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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Novena em Honra de Nossa Senhora das Dores.


Duas vezes no ano lembra-se a Igreja das Dores de Maria Santíssima: na Sexta-feira que antecede ao Domingo de Ramos, e no dia 15 de Setembro. Já antes dessas solenidades, vinha o cristão, consagrando terna lembrança às Dores da Mãe de Deus. No século XIII a tendência geral fixa-se na celebração das Sete Dores. A Ordem dos Servitas, principalmente, fundada em 1240, muito contribuiu para propagar essa devoção. Pois seus membros deviam santificar a si e aos outros pela meditação das Dores de Maria e de seu Filho. Pelos fins do século XV, era quase geral no povo cristão o culto compassivo das Dores de Maria. Os poetas de vários países consagraram-Lhe inúmeras poesias. O hino Stabat Mater Dolorosa tem por autor o franciscano Jacopone da Todi (1306). A festa foi primeiramente introduzida pelo Sínodo de Colônia em 1423, sob o título de Comemoração das Angústias e Dores da Bem-aventurada Virgem Maria, para expiação das injúrias cometidas pelos Hussitas contra as Imagens Sagradas. Propagou-se rapidamente, tomando o nome de festa de Nossa Senhora da Piedade. Em 1725 introduziu-a o Papa Bento XII no Estado Pontifício, e em 1727 estendeu-a para a Igreja Universal. Mas, porque perdia um pouco de seu valor, por estar na Quaresma, Pio VII, em 1804, mandou que fosse celebrada também no Terceiro Domingo de Setembro. Com a reforma do Breviário, por Pio X, veio a festa a ter uma data fixa no dia 15 de Setembro.


NOVENA1


Virtudes que se devem pedir:

A CORAGEM E A

PACIÊNCIA NAS AFLIÇÕES.


Cantar o Hino “A nós descei divina luz”.


Em2 nome do Pai , e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.3

Abri , Senhor, os meus lábios para louvar o vosso santo Nome; purificai o meu coração de todos os inúteis, perversos e alheios pensamentos; iluminai o meu entendimento, e inflamai a minha vontade, para que portando-me digna, atenta e devotamente, possa fazer esta Novena de Nossa Senhora, em honra do Mistério de suas Dores, e mereça ser atendido e bem despachado no Augusto Trono de vossa Majestade. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.

V. Enviai, Senhor, o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Deus, que ensinastes os fiéis, derramando-lhes nos corações a luz do Espírito Santo, fazei que no mesmo Espírito conheçamos tudo o que é reto, e gozemos sempre da Sua divina consolação. Nós Vos pedimos isto, por Jesus cristo Nosso Senhor. Amém.



Oração Preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, que, cravado na Cruz, com a alma submersa num profundíssimo mar de amargura, tanto Vos compadecestes de vossa aflita Mãe, que a recomendastes ao Discípulo amado, concedei-nos tal ternura de coração, e tocai de tal modo a nossa alma, que tenhamos verdadeira compaixão de suas lágrimas, e choremos dignamente o muito que por nós padeceu. Isto Vos pedimos, Senhor, pelo amor da mesma Senhora, e Mãe vossa amorosa, que convosco vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém.

V. Rogai por nós, Virgem dolorosíssima.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Interceda por nós, Senhor Jesus Cristo, agora e na hora da nossa morte ante a vossa clemência, a Bem-aventurada Virgem Maria vossa Mãe, cuja sacratíssima Alma transpassou uma espada de dor, na hora da vossa Paixão. Pedimo-lo por Vós mesmo, Salvador do mundo, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.4



A Primeira Dor

Na profecia de Simeão. O Santo velho Simeão, ao receber nos seus braços o Menino Jesus, que a Santíssima Virgem apresentou no Templo, e antevendo os acontecimentos futuros, com grande dor de seu coração fez à amorosa Mãe esta profecia: “Este menino será ruína e será ressurreição para muitos em Israel; será objeto de grande contradição: e uma espada de dor transpassará a tua alma”.

Que nova esta para uma Mãe, e tal Mãe? Que notícia para quem suspirava pela salvação de todo o mundo; e que de boamente daria a vida para que ninguém se perdesse, ainda que fora o homem mais desprezível do mundo? Não obstante, esta grandíssima dor, a Virgem Senhora, inclinando profundamente a cabeça, sujeitou-se com todo o entendimento da alma aos decretos de Deus. Tira daqui, alma minha, a resignação em toda e qualquer notícia triste que receberes, sacrificando os teus afetos, ainda os mais justos e santos aos Decretos de Deus.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, em cuja Paixão e Morte, uma aguda espada de dor transpassou, segundo a profecia de Simeão, a alma dulcíssima da gloriosa Virgem Maria, vossa Mãe, propício concedei a todos nós que veneramos a memória das suas dores, que consigamos o feliz fruto de vossa Paixão e Morte, para Vos vermos e gozarmos por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó Maria Santíssima, e minha Mãe amabilíssima, quem me dera amar-Vos com o mais delicado, e excessivo amor, para merecer assim o vosso maior agrado. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Segunda Dor

Na fugida da Senhora para o Egito. Quando Herodes, impiamente cruel, ordenou a matança de todos os meninos de Belém e de suas cercanias, apareceu em sonhos um Anjo a São José, avisando-o do perigo, e mandou-lhe que fugisse logo para o Egito. Todo assustado comunica o aviso à Senhora, a qual, tomando o Menino nos braços, se pôs imediatamente a caminho. Compadece-te, alma devota, do susto dessa Mãe, dos incômodos do Menino, da aflição de São José; e considera os tormentos que padeceriam aquelas almas numa peregrinação tão arriscada, onde com razão iam receosos de, a cada instante, serem descobertos e mortos. Mas aprende também a fugires sempre com cuidadosa pontualidade aos perigos e morte de tua alma, desconfiando continuamente de tuas próprias forças. Se quando Deus manda fugir, nem a mesma Senhora descansa, sendo quem era; como poderás tu, ficar-te em sossego?

Oremos: Ó Deus nosso e Protetor dos que em Vós esperam, que com a fugida para o Egito, quisestes livrar a vosso Unigênito Filho e Redentor nosso da perseguição de Herodes: concedei-nos pela intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria; que, livres de todos os perigos do corpo e da alma, cheguemos à Pátria eterna. Amém.

Ó Maria clementíssima, e minha Mãe amorosíssima, concedei-me, Senhora, um delicado amor a Vós, e alcançai-me auxílios, com que viva como devo, e morra como desejo. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Terceira Dor

Na perda do Menino Jesus no Templo. Saindo a Virgem Maria do Templo, lá ficou o Menino Jesus, longe de seus pais, que deram pela falta d’Ele só no fim do dia. Considera, alma piedosa, a aflição e angústia da Senhora, quando se viu sem o seu Filho, sem o seu Deus. Que ânsias sofreu o seu Coração, enquanto aflitíssima O buscava sem que diligência alguma bastasse para O descobrir!… Dois dias e duas noites inteiras durou este crudelíssimo martírio. Admira nisto a Providência com que Deus quis assim crucificar Aquela Alma inocentíssima; e persuade-te bem, que Ele por fins altíssimos, costuma mortificar mais aquelas almas, que Lhe são mais caras.

Oremos: Eterno Deus, que para nosso ensino quisestes que a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, depois de três dias de aflição, achasse enfim no Templo, O seu Unigênito Filho e Salvador nosso; concedei pela sua intercessão aos que O tem perdido, que, buscando-O com lágrimas de verdadeira contrição, O achem no templo vivo da sua alma. Amém.

Ó Maria puríssima, e minha Mãe piedosíssima, falte-me todo o mundo, e não me falte o vosso amparo, que com ele terei tudo, e estarei seguro de todos os meus inimigos. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Quarta Dor

No encontro da Senhora com seu Filho caminhando para o Calvário. Caminhando já o Senhor para o Calvário, saiu-Lhe ao encontro a sua aflitíssima Mãe. Pondera, minha alma, qual seria a dor d’Aqueles dois Corações, quando mutuamente se olharam. Não acha a nossa língua termos com que possa explicar, nem sequer essa diminuta e pálida ideia, que forma o entendimento. Era Mãe… e que Mãe!… e de que Filho!… e agora de repente vê-lO naquele tristíssimo estado?… encontrá-lO caminhando já para a morte, morte crudelíssima, morte afrontosa!… Eia, faze tu também companhia à Senhora e com Ela segue a Jesus Cristo, que por ti vai morrer; e ao veres a Mãe de Deus assim chorar por teu amor, não te aflijas, se Deus te der uma vida triste e chorosa, que só assim poderás acompanhar mais de perto a tua Mãe e Senhora.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, que caminhando para o Calvário, oprimido com o peso da Cruz, não aceitastes as lágrimas das Filhas de Jerusalém, dizendo-lhes que antes chorassem pelos seus filhos; aceitai piedoso as lágrimas, que vossa Mãe derrama por nós, que somos filhos Seus; e pela dor que então padeceu, perdoai nossos pecados, para glória de vossa Cruz. Amém.

Ó Maria dulcíssima, e minha Mãe poderosíssima, exercitai comigo o vosso grande poder, quando necessitar dele, socorrendo-me nas tentações do Demônio, e quebrando-lhe as forças, de sorte que, nunca prejudiquem à minha alma. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Quinta Dor

Na morte do Filho de Deus. Ei-lO, o Senhor, cravado na Cruz, já ensanguentado, sem mais alentos, com sede ardente a Lhe abrasar as entranhas, e a Alma nos apertos de uma angústia inexplicável; do alto da Cruz volve seus olhos para Sua amorosíssima Mãe. Ela também a esse tempo tinha fitos os seus na lastimosa imagem do Filho. Ó espada de Simeão! Que terrível golpe!… Ó alma piedosa, põe diante de tua imaginação este espetáculo; olha bem neste ponto para Jesus e Maria; olha bem e vê, que tu és a causa do que padecem e chora o que fizeste quando pecaste.

Oremos: Onipotente e Eterno Deus, que com a morte de vosso Unigênito Filho no patíbulo da Cruz, fizestes que a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sua Mãe, fosse Rainha dos Mártires; pelos méritos do Seu grande Martírio, concedei-nos que participando de suas Dores, gozemos do precioso fruto do Sangue de vosso Filho, que convosco vive e reina, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó Maria suavíssima, e minha Mãe misericordiosíssima, apressai-Vos em me socorrer em todas as moléstias, que me oprimem neste mundo, pois, só de Vós espero o seu alívio. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Sexta Dor

Quando a Senhora recebeu nos braços o cadáver de seu Divino Filho. Depositado o Santo Cadáver nos braços de Maria Santíssima, considera, alma devota, o que se passaria no Coração da Senhora. Que impressão causaria nele o espetáculo mais lastimoso que podia dar-se!… era Aquele o seu adorado Filho… o seu Deus!… Que ósculos tão ternos! Que lágrimas tão ardentes, misturadas com o Sangue do amado Filho! Pegada tinha a Sua face ao Santo Lado, e rios de lágrimas banhavam o Sacrossanto Cadáver. Compadece-te, pois, do que vês, minha alma; compadece-te, que não sabes nem podes formar uma ideia do que neste passo padeceu aquele Coração: e quando te sentires ferida com alguma dor veemente, compara-a com esta dor, e te parecerá pequena; oferece-a em seu obséquio e se te converterá em alegria.

Oremos: Onipotente Senhor, que depois de completa a Redenção do mundo, quisestes que fosse depositado nos braços da sempre Virgem Maria o preço de nosso resgate; concedei-nos pelas suas lágrimas, que A veneremos com tanta compaixão, que mereçamos gozar do fruto precioso do Divino Sangue. Amém.

Ó Maria augustíssima, e minha Mãe amorosíssima, pois que tão prontamente socorreis aos que Vos invocam, concedei-me a dita do vosso soberano amparo, o qual Vos suplico de todo o coração. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



A Sétima Dor

Na Soledade da Senhora. Recolhendo-Se a mãe de Deus ao Cenáculo, depois de dar à sepultura o Santíssimo Corpo de seu Filho, considera a triste solidão em que se veria a Senhora. Então é, que Lhe voltaram à lembrança todos os passos da vida, todos os tormentos da Morte de seu Filho: então, o afeto de Mãe, o conhecimento altíssimo da Divindade, o trato de trinta e três anos, o ardentíssimo desejo da hora de Deus, todos estes afetos estariam crucificando aquele Coração. Ah, e que saudade! Ela desejaria poder penetrar até os abismos para ter a consolação de acompanhar Aquela bendita Alma; desejaria ter ao menos nos braços o Santo e lastimoso Cadáver, que o sepulcro escondia; mas, via-Se sem o seu Filho, sem o seu Deus, sem a Alma de Jesus, sem o seu Corpo! Ó que solidão! Que Tormento! Que saudade! Aprende daqui, alma aflita, a confortar-te na ausência dos teus amigos e parentes; consola-te, que tudo isso é nada, se não perderes a Deus. És feliz, embora tudo percas, conquanto, que sempre tenhas o teu Deus.

Oremos: Onipotente e Eterno Senhor, que no tríduo da Morte de vosso Unigênito, deixastes penar o Coração da Bem-aventurada Virgem Maria, sua Mãe, com uma saudade crudelíssima; concedei-nos, pelos seus merecimentos e sua intercessão, que dignamente A acompanhemos em suas lágrimas, para que depois A possamos acompanhar na alegria e gozo, de ver a seu Filho e Salvador nosso, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Ó Maria Imaculada, e minha Mãe liberalíssima, enriquecei a minha pobre alma com as pedras preciosas das vossas virtudes, e dai-me a graça, para que nelas Vos imite com fervor, ternura e devoção. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.


BÔNUS



Oração a Nossa Senhoras das Dores5

Ó Mãe de Dores, Rainha dos Mártires, tanto chorastes o vosso Filho, morto pela minha salvação! Mas, de que me servirão vossas lágrimas, se tiver a desgraça de me condenar? Ah, pelos merecimentos das vossas dores, obtende-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida, com uma contínua e terna compaixão pelos sofrimentos de Jesus e pelos vossos. Se Jesus e Vós, bem que inocentes, sofrestes tanto por mim, obtende-me, pois que merecia estar no Inferno, sofrer também pelo vosso amor. Ó minha Soberana, dir-Vos-ei com São Boaventura, se Vos ofendi, a justiça exige que firais o meu coração; se Vos servi, peço-Vos as mesmas feridas como recompensa. Porquanto, vergonhoso seria para mim não ter que sofrer, vendo a Jesus e a Vós transpassados pela espada da dor. Enfim, ó minha Mãe, pela pena que experimentastes quando o vosso divino Filho, Vítima de tantos sofrimentos, inclinou a cabeça e expirou ante os vossos olhos na Cruz, suplico-Vos que me obtenhais uma boa morte. Por piedade, ó Advogada dos pecadores, não deixeis de assistir a minha alma na aflição e combate da terrível passagem desta vida para a eternidade; e como a palavra e voz me faltarão talvez então para pronunciar o vosso nome, assim como o de Jesus, nomes que são todas as minhas esperanças, peço, desde já, a vosso Filho e a Vós, me venhais socorrer nessa última hora, e digo: Jesus e Maria, eu Vos recomendo a minha alma. Assim seja.

Ó Maria gloriosíssima, e minha Mãe sapientíssima, esclarecei as trevas da minha alma com a vossa luz celestial, e suavizai a secura de meu interior, de sorte que viva consolado com Deus, e persevere constante no seu serviço. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



Oração a Nossa Senhora das Dores6

(do Venerável Domingos Passionista)


Ó Virgem Maria, Mãe de Deus, Mártir de dor e de amor, permiti que eu venha neste momento trazer-Vos uma reparação pelos ultrajes, e sacrilégios de que foi Vítima o vosso divino Filho, e prostrando-me a vossos pés me compadeço das cruéis dores que sofrestes e Vos agradeço esse amor infinito que Vos levou a sacrificar pela minha salvação o fruto do vosso seio, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Intercedei junto ao Pai e a seu Filho, para que eu possa alcançar todas as graças indispensáveis à reforma integral dos meus costumes, para que eu, perseverando no vosso Amor, nunca mais torne a ofender-Vos, ó Jesus, ó meu Salvador, e mereça gozar convosco da eterna Bem-aventurança do Céu. Assim seja.

Ó Maria Santíssima, e minha Mãe amantíssima, mostrai que o sois na última hora de minha vida, isto é, na hora de minha morte, suavizando-me as suas amarguras com a vossa companhia suavíssima, e favorecendo-me, então, com vosso amparo, de sorte que vá convosco cantar logo no Céu eternamente as Divinas misericórdias. Amém.

* Recite-se uma Ave Maria em honra das sete dores de Nossa Senhora.



Oração Final a Virgem Maria

Oremos: Ó Santíssima Mãe de Deus, Virgem Maria, minha Senhora clementíssima, Gozo de todos os Santos, Consolação de todos os miseráveis, Refúgio de todos os necessitados, lembrai-Vos, Soberana Rainha de todas as criaturas, que jamais se tem ouvido, que deixásseis de socorrer e consolar a quem Vos invocou, e chamou, remediando com as vossas misericórdias as suas misérias; e assim, com esta grande confiança venho aos vossos pés a suplicar-Vos que não me negueis a vossa graça e amor, porque depois de Deus, em Vós tenho posto toda a minha confiança, como em única e suma esperança da minha salvação. Aceitai-me hoje e toda a minha vida, como misericordiosa Mãe, debaixo da vossa proteção e do vosso amparo; entrego-me em vossas piedosas mãos, esperando que me olheis sempre com os vossos piedosos olhos de misericórdia, consolando-me e remediando-me em todas as minhas angústias, misérias, trabalhos e necessidades espirituais e temporais de minha vida, segundo a vossa santíssima vontade e do vosso Santíssimo Filho.

Concedei-me este favor, e com ele também o que Vos peço nesta Novena, que consagro ao vosso culto, e dedico à vossa veneração. Lembrai-Vos, que se as vossas virtudes Vos levantaram a serdes digna Mãe do mesmo Deus, foi para que melhor amparásseis com a valia do vosso poder aos afligidos e necessitados. Ouvi, pois, meus ardentes suspiros que sobretudo se encaminham a pedir-Vos que me consigais um ardentíssimo amor a Vós, e fervoroso zelo da vossa honra; e na hora de minha morte, dignai-Vos de me assistir, de me defender, e de me alcançar a graça final, para que pelos vossos inefáveis merecimentos e poderosa intercessão, e pelo Mistério de vossas admiráveis Dores, mereça ir ver-Vos, louvar-Vos e gozar vossa companhia suavíssima no Céu, diante de vosso Santíssimo Filho, que com o Pai, e o Espírito Santo vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém.



HINO: Estava a Mãe Dolorosa7

1. Estava a Mãe dolorosa – Ao pé da Cruz, lacrimosa, - : Enquanto o Filho pendia:/

Estrib.: Mãe de Jesus, transpassada – De dores ao pé da Cruz! : Rogai por nós:/ a Jesus!

2. Quão triste, oh! quão aflita, - Esteve a sempre bendita, - : A Mãe de Nosso Senhor.:/

3. Quem não se entristecera – E não se compadecera - : Da Mãe tão penalizada! :/

4. Ó Santa Mãe, dai-me isto: - Trazer as Chagas de Cristo - : Gravadas no coração! :/



Ladainha de Nossa Senhora8

(Atualizada)


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus. tende piedade de nós.


Santa Maria, rogai por nós.

Santa Mãe de Deus,

Santa Virgem das Virgens,

Mãe de Jesus Cristo,

Mãe da Igreja,*9

Mãe de misericórdia,*10

Mãe da divina graça,

Mãe da esperança,*

Mãe puríssima,

Mãe castíssima,

Mãe imaculada,

Mãe intacta,

Mãe amável,

Mãe admirável,

Mãe do bom conselho,

Mãe do Criador,

Mãe do Salvador,

Virgem prudentíssima,

Virgem venerável,

Virgem louvável,

Virgem poderosa,

Virgem clemente,

Virgem fiel,

Espelho de justiça,

Sede de sabedoria,

Causa da nossa alegria,

Vaso espiritual,

Vaso honorífico,

Vaso insigne de devoção,

Rosa mística,

Torre de Davi,

Torre de marfim,

Casa de ouro,

Arca da aliança,

Porta do céu,

Estrela da manhã,

Saúde dos enfermos,

Refúgio dos pecadores,

Conforto dos migrantes,*

Consoladora dos aflitos,

Auxílio dos cristãos,

Rainha dos anjos,

Rainha dos patriarcas,

Rainha dos profetas,

Rainha dos apóstolos,

Rainha dos mártires,

Rainha dos confessores,

Rainha das virgens,

Rainha de todos os santos,

Rainha concebida sem pecado original,

Rainha elevada ao céu,

Rainha do sacratíssimo rosário,

Rainha da família,*11

Rainha da paz,


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais aos vossos servos perpétua saúde de alma e de corpo; e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


_______________________

1.  *Os fiéis, que em qualquer tempo do ano, fizerem, em público ou em particular, uma Novena em honra de Nossa Senhora, em alguma das seguintes onze festas: Imaculada Conceição, Natividade, Apresentação no Templo (21 de Novembro), Anunciação, Visitação, Maternidade (25 de Dezembro), Purificação, Dores, Assunção, S. José e seu Patrocínio, Santo Rosário, lucram indulgência em cada dia; plenária no curso de cada Novena, ou num dos oito dias, que imediatamente se lhe seguem, contanto que se confessem, comunguem e orem segundo as intenções da Santa Igreja (S. C. I. 26 de Novembro de 1876). **Concede-se indulgência parcial ao fiel que assistir devotamente às Novenas públicas que se fazem antes das solenidades do Natal, de Pentecostes e da Imaculada Conceição (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, n. 34, p. 58. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990).

2.  “Manual das Missões e Devocionário Popular”, por um Presbítero da Congregação da Missão, Cap. “Devoções em Honra de Maria Santíssima”, pp. 266-278. 1908.

3.  Concede-se indulgência parcial ao fiel que faça devotamente o Sinal da Cruz, proferindo as palavras costumeiras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito. Amém. (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Concessão 55, p. 65. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990).

4.  Indulgenciada. Pio VII, 14 de Janeiro de 1815.

5.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.SS.R., Parte Quarta, Art. 4, § 4, pp. 626-627. Imprimé par les Etablissemente Casterman, S.A. Tournai (Belgique), 1921.

6.  “O Meu Livro”, Manual da Arquiconfraria da Sagrada Paixão de N. S. Jesus Cristo, Parte Terceira, pp. 173-174.

7.  “Cantate Domino” – Coleção de Hinos e Cânticos Sacros para uso das Igrejas da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, nº 222, pp. 98-99. 15/08/2014.

8.  Com indulgência parcial são enriquecidas as ladainhas aprovadas pela Autoridade competente. Sobressaem-se entre elas as seguintes: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e de Todos os Santos. (Manual das Indulgências – Normas e Concessões, n. 29, p. 54. 2ª Edição, Editora Paulos, São Paulo/SP, 1990).


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