Blog Católico, para os Católicos

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

A Primeira Sexta-feira do Mês de Fevereiro.


Recompensa da Devoção

ao Sagrado Coração:

a Predestinação.


Pode-se dizer sem exagero, que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é um penhor e sinal de predestinação. Para nos convencermos, basta considerar atentamente a quem honramos por esta devoção. É evidente que é o Coração mais amante, mais reconhecido, mais misericordioso, mais desejoso de nossa salvação, pois, é um Coração divino, criado de propósito para nos amar.

O Coração de Jesus é Todo Amor Para Nós. Nós não temos amigo, irmão, pai, mãe, esposo, que nos ame tanto como Ele. O divino Salvador ama todos os homens, pois deu sua vida por todos eles sem exceção; mas ama com afeto mais especial aqueles que O amam.1 E que belo testemunho de amor é a devoção ao Sagrado Coração, pois, como já vimos, esta devoção não é outra coisa que um exercício d’amor! Ora, si os corações que se amam, buscam unir-se para não se separarem mais, como se exprime Santo Tomás, segue-se que Jesus Cristo, arroubado por ver uma alma exercer o amor para com Ele pelas piedosas práticas da devoção ao seu amabilíssimo Coração, deve desejar imensamente unir-se a ela de maneira inseparável. É verdade que a Comunhão estabelece entre Ele e a alma fiel uma união das mais estreitas, e é certamente penhor e antegosto da glória futura: mas esta união não pode satisfazer plenamente o amor divino, porque não é completa, nem definitiva; necessário lhe é, a este amor, a união perfeita e eterna do Paraíso. Oh! Quão doce nos será morrer quando amamos a Jesus Cristo durante nossa vida! Uma filha de Santa Teresa, que no momento de expirar viu suas irmãs chorar em torno do seu leito, disse-lhe: Minhas irmãs, porque chorais? Eu vou unir-me a Jesus Cristo, objeto de meu amor; si me tendes amor, alegrai-vos comigo. De mais, o Coração de Jesus é de tal modo reconhecido, que não pode deixar sem recompensa um copo de água fria dado por seu amor. Como poderia abandonar, na última hora, a quem O honrou por tantas orações, comunhões, boas obras, feitas na intenção de Lhe agradar? Não, Jesus Cristo não desampara seus servos na morte. Santo Hilarião, chegada a hora da morte, experimentava o temor natural que todo homem sente ao aproximar-se daquele terrível momento; mas animava-se dizendo: “Minha alma, que temes? Não serviste a Jesus Cristo durante setenta anos? Seu Coração, que é tão reconhecido, poderia te abandonar agora que tens a necessidade de seu socorro?”

Que temor poderia superar nas nossas almas a confiança que nos inspira o Coração de Jesus? Temeríamos por causa de nossos pecados passados? Mas temos de tratar com um Deus, cujo Coração é tão misericordioso que mais ardentemente deseja nos conceder o perdão de nossos pecados do que nós obtê-lo, diz São João Crisóstomo. Ele se gloria de usar misericórdia com os culpados, diz o Profeta,2 e perdoa-Lhes, apenas Lhe pedem perdão. Pecador, continua ele, não terás que gemer por muito tempo: à tua primeira lágrima o Senhor se compadecerá de ti. Por quanto, Ele não procede como os homens; estes, quando são ofendidos, não se dignam responder àquele que implora seu perdão; mas o Senhor, logo que ouvir o grito de vosso arrependimento, responder-vos-á e vos perdoará. Pois bem! Este Deus cheio de clemência, a quem fará misericórdia, senão àqueles que tiverem honrado durante a vida seu Coração infinitamente misericordioso, e Lhe tiverem oferecido tantos atos de reparação, tantas generosas satisfações, por seus próprios pecados e pelos dos outros?

Temeríamos nós as tentações do Inferno? Sem dúvida, o Demônio virá então para nos perder, mas se Jesus Cristo nos oculta no asilo do seu Coração, quem nos poderá fazer mal? Ele enviará então nosso Anjo Custódio para nos fortificar, nossos Santos Padroeiros para nos protegerem, São Miguel para nos defender, a Mãe de Deus para expulsar os inimigos infernais cobrindo-nos com sua proteção. Enfim, Ele mesmo virá, para defender contra as tentações esta alma que prestou tantas homenagens a seu divino Coração; dar-lhe-á a confiança e a força de que tiver necessidade nas suas últimas provações, de sorte que ela poderá desafiar todas as potências do Inferno, dizendo com São Paulo: “Quem será capaz de me separar do Coração de Jesus, ao qual sou intimamente unida pela graça, e que me conserva tão unida a Si pelo amor?3

Temeríamos talvez as dores da morte? Mas que serão então nossas dores comparadas com os tormentos dos Mártires? Quem dava então a esses generosos atletas a coragem para afrontar os mais atrozes suplícios que a crueldade dos tiranos pode inventar? Estes suplícios inauditos, eles os suportavam não somente com paciência, mas até com alegria e ainda com o desejo de sofrer mais cruéis pelo amor de Jesus Cristo. Quem operava este prodígio? É a graça do Coração de Jesus; ela é que lhes dava a paciência e a força necessárias para sofrerem tudo. Pois bem! Esta graça, Jesus Cristo não pode recusá-la àquele que tiver feito tantos sacrifícios durante sua vida para O honrar pelo mês do Sagrado Coração, pela Primeira Sexta-feira do mês, pela Hora Santa, pela visita quotidiana ao Santíssimo Sacramento, etc.

Temeríamos, enfim, o grande Juiz ante o qual devemos comparecer na morte? Ah! Quão própria é a devoção ao Sagrado Coração para nos tranquilizar neste ponto! Por quanto, quem será nosso juiz? Consolemo-nos: a nosso Redentor mesmo é que o Pai Eterno confiou o poder de nos julgar.4 Também São Paulo nos anima dizendo: Quem é que vos condenará? É este mesmo Salvador que, para não nos condenar à morte eterna, condenou-se a Si mesmo à morte por nós, e, não contente deste imenso benefício, continua ainda a interceder por nós no Céu junto de Deus, seu Pai.5 Ah! Como nos poderá condenar o Coração, cujas misericórdias tantas vezes havemos implorado? Que repreensões nos poderá fazer, se não desprezamos os meios de salvação que Ele nos deu? Poderá recusar nos salvar Aquele que prometeu ser o Consolador e Refúgio seguro dos que O honram? Terá Ele esquecido suas promessas? Como poderá desconhecer um amigo fiel que O tiver recebido tantas vezes com amor na Sagrada Comunhão?

Se assim é, devemos exclamar cheios da maior confiança: Oh! Que sinal de predestinação é a devoção ao Sagrado Coração! Oh! Quão doce é morrer depois de ter sido discípulo fiel do Coração de Jesus.

Prática

Aproximar-me-ei dos Sacramentos na Primeira Sexta-feira de cada mês, para obter do Coração de Jesus a graça de uma boa morte, e não deixarei passar este dia sem fazer a oração que se acha no fim deste livro, intitulada: Protestação para a boa morte.



Afetos e Súplicas

Ah! Meu Jesus, quando virá o dia em que poderei dizer: Meu Deus, não posso mais Vos perder? Quando Vos verei face à face e estarei certo de Vos amar com todas as minhas forças durante toda a eternidade? Ó meu Bem Supremo, meu único amor, enquanto eu viver cá na terra, estarei sempre em perigo de Vos ofender e perder vossa amável graça! Houve um triste tempo em que eu não Vos amava, em que desprezava vosso amor; agora arrependo-me de toda a minha alma, e confio que já me haveis perdoado; amo-Vos de todo o meu coração, desejo fazer tudo o que posso, para Vos amar e Vos agradar. Contudo, estou sempre exposto ao perigo de Vos recusar meu amor, e afligir vosso divino Coração que tanto amor me tem. Ah! Meu Jesus, vida e tesouro da minha alma, não o permitais. Se esta desgraça extrema tivesse de me acontecer, fazei antes que eu morra neste momento do modo mais doloroso; eu o aceito e Vos darei as graças por isto. Eterno Pai, por amor de Jesus Cristo e pelos merecimentos de seu divino Coração, não me desampareis em meio dos perigos que me cercam. Castigai-me quanto quiserdes, mas preservai-me da desgraça de perder vossa graça e vosso amor. Maria, minha boa Mãe, recomendai-me a vosso divino Filho; obtende-me de seu Coração tão generoso a perseverança na sua amizade.

Oração Jaculatória

Pai Eterno, fazei que eu seja fiel em honrar o Coração de Jesus até a morte.



Exemplo

Entre os homens dedicados à causa do Sagrado Coração de Jesus, justo é nomear o ilustre Presidente da República do Equador, Garcia Moreno, caído sob o ferro dos assassinos, à 6 de Agosto de 1875. Quando ele estudava em Paris, mostrava já sua Fé e sua grande alma. Moreno, reservava o Domingo para repousar, servir a Deus e estudar seu Coração. Passava este santo dia, parte na igreja, parte em passeios. Desprezava todas as outras distrações, e, todo o tempo de sua residência em Paris, ele nunca foi a teatros.

Este célebre homem deixou a França em 1857; em 1860 era Presidente. Profundamente católico, Moreno resolvera mostrar-se tal por toda parte e sempre. Falando um dia dos miseráveis equívocos sobre a liberdade, ele se pôs a dizer: “E eu também sou liberal, mas entendamo-nos. Para mim, a liberdade é o poder de fazer o bem; mas de fazer ou deixar fazer o mal, nunca!” Seu grande refrigério era a oração. Na sua casa, entre seus familiares, sua guarda e criados, o seu ofício era o de um bom pai de família. Todos os dias a oração e o terço, todos os Domingos e dias festivos, leitura sobre o ofício do dia, segundo o uso da Espanha. “Era um prazer e belíssimo exemplo vê-lo orar, dizia um de seus parentes. Sua voz nobre, sonora e penetrante lia-nos o texto conhecido; mas por vezes sua piedade lhe inspirava palavras novas, que se aplicavam às necessidades do momento. Ele pedia socorro para as necessidades do Estado, rogando a Deus lhe ditasse o que lhe cumpria fazer”. Garcia Moreno era verdadeiramente pai de seu povo; pelo que velava com rara solicitude para que o pão da Palavra de Deus e a instrução religiosa não faltassem. Os religiosos eram acolhidos com braços abertos, e nunca ele os achava muitos para seus desejos. Franciscanos, Jesuítas, Redentoristas, Irmãos das Escolas Cristãs, Irmãs da Caridade, etc., tinham no Equador perfeita liberdade para o bem. Garcia Moreno tinha feito, à frente de seu país e com ele, atos de fé brilhantes e sublimes. Só, no mundo inteiro, ele, como homem de Estado, protestou contra a invasão de Roma. Consagrou também sua República ao Sagrado Coração de Jesus. Numa missão, ele, Presidente da República, levava processionalmente, à vista de todos, sobre os ombros, pelas ruas de Quito, a Cruz sacrossanta. As funções de Presidente da República ele unia as de Membro da Conferência dos pobres e Diretor do Hospital, provido de móveis à sua custa. Este herói cristão costumava dizer a seus amigos: “Matar-me-ão, mas Deus não morre”. Poucos dias antes de sua morte, ele escrevia ao Soberano Pontífice: “Hoje que as lojas dos países vizinhos buscam meios de me assassinar, tenho mais que nunca necessidade da proteção divina, a fim de viver e morrer pela defesa de nossa Santa Religião. Que felicidade para mim ser detestado e caluniado por amor de nosso divino Redentor! E que imensa felicidade seria para mim, se vossa bênção me obtivesse do Céu a graça de derramar meu sangue por Aquele que, sendo Deus, quis derramar o seu por nós na Cruz!” Nos últimos tempos, como houvesse pressentido a morte, Garcia Moreno confessava-se e comungava duas vezes por semana. A 6 de Agosto, Primeira Sexta-feira do mês e dia em que ele foi assassinado, tinha comungado em honra do Sagrado Coração de Jesus. À uma hora indo para o palácio do governo, como tivesse de passar diante da Catedral, onde estava exposto o Santíssimo Sacramento, entrou para adorá-Lo. Ao sair, foi ferido por três assassinos. Levado para a Catedral, expirou diante do altar de Nossa Senhora das Dores, depois de ter recebido os últimos Sacramentos, e ter perdoado a seus assassinos. Sua última palavra foi: “Deus não morre”. Oxalá todos os povos tivessem um Garcia Moreno para governá-los.


Fonte: O Sagrado Coração de Jesus, segundo Santo Afonso de Ligório, ou, Meditações para o Mês do Sagrado Coração, a Hora Santa e a Primeira Sexta-feira do Mês”; coligidas das Obras do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, C.Ss.R., “A Primeira Sexta-feira do Mês de Fevereiro”, pp. 294-302. 5ª Edição Portuguesa, Tipografia de Frederico Pustet, Impressores da Santa Sé. Ratisbona/Alemanha, 1926.


_________________

1.  Prov. 8, 17.

2.  Is. 30, 18.

3.  Rom. 8, 35.

4.  Jo., 5, 22.

5.  Rom. 8, 34.


Novena em Honra de Nossa Senhora de Lourdes. 3º Dia.


NOVENA1


Cantar o Hino “A nós descei divina luz”.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Ato de Contrição3

Meu Senhor Jesus Cristo, Criador, Pai e Redentor meu, em quem creio e espero, e a quem amo e desejaria ter amado sempre sobre todas as coisas; pesa-me uma e mil vezes de Vos haver ofendido, por serdes Vós quem sois, bondade infinita; pesa-me também por haver merecido as terríveis penas do Purgatório, e, talvez, ai de mim, as eternas chamas do Inferno. E Vós, cheio de misericórdia, me haveis adiado o castigo. Proponho firmemente nunca mais pecar, e afastar-me das ocasiões de Vos ofender, ajudado pela Vossa divina graça. Concedei-me, ó meu Jesus, a felicidade de me confessar com as devidas disposições, para obter copiosos frutos, emendar a minha vida e perseverar em Vosso santo serviço até a morte. Eu Vo-lo peço, Senhor, pelo Vosso preciosíssimo Sangue, pelas dores de Vossa aflita Mãe e pela intercessão do glorioso Patriarca São José. Assim seja.



Oferecimento4

Imaculada Virgem Mãe de Deus, Rainha dos Céus e da terra, minha terna Mãe, eu Vos ofereço e consagro esta Novena, destinada a promover o vosso culto, a celebrar as vossas glórias e aumentar a devoção para conVosco. Dignai-Vos aceitá-la, ó Mãe Virgem, e acolher todos os que recorrem a Vós, e abrasai o meu coração no amor divino, para que de hoje em diante os meus pensamentos, palavras e obras não tenham outro fim senão concorrer para Vos dar glória e a vosso divino Filho. Assim seja.


Apareceram as flores na nossa terra, chegou o tempo da poda, ouviu-se em nossa terra a voz da rola. Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. Minha pomba, tu te escondes nas aberturas da pedra e na caverna da muralha. Aleluia. Aleluia. Mostra a tua face, põe a tua voz aos meus ouvidos, porque tua voz é doce e tua face é graciosa. Aleluia”.5



Oração Inicial

Ó Maria,

Tu que apareceste a Bernadete no nicho do rochedo,

pelo frio e na sombra do inverno,

trazias o calor de uma presença,

a amizade de um sorriso,

a luz e beleza da graça.

No vazio das nossas vidas muitas vezes obscuras,

no vazio deste mundo onde o mal é poderoso,

dá-nos a esperança,

devolve-nos a confiança. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que disseste a Bernadete “Eu sou a Imaculada Conceição”,

vem em auxílio dos pecadores que somos.

Dá-nos a coragem para a conversão,

a humildade da penitência,

e a perseverança na oração.

Nós te confiamos todos aqueles que trazemos nos nossos corações,

de um modo particular, os doentes e os desesperados,

tu que és “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”. Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.


Tu que guiaste Bernadete à descoberta da fonte,

guia-nos até Àquele que é a Fonte da vida eterna,

Àquele que nos deu o Espírito Santo,

a fim de que possamos dizer: Ave Maria…

V. Nossa Senhora de Lourdes.

R. Rogai por nós.



Oração à Nossa Senhora de Lourdes6

Ó Virgem puríssima, que Vos dignastes aparecer toda resplandecente de luz, doçura e bondade, a uma inocente menina, que Vos contemplava em êxtase: alcançai-nos do Inocentíssimo Jesus, vosso Filho, que conservemos até à morte a inocência batismal, ou a reparemos pela penitência, se tivermos a infelicidade de perdê-la pela culpa.


V. Deus onipotente revestiu-me de valor.

R. E fez imaculado o meu caminho.


Oremos: Ó Deus, que pela Conceição Imaculada da Virgem Maria, preparastes a vosso Filho digna morada: humildemente Vos suplicamos, que, celebrando a aparição da mesma Virgem, alcancemos a saúde da alma e do corpo. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. R. Amém.



MEDITAÇÃO DAS APARIÇÕES7


5ª aparição – sábado, 20 de fevereiro 1858.

Bernadette chegou a Massabielle por volta das 6:30h. Desta vez, havia cerca de 30 testemunhas. Teve um êxtase de 40 minutos.

Voltando para casa com sua mãe, confiou-lhe que a Senhora “teve a bondade de ensinar-lhe, palavra por palavra, uma oração somente para ela”. Ela a rezou todos os dias de sua vida, sem nunca revelá-la.

6ª aparição – domingo, 21 de fevereiro 1858.

A Dama se apresentou a Bernadette pela manhã, por volta das 7:10h. Cerca de 100 pessoas estavam no local.

A privilegiada vidente escreveu: “Esta rainha misericordiosa me disse também para rezar pela conversão dos pecadores. Ela me repetiu várias vezes essas mesmas palavras”.

Santa Bernadette escreveu mais de uma vez: Nossa Senhora “disse-me também que não me prometia tornar-me feliz neste mundo, mas no outro”.

À tarde, o delegado de polícia Dominique Jacomet submeteu a vidente a um grosseiro e ameaçador interrogatório, exigindo-lhe que se retratasse, sob pena de prisão.

Bernadette não se intimidou e respondeu com segurança, desmontando suas ciladas.

No fim do interrogatório, o policial a proibiu de voltar à gruta.

O pai da vidente cedeu à pressão, e também proibiu.


*Recitar uma dezena do Terço.

Cantar o Hino “Louvando a Maria”.


Ladainha de Nossa Senhora8

(Atualizada)


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,

Espírito Santo, que sois Deus,

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*9

Mãe de misericórdia,*10

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*11

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


Visitastes a terra para enchê-la de benefícios e multiplicar-lhe as riquezas”.12


Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.

Santa Bernadete, rogai por nós.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós!


Canto Final:Consagração à Nossa Senhora”.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.13


________________________

1.  *Os fiéis, que em qualquer tempo do ano, fizerem, em público ou em particular, uma Novena em honra de Nossa Senhora, em alguma das seguintes onze festas: Imaculada Conceição, Natividade, Apresentação no Templo (21 de Novembro), Anunciação, Visitação, Maternidade (25 de Dezembro), Purificação, Dores, Assunção, S. José e seu Patrocínio, Santo Rosário, lucram indulgência em cada dia; plenária no curso de cada Novena, ou num dos oito dias, que imediatamente se lhe seguem, contanto que se confessem, comunguem e orem segundo as intenções da Santa Igreja (S. C. I. 26 de Novembro de 1876). **Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir devotamente às Novenas públicas que se fazem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, n. 34, p. 58. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice.

3.  *Extraído da Obra intitulada “A Sagrada Família”, por um Padre Redentorista, Sexto Exercício, pp. 509-511. Tradução do Espanhol pelo Cônego Manuel Moreira Aranha Furtado de Mendonça, Estabelecimentos Benzinger & Co. S.A., Tipógrafos da Santa Sé Apostólica, Einsiedeln/Suíça, 1898. **Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar atos de virtudes teologais e de contrição, nestas ou em outras fórmulas válidas. Cada ato recebe a indulgência (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 2).

4.  “Manual da Pia União das Filhas de Maria”, traduzido do Italiano pelo Côn. Dr. Ananias Corrêa do Amaral, Cap. V, pp. 473-474. 11ª Edição, Editora Livraria Católica Portuense, Porto, 1926.

5.  “Goffiné – Manual do Cristão”, Graduale da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro), pp. 828-829. Traduzido da 14ª edição francesa por um Padre da Congregação da Missão, 1940.

6.  “Manual dos Congregados Marianos”, edição Oficial organizada pela Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil, agregada à Prima Primaria do Colégio Romano, 4ª Parte, pp. 219-220. Editora Vozes Ltda, Petrópolis/RJ, 1938.

8.  Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela Autoridade competente. Sobressaem-se entre elas as seguintes: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 29).

12.  Communio da Missa de Nossa Senhora de Lourdes (11 de Fevereiro).

13.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. (Manual das Indulgências, ob. cit., n. 55).


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