidade feliz, e por ela aprisionada aos erros e ao vil materialismo.
 
A ignorância religiosa é a estrada fácil dos vícios odiosos... é a positiva e cabal prova do orgulho descomedido e infernal... derruba as solidíssimas organizações em qualquer ramo do viver humano, porque não admite a autoridade, que tem como princípio Deus.
 
A ignorância religiosa é a manifestação mais clarividente da decadência de uma raça, de um povo e de uma nação... é a nuvem negra da demência, ofuscando, aparentemente, a Grandeza e a Majestade Divina, para o homem poder entregar-se ao desequilíbrio moral... ostenta como mesquinho e desprezível o homem, entregue à sua louca fantasia.
 
A ignorância religiosa dissemina a discórdia e a desordem, porque não reconhecendo um Princípio eterno, ou desconhecendo sua eterna Vontade, não sente base para se submeter a seu semelhante... dá ocasião para as cenas de selvageria, efeito patente da falta de consciência, por ela desorientada na apreciação dos direitos humanos... é a flagrante oposição entre o bem e o mal, entre a Verdade e o erro, entre a honra e a desonra, entre a dignidade e a indignidade, entre o pecado e a virtude.
 
A ignorância religiosa é o vulcão do Inferno, em erupção perversa, desfigurando a excelsitude da alma e tornando o homem objeto de abominação diante de Deus e da filosofia reta... é a detestação completa da espiritualidade ... é um flagrante incontestável da incerteza do ser humano.
 
A ignorância religiosa abala e destrói os alicerces da Moral, na revolução tola e trágica da inteligência e da vontade, nascidas dos desejos ardentes da carne infame... é igual a escura noite da iniquidade, opõem-se ao claro dia da verdade e da santidade... é a real prova comprovada de um coração inimigo das coisas celestes.
 
A ignorância religiosa é a consequência fatal das perversões do homem... é a conclusão real da ignorância, da estupidez ou da má vontade do indivíduo... obscurece o céu anil da verdade com as nuvens tempestuosas dos conceitos loucos sobre as magnificências do espírito.
 
A ignorância religiosa inocula no homem a baba peçonhenta de Lúcifer, revoltoso nas suas indignas investidas contra as comunidades das almas amantes do Altíssimo... é o brilho transitório das inteligências desviadas do caminho de Deus, dos Ensinamentos celestes, iludindo os inexperientes em tais problemas, excitando os ingênuos, dominando os principiantes, na grande tempestade do agitadíssimo mar das pesquisas espiritualísticas ... assegura o império do mal, entre os seres humanos.
 
A ignorância religiosa fantasia para o homem um mundo de ilusões agradáveis, sob a capa de verdade... é o germe das desgraças humano-social-espirituais... desviando o homem de Deus, o coloca na senda perversa do mal.
 
A ignorância religiosa expulsa da mente humana toda a ideia de responsabilidade moral... é a causa principal das calamidades humano-sociais... enfraquece a alma humana, que é aspirante das grandezas do Altíssimo.
 
A ignorância religiosa inutiliza os benéficos efeitos das graças celestes... é um mar agitado, em cujas ondas, é envolvido um grande número de corações covardes para a única e verdadeira luta, a salvação da alma... é o máximo expoente das tramas de Satã contra as almas imortais... é a via larga da perdição eterna... pelos seus desastrosos efeitos, desonra a alma, combate a Santa Madre Igreja, sendo condenada por Deus” (Mons. Luiz Gonzaga de Moura, “Voando nas regiões dos Pensamentos”).

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