BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O PAPA BENTO XVI FAZ ALERTA SOBRE A DEGRADAÇÃO SEXUAL.


Em nosso tempo, como já em épocas passadas, o eclipse de Deus, a difusão das ideologias contrárias à família e a degradação da ética sexual estão ligadas entre si”, alertou o Papa em seu discurso na manhã desta quinta-feira.

Em seu discurso, o Pontífice salientou que, em meio a esse “eclipse de Deus” e a crise na família, a nova evangelização depende, em grande parte, desta Igreja doméstica, que é a família cristã.

“A família é, de fato, o caminho da Igreja, porque é 'espaço humano' do encontro com Cristo. Os cônjuges 'não só recebem o amor de Cristo, transformada em comunidade salva, mas são também chamados a transmitir aos irmãos o mesmo amor de Cristo, tornando-se uma comunidade salvadora', disse.

O Santo Padre ressalta que a família fundada sob o sacramento do Matrimônio é atuação particular da Igreja, comunidade salva e salvadora, evangelizada e evangelizadora, chamada a acolher, irradiar e manifestar no mundo o amor e a presença de Cristo.

“O acolhimento e a transmissão do amor divino são realizadas na dedicação recíproca dos cônjuges, na procriação generosa e responsável, no cuidado e na educação dos filhos, no trabalho e nas relações sociais, na atenção aos necessitados, na participação das atividades eclesiais e no empenho civil”, reforçou.

Ele explica que, por meio de um caminho de conversão permanente sustentada pela graça de Deus, a família cristã, a medida que consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e aberta a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina.

Assim como seus predecessores, Bento XVI pediu, em diversas ocasiões, às famílias que sejam testemunhas vivas e evangelizadoras. Ao recordar seu encontro com casais e sacerdotes em Ancona (Itália), em setembro deste ano, o Papa salientou que a Ordem Sacra e o Matrimônio estão “à serviço da comunhão”.

“A família é riqueza para o casal, insubstituível bem para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para o caminho da Igreja”, disse o Papa em Ancona.

Para o Santo Padre, a família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, o melhor aliado do ministério sacerdotal. […] Nenhuma vocação é questão privada, nem mesmo a do matrimonio, porque o seu horizonte é a Igreja inteira.

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Fonte: Canção Nova.

O DOM DAS LÍNGUAS É UMA GRAÇA PERMANENTE OU TRANSITÓRIA?


Respostas dos Erros Modernos


► "Línguas de oração é Dom permanente pelo qual você será edifi­cado... Orar em lín­guas é Dom permanente. Falar em lín­guas é Dom transitório, só utilizado quando há uma un­ção... Línguas é o discur­so não-verná­culo do Espírito Santo que permanece sob o con­trole da pessoa. A pessoa sem­pre detém o controle... A oração em línguas está sem­pre sob o con­trole de quem fala e pode ser ‘ligada’ e ‘desligada’ à vontade... E nunca acontece que esse Dom fique fora do nosso controle. Ao contrário, ele está totalmente sob nosso contro­le, e quan­do falamos em línguas uma vez só, não precisamos nos entre­gar de novo para reco­meçar cada vez; o Dom é permanente...” (R. Pe. Ro­bert DeGrandis e Doug Gravili­des, ob. Cit.).

“... E, como precisamos sempre ser alimentados e construídos, te­mos neces­sidade de oração em línguas a vida inteira...”. No dom de línguas “a pessoa começa a fa­lar quando quer e para também quando quer” (R. Pe. Jonas Abib, ob. cit., PP. 60, 61, 64).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica



"E foram todos cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em vá­rias línguas, con­forme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At. 2, 4).

“As línguas cessarão...” (I Cor. 13, 8).

“Nos efeitos supracitados da Graça, há ainda outra diferença a ser consi­derada. Pois alguns desses efeitos são necessários para toda a vida do ho­mem, visto que sem eles não pode haver salvação, como: crer, esperar, amar e obede­cer aos Preceitos Divinos. E para es­ses efeitos é necessário existirem nos ho­mens algumas perfeições habituais de modo que me­diante elas possam agir no tempo oportuno. Outros efeitos, porém, não são necessários para toda a vida, mas apenas para determinados tem­pos e lugares, como, por exemplo, fazer Milagres, prever o futuro, etc. E, para estes, não são da­das perfeições habi­tuais, sendo apenas produzidos certos influxos Divinos, os quais cessam quando o ato cessa, e devem ser iterados quando necessária a iteração do ato, como por exem­plo, a mente do Profeta que é iluminada por nova luz em cada Revelação; e, também, em cada obra miraculosa deve haver nova eficá­cia da Virtude Divina” (S. Tomás de Aquino, “Suma Con­tra os Gentios”, Tom. II, Liv. III, Part. III, Cap. CLIV, nn. 3263-3269, 3277. c, 3279 – “De donis gratiae grati­as datae; in quo de divinationibus daemonum”).

“E não penseis que esses favores sejam contínuos” (S. Teresa d’Ávi­la, “Mor.”, VI, 9, 16).

“As Graças gratuitamente dadas... são, efetivamente, Dons gra­tuitos, extraor­dinários e transitórios” (Adolfo Tanquerey, ob. cit., nº 1514).

“O Dom das Línguas acabou-se (como Dom auxiliar na implanta­ção da Igreja pri­mitiva fren­te ao mundo pagão) com a primitiva Igreja, e passou com os fundadores Dela... Apareceram sobre os Apóstolos línguas de fogo, o qual fogo se assentou sobre Eles. De ma­neira que não foram as línguas que se assenta­ram, senão o fogo. E por que? Porque as lín­guas vieram de passagem, e passa­ram com a pri­mitiva Igreja; porém, o fogo das mesmas lín­guas, esse não passou, mas permaneceu, e ficou de assento. E que fogo de línguas é este? É o zelo e fervor ardente que tem e sempre tiveram os herdeiros do espíri­to apostóli­co, de saber, estudar, e aprender as línguas estranhas, para com elas pregar o Evange­lho, pro­pagar a Fé, e ampliar a Igreja” (Ven. Pe. Antônio Vieira, S.J., “Ser­mões – Exortação primeira em véspera do Espírito Santo”, Tom. V).

“A Igreja era, então, um Céu. O Espírito a dirigia como Dono, dirigia e ins­pirava a cada um de seus dignitários. Hoje não nos restam mais que os símbo­los e os vestígios desses Dons. De fato, também em nossos dias fala­mos cada um por seu turno, dois ou três, e quando um se cala o outro come­ça a falar. Mas estes, não são mais que sinais e um memorial do que acontecia então. Também quando oramos, o povo responde: ‘Com o teu Espírito’, como para sig­nificar que antes falava assim, movido, não por sua própria sabedoria, mas pelo Es­pírito. O que deixou de existir, ao menos por aquilo que me diz respeito” (S. João Crisósto­mo, “Com. In Cor.” Hom. 36, 4).

“Aquele que se batiza agora em Cristo e crê em Cristo, mas não fala em lín­guas de to­das as nações, deve-se crer que não recebeu o Espírito Santo? Longe de nos­so co­ração tão pérfi­da tentação. Certos estamos de que todo homem recebe o Espírito San­to e re­ceberá mais, quanto maior for o vaso da Fé que leve da Fonte. Portanto, se agora se re­cebe também o Espírito Santo, per­guntará al­guém: ‘Por que não fala ninguém as línguas de to­das as nações?’ Por­que a Igreja mesma fala já todas as línguas de todas as nações. Ao prin­cípio, só existia a Igreja numa nação, e nela falava as línguas to­das. Sinal do que acontec­eria no futuro. Sinal de que, espalhada por todas as nações, a Igreja chegaria a falar as lín­guas de to­das elas. O que não está dentro da Igreja, nem agora sequer recebe o Espírito San­to. Portan­to, cortado e separado da união de todos os mem­bros, união que é a que fala as lín­guas de to­dos, tem que renunciar ao Espírito, que mostre os sinais que então se mostravam... Responde-me ele: ‘Por que? Fa­las tu as línguas de todos?’ Falo-as, efetivamente, porque toda língua é minha, quer dizer, daquele corpo de que sou membro. A Igreja difundida pelas na­ções, fala to­das as línguas. A Igreja é o Corpo de Cristo, e desse Corpo tu também és mem­bro; consequentemente, deves crer que tu falas tam­bém todas as línguas. A unidade dos membros mantém sua perfeita concordância pela Caridade e pela Unidade fala as mesmas lín­guas que fala então um só homem” (S. Agostinho, “Tratado sobre o Evangelho de São João”, 32, 7; em Obras Completas de Santo Agostinho, Tom. XIII, p. 755, BAC, Madrid, 1955).

“Esses Dons extraordinários nunca se pretendeu que fizessem parte permanen­te do aparelho Ordinário da Igreja. Eles eram essencialmente tran­sitórios, intentados para a necessida­de imediata de consolidar a Igreja Infan­te; e a História mostra que não tarda­ram a desaparecer como caracte­rística regular do Cristianismo, nunca, em tempo algum, tendo constituído funções distintas na Igreja” (R. Pe. Dr. L. Rumble, M.S.C., “Assembleias de Deus e ou­tras igrejas pentecostais”).

É um talento “que Deus dá segundo lhe apraz, como a riqueza, os cargos, uma longa vida”; e por isso, passageiro, como o são estes bens (R. Pe. Fran­cisco Spirago, ob. cit.).

“É de notar que já no século V, São João Crisóstomo não sabia expli­car o que fosse tal Carisma, pois, caíra em desuso” (D. Antônio Afonso de Mi­randa, ob. cit.).

“Devemos nos afeiçoar somente a Jesus, e não às suas conso­lações, às suas Graças: elas passam, só Ele permanece” (S. Pedro Julião Ey­mard, “A Santíssima Eu­caristia”, Liv. V, Fevereiro, Festa da Purificação de Maria).

“... Estes prodígios das Línguas e das Profecias teve lugar so­mente nos pri­meiros tem­pos do Cristianismo, porque então a nova Religião tinha necessidade destes si­nais, devendo abrir caminho para chegar aos Pa­gãos...” (D. Giuseppe Tomaselli, “Os Sa­cramentos”, Cap. Sobre a Crisma ou Confirmação).

“Deus é como um jardineiro que não rega as plantas senão en­quanto são no­vas (S. Gre­gório Magno)” (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).

“... Desapareceram os Carismas miraculosos, mas o mesmo Es­pírito é co­municado à alma, segundo o grau de fervor pessoal ao receber este Sa­cramento dos ‘perfeitos cristãos’, dos apóstolos e dos ‘soldados de Cris­to’...” (R. Pe. M.M. Philipon, O.P., “Os Sa­cramentos na Vida Cristã”, Cap. II).

“Eram Graças especiais, gratuitamente dadas, e mui frequentes na Igreja primiti­va, e hoje quase desaparecidas” (D. Vicente M. Zioni, ob. cit., com Coment. do R. Pe. Fr. E. Tintori, O.F.M.).

“Em sua ignorância, esqueciam que os Milagres são fatos extraordin­ários, que não de­pendem da vontade dos homens, mas de Deus; e que Ele, embora escute as nossas orações, não está obrigado a intervir miracul­osamente a nosso capricho” (R. Pe. Bertrand L. Conway, C.S.P., “Cai­xa de Perguntas”, Cap. IX).

“Falam todos diversas línguas? Tem todos o Dom de as inter­pretar? Aspirai, pois, aos Dons melhores. E eu vou mostrar-vos um caminho ainda mais excelente... Se­gui a Caridade... se não tiver Caridade, não sou na­da... as línguas cessarão... A Caridade nun­ca há de acabar” (I Cor. 12, 30-31; 13, 2. 8; 14, 1).

Exemplo da Transitoriedade do Dom das Línguas

Pregação de S. Francisco Xavier em Gôa.

São Francisco Xavier teve o Dom das Línguas, mas, o Ven. Pe. Antônio Vieira conta o seguinte caso: “... Estava (o Santo) na ilha de Moro, e escrevend­o a Gôa, dizia assim: ‘Acho-me nesta ilha, onde não sei a língua dos naturais, mas nem por isso estou ocioso, porque batizo os inocentes, que não tem necessidade de língua, e aos demais procuro ajudar e servir com Obras de Caridade, que é língua que todos entendem’...” (ob. cit., Tom. V).


Milagre de S. Francisco Xavier em Gôa.


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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

QUAL É A UTILIDADE DO DOM DAS LÍNGUAS?



Respostas dos Erros Modernos


"Profecia, como todos os Dons espirituais, exceto línguas, é para o bem comum... Mas o Dom de louvar em línguas ajuda somente aquele que reza... É um instru­mento útil para a intercessão por outras pessoas, pedindo a ação do Espírito Santo, para que Ele as cure, li­berte, conven­ça da ver­dade... é tão importante para o crescimento na vida de oração, no lou­vor, na aber­tura aos outros Dons! ... opera em nosso espírito preparando-nos para co­nhecer a Vontade de Deus e suas Graças para nós... por este Dom o próprio Es­pírito inter­cede por nós ao Pai... deve ser utilizado em sua oração pessoal como ‘porta de entrada’ e abertura de nosso coração para os outros Dons, (e também) porque edifica a Comunidade... a principal finalidade de orar em línguas é louvar a Deus... é o plano Divino, revelado nas Escri­turas (Ef. 6, 18)... re­voluciona sua vida de ora­ção (I Cor. 14, 4-5)... é, em si, um Dom de ora­ção contemplativa... (é) impor­tante para a oração de cura interior... (é útil) para todos aque­les que dese­jam viver uma vida em comunhão com Deus... o Espírito através do Dom das Lín­guas vem em nosso auxílio corri­gindo toda esta imperfeição, que existe em nós pelo nosso pecado, vem nos capa­citar a orar... nos faz rezar como o homem bíbli­co reza e que Deus apro­va, e não como o ho­mem humano, como o homem carnal reza, somente com as palavras, mas o coração está lon­ge de Deus... nos coloca submisso e unido a Deus... faz que não vacilemos, não nos aparte­mos de Deus... é um Dom que edifica o homem interior... A oração em línguas é um instru­mento maravilhoso que tem a capacidade de penetrar até onde o homem e a ci­ência não são capazes” (Emmir No­gueira, ob. cit.; R. Pe. Robert De­Grandis, ob. cit.; Secre­taria Paulo Apóstolo, ob. cit.; RR. PP. Die­go Jaramillo, Emiliano Tardif e José Pra­do Flores, ob. cit., pp. 113 ss).

► “... a oração em línguas nos humilha... Na oração em línguas, o Se­nhor nos humi­lha e nos diz: ‘Ponha-se de lado, porque agora eu vou agir. Não me atra­palhe mais’. E o Se­nhor en­tra em ação por meio do Espírito... É por meio da ora­ção em línguas que nos aproxima­mos de Deus... esse dom é para aqueles que estão por baixo, que não sabem orar e por isso precisam do auxílio do Espírito. É o dom dos iniciantes, daqueles que começam vida no Espíri­to... o Se­nhor nos dá o dom de línguas para crescermos fortes e robustos na vida do Espírito... Deus nos deu a chave para abrir o mundo sobrenatural através do dom das línguas... Quando ora­mos e cantamos em línguas, promovemos uma maravilhosa união en­tre a terra e o céu, en­tramos na Comunhão dos Santos... abre caminho para to­dos os outros dons... prepara-nos es­pecialmente para o dom da Profecia... Quan­do oramos e cantamos em línguas, quando intercede­mos, entramos no trono da graça do Rei Jesus. O Espírito Santo nos faz participar das deci­sões pesso­ais, das decisões da nossa família, nas decisões da Igreja, nas decisões do mundo” (R. Pe. Jonas Abib, ob. cit., pp. 57-60, 64-66, 69).

► “Ora, as variedades de línguas que o Espírito Santo nos concede é em função da pró­pria edifi­cação de cada um, conforme está escrito: ‘O que fala em outra língua a si mesmo se edifica’ (I Cor. 14, 4). Então, a variedade de lín­guas no sentido particular, ou seja, quando é fa­lada apenas com Deus, tem a fi­nalidade da própria edificação, e isto é muito importante, pois, quantas vezes somos carentes de uma edificação pela qual passamos a enfrentar as lu­tas com maior força e co­ragem...” (Pr. Edir Macedo, ob. cit., pp. 108-110).

► “O falar em línguas, longe de ser coisa insignificante, é experiência glorio­sa que sa­tisfaz, edifi­ca e enriquece o crente através de toda a sua vida... Eis aqui algo que o homem de fora não compreen­de. Ouve alguém falar em línguas e não pode ver nisso bênção alguma. Não é, porém, de surpreender, pois o Apósto­lo Paulo declara que o falar em outras línguas não tem por objetivo a edificação do ouvinte... O fato é que falar em outra língua, exceto em casos especiais, não se destina a edificar o que ouve. É exercício espiritual destinado a edifi­car ao que fa­la... É experiência sobrenatural de que nunca se esquecerá” (Pr. Gordon Lindsay, ob. cit., pp. 150,153-154).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica

► “Cada um, segundo o dom que recebeu, comunique-o aos outros, como bons dispensei­ros da multiforme graça de Deus... para que em todas as coisas seja Deus honrado por Jesus Cris­to, a quem pertence a glória e o império pelos séculos dos séculos. Amém” (1ª S. Ped. 4, 10-11).

► “(é concedido) não para (a) vantagem pessoal, mas por causa do bem co­mum (cfr. Núm. 22, 1-35; 24, 15-17), para a edificação da Igreja. O Dom de curar, por exemplo, é concedido por atenção ao enfermo, não por causa de quem o possui” (Catecis­mo Ro­mano, Part. I, Cap. X, Art. 25).

► “Esse Dom sobrenatural, como o demonstra São Tomás (Sum. Teol., III, Q. 111. a. 4), é utilíssimo ao pregador da Fé, para pregar a Palavra de Deus com maior eficá­cia” (R. Pe. Gabriel Roschini, ob. cit.).

► “O Espírito Santo não concede esta Graça extraordinária, senão para a salva­ção das al­mas e proveito da Igreja” (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit., Part. I, 8º Art. do Símbolo, Cap. II,3).

► “Essa Graça não lhes foi dada (aos Apóstolos) para utilidade própria, mas para a salva­ção do mundo” (Ven. Pe. Luís du Pont, S.J., “A ação do Espíri­to Santo”).

► “Os gemidos da desgraça provocaram constantemente os Dons sobrenatu­rais” (“Obras Oratoriais do R. Pe. Mestre Fr. Francisco do Monte Alver­ne”, Tom. II, Cap. LII).

► “Todos estes Dons especiais são outorgados pelo Espírito San­to para a edifi­cação do Reino de Deus, para a solidificação da Fé, para acen­der o amor – em todos os homens” (R. Pe. Al­fred Barth, “Enciclopédia Catequé­tica”, Vol. I, Part. I, Liç. XXXIX).

► “Existindo para o bem da Igreja e não da pessoa (portadora)... O Dom das Lín­guas pro­paga a Fé” (D. Vicente M. Zioni, ob. cit., Coment. do R. Pe. Fr. E. Tintori, O.F.M.).

► “É dado... para a edificação da Igreja, e a conversão dos infiéis” (D. Antônio Afon­so de Mi­randa, Bispo de Taubaté, “O que é preciso saber sobre a Renovação Carismáti­ca”).

► “Se ordena à Graça santificante e tem como meta o bem comum da Igreja. Acha-se à serviço da Caridade, que edifica a Igreja... É uma Graça do Espírito que, direta ou in­diretamente, tem uma utilidade eclesial, ordena­do que é à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às neces­sidades do mun­do” (Catecismo da Igreja Católica, nn. 799-800).

► “Quando ‘a verdadeira Fé corre perigo’, Deus socorre a Igreja com Graças extraordiná­rias; elas não devem ser utilizadas senão em vista do bem comum (I Cor. 14, 12)” (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).

► “As Graças gratuitamente dadas, são dadas principalmente para a utilidade dos outros” (Adolfo Tanquerey, ob. cit., nº. 1514).

O objeto de todas as Graças gratis datae “é manifestar ao mundo a Ver­dade Di­vina”, “ha­bilitar a quem exerce junto ao próximo, o ministério do apostolado” (R. Pe. To­mas Pègue, O.P., “A Suma Teológica de São Tomás em forma de Catecismo, para uso de to­dos os fiéis”, Part. III, Cap. IV).

São Tomás de Aquino definindo a Graça Santificante e a Gracia Gratis Dada, assim ensina: “Como dice el Apóstol, 'las cosas que son de Dios son ordenadas' (Rom. 13, 1). Mas el orden de ellas consiste en que unas se orienten a Dios mediante otras, como dice Dionísio (in “Cael. Hier.”, C. 4 & 3: MG 3, 181). Ordenándose, pues, la gracia a que el hombre se encamine a Dios, se realiza esto con cierto orden, de modo que uno se encamina a Dios por medio de otros. Según esto, la gracia es doble: una, aquella mediante la cual el hombre se une a Dios, y se llama Gracia Santificante; la otra, aquella por la cual un hombre coopera para que otro se encamine a Dios; este don se llama Gracia Gratis Dada, porque se concede al hombre por encima de las facultades naturales y del mérito personal; pero, como no se da para que el hombre se justifique por ella, sino para que coopere a la justificación de otro, por eso no se llama Gracia Santificante. De ella dice el Apóstol: 'A cada uno se le otorga la manifestación del Espíritu para utilidad' (I Cor. 12, 7), es decir, de los otros” (“Suma Teológica”, 1-2 q. 111 a. 1; BAC).

Em outro lugar: “Como hemos dicho, la Gracia Gratis Dada se ordena a que el hombre coopere con otro para que éste se encamine a Dios” (São Tomás de Aquino, ob. cit., 1-2 q 111 a. 4).

Ainda: “Pero la Graça Santificante se ordena solamente al bien de un hombre; la Gracia Gratis Dada, al bien común de toda la Iglesia, como hemos dicho” (São Tomás de Aquino, Ob. cit., 1-2 q. 111 a. 5).

Outro: “Cada virtud es tanto más excelente cuanto a mayor bien se ordena; siempre el fin es mejor que las cosas que están ordenadas a ese fin. Ahora bien, la Gracia Santificante ordena al hombre inmediatamente a la unión con el último fin, mientras que las Gracias Gratis Dada le ordenan a algunas cosas que preparan para esse fin, como por la profecia y los milagros y otras cosas semejantes son inducidos los hombres a unirse con el fin último” (São Tomás de Aquino, ob. cit., 1-2 q. 111 a. 5).

► “Pero por la Gracia Gratis Dada no puede el hombre causar en otro la unión con Dios, que él mismo tiene por la Gracia Santificante, sino que causa algunas disposiciones para dicha unión” (São Tomás de Aquino, ob. cit., 1-2 q. 111 a. 5).

A igreja Batista ensina a Renovação Carismática:

Os dons tem uma finalidade: o proveito comum. 'Quaisquer que sejam os dons que o Espírito tem conferido, ou as diversas maneiras com que se manifestem, tudo tem sido dado para o proveito comum da igreja. Deus não concede dons a nenhuma pessoa para seu benefício único, para seu exclusivo proveito'. Há diversidade de dons, mas eles todos têm o mesmo objetivo: a edificação da igreja como corpo de Jesus Cristo” (ob. cit., P. 64).

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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

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