BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Papa e os Sinais no Céu da África


 

Novembro 22, 2011.



O Vaticano está atônito, e até mesmo embaraçado; pois na viagem a África, que acaba de terminar, segundo muitos fiéis sem contato entre si, teriam ocorrido no céu fenômenos se­melhantes aos que foram verificados durante as aparições mais famosas do século pas­sado, como Fátima e Tre Fontane. Um parente de um bispo teria produzido uma docu­mentação fotográfica ou vídeo do evento, que teria sido entregue ao Secretário de Esta­do, o Cardeal Tarcisio Bertone.

No dia seguinte à missa celebrada por Bento XVI no Estádio de l’Amitié, em Cotonou, até os bispos de Benim se questionaram sobre o extraordinário fenômeno que permitiu, às 8 horas da manhã, aos 80.000 fiéis presentes, ver juntos a lua e o sol, um evento raríssimo na África naquela latitude, o que causou grande assombro na multidão, como disse aos jornalistas o diretor da sala de imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi. Ainda mais porque não poucos fiéis disseram ter visto também o sol se mover e brilhar sem ofuscar, de modo a poder olhá-lo por um bom tempo sem problemas (mesmo os que bai­xavam os olhos e os levantavam não tinham nenhum incômodo visual).

Um fenômeno interpretado pelos africanos como um prodígio devido à presença do Papa, mas que também perturbou a mídia e muitos bispos, até porque, pelo que soubemos, não foi um fato isolado, mas se repetiu outras vezes ao longo da visita. Dom René-Marie Ehu­zu, Bispo de Porto Novo e Presidente da Comissão Pastoral Social da Conferência Epis­copal de Benim, também responsável pela organização da visita papal no país, declarou à AGI que “na tarde de sábado, quando o Papa, a caminho da paróquia de Santa Rita, na periferia de Cotonou, parou para saudar e abençoar os doentes do hospital localizado nas proximidades, se verificou um fenômeno semelhante, tanto que os hóspedes do hospital quiseram ir para a capela para uma oração de agradecimento”. Por todos os três dias da visita — afirmou o prelado — há testemunho de eventos similares e fotos tiradas com os celulares de testemunhas, em alguns casos sacerdotes. Pessoalmente não posso dar uma explicação, mas excluo que se trate de um fenômeno de histeria coletiva”.

A lua está agora muito perto do sol (uma pequena crescente visível antes da alvorada), por isso é impossível vê-la junto com o sol, isto é, quando ele está alto no céu. Se era vi­sível, é evidente que a claridade do sol foi temperada, precisamente como dizem as teste­munhas. Há uma clara analogia com os muitos milagres solares ligados às aparições de Nossa Senhora”, comenta por sua vez um perito no blog “Amici di Papa Ratzinger” e, na discussão que se abriu, os fiéis italianos concordam com os seus companheiros na África, outros posts afirmando, de fato, que se tratou de um milagre: “O Papa trouxe a luz de Cristo”. “Sem a proteção e a força que vem de Deus, como ele poderia superar estes seis anos e meio de ataques ferozes?”, se pergunta Laura; e um anônimo comenta: “Jesus nos diz que o Reino de Deus está entre nós, e não o diz apenas em palavras, mas tam­bém através de sinais e prodígios. Deus, com esta Sua intervenção divina,    nos chama à esperança à conversão”.

Como se sabe, o “milagre do sol” ocorreu em Fátima na sequência das aparições maria­nas e mais vezes em Roma, em Tre Fontane. Na Cova da Iria, onde rezavam os pastori­nhos, em 13 de outubro de 1917 – relatam as crônicas — o sol apareceu como uma gi­gantesca roda iridescente, que girava e irradiava cores múltiplas. Ele parou três vezes e então parecia se destacar do firmamento para se precipitar sobre a terra. Um fenômeno extraordinário, semelhante ao que ocorreu em Portugal, foi visto por milhares de fiéis em Tre Fontane em 12 de abril de 1947 e se repetiu em 1968 e 1980 (enquanto em Fátima uma réplica teria ocorrido no último 13 de maio). Em Tre Fontane, o disco solar inicialmen­te se comportou como em Fátima (exceto o fenômeno de parecer prestes a cair sobre a terra), mas em um segundo momento tomou a cor de uma hóstia, como se fosse coberto por uma gigantesca hóstia. Uma nota privada de Pio XII publicada recentemente pelo vati­canista Andrea Tornielli testemunha um episódio análogo nos jardins do Vaticano, que, em 1950, foi interpretado pelo Papa Pacelli em seu coração como uma confirmação da valida­de do dogma da Assunção de Maria, que estava prestes a proclamar.



Papa Denuncia Mortes de Crianças e Idosos
Associadas à Feitiçaria em África

De Cristina Fernandes Ferreira (LUSA) – 29/10/2011 

Cidade do Vaticano, 29 out (Lusa) - O papa Bento XVI denunciou hoje as mortes de crian­ças e idosos associadas à feitiçaria em determinadas regiões da África durante as três se­manas de sua segunda viagem aquele continente.

"O coração dos batizados está por vezes dividido entre o Cristianismo e as tradições afri­canas", disse Bento XVI à bispos de Angola e de S. Tomé e Príncipe durante a visita "ad limina", a tradicional visita que os bispos de determinado país efetuam cada cinco anos ao Vaticano.

"Aflitos com os problemas da vida, não hesitamos em recorrer à práticas que são incom­patíveis com o caminho de Cristo. Os abomináveis efeitos são a marginalização e mesmo a morte de crianças e de idosos condenados pelas falsas percepções da feitiçaria", acres­centou num discurso divulgado pela assessoria de imprensa da Santa Sé.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Aviso aos Religiosos


O Retrato de um Religioso Relaxado
Missa
(sem comentários)

Refleti bem no que vos digo. Se, vos comprazendo em vós mesmo, deixais o orgulho, a presunção, a vanglória dominar vossa razão; se vos atreveis a seguir com ousadia vossos senti­dos e desprezar o que é humilde e simples, não sois, então, um servo de Jesus Cristo.

Se não repelis com todas as vossas forças todos os movimentos de inveja, de ódio, de amargura, de indignação; se não abafais cuidadosamente os juízos temerários, as queixas pueris, as murmurações culpadas, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, quando uma vez nasceu uma discórdia entre vós e vosso irmão, não procurais imedia­tamente reconciliar-vos com ele; se não esqueceis depressa a injúria que vos feriu, e que, pelo contrário, conservais em vosso coração um desejo de vingança, um secreto ressentimento, uma menos sincera afeição para com vosso próximo, ou que lhe deixais notar algum sinal de aversão; se hesitais mesmo em assisti-lo nas suas necessidades, quando uma ocasião se apre­senta, não sois um servo de Jesus Cristo, não sois um cristão, sois desprezível diante de Deus.

Se, depois de haver caído, envergonhais de vos acusar e de confessar simplesmente vossa falta; se não recebeis com paciência e humildade as repreensões, os conselhos, as peni­tências que vos serão impostas, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, não obedeceis com prontidão e fidelidade em tudo que não é mal, a vosso pai espiri­tual; se lhe negais o respeito e amizade que lhe são devidos, como ao representante de Deus mesmo, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, faltais voluntariamente ao Ofício Divino e aos outros exercícios que são de obrigação; se não assistis a esse serviço divino com atenção e reverência, não sois um servo de Jesus Cris­to.

Se, negligenciando o interior, não vos ocupais senão do exterior; se, preenchendo com o coração frio e unicamente por hábito, os deveres da religião, vós vos contentais com arrastar com indolência ao pé dos altares um corpo cansado dos santos exercícios, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, as leituras piedosas e outros atos espirituais não vos ocupam totalmente; se vossa alma, agrilhoada pelas coisas que passam, ou abatida pelo peso delas, não se eleva senão rara­mente aos bens eternos, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, por uma delicadeza insensata, desejais hábitos luxuosos, leitos fofos e todas essas frívolas consolações da carne, incompatíveis com a vida que abraçastes e com os exemplos que ela vos obriga a dar; se, desejoso do repouso do corpo, recusais suportar por amor de Deus o tra­balho e a pena, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, a solidão e o silêncio vos pesam, e lhes prefirais as conversas ociosas, os risos de­sordenados, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, vos queixais às pessoas do século; se apreciais, aborrecido deste retiro que vós mes­mo escolhestes, a vagar pelas cidades e vilas, não sois um servo de Jesus Cristo.

Se, desprezais alguma das observâncias de nossa santa religião, embora sejam de pou­ca importância, e que as transgredis voluntariamente, não sois um servo de Jesus Cristo.

Numa palavra, se procurais no convento outra coisa que não seja Deus, e não vos inquie­tais seriamente, com todos os vossos esforços, em galgar a perfeição, não sois um servo de Je­sus Cristo”(Ven. Abade Luiz de Blois, O.S.B., “Guia Espiritual ou Espelho das Almas Religiosas”, Cap. I, Ponto 2, pp. 23-26, Ed. Vozes, Petrópolis, 1925).

CONTRA A FACEIRICE PROVOCANTE DAS MULHERES.



"Em nome de que, poderemos excluir uma moça da classe das mulheres perdi­das e de seu convívio, se o seu proceder é igual ao delas, se abusa, como elas, do cora­ção dos jovens, se rivaliza com elas em petulância e despudor, se ma­nipula os mesmos venenos, enche as mesmas taças, prepara a mesma cicuta? Ela não diz, certamente: 'Vem, embriaguemo-nos de amor'(Prov. 7, 18), nem 'Perfumei a minha cama com mirra, aloés e cina­momo'(Prov. 7, 17). Oxalá fosse realmente a tua cama, e não as tuas vestes e o teu corpo! As mulheres perdidas escondem suas seduções na sua morada; tu, vais por toda a parte armando ciladas, passeias pela praça pública dando rédeas soltas à volúpia. Mas se nada disseste, se não profe­riste como a prostituta: 'Vem, embriaguemo-nos de amor', se não o fizeste com os teus lábios, fizeste-o com as tuas atitudes; tua boca não disse nada, mas teu andar falou; tua voz não chamou, mas teus olhos chamaram com mais clareza que a voz.

Se, depois de teres chamado, não te deste, não estás por isto isenta de cul­pa. tra­ta-se de uma fornicação de outra espécie. Permaneceste pura corporalmen­te, mas não quanto à alma; a falta foi por ti consumada inteiramente, senão pelos contatos carnais, pelo menos pelos olhares. E, diz-me, por que chamas os passan­tes? Por que acendes a chama do desejo? Como julgas estar pura de pecado, se és a causa de que ele seja intei­ramente cometido? Daquele que se deixou levar pe­las tuas artimanhas, fizeste um perfeito adúltero; como, pois, se tua obra está ma­culada pelo adultério, não serias tu mesma adúl­tera?"

____________________

Fonte: São João Crisóstomo, "As Mulheres Consagradas a Deus não Devem habitar com ho­mens, 1"; sermão coletado da obra "O Esplendor Cristão - São João Crisósto­mo", Vol. I, Part. II, Cap. II − A Sensualida­de, pp. 63-64, 1978, da Fundação S. João Crisóstomo, Rio de Janeiro, 1978.

Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...