Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 16 de janeiro de 2022

Oração a Santo Amaro Abade, amparo eficaz dos Enfermos.


Ó glorioso amigo de Deus, milagroso e poderoso intercessor, Santo Amaro! Nós nos regozijamos pela vossa entrada no Céu; e rendemos graças à Santíssima Trindade, que vos fez tão grande e vos enriqueceu de tantos bens, glorificando-vos na terra em presença dos reis e cobrindo-vos de incomparável glória no Céu. Ó, como vos alegrais na bem-aventurada presença de Deus! Como exulta o vosso coração no gozo do Sumo Bem! Como se satisfaz agora o vosso ardente desejo no Seio do Altíssimo! Não vos esqueçais de nós que suspiramos neste vale de lágrimas, expostos às ilusões do mundo, às tempestades das paixões, às tentações do Inimigo. Lembrai-vos que estamos em perigo de perder aquele trono que Deus nos preparou. Alcançai-nos, pela vossa intercessão, luz para conhecer o verdadeiro caminho, perseverança para dele não nos afastarmos, e a graça de resistir ao Demônio e vencer as nossas paixões. Nós queremos imitar as vossas virtude, mas ajudai-nos com a vossa intercessão e não nos abandoneis até que nos tenhais introduzido na eterna pátria. E, assim como sempre fostes abrasado de amor para com o próximo e curastes um sem número de doentes, restituindo-lhes a saúde, dignai-vos também alcançar-nos a graça que vos pedimos (aqui pede-se a graça de que se necessita), se for da divina vontade e para a nossa salvação, a fim de que, possamos na terra servir a Deus, e no Céu bendizê-lO e louvá-lO por toda a eternidade. Amém.



V. Santo Amaro, Abade.

R. Rogai por nós.



Fonte: “Manual Gertrudiano – ou Exercícios Espirituais de Santa Gertrudes Magna, Virgem da Ordem de São Bento”, pp. 353-355. Edição Portuguesa; Tipografia de B. Herder, Friburgo em Brisgau (Alemanha), 1914.


Revelação de Nossa Senhora ao Bem-aventurado Alan de la Roche.


Quando a devoção do Santo Rosário ia decaindo entre os fiéis, a Santíssima Virgem enviou ao mundo o Bem-aventurado Alan de la Roche, cujo apostolado insigne foi a quem Ela, sem cessar, regalava com favores extraordinários. Eis aqui o que nos refere deles a crônica dominicana.

Certo dia, festa da Santíssima Virgem, foi arrebatado em êxtase o Bem-aventurado Alan, ouviu que de todas as partes do mundo saiam vozes terríveis que diziam: Vingança, vingança! Vingança sobre os habitantes da terra! Depois dessas vozes, viu rios de fogo que brotavam do Céu e caíam sobre a Terra e seus habitantes.

No mesmo instante entre prantos e alaridos, apareceu uma multidão inumerável de homens. Os que sobreviveram começaram a aclamar com todas as suas forças, pedindo auxílio. Como Deus não deixa a esperar os que Lhe invocam, imediatamente se viu aparecer no ar uma fulgentíssima nau, que desceu do Céu, rodeada de estrelas e adornada das mais belas cores, e que andava de uma parte a outra no ar, como as naus ordinárias na água. E era de tanta capacidade, que inumeráveis pessoas podiam entrar nela. Viu também que sobre a preciosa coberta, e num e noutro lado dela, (também) dentro da nau, havia muitos Anjos, que derramavam sobre a terra torrentes de água para apagar o incêndio horrível que no mundo ardia. Porém, via-se encabeçando a nau uma formosíssima Senhora, cuja elegância, graça e beleza não há língua humana capaz de descrever, a qual, como Patrona, levava o timão.

Por fim, toda a nau estava rodeada de um preciosíssimo arco-íris. Enquanto isto acontecia, os homens lutavam com as angústias da morte, Aquela Senhora, que era a Rainha dos Anjos, dizia: “Ó miseráveis filhos dos homens! Acudi a Mim, para não perecer neste dilúvio. Sabei, que assim como o mundo se salvou do dilúvio do pecado pela saudação angélica, assim, acudi em Mim agora pela mesma saudação”.

Depois dessas palavras, muitos na terra saudavam a Virgem repetindo a Ave Maria, e quantos assim o faziam eram transportados à nau por umas alvíssimas pombas. E a quantos entravam nela, convidava a Virgem, com manjares deliciosos e os deleitava com um riquíssimo vinho de doçura inefável. Apenas entravam na nau os que foram chamados pelas pombas, começaram os Anjos outra missão, deixando de apagar o fogo, e foram edificar em brevíssimo tempo uma cidade admirável com torres de muito elevada altura. Para lá foram transladados depois todos os que rezavam o Rosário de Maria, para preservá-los do incêndio em que ainda se consumia o mundo. Finalmente, a Augusta Rainha do Céu, pôs fim à visão com estas palavras: “Assim como no Dilúvio Universal pereceram todos os que desprezaram a nau de Noé, assim neste e nos últimos tempos perecerão os que desprezam o meu Rosário”.


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Fonte: “Mês de Outubro consagrado a Honra de Nossa Senhora do Santo Rosário”, p. 56. Por Heliodoro Gil y Cartagena, S.J., Livraria Católica, Madrid, 1912.


INVOQUE MARIA, A ESTRELA DO MAR!


E o nome da Virgem era Maria” (Luc. 1, 27). Falemos um pouco deste nome que significa, segundo se diz, Estrela do mar, e que convém maravilhosamente à Virgem Mãe… Ela é verdadeiramente esta esplêndida estrela que devia se levantar sobre a imensidade do mar, toda brilhante por Seus méritos, radiante por Seus exemplos.

Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.

Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.

Se és balançado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.

Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.

Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.

Que Seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão d’Ela, não negligencies os exemplos de Sua vida.

Seguindo-A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando n’Ela, evitarás todo erro.

Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem era Maria”.



Fonte: São Bernardo, Louvores da Virgem Maria. “Super missus”, 2ª Homilia, 17 – apud Pierre Aubron, S.J., L’oeuvre mariale de Saint Bernard, Edition du Cerf, Paris, Les Cahiers de la Vierge, nº 13-14, Março de 1936, pp. 68-69.


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