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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 14 de junho de 2020

Elogio de Santo Eliseu, o Profeta.


Elias foi envolto num redemoinho,
mas o seu espírito ficou todo em Eliseu;
o qual não temeu príncipe algum em seus dias,
e, em poder, ninguém o venceu.
Nada houve que o pudesse dominar,
e, ainda depois de morto,
o seu corpo profetizou.
Em sua vida fez prodígios,
e na morte operou maravilhas”.1


Este Profeta, cujo nome significa saúde de Deus, foi discípulo de Elias. Nasceu em Abelmeula, na tribu de Manassés, a dez milhas de Segtópolis. Elias encontrou-o a lavrar, pôs sobre ele a sua capa, e Eliseu deixou a lavoura, seus pais e parentes, e seguiu-o; desde então recebeu também o espírito profético. Os prodígios que em seguida obrou deram-no a conhecer pelo herdeiro das virtudes e graças do antigo Profeta.

Passou a pé enxuto as águas do Jordão, trocou as más qualidades da água de Jericó; socorreu o exército de Josafá e Jorão que estavam morrendo de sede, e predisse-lhes a completa vitória que alcançariam sobre os moabitas; aumentou milagrosamente o azeite que uma pobre viúva tinha em sua casa; ressuscitou o filho de uma sunamita, curou de lepra a Naaman, general sírio; predisse os males que Hazael causaria aos israelitas, e anunciou a Joás, rei de Israel, que ganharia tantas vitórias aos Sírios, como de vezes ferisse a terra com sua flecha; profecias que se cumpriram com a maior exatidão.

Naaman, para ser curado, teve de humilhar-se e banhar-se com fé nas águas do Jordão, a qual de si mesma nenhuma virtude tinha. O mesmo acontece ao Cristão nas necessidades de sua alma; Deus não vem em Pessoa ajudá-lo, mas lhe ordena por meio de seus servos, os Sacerdotes, que recorra aos Sacramentos, a fim de que, recebendo-os com humildade e fé, seja salvo”.2

Desde esta época a Escritura passa em silêncio as obras do Profeta Eliseu, que é bem de crer que fossem notáveis, esforçando-se por procurar o bem de seus compatriotas. Morreu durante o reinado de Joás, que tendo ido visitá-lo e conhecendo que morreria, exclamou chorando: Pai meu, pai meu, carro de Israel e seu condutor. Que foram as palavras que o mesmo Eliseu tinha dita a Elias em seu rapto misterioso.

No mesmo ano da sua morte sucedeu que, sendo assaltados por ladrões moabitas certos homens que iam enterrar um defunto, lançaram este na cova e sepulcro de Eliseu, que foi a que acharam mais à mão, logo que o morto tocou os ossos do Profeta recuperou a vida. Eliseu foi um desses homens extraordinários, que de vez em quando, enviava a Divina Providência ao mundo, no tempo de corrupção e de obscurantismo, para reanimar a fé dos bons e aterrar com seus prodígios os malvados. São Jerônimo diz que o sepulcro deste Profeta faz tremer os Demônios. Da história de Eliseu usa a Igreja Católica nas lições das Matinas da féria segunda da Dominga Nona depois de Pentecostes”.3

Este fato (desta Ressurreição) mostra, que já no tempo do Antigo Testamento, Deus fazia milagres por meio das relíquias de seus Santos”.4

O Profeta Elias, certo dia, dera com Eliseu, filho de Saphat, a dirigir o arado. Atirou nele o seu manto, e comunicou-lhe, com a unção santa, o maravilhoso poder que possuía… O Profeta (Elias), ao sumir-se, deixou cair o manto sobre o seu discípulo, e, com o manto, o duplo dom de milagre e de profecia… Em Betel, crianças apuparam o Profeta, porque era calvo. Eliseu os amaldiçoou e dois ursos saindo da floresta, devoraram 42 deles. Os prodígios se multiplicavam debaixo de seus passos… Era no mesmo tempo o oráculo dos destinos de Israel e de seus reis. Assim, Eliseu preludiava à missão profética e milagrosa do Messias, de quem ele era a figura…”.5


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1Eclo. 48, 13-15.
2D. Antônio de Macedo Costa, Bispo do Pará, Resumo da História Bíblica ou Narrativas do Velho e Novo Testamento, História do Velho Testamento – 5ª Época – 1ª Parte, Cap. 61, p. 93. Livraria Chardron de Lélo & Irmão Ltda, Editores. Porto, 1875.
3Rev. Pe. Croiset, S.J., Ano Cristão ou Devocionário para Todos os Dias do Ano, traduzido do Francês, revisto e adaptado às últimas reformas litúrgicas pelo Rev. Pe. Matos Soares, Vol. VI, 14 de Junho, p. 221. Tipografia “Porto Médico” Ltda., Seminário do Porto, Porto/PT, 1923.
4D. Antônio de Macedo Costa, ob. cit. p. 95.
5Mons. Cauly, Curso de Instrução Religiosa, Vol. “História da Religião e da Igreja”, 1ª Parte, II Período, Cap. III, Art. I, Ponto IV, pp. 125-126. Livraria Francisco Alves e Cª, RJ/SP/BH, 1913.

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