BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 11 de dezembro de 2011

QUAL A DIFERENÇA, ENTRE O FALAR LÍNGUAS DESCONHECIDAS, INDUZIDAS PELO DEMÔNIO, E A GLOSSOLALIA?


Resposta dos Erros Modernos

Já ficou dito, no capítulo anterior, que a Renovação Carismática discor­da neste pon­to da dou­trina Protestante. Não existe na Lite­ratura da Re­novação Carismática, re­ferência e con­cordância com a doutrina Pro­testante que afirma:

► “Todos os que são batizados com o Espírito Santo falam línguas estran­has; entre­tanto, nem todos os que falam línguas estranhas são batizados no Espí­rito Santo. É muito difí­cil para alguém que pensa ser batizado no Espírito Santo e fala em línguas estranhas aceitar esta ver­dade; porém, os frutos da sua própria vida são testemunhos do engano em que vive... Portan­to, aqueles que fa­lam em línguas estranhas e não produzem os frutos do próprio Espíri­to San­to, não so­mente estão enganando os outros, como também estão enganando a si mes­mos pe­los espíritos imundos que habitam neles e que também sabem falar em lín­guas estra­nhas ten­tando imitar o Espírito de Deus.

Como alguém pode saber se as línguas estranhas são de Deus ou do Dia­bo? Já disse­mos que pelos frutos nós sabemos se a árvore é boa ou má; se, após a evidência de línguas estranhas, a pes­soa constata dentro de si mesma mudan­ças completas tais como: os pensa­mentos em relação às pesso­as são me­lhores, não havendo mais maldades, ciúmes doentios, desconfianças excessivas; no lin­guajar, palavras de amor ao invés de palavrões; no coração, desejo de estar em comunhão com os irmãos da fé e sobretudo com Deus através de orações e je­juns, e, sempre procurando desviar os pés do caminho do mal; enfim, manifestar um cará­ter de verdadeiro cristão independentemente daqueles que estão ao seu redor, estes são fru­tos do Espírito Santo. Naturalmente, além de não sentir na própria carne os mesmos sintomas de outrora, tais como: insônia, medo, nervosis­mo, vontade de suicídio, tonteiras, desmaios, víci­os, etc., ao contrário, sente-se em paz consigo mesma e acima de tudo com Deus, perdoan­do aqueles que um dia a ofenderam, somado ao grande desejo de salvar almas para o Reino de Deus; então, está evidente que houve uma transformação radical no seu interior e consequentemente o batismo com o Es­pírito Santo é uma realidade nela. Se, no entanto, não aconteceu isto tudo ou apenas uma parte, en­tão está claro que as línguas estranhas não pro­vém de Deus, é claro” (Pr. Edir Macedo, ob. cit., pp. 130-131).

Concluindo: Tanto erra a Renovação Carismática, em não acreditar nas línguas es­tranhas da­das pelo Demônio, como também erram os Protestantes, acreditando que a santifica­ção das almas (evi­denciada pela transformação moral e psicológica) é fruto do pseudo-batismo no Espírito Santo e do pseu­do-dom das línguas.


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica

"Referindo-nos ao fenômeno Espírita que consiste em falar várias línguas desconhecidas, de­vemos notar que tal fenômeno é muito diferente do Dom das Línguas, chamado Glos­solalia (Dom de falar várias línguas), ao que se refere São Paulo, quando enumera as nove es­pécies de Dons que são descri­tos como ‘grati­ae gratis datae’. Estes são obra do Espíri­to Santo em certas almas es­colhidas, para o bem comum de toda a Igreja, como podemos ver com o que aconteceu no dia de Pentecostes aos Apóstolos, Milagre este que tem sido renovad­o no decor­rer das idades.

Fomos obrigados a fazer esta observação, porque o Dom de falar várias línguas, tal como é concedido por Deus, envolve sempre alguma utilida­de para os ouvintes, e nunca se verifica sem que a pessoa que rece­be tal Dom compreenda aquilo que diz. Pelo contrário, nas sessões espíritas, as pessoas levadas pelo espírito das trevas a falar línguas desco­nhecidas estão acostumadas a emi­tir sons mecânicos, sem compre­enderem nada da­quilo que dizem e sem que, muitas vezes, os ou­vintes percebam os sons das palavras proferidas” (Cardeal Alexis Henri M. Lepicier, O.S.M., ob. Cit.).

Ora, isso tudo é de evidência, porque o Diabo com os seus ministros infer­nais, que­rem cor­romper as Verdades da Fé, macaqueando-as, para induzi­rem os incautos e os ignorantes na Doutrina Católica ao erro doutrinário, “pois a inten­ção deles não é levar a mente hu­mana ao conhecimento da Verdade, mas, antes, afastá-la da Verdade” (S. Tomás de Aqui­no, ob. cit.).


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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

sábado, 10 de dezembro de 2011

O DEMÔNIO É CAPAZ DE INDUZIR UMA PESSOA A FALAR EM LÍNGUAS DESCONHECIDAS?


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica

Algumas Seitas Protestantes dizem que sim, mas a dissertação dada sobre o assun­to é confu­sa e contraditória, por isso, preferi não expor para não complicar. A Re­novação Carismá­tica, nesse ponto, é contrária ao pare­cer dos Protestantes. Mas, vejamos o que a Doutrina Católi­ca ensina:

Sim. O Demônio é capaz, por exemplo, nos casos de Possessão Diabóli­ca.


► “Geralmente não se dá a possessão senão nos pecadores; há, con­tudo, exceções, como no caso do Padre Surin que, exorcizando as Ursulinas de Lou­dun, ficou por sua vez possesso (n.c: e poderia acrescentar aqui, aquela moça que o S. Pe. Pio de Pietrelcina não exorcizou, por ser uma vítima expiató­ria).

Como há doenças nervosas, monomanias ou casos de alienação mental, que se aproximam, nas suas manifestações, da possessão diabólica, im­porta dar sinais que a possam dis­tinguir destes fenôme­nos mórbidos.

Ora, segundo o Ritual Romano, há três sinais principais que podem dar a conhecer a possessão: ‘Falar uma língua desconhecida, fazendo uso de muitas palavras dessa língua, ou compreender quem a fala; descobrir coisas remotas e ocultas; dar mostra de energias que ultrapassam as forças natu­rais da idade ou condição. – Estes sinais e outros semelhantes, quando se encontram reunidos em grande número, são os mais fortes indícios da possessão’ (De exorcizandis obsessis a daemonio). Uma palavra para expli­car estes sinais (como estamos tratando da Glossolalia, falaremos só daquilo que se parece com ela).

O uso de línguas desconhecidas. É necessário, para dar o fato por ave­riguado, um exame profundo sobre o sujeito, ver se ele não teve ocasião no pas­sado de aprender algumas palavras dessas lín­guas, se, em vez de articular algum­as frases aprendidas de cor, fala e com­preende uma língua que lhe era ver­dadeiramente desconhecida: Citam-se efetivamente, casos de exaltação mórbida, que despertava na memória línguas esquecidas, ou ao menos fragmen­tos que se haviam escutado: tal aquela criada de um pastor que recitava trechos de Grego ou Hebraico que tinha ouvido ler ao seu amo. – O Ritual é, pois, judicioso, quando diz: ‘ignota lin­gua loqui pluribus verbis vel loquentem intelligere’ ... Não se encon­traram ainda nevróticos que falem línguas desconhecidas, revelem os segredos dos corações ou vaticinem o fu­turo com precisão e certeza. Ora, estes é que são, como dissemos, os verdadeiros sinais da possessão; quando faltam todos, pode-se assentar que se trata de simples nevrose” (Adolfo Tanquerey, ob. cit., Part. II, Liv. III, Cap. III, Art. II, nn. 1537-1542; cfr. R. Pe. Guilherme Vaessen, C.M., “Sata­nás – Sua Natureza, Existência e Atuação”, Cap. XIV; Mons. Cristiani, “Presencia de Satán en el Mundo Moderno”).

Cito alguns brevíssimos exemplos tirados do Livro do Padre G. Vaessen:


Relato do caso dos possessos na Alsácia, da vila d’illfurt, na Alema­nha: “Eram dois meninos irmãos, Thiébaut e José, da família Burner e Foltzer. O pri­meiro tinha 9, o segundo 7 anos... Falavam di­versas línguas, respondendo em francês, latim, inglês e compreenden­do diversos dialetos da França e da Es­panha...”;

E em outro lugar conta o caso da possessa da Província de Placên­cia, na Itália, em 1920, que “faz conferências em línguas estranhas diante de um au­ditório imaginário...”;

Em seguida, relata o caso da possessa de Natal, na África do Sul, em 1906: “(Germa­na) uma jo­vem de 17 anos... compreendia toda espécie de lín­guas e recitava em latim lon­gos trechos das ora­ções dos exorcismos. Quan­do o exorcista se enganava na leitura, ela o corrigia, rindo e zomban­do...”;

E a título de coroamento desta série de relatos, o Autor cita um caso sin­gular de Pacto com o Demônio, presenciado e resolvido pelo grande Santo e Dou­tor Místico, S. João da Cruz: 

“Num mosteiro de Ávila, havia recebido o santo há­bito uma jovem que, desde menina, ti­nha visto o Demônio aparecer-lhe em for­ma de um homem, e tinha ficado seduzida pela aparente beleza, a ponto de lhe dar toda a afei­ção. Dotada naturalmente de espírito muito vivo e conversa espirituosa e atraente, tinha a ambição de aprender e saber tudo. Aproveitando a violenta paixão de que era objeto, o Demônio lhe propôs torná-la eminente em toda a es­pécie de ciência, com a condição de ela obrigar-se, por documento assi­nado com seu sangue, a não ter jamais outro esposo senão ele. Satanás, sem lhe causar a mínima dor, tirou-lhe do braço o sangue suficiente para a assinatura do contrato. Tornada propriedade do Demônio, a infeliz sen­tiu tal ódio a Deus, que chegou a desejar que todos O odiassem. Era a prova de amor que queria dar ao seu espo­so. Já crescida em idade, ou porque não achasse na família meios para abraçar outro estado, ou porque o Demônio quisesse servir-se dela para fazer muito mal às al­mas consagradas a Deus, entrou para o convento onde foi muito bem recebi­da, graças às bri­lhantes esperanças que prometiam seus ta­lentos. O Demônio, com efeito, tinha cumprido suas promessas. Ela falava várias línguas, conhecia as belas artes e discutia sutilezas teológicas. Dotes tão extraordinários, não tarda­ram a suscitar suspeitas. Os Superiores encaminharam-na ao grande Doutor Místico e grande Santo, São João da Cruz. Iluminado pelas luzes do Espí­rito Santo, o servo de Deus concluiu, que se tratava de um caso de possessão, e caso que só se resolveria por exorcismos especiais, visto que pela longa posses­são, o Demô­nio havia adquiri­do sobre ela poder extremamente tenaz, que seria difícil quebrar. Pediram-lhe os Superiores que, uma vez diagnosticado o mal, ti­vesse a bondade de aplicar-lhe o remédio. O Santo desculpou-se, mas, depois de preparar-se pela oração, jejum, a desconfiança de si mesmo e a confiança em Deus, cedeu aos pedi­dos reiterados de seus Superiores. Apenas se achou na pre­sença da posses­sa, esta guardou silêncio ab­soluto: o Demônio tornara-a completamente muda. No segundo exorcismo, Satanás foi obrigado a decla­rar desde quando possuía aque­la alma, o mal que lhe tinha feito e o número de Demônios que a possuía no mo­mento.

Tendo recobrado os sentidos, que perdera durante os exorcismos, ela ex­plicou detalhadamente o deplorável estado de sua alma. O Santo impôs sua von­tade aos Demônios com autoridade tão irresistí­vel, que, não obstante o esfor­ço para não cederem às suas ordens, obri­gou-os a saírem do corpo da víti­ma e a en­tregarem o compromisso por ela assinado: o Demô­nio atirou o papel ao chão e o servo de Deus o lançou ao fogo. Foi assim que o Santo Doutor libertou a religio­sa da possessão do espírito mau e a res­tituiu a Deus e ao seu serviço (cfr. REB, ju­nho de 1957, p. 319)” (ob. cit., Cap. XII,XV-XVIII).

► “O Demônio, de fato, para falar uma língua, não precisa de al­guém que a saiba” (R. Pe. Júlio Maria, “Os Segredos do Espiritismo”, Cap. XIII, Art. X, p. 167, 2ª ed., “Vozes”, 1933).

O ex-pastor batista, Francisco Almeida de Araújo, hoje Diácono e Professor católico, nacionalmente conhecido pelo caso intitulado de “Nossa Senhora do Marrom Glacê”, “conta-nos que, nos Estados Unidos, um pastor, antigo 'missionário' na África, e conhecedor de vários idiomas e dialetos dos africanos, um dia encontrou em sua igreja um grupo de jovens 'falando em línguas'. Mas, tomou um susto ao conhecer que aqueles jovens proferiam blasfêmias contra Nosso Senhor em um dialeto africano que conhecia bem. Era, pois, o Demônio que inspirava aquelas mentes em estado de transe, aquelas blasfêmias” (Folhetos Católicos, nº 11).

Uma parcela do Protestantismo ensina a Renovação Carismática:

Paulo proibia as mulheres de falarem na igreja... A proibição podia referir-se somente ao falar línguas. E as razões estariam ainda na aparência que poderia haver com os cultos pagãos, onde também acontecia um fenômeno semelhante: pessoas em êxtase falavam uma linguagem incom­preensível” (ob. cit., Lição 12, P. 74).


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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

O DOM DAS LÍNGUAS É DADO NO SACRAMENTO DO BATISMO?


Respostas dos Erros Modernos

O Dom das Línguas é “recebido desde o seu Batismo quando cri­ança... Todo o cristão possui potencialmente os Dons do Es­pírito, desde que recebeu o Dom de Deus pelo Batismo, mas re­quer-se uma liber­tação, uma entrega amorosa ao Senhor para que os Caris­mas comecem a mani­festar-se. Esta libertação é a que se favorece nos movimentos de anima­ção que periodi­camente e de formas di­versas se apresentam na Igreja” (Emmir Nogueira, ob. cit.; R. Pe. Diego Jaramillo, ob. cit.).


Respostas dos Ensinamentos Tradicionais da Igreja Católica

"Não" (D. Estêvão Tavares Bittencourt, O.S.B., “Cartas Respostas”, da­tadas de 12/12/2002 e 29/12/2002, à um consultante do Estado do Amazonas).

Não. Porque sendo o Dom das Línguas, uma Graça especial de or­dem sobrenatu­ral, ou seja, um Milagre (S. Marc. 16, 17), “escapa à nossa experiênc­ia”, e somente pode ser co­nhecida pela Fé e pelas Obras: “é pelos seus fru­tos que os reconhecereis” (S. Mat. 7, 20). Ora, ninguém faz experiência com os Mi­lagres. Além do mais, a Glossolalia constitui um Si­nal certíssimo da Revelação, e por isso, este Dom sobrenatural deve adaptar-se à inteligência hu­mana, e dessa forma ser motivo de credibilidade (cfr. Catecismo da Igreja Católica, nn. 157, 2003, 2005). Se esta Graça não estiver acomodada ao entendimento humano “não dirão que estais loucos?” (I Cor. 14, 23). Hoje em dia, há quem queira ensi­nar al­garavia como se fosse Dom das Línguas.

Este Dom é uma Graça Extraordinária (cfr. Catecismo da Igreja Católica, nº 799), e como o termo indica, é um benefício concedido fora da Ordem Ordiná­ria estabelecida por Deus. Ora, é ordinariamente pelo Sacramento do Batismo que recebemos os Dons do Espírito Santo, e não consta em nenhuma Lite­ratura Cató­lica (e nem pode haver), que os Carismas Ex­traordinários sejam concedidos no Sacramento do Batismo. Além do mais, as criancinhas dei­xariam inúteis (se fosse possível recebê-los pelo Batismo), Dons tão preciosos e raros, pois, segun­do é ensi­nado “eles eram concedidos imediatamente por Deus, não meramente para confirmar na Fé aqueles que os recebia, mas sim, para o bem da Igreja intei­ra” (R. Pe. Dr. L. Rumble, M.S.C., ob. cit.). 

Por fim, não consta, nem na História Eclesiás­tica nem na Hagiografia e muito menos nas estórias profanas que, um bebê recém-batizado tenha falado diversos idiomas, se hou­ver gostaria imensa­mente de saber.

► "O negociante não deixa nunca o seu dinheiro no caixa sem o fazer render; assim Deus não quer que as Suas Graças fiquem inutilizadas, quer que os homens as aproveitem (S. Iri­neu)" (R. Pe. Francisco Spirago, ob. cit.).

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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

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