BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Na Inglaterra, câmeras flagram abortos criminosos disfarçados de “legais”



Dr Raj Mohan flagrando falsificando causal para aborto

A hipocrisia das causas para o aborto admitidas pela lei inglesa veio à luz quando agentes da polícia interrogaram clínicas e médicos do sistema de saúde credenciados a autorizar a morte do inocente não-nascido.

Munida de uma câmera digital escondida, uma jovem jornalista grávida apresentou-se nessas clínicas arguindo que queria abortar porque seu exame pré-natal revelara que ela teria uma menina, o que não desejava.

O jornal londrino “The Telegraph”  revelou o conteúdo de algumas dessas consultas médicas gravadas. (Ver video anexo).

Numa clínica de Edgbaston, Birmingham, o Dr. Raj Mohan apenas observou, sorridente, que eliminar a criança por razão de sexo era ilegal, e propôs um falso argumento no formulário para proceder ao aborto.

O jornal “The Telegraph” vinha denunciando o fato de clínicas da morte da Grã-Bretanha se oferecerem para matar o feto quando este não fosse do sexo desejado pelos pais.

Jornalistas desse órgão acompanharam a mencionada jovem a nove clínicas da morte por diversas localidades representativas de todo o país. Três clínicas se ofereceram para arranjar os papéis a fim acabar com a criança “legalmente”.

Clinica Calthorpe em Birmingham, 
é  pioneira na matança de inocentes.



Na clínica Calthorpe, a jovem grávida disse:

– “Não quero uma menina”. E o Dr. Raj Mohan respondeu:

– “Essa é a razão? Isso não está bem. Parece com infanticídio feminino, não é?”.

Ante a insistência da mulher, o doutor deu a saída criminosa:

– “Tudo bem, em qualquer caso não é uma boa razão… Eu porei que você é jovem demais para engravidar, está bem?”.

A mulher concordou, tendo o Dr. Raj Mohan acrescentado cinicamente:

– “No Terceiro Mundo é comum haver infanticídio feminino”.

No final, ele marcou o aborto para a semana seguinte. Uma enfermeira da clínica foi informada da razão do aborto e não apresentou nenhuma objeção. Nenhum aconselhamento, conforme o previsto pela lei, foi oferecido à grávida.

A clínica Calthorpe Clinic é uma das mais antigas “clínicas da morte”. Começou seu sinistro trabalho no fim dos anos 60, mas agora foi indiciada pela “simplificação” com que procede aos abortos.

Médicos do Pall Mall Medical de Manchester e do Chelsea and Westminster Hospital de Londres também foram flagrados com câmeras oferecendo abortos igualmente ilegais.


Dr Raj Mohan falsificando causal para aborto

O Secretário de Saúde inglês, Andrew Lansley, passou aos detetives da polícia britânica um arquivo contendo as denúncias de práticas “criminosas” em clínicas do aborto.

Anthony Ozimic, porta-voz da Sociedade para a Proteção das Crianças Não-nascidas, comentou: “Esta investigação confirma a realidade da eugenia na medicina moderna britânica. Nela, inocentes seres humanos são considerados inconvenientes demais para viver. 

“O aborto por razões de sexo é uma consequência inevitável do fácil acesso ao aborto, uma situação para a qual o lobby pró-aborto não tem respostas convincentes”.

Darinka Aleksic, coordenadora da campanha Direito de Abortar, defendeu que as práticas criminosas de uma minoria não deveriam ser usadas para impor maiores restrições.

O fato moral permanece: quando o assassinato de inocentes fica liberado em determinadas condições, quem será capaz de segurar o crime nos seus limites “legais”?


http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/30013-na-inglaterra-camaras-flagram-abortos-criminosos-disfarcados-de-%E2%80%9Clegais%E2%80%9D



A Palavra do Pastor




Caríssimos, envio-lhes o meu artigo semanal, que espero lhes interessar. Com meu abraço fraterno e bênção cordial.

    + Dom Fernando Arêas Rifan


FAMÍLIA – IGREJA

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

Em minha pequena intervenção no Simpósio da 4ª Peregrinação das Famílias, fiz alusão ao que disse o Papa João Paulo II, chamando a família de “Igreja doméstica” (Familiaris consortio, 21, Lumen gentium, 11, CIC 1666) e “Santuário da vida” (Carta às Famílias, 11).

Igreja e santuário são lugares sagrados, como deve ser a família. De fato, é ali que nasce a vida, dom do Criador à criatura. É na família, de modo especialíssimo e único, que Deus continua a obra da sua criação, infundindo a alma na matéria fornecida pelos pais, formando assim um novo ser humano, que concretiza o amor dos esposos cristãos.

O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da Fé. Nesta “Igreja doméstica”, comunidade de graça e oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã, aprendem-se as primeiras orações, o bom comportamento, isto é, os limites que devemos respeitar, o correto uso da liberdade, o respeito, a boa educação, a fraternidade e o amor.

Mas isso não significa que na família não haja problemas ou dificuldades. A Sagrada Família, modelo de todas, onde o Pai quis que seu Filho nascesse e crescesse, passou por grandes dificuldades, como no nascimento pobre de Jesus em Belém, na fuga para o Egito perseguido por Herodes e na simplicidade do trabalho em Nazaré. Mas nem por isso deixou de ser a família mais feliz do mundo. Também não quer dizer que na família não haja até pessoas ruins. Na ascendência de Jesus, entre seus ancestrais, portanto na sua família, havia pessoas não muito recomendáveis, que Deus quis que fossem nomeadas na sua genealogia.

Mas, se a família é como uma Igreja, a Igreja é também uma família. São Paulo nos chama de membros da família de Deus, “domestici Dei”, edificados sobre o alicerce dos Apóstolos (cf. Ef 2, 19-20). É na Igreja que “nascemos de novo” pelo Batismo. Nesta família fomos recebidos, nela estamos alegres e felizes, por saber que estamos na casa de Deus.

Como toda família, a Igreja, divino-humana, tem também seus problemas, devidos à sua parte humana. Jesus disse que o “Reino de Deus” aqui na terra, a Igreja, é semelhante a uma rede, com peixes bons e maus, a um campo com trigo e joio. A depuração será só no fim do mundo. Quem quiser uma Igreja só de santos deve esperar o fim do mundo ou ir para o céu.

Essa noção de família é muito importante na eclesiologia. A Igreja é algo objetivo, fundada por Nosso Senhor sobre os Bispos, segundo a sucessão apostólica. A Igreja não é um grupo de amigos. “Na Igreja, eu não procuro meus amigos, eu encontro meus irmãos e minhas irmãs; e os irmãos e as irmãs não se procuram, se encontram. Esta situação de não arbitrariedade da Igreja na qual eu me encontro, que não é uma igreja da minha escolha, mas a Igreja que se me apresenta, é um princípio muito importante. Isto não é minha escolha, como se eu fosse com tal grupo de amigos ou com outro; eu estou na Igreja comum, com os pobres, com os ricos, com as pessoas simpáticas e não simpáticas, com os intelectuais e os analfabetos; eu estou na Igreja que me precede” (Ratzinger, Autour de la Question Liturgique, Fontgombault, 24/7/2001).

 
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal 
São João Maria Vianney


domingo, 6 de maio de 2012

REVELAÇÕES PROFÉTICAS 3.



Do Abade Isquirião, séc. III, Egito

Os Santos Padres profetizaram a respeito da última geração: “Que fizemos nós?” perguntaram. Um deles, o grande Abade Isquirião, respondeu: “Nós cumprimos os Preceitos de Deus”. Interrogaram então: “E aqueles que virão depois de nós, que farão?” Respondeu: “Chegarão à metade daquilo que fizemos”. Continuaram a perguntar: “E aqueles que virão depois desses, que farão?” Respondeu: “Os homens daquela geração não terão absolutamente obra nenhuma; mas sobrevirá a eles uma tentação, e os que forem encontrados fiéis naquele tempo, serão maiores do que nós e do que os nossos Pais”[1]

De Santa Teresa de Jesus



“Estando certa vez em oração, muito recolhida e envolta em suavidade e quietude, senti-me rodeada de Anjos e muito próxima de Deus. Comecei a rogar a Sua Majestade pela Igreja. Veio-me a compreensão do grande proveito que certa Ordem Religiosa traria nos últimos tempos e da força com que seus filhos haveriam de sustentar a Fé.[2]

Eu estava em oração perto do Santíssimo Sacramento, quando me apareceu um Santo, cuja Ordem está um tanto decaída. Tinha nas mãos um grande livro, que abriu, dizendo-me que lesse umas palavras escritas em letras grandes e muito legíveis: Nos tempos vindouros, esta Ordem florescerá; haverá muitos mártires.[3]

De outra vez, estando no coro durante as Matinas, vi diante dos meus olhos seis ou sete religiosos dessa mesma Ordem – ou assim me pareceu – com espadas nas mãos. Isso significava, penso eu, que eles hão de defender a Fé; porque mais tarde, quando eu estava em oração, meu espírito foi arrebatado, e eu parecia estar num enorme campo onde muitos lutavam; os combatentes  dessa Ordem se batiam com grande ânimo. Seus rostos estavam formosos e muito abrasados; eles deixaram muitos caídos, vencidos, e outros mortos. Tive a impressão de que a batalha era contra os hereges.

Tenho visto algumas vezes este glorioso Santo,[4] que tem me dito algumas coisas e agradecido minhas orações pela sua Ordem, prometendo me encomendar ao Senhor. Não nomeio as Ordens, para que as outras não fiquem ofendidas; se o Senhor quiser que se saiba, Ele mesmo as nomeará. Mas cada Ordem, ou cada membro, tinha de fazer com que, através de si, o Senhor os fizesse tão ditosos que pudessem servir à Igreja num momento de tão grande necessidade. Felizes as vidas que por isso se sacrificarem!”[5]


[1]  Fonte: Coleção “Fontes da Vida Religiosa”, Vol. 5 - “Apoftegmas: A Sabedoria dos Antigos   Monges”, por J. P. Migne, “Patrologia Graeca”, T. 65, colunas 71- 440; tradução do grego e notas de D. Estêvão Tavares Bettencourt, O.S.B., p. 157; Edições “Lumen Christi”, Rio de Janeiro, 1979.

[2]   “A de São Domingos”, anota Gracián. Ribera, S.J., por sua vez, afirma ser a Companhia de Jesus (Vida de Santa Teresa, L. 4, cap. 5). Toda essa passagem (n. 12-15) tem conteúdo profético, havendo sobre ela uma longa e curiosa história.

[3]   “São Domingos”, anota outra vez Gracián, desta feita de acordo com Ribera, S.J., sem que mereçam a nossa fé: trata-se com toda a segurança da Ordem Carmelita.

[4]   “São Domingos”, volta a anotar Gracián.

[5]   Fonte: Obras Completas de S. Teresa de Jesus, “Livro da Vida”, cap. 40, nn. 12-15, pp. 286-287; Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1995.


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