Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Que se Há de Evitar os Juízos Temerários.


1. Põe os olhos em ti e guarda-te de julgar as ações alheias. Julgando os outros, o homem trabalha em vão, erra o mais das vezes e facilmente peca; julgando e examinando a si mesmo, trabalha sempre com proveito.

Julgamos frequentemente das coisas conforme nos falam ao coração; porque o amor-próprio turva facilmente a verdade dos nossos juízos. Se Deus fosse sempre o único objeto de nossos desejos não nos perturbaríamos tão depressa quando contrariam a nossa vontade.

2. Há, porém, muitas vezes, alguma razão oculta ou algum motivo externo que também em nós influi.

Muitos, no que fazem, buscam secretamente a si mesmos, sem o saberem. Parecem também estar em perfeita paz quando as coisas lhes correm à medida dos desejos; mal, porém, não lhes sucedem à vontade logo se perturbam e entristecem.

Por causa da diversidade de sentimentos e opiniões, nascem frequentes discórdias entre amigos e vizinhos, entre religiosos e pessoas piedosas.

3. É coisa difícil, deixar um costume antigo e ninguém de boa mente renuncia a seu modo de ver.

Se confias mais em tua razão e habilidade do que na virtude que nos submete a Jesus Cristo, tarde e raras vezes terás a alma iluminada; Deus quer que a Ele nos sujeitemos perfeitamente, e, inflamados no Seu amor, nos elevemos acima de toda a razão humana.1



1ª Reflexão2


Por fraqueza nossa, quando se trata de culpas e defeitos, vemos melhor ao longe que ao perto; os defeitos dos nossos irmãos estão longe e vemo-los; os nossos estão mais perto – estão em nós mesmos – e não os vemos, ou vemo-los muito mal. Por isso, nos sentimos inclinados a pensar e falar pouco favoravelmente dos nossos irmãos; queremos toda a indulgência para os defeitos próprios e todo o rigor da justiça para os alheios.

Com referência, pois, à disposição do nosso espírito para com o próximo, podemos distinguir quatro estados: dúvida, suspeita, opinião e juízo. Dúvida temerária – é o estado em que o nosso espírito, sem fundamento razoável, fica suspenso, nada afirmando nem negando de bom a respeito do próximo. Suspeita temerária – é o estado em que o nosso espírito, sem motivo razoável, se inclina a pensar mal do próximo. Opinião temerária – é o estado em que o nosso espírito julga mal do próximo, mas com algum receio de errar. Finalmente, Juízo temerário – é o estado em que o nosso espírito, sem motivo suficiente, julga mal do próximo com assentimento seguro e certo. Este pode chegar a ser culpa mortal. Se olharmos a sério para a nossa consciência, muito encontraremos que censurar e corrigir. Ora, a caridade bem ordenada deve começar por nós: se não emendamos os nossos defeitos, por que motivo nos preocupamos com os alheios?

A caridade não pensa mal”.3 “Sede misericordiosos assim como o vosso Pai é misericordioso”.4 Não pode negar misericórdia a seus irmãos quem necessita dela para si: se queremos que Deus seja indulgente para conosco, justo é que sejamos também indulgentes para com o próximo.5

Meu Deus, que sois todo amor, inflamai o meu coração nas doces chamas da caridade, e fazei que eu ame cada vez mais o meu próximo por amor de Vós.



2ª Reflexão6


Há em nós uma secreta malícia que se compraz em descobrir as imperfeições



de nossos irmãos, e eis aqui porque somos tão propensos a julgá-los, esquecendo que a Deus só pertence julgar os corações.

Em lugar de pesquisar tão curiosamente a consciência alheia, metamos a mão na nossa, ali acharemos bastante motivos para sermos indulgentes com o próximo e não menos inquietações a nosso respeito.

Quem não é Superior ou Prelado, nenhum encargo tem de vigiar seu semelhante; cada um somente de si responde: “Não julgues, portanto, para que não sejas julgado”.7

Não cuida o malicioso, que se fazem as coisas com santa intenção e julga o bem que vê pelo mal que se lhe imagina.

Livrai-me, Deus meu, desta propensão maligna; refreai minha língua, para que nunca fale contra meu próximo, moderai meus pensamentos, para que em tudo sejam conformes à Lei Santa de vosso amor e dilatai meu coração com os ardores da caridade, para que sempre siga vosso Divino Filho, que na agonia do Calvário Vos pediu perdão para os que O crucificavam.



3ª Reflexão8


Não julgueis e não sereis julgado, diz o Salvador de nossas almas; não condeneis e não sereis condenados”.9 “Não”, diz o Santo Apóstolo, “não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, que revelará o segredo das trevas e manifestará os desígnios dos corações”.10 Oh! Quão desagradáveis a Deus são os juízos temerários! Os juízos dos filhos dos homens são temerários, porque são juízes uns dos outros e julgando, usurpam o ofício de Nosso Senhor; são temerários, porque a principal malícia do coração depende da intenção e conselho do coração, que é o secreto das trevas para nós; são temerários, porque cada um tem bastante que fazer em julgar-se a si mesmo; pois, como Nosso Senhor nos proíbe um, o Apóstolo nos manda o outro julgamento, dizendo: “Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados”.11

Mas, ó Deus! Fazemos o contrário; pois, o que nos é proibido, não cessamos de o fazer, julgando o próximo a todo propósito; e o que nos é mandado, que é julgarmo-nos a nós mesmos, nunca o fazemos.12



Oração13


Meu Senhor Jesus Cristo, que quisestes, ainda que inocente, ser condenado por amor de mim ao suplício da Cruz, dai-me a força de suportar a sentença de uma morte cruel por vosso amor, e de não temer os falsos juízos dos homens e de não julgar a ninguém injustamente.


_______________________

1.  Imitação de Cristo, nova tradução portuguesa pelo Pe. Leonel Franca, S.J., Livro I, Cap. XIV, pp. 28-29. 4ª Edição, Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro/São Paulo, 1948.

2.  Imitação de Cristo, novíssima edição, confrontada com o texto latino e anotada por Monsenhor Manuel Marinho, Livro I, Cap. XIV, pp. 33-34. Editora Viúva de José Frutuoso da Fonseca, Porto, 1925.

3.  I Cor. 13, 4-7.

4.  Luc. 6, 36.

5.  Tiag. 2, 12-13.

6.  Imitação de Cristo, Presbítero J. I. Roquette, Livro I, Cap. XIV, pp. 40-41. Editora Aillaud & Cia., Paris/Lisboa.

7.  Mat. 7, 2.

8.  Imitação de Cristo, Versão portuguesa por um Padre da Missão, Livro I, Cap. XIV, p. 35-36. Imprenta Desclée, Lefebvre y Cia., Tornai/Bélgica, 1904.

9.  Luc. 6, 37.

10.  I Cor. 4, 5.

11.  I Cor. 11, 31.

12.  São Francisco de Sales,“Introdução à Vida Devota”, Parte III, Cap. XXVIII.

13.  S. Francisco de Sales, Opusc. III.


A Humildade de um Doutor da Igreja.

 


São Pedro Damião, já adiantado em anos, escrevendo à Condessa Willa, confessa-lhe que prefere escrever a conversar com ela, pois, para ele, é motivo de temor falar com uma mulher jovem e bonita:

Eu, embora sendo velho, posso olhar sem temor para uma mulher velha e rugosa, de olhos apagados, mas das mulheres jovens e bonitas devo me guardar, como do fogo. Que coração infeliz é o meu! Posso ler cem vezes os Mistérios do Evangelho sem lembra-los, mas basta ver uma só vez uma beleza para não conseguir perder sua lembrança. Enquanto a Lei escrita pelo “Dedo de Deus” não fica imprimida, uma imagem vã não pode ser esquecida... A beleza impura torna atraente a mulher, através da elegância, do jeito de andar, da voz, da conversa, todo o ser estremece”.

Esta confissão de um velho homem da Igreja torna-o simpático e perto de nós. Este Prelado idoso, este Monge e Eremita tão santo, penitente, até o heroísmo, tem ainda medo de si mesmo e, por isso, assume a defesa da sua virtude e procura ajudar os outros; diante da mulher reage como homem normal e como exemplo para todo cristão.


Fonte: J. Leclerque, “Momentos e Figuras”, p. 348.


Fica, Senhor!


(Ação de Graças

para depois da Comunhão)


Fica, Senhor, comigo, porque é necessária a Tua presença para não Te ofender.

Tu sabes quão facilmente Te abandono.

Fica, Senhor, comigo, pois sou fraco e preciso da Tua força para não cair tantas vezes.

Fica, Senhor, comigo, porque Tu és a minha vida e sem Ti esmoreço no fervor.

Fica, Senhor, comigo, porque Tu és a minha Luz e sem Ti permaneço nas trevas.

Fica, Senhor, comigo, para me dares a conhecer a Tua vontade.

Fica, Senhor, comigo, para que ouça a Tua voz e Te siga.

Fica, Senhor, comigo, pois desejo amar-Te muito e estar sempre na Tua companhia.

Fica, Senhor, comigo, se queres que Te seja fiel.

Fica, Senhor, comigo, pois embora a minha alma seja muito pobrezinha, deseja ser para Ti um lugar de consolação, um ninho de amor.

Fica, Senhor, comigo, pois é tarde e o dia está a declinar, isto é, passa a vida e aproxima-se a morte, o juízo e a eternidade, e é necessário redobrar as minhas forças, para que não desfaleça no caminho e para tanto preciso de Ti.

Faz-se tarde e avizinha-se a morte!...

Afligem-me as trevas, as tentações, as securas, as penas e as cruzes, e ai!...

Tenho necessidade de Ti nesta noite de exílio.

Fica, Jesus, comigo, porque nesta noite de vida e de perigos, preciso de Ti.

Que eu Te conheça, Senhor, como os teus Discípulos, ao partir do pão, isto é, que a união eucarística seja a luz que dissipe as minhas trevas, a força que me sustenta e a única felicidade do meu coração.

Fica, comigo, Senhor, pois quando chegar a morte, quero estar unido a Ti, se não puder ser de modo Sacramental pela Sagrada Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica, Jesus, comigo.

Não Te peço a Tua divina consolação, pois, não a mereço, mas o Dom da Tua presença Santíssima.

Oh! Sim, isso Te peço.

Fica, Senhor, comigo.

Só Te procuro a Ti, o Teu amor, a Tua vontade, o Teu Coração, o Teu Espírito, por que Te amo e não Te peço outra recompensa, além do aumento deste amor.

Amor sólido e prático.

Amar-Te de todo o coração na terra, para continuar a amar-Te perfeitamente por toda a eternidade.


SÃO PIO DE PIETRELCINA.


IMPRIMATUR,

Braga, 29 de Dezembro de 1962.

CAN. EMMANUEL PEIXOTO, Vic. Gen.



Sobre o Ato de Amor a Deus.


Ensina São Francisco de Sales: “Alguns põem a perfeição na austeridade da vida, outros na oração, estes na frequência dos Sacramentos, aqueles nas esmolas. Enganam-se. A perfeição consiste em Amar a Deus de todo o coração”.


Por isso, rezava Santo Inácio de Loyola assim:


Porque sois o Amor, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

De todo o meu coração, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com todos os que Vos ama, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com vossos Apóstolos, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com vossos Mártires, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com vossas Virgens, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com os penitentes, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Nos meus pais, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Unicamente por vosso amor, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque sois o meus Deus, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque sois o meu Redentor, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque sois o Alimento de minha alma, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Consolador de todos os que choram, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Sumo Bem de minha alma, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque me escolhestes, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque me chamastes, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Tantas vezes me falastes, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Tantas vezes perdoastes meus pecados, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Tantas vezes Vos esqueci, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Vós, porém, sempre Vos lembrastes de mim, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque sois infinitamente amável, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque me prometestes o Céu, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Porque me destes vossa Mãe, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Mesmo que não me prometêsseis o Céu, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Na virtude da pobreza, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Mesmo que me abandonásseis na indigência, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Na virtude da castidade, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Na virtude da obediência, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Nas minhas dores, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Nas minhas alegrias, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Nas minhas enfermidades, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Na dignidade e no desprezo, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Se me perseguirem, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Nas dúvidas e nas dificuldades, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Na morte que me sobrevirá, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com os vossos Anjos, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Com vossa Mãe Santíssima, ó Bom Jesus, eu Vos amo.

Em união com o amor infinito com o qual Vós mesmo Vos amais, ó Bom Jesus, eu Vos amo.


Senhor Jesus, ensinai-nos a ser generosos, a Vos servir como Vós o mereceis, a dar sem contar, a combater sem preocupação das feridas, a trabalhar sem procurar repouso, a nos gastar sem esperar outra recompensa, que a de saber que nós fazemos vossa Santa Vontade. Amém.


E São Francisco de Sales impreca-nos com as seguintes palavras:


Cumpre escolher, ó mortal, nesta vida mortal, ou o Amor sempiterno, ou, então, a morte eterna; a Ordem do Grande Deus não deixa aí meio termo”.1


____________________

1.  “Tratado do Amor de Deus”, Liv. XII, Cap. XIII, p. 658. 2ª Edição, Editora Vozes, 1996.


Novena em Honra de Nossa Senhora de Lourdes. 9º Dia.


NOVENA1


Cantar o Hino “A nós descei divina luz”.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Ato de Contrição3


Meu Senhor Jesus Cristo, Criador, Pai e Redentor meu, em quem creio e espero, e a quem amo e desejaria ter amado sempre sobre todas as coisas; pesa-me uma e mil vezes de Vos haver ofendido, por serdes Vós quem sois, bondade infinita; pesa-me também por haver merecido as terríveis penas do Purgatório, e, talvez, ai de mim, as eternas chamas do Inferno. E Vós, cheio de misericórdia, me haveis adiado o castigo. Proponho firmemente nunca mais pecar, e afastar-me das ocasiões de Vos ofender, ajudado pela Vossa divina graça. Concedei-me, ó meu Jesus, a felicidade de me confessar com as devidas disposições, para obter copiosos frutos, emendar a minha vida e perseverar em Vosso santo serviço até a morte. Eu Vo-lo peço, Senhor, pelo Vosso preciosíssimo Sangue, pelas dores de Vossa aflita Mãe e pela intercessão do glorioso Patriarca São José. Assim seja.



Oferecimento4


Imaculada Virgem Mãe de Deus, Rainha dos Céus e da terra, minha terna Mãe, eu Vos ofereço e consagro esta Novena, destinada a promover o vosso culto, a celebrar as vossas glórias e aumentar a devoção para conVosco. Dignai-Vos aceitá-la, ó Mãe Virgem, e acolher todos os que recorrem a Vós, e abrasai o meu coração no amor divino, para que de hoje em diante os meus pensamentos, palavras e obras não tenham outro fim senão concorrer para Vos dar glória e a vosso divino Filho. Assim seja.


Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo da poda, ouviu-se em nossa terra a voz da rola. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. Minha pomba, tu te escondes nas aberturas da pedra e na caverna da muralha. Aleluia. Aleluia. Mostra a tua face, põe a tua voz aos meus ouvidos, porque tua voz é doce e tua face é graciosa. Aleluia”.5



Oração Inicial


Ó Maria,

Tu que apareceste a Bernadete no nicho do rochedo,

pelo frio e na sombra do inverno,

trazias o calor de uma presença,

a amizade de um sorriso,

a luz e beleza da graça.

No vazio das nossas vidas muitas vezes obscuras,

no vazio deste mundo onde o mal é poderoso,

dá-nos a esperança,

devolve-nos a confiança. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que disseste a Bernadete “Eu sou a Imaculada Conceição”,

vem em auxílio dos pecadores que somos.

Dá-nos a coragem para a conversão,

a humildade da penitência,

e a perseverança na oração.

Nós te confiamos todos aqueles que trazemos nos nossos corações,

de um modo particular, os doentes e os desesperados,

tu que és “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que guiaste Bernadete à descoberta da fonte,

guia-nos até Àquele que é a Fonte da vida eterna,

Àquele que nos deu o Espírito Santo,

a fim de que possamos dizer: Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.



Oração à Nossa Senhora de Lourdes6


Ó Virgem puríssima, que Vos dignastes aparecer toda resplandecente de luz, doçura e bondade, a uma inocente menina, que Vos contemplava em êxtase: alcançai-nos do Inocentíssimo Jesus, vosso Filho, que conservemos até à morte a inocência batismal, ou a reparemos pela penitência, se tivermos a infelicidade de perdê-la pela culpa.


V. Deus onipotente revestiu-me de valor.

R. E fez imaculado o meu caminho.


Oremos: Ó Deus, que pela Conceição Imaculada da Virgem Maria, preparastes a vosso Filho digna morada: humildemente Vos suplicamos, que, celebrando a aparição da mesma Virgem, alcancemos a saúde da alma e do corpo. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. R. Amém.



MEDITAÇÃO DAS APARIÇÕES7


17ª aparição – quarta-feira, 7 de abril 1858.


A Virgem chamou-a já durante a noite de 6 de abril. Tendo-se espalhado que a vidente iria à Gruta, 1200 pessoas já a aguardavam quando ela chegou por volta das 6h.

O êxtase durou 45 minutos. O Dr. Dozous e outros constataram durante 15 minutos o “milagre do círio”:

Bernadette juntou as mãos sobre o fogo de um círio, como para protegê-lo do vento.

A chama encostava na pele das mãos e saía entre seus dedos. “Está se queimando”, bradou alguém. Mas a vidente prosseguia, insensível.

O médico verificou depois que ela não tinha sofrido qualquer queimadura.



18ª e última aparição — quinta-feira, 16 de julho 1858.


O chamado de Nossa Senhora surpreendeu Bernadette ao anoitecer, quando ela se encontrava em oração na igreja paroquial.

A Gruta tinha sido fechada com tapumes, por ordem das autoridades hostis à aparição.

Bernadette foi então com sua tia Lucile e algumas amigas para o outro lado do rio Gave, diante da Gruta. Todas se ajoelharam e rezaram.

Após alguns instantes, as mãos de Bernadette afastaram-se em sinal de maravilhada surpresa, como por ocasião da quinzena de aparições. Terminado o êxtase, e voltando à casa, ela confidenciou: “Eu não via os tapumes nem o Gave. Parecia-me estar na gruta, na mesma distância das outras vezes. Eu via somente a Virgem”.

Esta última aparição ocorreu na festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Sintomaticamente, em 13 de outubro de 1917, depois do milagre do sol em Fátima, Nossa Senhora se mostrou revestida do hábito da Ordem do Carmo.

Foi a última despedida na Gruta. Santa Bernadette Soubirous somente voltaria a ver Nossa Senhora 21 anos depois, em Nevers, no dia 16 de abril de 1879, quando deixou esta terra de exílio para contemplá-la eternamente no Céu!


*Recitar uma dezena do Terço.

Cantar o Hino “Louvando a Maria”.



Ladainha de Nossa Senhora8

(Atualizada)


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*9

Mãe de misericórdia,*10

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*11

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


Visitastes a terra para enchê-la de benefícios e multiplicar-lhe as riquezas”.12


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.

Santa Bernadete, rogai por nós.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós!


Canto Final:Consagração à Nossa Senhora”.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.13



_____________________

1.  *Os fiéis, que em qualquer tempo do ano, fizerem, em público ou em particular, uma Novena em honra de Nossa Senhora, em alguma das seguintes onze festas: Imaculada Conceição, Natividade, Apresentação no Templo (21 de Novembro), Anunciação, Visitação, Maternidade (25 de Dezembro), Purificação, Dores, Assunção, S. José e seu Patrocínio, Santo Rosário, lucram indulgência em cada dia; plenária no curso de cada Novena, ou num dos oito dias, que imediatamente se lhe seguem, contanto que se confessem, comunguem e orem segundo as intenções da Santa Igreja (S. C. I. 26 de Novembro de 1876). **Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir devotamente às Novenas públicas que se fazem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, n. 34, p. 58. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice.

3.  *Extraído da Obra intitulada “A Sagrada Família”, por um Padre Redentorista, Sexto Exercício, pp. 509-511. Tradução do Espanhol pelo Cônego Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça, Estabelecimentos Benzinger & Co. S.A., Tipógrafos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln/Suíça, 1898. **Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar atos de virtudes teologais e de contrição, nestas ou em outras fórmulas válidas. Cada ato recebe a indulgência (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 2).

4.  “Manual da Pia União das Filhas de Maria”, traduzido do Italiano pelo Côn. Dr. Ananias Corrêa do Amaral, Cap. V, pp. 473-474. 11ª Edição, Editora Livraria Católica Portuense, Porto, 1926.

5.  “Goffiné – Manual do Cristão”, Graduale da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro), pp. 828-829. Traduzido da 14ª edição francesa por um Padre da Congregação da Missão, 1940.

6.  “Manual dos Congregados Marianos”, edição Oficial organizada pela Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil, agregada à Prima Primaria do Colégio Romano, 4ª Parte, pp. 219-220. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1938.

8.  Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela Autoridade competente. Sobressaem-se entre elas as seguintes: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 29).

12.  Communio da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro).

13.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 55).


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