BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O DIVINO ESPÍRITO SANTO CONCEDE O DOM DAS LÍNGUAS, A TODAS AS PESSOAS QUE O PEDIREM?


Respostas dos Erros Modernos

"Só se tem o Espírito se se tiver o Dom de Línguas... para orar em línguas basta abrir a boca e começar a orar. Se houver alguma dificuldade, imite alguém. Aos poucos, o Senhor lhe dará o Dom de Lín­guas... Muitos dos que estiveram presentes às sessões de treinamento diri­gidas por mim, reconheceram o Método de Seminários que emprego como meio de ajudar as pessoas a alcançar o Dom das Línguas. Minha ex­periência pro­vou que este Método realmente funciona... Es­peramos que você, ao entrar em contato com o nosso Método, possa receber não só ensinamentos, mas o pró­prio Dom das Línguas, que lhe enriquecerá a vida... Não há razão para que, num Grupo de Ora­ção, todos não estejam orando em línguas dentro de 14 dias... Sabemos por experiência que o Se­nhor usa com frequência um indivíduo... Orar em línguas é como aprender uma nova língua, um pouco de cada vez, até que fi­nalmente ela se torne clara... o Espírito passa além de seu espíri­to por meio do meca­nismo de sua voz, e você começa a falar em línguas... ‘Vá ao seu quar­to, ou a qualquer parte em que possa estar só, ajoelhe-se e peça ao Senhor que lhe conce­da o Dom das Línguas. Depois, cheio de Fé no Senhor e em sua bondade, olhe para Ele com os olhos da Fé. Abra a boca. Inicie um canto ou repita sílabas ao Senhor, sílabas que não fa­zem sentido, como as de uma crianci­nha que ainda não sabe falar. Deixe vir o fluxo da oração. Se você conseguir orar, isso é o Dom das Línguas. O desconforto que sentir provém de seu or­gulho, que lhe dói. Isso passa. Agradeça ao Senhor o novo Dom de Contem­plação que recebeu’ (R. Pe. Robert Faricy, S.J.)... O Dom das Lín­guas... vale para todos (Mc. 16, 17)... (é) a primeira manifestação da efu­são do Es­pírito Santo, para todos aqueles que desejam viver uma vida em co­munhão com Deus... Alguns ainda objetam que este Dom não é para to­dos, apesar das Palavras de Paulo que ‘aquele que reza em línguas edifi­ca a si mesmo, mas o que profetiza edifica a Igreja’ (I Cor. 14, 4)... Numa Comuni­dade, aqueles que não recebem o Dom das Línguas sofrem, como consequência. Dizer a essas pessoas que o Dom de Línguas não é para todo mundo, con­vencê-las de que elas nunca o receberão, não ajuda em nada... Melhor do que dizer que línguas não é para todos, é ensinar essas pessoas como se podem abrir para recebê-las... Re­zar em línguas é avançar na Fé... E sabe­mos que na Re­novação Carismática o Senhor tem sido muito generoso em dar o Dom de Línguas. Ele dá esse Dom com regularidade... Quando for re­zar em línguas, você tem que falar, e quando falar sons e sílabas, seja fiel a Deus nisso... Esse Dom não é algo que vem a nossa cabeça. Não é ter uma frase com­pleta, com muitas palavras passando em nossa cabeça, e então se começa a fa­lar. Não é assim... O Senhor quer que nós sejamos livres disso... É importan­te também não nos preocuparmos, se é do Espírito Santo ou de nós mes­mos. Você pediu, e o Senhor vai lhe dar o Dom. Você pediu, e Deus é fiel. Ele vai agir. Talvez no começo você só vai falar umas palavras. Talvez só uma palavra. Mas Ele, que é fiel em coisas pequenas, vai ser fiel nas grandes... Antes de dar algumas indicações que possam ajudar o cristão a orar com liberdade no Espírito, desejamos afirmar aqui a nossa convicção de que a ‘Glosso­lalia’ é um Método de oração que produz paz e tranquilidade na alma do crente... A pri­meira colaboração que se pode esperar de um crente é que admita a existência da Glos­solalia, e a possibilidade de que possa pessoalmente receber esse Dom... E depois pedi-lo. É uma Graça que se pode pedir como qualquer outra... Para isso, uma colaboração elementar que deve o orante dar é abrir os lábios, e segundo muitos aconselham, pro­nunciar sílabas, sem se preocupar demasiado com seu significa­do...” (Emmir Nogueira, ob. cit.; R. Pe. Robert DeGrandis, ob. cit.; Secretaria Paulo Apóstolo, ob. cit.; RR. PP. Tomás Forrest e Diego Jaramillo, além do sr. Doug Gavrilides, ob. cit.).

► “Há muito tempo, peço a Deus que conceda às pessoas a efusão do Espí­rito San­to... Pensa­mos que só os grandes Santos podem ter o dom das lín­guas, quando ocorre justa­mente o contrário: Te­mos que ceder ao dom... se você não fa­lar, o Senhor não lhe dará o dom. As­sim é que começa o dom de línguas; a pessoa começa a soltar os sons, e então o Es­pírito Santo que está em nós dá o sen­tido, o conteúdo daquilo. Por que muitos não conse­guem rece­ber? Porque não sabem disso... Deus quer essa graça para todos... Todos os seus precisam, todos os grupos precisam, e podem orar em línguas... mas pode­mos e deve­mos orar em línguas...” (R. Pe. Jonas Abib, ob. cit., PP. 58, 59, 61, 63).

► “As variedades de línguas são a manifestação da mente de Deus por in­termédio dos órgãos da fala do ser humano... É necessário estar com o coração aberto apenas para o Se­nhor Espírito Santo e esperar, com louvores ao Senhor Jesus, o Dom de Línguas estranhas” (Pr. Edir Macedo, ob. cit., pp. 109-110).

► “Como acontece com todas as bênçãos espirituais, importante é es­tar o coração pre­parado para receber a experiência... Se você tivesse que pensar nas palavras que iria dizer, então nada haveria nisso de sobrenatural. É o Espírito, po­rém, quem lhas concede. Após ter você expulsado da mente todo pensamento es­tranho, em oração tê-la convergido no Senhor, começará, pela fé, a pronunciar as pala­vras que estão em seu coração. Você não as entende­rá, mas isso não import­a. Não tenha receio da sua voz, pois as palavras irão parecer-lhes es­tranhas. A princípio poderão mesmo soar como as de uma cri­ancinha aprendendo a falar... Não se deixe hesitar. Pronuncie-as com clareza. Fale o que Deus lhe pôs no cora­ção. Respire fundo e comece a falar em línguas, pois se você é salvo, deve lem­brar-se de que tem Cristo em sua vida... Quando alguém fala um idioma qualquer, faz uso da língua, dos dentes e das cordas vocais. Você deve pois agir exatamen­te da mesma forma ao falar em línguas estra­nhas... Se o que diz o Apóstolo Paulo em I Coríntios 14:4 é exato, a saber, que ‘o que fala em outra língua a si mesmo se edifica’, então, todo aquele que recebeu o batismo no Espírito San­to deve orar em línguas diariamen­te. Essa prática nos edificará nas coisas de Deus...” (Sr. e Sra. Gordon Lindsay, ob. cit., pp. 163-164, 167-168).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica


"Quem dera que todo o povo profetizasse, e que o Senhor lhe desse o Seu Es­pírito..." (Núm. 11, 24-30).

Não, não é concedido à todos, aliás, raramente é concedido, porque “é dado esporadica­mente a alguns membros da Igreja” (D. Antônio Afonso de Mi­randa, ob. cit.).

É uma ilusão e “um sonho (n.c: e não deixa de ser um erro)..., imagi­nar que à to­dos seja con­cedido o Dom das Línguas, pois, é limitado a algu­mas pessoas... Não, por­que as Graças do Espíri­to não são distribuídas a to­dos da mesma maneira, nem na mes­ma pro­porção: ‘A cada um de nós foi dada a Graça, segundo a medida do Dom de Cristo’ (Ef. 4, 7). Não, porque além de não serem iguais as Graças concedidas, também é certo que nem todos coo­peram com a Graça da mesma forma...

Mas agora perguntamos: estas transformações extraordinárias se tem que ope­rar neces­sariamente em todos?

Não, porque Deus não quer levar todas as almas pelo mesmo cami­nho” (Mons. Lúcio Navar­ro, “Legítima Interpretação da Bíblia”, Part. I, Cap. V, N. 103).

► "E também por este motivo, quando foi necessário que poucos ho­mens pre­gassem a Ver­dade da Fé a muitos povos, alguns foram divinament­e instruídos para fala­rem várias línguas" (S. Tomás de Aquino, “Suma contra os Gentios”, Vol. II, Liv. III, Cap. CLIV, nº 3261).

► “Dom das Línguas, chamado Glossolalia (Dom de falar várias lín­guas), ao que se refe­re S. Paulo, quando enumera as nove espécies de Dons que são des­critos como ‘gratiae gratis datae’. Estes são obra do Espírito Santo em certas al­mas escolhidas, para o bem comum de toda a Igreja, como po­demos ver com o que aconteceu no dia Pentecostes aos Apóstolos, Milagre este que tem sido reno­vado no decorrer das idades” (Cardeal Alexis Henri M. Lepicier, O.S.M., “O Mundo Invisível”, Part. III, Cap. I, Art. II, N. 4).

► “Acaso… falam todos diversas línguas?... (I Cor. 12, 30-31). Obvia­mente não, por­que nem todos recebiam todos os Dons. Nem era importante que quaisquer indivídu­os da­dos devessem possuir ou procurar qualquer de­les. Nem deviam ser procurados Dons que meramente outorga­vam o poder de fazer coisas extraordinárias, mas o que era para se procurar eram Graças que san­tificassem a alma de cada um: ‘Aspirai a melhores Dons’, escreveu o Apóstolo das Gentes, ‘vou mostrar-vos um caminho ainda mais exce­lente’ (I Cor. 12, 30-31). E dedicou todo o capítulo seguin­te da sua Epístola a acentu­ar a necessida­de de cultivar a Caridade e a Virtude Cristã Pessoal” (R. Pe. Dr. L. Rumble, M.S.C., ob. cit.).

► “As Graças ‘gratis datae’, respondemos, são concedidas por Deus aos que de­vem ocu­par-se com a eterna salvação do próximo e em pro­porção da cooperação que os mesmos devem prestar a essa nobilíssima ta­refa...” (R. Pe. Gabriel Roschini, O.S.M., ob. cit.).

► “Certamente, assim como vemos que nunca se acham dois ho­mens perfeita­mente se­melhantes nos Dons Naturais, assim também nunca se acham dois perfeita­mente iguais nos Dons Sobrenaturais... E, assim como no Céu ‘ninguém sabe o nome novo senão aquele que o recebe’ (Apoc. 2, 17), por­que cada um dos Bem-aventurados tem o seu nome particular segundo o ser novo da Glória que adquire, assim também na terra cada um recebe uma Gra­ça tão particular, que todas são diver­sas. Por isso, Nosso Salvador (S. Mat. 13, 45) compara a Sua Graça às pérolas que, como diz Plínio, se chamam por outro modo, uniões, porque são tão únicas cada uma nas suas qualidades, que nunca se acham duas que sejam perfeitamente iguais; e, assim como ‘uma estrela é diferente da outra em clari­dade’ (I Cor. 15, 41), assim também, os homens se­rão diferentes uns dos outros na Glória, sinal evi­dente de o haverem sido na Graça. Ora, essa variedade na Graça, ou essa Graça na varie­dade, faz uma mui sagrada beleza e mui suave harmonia, que rejubila toda a Santa Cidade da Jeru­salém Celeste... Ora, o mesmo sucede nas coisas sobrenaturais: ‘Cada pes­soa tem seu Dom; um assim, e outro assim’ (I Cor. 7, 7), diz o Espírito Santo” (S. Francisco de Sa­les, “Tratado do Amor de Deus”, Liv. II, Cap. VII).

► “Estes Dons são distribuídos pelo Espírito Santo ‘como lhe apraz’ (I Cor. 12, 2). O sol, ilumi­nando as flores, faz-lhes espargir diferentes perfumes; as­sim o Espírito Santo, com a Sua Luz Divina, produz nos justos resultados di­versos e concede-lhes Dons ‘segundo o temperamento’ deles (Luís de Gra­nada)” (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).

_______________________________

Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O PAPA BENTO XVI FAZ ALERTA SOBRE A DEGRADAÇÃO SEXUAL.


Em nosso tempo, como já em épocas passadas, o eclipse de Deus, a difusão das ideologias contrárias à família e a degradação da ética sexual estão ligadas entre si”, alertou o Papa em seu discurso na manhã desta quinta-feira.

Em seu discurso, o Pontífice salientou que, em meio a esse “eclipse de Deus” e a crise na família, a nova evangelização depende, em grande parte, desta Igreja doméstica, que é a família cristã.

“A família é, de fato, o caminho da Igreja, porque é 'espaço humano' do encontro com Cristo. Os cônjuges 'não só recebem o amor de Cristo, transformada em comunidade salva, mas são também chamados a transmitir aos irmãos o mesmo amor de Cristo, tornando-se uma comunidade salvadora', disse.

O Santo Padre ressalta que a família fundada sob o sacramento do Matrimônio é atuação particular da Igreja, comunidade salva e salvadora, evangelizada e evangelizadora, chamada a acolher, irradiar e manifestar no mundo o amor e a presença de Cristo.

“O acolhimento e a transmissão do amor divino são realizadas na dedicação recíproca dos cônjuges, na procriação generosa e responsável, no cuidado e na educação dos filhos, no trabalho e nas relações sociais, na atenção aos necessitados, na participação das atividades eclesiais e no empenho civil”, reforçou.

Ele explica que, por meio de um caminho de conversão permanente sustentada pela graça de Deus, a família cristã, a medida que consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e aberta a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina.

Assim como seus predecessores, Bento XVI pediu, em diversas ocasiões, às famílias que sejam testemunhas vivas e evangelizadoras. Ao recordar seu encontro com casais e sacerdotes em Ancona (Itália), em setembro deste ano, o Papa salientou que a Ordem Sacra e o Matrimônio estão “à serviço da comunhão”.

“A família é riqueza para o casal, insubstituível bem para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para o caminho da Igreja”, disse o Papa em Ancona.

Para o Santo Padre, a família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, o melhor aliado do ministério sacerdotal. […] Nenhuma vocação é questão privada, nem mesmo a do matrimonio, porque o seu horizonte é a Igreja inteira.

_______________________________
Fonte: Canção Nova.

O DOM DAS LÍNGUAS É UMA GRAÇA PERMANENTE OU TRANSITÓRIA?


Respostas dos Erros Modernos


► "Línguas de oração é Dom permanente pelo qual você será edifi­cado... Orar em lín­guas é Dom permanente. Falar em lín­guas é Dom transitório, só utilizado quando há uma un­ção... Línguas é o discur­so não-verná­culo do Espírito Santo que permanece sob o con­trole da pessoa. A pessoa sem­pre detém o controle... A oração em línguas está sem­pre sob o con­trole de quem fala e pode ser ‘ligada’ e ‘desligada’ à vontade... E nunca acontece que esse Dom fique fora do nosso controle. Ao contrário, ele está totalmente sob nosso contro­le, e quan­do falamos em línguas uma vez só, não precisamos nos entre­gar de novo para reco­meçar cada vez; o Dom é permanente...” (R. Pe. Ro­bert DeGrandis e Doug Gravili­des, ob. Cit.).

“... E, como precisamos sempre ser alimentados e construídos, te­mos neces­sidade de oração em línguas a vida inteira...”. No dom de línguas “a pessoa começa a fa­lar quando quer e para também quando quer” (R. Pe. Jonas Abib, ob. cit., PP. 60, 61, 64).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica



"E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em vá­rias línguas, con­forme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At. 2, 4).

“As línguas cessarão...” (I Cor. 13, 8).

“Nos efeitos supracitados da Graça, há ainda outra diferença a ser consi­derada. Pois alguns desses efeitos são necessários para toda a vida do ho­mem, visto que sem eles não pode haver salvação, como: crer, esperar, amar e obede­cer aos Preceitos Divinos. E para es­ses efeitos é necessário existirem nos ho­mens algumas perfeições habituais de modo que me­diante elas possam agir no tempo oportuno. Outros efeitos, porém, não são necessários para toda a vida, mas apenas para determinados tem­pos e lugares, como, por exemplo, fazer Milagres, prever o futuro, etc. E, para estes, não são da­das perfeições habi­tuais, sendo apenas produzidos certos influxos Divinos, os quais cessam quando o ato cessa, e devem ser iterados quando necessária a iteração do ato, como por exem­plo, a mente do Profeta que é iluminada por nova luz em cada Revelação; e, também, em cada obra miraculosa deve haver nova eficá­cia da Virtude Divina” (S. Tomás de Aquino, “Suma Con­tra os Gentios”, Tom. II, Liv. III, Part. III, Cap. CLIV, nn. 3263-3269, 3277. c, 3279 – “De donis gratiae grati­as datae; in quo de divinationibus daemonum”).

“E não penseis que esses favores sejam contínuos” (S. Teresa d’Ávi­la, “Mor.”, VI, 9, 16).

“As Graças gratuitamente dadas... são, efetivamente, Dons gra­tuitos, extraor­dinários e transitórios” (Adolfo Tanquerey, ob. cit., nº 1514).

“O Dom das Línguas acabou-se (como Dom auxiliar na implanta­ção da Igreja pri­mitiva fren­te ao mundo pagão) com a primitiva Igreja, e passou com os fundadores Dela... Apareceram sobre os Apóstolos línguas de fogo, o qual fogo se assentou sobre Eles. De ma­neira que não foram as línguas que se assenta­ram, senão o fogo. E por que? Porque as lín­guas vieram de passagem, e passa­ram com a pri­mitiva Igreja; porém, o fogo das mesmas lín­guas, esse não passou, mas permaneceu, e ficou de assento. E que fogo de línguas é este? É o zelo e fervor ardente que tem e sempre tiveram os herdeiros do espíri­to apostóli­co, de saber, estudar, e aprender as línguas estranhas, para com elas pregar o Evange­lho, pro­pagar a Fé, e ampliar a Igreja” (Ven. Pe. Antônio Vieira, S.J., “Ser­mões – Exortação primeira em véspera do Espírito Santo”, Tom. V).

“A Igreja era, então, um Céu. O Espírito a dirigia como Dono, dirigia e ins­pirava a cada um de seus dignitários. Hoje não nos restam mais que os símbo­los e os vestígios desses Dons. De fato, também em nossos dias fala­mos cada um por seu turno, dois ou três, e quando um se cala o outro come­ça a falar. Mas estes, não são mais que sinais e um memorial do que acontecia então. Também quando oramos, o povo responde: ‘Com o teu Espírito’, como para sig­nificar que antes falava assim, movido, não por sua própria sabedoria, mas pelo Es­pírito. O que deixou de existir, ao menos por aquilo que me diz respeito” (S. João Crisósto­mo, “Com. In Cor.” Hom. 36, 4).

“Aquele que se batiza agora em Cristo e crê em Cristo, mas não fala em lín­guas de to­das as nações, deve-se crer que não recebeu o Espírito Santo? Longe de nos­so co­ração tão pérfi­da tentação. Certos estamos de que todo homem recebe o Espírito San­to e re­ceberá mais, quanto maior for o vaso da Fé que leve da Fonte. Portanto, se agora se re­cebe também o Espírito Santo, per­guntará al­guém: ‘Por que não fala ninguém as línguas de to­das as nações?’ Por­que a Igreja mesma fala já todas as línguas de todas as nações. Ao prin­cípio, só existia a Igreja numa nação, e nela falava as línguas to­das. Sinal do que acontec­eria no futuro. Sinal de que, espalhada por todas as nações, a Igreja chegaria a falar as lín­guas de to­das elas. O que não está dentro da Igreja, nem agora sequer recebe o Espírito San­to. Portan­to, cortado e separado da união de todos os mem­bros, união que é a que fala as lín­guas de to­dos, tem que renunciar ao Espírito, que mostre os sinais que então se mostravam... Responde-me ele: ‘Por que? Fa­las tu as línguas de todos?’ Falo-as, efetivamente, porque toda língua é minha, quer dizer, daquele corpo de que sou membro. A Igreja difundida pelas na­ções, fala to­das as línguas. A Igreja é o Corpo de Cristo, e desse Corpo tu também és mem­bro; consequentemente, deves crer que tu falas tam­bém todas as línguas. A unidade dos membros mantém sua perfeita concordância pela Caridade e pela Unidade fala as mesmas lín­guas que fala então um só homem” (S. Agostinho, “Tratado sobre o Evangelho de São João”, 32, 7; em Obras Completas de Santo Agostinho, Tom. XIII, p. 755, BAC, Madrid, 1955).

“Esses Dons extraordinários nunca se pretendeu que fizessem parte permanen­te do aparelho Ordinário da Igreja. Eles eram essencialmente tran­sitórios, intentados para a necessida­de imediata de consolidar a Igreja Infan­te; e a História mostra que não tarda­ram a desaparecer como caracte­rística regular do Cristianismo, nunca, em tempo algum, tendo constituído funções distintas na Igreja” (R. Pe. Dr. L. Rumble, M.S.C., “Assembleias de Deus e ou­tras igrejas pentecostais”).

É um talento “que Deus dá segundo lhe apraz, como a riqueza, os cargos, uma longa vida”; e por isso, passageiro, como o são estes bens (R. Pe. Fran­cisco Spirago, ob. cit.).

“É de notar que já no século V, São João Crisóstomo não sabia expli­car o que fosse tal Carisma, pois, caíra em desuso” (D. Antônio Afonso de Mi­randa, ob. cit.).

“Devemos nos afeiçoar somente a Jesus, e não às suas conso­lações, às suas Graças: elas passam, só Ele permanece” (S. Pedro Julião Ey­mard, “A Santíssima Eu­caristia”, Liv. V, Fevereiro, Festa da Purificação de Maria).

“... Estes prodígios das Línguas e das Profecias teve lugar so­mente nos pri­meiros tem­pos do Cristianismo, porque então a nova Religião tinha necessidade destes si­nais, devendo abrir caminho para chegar aos Pa­gãos...” (D. Giuseppe Tomaselli, “Os Sa­cramentos”, Cap. Sobre a Crisma ou Confirmação).

“Deus é como um jardineiro que não rega as plantas senão en­quanto são no­vas (S. Gre­gório Magno)” (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).

“... Desapareceram os Carismas miraculosos, mas o mesmo Es­pírito é co­municado à alma, segundo o grau de fervor pessoal ao receber este Sa­cramento dos ‘perfeitos cristãos’, dos apóstolos e dos ‘soldados de Cris­to’...” (R. Pe. M.M. Philipon, O.P., “Os Sa­cramentos na Vida Cristã”, Cap. II).

“Eram Graças especiais, gratuitamente dadas, e mui frequentes na Igreja primiti­va, e hoje quase desaparecidas” (D. Vicente M. Zioni, ob. cit., com Coment. do R. Pe. Fr. E. Tintori, O.F.M.).

“Em sua ignorância, esqueciam que os Milagres são fatos extraordin­ários, que não de­pendem da vontade dos homens, mas de Deus; e que Ele, embora escute as nossas orações, não está obrigado a intervir miracul­osamente a nosso capricho” (R. Pe. Bertrand L. Conway, C.S.P., “Cai­xa de Perguntas”, Cap. IX).

“Falam todos diversas línguas? Tem todos o Dom de as inter­pretar? Aspirai, pois, aos Dons melhores. E eu vou mostrar-vos um caminho ainda mais excelente... Se­gui a Caridade... se não tiver Caridade, não sou na­da... as línguas cessarão... A Caridade nun­ca há de acabar” (I Cor. 12, 30-31; 13, 2. 8; 14, 1).

Exemplo da Transitoriedade do Dom das Línguas

Pregação de S. Francisco Xavier em Gôa.

São Francisco Xavier teve o Dom das Línguas, mas, o Ven. Pe. Antônio Vieira conta o seguinte caso: “... Estava (o Santo) na ilha de Moro, e escrevend­o a Gôa, dizia assim: ‘Acho-me nesta ilha, onde não sei a língua dos naturais, mas nem por isso estou ocioso, porque batizo os inocentes, que não tem necessidade de língua, e aos demais procuro ajudar e servir com Obras de Caridade, que é língua que todos entendem’...” (ob. cit., Tom. V).


Milagre de S. Francisco Xavier em Gôa.


_____________________________

Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...