Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

SOBRE A VIRTUDE DA MODÉSTIA.



Sobre a Virtude da Modéstia



► “Procurai que todas as vossas ações e movimentos vão de tal modo orde­nados, que ninguém se possa ofender, senão edifi­car” (S. Agostinho, “Regula”).

► “Os homens não veem o interior, mas somente o exterior, e isso é o que os move e edi­fica, e o que mais lhes prega, que não o ruído e estrondo de pala­vras... essa move a gente à devo­ção, ao desprezo do mundo, à compunção de seus peca­dos, e a le­vantar o coração e o desejo às coisas da outra vida: este sermão sim que é sermão, não de pala­vras, senão de obras, que é mais eficaz que o de pala­vras... serve e ajuda muito para o nosso próprio aproveitamento espiritual, porque é tão grande a comunicação e união que há entre o corpo e o espírito, entre o ho­mem inte­rior e o exterior, que as ações e disposi­ções de um passam logo ao outro. E as­sim, se o espírito está composto, logo natu­ralmente se compõe o mesmo cor­po; e pelo contrário, se o corpo anda inquieto e descom­posto, logo o espírito se descom­põe e inquieta igualmente. E daqui vem, que a Modés­tia e Compostura exteri­or é grande argumento e sinal do recolhi­mento interi­or, e da vir­tude e aproveitamento espiritual que há lá dentro, como o movi­mento regular dos ponteiros de um reló­gio é sinal do movimento e concerto da ro­das.

A Modéstia... consiste em que seja tal a composição do corpo, e tal a guar­da de nossos sentidos, tal o nosso porte e conversação, e tais todas as nossas ações e movi­mentos, que sirvam de edificação a todos os que nos virem e trata­rem” (S. Afonso Rodri­gues, “Exercício de Perfeição e Virtudes Cristãs”, 2ª Part., Tom. III, Trat. II, Cap. I).




► “A santidade interior é o princípio da exterior; a segunda é um efeito da pri­meira, e am­bas têm entre si uma ligação tão estreita, que não pode existir uma sem a outra, como não pode existir o odor sem o perfume, e o perfume sem o odor” (R. Pe. Chaignon, S. J., “Meditações Sacerdo­tais...”, Vol. II, Parág. III, 41ª Medit., Pont. II).

► “É a última das virtudes anexas à Temperança e conhecidas com o nome geral de Mo­déstia.

É o ápice da perfeição nos movimentos afetivos, cujo resultado é que todas as ações exte­riores, como sejam movimentos, gestos, palavras, tom de voz, atitu­des, etc., convenham ao deco­ro da pessoa e se acomodem às suas circunstân­cias, estado e situa­ção, de forma que nada des­toe, senão que resplandeça em tudo a mais perfeita harmonia. Neste conceito se relaciona a Mo­déstia com a Amizade ou Afabilidade com a Verdade.

Pertencem também à virtude da Modéstia os atos relacionados com o jogo, as di­versões e os recreios... evitando que se peque seja por excesso, seja por de­feito... e neste caso toma a vir­tude o nome de Eutrapélia ...

Está a cargo da Modéstia o que se refere à maneira de vestir, e neste senti­do, rigorosa­mente, se chama Modéstia.

Prescreve normas... de não ter a afeição desmedida aos vestidos raros e fausto­sos, nem fazer ostentação de pobres e desalinhados...” (R. Pe. Tomás Pè­gue, O.P., “Suma Teológica de S. To­más em forma de Catecismo, para uso de todos os Fiéis”, 2ª Part., 2ª Secç., Cap. LVI).




"A modéstia não é ainda pureza, mas é uma salvaguarda dela e um elemen­to de de­fesa (Pudeur et Nudisme, Ed. Janssens, 32 pp., Paris, Livrar. Peigues).

Na sua 'Carta sobre a modéstia, segundo a orientação de São João Berchmans' (1922), o R. Pe. Ledochowski, Geral da Companhia de Jesus, escrevia: 'A modéstia é a casca que pro­tege a medula escondida, a guarda e a protetora da pureza'.

São Gregório Nazianzeno emprega uma imagem bastante semelhante: 'A mo­déstia pro­tege a castidade, como as folhas protegem o fruto'. Para adotar uma com­paração moderna tirada da guerra, as fortificações avançadas servem para defender uma posição. Não é raro o acidental salvar o essen­cial" (R. Pe. G. Hoornaert, S. J., "A Luta pela Pureza", Cap. "A Vitória", 9ª Arma).

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Fonte: Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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