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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 14 de novembro de 2021

A EUCARISTIA – BOSSUET. 21

A perseverança, efeito da Comunhão frequente.

Aplicar-se a receber bem o seu Deus.


Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e eu nele”.1 O grande dom pelo qual suspiram os cristãos é o da perseverança, que nos assegura a coroa, que nos une, que nos incorpora a Jesus Cristo para fazer-nos eternamente um com Ele, sem jamais podermos ser d’Ele separados. Eis o grande dom de Deus, o dom que é unir-se à Sua predestinação eterna: e Jesus Cristo nos ensina que há na Eucaristia uma graça particular para no-lo alcançar. Portanto, se quisermos perseverar na virtude, devemos comungar e comungar amiúde; pois é o mais poderoso meio que nos seja dado para alcançar a perseverança; é o pão dos cristãos, o seu alimento comum e de todos os dias.

Ó meu Deus, como o cristão têm o coração duro, já que vêm tão raramente à sagrada mesa! Se eles saboreassem a Jesus Cristo Crucificado viria celebrar com frequência o mistério dessa morte. Ficamos comovidos na Sexta-feira Santa por causa de celebrarmos a memória da morte do Salvador. Vinde, meus filhos, é todos os dias a Sexta-feira Santa; todos os dias se erige o Calvário no santo altar. Vinde, e lembrai-vos dessa morte que é a nossa vida; vinde receber um Sacramento em que se aprende a ficar em Jesus Cristo, em que se recebe a força, a coragem, a graça de ficar n’Ele.

Mas também devemos tremer quando recaímos nas nossas faltas depois da comunhão visto que Jesus Cristo não diz: Aquele que come a minha carne está em mim, porém fica apegado a mim, nem: Eu estou nele, porém: Eu fico nele, e nunca o deixo. Jesus é fiel, nunca nos deixa: somos nós que O deixamos quando caímos no pecado. Infelizes, devemos bem recear não O termos recebido como convém, pois teríamos ficado n’Ele, e ai, O deixamos. Recebê-lO como convém, é recebê-lO detestando os próprios pecados, afastando as ocasiões de cometê-los, buscando na Eucaristia o sustentáculo da nossa fraqueza e da nossa instabilidade.


Fonte: Jacques-Bénigne Bossuet, Bispo de Meaux, “Meditações sobre o Evangelho” – Opúsculo “A Eucaristia”, Cap. XXI, pp. 97-98. Coleção Boa Imprensa, Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro/RJ, 1942.


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1.  Jo., VI, 57.


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