BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Medjugorje, a história definitiva (VIII): Proibição das peregrinações. Uma declaração do atual Bispo Diocesano.

Dom Ratko Peric.
Uma declaração de Dom Ratko Peric

A imprensa local novamente retornou ao fenômeno de Medjugorje.  O motivo é a carta do Arcebispo Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, de 26 de maio de 1998, para Dom Aubry, da ilha francesa de Reunion, no Oceano Índico. Motivados pela interpretação dada a esta carta pela mídia, nos dispusemos a fazer uma breve cronologia a respeito da opinião dos expertos e da posição oficial da Igreja que, até esta data, permanece inalterada, com relação aos acontecimentos de Medjugorje.

Aparições não reconhecidas. O fenômeno das “aparições” em Medjugorje foi estudado por três comissões. Na segunda comissão, o bispo local de Mostar, Dom Zanic, chamou especialistas de faculdades eclesiais e instituições científicas. No dia 2 de maio de 1986, os membros da comissão votaram non constat de supernaturalitate, ou seja, que os “eventos” em Medjugorje não envolvem aparições sobrenaturais. Tendo informado a Congregação, com a concordância do bispo de Mostar, a antiga Conferência Episcopal estabeleceu uma nova comissão em 1987 que trouxe os resultados das investigações para os bispos no outono de 1990.  Com base nos estudos da Conferência dos Bispos, reunidos em Zadar no dia 10 de abril de 1991, foi feita uma declaração negativa a respeito de Medjugorje: “Com base nas investigações feitas até agora, é impossível confirmar que os eventos envolvem aparições ou revelações sobrenaturais”. Estas “aparições” devem ser consideradas “ditas aparições” ou “alegadas aparições”. A Congregação para a Doutrina da Fé também se refere a elas com pontos de interrogação.

Nas atuais circunstâncias, a possibilidade de um estudo futuro sobre as ditas aparições em Medjugorje não foi levantada pela Conferência Episcopal da Bósnia-Herzegovina. As ditas aparições e suas “mensagens” foram dirigidas contra o bispo local desde o começo (1981) e estão fortemente ligadas com a “questão da Herzegovina” que tanto preocupa a Santa Sé que gostaria de resolvê-la tão logo fosse possível. Isso se refere à desobediência da província Franciscana da Herzegovina na execução do decreto papal a respeito de certas paróquias na diocese de Mostar-Duvno.

Visitas “Privadas”. Por conta da falta de autenticidade das “aparições sobrenaturais” em Medjugorje, o bispo local, Dom Zanic, se posicionou contra a organização de visitas ao lugar das ditas aparições. A antiga Conferência Episcopal declarou que “peregrinações oficiais organizadas como se já fossem aceitas pela Igreja, não são permitidas”.

A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu à Conferência Episcopal Italiana em 1985, com a sugestão aos bispos italianos de que “eles publicamente desencorajem a organização de peregrinações ao lugar das ditas ‘aparições’, bem como todos os outros meios de publicidade, especialmente com relação à mídia, que poderia prejudicar um exame calmo dos ‘eventos’ por parte da comissão especial que foi estabelecida canonicamente para este propósito”.

A Conferência Episcopal reunida em Zadar, ao declarar ser impossível confirmar a autenticidade das “aparições” ou das “revelações” em Medjugorje, também mencionou que existem “grandes reuniões de pessoas de todas as partes do mundo que vem à Medjugorje por motivos religiosos e por outros motivos”.

Visitas “privadas” desta natureza nunca foram matéria de controvérsia, dado que visitar Medjugorje seria similar a visitar qualquer outra paróquia católica. No entanto, sempre foi afirmado, de forma clara, que isto não pode ser feito de forma oficial, usando a igreja e o púlpito para pregar a autenticidade das ditas aparições e proclamar o lugar um “santuário” de aparições não reconhecidas [pela Igreja].

A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu ao Arcebispo francês Daloz de Besançon em 1995, e ao Bispo Taverdet de Langres em 1996, que “do que foi dito, segue que peregrinações oficiais a Medjugorje, que a apresentem como um lugar de aparições Marianas autênticas, não devem ser organizadas nem a nível paroquial ou diocesano, pois isso seria uma contradição do que foi afirmado pelos bispos da ex-Iugoslávia em sua declaração anterior”. [1]

Com relação às “peregrinações à Medjugorje de natureza privada”, a Congregação mantém que elas são permitidas “sob a condição de que não sejam consideradas uma autenticação dos eventos que continuam acontecendo e que demandam uma posterior investigação pela Igreja”. Assim sendo, não há nada de novo aqui. Peregrinações oficiais ou eclesiais não são permitidas, bem como são proibidas as visitas “privadas” que tenham a intenção de provar que as ditas “aparições” e “mensagens” são autênticas. Consequentemente, a posição oficial do bispo local é a mesma posição oficial da Conferência Episcopal de 1991. E tanto os padres quanto os fiéis deveriam aderir a esta posição.

Mostar, 21 de julho de 1998.
+Ratko Peric
Bispo de Mostar


[1] Nota da Tradutora: Numa entrevista para a revista Présent de 25 de janeiro de 1997, Dom Ratko Peric, Bispo de Mostar, reafirma esta mesma citação da CDF.

Medjugorje depois de 21 anos – 1981-2002 – A História Definitiva, Michael Davies.

 Tradução de Patrícia Medina.




sábado, 19 de maio de 2012

O VERDADEIRO CRISTÃO.

Presidente Gabriel Garcia Moreno


Por que se diz dos “verdadeiros cristão”? Não são todos verdadeiros cristãos aqueles que receberam o Batismo? Não; assim como nem todos os cidadãos são verdadeiros cidadãos (e não o são os traidores, os que renegam a pátria ou se revoltam contra ela), assim também nem todos os batizados são verdadeiros cristãos, mas somente os que, sendo batizados:

Princesa Isabel

1) Professam a Fé e Doutrina de Jesus Cristo: Professar a Fé e Doutrina de Jesus Cristo, quer dizer:

a) Crer em geral todas as Verdades, que Jesus Cristo nos ensina por meio da Igreja, e em particular as que se devem crer com Ato de Fé explícita;

b) Não negar, nem fingir negar nenhuma Verdade de Fé;

c) Confessar explicitamente a Fé, ainda mesmo à custa da vida, quando for necessário, por exemplo, quando para fim religioso se é interrogado pela autoridade pública sobre a Fé; quando o silêncio fosse ocasião de escândalo ou significasse negação, desprezo ou vergonha da Fé.

Beato José Sanchez del Rio, Mártir.

Milhares de cristãos sacrificaram generosamente a vida no meio de indizíveis sofrimentos, para não negarem a Fé, fiéis ao dever de confessá-la explicitamente.

d) Finalmente, deve-se professar a Doutrina de Jesus Cristo, isto é, viver em conformidade com os ditames da Fé, praticando as suas obras (por exemplo: não basta encontrando no caminho o Santíssimo Sacramento, crer que Jesus Cristo está presente na Eucaristia, é necessário também confessar, professar esta Fé, saudando, isto é, adorando Jesus Cristo; não basta crer que Deus existe, que há Paraíso e Inferno, é necessário também respeitar e obedecer a Deus, e viver de modo que se mereça o Paraíso e se evite o Inferno) e observando os Mandamentos de Deus e da Igreja. Os hereges, que negam tudo ou parte do que Jesus Cristo ensinou, já não pertencem à Igreja, embora tenham sido batizados. Um cristão que renega a Fé de Jesus Cristo, deixa de pertencer à Igreja.


2) Participam dos seus Sacramentos, isto é, dos Sacramentos que Jesus Cristo instituiu para santificar as nossas almas. Por conseguinte, os que dizem professar a Fé de Jesus Cristo, e depois negam um ou outro dos Sacramentos, não pertencem também à Igreja; apartaram-se dEla. Em suma, embora por palavras digam confessar a Fé de Jesus Cristo, renegam-na de fato, negando ainda que seja um só Sacramento por Ele instituído.

São Pio de Pietrelcina com D. Marcel Lefebvre

3) Obedecem aos Pastores constituídos por Ele. Toda a sociedade tem os seus superiores e um chefe supremo. Jesus Cristo instituiu a Igreja e estabeleceu nEla os Pastores, cujo Chefe é o Sumo Pontífice. Este representa Jesus Cristo na terra, faz as suas vezes, e por isso, rege e governa a Igreja em nome dEle. O verdadeiro Chefe da Igreja é Jesus Cristo, mas Ele só no Céu é que está visivelmente; na terra, na Eucaristia, encontra-se de modo invisível. Nem do Céu, nem da Eucaristia Ele ensina, rege ou governa a Igreja; rege-A e governa-A por meio do Papa, que constituiu seu Vigário, seu representante na terra.

Os outros Pastores instituídos por Jesus Cristo são os Bispos, que em comunhão com o Papa, regem e governam a Diocese que lhes foi designada. Os que não obedecem ao Papa e ao respectivo Bispo não são verdadeiros cristãos. (Teólogo Giuseppe Perardi, “Novo Manual do Catequista”, 1958)

Diz Sertillanges: “É de Fé que todos os Justos recebem as graças necessárias para a sua perseverança no bem; todos os pecadores, as graças necessárias para a sua conversão e salvação; todos os pagãos, as graças que os conduzirão, se quiserem, quer à Fé explícita, quer às disposições morais e sobrenaturais supletivas da Fé (explícita)” (Catechisme des Incrovants, I, p. 286).

Porém, sempre é exigida a nossa cooperação: “Quem nos criou sem nós, não nos salvará sem nós” (Santo Agostinho).

O SEGREDO DE FÁTIMA




Caríssimos,

    Envio-lhes o meu artigo semanal, que espero lhes interessar. Com meu abraço e bênção cordial. 
   



                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

Domingo passado, com o dia das mães, celebramos o 95o aniversário da primeira de uma série de aparições de Nossa Senhora a três pobres crianças, pastores de ovelhas, em Fátima, pequena cidade de Portugal, de onde a devoção se espalhou e chegou ao Brasil. E são sempre atuais e dignas de recordação as suas palavras e seu ensinamento.

O segredo da importância e da difusão de sua mensagem está exatamente na sua abrangência de praticamente todos os problemas atuais. E aquelas três pobres crianças foram os portadores do “recado” da Mãe de Deus para o Papa, os governantes, os cristãos e não cristãos do mundo inteiro.

Ali, Nossa Senhora nos alerta contra o perigo do materialismo comunista e seu esquecimento dos bens espirituais e eternos, erro que, conforme sua predição, vai cada vez mais se espalhando na sociedade moderna, vivendo os homens como se Deus não existisse: o ateísmo prático, o secularismo.

“A Rússia vai espalhar os seus erros pelo mundo”, advertiu Nossa Senhora. A Rússia tinha acabado de adotar o comunismo, aplicação prática da doutrina marxista, ateia e materialista. Se o comunismo, como sistema econômico, fracassou, suas ideias continuam vivas e penetrando na sociedade atual. Aliás, os outros sistemas econômicos, se também adotam o materialismo e colocam o lucro acima da moral e da pessoa humana, adotam os erros do comunismo e acabam se encontrando na exclusão de Deus. Sobre isso, no discurso inaugural do CELAM, em 13 de maio de 2007, em Aparecida, o Papa Bento XVI alertou: “Aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século... Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas”. Fátima é, sobretudo, a lembrança de Deus e das coisas sobrenaturais aos homens de hoje.

Aos pastorinhos e a nós, Nossa Senhora pediu a oração, sobretudo a reza do Terço do Rosário todos os dias, e a penitência, a mortificação nas coisas agradáveis e lícitas, pela conversão dos pecadores e pela nossa santificação e perseverança.

Explicou que o pecado, além de ofender muito a Deus, causa muitos males aos homens, sendo a guerra uma das consequências do pecado. Lembrança muito válida, sobretudo hoje, quando os homens perderam o senso do pecado e o antidecálogo rege a vida moderna.

Falou sobre o Inferno - cuja visão aterrorizou sadiamente os pastorinhos e os encheu de zelo pela conversão dos pecadores –, sobre o Purgatório, sobre o Céu, sobre a crise que sofreria a Igreja, com perseguições e martírios.

Enfim, Fátima é o resumo, a recapitulação e a recordação do Evangelho para os tempos modernos. O Rosário, tão recomendado por Nossa Senhora, é a “Bíblia dos pobres” (João XXIII). Assim, sua mensagem é sempre atual. É a mãe que vem lembrar aos filhos o caminho do Céu.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal 
São João Maria Vianney

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