BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O APEGO AOS CARISMAS EXTRAORDINÁRIOS, É UM MEIO SENSUAL E TERRENO, INDUZIDO PELO AMOR PRÓPRIO?


Lança tuas pretensões 
nas coisas eternas e duradouras


♣ Sim, é verdade e confirmamos com o exemplo dos 72 discípulos:

“E, convocados os seus 12 Discípulos, deu-lhes Jesus poder so­bre os espíritos imun­dos, para os expelirem, e curarem todas as doenças e todas as enfermida­des... A estes 12 envi­ou Jesus, ordenan­do-lhes e dizendo: ‘Não vades (agora) para entre os Gentios, nem en­treis nas cidades dos Samarita­nos. Mas ide antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel. E, pondo-vos a cami­nho, pregai, dizendo: Está pró­ximo o Reino dos Céus. Cu­rai os enfermos, ressus­citai os mortos, limpai os leprosos, expeli os Demôni­os. Daí de graça o que de graça re­cebestes’... E ten­do voltado os Apóstolos, contaram-lhe tudo o que ha­viam fei­to. E (Jesus) to­mando-os à parte foi a um lugar deserto, no território de Betsaida” (S. Mat. 10, 1-15; S. Luc. 9, 10).

Neste caso dos 12 Apóstolos não houve incidente algum que solici­tasse os cuidados de Nosso Senhor. Mas, quanto ao caso dos 72 discípulos, bem outra foi a conduta, pois, neces­sitou da intervenção do Divino Mestre. Observe­mos:

“E, depois disto o Senhor escolheu outros 72, e mandou-os dois a dois adiante de Si por todas as cidades e lugares onde Ele estava para ir. E dizia-lhes: ‘... curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o Reino de Deus...’ ... E os 72 voltaram ale­gres, dizendo: ‘Senhor, até os Demô­nios se nos submetem em virtude do Teu Nome’. E Ele disse-lhes: ‘... Eis que vos dei poder de calcar serpentes e escorpiões, e (de vencer) toda a força do Ini­migo; e nada vos fará dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos (maus) vos estão sujeitos, mas alegrai-vos porque os vossos no­mes estão escritos no Céu’ ” (S. Luc. 10, 1-20).

O Doutor Infalível (segundo o elogio do Beato Pio IX) 
faz o seguinte discer­nimento:

► “Nosso Senhor usa de ambos os métodos nas suas curas espirituais (n.a: os contrários são curados pelos seus contrários, e os semelhantes são cura­dos pelos seus semelhantes). Cura do temor mundano seus discípulos imprimin­do-lhes no coração um temor superior: ‘Não te­mais, diz Ele, os que matam o cor­po, mas temei Aquele que pode lançar no Inferno a alma e o corpo’ (S. Mat. 10, 28). Queren­do, de outra vez curá-los de uma baixa alegria, aponta-lhes uma mais ele­vada, dizendo: ‘Não vos alegreis porque os espíritos (maus) vos estão sujeitos, mas ale­grai-vos porque os vossos nomes estão escritos no Céu’ (S. Luc. 10, 20); e Ele mesmo também a alegria pela tristeza: ‘Ai de vós que agora rides, porque ge­mereis e chorareis’ (S. Luc. 6, 25). As­sim, pois, o Divino Amor suplanta e sujei­ta os afetos e paixões, desviando-os do fim a que o amor próprio os quer le­var, e dirigindo-os à sua pretensão espiritual. E, assim como o arco-íris, tocand­o o aspálato, tira-lhe o seu odor e lhe dá outro mais excelen­te, assim tam­bém o Amor Sagrado, tocando as nossas paixões, tira-lhes o seu fim terre­no e lhes dá um fim ce­leste... Lança tuas pretensões nas coisas eternas e duradouras” (S. Francisco de Sales, ob. cit., Liv. XI, Cap. XXI).

► “Mandou Cristo Nosso Redentor seus Discípulos a pregar, e diz o sa­grado Evange­lho, que voltaram muito contentes e satisfeitos, dizendo: 'Senhor fi­zemos maravilhas e mila­gres, e até os mesmos Demônios se nos sujeitavam, e nos obe­deciam em Vosso Nome'. Res­pondeu-Lhes o Senhor do mundo: 'Não po­nhais o vosso contentamento e o vosso prazer nas maravi­lhas que obrais e nos milagres que fa­zeis, ou na obediência que vos têm os Demônios, mas gozai-vos e alegrai-vos, porque vossos nomes es­tão escritos no Céu' (S. Luc. 10, 20; S. Mat. 12, 26). Havemos de pôr todo o nosso contentamento e todo o nosso prazer em ad­quirir e ganhar o Reino dos Céus, porque o demais sem isto não nos apro­veitará de coi­sa alguma. 'Que aproveita ao homem ganhar todo o mundo com detrimento de sua alma?'” (Santo Afonso Rodrigues, “Exercício de Perfeição e Vir­tudes Cristãs”, Tomo I, Tratado 1º, cap. 1; versão do Castelhano por Fr. Pe­dro de Santa Clara, ed. da Federação das Congregações Marianas do Estado de São Paulo, 1926).

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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Igreja frente à Ideologia Gay


Bento XVI advoga 

por «ecologia do homem»

A ideologia de gênero altera a constituição da natureza humana, adverte.

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 22 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- A defesa da natureza não é algo acessório para a Igreja, mas faz parte de sua natureza, afirmou Bento XVI nesta segunda-feira, declarando, contudo, que se trata de uma «ecologia do homem», no longo e extenso discurso que dirigiu aos membros da Cúria Romana, com quem teve o tradicional encontro de troca de felicitações por oasião do Natal.

Recordando o papel decisivo que teve a reflexão sobre a ecologia durante as JMJ, celebradas em julho em Sydney, acontecimento central para a Igreja em 2008, o pontífice ofereceu uma sugestiva leitura sobre o respeito da criação.

«Dado que a fé no Criador é parte essencial do credo cristão, a Igreja não pode e não deve limitar-se a transmitir a seus fiéis só a mensagem da salvação», afirmou o Papa, que no início de 2009 publicará uma encíclica de caráter social.

«Ela também tem uma responsabilidade com relação à criação – advertiu – e tem de cumprir esta responsabilidade em público.»

No cumprimento desta missão, acrescentou, a Igreja «não só tem de defender a terra, a água, o ar, como dons da criação que pertencem a todos. Tem de proteger também o homem contra sua própria destruição».

«É necessário que haja algo como uma ecologia do homem, entendida no sentido justo», assegurou.

Esta ecologia humana, afirmou, baseia-se no respeito dos gêneros, masculino e feminino, que fazem parte da natureza humana.

O bispo de Roma o disse com estas palavras: «Quando a Igreja fala da natureza do ser humano como homem e mulher e pede que se respeite esta ordem da criação, não está expondo uma metafísica superada».


Trata-se, assegurou, «da fé no Criador e da escuta da linguagem da criação, cujo desprezo significaria a auto-destruição do homem e, portanto, uma destruição da própria obra de Deus».

O pontífice advertiu sobre a manipulação que acontece em fóruns nacionais e internacionais quando se altera o termo «gender» (gênero). Com freqüência, como aconteceu na quinta-feira passada na assembléia geral das Nações Unidas, utilizam termos como «orientação sexual» ou «identidade de gênero» para reconhecer o pretendido «casamento» homossexual.

«O que com freqüência se expressa e entende com o termo ‘gender’ se sintetiza em definitivo na auto-emancipação do homem da criação e do Criador. O homem quer fazer-se por sua conta, e decidir sempre e exclusivamente só sobre o que lhe afeta», constatou o pontífice.

Mas deste modo, advertiu, «vive contra a verdade, vive contra o Espírito criador». «Os bosques tropicais merecem, certamente, nossa proteção, mas não menos a merece o homem como criatura, na qual está inscrita uma mensagem que não contradiz a nossa liberdade, mas é sua condição», indicou.

Por isso, declarou, «grandes teólogos da escolástica qualificaram o matrimônio, ou seja, o laço para a vida toda entre o homem e a mulher, como sacramento da criação, instituído pelo Criador e que Cristo – sem modificar a mensagem da criação – acolheu depois na história de sua aliança com os homens».

«Faz parte do anúncio que a Igreja deve oferecer o testemunho a favor do Espírito criador presente na natureza em seu conjunto, de maneira especial na natureza do homem criado à imagem de Deus», concluiu.

ZP08122209 - 22-12-2008
Permalink: http://www.zenit.org/article-20407?l=portuguese



«Homossexual pode ser padre?»

Dom Odilo P. Scherer

Bispo auxiliar de São Paulo secretário-geral da CNBB

BRASÍLIA, quinta-feira, 1 de dezembro de 2005 (ZENIT.org).- Publicamos a seguir artigo de Dom Odilo Pedro Scherer, bispo auxiliar de São Paulo e secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sobre o tema do novo documento da Congregação para a Educação Católica, que reafirma a questão da incompatibilidade entre homossexualismo e sacerdócio. O artigo foi difundido essa quarta-feira pelo organismo episcopal.


Homossexual pode ser padre?

A Santa Sé, através da Congregação para a Educação Católica, emitiu uma Instrução sobre “critérios para o discernimento vocacional acerca das pessoas com tendências homossexuais e da sua admissão ao seminário e às Ordens sacras”.

A Instrução foi publicada no Vaticano no dia 29 de novembro mas teve a aprovação do papa Bento XVI já no dia 29 de agosto passado e recolhe as orientações do Magistério da Igreja já presentes em vários outros Documentos anteriores sobre o mesmo assunto. Mas também apresenta algumas inovações.

O pressuposto básico é que a vocação sacerdotal é um chamado de Deus para uma missão especial na comunidade da Igreja e cabe a esta colocar os critérios e discernir, nos casos concretos, sobre a autenticidade da vocação, através daqueles que têm esta responsabilidade. Assim fica estabelecido que não podem ser admitidos ao seminário e às Ordens sacras aqueles que praticam atos homossexuais, os que apresentam tendências homossexuais “profundamente radicadas” e aqueles que aderem à chamada “cultura gay” (n. 2).

Quais são os motivos para essa tomada de posição? A questão não é nova e vem sendo refletida pela Igreja há mais tempo; mas a ocasião dessa intervenção, certamente, foi dada por escândalos sexuais em ambientes eclesiásticos, largamente difundidos pela imprensa. Na convicção da Igreja, o sacerdócio não equivale ao exercício de uma profissão, em vista de algumas funções, mas é um chamado para uma especial “configuração com Jesus Cristo”, mediante a ação do Espírito Santo. E isso requer, entre outras condições, maturidade afetiva, equilíbrio na vida sexual e a capacidade de estabelecer uma relação fecunda de paternidade espiritual com todos – homens e mulheres.

A Instrução afirma que, embora respeitando as pessoas homossexuais e condenando qualquer injusta discriminação em relação a elas, a Igreja considera que a tendência homossexual profundamente radicada é objetivamente desordenada e sinal de imaturidade afetiva séria; e os atos homossexuais são intrinsecamente contrários à natureza e, por isso, imorais (n. 2), não podendo ser aprovados.

O Documento, porém, observa que a tendência homossexual transitória, sinal de uma adolescência ainda não plenamente passada, não exclui da ordenação sacerdotal, contanto que o candidato tenha dado prova segura de ter superado essa tendência, pelo menos, três anos antes de receber a ordenação diaconal. O discernimento cabe aos formadores.

De maneira enfática, a Santa Sé reafirma a responsabilidade dos bispos e dos superiores gerais, no caso dos religiosos, na aceitação dos candidatos à ordenação sacerdotal. Esta responsabilidade deve ser compartilhada por aqueles que os bispos e os superiores maiores escolhem como formadores dos seminaristas. O próprio candidato ao sacerdócio deve colaborar, com confiança e honestidade, sem ocultar sua eventual tendência homossexual.

Ninguém tem o direito de receber a ordenação sacerdotal e os responsáveis pela formação e a transmissão das Ordens sacras devem, em consciência diante de Deus, avaliar todas as qualidades da personalidade dos candidatos, sua maturidade afetiva e seu comportamento sexual. Aqueles candidatos que não apresentarem as qualidades exigidas pela Igreja devem ser aconselhados a não prosseguir no caminho do sacerdócio.

O breve Documento da Santa Sé, agora publicado, representa uma clara tomada de posição numa questão especialmente delicada. No entanto, a palavra orientadora do Magistério da Igreja sobre essas questões deverá ter o efeito de estabelecer clareza sobre a formação sacerdotal e a escolha daqueles que podem receber a ordenação sacerdotal.

Dom Odilo P. Scherer
Bispo auxiliar de São Paulo e
secretário-geral da CNBB


ZP05120116 - 01-12-2005
Permalink: http://www.zenit.org/article-9598?l=portuguese

HOUVE ALGUM SANTO QUE NÃO TEVE ALGUM DOM EXTRAORDINÁRIO?


As Graças Extraordinárias 
não fazem o homem melhor em si.

Sim, houve e haverá sempre, pois a Perfeição Cristã não consiste em Carismas Extraordinários. Vejamos:
 
► São Francisco de Sales: “Vários Santos que estão no Céu nunca estiveram em êxtase ou arroubo de contemplação; porque quantos Mártires, e grandes Santos e Santas vemos na História, nunca terem tido na oração outro privilégio, senão o da Devoção e Fervor! Mas, nunca houve Santo que não tivesse o êxtase e arroubo da vida e da operação, vencendo-se a si mesmo e vencendo as suas inclinações naturais” (“Tratado do Amor de Deus”, Liv. VII, Cap. VII).

► R. Pe. João Batista Lehmann, S.V.D.: “São Roberto Belarmino foi sem dúvida alguma um dos maiores sábios de seu tempo, senão o maior, a quem a Igreja e quase todos os países da Europa devem serviços e benefícios incalculáveis. Embora não tivesse feito coisas extraordinárias, nem praticado atos de penitência como um São Luís de Gonzaga; embora a vida de religioso não se lhe visse acompanhada de Graças Místicas, pois, de relance seja dito, que em nada disto consiste a Perfeição Cristã; São Roberto Belarmino era um homem que só conhecia um ideal, e à realização deste ideal pertencia todo o seu ser: amar a Deus somente, e somente a Ele servir. Viver 79 anos sem cometer falta grave, conservar durante todo este tempo a pureza do coração, observar escrupulosamente os Santos Mandamentos e a Santa Regra, cumprir em tudo e sempre o dever, como Religioso, como Cardeal e Arcebispo, trabalhar sempre pela conservação da Fé, é coisa extraordinária, é heroísmo, é perfeição” (“Na Luz Perpétua”, Vol. I, 13 de Maio – Festa de S. Roberto Belarmino, S.J.; cfr. Reflexão).


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Fonte: Acessar o ensaio "Elucidário sobre o Dom das Línguas".

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