Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Exercícios de Ação de Graças para o Dia de Ano Bom.

 

Reflexão1


Neste dia 1º de Janeiro, começa o ano civil, como o Eclesiástico na 1ª Dominga do Advento. Agradeçamos a Deus o ter-nos concedido iniciar mais este ano que é de graça e de misericórdia, como todos os da presente vida nossa; ponderemos que talvez não lhe vejamos o fim, e firmemos a resolução de reparar o passado e preparar o futuro, fazendo todo bem que está em nossas mãos, fugindo do pecado e das ocasiões de pecado, conforme a experiência adquirida, talvez bem cara, nos anos passados.

São louváveis os cumprimentos e votos que se costumam oferecer mutuamente os Cristãos neste dia, com tal, porém, que sejam cordiais e sinceros sinais de afeto e caridade, sem o que não passariam de cerimônia pagã, sem préstimo algum.


Oração para o Início do Ano2


V. Deus Trino e Uno, sois meu Criador, Redentor e Santificador. Adoro-Vos humildemente e confesso que sois meu Senhor Supremo. Consagro-Vos este novo ano: sou todo vosso; para Vós vivo, só vosso quero ser para sempre.

R. Ó Santíssima Trindade, graças vos rendo por todos os vossos benefícios e em particular pela graça de poder iniciar este novo ano. Acrescentai ainda a este favor o de saber aproveitar-me bem desta dádiva.

V. Ó Jesus, que no dia de hoje derramastes as primeiras gotas de vosso Sangue, proponho-me viver muito fielmente durante este novo ano. Espero que seja verdadeiramente um ano bom e assim vos possa preparar muitas alegrias.

R. Ofereço-Vos tudo o que este novo ano consiga trazer; ponho em vosso Coração adorável todos os meus trabalhos, orações, fadigas, penas e alegrias. Abençoai cada uma de suas horas e cada um de seus dias, preservai-me do pecado e aumentai em mim o amor e o zelo por vossa glória.

V. Dai-me todas as graças corporais e espirituais que me forem necessárias, a fim de que possa aproveitar conscienciosamente este ano.

R. Abençoai meu corpo, conservai-me puro e casto em vosso santo serviço. Abençoai minha alma com todas as suas potências; iluminai meu entendimento, dirigi minha vontade e dai-me zelo e fidelidade na prática do bem.

V. Rogo-Vos também por toda a humanidade: por meus parentes, por todos os membros da Congregação, tanto os que se acham aqui como os que trabalham nas Missões, por todos os nossos benfeitores, amigos e inimigos, pelos gentios e pelas Almas do Purgatório. Que este ano seja rico em bênçãos para todos!

R. Finalmente, me coloco e a todos os que vos recomendei sob o patrocínio da Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, de São José, nossos Santos Padroeiros e de todos os Anjos e Santos do Céu. Amém.

Glória ao Pai…



Te Deum Laudamus


A Vós, ó Deus, louvamos; a Vós por Senhor confessamos.
A Vós, ó eterno Pai, adora toda a terra.
A Vós todos os Anjos; a vós os Céus e todas as potestades.
A Vós os Querubins e Serafins proclamam com incessantes vozes:
Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos Exércitos.
Cheios estão os Céus e a terra da Majestade de vossa glória.
A Vós o glorioso coro dos Apóstolos.
A Vós o louvável número dos profetas.
A Vós confessa a Santa Igreja por toda a redondeza da terra.
Pai de imensa Majestade.
Ao vosso adorável, verdadeiro e único Filho.
E também ao Espírito Santo Consolador.
Vós. ó Cristo, Rei da glória.
Vós sois eterno Filho do Pai.
Vós, para remirdes o homem, havendo de tomar sua carne, não duvidastes entrar no Ventre de uma Virgem.
Vós, triunfando da espada da morte, abristes aos fiéis o reino dos Céus.
Vós estais sentado à Mão direita de Deus, na glória do Pai.
Cremos que haveis de vir como Juiz.

Por isso, Vos rogamos, socorrais a vossos servos, remidos com o Vosso precioso Sangue. (diz-se de joelhos)

Fazei com que sejamos do número dos vossos Santos na glória eterna.
Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança.
E governai-os e exaltai-os eternamente.
Todos os dias vos bendizemos.
E louvamos vosso Nome sem fim, pelos séculos dos séculos.
Dignai-vos, Senhor, preservar-nos de todo o pecado neste dia.
Tende misericórdia de nós, Senhor, compadecei-vos de nós.
Venha, Senhor, a vossa misericórdia sobre nós, segundo temos esperado em Vós.
Em Vós, Senhor, esperei, não seja eu confundido eternamente.

V. Salvai o vosso servo.
R. Que espera em Vós, meu Deus.
V. Ouvi, Senhor, a minha oração.
R. E chegue a Vós o meu clamor.
V. O Senhor seja convosco.
R. E com o vosso espírito.

Oremos: Ó Deus, cuja misericórdia não tem limites e cujo tesouro de bondade é infinito, nós redemos graças a vossa piíssima Majestade pelos benefícios que nos haveis concedido, suplicando sempre a vossa clemência, para que, aos que concedeis o que pediram, não desampareis jamais, e os disponhais para receberem os prêmios eternos. Por Cristo nosso Senhor. R. Amém.

Oremos: Nós vos pedimos, Deus nosso Senhor, que façais os vossos servos gozar de perpétua saúde de alma e corpo e que pela intercessão gloriosa da Bem-aventurada Virgem Maria sejam livres da presente tristeza e gozem da eterna alegria.

Olhai, Senhor, para este rebanho que desprezou o mundo e a concupiscência da carne, se detenha humildemente sob a asa da vossa proteção: e protegei suas almas devotas tanto com o sinal de vossa invictíssima Cruz, quanto as vestis com o santo hábito interior de nossa santa religião, para que sejam ornados pela fé, seguros pela esperança e inflamados pela caridade. Fazei-os, Senhor, desprezar o mundo e o que está no mundo, e derramai o orvalho de vossa bên†ção sobre aqueles que vos procuram para seu Esposo e verdadeiro Pai, porque abandonaram a milícia de Satanás; livrai-os de todos os pecados, fortalecei seu coração nas tentações e afastai igualmente sua mente dos desejos depravados, para que livres das ilícitas concupiscências, sigam a Cruz nua, e qual outra Madalena, fugindo do mundo, gozem aqui a participação da vida celeste e no fim recebam a vida eterna, juntamente, com os vossos santos, a qual os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem subiu ao coração do homem. Pelo mesmo Cristo nosso Senhor. R. Amém.


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1.  Goffiné… ob. cit., pp. 272-273.

2.  “Vademecum”… ob. cit., pp. 292-293.


Exercícios de Ação de Graças para o Último Dia do Ano.

 

Reflexão1


Mais um ano a cair no oceano da eternidade. Estará essa gota de tempo pura de todo pecado meu? Que coisa fiz por Deus, por minha alma? Serei porventura melhor no fim deste ano do que era quando principiou? Qual seria hoje a conta dos meus méritos em vista das graças que recebi?

Mui bem lembrados andam alguns que, nos extremos do ano, se confessam e recebem a Sagrada Comunhão, como se fosse em viático. Depois de suficiente exame de consciência, rezam as orações da Agonia, preparam-se para morrer, ajustam as contas da alma, como acertam as suas os negociantes na mesma época.

Até quando, ó Deus meu! Serão mais prudentes os filhos do século do que os filhos da luz?! 



Oração para o Fim do Ano2


V. Ao findar este ano, ó Deus Trino e Uno, venho prestar-Vos contas sobre esse período de vida que em Vossa graça e misericórdia me concedestes. Lançando um olhar retrospectivo sobre o ano findo, meu primeiro sentimento é de uma gratidão sincera para conVosco, meu divino Benfeitor.

R. De todo o coração vos agradeço por me terdes dado a vida e preservado da morte imprevista e má. Graças vos rendo por todos os benefícios corporais e espirituais que me concedestes, por vossa proteção e assistência, pelas alegrias, consolações e sofrimentos, sobretudo pela recepção dos Santos Sacramentos e por todas as graças de que me cumulastes.

V. Também vos suplico perdão de minhas numerosas infidelidades e pecados que cometi no ano findo e em toda a minha vida. Fostes sempre tão bondoso para comigo e eu tão infiel, contristando-Vos tantas e tantas vezes.

R. Pesa-me de todo o coração por ter sido tão ingrato para conVosco, ó meu Celeste Benfeitor! Arrependo-me ainda de ter aproveitado mal o tempo precioso que me destes para trabalhar por vossa glória e pela salvação de minha alma. Tende piedade de mim e reparai os prejuízos que causei a vossa glória, à minha alma e à de meu próximo.

V. O fim do ano lembra-me quão breve é a vida terrena, para cujo termo caminho rapidamente. Meu Deus, dentro em pouco, minha peregrinação terminará. Então há de chegar o momento em que deverei prestar contas diante de vosso Tribunal, a hora em que se decidirá minha sorte eterna.

R. Deus Onipotente e Eterno, só Vós sois imutável e imortal, meu único repouso, minha verdadeira finalidade, minha consumação bendita. Multiplicai em mim os efeitos de vosso auxílio, para que aproveite melhor o tempo que ainda me resta para viver, para vossa glória e minha salvação. Fazei com que todo o meu ser se dirija somente para Vós.

V. Ó Maria, minha querida Mãe, meu Santo Anjo da Guarda, São José e todos os meus Santos Padroeiros, graças vos dou, por me haverdes protegido e intercedido por mim no decorrer do ano que ora termina.

R. Acompanhai-me através de novo ano e auxiliai-me, a fim de que ele seja realmente um ano de graças e de salvação. Amém.

Glória ao Pai…



Te Deum Laudamus


A Vós, ó Deus, louvamos; a Vós por Senhor confessamos.
A Vós, ó eterno Pai, adora toda a terra.
A Vós todos os Anjos; a vós os Céus e todas as potestades.
A Vós os Querubins e Serafins proclamam com incessantes vozes:
Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus dos Exércitos.
Cheios estão os Céus e a terra da Majestade de vossa glória.
A Vós o glorioso coro dos Apóstolos.
A Vós o louvável número dos profetas.
A Vós confessa a Santa Igreja por toda a redondeza da terra.
Pai de imensa Majestade.
Ao vosso adorável, verdadeiro e único Filho.
E também ao Espírito Santo Consolador.
Vós. ó Cristo, Rei da glória.
Vós sois eterno Filho do Pai.
Vós, para remirdes o homem, havendo de tomar sua carne, não duvidastes entrar no Ventre de uma Virgem.
Vós, triunfando da espada da morte, abristes aos fiéis o reino dos Céus.
Vós estais sentado à Mão direita de Deus, na glória do Pai.
Cremos que haveis de vir como Juiz.

Por isso, Vos rogamos, socorrais a vossos servos, remidos com o Vosso precioso Sangue. (diz-se de joelhos)

Fazei com que sejamos do número dos vossos Santos na glória eterna.
Salvai, Senhor, o vosso povo e abençoai a vossa herança.
E governai-os e exaltai-os eternamente.
Todos os dias vos bendizemos.
E louvamos vosso Nome sem fim, pelos séculos dos séculos.
Dignai-vos, Senhor, preservar-nos de todo o pecado neste dia.
Tende misericórdia de nós, Senhor, compadecei-vos de nós.
Venha, Senhor, a vossa misericórdia sobre nós, segundo temos esperado em Vós.
Em Vós, Senhor, esperei, não seja eu confundido eternamente.

V. Salvai o vosso servo.
R. Que espera em Vós, meu Deus.
V. Ouvi, Senhor, a minha oração.
R. E chegue a Vós o meu clamor.
V. O Senhor seja convosco.
R. E com o vosso espírito.

Oremos: Ó Deus, cuja misericórdia não tem limites e cujo tesouro de bondade é infinito, nós redemos graças a vossa piíssima Majestade pelos benefícios que nos haveis concedido, suplicando sempre a vossa clemência, para que, aos que concedeis o que pediram, não desampareis jamais, e os disponhais para receberem os prêmios eternos. Por Cristo nosso Senhor. R. Amém.

Oremos: Nós vos pedimos, Deus nosso Senhor, que façais os vossos servos gozar de perpétua saúde de alma e corpo e que pela intercessão gloriosa da Bem-aventurada Virgem Maria sejam livres da presente tristeza e gozem da eterna alegria.

Olhai, Senhor, para este rebanho que desprezou o mundo e a concupiscência da carne, se detenha humildemente sob a asa da vossa proteção: e protegei suas almas devotas tanto com o sinal de vossa invictíssima Cruz, quanto as vestis com o santo hábito interior de nossa santa religião, para que sejam ornados pela fé, seguros pela esperança e inflamados pela caridade. Fazei-os, Senhor, desprezar o mundo e o que está no mundo, e derramai o orvalho de vossa bên†ção sobre aqueles que vos procuram para seu Esposo e verdadeiro Pai, porque abandonaram a milícia de Satanás; livrai-os de todos os pecados, fortalecei seu coração nas tentações e afastai igualmente sua mente dos desejos depravados, para que livres das ilícitas concupiscências, sigam a Cruz nua, e qual outra Madalena, fugindo do mundo, gozem aqui a participação da vida celeste e no fim recebam a vida eterna, juntamente, com os vossos santos, a qual os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem subiu ao coração do homem. Pelo mesmo Cristo nosso Senhor. R. Amém.


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1.  Goffiné – Manual do Cristão, traduzido da 14ª Edição francesa, por um Padre da Congregação da Missão, pp. 275-276. Colégio da Imaculada Conceição (Botafogo), Rio de Janeiro, 1940.

2.  “Vademecum”, 3ª Parte, Cap. “Tempo do Natal”, pp. 290-292; Editado pela Direção Geral das Missionárias “Servas do Espírito Santo”, Tipografia do “Lar Católico”, Juiz de Fora-MG, 1958.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Santos Avisos aos Sacerdotes da Igreja Católica.

 


Exemplos para Excitar os Padres

a Celebrar todo Dia,

Salvo caso de Legítimo Impedimento.



Fazer o Serviço do Senhor com Perfeição, pois:

Maldito o que faz a obra do Senhor frouxamente”

(Jer. 48, 10).


Ó Sacerdotes de Cristo, procedei de tal modo que, antes de tudo, seja simples e pura a vossa intenção, e que só tenhais a Deus em vista.


Com esta finalidade, renovai, ao menos mentalmente, antes de começar a Santa Missa, as quatro intenções ensinadas anteriormente, e em vosso memento, depois de feita a aplicação devida, oferecei brevemente o Sacrifício ao Altíssimo, para os fins a que foi instituído, isto é, para honrar a Deus, agradecer-Lhe, dar-Lhe reparação, e obter de sua bondade todos os bens.


Ponde em seguida todo o cuidado, a fim de celebrar com o máximo de modéstia, recolhimento, e atenção possível, calmamente, sem vos apressardes, mas empregando todo o tempo necessário para pronunciar bem todas as palavras, para executar integralmente todas as cerimônias com a gravidade e dignidade convenientes. Pois, se as palavras não são bem articuladas e as cerimônias bem feitas, ao invés de excitar a piedade e devoção, tornam-se para os assistentes motivo de escândalo.


Isto posto, todo Sacerdote deve tomar a firme e constante resolução de celebrar todos os dias a Santa Missa.


Se, na Igreja primitiva, os leigos comungavam diariamente, é de crer com mais forte razão que os Padres celebravam todos os dias.


Santo André dizia a seu perseguidor: Quotidie Emmolo Deo Agnum immaculatum. “Ofereço diariamente a Deus, o Cordeiro imaculado”. E São Cipriano, em uma de suas cartas: Sacerdotes qui Sacrificium Deo quotidie immolamus. “Nós, Sacerdotes, que cada dia oferecemos a Deus o Sacrifício”.


São Gregório Magno conta que São Cassiano, Bispo de Narni, tinha o costume de celebrar a Santa Missa todos os dias, e que seu capelão recebeu de Deus a ordem de dizer-lhe, que fazia muito bem, e quão agradável Lhe era a devoção do Santo Bispo, estando-lhe reservada grande recompensa no Paraíso.


Ao contrário, os Padres que, por negligência, omitem a celebração da Santa Missa, prejudicam imensamente a Igreja, de um modo que ninguém pode calcular.


É bem conhecida a sentença do Venerável Beda: Sacerdos qui absque legitimo impedimento Missae celebrationem omittit, quantum in ipso est sanctíssimam Trinitatem privat laude et gloria, angelos laetitia, Peccatores venia, justos auxilio et gratia, existentes in Purgatorio subsidio et refrigerio, Ecclesiam ipsam ingenti beneficio, et seipsum medicina et remedio.


O Sacerdote que, sem um legítimo impedimento, omite a celebração da Santa Missa, em quanto lhe é dado, priva os pecadores de perdão; os justos de graça; as almas do Purgatório de refrigério e socorro; toda a Igreja de imenso benefício, e enfim, a si próprio de medicina e remédio”.


Onde encontrareis ladrão tão audacioso que, de uma vez, cometa um roubo de tal importância, como este Padre que, omitindo sem motivo, a Santa Missa, subtrai tão grandes bens aos vivos, aos mortos e a toda a Igreja? Múltiplas ocupações não constituem desculpa.



O Bem-aventurado Fernando, Arcebispo de Granada, e ao mesmo tempo Primeiro Ministro do reino e, portanto, assoberbado de afazeres, celebrava, ainda assim, diariamente. O Cardeal de Toledo comunicou-lhe que a corte lamentava que, com tantos negócios a atender, celebrasse diariamente. “É justamente por isso, respondeu o servo de Deus. Já que suas altezas impuseram-me aos ombros fardo tão pesado, não acho, para manter-me, melhor sustentáculo, que o Santo Sacrifício da Missa, no qual vou haurir força e coragem para desempenhar minhas funções”.


Muito menos vale para escusar-me uma espécie de humildade como a de São Pedro Celestino. A ideia sublime que ele fazia deste Mistério leva-o a abster-se de celebrar diariamente. Apareceu-lhe, porém, um santo Abade e lhe disse severamente: “E que Serafim digno de celebrar encontrareis no Céu? A escolha de Deus para ministros do Santo Sacrifício não recaiu sobre os Anjos, mas sobre os homens, como tais sujeitos a mil imperfeições. Está bem que vos humilheis; mas celebrai diariamente, que tal é a vontade de Deus”.


No entanto, para que a frequência não diminua o respeito, esforçai-vos por imitar estes Santos que se salientaram especialmente pela modéstia e devoção nos Santos Mistérios.


O grande e ilustre Arcebispo São Herberto celebrava com tão extraordinário fervor, que parecia um Anjo do Paraíso. São Lourenço Justiniano ficava imóvel no altar, seus olhos pareciam rios de lágrimas, e seu espírito se empolgava todo em Deus. Entre todos, porém, distingue-se São Francisco de Sales; jamais se viu um Padre subir ao altar com mais majestade, respeito e recolhimento. Quando se revestia dos ornamentos sagrados, depunha e afastava todo pensamento estranho, e, apenas punha o pé no primeiro degrau do altar, sua fisionomia, em que se refletia o recolhimento de sua alma, assumia uma expressão toda angélica que deixava encantados os assistentes.


Mas como encontravam estes Santos tantas delícias espirituais na celebração da Santa Missa! É que celebravam como se estivessem em presença de toda a corte celeste. Assim acontecia realmente a São Bonet, Bispo de Clermont. Uma noite em que ficara sozinho na igreja, apareceu-lhe a Santíssima Virgem rodeada de uma multidão de Santos. Alguns dentre eles perguntaram à Augusta Rainha quem devia celebrar a Santa Missa. “Bonet, o meu servo bem-amado”, respondeu Ela. O Santo Bispo, ouvindo pronunciar seu nome, recuou assustado, buscando esconder-se, e a parede de pedra, sobre o qual se apoiou, por um grande milagre, amoleceu; a forma de seu corpo aí ficou impressa e ainda se pode ver. Sua humildade só lhe serviu para o tornar mais digno. Teve de celebrar em presença da Santíssima Virgem Maria, com assistência de todos aqueles cidadãos do Céu. Depois da Santa Missa a Santíssima Virgem deu-lhe uma alva de fulgente brancura e de estofo tão fino como não se pode encontrar nenhum comparável.


Ainda hoje se venera esta alva como preciosa relíquia. Com que modéstia, pergunto-vos, com que recolhimento e amor não terá ele celebrado aquela Santa Missa?




Se este exemplo, entretanto, vos parece por demais extraordinário, imitai então a conduta do glorioso São Vicente Ferrer. Diariamente ele celebrava a Santa Missa, antes de pregar a um inumerável auditório.


Ora, duas coisas ele levava ao santo altar: uma soberana pureza de alma e uma extremada compostura exterior. Para conseguir a primeira, confessava-se cada manhã; e eis o que eu quisera de vós, ó Sacerdotes, que buscais a maior honra de Deus, ao celebrar os Santos Mistérios.


É espantoso que alguns empreguem meia hora lendo livrinhos em preparação ao Santo Sacrifício, enquanto que um curto exame e um ato de viva contrição sobre qualquer pecado da vida passada, se não houver outra matéria, bastar-lhe-ia para adquirir grande pureza de coração. Esta é a preparação mais perfeita que poderíeis fazer para a Santa Missa: confessar-vos, o mais que puderdes, todas as manhãs.


Bani todo escrúpulo e não desprezeis o conselho que vos dou. Oh! Que messe abundante de méritos amontoareis então! Como me agradeceríeis ao encontrar-nos na Bem-aventurança eterna!


Para alcançar a segunda, o Santo queria que o altar fosse ornamentado com magnificência; exigia extremo asseio nos paramentos e vasos sagrados. Confesso que a pobreza de muitas igrejas escusa-as de possuir paramentos ricos, bordados a ouro e seda; quem pode, porém, dispensar o asseio e a decência convenientes? Zelo tão ardente pelos Santos Mistérios animava o seráfico São Francisco, que, apesar de seu amor à santa pobreza, queria os altares mantidos em perfeita limpeza, e mais ainda os sagrados paramentos que diretamente servem ao Divino Sacramento. Ele mesmo punha-se muitas vezes a varrer as igrejas.


São Carlos, em suas ordenações, mostra-se tão exigente em coisas que podem parecer mesquinhas minúcias, que, na verdade é de admirar.


Para terminar, a Augusta Mãe de Jesus, nosso Deus, quis pessoalmente fazer-nos compreender esta necessidade, quando em uma aparição a Santa Brígida, disse: Missa dicinon debet nisi in ornamentis mundis. “Não se deve celebrar a Santa Missa senão com paramentos convenientes, que inspirem devoção por seu asseio e decência”.




Antes de terminar este parágrafo, resta dizer algo a respeito do ministro (acólito) que serve à Santa Missa. Em nossa época dá-se aos meninos e a ignorantes este encargo, de que nem os próprios reis seriam dignos.


Diz São Boaventura que, é um mister angélico, pois muitos Anjos assistem ao Santo Sacrifício e servem a Deus neste santo Ministério.


A gloriosa Santa Matilde viu a alma de um irmão leigo envolta em deslumbrante claridade por ter-se empregado com extremo fervor em servir em todas as Santas Missas pudera.




São Tomás de Aquino, o sol da Escolástica, conhecia bem o valor inestimável deste ofício de servir no divino Sacrifício, e não se dava por satisfeito se, depois de ter celebrado a Santa Missa, não ajudava a outra.


São Tomás More, chanceler da Inglaterra, punha suas delícias nesta santa função; e certo dia, admoestado por um grande do reino que lhe avisava de que o rei Henrique veria com desprazer ação tão pouco digna de um Primeiro Ministro, respondeu: “Não pode desagradar a meu senhor, o rei, que eu sirva o Senhor de meu rei, o qual é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores”.


Aí está o bastante para confundir essas pessoas, às vezes até piedosas, a quem é preciso pedir e suplicar para que ajudem à Santa Missa, quando deveriam porfiar e apoderar-se do missal, a fim de ter a honra de desempenhar emprego tão santo, que faz inveja aos próprios Anjos e Santos do Paraíso.




Importa, evidentemente, velar com cuidado, para que os que ajudam à Santa Missa, sejam bem instruídos quanto a seu papel.


Devem manter os olhos baixos, uma atitude modesta e piedosa; cumpre-lhes pronunciar as palavras, distintamente, docemente, em voz não baixa demais, que o Sacerdote não os ouça, nem por demais alta, que incomode os que celebram nos altares próximos.


Dever-se-ia, outrossim, excluir certos meninos muito levianos, que brincam e fazem barulho e perturbam o recolhimento do Sacerdote. Rogo a Deus que inspire aos homens prudentes dedicarem-se a este ofício tão santo e louvável. Competiria aos mais nobres e aos mais instruídos dar este belo exemplo.



Fonte: São Leonardo de Porto-Maurício, O.F.M., “Tesouro Oculto – ou, As Excelências da Santa Missa”, conforme a edição romana de 1737 dedicada a S. S. O Papa Clemente XII.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

 


Maria deu ao mundo seu Filho primogênito

e envolveu-O em pobres faixas,

reclinando-O num presépio,

por não encontrar

abrigo nas estalagens.

(Luc. 2, 7)


AUGUSTO, senhor do mundo, ordenou um recenseamento geral, e preparou assim, embora sem o saber, a realização das profecias. Maria e José tiveram de ir a Belém por este motivo. À falta de um teto hospitaleiro, tiveram de se acolher a uma gruta, que servia de abrigo a uma vaquinha. Foi ali que nasceu, no inverno, o verdadeiro Senhor do mundo! Envolvido em pobres faixas, e deitado numa manjedoura, em cima de palha, só foi aquecido pelo amor materno e paterno e pelo hálito da vaca dos pastores e do burrinho dos viajantes. A estas primícias de homenagem, associou-se toda a criação espiritual e material: primeiro os Anjos anunciaram o Salvador ao povo de Deus e aos humildes, na pessoa dos pastores, que logo acorreram; depois, uma estrela misteriosa guiou três Magos ou sábios, primícias da gentilidade e dos grandes. Toda a terra era então convidada a entrar no divino aprisco. Glória a Deus, paz aos homens!


Meditação sobre o Nascimento de Jesus


I. A pobreza de Jesus Cristo feito homem, deve inspirar-nos o desprezo das riquezas e o amor da pobreza. Jesus está abandonado de todos; não tem luz, só uns pobres paninhos para se preservar dos rigores do inverno. É a primeira lição, que Deus nos dá, ao vir ao mundo: como a aceitamos? Que amor sentimos pela pobreza? Jesus amou-a tanto que desceu do Céu para a praticar. Que remédio se há de dar à avareza, se a pobreza do Filho de Deus a não curar?Santo Agostinho.


II. A humildade manifesta-se com um brilho admirável, no Nascimento de meu divino Mestre. Quer nascer num estábulo, de Mãe pobre, esposa de um pobre operário: tudo neste Mistério nos prega a humildade. Deixar-nos-emos arrastar ainda pela vaidade? Ainda teremos ambições pelas dignidades e honras? Aprendamos hoje a conhecer o que devemos amar e apreciar: convençamo-nos de que a verdadeira grandeza do cristão é imitar Jesus e humilhar-se.


III. Foi o amor de Jesus pelos homens que O reduziu a estado tão pobre e tão humilde. O homem perdera-se por querer tornar-se semelhante a Deus: Deus resgata-o assumindo a natureza e a fragilidade do homem. Jesus quis fazer-se semelhante a nós: correspondamos ao seu amor, procurando tornar-nos semelhantes a Ele. Quer nascer em nossos corações pela graça: não lhe fechemos a porta, e, quando vier, conservemo-lO, praticando boas obras. Cristo nasce nas almas, nelas cresce e se desenvolve: peçamos-Lhe que nelas não fique muito tempo pobre e fraco.São Paulino.


Humildade. Orar pela Igreja.


Oração: Deus onipotente, que o novo Nascimento, segundo a carne, de vosso Filho único, nos livre da antiga escravidão, que ao pecado nos acorrentava. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.



Fonte: Vida dos Santos com uma Meditação para cada dia do ano, pelo Pe. João Estevam Grossez, S.J., 25 de Dezembro, pp. 373-374. 2ª Parte, Edição Portuguesa, União Gráfica, Lisboa, 1928.



A Instituição Mariana por Excelência, é a Ordem Profética do Carmo: Instrumento Providencial na Igreja Católica.


Um Encontro Profético1


Certo dia, que já vai longe, andando pelas ruas de Roma, encontraram-se três insignes homens de Deus. Um era Frei Domingos de Gusmão, que recrutava membros para a Ordem que fundara, a dos Pregadores, mais tarde conhecida como dos “dominicanos”. Outro era o Irmão Francisco de Assis, o Povorello, que havia pouco reunira alguns homens para servir ao que chamava a Dama Pobreza. O terceiro, Frei Ângelo, tinha vindo de longe, do Monte Carmelo, na Palestina, chamado a Roma como grande pregador que era. Os três, iluminados pelo Divino Espírito Santo, reconheceram-se mutuamente, e no decurso da conversa fizeram muitas profecias. Santo Ângelo, por exemplo, predisse os estigmas que seriam concedidos por Deus a São Francisco. E São Domingos profetizou:


Um dia, Irmão Ângelo, a Santíssima Virgem dará à tua Ordem do Carmo uma devoção que será conhecida pelo nome de Escapulário Castanho, e dará à minha Ordem, dos Pregadores, uma devoção que se chamará Rosário. E um dia Ela salvará o mundo por meio do Rosário e do Escapulário”.



A Grande Promessa

de Nossa Senhora do Carmo,

a São Pedro Tomás.2


Celebramos neste 8 de Janeiro a memória litúrgica de São Pedro Tomás, Patriarca de Constantinopla, Bispo de nossa Ordem do Carmo, o qual era muito devoto de Nossa Senhora. 


Amou tanto a Virgem Maria que trazia no coração o seu nome gravado. Com razão se pode dizer que esse amor era singular e sua extraordinária devoção a Maria foi o centro de toda sua vida e o norte de todas as suas ações, a alavanca com a qual muitos obstáculos foram removidos do seu caminho. 


Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.


A ele se atribui o tratado: “De Immaculata Conceptionis” em quatro volumes de sermões. É dele a profecia inspirada pela Virgem Maria de que a Ordem do Carmo durará até ao fim dos tempos. A Virgem lhe aparece, e com carinho maternal de Mãe, Irmã e Senhora, lhe diz:


ENQUANTO O MAR NOS ESCARCÉUS BRAMIR E NO ALTO CÉU BRILHAR O ETERNO SOL, VIVERÁ SEMPRE PARA HONRA MINHA, A ORDEM CÂNDIDA DO MEU CARMELO!”



Santa Teresa de Jesus3

e as Visões proféticas

do Futuro da Ordem do Carmo.


Estando certa vez em oração, muito recolhida e envolta em suavidade e quietude, senti-me rodeada de Anjos e muito próxima de Deus. Comecei a rogar a Sua Majestade pela Igreja. Veio-me a compreensão do grande proveito que certa Ordem religiosa traria nos últimos tempos e da força com que seus filhos haveriam de sustentar a fé. 4


Eu estava em oração perto do Santíssimo Sacramento quando me apareceu um Santo cuja Ordem está um tanto decaída. Tinha nas mãos um grande livro, que abriu, dizendo-me que lesse umas palavras escritas em letras grandes e muito legíveis: Nos tempos vindouros, esta Ordem florescerá; haverá muitos mártires.5


Desta outra vez, estando no coro durante as Matinas, vi diante dos meus olhos seis ou sete religiosos dessa mesma Ordem – ou assim me pareceu – com espadas nas mãos. Isso significava, penso eu, que eles hão de defender a fé; porque mais tarde, quando eu estava em oração, meu espírito foi arrebatado, e eu parecia estar num enorme campo onde muitos lutavam; os combatentes dessa Ordem se batiam com grande ânimo. Seus rostos estavam formosos e muito abrasados; eles deixaram muitos caídos, vencidos, e outros mortos. Tive a impressão de que a batalha era contra os hereges.


Tenho visto algumas vezes este glorioso Santo,6 que tem me dito algumas coisas e agradecido minhas orações pela sua Ordem, prometendo me encomendar ao Senhor. Não nomeio as Ordens, para que as outras não fiquem ofendidas; se o Senhor quiser que se saiba, Ele mesmo as nomeará. Mas cada Ordem, ou cada membro, tinha de fazer com que, através de si, o Senhor os fizesse tão ditosos que pudessem servir à Igreja num momento de tão grande necessidade. Felizes as vidas que por isso se sacrificarem!


Algumas Ordens religiosas reivindicaram, a diversos títulos, a honra dessa missão. O grave historiador P. Jerónimo de San José7, após ponderar os argumentos em favor de umas e outras, conclui que se trata da Ordem do Carmo, e acrescenta:


Estas conjecturas bastam para ter por certo aquilo que já dissemos; porém, palavra mais certa e testemunho de sua verdade temos na própria Santa, que ainda em vida declarou e disse que se referiam à sua Ordem do Carmo de acordo com a nova reforma; e isso com tanta segurança e ênfase, que a um religioso filho seu que a interrogou, chamado frei Angel de San Gabriel, ela respondeu com simplicidade e amor de mãe: «Bobo, de quem se deveria entender, senão da Nossa Ordem?».


Isso constou sempre dela e permanece sem controvérsia como coisa lisa e assentada, garantindo-o as próprias pessoas que ouviram da boca da Santa” (cfr. Santa Teresa de Jesus, “Libro da Vida”, cap. apud Obras Completas, BAC Nº 212, Madrid, 6ª ed. Revisada, 1184; nota 3, p. 215).8



Beato Francisco Palau,

verdadeiro Filho dos Profetas.


Quando estava em oração o Beato Palau nos fala de uma inspiração que ele pôs na boca de um Anjo da seguinte forma:


Pelo ano 1864, havendo-me retirado para este monte, uma grande voz, que há 20 anos me falava nos desertos sobre os destinos de nossa Ordem, a qual não sabia de onde procedia, me disse com grande força o que segue:


Eu sou o anjo de que fala o capítulo XX do Apocalipse; a mim está confiada a custódia do pendão do Carmelo e a direção dos filhos desta Ordem.


Eu guardo o trono pontifício de Roma e os muros desta cidade, frente aos demônios e à Revolução que a circunda.


Venho a ti enviado por Deus para instruir-te sobre o futuro da Ordem a que pertences para que saibas a missão que hás de cumprir e sua forma…


Eu rezava com grandes instâncias pela Igreja e [o anjo] contestou:


Elias, grande profeta, e os filhos de sua Ordem sois, e adiante sereis, o meu dedo e o dedo Deus e meu braço nas batalhas contra os demônios e contra a Revolução.


E para que a vossa fé no dia das batalhas não falte, Deus me enviou a ti que vives nos desertos, atento à minha voz para instruir-te sobre a matéria e objeto do exorcistado.


Eu sou o anjo que tem nas mãos as cadeias e as chaves do abismo.


A mim estão sujeitos todos os demônios do inferno e, para que saibas o modo de apresentá-los nas batalhas, devo manifestar-te um mistério…”.9



Nossa Senhora do Carmo,

vitoriosa até o Fim dos Tempos.

Um outro carmelitano dotado de luzes proféticas – o Beato Pe. Francisco Palau – deduz de um diálogo espiritual com a Ssma. Virgem do Carmo que a Mãe de Deus fará surgir esses enviados de Deus das gloriosas hostes carmelitanas :

“Definirei tua missão em três pontos. (...): 1º. a revelação de minhas glórias ao mundo, 2ª a restauração da Ordem do grande profeta Elias, 3ª a missão deste profeta na terra.

“1. Com relação ao primeiro, (...) vou direcionar tua caneta, pincel e lápis; e por trás das sombras, das figuras, das espécies e dos enigmas, me darei a conhecer àqueles que escolhi para que, quando chegar a tremenda hora de combate, me amem e sejam fiéis.

“2. Distribui as armas do santo Monte do Carmelo, para os escolhidos serem filhos do grande profeta Elias e se acolham à sua proteção e os preparar
em para receberem o espírito duplo desse grande profeta. (…)

“Entende-te sobre eles com teu pai Santo Elias; e diz a eles que estão sob sua proteção e direção, que o reconheçam como seu general, e que peçam que Deus lhes dê o espírito forte do Profeta”.10

 


Importância da Devoção

a Nossa Senhora do Carmo.


Na Inglaterra, Melânia teve contato com o Convento das Irmãs Carmelitas de Darlington. Cativada pelo estilo de vida das Irmãs, solicitou a admissão no Convento. A 25 de fevereiro de 1855 recebeu o hábito de carmelita. A cerimônia pomposa foi para ela motivo de satisfação... Deu início ao Noviciado. Professou os votos religiosos a 24 de fevereiro de 1856”.11


Em Lourdes, Bernadete viu Nossa Senhora várias vezes; a última aparição foi no dia de Nossa Senhora do Carmo, 16 de Julho de 1858. Bernadete declara ter visto nesse dia a Virgem «tão bela e gloriosa como nunca».


Pensou até em se tornar carmelita, mas as carências de saúde a dissuadiram’.12


Em Fátima, a última aparição, no dia 13 de Outubro de 1917, foi de Nossa Senhora do Carmo. A Ir. Lúcia diz que «por fim lhes apareceu Nossa Senhora do Carmo a abençoar o mundo» e imediatamente se deu o início do milagre do sol.


Muitos santos, depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo se quiseram revestir do escapulário ou da medalha para melhor manifestarem o seu amor a Maria e assim serem por Ela protegidos: S. Cláudio de la Colombière, Santo Afonso Maria de Ligório, Santo Antônio Maria Claret, o Santo Cura d’Ars, Santa Bernadete, S. João Bosco, S. Domingos Sávio, S. Gabriel das Dores e um inumerável número de santos. Para já não falar de todos os santos e santas carmelitas, sobretudo Santa Teresa de Jesus e S. João da Cruz que sentiam a maior glória em usar o hábito carmelita da Ordem de Nossa Senhora do Carmo.


Também os papas manifestaram o seu amor ao Escapulário do Carmo. João XXII, no séc. XIV promoveu esta devoção. Nos nossos dias, Leão XIII, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II têm manifestado entusiasticamente o seu amor pelo Escapulário e pela devoção a Nossa Senhora do Carmo.


Também os nossos reis, sobretudo os da IV Dinastia, de quem há documentação, usaram o Escapulário e amavam Nossa Senhora do Carmo, a quem tinham muita devoção”.13



Fátima e o Escapulário14


Nas aparições de Nossa Senhora de Fátima, estão contidas as duas principais devoções marianas que resistiram à dura prova do tempo: A do Rosário e a do Escapulário. Dadas aos homens na Idade Média, trazem-nos ambos privilégios inestimáveis relacionados com a perseverança, a salvação da alma e a conversão do mundo. Sempre foram importantes e atuais, mas com as revelações de Fátima estas devoções tornaram-se ainda mais necessárias e urgentes.


No auge das aparições, no dia 13 de Outubro, enquanto transcorria o grande milagre do Sol visto por mais de 50 mil pessoas, a Mãe de Deus mostrou-se aos pastorinhos sob a invocação de Nossa Senhora do Monte Carmelo, apresentando-lhes nas mãos o Escapulário. Certamente que, transcorrendo no momento mais alto entre todos os fenômenos passados na Cova da Iria, esta aparição não é um detalhe sem importância. Pode-se concluir até que os privilégios inestimáveis ligados ao Escapulário são parte integrante da Mensagem que nos deixou a Mãe de Deus em Fátima, juntamente com o Rosário e a devoção ao Imaculado Coração de Maria.


De facto, as referências ao Inferno, ao Purgatório, à necessidade de penitência e à intercessão de Nossa Senhora contidas na Mensagem estão em inteira consonância com as promessas anexas ao Escapulário.


Quem deitar atenção sobre o verdadeiro sentido das aparições concluirá naturalmente que o atendimento completo dos pedidos de Nossa Senhora de Fátima impõe que se conheça a importância do dom do Escapulário, e que este seja difundido o mais amplamente possível. Concluirá também, certamente, que o paulatino abandono em que caiu a devoção ao Escapulário deu-se paralelamente ao crescente desconhecimento do sentido profundo da Mensagem da Mãe de Deus.


No ápice das aparições em que Nossa Senhora proclama a verdade da sua realeza, sob a forma do triunfo do Imaculado Coração de Maria, Ela aparece revestida do traje da sua mais antiga devoção – a do Carmo. E, desse modo, realiza uma síntese entre o historicamente mais remoto (O Monte Carmelo), o mais recente (A devoção ao Imaculado Coração de Maria) e o futuro glorioso, que é a vitória e o reinado desse mesmo Coração.


É sinal inequívoco de que o católico zeloso do cumprimento dos pedidos da Mãe de Deus encontrará nesta devoção uma fonte abundante de graças para a sua conversão pessoal e para o seu apostolado, especialmente nestes dias de profunda descristianização da nossa sociedade. Este “Vestido de Graça” fortalecerá a sua certeza de que, ao fechar os olhos para esta vida e ao abri-los para a eternidade, encontrará o seu fim último, Cristo Jesus, na Glória Eterna.


Não é preciso dizer que aqueles que se permitem deliberadamente viver uma vida de pecado, julgando que por usarem o escapulário irão salvar-se, fazem muito mal. Deus poderá permitir que morram sem ele.


Porém, não devemos combater o uso do escapulário pelos pecadores. São Cláudio La Colombiére, jesuíta, em um sermão sobre a Virgem do Carmo que pregou na Igreja dos Carmelitas de Lyon, diz: “Não vos quero lisonjear: de nenhum modo se pode passar de uma vida pecadora e desordenada para a vida eterna, se não pelo caminho da sincera penitência; porém, esse sincero arrependimento, de tal modo o saberá facilitar a mais carinhosa das mães que, quando menos pensardes, fará brilhar nas vossas almas um raio de luz sobrenatural que num instante vos fará ver o engano”.




As aparições de Fátima

e a devoção a Nossa Senhora do Carmo.15


No dia 13 de outubro de 1917, na sua última aparição na Cova da Iria, em Fátima, Portugal, Nossa Senhora une três devoções: a espiritualidade do Escapulário, a oração do Santo Rosário e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, surgiram, aos três videntes de Fátima, várias cenas. Na primeira, ao lado de São José, a Mãe de Deus, com o Menino Jesus ao colo, apareceu como Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho Jesus Cristo, que padecia em meio a muitos sofrimentos, a caminho do monte Calvário. Na última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”.16 Em 1950, a Irmã Lúcia foi questionada a respeito do motivo de Nossa Senhora aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, a Irmã disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário, respondeu ela”.17 Providencialmente, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Sumo Pontífice, Papa Pio XII, convidou toda a Igreja Católica a “‘colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é, de fato, um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental extrai o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor daqueles que o usam”.18


A Irmã Maria Lúcia do Imaculado Coração, que como Simão Stock era carmelita, disse que o Escapulário agrada o Coração de Nossa Senhora, por isso, deseja que essa devoção seja propagada. Dessa forma, compreendemos que a devoção do Escapulário faz parte da Mensagem de Fátima e, certamente, o Escapulário e o Rosário são devoções inseparáveis. “O Escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora. […] Ela quer que todos usem o Escapulário”.19 Ao perguntarem se podemos ter a certeza de que Nossa Senhora queria o Escapulário, como parte da Mensagem de Fátima, Irmã Lúcia respondeu: “Sim”, e acrescentou: “Agora, já o Santo Padre [Papa João Paulo II] o confirmou a todo o mundo, dizendo que o Escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração”.


Segundo a Carmelita, o Escapulário é uma das cláusulas da Mensagem da Virgem de Fátima. Por isso, usar o Escapulário é tão importante quanto a recitação diária do Terço Mariano. Segundo Lúcia, “o Terço e o Escapulário são inseparáveis!”.20


Dom José Alves Correia da Silva, então Bispo de Leiria, em Portugal – que sabia claramente do vínculo entre as devoções do Escapulário e do Rosário – por ocasião do VII Centenário do Escapulário, disse aos devotos de Fátima:


“Os antigos guerreiros vestiam-se com uma armadura de ferro para resistirem aos ataques dos seus inimigos, e como nós todos temos de combater os inimigos da nossa alma, porque diz a Sagrada Escritura, ‘a vida do homem é uma guerra’, a Santíssima Virgem entregou o emblema do Santo Escapulário para também nos defender. […] Nossa Senhora recomendou também às videntes que espalhassem a devoção do Escapulário. Compete-nos, pois, como cristãos, […] a obrigação de nos afervorarmos na devoção do Escapulário.


O Escapulário tem privilégios especiais. O primeiro é a promessa que a Santíssima Virgem fez àqueles que observassem as devidas instruções, que os preservaria do fogo eterno. E claro que deveremos trazer o Escapulário não por orgulho ou superstição, mas por esperarmos, com um sincero sentimento de confiança, que a bondade de Maria Santíssima nos fará a graça da conversão e da perseverança final”.21




A Espiritualidade Carmelita

e a Consagração ao Imaculado Coração.


Santa Teresa de Jesus, grande reformadora da Ordem dos Carmelitas, disse às suas irmãs: “Todas nós, que trazemos este sagrado hábito do Carmo, somos chamadas à oração e contemplação. Foi essa a nossa origem”.22 A tradição dos primeiros carmelitas está ligada à vida contemplativa, mas esta se perdeu ao longo do tempo. A reforma que Santa Teresa e, depois, São João da Cruz, realizaram no Carmelo pretendia recuperar essa sua vocação à contemplação, que tem como fim último a santificação e a comunhão com Deus já aqui neste mundo. Para atingir essa união com o Senhor, é necessário esvaziar-nos totalmente de nós mesmos, dispondo ativamente o nosso coração para que Deus o purifique.


Neste processo de purificação, a devoção a Nossa Senhora é fundamental. “Desde o princípio, os carmelitas – repetindo que Carmelus totus Marianus est [O Carmelo é todo de Maria] – já se consagravam a Nossa Senhora, chegando a falar, séculos antes de São Luís de Montfort, de ‘escravidão’ à Virgem”.23 Quando professavam seus votos de obediência, os carmelitas faziam-no não somente a Deus, mas também a Nossa Senhora do Carmo. Com o Escapulário, eles recordam esse compromisso e a amizade que devem ter com Nossa Senhora, imitando as suas virtudes e consagrando-se inteiramente a ela. Pois a Virgem Maria não somente é modelo de santidade, mas também coopera diretamente em nossa santificação. No entanto, para quem, de algum modo, está ligado aos carmelitas, Nossa Senhora não é somente um modelo a imitar, mas também uma doce presença materna, na qual podemos confiar.


Segundo o saudoso Papa São João Paulo II, “essa intensa vida mariana, que se exprime em oração confiante, em entusiástico louvor e em diligente imitação, leva a compreender como a forma mais genuína da devoção à Virgem Santíssima, expressa pelo humilde sinal do Escapulário, seja a consagração ao seu Coração Imaculado”.24 Dessa forma, em nosso coração, realiza-se uma crescente comunhão e familiaridade com Nossa Senhora, como novo modo de viver para Deus e de continuar aqui na Terra o amor do Filho à sua Mãe, Maria Santíssima.


Esse rico patrimônio de espiritualidade mariana dos carmelitas se tornou, através da propagação da devoção do Santo Escapulário, um tesouro valiosíssimo para toda a Igreja. Pela sua simplicidade e pela relação com o papel da Virgem Maria em relação à Igreja e à humanidade, esta devoção foi profunda e amplamente recebida pelo Novo Povo de Deus, a ponto de encontrar a sua expressão máxima na festa de 16 de Julho, na Liturgia da Igreja Católica.



O Escapulário, o Rosário

e a Consagração ao Imaculado Coração.


A Mensagem de “Fátima é, portanto, uma confirmação óbvia das antigas devoções do Rosário e do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, ambas vindas da Idade Média, quando o amor por Ela impregnava toda a vida do cristão”.25 Além disso, em Fátima, a estas devoções, acrescenta-se a devoção ao Imaculado Coração, já conhecida na Igreja, mas agora revelada de uma forma nova. A consagração ao Imaculado Coração de Maria, de certo modo, aparece como nova expressão de devoção a Nossa Senhora das Dores, que foi uma das visões dos pastorinhos na última aparição de Fátima.


No dia 13 de junho de 1917, Nossa Senhora disse à pequena Lúcia: “Ele [Jesus] quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”.26 Falou também que voltaria para pedir essa devoção. Em 10 de dezembro de 1925, em Pontevedra, na Espanha, a Virgem Maria apareceu à Irmã Lúcia com o Coração na mão, cercado de espinhos, como prometera em Fátima. Este é o mesmo coração transpassado pela espada da dor no sacrifício do seu Filho no altar da cruz. Esse sofrimento da Santíssima Virgem não foi somente de compaixão pelos padecimentos do Filho, mas, desde aquele tempo até hoje, ela também sofre por causa dos pecados da humanidade. Na mesma aparição, o Menino Jesus disse a Lúcia: “Tem pena do Coração de sua Santíssima Mãe, que está coberto de espinhos, que os homens ingratos, a todo momento, cravam-lhe sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”.27


Depois de mostrar seu Coração Imaculado cercado de espinhos, Nossa Senhora revelou à então postulante Lúcia, a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados do mês:


“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço, e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.28


Portanto, depois de fazermos todo esse caminho de reflexão, podemos concluir que a devoção a Nossa Senhora do Carmo está intimamente ligada com a espiritualidade do Santo Rosário e com a consagração ao Imaculado Coração de Maria, da qual faz parte da devoção reparadora dos cinco primeiros sábados. Estas são devoções que, de certo modo, já faziam parte do patrimônio da espiritualidade da Igreja Católica. No entanto, pela Providência divina, nos foram dados a conhecer que estas não somente são queridas por Deus, mas também são os meios que nos são dados hoje para nos aproximar de Jesus e Maria e reparar as ofensas cometidas contra seus Sagrados Corações. Sendo assim, usemos com fé e devoção o Escapulário, rezemos com atenção e confiança o Santo Rosário, consagremo-nos ao Imaculado Coração de Maria e pratiquemos a devoção reparadora dos primeiros sábados. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!





Desejo a Todos,

um Santo e Feliz Natal,

na Graça de Deus e na Proteção

de Nossa Senhora do Monte Carmelo.



____________________________________________

1.  Boletim “Flos Carmeli”, Julho de 2009, da V.O.T. de Nossa Senhora do Monte Carmelo, do Sodalício de Campos dos Goytacazes/RJ.

2.  https://cumpetroetsubpetrosemper.blogspot.com/2020/01/a-grande-promessa-de-nsra-do-carmo-sao.html

3.  Livro da Vida, cap. 40, 12-15.

4.  “A de São Domingos”, anota Gracián. Ribera, S.J., por sua vez, afirma ser a Companhia de Jesus (Vida de Santa Teresa, L. 4, cap. 5). Toda essa passagem (n. 12-15) tem conteúdo profético, havendo sobre ela uma longa e curiosa história.

5.  “São Domingos”, anota outra vez Gracián, desta feita de acordo com Ribera, sem que mereçam a nossa fé: trata-se com toda a segurança da Ordem Carmelita.

6.  “São Domingos”, volta a anotar Gracián.

7.  Historia do Carmen Descalzo, l. 1, c. 21, n. 5, pp. 214-215.

8.  https://aparicaodelasalette.blogspot.com/p/beato-palau.html

9.  Carta ao Pe. Pascual de Jesus Maria, Procurador-Geral em Roma da Ordem do Carmo.

10.  Beato Francisco Palau, O.C.D., “Mis relaciones con la Iglesia”, in “Obras Selectas”, Editorial Monte Carmelo, Burgos, 1988, 818 págs., pp. 457-458. (A Aparição de La Salette e suas Profecias: Nossa Senhora do Carmo vitoriosa até o Fim dos Tempos (aparicaodelasalette.blogspot.com)

12.  https://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/2016/11/quando-santa-bernadette-decidiu-se.html

13.  http://www.carmelitas.pt/site/santos/santos_ver.php?cod_santo=22

14.  https://cumpetroetsubpetrosemper.blogspot.com/2015/08/nossa-senhora-de-fatima-e-o-escapulario.html

16.  Últimas e Derradeiras Graças, “Aparição de Nossa Senhora do Carmo na Inglaterra” – 1251.

17.  Idem. Ibidem.

18.  Idem. Ibidem.

19.  Ordem do Carmo em Portugal, “A Aparição de Nossa Senhora do Carmo: Nossa Senhora de Fátima e o Escapulário do Carmo”.

20.  Idem. Ibidem.

21.  Idem. Ibidem.

22.  Santa Teresa de Jesus, “Castelo Interior”, Quintas Moradas, I, 2.

23.  Padre Paulo Ricardo, “A Espiritualidade Carmelitana e a Virgem Maria.

24.  São João Paulo II, “Mensagem do Santo Padre à Ordem do Carmelo por ocasião dedicação do ano de 2001 à Virgem Maria, 4”; (Cfr. Pio XII, Carta “Neminem profector lacter” [11 de Fevereiro de 1950: AAS 42, 1950, pp. 390-391]; Const. Dogm. sobre a Igreja “Lumen Gentium, 67).

25.  Ordem do Carmo em Portugal.

26.  Santuário de Fátima, “A Segunda Aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria”, (13/06/1917), p. 4.

27.  Francesco Bamonte, “A Virgem Maria e o Diabo nos Exorcismos”, p. 128.

28.  Capela, “A Devoção Reparadora dos Cinco Primeiros Sábados do Mês”.


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