BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Bento XVI é Uma das Maiores Inteligências do Mundo Atual.


Resigatio

 

Roma, 14 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org). Alejandro Ridruejo Martínez


Publicamos a seguir o testemunho pessoal sobre o papa Bento XVI escrito pelo médico espanhol Alejandro Ridruejo Martínez, ex-presidente da Irmandade Médico-Farmacêutica dos Santos Cosme e Damião, que conheceu o pontífice pessoalmente em um congresso da Federação Mundial de Médicos Católicos.


Tinha pensado em escrever muito pouco este ano. Entre os vários motivos, por estar ocupado na edição de um livro simples, que reúne a maioria dos artigos que já publiquei.

Recebi a notícia depois da missa na pequena capela da enfermaria dos padres carmelitas descalços de Burgos.

Conheci pessoalmente o papa faz quatro anos, graças a um congresso organizado pela Federação Mundial de Médicos Católicos, que é presidida pelo jovem médico espanhol José María Simón Castellví, meu bom amigo. O congresso tratava da doação de órgãos.

Já comentei sobre este congresso, mas não me importo em repetir alguns detalhes.

Bento XVI nos recebeu na Sala Clementina por volta de meio-dia e meia e nos falou sobre a grandeza da gratuidade na doação de órgãos humanos e sobre o perigo da perversão através do dinheiro.


Os alemães o consideram hoje o alemão mais inteligente. Ele pode ser uma das maiores inteligências do mundo atual. Várias vezes, foi confirmado que ele estava acima de todos os que o rodeavam no Vaticano, o que, para mim, era um grande motivo de alegria e de tranquilidade, em particular por saber que ele sofreu a traição dos próprios colaboradores. Aliás, acho que ali começou o verdadeiro deteriorar-se físico dessa pessoa com antecedentes de ictus cerebral e com 85 anos de idade. Não nos esqueçamos da grande valentia que ele teve ao perseguir a pederastia na Igreja, nem de que devemos seguir o seu exemplo ao abordar este problema, que foi outro grande desgosto para a sua personalidade sensível.


Bento XVI, muito conhecido pela quantidade de escritos e como homem livre e humilde, também deixou escrita a possibilidade da renúncia do papa, por razões de idade, doença, falta de forças; como pessoa coerente, ele toma uma decisão muito respeitável.

Com toda gratidão e carinho,

Alejandro Ridruejo Martínez


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nas Atuais Circunstâncias o Melhor a Fazer é irmos à São José.





Oração a São José[1]

Formulada pelo Santo Padre Leão XIII
na Encíclica QUAMQUAM PLURIES[2],
de 15 de Agosto de 1889,
sobre a Devoção a São José.


Oremus:

Ad te, beate Joseph, in tribulatione nostra confugimus atque implorato Sponsae tuae sanctissimae auxilio, patrocinium quoque tuum fidenter exposcimus.

Per eam, quae sumus, quae te cum immaculata Virgine Dei Genitrice conjunxit caritatem, perque paternum, quo Puerum Jesum amplexus es, amorem, supplices deprecamur, ut ad hereditatem quam Jesus Christus acquisivit sanguine suo, benignus respicias, ac necessitatibus nostris tua virtute et ope succurras.

Tuere, o custos providentissime divinae Familiae, Jesus Christi sobolem electam; prohibe a nobis, amantissime Pater, omnem errorum ac corruptelarum luem; propitius nobis, sospitator noster fortissime, in hoc cum potestate tenebrarum certamine a coelo adesto; et sicut olim Puerum Jesum e summo eripuisti vitae discrimine, ita nunc Ecclesiam sanctam Dei ab hostilibus insidiis atque ab omni adversitate defende: nosque singulos perpetuo tege patrocinio, ut ad tui exemplar et ope tua suffulti, sancte vivere, pie emori, sempiternamque in coelis beatitudinem assequi possimus. Amen.[3]

Oremos:

Ó Bem-aventurado São José, a Vós recorremos na nossa tribulação, e implorando o socorro de vossa Santíssima Esposa, pedimo-vos também com toda a confiança o vosso patrocínio.

Por aquele afeto que vos uniu com a Imaculada Virgem, Mãe de Deus, e pelo paternal amor com que abraçastes a Jesus Menino, nós vos rogamos e vos suplicamos submissamente que olheis compadecido para a herança que Jesus Cristo adquiriu com seu Sangue e que nos assistais nas nossas necessidades com o vosso poder e auxílio.

Ó providentíssimo guarda da divina Família, amparai os filhos escolhidos de Jesus Cristos; afastai de nós, ó Pai amorosíssimo, todo o contágio de doutrinas errôneas e de corrupção; ó nosso poderosíssimo protetor, assisti-nos lá do Céu neste combate com o poder das trevas; e assim como livrastes outrora o Menino Jesus de um grande perigo de vida, assim agora defendei a Santa Igreja de Deus das insídias dos seus inimigos e de todas as adversidades e a cada um de nós protegei perpetuamente com o vosso patrocínio, para que, fortalecidos com a vossa assistência possamos viver santamente, morrer piedosamente e alcançar a bem-aventurança eterna no Céu. Assim seja.


Versão atualmente conhecida:

A Vós, São José, recorremos em nossas tribulações e (depois de ter invocado o auxílio de Vossa Santíssima Esposa), cheios de confiança solicitamos o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de Caridade, que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu Sangue e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo, afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Assim seja.[4]



[1]   Joia da Alma Piedosa, pp. 145-148; com aprovação do Arcebispo Primaz de Braga, D. Antônio José de Freitas Honorato; Editores-Tipógrafos da Santa Sé Apostólica Benziger & Co., em Einsiedeln, Suíça, 1892.
[3]   Ganham-se 7 anos e 7 quarentenas por cada vez que devotamente se rezar. (Nota: era até então)
[4]   Versão utilizada em toda a Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, Campos, RJ.


Artigo do Pe. Paulo Ricardo sobre a Renúncia de Bento XVI.



Non prævalebunt!


Na manhã deste dia 11 de fevereiro, memória de Nossa Senhora de Lourdes, fomos colhidos pela notícia espantosa de que o Santo Padre, o Papa Bento XVI, renunciou ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro.

Em discurso ao Consistório dos Cardeais reunidos diante dele, o Papa declarou que o faz "bem consciente da gravidade deste ato" e "com plena liberdade".

É evidente que a renúncia de um Papa é algo inaudito nos tempos modernos. A última renúncia foi de Gregório XII em 1415. A notícia nos deixa a todos perplexos e com um grande sentimento de perda. Mas este sentimento é um bom sinal. É sinal de que amamos o Papa, e, porque o amamos, estamos chocados com a sua decisão.

Diante da novidade do gesto, no entanto, já começam a surgir teorias fabulosas de que o Papa estaria renunciando por causa das dificuldades de seu pontificado ou que até mesmo estaria sofrendo pressões não se sabe de que espécie.

O fato, porém, é que, conhecendo a personalidade e o pensamento de Bento XVI, nada nos autoriza a arriscar esta hipótese. No seu livro Luz do mundo (p. 48-49), o Santo Padre já previa esta possibilidade da renúncia. Durante a entrevista, o Santo Padre falava com o jornalista Peter Seewald a respeito dos escândalos de pedofilia e as pressões:
Pergunta: Pensou, alguma vez, em pedir demissão?
Resposta: Quando o perigo é grande, não é possível escapar. Eis porque este, certamente, não é o momento de demitir-se. Precisamente em momentos como estes é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis. Este é o meu pensamento. É possível demitir-se em um momento de serenidade, ou quando simplesmente já não se aguenta. Não é possível, porém, fugir justamente no momento do perigo e dizer: "Que outro cuide disso!"
Pergunta: Por conseguinte, é imaginável uma situação na qual o senhor considere oportuno que o Papa se demita?
Resposta: Sim. Quando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão.

Ou seja, o próprio Papa reconhece que a renúncia diante de crises e pressões seria uma imoralidade. Seria a fuga do pastor e o abandono das ovelhas, como ele sabiamente nos exortava em sua homilia de início de ministério: "Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos" (24/04/2005).

Se hoje o Papa renuncia, podemos deduzir destas suas palavras programáticas, é porque vê que seja um momento de serenidade, em que os vagalhões das grandes crises parecem ter dado uma trégua, ao menos temporária, à barca de Pedro.

Podemos também deduzir que o Santo Padre escolheu o timing mais oportuno para sua renúncia, considerando dois aspectos:

1. Ele está plenamente lúcido. Seria realmente bastante inquietante que a notícia da renúncia viesse num momento em que, por razões de senilidade ou por alguma outra circunstância, pudéssemos legitimamente duvidar que o Santo Padre não estivesse compos sui (dono de si).

2. Estamos no início da quaresma. Com a quaresma a Igreja entra num grande retiro espiritual e não há momento mais oportuno para prepararmos um conclave através de nossas orações e sacrifícios espirituais. O novo Pontífice irá inaugurar seu ministério na proximidade da Páscoa do Senhor.

Por isto, apesar do grande sentimento de vazio e de perplexidade deste momento solene de nossa história, nada nos autoriza moralmente a duvidar do gesto do Santo Padre e nem deixar de depositar em Deus nossa confiança.

Peçamos com a Virgem de Lourdes que o Senhor, mais uma vez, derrame o dom do Espírito Santo sobre a sua Igreja e que o Colégio dos Cardeais escolha com sabedoria um novo Vigário de Cristo.

Nosso coração, cheio de gratidão pelo ministério de Bento XVI, gostaria que esta notícia não fosse verdade. Mas, se confiamos no Papa até aqui, porque agora negar-lhe a nossa confiança? Como filhos, nos vem a vontade de dizer: "não se vá, não nos deixe, não nos abandone!"

Mas não estamos sendo abandonados. A Igreja de Cristo permanecerá eternamente. O que o gesto do Papa então pede de nós, é mais do que confiança. Ele nos pede a fé! Talvez seja este um dos maiores atos de fé aos quais seremos chamados, num ano que, providencialmente, foi dedicado pelo próprio Bento XVI à Fé.

Fé naquelas palavras ditas por Nosso Senhor a São Pedro e a seus sucessores: "As portas do inferno não prevalecerão!" (Mt 16, 18).

Estas palavras permanecem inabaláveis através dos séculos!

Autor: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
11/02/2013 13:01


 

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