Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 22 de junho de 2021

Novena em Honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. (5º Dia)


Ato de Contrição


Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu! Eis a vossos pés um pobre pecador, que muito tem entristecido o vosso amante Coração. Ai amável Jesus! Como pude eu ofender-Vos e encher de amargura esse Coração que tanto me ama e que nada omitiu para conseguir que O amasse? Quão grande foi a minha ingratidão! Mas, ó Salvador meu! Consolai-Vos, consolai-Vos, dir-Vos-ei, porque agora estou arrependido: tanta dor sinto pelos desgostos que Vos tenho causado, que quereria morrer de contrição. Oh! Meu Jesus, quem me dera chorar o pecado, como Vós na vida mortal o soubestes chorar! Pesa-me na alma de Vos ter ofendido, Eterno Pai, em satisfação de minhas culpas, Vos ofereço a pena e a dor que por elas sentiu o vosso divino Filho.

Vós, oh amante Jesus! Dai-me tal horror ao pecado que para o futuro me faça evitar até as mais leves faltas. Longe de meu coração os afetos terrenos: já quero só amar ao meu bondoso Redentor. Oh! Meu Jesus, ajudai-me, fortalecei-me e perdoai-me.

Minha Mãe do Perpétuo Socorro, intercedei por mim e obtende-me o perdão dos meus pecados. Amém.

Oração Preparatória

para todos os dias

Oh! Santíssima Virgem Maria, que, para inspirar-nos uma ilimitada confiança, quisestes tomar o dulcíssimo nome de Mãe do Perpétuo Socorro, eu Vos suplico me socorrais em todo o tempo e lugar; em minhas tentações, nas minhas recaídas, dificuldades, e misérias e mais que tudo à hora da morte. Concedei-me, ó amantíssima Mãe, o pensamento e o costume de recorrer sempre a Vós; porque estou certo de que sendo eu fiel em invocar-Vos, Vós mais o sereis em socorrer-me. Obtende-me pois, esta que é a maior das graças, recorrer a Vós sem cessar e sempre com confiança de filho, a fim de que, em virtude da minha constante súplica mereça vosso perpétuo socorro e a perseverança final.

Dai-me, ó terna e cuidadosa Mãe, a vossa bênção, e rogai por mim agora e na hora de minha morte. Assim seja.

Quinto Dia

Consideração: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro favorece seus devotos em todas as necessidades da vida.

Consideramos que o mundo é um lugar de provação, um vale de lágrimas e de pranto.

Quem o ignora? O homem, diz Jó, nascido da mulher, é de curta duração sobre a terra e vive cheio de trabalhos e misérias”; seu caminho é o do Calvário. – Tal é a condição de todo o mortal. Por isso, diz o autor da Imitação de Cristo, o homem necessita de consolação. E esta consolação onde a encontrará nosso aflito coração? Por ventura, nos amigos e próximos nossos? Ah! Não. Estes ordinariamente vêm com indiferença nossas tribulações, nossas lágrimas não os comovem, e se alguém se enternece, vendo a nossa dor, muitas vezes não sabe mitigá-la; quereria, mas é impotente.

A quem pediremos socorro na pobreza, consolação nas aflições, conselho na dúvida? A quem, não sendo à que é perpétuo socorro dos mortais? Olha, alma angustiada, olha como o divino Infante vai pela mão de sua terna Mãe. – Viu a Cruz e os restantes instrumentos da Paixão que os Anjos Lhe apresentam, e, como que atemorizado, o seu Coração disse: “Minha dor está-me sempre ante os olhos”. Mas onde vai buscar consolação?

Na sua boa Mãe, que Lhe estende a mão, como para O ajudar e sustentar-se em seus padecimentos.

Aprendamos do celestial Menino a acudir nas penas nossas, e em nossos trabalhos à compassiva Mãe do Perpétuo Socorro. Perpétuas são as misérias nossas; mas, ó consolação! Perpétuo é também o socorro.

Pobre alma não te desalentes. Tua Mãe vê as muitas e variadas calamidades que te afligem: Ela vê o que atormenta o teu corpo e te mortifica a alma. És pobre? Não Lhe passam desapercebidos os apuros em que versa tua família, nem as angústias de teu coração, nem as lágrimas que a carência de recursos te arranca, nem as aflições em que te lançam teus credores, nem os queixumes de teus filhos.

Estás enfermo? Ela vê a dor que te consome, o tédio que te apoquenta, o temor que te oprime os dias que passas sem alívio, as noites que contas sem descanso. És o alvo da inveja e do furor dos outros? Caluniam-te? Tens em tua própria família motivos de aflição? Esta Mãe compassiva sente a tua amargura, as injustiças que os tribunais te fazem, os danos que teus rivais te causam e os desaforos e agravos que recebes de teus parentes. Ela vai contando tuas lágrimas. Isto, com tudo o mais que te apoquenta vê-o Ela sem afastar de ti nem um só momento seu benigno e penetrante olhar.

E não só vê, mas até o sente mais profundamente do que tu mesma. É Mãe de misericórdia, por isso, assim como vê com olhos maternais nossas misérias, com um Coração de Mãe se compadece delas. Por tal modo que, como ao pé da Cruz, as Chagas do Corpo Sacrossanto de Jesus vivíssimas refletiam no Coração de Maria, assim também se reproduzem todas as feridas do vosso chagado coração no Coração de nossa Mãe celestial.

Enfim, esta terna Mãe não só vê as nossas misérias e nos mostra o Coração aberto e enternecido à vista de nossas desgraças, mas ao mesmo tempo tem as mãos estendidas em sinal de querer socorrer-nos com toda a presteza. Este ofício de piedade para convosco exerce-o Ela em cada momento, pois que outra coisa faz Ela, que não seja prestar-nos socorro nas necessidades? Ah! Por muito pouco que pensemos nos males e trabalhos numerosos a estamos sujeitos na vida, havemos de ver necessariamente que em tudo nos defende, alivia e protege.

Apenas advertiu nas Bodas de Caná a falta de vinho, o rubor do esposo e a perturbação dos comensais, ei-lA que, movida a compaixão representa a seu Filho aquela necessidade e Lhe roga docemente que lhe aplique o remédio conveniente, pois semelhantemente agora no Céu está sentada à destra de seu Filho e Lhe expõe continuamente todas as necessidades nossas. Suplica-Lhe constantemente, ou que alivie nossas penas, ou que nos subministre poderoso socorro para os suportar com humilde resignação, por forma que isto ou aquilo, redunde em maior glória sua e proveito espiritual nosso.

Pois bem, se tais são os benignos afetos que todos os dias experimentamos do amoroso socorro de Maria, qual não deverá ser nossa gratidão para com uma Mãe tão benéfica? Qual o nosso afeto para com uma Mãe tão terna? Qual nossa confiança em Mãe que tanto nos ama e que tanto se interessa por nós? Está sempre com os olhos fixos na nossa miséria, com o Coração sempre inclinado a compadecer-se delas, e com mãos sempre prontas para lhe dar remédio. Acudamos, pois, continua e devotamente a esta bondosa Mãe, expondo-Lhe com filial confiança todas as nossas necessidades, e fiquemos certos de que n’Ela teremos perpétuo alívio, alento e consolação. Amém.

Pedido: Medite-se e peça-se aquilo que mais se deseja alcançar da valiosa proteção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Gozos


Vendo que a Vós recorro

Virgem bendita e Mãe,

Vinde no seu socorro,

Vossos filhos amparai.


Virgem Imaculada

Vendo que mal nos vai

Vinde sereis louvada

Por filhos de bom Pai.


Socorro permanente

Se sois, querida Mãe,

Ouvi-nos Mãe clemente,

Os filhos consolai.


A fronte inclino e choro,

Remorso na alma vai

Aos vossos pés imploro

Perdão, Virgem, m’o alcançai.


Livrai-nos da tibieza,

Desse fervor nos dai

Que eleva com presteza

Ao Céu donde ele sai.


De padecer cansado

Neste vale, onde vai

Vos pede um desterrado,

Seu peito consolai.


Se a minha fé declina

E na tormenta vai

Estrela matutina

Vinde m’a alentai.


Se vosso fiel amante

Tremendo vês que vai

Nas ondas vacilante

Seus passos segurai.


Vós, Virgem, da fraqueza

Meu peito me livrai,

Alento e fortaleza

Vós vinde e me inspirai.


Na luta derradeira

Perto de mim estás

Clemente mui fagueira

Amante como Mãe.


Lá na prisão do fogo

Virgem me visitai,

Tira-me de lá logo

Convosco me levai.


Que cante em vida e morte

Vós, Virgem, me inspirai,

Para delícia e sorte,

Vossos louvores, Mãe.


Vinde, que a Vós recorro

Virgem bendita e Mãe,

Vinde no seu socorro,

Vossos filhos amparai.


N.B. Esta quadra deve repetir-se no fim de cada uma das precedentes.


Oração Jaculatória


Em todas as minhas dificuldades e misérias que me aparecerem, vinde em meu socorro, Mãe de bondade.

Obséquio

Quando se oferecer algum trabalho, dize: Ó Mãe do Perpétuas Socorro! Afastai de mim este cálice, ou dai-me virtude e fortaleza para o beber pelo amor de meu Deus.

Oração

Ó Mãe do Perpétuo Socorro! Assim como se apresenta a uma grande rainha um pobre andrajoso e lazarento, assim eu me apresento a Vós, que sois a Rainha do Céu e da terra. Desde o excelso trono em que estais sentada, Vos rogo, não desdenheis voltar vossos misericordiosos olhos sobre este infeliz pecador. Por isso, Deus Vos enriquece tanto para socorrer os pobres, e Vos constitui Rainha da misericórdia, para poderdes dar alívio aos miseráveis. Olhai para mim caridosa Mãe, e tende piedade de mim. Bem sei que vosso piedoso Coração sente prazer em socorrer os miseráveis. Consolai, pois, o vosso piedoso Coração, e consolai-me também a mim, pois que tendes ocasião de me socorrer. Vede, ó terna Mãe, as angústias de meu coração e os apuros em que os meus se debatem. Ai! Tantos motivos de aflição em minha própria casa, tanta perseguição de meus próximos, a doença atormenta-me o corpo e as penas interiores dilaceram-me a alma. Nestas conjunturas, a quem hei de recorrer, Senhora e Mãe minha, senão à Vós, que sois Mãe do Perpétuo Socorro! Permiti, pois, que, com São Bernardo Vos diga: Lembrai-Vos, ó piedosa Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum dos que tem recorrido à vossa proteção, implorado o vosso auxílio ou reclamado o vosso socorro, fosse por Vós abandonado, animado eu, pois, de igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-Vos de as ouvir propícia e de alcançar-me o que Vos rogo. Amém.

Exemplo

Pelo fim do ano de 1883, enquanto os livres-pensadores (mações) dos Estados Unidos celebravam a sua Assembleia Geral em Rochester, e em seus ímpios discursos negavam a existência de Deus e de suas obras, eis que de repente um fato maravilhoso ocupa a imprensa americana: era o seguinte: Na cidade de Boston, uma diretora de colégio teve um horrível cancro no peito que já em três partes tinha rebentado. Os médicos mais distintos de Boston, depois de bem examinado o mal declararam-no incurável, a não terem feliz êxito na operação cirúrgica. A enferma, posto que com relutância, consentiu em ser operada, mas antes começou uma novena a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Eram passados 8 dias sem obter o desejado êxito e no dia seguinte deveria realizar-se a dita operação. Vários professores da Universidade, os mais distintos e entre eles o de maior nomeada, deviam tomar parte nela. Cloroformizaram-na e colocaram-na no lugar da operação. O principal estava então um pouco afastado do encarregado de começar a perigosa tarefa. O médico perguntou-lhe por qual das três feridas havia de começar a operação. Pela maior, lhe respondeu. Mas eis que o dito operador não encontra ferida alguma. Muito animado se aproxima da enferma o médico principal e qual não foi seu espanto, não vendo nem vestígios da terrível doença, todavia, afirma aos médicos presentes que na véspera e na mesma manhã daquele dia ele mesmo vira três cancros horríveis no peito da enferma, acrescentando: este desaparecimento é para mim grande mistério. Desvendam e descloroformizam a enferma e não sentindo dor alguma, pergunta: porque me deixam, já assim livre? Ao que respondem: Porque a operação já não é necessária, pois que a doença desapareceu por completo. Convencida ela do fato, principiou a dar graças a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, declarando aos médicos incrédulos então atônitos, que isto era obra da boa Mãe, em cujo louvor terminava naquele dia uma novena.

Amada, louvada, invocada e bendita sejais eternamente, ó Mãe do Perpétuo Socorro, esperança minha, meu amor, minha Mãe, meu refúgio, minha vida. Amém.


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Fonte: Manual do Devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por um Padre Redentorista, pp. 407-414. 4ª Edição, Estabelecimentos Benziger & Co., S.A., Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln – Suíça, 1899.


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