BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ESPÍRITO DO MUNDO.



"O mundo, no sentido em que fala Nosso Senhor, distingue-se da Carne e do Demônio.

É a alma absorvida em objetivos terrenos, com prejuízo de Deus, objetivos que em si mes­mos não são viciosos, mas que têm o inconveniente de obscurecer as verdadeiras perspectivas. Oficial­mente não se intima a Deus que se ponha fora da porta, mas praticamente é pô-Lo em segun­do plano pela importância que se dá a tudo o que não é Ele.

Uma das melhores definições do espírito do Mundo é dada pelo R. Pe. Faber: 'A mundani­dade, explica ele, consiste numa infinidade de coisas, que em si se poderiam permitir, mas que levam facilmente a um fim que não pode ser permitido, ou porque a acumulação de todas elas é má, ou porque tomam demasiado ascendente sobre as nossas afeições. Coisas que nada têm de mal em si, são condenáveis quando se interpõem en­tre Deus e nós, mil vezes detestáveis quando tomam o lugar de Deus em nossos corações'.


Nisso está a sua grande nocividade. No conflito de valores, a coisa que mais se es­quece é a importância relativa desses diferentes valores. Nisto não se digna refletir a maior parte dos homens, e o seu instinto leva-os o mais das vezes a prestar atenção às diferentes realida­des, em razão inver­sa da sua importância. O assunto dos pensamentos e das conversas será uma aventura escandalo­sa, ou então, o último romance em voga, as proezas de um cineasta ou de uma 'estrela'; e pelos maio­res acontecimen­tos, sobretudo se são religiosos e jogam com o fu­turo da Cristandade, não se toma­rá o menor interesse.

Ao mesmo tempo que faz esquecer as preocupações essenciais, o espírito do Mun­do ten­de a enfraquecer e até a corromper os caracteres: é a invasão da frivolidade.

Mesmo quando se tratar de Religião, o que dominará não será, por exemplo, o Culto a pres­tar a Deus, mas a satisfação de uma vaidade: serão os bailes de caridade, os casamentos que se ro­deiam de um esplendor mais digno de uma ópera, que de uma Cerimônia Religiosa.


Na vida de São Vicente Ferrer conta-se que em Toulouse se haviam organizado, para afastar graves flagelos, Procissões de Penitência e Cerimônias de Desagravo. Dessas Procis­sões vieram os pe­nitentes a aproveitar-se para se mostrarem nas suas paradas com trajes apro­priados, chegando em certa sociedade a introduzir-se o costume de se procurarem disciplinas com cabos de prata, a fim de se distin­guirem pelos instrumentos de Penitência, os ricos dos po­bres. Até onde se vai aninhar a vaidade!

A que escravidão não se vota quem se abandona a este espírito de vaidade! 'É costu­me assim. Então? O que se há de fazer?' Se é estúpido ou discordante, pouco importa. O que importa é o Mundo. Não vale a pena discutir.

Uma das primeiras companheiras de Santa Madalena − Sofia Barat, Fundadora das Da­mas do Sagrado Coração, Madame de Marboeuf, que tinha uma grande experiência do Mundo, dizia às novas re­ligiosas: 'Vós que deixastes o Mundo antes de o conheceres, julgais ter nis­so feito mui­to por Deus. Não sejais tão ufanas do vosso sacrifício. Se soubésseis o que é a escravidão do Mundo! É uma vida de galés. Não sejamos desses condenados às galés. Viva a nobre indepen­dência!" (R. Pe. Raul Plus, S.J., "Cristo no Lar", Liv. II, c, p. 207).

____________________________

Fonte:
Acessar o ensaio "Reminiscência sobre a Modéstia no Vestir" no link "Meus Documentos".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE O NAMORO.


 Condições do Namoro Lícito e de Deus
e as Características do Namoro Ilícito e do Demônio

Condições do Namoro bom e de Deus
 
1) Primeira condição do namoro de Deus, deve ser por intermédio e com pleno consenti­mento dos pais ou tutores, porque eles são os primeiros que desejam a felicidade de seus filhos.

2) O namoro é de Deus quando os namorados evitem toda familiaridade, liberdade ou in­timidade, respeitando-se como estranhos, querendo-se como irmãos e tratando-se com muito cui­dado e pouca confiança. Damos um exemplo: os bons namorados devem tratar-se como duas pessoas prontas a realizar um negócio de suma importância, dependendo dele ganhar grande for­tuna ou perdê-la totalmente...

3) O namoro é bom quando começa na idade adequada e conveniente. Estudando o caso praticamente e considerando o desenvolvimento da vida moderna, achamos que o rapaz deve entrar nos trâmites do casamento na idade de 25 anos, aproximadamente, e a moça na ida­de de 20, podendo alterar-se um ano mais ou menos, em caso de certa conveniência, aconse­lhando, ser mais e não menos.

Um dos motivos da determinação da idade é porque a mocidade de hoje em geral, deseja estudar e seguir carreira, sendo difícil ocupar-se nos assuntos do futuro antes de terminar o pre­sente. Existem outros motivos mas não é necessário pormenorizá-los nesta ligeira publicação. A experiência nos ensina que a maioria dos que namoram muito cedo, fracassam, num ou noutro caso; ou não acabam os estudos, ou acabam o pretendido casamento.

4) O namoro é excelente quando seu tempo será o mais breve possível porque a demora expõe os jovens a inumeráveis perigos. Ao nosso parecer, o namoro, não deve exceder de 3 me­ses, seguindo-se 3 meses de noivado e depois vem a preparação para o casamento, e todo esse tempo não deve passar de um ano.

5) O namoro é de Deus quando os pretendentes considerem, na sua escolha, em primei­ro lugar, as virtudes da alma, piedade do coração, a religiosidade e o temor de Deus, grandes fa­tores para a felicidade dos lares, porque uma pessoa que não ama a Deus e não respeita os Seus Mandamentos não poderá amar verdadeiramente uma criatura que o acompanhe nem respeitá-la continuamente.

6) O namoro será de Deus, quando os jovens seguem um ideal elevado, considerando que ambos vão seguir uma vocação divina para formarem um lar, para participarem mutuamente de, todos os acontecimentos da vida, e para viverem unidos toda a vida numa só alma e num só coração.

Características do Namoro diabólico

As características do namoro diabólico moderno são os seguintes:

1) Começa escondido dos pais.

2) Realiza-se sempre nos portões, nas praças, nas ruas e com preferência nos lugares afastados e escuros.

3) Executa-se de uma maneira bem artística nos cinemas e automóveis, desta maneira os namoros serão sempre em companhia do Demônio.

4) Para esta espécie de namoro não existe freio para as paixões.

5) Liberdade e mais liberdade, intimidades e mais intimidades, até ofender a moralidade e o pudor.

6) O namoro do Demônio não tem idade nem tempo. Pode começar desde 10 anos para não acabar nunca.

7) Os namoradores possuídos deste espírito não consideram ideal sobrenatural no Matri­mônio, nem virtude, nem religião, nem respeitam moral nem dignidade.

8) Os seguidores deste namoro, só se deixam levar pelos instintos, pelas paixões e pelos prazeres ilícitos.

Assim é a maioria dos namoros da sociedade moderna.

domingo, 16 de outubro de 2011

DO ÓDIO AO PRÓXIMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS.


São Nicéforo, Mártir.
(† 259 ou 260)

“Quando Valeriano e Galieno eram imperadores, viviam em Antioquia o Sacerdote Saprício e seu amigo íntimo Nicéforo. O Inimigo de todo o bem semeou cizânia, e a amizade dos dois transformou-se em inimizade acérrima. Algum tempo depois Nicéforo, caindo em si, procurou aproximar-se de Saprício, oferecendo-lhe plena satisfação do mal, que lhe reconheceu ter feito. Saprício, porém, não lhe quis perdoar; uma segunda tentativa, feita por intermédio de outros amigos, não teve melhor resultado. Ainda pela terceira e quarta vez Nicéforo procurou o ex-amigo, chegando a prostrar-se diante dele, dizendo: 'Pai, perdoai-me pelo amor de Deus!' Inútil esperança!

Saprício, esquecendo-se por completo do dever de cristão e Sacerdote, fechou o coração aos sentimentos de perdão.

Aconteceu que, ao mesmo tempo rebentasse em Antioquia uma terrível perseguição da Religião Cristã. Os cárceres enchiam-se de prisioneiros, cujo único crime consistia em serem cristãos, e muitos tiveram a morte gloriosa do martírio. Também Saprício foi preso e levado à presença do governador, o qual fez o seguinte inquérito:
  • – 'Como te chamas?'
  • – 'Chamo-me Saprício'.
  • – 'Tua profissão, qual é?'
  • – 'Sou cristão'.
  • – 'Não és sacerdote?'
  • – 'Sou'.
  • – 'Eis a ordem dos imperadores Valeriano e Galieno, segundo a qual todos aqueles que se dizem cristãos, devem sacrificar aos deuses imortais. Quem se negar a prestar esta homenagem, será condenado a torturas e multas, e, se não ceder, será morto'.
  • – Saprício respondeu: 'Nosso Rei é Cristo. Só Ele é o Deus verdadeiro, Criador do Céu, da terra e do mar. Os deuses dos pagãos, porém, são ídolos, que devem desaparecer do mundo, pois nenhum poder têm, visto serem feitos por mão humana'.
Em paga desta confissão, Saprício foi cruelmente torturado. O Mártir, porém, ficou firme na Fé e disse ao governador: 'Tens, apenas, poder sobre minha carne; minha alma está nas mãos de Jesus Cristo, Daquele que a formou. O governador, vendo que nada conseguia com torturas, condenou Saprício à morte pela espada. O sentenciado foi levado imediatamente ao lugar da execução. Nicéforo, sabendo o que acontecera, veio de encontro a Saprício, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: 'Mártir de Cristo, perdoe-me o que contra vós fiz!' Saprício nada respondeu. Nicéforo reiterou o pedido: 'Mártir de Cristo – assim falou a Saprício – perdoai-me o que em humana fraqueza contra vós fiz. Eis a coroa que Cristo vos oferece, em recompensa da Fé, que corajosamente confessastes, em presença de muitas pessoas'. Saprício ficou inflexível, e da boca não lhe saiu a palavra do perdão. Aconteceu, então, o que era de esperar: Deus, vendo seu Preceito desatendido pelo Seu ministro, retirou-lhe a Graça e a assistência na hora da morte. Quando chegaram ao lugar do suplício, Saprício recebeu ordem de ajoelhar-se. 'Por que devo ajoelhar-me?' Perguntou aos carrascos.
  • ➔ 'Para levar a efeito a execução', responderam.
  • ➔ 'Que fiz eu, para que deva morrer?'
  • ➔ 'Porque negaste sacrificar aos deuses, conforme ordenam os imperadores'.
  • ➔ 'Não quero morrer. Farei o que me mandarem e prestarei homenagem aos deuses'. 
Imediatamente foi posto em liberdade.

Outra vez apareceu Nicéforo e, vendo o grande escândalo que Saprício acabava de dar, dirigiu-se-lhe dizendo: 'Não peques, meu irmão, negando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Peço-te que não O abandones para que não percas a coroa, que já tinhas segura, como recompensa da tua fidelidade no martírio'. Saprício ficou insensível ainda diante deste último apelo. Para reparar a infidelidade de Saprício, Nicéforo apresentou-se dizendo: 'Sou Cristão e creio em Jesus Cristo, cujo Nome Saprício acaba de negar. Eis-me aqui, pronto para morrer em seu lugar'. Todos os circunstantes se admiraram da coragem de Nicéforo. Os algozes não se atreveram a pôr-lhe a mão, sem a autorização do governador. Esta não se fez esperar, e poucos minutos depois, rolou a cabeça de Nicéforo na arena, aos pés de Saprício e dos algozes, e sua alma, aureolada com a glória do martírio, voou para o Céu, para fazer parte do glorioso exército dos Mártires e cantar louvor ao Rei eterno, Jesus Cristo”.


Reflexões: 
  • O amor de Deus é inseparável do amor do próximo. 'Quem diz que ama a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso, e a verdade não está nele' (1ª Jo. 4, 20). Exemplo frisante desta verdade temos na história de Saprício, que perdeu a coroa do martírio, porque embora quisesse morrer pela Fé, não soube lançar do coração o ódio contra uma pessoa, que o ofendera. Quem odeia a seu irmão, não é amigo de Deus, por mais que insista em afirmá-lo. 
  •  Saprício era Sacerdote e, não obstante, perdeu a Fé e deu escândalo. Perante Deus não há acepção de pessoa. O estado sacerdotal, como tal, não é garantia nenhuma da felicidade eterna, e embora seja de todos os estados o mais santo e venerável, não santifica sem a cooperação pessoal de quem o abraçou. O pecado do Sacerdote é maior, maior é a responsabilidade do Sacerdote, porque maiores são as graças que recebe, mais clara é sua compreensão das coisas de Deus. Os fiéis devem rezar pelos Sacerdotes, para que Deus os conserve na Sua graça. Se um mau procedimento de um Sacerdote os escandalizar, como aconteceu a Nicéforo, que apesar de sua insistência não pode mover a Saprício, para que lhe perdoasse, procurem ignorá-lo, e lembrem-se que cada um responderá a Deus pelos seus atos. Entre os 12 Apóstolos houve um apenas, Judas. O exemplo deste por ninguém deve ser imitado, enquanto que muito nos deve animar, edificar e entusiasmar a virtude, a dedicação de um São Pedro, de um São João e demais Apóstolos.
__________________________________

(Rev. Pe. João Batista Lehmann, S.V.D., “Na Luz Perpétua”, Vol. 1, Festa de São Nicéforo, Mártir, 27 de Fevereiro, pp. 172-174, 5ª Edição, Ed. Lar Cristão, Juiz de Fora – MG, 1959).


“Quem não conhece em presença disto, que todas as obras que um cristão faz, se não procedem da caridade e amor de Deus e do próximo, não são agradáveis aos olhos do Senhor?

Os Gregos e os Latinos celebram a sua memória no dia de hoje (9 ou 27 Fevereiro)”.
_____________________________

(Rev. Pe. Croiset, S.J., “Ano Cristão”, Vol. II, 9 de Fevereiro, pp. 130-131, Tradução do Rev. Pe. Matos Soares, Porto, 1923).


“Não julgueis, e não sereis julgados;
não condeneis, e não sereis condenados.
Perdoai, e sereis perdoados.
Dai, e dar-se-vos-á;
no seio vos será lançada uma medida boa,
cheia, recalcada e abarrotada.
Porque, com a mesma medida
com que medirdes (para os outros),
será medido para vós”

(S. Luc. 6, 37-38).

Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...