BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 14 de maio de 2021

INVOCAÇÃO E LOUVOR AO ESPÍRITO SANTO..


Vinde, ó Luz verdadeira.

Vinde, eterna Vida.

Vinde, Tesouro que não tem nome.


Vinde, Alegria eficiente,

Sol que não conhece ocaso,

Esperança fiel de todos os que se salvam.


Vinde, ó Virtude poderosa,

que só com o aceno realizais e renovais todas as coisas,

ficado Vós imutável.


Vinde, ó Primeiro Móvel (Causa)

dos universos místicos do nosso espírito.


Vinde, Grinalda florida

que não sabe murchar-se.


Vinde, Cíngulo de brilhante pedraria,

que vence as estrelas em claridade.


Vinde, Refúgio altíssimo

e seguríssimo.


Vinde, Dedo da Mão direita

da Augusta Majestade do Altíssimo.


Vinde, Semeador de conselhos sábios

e propósitos santos,

que frutificam honra e glória.


Vinde, Eterno Abraço com que o Pai

e o Verbo exprimem entre Si,

o seu amor infinito.


Vinde, Luz do Profetas,

Doutrina dos Apóstolos,

Fortaleza dos Mártires,

Testemunha das Virgens,

Selo de todos os Justos,

Coração de toda a Igreja Católica.


Vinde, vinde; porque a minha pobre alma, por misericórdia vossa Vos deseja, Vos invoca e Vos espera.

Graças Vos dou, porque Vós sois o meu alento, a minha vida, o meu gozo, a minha glória e a luz formosa do meu mundo interior.

Graças Vos dou, porque sendo Vós o Espírito de Deus, Vos dignais infundir-Vos em meu espírito, e dentro dos seios de minhas potências, entrando nas Vossas, cultivais os favos de Vossa doce consolação.

Graças Vos dou, porque Vós sois o meu Alimento diário, que nunca pode acabar; o meu Maná que a tudo sabe; o Leite racional e sem engano, que brota como fonte no fundo de meu espírito, e enche todas as partes dele de refrigério e suavidade

Graças Vos dou, porque Vós sois a minha Armadura e a Lâmina de meu gládio, que lançam de si vibrantes esplendores, onde os Demônios ao se aproximarem queimam-se, e ao olharem ficam cegos.

Graças Vos dou, porque Vós sois o meu Batismo, significado pelas santas lágrimas, que jorram da montanha viva de minha alma, ferida com a vara prodigiosa de Vossa presença.

Graças Vos dou, porque estando eu, miserabilíssimo pecador e o mais ingrato dos nascidos, morto e já em decomposição sobre as abominações e horrores de minhas maldades, quisestes por compaixão, ressuscitar-me com Vosso sopro e renovar-me na Vossa semelhança, e separar-me do infeliz número das vítimas, onde se alimenta a Morte que não morre.

Graças Vos dou, porque acendestes no tenebroso caos da minha alma aquela luz que é o selo da Face de Deus, e sugere discernimento para separar o miserável do precioso, o transitório do eterno, a Lei Santa do Senhor das leis tirânicas, as mentiras do mundo e os pecados.

Graças infinitas Vos dou, porque, sendo antes a minha alma pocilga de animais imundos, esconderijo de feras e hospedaria de assaltantes infernais, Vós a convertestes e consagrastes com Vossa Unção mística em Templo do Altíssimo, onde existe sacrifício matutino e vespertino de seus louvores, e o incenso da Oração evapora e recende nos altares de sua Presença, que edificou Vossa graça liberal e clementíssima.

Ó Espírito Santíssimo, Terceira Pessoa d’Aquele Deus incriado, que é de todas as Essências, Princípio sem princípio!

Ó fidelíssimo Amigo e dulcíssimo Hóspede das almas, que lavou o Sangue do Cordeiro de Deus! Agora, Senhor, eu estou aqui sozinho Convosco, e estando somente Convosco, estou com todo o Bem.

Rogo-Vos com aqueles gemidos inexplicáveis, que Vós mesmo me inspirais, não desampareis a minha morada. Ficai comigo sempre, porque já vem caindo a tarde da minha vida mortal.1

Não Vos ausenteis minha Pombinha prateada; não Vos ausenteis das cavernas de minha parede e dos seios de minhas potências: Fica conosco Senhor: Não Vos ausenteis, que os Vossos arrulhos são para mim suaves e as Vossas penas são para mim raios de serena claridade: Fica conosco Senhor: Não Vos ausenteis, porque eu Vos porei incenso que Vos delicie, dando-me Vós incenso que Vos ofereça.

Senhor, dai-me um coração humilde, bondoso, pacífico, conformado; um coração desapegado de tudo o que não é Deus, e unido Convosco inteiramente. Ensinai-me a verdade, ensinai-me a aprender o Vosso ensinamento; convertei-me a Vós, sempre mais e mais, para a maior glória Vossa; Vós que com o Pai e o Filho, viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.


_______________________________

Autor: Ven. Pe. Manuel Bernardes, Oratoriano.

1  Luc. 24, 29.


quinta-feira, 13 de maio de 2021

LADAINHA DE SÃO JOSÉ.

(Atualizada)1


Kyrie, eléison.

Christe, eléison.

Kyrie, eléison.


Christe, audi nos.

Christe, exaudi nos.


Pater de caelis, Deus, miserére nobis.

Fili, Redémptor mundi Deus, miserére nobis.

Spíritus Sancte, Deus, miserére nobis.

Sancta Trínitas, unus Deus, miserére nobis.


Sancta Maria, ora pro nobis

Sancte Joseph,…

Proles David ínclyta,…

Lumen Patriarchárum,…

Dei Genitrícis sponse,…

Custos Redemptóris,...*

Custos pudíce Vírginis,…

Fílii Dei nutrítie,…

Christi defénsor sédule,…

Serve Christi,...*

Miníster salútis,...*

Almae Famíliae praeses,…

Joseph justíssime,…

Joseph castíssime,…

Joseph prudentíssime,…

Joseph fortíssime,…

Joseph oboedientíssime,…

Joseph fidelíssime,…

Spéculum patiéntiae,…

Amátor paupertátis,…

Exémplar opíficum,…

Domésticae vitae decus,…

Custos vírginum,…

Familiárum cólumen,…

Fúcimen in difficultátibus,...*

Solátium miserórum,…

Spes aegrotántium,…

Patróne éxsulum,...*

Patróne afflictórum,...*

Patróne páuperum,...*

Patróne moriéntium,…

Terror daémonum,…

Protéctor sanctae Ecclésiae,…


Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Dómine.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exáudi nos, Dómine.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.


V. Constítuit eum dóminum domus suae.

R. Et príncipem omnis possessiónis suae.


Orémus. Deus, qui ineffábili providéntia beátum Joseph sanctíssimae Genitrícis tuae sponsum elígere dignátus es: praesta, quaésumus; ut, quem protectórem venerámur in terris, intercessórem habére mereámur in caelis: Qui vivis et regnas in saécula saeculórum. R. Amen.



Em Português


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.


Santa Maria, rogai por nós.

São José,…

Ilustre filho de Davi,…

Luz dos Patriarcas,…

Esposo da Mãe de Deus,…

Guardião do Redentor,...*

Casto guarda da Virgem,…

Sustentador do Filho de Deus,…

Zeloso defensor de Jesus,…

Servo de Cristo,...*

Ministro da Salvação,...*

Chefe da Sagrada Família,…

José justíssimo,…

José castíssimo,…

José prudentíssimo,…

José fortíssimo,…

José obedientíssimo,…

José fidelíssimo,…

Espelho de paciência,…

Amante da pobreza,…

Modelo dos operários,…

Honra da vida de família,…

Guarda das Virgens,…

Sustentáculo das famílias,…

Amparo nas dificuldades,...*

Alívio dos miseráveis,…

Esperança dos doentes,…

Patrono dos exilados,…*

Patrono dos aflitos,...*

Patrono dos pobres,...*

Patrono dos moribundos,…

Terror dos demônios,…

Protetor da Santa Igreja,…


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Ele constituiu-o Senhor da Sua casa.

R. E fê-lo príncipe de todos os Seus bens.


Oremos. Ó Deus, que por inefável Providência Vos dignastes escolher a S. José por esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos ter por intercessor no céu, o que veneramos na terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. 

R. Amém.


______________________

Fonte: Missal Quotidiano e Vesperal, por Dom Gaspar Lefebvre, O.S.B., Ladainha de São José, p. 1962. Desclée de Brouwer & Cie, Bruges/Belgica. 1951.


sábado, 1 de maio de 2021

SÃO JOSÉ, MODELO DOS OPERÁRIOS.

 

Todos os homens estão sujeitos à lei do trabalho. Quem nada possui, deve trabalhar para ganhar o pão cotidiano; quem não necessita de ganhar o pão, deve trabalhar para conservá-lo e para fugir à ociosidade. Se o pobre não sua, morrerá de fome; se o rico hoje só pensa em gozar, cairá amanhã na miséria e perecerá também por falta de alimento. Cada um deve pois amar o trabalho do próprio estado e da própria condição social.

São José é chamado, por antonomásia, o Artífice de Nazaré. É o modelo dos operários pela santidade com que exerceu por toda a vida o seu ofício; mereceu ser o exemplo e o padroeiro de todos os operários da terra. Embora de régia estirpe, em sua juventude aprendeu uma arte e, adorando os desígnios da Divina Providência, que dispusera perdesse a família de Davi o estado de grandeza no qual se achara por tantos séculos, não recusou ganhar o necessário à vida com o trabalho das próprias mãos.

Escolheu o humilde mister de carpinteiro e alegrou-se em suportar duras fadigas por amor e submissão à vontade de Deus. “Imaginemos, diz um célebre escritor, a oficina de Nazaré e nela um jovem de seus dezoito anos, atento ao trabalho. Sua fronte é serena, os olhos cintilantes de alegria erguem-se de quando em quando, fixando-se por um instante. Depois a voz prorrompe em um cântico de ação de graças e louvor ao Criador.

Maneja ora o machado, ora a serra ou a plaina. Em volta, multidões de Anjos o contemplam atônitos, sabendo que o Senhor do Céu e da terra tem sobre ele magníficos desígnios: quer confiar à guarda daquele os seus mais preciosos Tesouros: o Filho em quem pôs as suas complacências, e Aquela que Lhe destinou por Mãe”.

Após as núpcias, continuou a trabalhar na oficina de Nazaré, admirado, não só pelos Anjos, mas também pela Rainha desses Bem-aventurados Espíritos. Por vezes, Ela ia visitar o seu José, que achava então menos pesada a fadiga do trabalho.

Quando, mais tarde, para salvar o Salvador do mundo, teve de abandonar a terra de seus pais e andar exilado pelo remoto Egito, o único recurso da Sagrada Família foi o mister de carpinteiro. Com o trabalho, conseguiu o necessário a Maria Santíssima, a Jesus e a si mesmo.

A Sagrada Família permaneceu vários anos na terra de exílio, e, quando deixou de existir aquele que procurava matar o Menino, o Anjo que dera a São José o aviso para a fuga, reapareceu-lhe no Egito e lhe ordenou que regressasse à terra de Israel.

Em Nazaré, continuou José a trabalhar em sua oficina por perto de vinte e cinco anos, e, nesse longo espaço de tempo teve por companheiros de suas fadigas, não só os Anjos e a Rainha dos Anjos, mas o próprio Criador do Céu e da terra.

São José trabalhou por toda a vida, e, naquela humilde condição, tornou-se Santo. Manejando a plaina e o martelo, praticou todas as virtudes.

Devemos trabalhar para eliminar a ociosidade, fonte de tantos males. Escrevia São Jerônimo ao monge Rústico: “Faze sempre alguma coisa, para que o Demônio te ache sempre ocupado”.

Felizes aqueles que, a exemplo de São José, aceitam com paciência o trabalho, santificam-no com a oração, com a resignação à vontade de Deus e o dirigem para a glória de Deus.


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Fonte: Rev. Pe. Tarcísio M. Ravina, “São José – Na Vida de Jesus Cristo, Na Vida da Igreja, No Antigo Testamento, No Ensino dos Papas, Na Devoção dos Fiéis, Nas Manifestações Milagrosas”, 2ª Parte, Cap. “São José Modelo dos Operários”, pp. 121-123; Edições Paulinas, Recife/PE, 1954.


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