Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 27 de março de 2022

Ladainha da Ignorância


A razão não pode admitir um efeito sem causa. Este é uma resultante fatal de qualquer ato, seja da ordem lógica, ontológica ou metafísica. Querer o contrário é ir de encontro aos mais claros princípios da filosofia e da razão reta e sensata. O assunto em questão é de palpitante valor real e espiritual. Afeta o composto humano e de uma maneira muito especial a sua forma substancial: a alma.



Pavorosamente a
ignorância religiosa campeia qual soberana rainha, principalmente entre os homens…

A ignorância religiosa, é a nuvem cinza e negra, interceptora sinistra da operação da Graça no coração da criatura... compromete, totalmente, a salvação, porque afasta a criatura de Deus, impedindo os impulsos da alma para os problemas de além – túmulo... desequilibra as faculdades da alma, tornando-a campo aberto e vasto para a ação perniciosíssima dos inimigos espirituais.

A ignorância religiosa, leva a criatura ao lamaçal purulento da descrença, acarretando a desonra da dignidade humana pela prática das maiores abominações... é a negação completa dos ideais espirituais, portanto, a maior inimiga de Deus e da alma... despreza os anseios da alma, dando rédeas soltas ao corpo bruto e mau.

A ignorância religiosa, opondo-se ao conhecimento do Altíssimo é a fonte calamitosa, na qual se embriaga o materialismo e seu cortejo de iniquidades e desastres morais... é a expressão claríssima do efeito, eternamente, lamentável do Pecado Original... é a infelicidade, porque desvia o ser humano do seu Princípio e do seu Fim, isto é, de Deus.

A ignorância religiosa, neutraliza as aspirações da alma no aglomerado dos preconceitos, na confusão dos falsos juízos e na avalanche lamentável dos erros, os mais mesquinhos e atrevidos contra a Moral e contra a Religião Divina... é a ave negra e vaticinadora das desgraças do espírito no transe para a eternidade... é a mais clara prova do abaixamento moral de um indivíduo.

A ignorância religiosa, é a escravidão da alma pelo reinado dos princípios degradantes do Demônio, do Mundo e Carne... é a executora deplorável das iniquidades sociais, nacionais e universais… é o abismo fatal onde são algemados os espíritos orgulhosos.

A ignorância religiosa, é a manifestação patente da fraqueza do espírito humano, incapaz dos voos divinais pelas atmosferas espiritualísticas em ordem à glorificação deslumbrante do espírito... transforma o homem em inimigo feroz do Bem, da Moral, da Religião e do Eterno... é a aniquilação das faculdades da alma, desejosa, por essência, da Divindade e dos problemas transcendentais.

A ignorância religiosa, faz de uma nação, de um povo, um antro de perversos pela falta dos princípios da Moral divina, única capaz de dirigi-los, no mar agitado da vida social... é a barreira em relação às aspirações da alma humana... expõe a alma à derrota espiritual nas lutas aguerridas desta vida, preparando-lhe, portanto, a condenação eterna.

A ignorância religiosa, é o germe das desordens mundiais, levando os dirigentes da humanidade a abusarem dos seus poderes e incitando os súditos às revoltas e às loucuras... sustenta o domínio de Satã na alma... inutiliza a capacidade das faculdades da alma de encaminharem-se para a eternidade feliz, e por ela aprisionada aos erros e ao vil materialismo.

A ignorância religiosa, é a estrada fácil dos vícios odiosos... é a positiva e cabal prova do orgulho descomedido e infernal... derruba as solidíssimas organizações em qualquer ramo do viver humano, porque não admite a autoridade, que tem como princípio Deus.

A ignorância religiosa, é a manifestação mais clarividente da decadência de uma raça, de um povo e de uma nação... é a nuvem negra da demência, ofuscando, aparentemente, a Grandeza e a Majestade Divina, para o homem poder entregar-se ao desequilíbrio moral... ostenta como mesquinho e desprezível o homem, entregue à sua louca fantasia.

A ignorância religiosa, dissemina a discórdia e a desordem, porque não reconhecendo um Princípio eterno, ou desconhecendo sua eterna Vontade, não sente base para se submeter a seu semelhante… da ocasião para as cenas de selvageria, efeito patente da falta de consciência, por ela desorientada na apreciação dos direitos humanos... é a flagrante oposição entre o bem e o mal, entre a Verdade e o erro, entre a honra e a desonra, entre a dignidade e a indignidade, entre o pecado e a virtude.

A ignorância religiosa, é o vulcão do Inferno, em erupção perversa, desfigurando a excelsitude da alma e tornando o homem objeto de abominação diante de Deus e da filosofia reta... é a detestação completa da espiritualidade ... é um flagrante incontestável da incerteza do ser humano.

A ignorância religiosa, abala e destrói os alicerces da Moral, na revolução tola e trágica da inteligência e da vontade, nascidas dos desejos ardentes da carne infame... é igual à escura noite da iniquidade, opõem-se ao claro dia da verdade e da santidade... é a real prova comprovada de um coração inimigo das coisas celestes.

A ignorância religiosa, é a consequência fatal das perversões do homem... é a conclusão real da ignorância, da estupidez ou da má vontade do individuo... obscurece o céu anil da verdade com as nuvens tempestuosas dos conceitos loucos sobre as magnificências do espírito.

A ignorância religiosa, inocula no homem a baba peçonhenta de Lúcifer, revoltoso nas suas indignas investidas contra as comunidades das almas amantes do Altíssimo... é o brilho transitório das inteligências desviadas do caminho de Deus, dos Ensinamentos celestes, iludindo os inexperientes em tais problemas, excitando os ingênuos, dominando os principiantes, na grande tempestade do agitadíssimo mar das pesquisas espiritualísticas ... assegura o império do mal, entre os seres humanos.

A ignorância religiosa, fantasia para o homem um mundo de ilusões agradáveis, sob a capa de verdade... é o germe das desgraças humano-social-espirituais... desviando o homem de Deus, o coloca na senda perversa do mal.

A ignorância religiosa, expulsa da mente humana toda a ideia de responsabilidade moral… é a causa principal das calamidades humano-sociais... enfraquece a alma humana, que é aspirante das grandezas do Altíssimo.

A ignorância religiosa, inutiliza os benéficos efeitos das graças celestes... é um mar agitado, em cujas ondas, é envolvido um grande número de corações covardes para a única e verdadeira luta, a salvação da alma... é o máximo expoente das tramas de Satã contra as almas imortais... é a via larga da perdição eterna... pelos seus desastrosos efeitos, desonra a alma, combate a Santa Madre Igreja, sendo condenada por Deus”. 


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Fonte: Mons. Luiz Gonzaga de Moura, “Voando nas regiões dos Pensamentos”.


quinta-feira, 24 de março de 2022

Do Valor de Saudarmos a Virgem Maria, Mãe de Deus.


Um cavaleiro, cujo castelo ficava ao lado de uma estrada, espoliava sem piedade os transeuntes, mas cotidianamente saudava a Virgem, Mãe de Deus, e nada que acontecesse fazia-o passar um dia sem realizar a saudação. Certa feita, um santo religioso passava por ali e o cavaleiro mandou que o espoliassem, mas o santo homem rogou aos assaltantes que o conduzissem até seu senhor, porque tinha certos segredos a lhe comunicar. Levado diante do guerreiro, pediu-lhe que reunisse todas as pessoas da sua família e de seu castelo, para lhes pregar a Palavra de Deus.

Quanto todos estavam reunidos, o religioso disse: “Não estão todos aqui, ainda falta alguém”. Como lhe garantissem que todos estavam presentes, ele insistiu: “Olhem bem, e verão que falta alguém”. Então, uma deles percebeu que o camareiro não viera. O religioso disse: “Sim, é ele que está faltando”. Imediatamente mandaram buscá-lo, mas ao ver o homem de Deus, ele virava os olhos de forma horrível, agitava a cabeça como louco e não ousava aproximar-se. O santo homem falou: “Eu te conjuro, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, a nos dizer quem és e a revelar diante dessa gente o motivo de ter vindo aqui”. E o camareiro respondeu:

Ai de mim! É por ter sido conjurado e forçado, que revelo não ser homem, mas um Demônio, que assumiu o aspecto humano, permanecendo assim catorze anos com este cavaleiro. Nosso príncipe (Lúcifer) mandou-me aqui para observar com atenção o dia em que ele não recitaria a saudação à sua Maria, a fim de então me apoderar dele e estrangulá-lo sem demora, pois morrendo sob o efeito de suas más ações, ele seria nosso. Mas como todos os dias ele dizia a saudação, não pude exercer poder sobre ele. Dia após dia eu o vigio com cuidado, e ele não passou um só sem saudá-La”.

Ouvindo isso, o cavaleiro foi tomado de grande pavor, jogou-se aos pés do homem de Deus, pediu perdão, e a partir desse dia mudou sua maneira de viver. O santo homem disse ao Demônio: “Eu te ordeno, Demônio, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sai daqui e nunca mais vá a um lugar onde alguém invoque a gloriosa Mãe de Deus”. Imediatamente o Demônio desapareceu, e com reverência e gratidão o cavaleiro deixou o santo homem partir.


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Fonte: Beato Jacopo de Varazze, Dominicano, Arcebispo de Gênova, “Legenda Áurea – Vidas de Santos”, Cap. 50 (A Anunciação do Senhor), pp. 311-318. Tradução do latim por Hilário Franco Júnior, Companhia das Letras, Editora Schwarcz Ltda, São Paulo, 2003.


quarta-feira, 23 de março de 2022

VIA-SACRA MARIAL


Seguindo os Passos da Paixão

de Nosso Senhor Jesus Cristo,

com a Virgem Maria.1



VIA-SACRA
2


Ave! Ó Cruz, única esperança,

Do mundo glória e salvação.

Aos bons aumenta a graça,

Aos maus alcança o perdão.


Oração diante do altar mór:


Jesus, amável Salvador, eis-nos humildemente prostrados a Vossos pés, implorando a Vossa divina misericórdia sobre nós e sobra as almas dos fiéis defuntos. Dignai-Vos dispensar-nos os infinitos méritos de Vossa dolorosa Paixão, que agora vamos meditar. Concedei que nesta via de lágrimas e suspiros, a que vamos dar início, os nossos corações tão profundamente se movam à contrição e penitência, que possamos estar preparados para sofrer todas as contradições, sofrimentos e humilhações desta vida.

E Vós, ó Mãe da Graça, que, abandonada em triste soledade, fostes a primeira a percorrer a Via-sacra, obtende-nos da Adorável Trindade um piedoso acolhimento destes nossos sentimentos de dor e de caridade, em reparação de tantas injúrias à Sua Majestade Soberana. Amém.


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: A morrer crucificado, teu Jesus é condenado, por teus crimes, pecador. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



Iª ESTAÇÃO

Jesus é condenado à morte.

Meditação


Mãe generosa, quando ouviste a condenação à morte sair dos lábios de Pilatos, disseste “sim” à vontade divina, que se servia de uma autoridade humana para exigir de ti um terrível sacrifício.

Ajuda-nos a dizer sem hesitar o nosso “sim” cada vez que um sacrifício nos é pedido, reconhecendo nos acontecimentos ou nos homens que no-los impõem, uma expressão da vontade do Pai celeste.

Sim, Pai, eis-me inteiramente a teu dispor”.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Com a cruz é carregado, e do peso acabrunhado, vai morrer por teu amor. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



IIª ESTAÇÃO

Jesus carrega a Cruz às costas.

Meditação


Mãe generosa, se fosse possível, terias querido assumir, Tu mesma a Cruz, tomando todo o opróbrio e toda a dor sobre Teus ombros.

Mas como teu Filho quis carregá-la inteira, desejas ao menos associar-Te de coração ao Seu sofrimento.

Inspirando-nos um maior amor a Cristo, estimula nosso zelo em nos unir de coração à Sua humilhação e Sua dor.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Pela Cruz tão oprimido, cai Jesus desfalecido, pela tua salvação. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



IIIª ESTAÇÃO

Jesus cai sob o peso da Cruz.

Meditação


Mãe generosa, vês Jesus cair por terra, e sabes que com isso Ele quer salvar os homens de sua miséria moral. Por esta queda, Ele nos oferece o nosso reerguimento.

Ajuda-nos a aproveitar esta força que nos dá nosso Salvador, e a querer viver em uma grande pureza.

Tu que jamais caíste no pecado e que guardaste sempre Tua santidade imaculada, comunica-nos Teu ardor em evitar as menores faltas para a honra do Cristo.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: De Maria lacrimosa, sua Mãe tão dolorosa, vê a imensa compaixão. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



IVª ESTAÇÃO

Jesus encontra Sua Mãe

Meditação


Mãe generosa, Tu desejas seguir teu Filho, o mais perto possível, encontrá-Lo incessantemente sobre este penoso caminho, porque queres pôr tua Alma, em uníssono com a Dele, oferecer-Lhe uma total simpatia e uma completa solidariedade no sofrimento.

Fica também sobre a nossa Via-Sacra, bem perto de nós, quando a prova nos acabrunha ou soa a hora do sacrifício.

Fica aí para reconfortar-nos, e que tua simpatia materna nos encorage a caminhar sem desfalecer!

Fica aí para esclarecer, com teu sorriso bom e doce, o caminho de nossa pena!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Em extremo desmaiado, deve auxílio tão cansado, receber do Cirineu. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



Vª ESTAÇÃO

Simão Cirineu ajuda Cristo a levar a Cruz.

Meditação


Mãe generosa, este lugar sob a Cruz, ao lado de Jesus, imposto a Simão Cireneu, como o terias desejado! Como subitamente amaste este desconhecido, a quem fora concedido este lugar de eleição.

Quando ele for destinado a nós também, mostra-nos todo o amor que aí podemos testemunhar ao Senhor, toda a intimidade que aí podemos encontrar com ele.

Ajuda-nos a não nos queixarmos, a nos rejubilarmos de poder carregar a Cruz com Jesus. Que então, sobretudo, sintamos Teu olhar amante pousar sobre nós!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: O Seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano apareceu. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



VIª ESTAÇÃO

Uma piedosa mulher enxuga a Face de Jesus.

Meditação


Mãe generosa, mais profundamente que no véu de Verônica, a Face de Jesus se tinha desde há muito impresso em Ti. Possuías este semblante em tua Alma, por tê-Lo contemplado sem cessar durante longos anos.

Agora no caminho do Calvário, os traços de teu Filho, desfigurados pelos maus tratos, se imprimem novamente em Ti, e Tu aí reconheces o amor levado a seu paroxismo.

Ensina-nos o modo de olhar o Cristo, de descobrir a profundidade de Seu amor em Sua Face dolorosa de crucificado.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai em terra o Salvador. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



VIIª ESTAÇÃO

Jesus cai pela segunda vez.

Meditação


Mãe generosa, a segunda queda de Jesus torna mais viva a Teus olhos a impiedosa crueldade de Seus adversários. Mas a esta maldade que acabrunha teu Filho tão bom, não respondes senão com a benevolência que desculpa e perdoa. Tua doçura não tem nenhum estremecimento, ela recusa irritar-se.

Quando somos ofendidos ou acabrunhados, e que a tentação de acusar a maldade do outro nos vem, faze-nos reagir pela doçura, pelo esquecimento instantâneo do que nos fez mal, pelo perdão completo e definitivo.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Das matronas piedosas, de Sião filhas chorosas, é Jesus consolador. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



VIIIª ESTAÇÃO

Jesus consola as filhas de Israel.

Meditação


Mãe generosa, ouvindo Jesus predizer as desgraças que feririam o povo judeu, partilhaste a piedade Dele. Nenhuma miséria Te deixa insensível.

Tu que sempre prestaste atenção aos sofrimentos do outro, envolves todas as nossas fraquezas humanas em Tua afeição materna.

Sê para nós a Mãe de misericórdia; sê nosso refúgio em nossas desgraças e em nossas fraquezas, o refúgio em que estejamos seguros de encontrar uma benevolência compreensiva. Quanto mais viva a nossa pena, tanto mais inteiramente nós nos confiamos a Ti!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Cai terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos pecados e da Cruz. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



IXª ESTAÇÃO

Jesus cai pela terceira vez.

Meditação


Mãe generosa, a terceira queda é um novo golpe dado em teu Coração materno. Se bem que ele seja mais penoso que os precedentes, Tu não protestas, e não Te queixas de que Deus reclama muito de Ti, ou de que o sacrifício seja muito cruel.

Tu não pões limite algum à Tua generosidade e, vendo teu Filho reerguer-Se valentemente, prometes segui-Lo até o fim.

Faze-nos participar desta disposição generosa, para que jamais achemos excessiva a prova que nos é enviada e que a aceitemos com um coração magnânimo e perseverante.

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Dos vestidos despojados, por verdugos maltratado, eu Vos vejo, meu Jesus. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



Xª ESTAÇÃO

Jesus é despojado dos Seus vestidos.

Meditação


Mãe generosa, o espetáculo do desnudamento completo de teu Filho, Te fortifica na resolução de aceitar todos os despojamentos queridos pelo Pai celeste.

Tu mesma Te entregas a este despojamento supremo, que consiste em perderes teu Único Filho.

Quando o Pai celeste nos pede despojamentos que nos custam muito, faze que não recuemos diante do sacrifício: que demos com amor tudo o que Deus nos quer tomar!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Sois por mim à Cruz pregado, insultado, blasfemado, com cegueira e com furor. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



XIª ESTAÇÃO

Jesus é pregado à Cruz.

Meditação


Mãe generosa, no momento em que os pregos penetravam nas mãos e nos pés de teu Filho, Tu unias Teu silêncio ao Dele. Estas são as mãos que tantas vezes apertaste outrora, e os pés que ensinaste a caminhar.

Os golpes que Neles se descarregam atingem teu Coração, mas nem sequer uma palavra escapa de Teus lábios.

Ensina-nos o silêncio na dor, nas feridas que nos são infligidas, um silêncio heroico que esconda e consuma nosso sacrifício íntimo!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Por meus crimes padecestes, meu Jesus, por mim morrestes, como é grande a minha dor. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



XIIª ESTAÇÃO

Jesus morre na Cruz.

Meditação


Mãe generosa, antes de expirar, Jesus se dirige a Ti indicando-Te o discípulo bem-amado: “Mulher, eis teu filho”. Tornas-Te assim a Mãe de cada discípulo amado do Mestre, nossa Mãe.

Obrigado, ó Maria, por teres aceito esta nova missão maternal! É um fruto tão belo do sacrifício do Salvador e de Teu próprio sacrifício!

A exemplo de São João, queremos por nossa parte, levar-Te para nossa casa, acolher-Te em nossa vida com um coração filial, amar-Te e fazer-Te amar ao redor de nós como Mãe de todos nós!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Do madeiro Vos tiraram, e nos braços Vos deixaram, de Maria. Que aflição! (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



XIIIª ESTAÇÃO

Jesus é descido da Cruz e posto nos braços de Sua Mãe.

Meditação


Mãe generosa, quando recebes em Teus braços o Corpo inanimado de Jesus, Tua dor atinge o apogeu. Que sofrimento inaudito contemplar sem vida, este semblante do qual, tantas vezes admiraste a maravilhosa vitalidade!

Neste momento, Tu Te abandonas uma vez ainda à vontade divina, e ofereces Tua dor com mais amor ainda, pelas almas a salvar.

Faze-nos ver em nossos sacrifícios a vontade do Pai e o bem das almas!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: No sepulcro Vos deixaram, enterrado Vos choraram, magoado o coração. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)



XIVª ESTAÇÃO

Jesus é colocado no sepulcro.

Meditação

Mãe generosa, deixando o sepulcro onde o Corpo de Jesus fora depositado, não perdeste a esperança. Lembras-Te que teu Filho predisse Sua ressurreição, e este pensamento Te enche de confiança.

Quando somos tentados a nos abandonar ao desânimo, mostra-nos o caminho da esperança; recorda-nos como Tua esperança da sexta-feira, dia em que tudo parecia perdido, recebeu uma confirmação infalível no triunfo do dia de Páscoa!

Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai…


Ó Santa Mãe,

em meu coração

gravai fundo

as Chagas do Crucificado!


Canto: Meu Jesus, por Vossos passos, recebei em Vossos braços, a mim, pobre pecador. (2X)

Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me meu Jesus. (2X)

Depois acrescenta-se:

Olhai propício, Senhor, esta Vossa família, pela qual Nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou entregar-se, às mãos dos malfeitores e padecer os tormentos da Cruz.

Oração Final3

Ó Deus, que pelo precioso Sangue de vosso Unigênito Filho, quisestes santificar o Estandarte da Cruz vivificante; concedei, que aqueles que se alegram pela honra da mesma Santa Cruz, se alegrem também, sentindo por toda parte a vossa proteção. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.


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1.  Jean Galot, S.J., “Sete Vias-sacras”, Cap. 2, pp. 11-17. 2ª Edição, Edições Paulinas, Porto Alegre/RS, 1972.

2.  Missal Quotidiano e Vesperal, por Dom Gaspar Lefebvre, O.S.B., Desclée de Brouwer & Cie, Bruges/Bélgica, 1952. Hinário “Cantate Domino”, Coleção de Hinos e Cânticos Sacros, para uso das Igrejas da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Campos dos Goytacazes/RJ, 2014.

3.  “Manual da Paróquia”, compilado pelo Mons. Leovigildo Franca, Pároco da Matriz de Santa Teresinha, RJ, 2ª Parte, I – Exercícios de Piedade, pp. 107. 5ª Edição, Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1950.


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