Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 26 de junho de 2021

Novena em Honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. (9º Dia)


Ato de Contrição


Meu Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador, Pai e Redentor meu! Eis a vossos pés um pobre pecador, que muito tem entristecido o vosso amante Coração. Ai amável Jesus! Como pude eu ofender-Vos e encher de amargura esse Coração que tanto me ama e que nada omitiu para conseguir que O amasse? Quão grande foi a minha ingratidão! Mas, ó Salvador meu! Consolai-Vos, consolai-Vos, dir-Vos-ei, porque agora estou arrependido: tanta dor sinto pelos desgostos que Vos tenho causado, que quereria morrer de contrição. Oh! Meu Jesus, quem me dera chorar o pecado, como Vós na vida mortal o soubestes chorar! Pesa-me na alma de Vos ter ofendido, Eterno Pai, em satisfação de minhas culpas, Vos ofereço a pena e a dor que por elas sentiu o vosso divino Filho.

Vós, oh amante Jesus! Dai-me tal horror ao pecado que para o futuro me faça evitar até as mais leves faltas. Longe de meu coração os afetos terrenos: já quero só amar ao meu bondoso Redentor. Oh! Meu Jesus, ajudai-me, fortalecei-me e perdoai-me.

Minha Mãe do Perpétuo Socorro, intercedei por mim e obtende-me o perdão dos meus pecados. Amém.

Oração Preparatória

para todos os dias

Oh! Santíssima Virgem Maria, que, para inspirar-nos uma ilimitada confiança, quisestes tomar o dulcíssimo nome de Mãe do Perpétuo Socorro, eu Vos suplico me socorrais em todo o tempo e lugar; em minhas tentações, nas minhas recaídas, dificuldades, e misérias e mais que tudo à hora da morte. Concedei-me, ó amantíssima Mãe, o pensamento e o costume de recorrer sempre a Vós; porque estou certo de que sendo eu fiel em invocar-Vos, Vós mais o sereis em socorrer-me. Obtende-me pois, esta que é a maior das graças, recorrer a Vós sem cessar e sempre com confiança de filho, a fim de que, em virtude da minha constante súplica mereça vosso perpétuo socorro e a perseverança final.

Dai-me, ó terna e cuidadosa Mãe, a vossa bênção, e rogai por mim agora e na hora de minha morte. Assim seja.

Nono Dia

Consideração: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro auxilia no Purgatório os seus devotos.

A misericórdia de Maria não se exerce só além dos umbrais da eternidade ou do tribunal de Jesus Cristo: não: que este socorro é perpétuo. Com solicitude maternal continua a favorecer-nos até nos ver a seu lado na glória. Esta Mãe piedosa socorre a seus devotos, não só em todas as necessidades da vida e da morte mas também no Purgatório. Como as almas ali detidas necessitam de maior auxílio, por serem mais atormentadas e não poderem aliviar-se a si próprias, esta Rainha de misericórdia ocupa-se mais eficazmente em socorrê-las. As almas sentem principalmente alívio só com ouvir pronunciar-lhe o Santíssimo Nome e sentem consolação pensando que o socorro d’Aquela sua Mãe é perpétuo e como tal se estende também àquela prisão horrorosa.

Um dia disse Jesus, como Santa Brígida ouviu: “Tu és minha Mãe, Mãe de misericórdia, consolação dos que se acham no Purgatório”, e a Bem-aventurada Virgem disse a mencionada Santa, que assim como a um pobre enfermo, aflito e abandonado em seu leito de dor, lhe são comprazíveis as palavras de consolação que se lhe dirigem, assim também aquelas almas experimentam consolo somente ouvindo pronunciar seu Nome.

Este Nome é para seus filhos queridos de grande alívio naquele cárcere para os que O invocam com frequência e a amorosa Mãe ouvindo esta invocação proporciona-lhes seu maternal socorro; depois endereça a Deus os rogos com que as ditas almas são socorridas e ficam refrigeradas, como com celestial orvalho, em seus grandes sofrimentos.

Além do mais, como Rainha Soberana, exerce naquela prisão seu domínio e plenipotência tanto para aliviar prisioneiras almas do Purgatório dos tormentos que as afligem como para as livrar deles.

E quanto a este alívio, São Bernardino de Sena aplicando a este nosso assunto as palavras do Eclesiástico: “Passei-me pelas ondas do mar” diz, isto é, visitando e socorrendo as necessidades e penas dos meus devotos que são meus filhos.

Chamam-se ondas as penas do Purgatório, acrescenta o referido Santo, porque são transitórias para se distinguirem das do Inferno que nunca passam e chamam-se ondas do mar por serem muito amargos. Afligidos com estas penas os devotos de Maria são frequentemente socorridos e visitados por Ela.

A própria Virgem Santíssima revelou a Santa Brígida, que Ela era Mãe de todas as Almas do Purgatório, porque todas as penas que merecem pelas culpas que cometeram durante a vida vão-se mitigando, de um instante para outro, por seus rogos. Esta piedosa Mãe não se dedigna em baixar por vezes aquele cárcere bendito para visitar e consolar suas afligidas filhas.

Quanto importa, pois, dedicar-se ao culto desta bondosa Rainha, pois que não se esquece de seus devotos nas purificadoras chamas do Purgatório.

Mas não é só consolar, socorre e visita Maria a seus filhos no cárcere da expiação, mas por vezes tira-se de lá para os levar ao Céu. No dia de sua gloriosa Assunção, diz uma piedosa tradição, fica vazio o Purgatório, porque Maria tinha pedido a Jesus Cristo e d’Ele conseguido levar consigo para a glória todas as almas que gemiam então naquele lugar onde o fogo purifica de toda a mácula e é de crer que com seus rogos e súplicas têm o singular privilégio de libertar, como lhe aprouver, as Almas do Purgatório e especialmente as de seus filhos mais devotos. Sede, pois, devotos sinceros desta terna Mãe para experimentardes também os doces efeitos de seu maternal socorro, quando estiverdes no Purgatório. Pedi-lhe ainda mais que vos alcance a graça de fazerdes antes de morrer um ato tão perfeito de amor que possais voar ao Céu sem passar pelas chamas purificadoras do Purgatório.

Pedido: Medite-se e peça-se aquilo que mais se deseja alcançar da valiosa proteção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


Gozos


Vendo que a Vós recorro

Virgem bendita e Mãe,

Vinde no seu socorro,

Vossos filhos amparai.


Virgem Imaculada

Vendo que mal nos vai

Vinde sereis louvada

Por filhos de bom Pai.


Socorro permanente

Se sois, querida Mãe,

Ouvi-nos Mãe clemente,

Os filhos consolai.


A fronte inclino e choro,

Remorso na alma vai

Aos vossos pés imploro

Perdão, Virgem, m’o alcançai.


Livrai-nos da tibieza,

Desse fervor nos dai

Que eleva com presteza

Ao Céu donde ele sai.


De padecer cansado

Neste vale, onde vai

Vos pede um desterrado,

Seu peito consolai.


Se a minha fé declina

E na tormenta vai

Estrela matutina

Vinde m’a alentai.


Se vosso fiel amante

Tremendo vês que vai

Nas ondas vacilante

Seus passos segurai.


Vós, Virgem, da fraqueza

Meu peito me livrai,

Alento e fortaleza

Vós vinde e me inspirai.


Na luta derradeira

Perto de mim estás

Clemente mui fagueira

Amante como Mãe.


Lá na prisão do fogo

Virgem me visitai,

Tira-me de lá logo

Convosco me levai.


Que cante em vida e morte

Vós, Virgem, me inspirai,

Para delícia e sorte,

Vossos louvores, Mãe.


Vinde, que a Vós recorro

Virgem bendita e Mãe,

Vinde no seu socorro,

Vossos filhos amparai.


N.B. Esta quadra deve repetir-se no fim de cada uma das precedentes.


Oração Jaculatória

Ó Mãe do Perpétuo Socorro! Tende piedade das Almas do Purgatório e em especial das que Vos foram mais devotas.

Obséquio

Ouvir Missa e comungar em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pelas Almas do Purgatório.

Oração

Ó Mãe do Perpétuo Socorro, Vós que jamais abandonais vossos filhos e os socorreis perpetuamente na vida, na morte, e até no Purgatório, vede a vossos pés um pobre pecador, que à Vós recorre e em Vós confia. Muitos e graves são os pecados que tenho cometido; espero, Mãe minha, que já me tenham sido perdoados mas não sei se faria por eles a devida penitência; o mais provável é que tenha de acabar de os expiar no Purgatório. Ah! Se tal for a minha sorte, não deixeis de me visitar naquela terrível prisão! Consolai-me então e aliviai minhas penas.

Finalmente, sede o meu perpétuo socorro até ver-me no Céu louvando-Vos e cantando vossas misericórdias por toda a eternidade. Amém.

Exemplo

(Áustria – 1876) – Uma mulher temente a Deus, tinha um filho de mau caráter e de costumes péssimos. Aos bons conselhos maternais costumava responder: “Sei o que hei de fazer”. Um dia sua mãe cheia de confiança fez uma peregrinação à Catzelsdorf, que ficava distante 4 léguas, de difícil caminho a um Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Apenas chegou ante o altar da Virgem ajoelhou e orou por longo tempo pedindo com lágrimas a conversão do filho. Por aquele tempo, ele, que ficara em casa, começou a sentir mudar-se-lhe repentinamente o coração com uma grande confiança n’Aquela que é refúgio dos pecadores. Tornou a boa mãe para seu lar, relatou o que vira e ouvira e falou da emoção que sentira na presença da Santa imagem, o que ouvindo o filho pródigo não pode resistir à graça e tomou a resolução de fazer o mais depressa possível a mesma peregrinação. Cumpriu-a só e sem que a mãe o soubesse. Nossa Senhora terminou a obra que havia começado outorgando ao infeliz jovem em recompensa daquele ato de virtude a graça de uma profunda contrição e sincera confissão. Reconciliado com Deus comungou e regressou a sua casa.

Felizmente não foi surdo à voz de Deus, pois, em breve foi vítima de um triste acidente e morreu repentinamente. A pobre mãe ignorava a conversão do filho, por isso, qual não seria a mágoa e a inconsolável dor que sentiu julgando que ele morrera nos pecados de outrora e dia e noite chorava sem cessar.

Mas a Virgem que salvara o filho pecador, não deixou a mãe sem consolação, pois uma noite viu em sonhos o seu filho que estava no Purgatório e do meio das chamas estendia os braços dizendo: “Minha mãe! Minha mãe, não estou condenado! Devo padecer horrivelmente neste lugar, por isso, vo-lo suplico, ide em peregrinação a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Catzelsdorf”.

Mal acordou sem preocupar-se com suas ocupações , a pobre mulher dirigiu-se ao dito Santuário.

Prostrada aos pés da Virgem, depois de receber a Sagrada Comunhão, fervorosamente orava pelo filho defunto. Ali soube por seu Confessor o que ainda ignorava: que poucos dias antes viera ali também seu filho orar à milagrosa imagem e que não voltara para casa sem reconciliar-se com Deus, recebendo os Sacramentos, preparando-se assim para a morte. Ela ouvindo tão fausta notícia, transformou-se-lhe em alegria a sua antes vivíssima dor, louvando e bendizendo a misericordiosa Mãe e repetindo por toda a parte as maravilhas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.


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Fonte: Manual do Devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por um Padre Redentorista, pp. 431-437. 4ª Edição, Estabelecimentos Benziger & Co., S.A., Editores Tipográficos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln – Suíça, 1899.


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