BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

O CURA D'ARS: A CONVERSÃO DE UMA SENHORA PARISIENSE DE MÁ VIDA.

 

O Dedo de Deus está aqui1

Uma senhora, parisiense,2 que passava o verão em Midi, passou por Ars de regresso à Capital. Um Sacerdote que conhecia a vida de desordem daquela senhora, aconselhou-a a passar por Ars. “Verá ali algo de extraordinário, senhora: um Cura de aldeia que está enchendo o mundo com sua fama… Não se arrependerá dessa pequena volta na sua viagem”. Cumpriu-se a predição de um modo extraordinário. À tarde, passeava aquela senhora na praça com uma desconhecida, encontrada casualmente. O Cura d’Ars passou por ela ao regressar da visita a um enfermo, e disse-lhe: “Senhora, acompanhe-me”. E à outra: “Pode retirar-se; não tem necessidade de meu ministério”. E falando à parte com a pecadora, foi tirando àquela Samaritana o véu de todas as suas iniquidades. Aterrada com tais revelações, guardava silêncio. Por fim, disse: “Sr. Cura, quer me ouvir em Confissão?

Sua Confissão, replicou o Santo, seria inútil. Eu leio na sua alma e vejo dois Demônios que a acorrentam: o Demônio do orgulho e o Demônio da impureza. Não a posso absolver; só no caso em que não volte a Paris, e, como conheço as suas disposições, sei que voltará”.

Depois, com intuição profética, o homem de Deus deu-lhe a conhecer como haveria de descer até aos últimos degraus do mal.

– “Mas, Sr. Cura, eu sou incapaz de cometer tais abominações!… Então, estou condenada!…

Não digo isso, porém, mais adiante, quão difícil será poder salvar-se!

Que hei de fazer?

Venha amanhã cedinho e eu lho direi”.

Durante a noite, para suplicar a perda de uma alma que Deus tinha criado para as alturas, e que se ia afundando no lamaçal do pecado, o Cura d’Ars orou longamente e se infligiu uma sangrenta disciplina. Pela manhã concedeu uma audiência especial àquela penitente pouco vulgar, e lhe deu sua resposta:

– “Pois bem, deixarás Paris e virá morar naquela casa ali embaixo, donde vem. Se quiser salvar a sua pobre alma, fará tais e tais mortificações”.

A senhora partiu de Ars sem ter ainda recebido a absolvição. Paris recuperou-a em pouco tempo, pois ela voltou aterrorizada como se o pecado lhe cavasse um abismo aos pés. Apoderou-se-lhe da alma um grande fastio. Invocou a Deus e fugiu da Capital… Escondida numa vila de campo, apesar das resistências de uma vida corrompida pelas paixões, por muito tempo satisfeitas, resolveu reiniciar o caminho do bem. Lembrou-se dos conselhos do Santo de Ars. Uma graça interior muito poderosa a impeliu e ajudou-a a segui-los.

No caminho da abnegação (renúncia), dizia o Cura d’Ars, só é custoso o primeiro passo. Quando se tem entrado nele, anda-se por si mesmo…”.3

A nossa penitente fez a feliz experiência. “Ao final de três meses, escreve o Cônego Ball, que recolheu as notas para esta história, sua conversão foi completa; suas disposições de espírito e de coração se achavam tão mudadas, que ela mesma não compreendia, como antes podia amar o que, então, lhe causava tanto horror”.4

____________________________________

1  Êx. 8, 19; 31, 18; Salm. 8, 3; Luc. 11, 20.

2  Côn. Francis Trochu, “O Cura d’Ars – São João Batista Maria Vianney”, 1939.

3  Esprit du Curé d’Ars, p. 351.

4  Arquivos da Paróquia de Ars.


TODO CATÓLICO DEVE COMBATER O ERRO.


Todo Católico Deve Combater o Erro

Palavras de São João Maria Vianney (o Cura d'Ars), dirigidas a Hernest Hello e Jorge Seigneur, que pediam conselhos a respeito da fundação de um Diário Católico (1858):

"O princípio de uma grande obra deve ser pequeno. Não é a questão financeira que vos deve afligir. Tudo o que Deus quer se arranja, não se sabe como. Tereis o necessário auxílio, e, mesmo faltando este, deveis começar.

Vivemos em um mundo miserável. Deveis expor esta miséria e dizer a verdade sem acepção de pessoas. Há uma massa de mentiras e de erros que deveis dissipar, sem olhar para as pessoas que os espalham. Deveis combater o erro, mesmo entre os católicos, pois estes têm menos direito - se posso falar de direito - do que os outros para pregar ideias errôneas. Amai os vossos adversários. Rezai por eles, mas não deveis fazer-lhes cumprimentos. É tempo perdido. Não procureis agradar a todos, nem podeis a todos agradar. Procurai agradar a Deus e seus Anjos e Santos, eis o vosso público!

Pois bem, meus filhos, mãos à obra! Os que de vós se afastam, que vos censuram por falta de amor, intimamente vos darão razão, talvez vos defendam publicamente. Se os homens pudessem ver como eu trato o "Grappin" (alcunha regional depreciativa com que o Santo designava o Demônio), diriam que não lhe tenho amor. Meto-lhe medo, causo-lhe espanto, lanço-o por terra, e digo-lhe: "Grappin, tu me atacas; pois bem, eu me defendo também".

Mas vós, meus filhos, dir-me-eis que os homens não são Demônios. Sem dúvida, muitos não são Demônios. Mas, em todos que não estão unidos intimamente a Cristo, está latente alguma coisa diabólica; e contra isso deveis levantar-vos como executores da justiça. O erro é um obstáculo para a união. Meu Deus, quão inexaurível é a verdade, quão imarcescível, quão repleta de vida! Mais uma vez, não deixeis jamais de combater o erro. E para isto, gastai a maior parte de vosso tempo. Começai, pois, e perseverai! Não vos deixeis intimidar pela contradição. Contradição, não vale nada. Fareis bem e muito bem".

_______________________________
Fonte: "Verdades Esquecidas" - Coletânea de Textos do Mensário Catolicismo, p. 9. Catolicismo nº 16, Abril de 1952. Artpress Indústria Gráfica e Editora Ltda, Bom Retiro/SP. 1992.

SANTO CURA D'ARS: O Catequista do Sagrado Coração de Jesus.

 

SANTO CURA D'ARS

o Catequista do Sagrado Coração de Jesus


“No Céu, a fé e a esperança não existirão mais; porquanto as névoas que nos obscurecem a razão serão dissipadas. O nosso espírito terá a inteligência das coisas que lhe são ocultas neste mundo. Não esperaremos mais nada, visto que teremos tudo. Ninguém espera adquirir um tesouro que possui... Mas o amor! Oh! Seremos inebriados dele! Seremos afogados, perdidos nesse oceano de amor divino, aniquilados nessa imensa caridade do Coração de Jesus!... Por isto, a caridade é um antegozo do Céu. Se soubéssemos compreendê-la, senti-la, saboreá-la, oh! como seríamos felizes! O que faz que sejamos infelizes, é não amarmos a Deus”.

"Se não amarmos o Coração de Jesus,
que havemos de amar? Só há amor nesse Coração. Como é
possível não se amar aquilo que é tão amável?"

________________________________

Fonte: Rev. Pe. Alfredo Monnin, "Florinhas de Ars" - Pensamentos Escolhidos do Cura de Ars, Cap. XXXI, p. 91. Editora Vozes Ltda., Petrópolis/RJ, 1952.

Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...