Blog Católico, para os Católicos

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 23 de outubro de 2021

NOVENA DAS ALMAS. (1ª Dia)

 


Notas Introdutórias1

Sobre o Dogma do Purgatório



Existe o Purgatório, isto é, um estado de purificação moral, em que as almas ainda não completamente puras são purificadas mediante penas, tornando-se assim dignas do Céu.

(Qualificação – De fé)


Explicação: A Igreja definiu o Purgatório desde a Idade Média, porque, mesmo sem citar os ataques dos Albigenses e dos Valdenses, este ponto de doutrina era confuso e incerto na Igreja grega. Na profissão de fé do imperador Miguel Paleólogo, que foi aceita pelo II Concílio de Lião (1274), declara-se que as almas separadas do corpo no arrependimento e na caridade, depois da morte, são purificadas com penas purificadoras.2 Essa declaração foi repetida pelo Concílio Florentino.3 Mais tarde, Leão X condenou a tese de Lutero, que afirmava que o Purgatório não se pode provar pelos livros canônicos da Escritura.4 O Concílio de Trento para combater as negações dos Protestantes, teve que afirmar ainda uma vez a existência do Purgatório. Fê-lo num decreto da última Sessão5; conferir também o Símbolo Tridentino.6


Adversários:7 Negaram a existência do Purgatório os Protestantes antigos; os modernos admitem-no, mas negam que seja possível socorrer com boas obras as almas que lá se encontram.




Provas


Tradição:


a) “Se alguém disser… que a todo o pecador arrependido é de tal maneira extinguido o reato da pena eterna, que não permanece reato algum de pena temporal, que tenha de expiar ou nesta vida ou na futura no Purgatório, antes de se lhe poder patentear a entrada no reino dos Céus, seja anátema”.8


b) Definimos que aqueles que… “morrerem em graça de Deus, antes de terem satisfeito (pelos seus pecados)… com dignos frutos de penitência, as suas almas são purificadas com as penas do Purgatório, depois da morte, e para os livrarem dessas penas, são-lhes proveitosos os sufrágios dos fiéis que ainda vivem”.9


Escritura Sagrada:


É um pensamento santo e salutar orar pelos defuntos, a fim de que, se vejam livres dos seus pecados”.10


Esta passagem mostra que a Escritura supõe a existência do Purgatório, quer dizer, um estado em que as almas têm ainda alguma coisa que expiar pelos seus pecados, e podem ser socorridas com as boas obras dos fiéis.


Pelo Raciocínio:


A perfeição da Justiça divina, exige que às culpas veniais corresponda alguma pena. Como esta, muitas vezes não se sofre nesta vida, terá de se expiar no Purgatório.


Consequência: Segundo o Concílio de Florença, antes citado, e segundo a Escritura, os fiéis podem com boas obras livrar das penas do Purgatório as almas que lá se encontram. Estas obras devem ser feitas em graça de Deus, salvo o caso das indulgências...



Outras Explicações


Penas do Purgatório:11 A revelação que nos fala claramente da existência de um Purgatório não se explica tão claramente sobre o estado em que se acham as almas que precisam de purificar-se; não podemos, portanto, saber com exatidão nem onde elas sofrem, nem o que sofrem, nem de que modo sofrem.


Só podemos afirmar que as penas do Purgatório são extremamente graves e de duas espécies: a primeira, a mais insuportável, diz o Concílio de Florença, é a privação de Deus.


A necessidade de ver e possuir a Deus, que a alma, desprendida do corpo, compreende ser o objeto único de sua felicidade: essa necessidade se faz sentir a todas as nossas faculdades com uma força extraordinária.


É uma sede ardente, é uma fome devoradora, é um vazio medonho, uma espécie de asfixia produzida pela ausência de Deus, que é o alimento e o ar de nossa alma.


A segunda, é uma dor que põe a alma em torturas mais cruéis do que as que os tiranos infligiam aos Mártires.


A Igreja não definiu a natureza desta dor, mas permite ensinar-se geralmente que há no Purgatório, como no Inferno, um fogo misterioso que envolve as almas sem consumi-las; e, diz La Luzerne, conquanto não seja um artigo de fé, todas as autoridades dão tanto peso à doutrina de um fogo expiatório, que seria temeridade desprezá-la.


Causas do Purgatório: São duas as causas do Purgatório:


A falta de satisfação suficiente pelos pecados remitidos. É de fé que Deus, perdoando os pecados cometidos depois do Batismo e a pena eterna devida a esses pecados quando são mortais (graves), deixa ordinariamente ao pecador já conciliado, a dívida de uma certa pena temporal que ele há de solver nesta vida ou na outra.


Os pecados veniais de que os justos podem estar maculados quando partem deste mundo.


Estado das Almas do Purgatório: Conquanto padecendo os mais cruéis tormentos, não se abandonam as Almas do Purgatório à impaciência nem ao desespero: estão na graça e na caridade, e sua vontade tanto se conforma com a vontade divina, que elas querem com alegria tudo o que Deus quer. – Adoram a mão que as castiga e, por mais desejos que tenham de seu livramento, não o almejam senão na ordem dos decretos divinos. Consolam-se com a certeza que têm de não ofender mais a Deus e de ir um dia possuí-lO no Céu, por toda a eternidade.


Duração das penas do Purgatório: Essas penas durarão pouco em relação às penas do Inferno, que são eternas, mas, consideradas em si mesmas, podem durar muito tempo. A Igreja autoriza os sufrágios de aniversário por muitos anos e até durante séculos: o que faz supor, que as almas podem ficar todo esse tempo no Purgatório. Autores respeitáveis, entre outros, Belarmino, admitem que haja pecadores detidos no Purgatório até o fim do mundo.


Boas obras em favor das Almas do Purgatório: Há entre os fiéis vivos e os fiéis mortos, comunicação das boas obras.


A Igreja Católica, esclarecida pelo Espírito Santo, aprendeu nas divinas Escrituras e na antiga Tradição dos Santos Padres e tem ensinado nos grandes Concílios, que há um Purgatório e que as almas detidas nesse lugar são socorridas pelos sufrágios dos fiéis e principalmente pelo precioso Sacrifício do Altar”.12


O Corpo Místico de Jesus Cristo se compõe de três Igrejas bem distintas: a Igreja Triunfante no Céu, a Igreja Padecente no Purgatório, a Igreja Militante na terra. Essas Igrejas, distintas em razão de sua situação diversa, compõem realmente um só Corpo, do qual Jesus Cristo é a Cabeça; e em virtude da Comunhão dos Santos, que professam no Símbolo, elas se prestam mútuo auxílio. Tal é a magnífica harmonia do Corpo da Igreja Católica.


Não poderíamos nunca, diz o Catecismo Romano, exaltar e agradecer devidamente a inefável bondade divina, que outorgou aos homens o poder de satisfazer uns pelos outros e pagar assim o que é devido ao Senhor.


As Orações das Almas do Purgatório: É certo que, as Almas do Purgatório não podem merecer para si, mas, ensinam comumente os Teólogos, diz Monsenhor Devie, que se lhes pode fazer súplicas e que Deus se digna atendê-las, quando elas exercem a caridade para conosco, pedindo o que é necessário. Os Santos no Céu, acrescenta esse Prelado, não podem merecer para si; entretanto, eles pedem por nós. É a doutrina de Belarmino, de Suarez, de Léssio e de Ligório.


As almas que penam, diz Belarmino, são Santas, oram como os Santos; e são escutadas em razão de seus méritos anteriores”.


A opinião de que as Almas do Purgatório oram por nós, diz Suarez, é muito pia e muito conforme à ideia que temos da bondade divina: não é em nada errônea”.


Os mortos, observa ainda Belarmino, podem vir em nosso auxílio, porque os membros devem imitar a Cabeça, o Chefe Jesus Cristo… Há de se dar a reciprocidade entre os membros de um mesmo corpo: assim como na Igreja os vivos socorrem os mortos, os mortos devem socorrer os vivos, cada um a seu modo”.


Todavia, a Igreja em seu culto externo não pratica a invocação das Almas do Purgatório.




NOVENA


Pensemos que provavelmente se acham penando no Purgatório almas que esperam os nossos socorros com um direito especial, como a do nosso pai, mãe, irmãos, outros parentes e amigos. Ajuntemos que estas santas almas não podem socorrer a si mesmas, pois, ali estão para pagar pelas suas faltas; esta consideração mais que tudo nos deve vivamente excitar a irmos ao seu socorro com quantas forças pudermos. Nisto, não somente seremos muito agradáveis a Deus, mas, adquiriremos grandes merecimentos; e estas benditas almas não deixarão de nos obter do Senhor muitas graças, principalmente a salvação eterna.13


Orações Iniciais


Pelo † sinal, da Santa Cruz…


V. Abri, Senhor, os meus lábios.

R. E minha boca pronunciará o vosso louvor.

V. Meu Deus, em meu favor e amparo atende.

R. E dos meus inimigos me defende.


Senhor, preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos fiéis que nele sofrem os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos, glória à vossa divina Majestade, consolação e paz as nossas almas.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Socorrei-me sem demora.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.


V. Dai às almas dos fiéis defuntos o repouso, Senhor.

R. E da luz eterna o esplendor.

V. Descansem em paz.

R. Amém!




Orações a Jesus Cristo14

Para conseguir, pelas dores de sua Paixão,

se digne ter piedade das Almas do Purgatório.


1. Dulcíssimo Jesus, pelo suor de Sangue que vertestes no jardim de Getsêmani, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


2. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa cruel Flagelação, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


3. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa dolorosa Coroação de Espinhos, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


4. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a vossa Cruz ao Calvário, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


5. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa Crucifixão crudelíssima, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


6. Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa amarguíssima Agonia sobre a Cruz, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


7. Dulcíssimo Jesus, pela dor imensa que sofrestes rendendo a vossa bendita Alma, tende compaixão dessas benditas almas. – Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.


Oração


Ó Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos; Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes graças que peço pelo Sangue de Jesus:


Fazer sempre a vontade de Deus;

Viver estreitamente unido com Deus;

Pensar incessantemente em Deus;

Amar sobre todas as coisas a Deus;

Fazer tudo por Deus;

Procurar só a glória de Deus;

Fazer-me santo por amor de Deus;

Reconhecer minha miséria e o meu nada;

Conhecer cada vez mais a vontade de meu Deus.


Santa Maria, oferecei ao Eterno Pai o Sangue precioso de Jesus Cristo pela salvação de minha alma, pelas Santas Almas do Purgatório, pelas necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores, pelo mundo inteiro. Amém.




1ª Meditação


As dores sofridas por essas benditas almas são numerosas; mas uma das maiores, é pensar que, pelos pecados que cometeram durante sua vida, são elas próprias a causa dos seus padecimentos. Ó Jesus, meu Salvador, quantas vezes mereci o Inferno! Ah! Que pena experimentaria agora, se estivesse no Inferno, pensando que eu mesmo era a causa da minha condenação! Graças Vos rendo pela paciência com que me tendes sofrido.


Ó meu Deus, pois, que sois a bondade infinita amo-Vos sobre todas as coisas, e pesa-me de todo o coração de Vos haver ofendido. Prometo-Vos antes morrer do que ofender-Vos de novo; dai-me a santa perseverança. Tende compaixão de mim, e tende também compaixão dessas benditas Almas que ardem no Purgatório. Ó Maria, Mãe de Deus, socorrei-as por vossas poderosas orações. Pai Nosso, Ave Maria, e Glória ao Pai.


Salve Rainha pelos Mortos


Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não só neste vale de lágrimas, porém, ainda no lugar de nossa expiação, salve! A Vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a Vós suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles, Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Isto Vos rogamos encarecidamente por eles, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém.


Oremos: Ó Jesus, abandonado de todos e até dos vossos Apóstolos no Jardim de Getsêmani, dignai-Vos lançar os olhos de misericórdia sobre as Almas do Purgatório, e em particular sobre as que não recebem orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de irreligiosidade e negligência, estão esquecidas: fazei que participem das orações, Santos Sacrifícios, boas obras, cujo mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta. Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso esquecimento, almas que tenham jus a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de benfeitores? Quero daqui em diante, reparar tão grande ingratidão… Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas, sem proteção, no meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho fazer todos os sacrifícios que puder, e todo o bem que ofereço-Vos à vossa glória e pelas Almas do Purgatório em consideração de sua fé e esperança em Vós, em consideração, principalmente, da Agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-Vos, ó Jesus, remir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que, possam ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a grandeza inefável de um Deus que não desampara a ninguém.


Ato Heroico de Caridade,

em favor das Almas do Purgatório.


Ó Santa e Adorável Trindade, desejando ajudar o livramento das Almas do Purgatório, cedo, em proveito delas, a parte satisfatória de todas as minhas obras e todos os sufrágios que me forem concedidos depois da minha morte, e os ponho nas mãos da Santíssima Virgem, para que Ela os aplique, como bem Lhe parecer, às Almas do Fiéis Defuntos que Ela quer livrar das suas penas. Dignai-Vos, ó meu Deus, de acolher e abençoar a oferta que neste momento Vos faço. Assim seja.




Ladainha pelos Fiéis Defuntos15


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Deus Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende misericórdia dos fiéis defuntos.

Deus Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis defuntos.


Santa Maria, rogai pelos fiéis defuntos.

Santa Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos.

Santa Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos.

São Miguel, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos os Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos.

São João Batista, rogai pelos fiéis defuntos.

São José, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos os Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos.

São Pedro, rogai pelos fiéis defuntos.

São Paulo, rogai pelos fiéis defuntos.

São João, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos os Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos.

Santo Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos.

São Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos os Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos.

São Gregório, rogai pelos fiéis defuntos.

Santo Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos os Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos.

Santa Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos.

Santa Catarina, rogai pelos fiéis defuntos.

Todos Santos e as Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos.


Sede-nos propício, perdoai-lhes, Senhor.

Sede-nos propício, escutai-nos, Senhor.


De todo o mal, livrai-os, Senhor.

Da vossa ira, livrai-os, Senhor.

Do ardor do fogo, livrai-os, Senhor.

Da região das sombras da morte, livrai-os, Senhor.

Por vossa admirável Conceição, livrai-os, Senhor.

Por vosso Nascimento, livrai-os, Senhor.

Por vosso Nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor.

Pela multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor.

Por vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor.

Por vossas Chagas Sacratíssimas, livrai-os, Senhor.

Pela Morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte, livrai-os, Senhor.


Pecadores que somos, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Vós que absorvestes a pecadora e escutastes o Bom Ladrão, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Vós que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes, amigos e benfeitores, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que Vos digneis lembrar-Vos e compadecer-Vos de todos os fiéis defuntos que não são mais lembrados na terra, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que outorgueis a todos os que descansam em Cristo o lugar de refrigério, da luz e da paz, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que convertais sua tristeza e luto em alegria, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que Vos digneis coroar sua inspiração, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que os façais bendizer-Vos de tudo e Vos oferecer para sempre o sacrifício do vosso louvor, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Que os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Filho de Deus, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Fonte de piedade, nós Vos rogamos, atendei-nos.

Vós, que tendes a chave da Morte e do Inferno, nós Vos rogamos, atendei-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis defuntos.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o repouso eterno.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Pai Nosso que estais no Céu…


V. Das portas do Inferno.

R. Salvai as suas almas, Senhor.

V. Descansem em paz.

R. Amém.

V. Senhor, escutai a minha oração.

R. E chegue até Vós o meu clamor.


Oremos: Ó Deus, que perdoais aos pecadores e querei a salvação dos homens, de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos, leveis à eterna Bem-aventurança nossos irmãos, parentes e benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.


________________________

1.  Pe. Bernardo Bartmann, “Teologia Dogmática”, Vol. III, Livro VII, § 214, pp. 448-449. 2ª Impressão, Edições Paulinas, São Paulo/SP, 1964.

2.  (poenis purgatoriis seu catharteriis, Denz. 464).

3.  Denz. 693.

4.  Denz. 777.

5.  Sessão 25, Denz. 983.

6.  Denz. 998.

7.  Pe. J. Bujanda, S.J., “Manual de Teologia Dogmática”, 2ª Parte, Tratado Décimo, Cap. Único, Art. 6º, Ponto 847 ss, p. 565. Livraria Apostolado da Imprensa, Porto, 1944.

8.  Concílio de Trento, sess. 6, Cân. 30, da justificação. D. 840.

9.  Concílio de Florença, decreto para os gregos. D. 693.

10.  II Macabeus, 12, 46.

11.  Mons. Dr. José Basílio Pereira, “Mês das Almas do Purgatório”, Introdução, Caps. II-VII, pp. 8-12. 12ª Edição, Editora Mensageiro da Fé Ltda, Salvador/BA, 1955.

12.  Conc. Trent. Sess. 25.

13.  Pe. Saint-Omer, CSSR, “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, Parte IV, Art. 8, p. 679. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A. Tournai/Belgique, Belgium, 1921.

14.  Fazei cada ano uma Novena para as Almas. A este intento, cada dia: 1. Rezai esta oração; 2. Meditai num dos pontos seguintes; 3. Enfim, rezai outras orações em favor delas.

15.  Extraida do “Manual dos Ordenandos”.


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