BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 27 de maio de 2012

Marcha das “Vadias”: A favor das mulheres, CONTRA os homens?




A marcha é “legal” e é um direito das mulheres, enquanto cidadãs, de defenderem seus pontos de vista e de assim chamar a atenção da sociedade.

As frases acima , algumas corretas enquanto princípio (opressão de uma pessoa sobre a outra, por exemplo) são, no entanto, reflexo da desorientação que o feminismo radical chegou, onde em nome da legitima liberdade se atinge o cerne do amor entre um homem e uma mulher; o centro na relação afetiva não é mais o outro mas eu mesmo, confundem individualidade com individualismo. ”Não quero amar, quero apenas ser amado!”

Afinal, a marcha é a favor da mulher ou é contra os homens?

Veja imagens da marcha do ano passado: (aviso: algumas frases são agressivas)

 http://g1.globo.com/distrito-federal/fotos/2011/06/marcha-das-vadias-em-brasilia.html

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/30140-marcha-das-vadias-confunde-individualidade-com-individualismo

Estas loucuras me lembram aquela profecia de Santo Antão, que dizia:

“Tempo virá
em que os homens enlouquecerão,
e, ao verem alguém
que não esteja louco,
se erguerão contra ele,
dizendo: 'Tu és louco',
porque não será semelhante a eles”

 
(Santo Antão; cfr. “Apoftegmas: a sabedoria dos antigos monges”,
por J. P. Migne, “Patrologia Graeca”, T. 65, colunas 71- 440).


sábado, 26 de maio de 2012

VOCÊ SABIA??? Sobre o Álcool



O álcool inibe a absorção de vitaminas do complexo B em nosso corpo que são essenciais para o metabolismo das proteínas e carboidratos. Inibe também a absorção de zinco e magnésio minerais importantes na síntese de varias substâncias no corpo, inclusive a parte de cicatrização que ajuda na recuperação muscular. Sem vitaminas do complexo B não há crescimento muscular.


O álcool é diurético. Boa parte do xixi que sai e que você pensa ser cerveja, na verdade é a água. O corpo é constituído 90% por água, inclusive dentro das células musculares. A água que bebemos é fundamental no processo de anabolismo gerado pela síntese proteica. Ela que conduz nossos nutrientes até os músculos e bebendo álcool você desperdiça.


O álcool e calórico. Isso quer dizer que ele libera muita insulina, diminuindo sua glicemia. Por isso que é recomendável que o indivíduo em coma alcoólico tome glicose, na tentativa de reverter o corpo que se encontra em hipo.


Quando isso ocorre, o corpo se vê obrigado a usar outras fontes de energia e fica inevitável não queimar o estoque proteico para isso. A proteína gera pouca energia e para o corpo reverter este quadro usa MUITA proteína. Consequentemente causa um intenso catabolismo (perda de massa magra), pois nossos músculos são os responsáveis pela reserva de proteína do corpo.


O álcool é absorvido principalmente no intestino delgado, e em menores quantidades no estômago e no cólon. A concentração do álcool que chega ao sangue depende de fatores como: quantidade de álcool consumida em um determinado tempo, massa corporal, e metabolismo de quem bebe, quantidade de comida no estômago. Quando o álcool já está no sangue, não há comida ou bebida que interfira em seus efeitos. Os efeitos do álcool dependem de fatores como: a quantidade de álcool ingerido em determinado período, uso anterior de álcool e a concentração de álcool no sangue. O uso do álcool causa desde uma sensação de calor até o coma e a morte dependendo da concentração que o álcool atinge no sangue. Os sintomas que se observam são:

- Doses até 99mg/dl: sensação de calor/rubor facial, prejuízo de julgamento, diminuição da inibição, coordenação reduzida e euforia;

- Doses entre 100 e 199mg/dl: aumento do prejuízo do julgamento, humor instável, diminuição da atenção, diminuição dos reflexos e incoordenação motora;

- Doses entre 200 e 299mg/dl: fala arrastada, visão dupla, prejuízo de memória e da capacidade de concentração, diminuição de resposta a estímulos, vômitos;

- Doses entre 300 e 399mg/dl: anestesia, lapsos de memória, sonolência;

- Doses maiores de 400mg/dl: insuficiência respiratória, coma, morte.

Um curto período (8 a 12 horas) após a ingestão de grande quantidade de álcool pode ocorrer a "ressaca", que caracteriza-se por: dor de cabeça, náusea, tremores e vômitos. Isso ocorre tanto devido ao efeito direto do álcool ou outros componentes da bebida. Ou pode ser resultado de uma reação de adaptação do organismo aos efeitos do álcool.

A combinação do álcool com outras drogas (cocaína, tranquilizantes, barbituratos, anti-histamínicos) pode levar ao aumento do efeito, e até mesmo à morte.

O efeitos do uso prolongado do álcool são diversos. Dentre os problemas causados diretamente pelo álcool pode-se destacar doenças do fígado, coração e do sistema digestivo. Secundariamente ao uso crônico abusivo do álcool, observa-se: perda de apetite, deficiências vitamínicas, impotência sexual ou irregularidades do ciclo menstrual.

Infelizmente as cervejaria que são "donas" das mídias de Rádio e principalmente da TV, insistem em achar que estão ajudando quando informam ao final do comercial: "Se beber não dirija", ou "Beba com moderação". Deveriam vir com o Kit: Avise minha família, bati o carro ou capotei, matei um monte ou deixei alguns com sequelas... Isso eles não fazem.

O mais triste quando se fala nas mulheres é que, antigamente elas queriam cozinhar como suas mães, hoje, querem beber como seu pais...


Vem ai: Semana Nacional Anti Drogas (o Álcool faz parte delas).


Pastoral da Sobriedade Fortaleza.

Twitter: @sobriedadeflz



"Sobriedade e Paz, só por Hoje, graças a Deus".

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Medjugorje, a história definitiva (VIII): Proibição das peregrinações. Uma declaração do atual Bispo Diocesano.

Dom Ratko Peric.
Uma declaração de Dom Ratko Peric

A imprensa local novamente retornou ao fenômeno de Medjugorje.  O motivo é a carta do Arcebispo Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, de 26 de maio de 1998, para Dom Aubry, da ilha francesa de Reunion, no Oceano Índico. Motivados pela interpretação dada a esta carta pela mídia, nos dispusemos a fazer uma breve cronologia a respeito da opinião dos expertos e da posição oficial da Igreja que, até esta data, permanece inalterada, com relação aos acontecimentos de Medjugorje.

Aparições não reconhecidas. O fenômeno das “aparições” em Medjugorje foi estudado por três comissões. Na segunda comissão, o bispo local de Mostar, Dom Zanic, chamou especialistas de faculdades eclesiais e instituições científicas. No dia 2 de maio de 1986, os membros da comissão votaram non constat de supernaturalitate, ou seja, que os “eventos” em Medjugorje não envolvem aparições sobrenaturais. Tendo informado a Congregação, com a concordância do bispo de Mostar, a antiga Conferência Episcopal estabeleceu uma nova comissão em 1987 que trouxe os resultados das investigações para os bispos no outono de 1990.  Com base nos estudos da Conferência dos Bispos, reunidos em Zadar no dia 10 de abril de 1991, foi feita uma declaração negativa a respeito de Medjugorje: “Com base nas investigações feitas até agora, é impossível confirmar que os eventos envolvem aparições ou revelações sobrenaturais”. Estas “aparições” devem ser consideradas “ditas aparições” ou “alegadas aparições”. A Congregação para a Doutrina da Fé também se refere a elas com pontos de interrogação.

Nas atuais circunstâncias, a possibilidade de um estudo futuro sobre as ditas aparições em Medjugorje não foi levantada pela Conferência Episcopal da Bósnia-Herzegovina. As ditas aparições e suas “mensagens” foram dirigidas contra o bispo local desde o começo (1981) e estão fortemente ligadas com a “questão da Herzegovina” que tanto preocupa a Santa Sé que gostaria de resolvê-la tão logo fosse possível. Isso se refere à desobediência da província Franciscana da Herzegovina na execução do decreto papal a respeito de certas paróquias na diocese de Mostar-Duvno.

Visitas “Privadas”. Por conta da falta de autenticidade das “aparições sobrenaturais” em Medjugorje, o bispo local, Dom Zanic, se posicionou contra a organização de visitas ao lugar das ditas aparições. A antiga Conferência Episcopal declarou que “peregrinações oficiais organizadas como se já fossem aceitas pela Igreja, não são permitidas”.

A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu à Conferência Episcopal Italiana em 1985, com a sugestão aos bispos italianos de que “eles publicamente desencorajem a organização de peregrinações ao lugar das ditas ‘aparições’, bem como todos os outros meios de publicidade, especialmente com relação à mídia, que poderia prejudicar um exame calmo dos ‘eventos’ por parte da comissão especial que foi estabelecida canonicamente para este propósito”.

A Conferência Episcopal reunida em Zadar, ao declarar ser impossível confirmar a autenticidade das “aparições” ou das “revelações” em Medjugorje, também mencionou que existem “grandes reuniões de pessoas de todas as partes do mundo que vem à Medjugorje por motivos religiosos e por outros motivos”.

Visitas “privadas” desta natureza nunca foram matéria de controvérsia, dado que visitar Medjugorje seria similar a visitar qualquer outra paróquia católica. No entanto, sempre foi afirmado, de forma clara, que isto não pode ser feito de forma oficial, usando a igreja e o púlpito para pregar a autenticidade das ditas aparições e proclamar o lugar um “santuário” de aparições não reconhecidas [pela Igreja].

A Congregação para a Doutrina da Fé escreveu ao Arcebispo francês Daloz de Besançon em 1995, e ao Bispo Taverdet de Langres em 1996, que “do que foi dito, segue que peregrinações oficiais a Medjugorje, que a apresentem como um lugar de aparições Marianas autênticas, não devem ser organizadas nem a nível paroquial ou diocesano, pois isso seria uma contradição do que foi afirmado pelos bispos da ex-Iugoslávia em sua declaração anterior”. [1]

Com relação às “peregrinações à Medjugorje de natureza privada”, a Congregação mantém que elas são permitidas “sob a condição de que não sejam consideradas uma autenticação dos eventos que continuam acontecendo e que demandam uma posterior investigação pela Igreja”. Assim sendo, não há nada de novo aqui. Peregrinações oficiais ou eclesiais não são permitidas, bem como são proibidas as visitas “privadas” que tenham a intenção de provar que as ditas “aparições” e “mensagens” são autênticas. Consequentemente, a posição oficial do bispo local é a mesma posição oficial da Conferência Episcopal de 1991. E tanto os padres quanto os fiéis deveriam aderir a esta posição.

Mostar, 21 de julho de 1998.
+Ratko Peric
Bispo de Mostar


[1] Nota da Tradutora: Numa entrevista para a revista Présent de 25 de janeiro de 1997, Dom Ratko Peric, Bispo de Mostar, reafirma esta mesma citação da CDF.

Medjugorje depois de 21 anos – 1981-2002 – A História Definitiva, Michael Davies.

 Tradução de Patrícia Medina.




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