BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Eis as Consequências dos Piores Pais do Mundo!



Educando as Crianças

O Beato Marcelino Champagnat, insigne educador, lembra que, “a terra para produzir frutos abundantes, necessita de três coisas: bom lavrador, boa semente e boa preparação da superfície a ser cultivada. A terra, explica ele, são as crianças; o lavrador, os pais e professores; a semente, os bons princípios que devem ser ensinados; e a preparação da terra, a forma pela qual lhes é transmitida a educação”.[1]

Firmeza

“A firmeza e a autoridade são absolutamente necessárias na educação, continua o Beato Champagnat. Na firmeza autêntica deve prevalecer a razão, a sã consciência, a reflexão, o bom conselho, a paciência. É preciso evitar a falsa firmeza, onde prevalecem o mau-humor, a cólera, a paixão, a inflexibilidade e a imposição exagerada”.[2]

Educando os Filhos

“É preciso ir corrigindo, com muito jeito, os defeitos dos meninos, tais como o orgulho, o egoísmo, a preguiça, a ingratidão, etc. A alma dos meninos é como um campo que deve ser cultivado convenientemente. O objetivo da educação é, pois, semear esse campo, podar a vinha, arrancar os espinhos, tirar a cizânia, etc., lembra o Beato Marcelino Champagnat, grande educador.[3]

 
Exemplo para Grandes e Pequenos

D. Bosco conta que seu discípulo São Domingos Sávio, “aprendeu com extraordinária facilidade as orações da manhã e da noite, quando apenas tinha quatro anos de idade”.[4] É um exemplo para todos, grandes e pequenos. As mães devem ensinar seus filhos a rezarem desde cedo. E os que ainda não sabem rezar, sejam jovens ou velhos, chegou a hora de aprender!


“Muitos jovens seguem o mau caminho pois seus pais não souberam cultivar neles, com o exemplo e a palavra, o senso religioso da vida”.[5]

Fortaleza

Em meio às dificuldades e aborrecimentos do dia a dia, a virtude da fortaleza é cada vez mais necessária. Ela está ao alcance de cada um de nós, mas isso se a pedirmos a Nossa Senhora. A virtude da fortaleza dá à vontade um impulso e uma energia para fazer grandes coisas, suportar sofrimentos, e superar os obstáculos do caminho.[6]

Por   /   4 de maio de 2012  /
As fotos foram achadas livremente na web e postadas em um blog – o My Parent Is An Idiot (Meu Pai/Mãe é um idiota) – que mostra os “piores pais do mundo”. Veja e tire suas conclusões:

SEM COMENTÁRIOS, AS IMAGENS POR SI JÁ DIZEM TUDO…

DEUS NOS GUARDE!




[1]   Cfr. Beato Marcelino Champagnat, Ensinamentos Espirituais, Ed. Luís Vives, Espanha, 1955, pp. 373-374.
[2]   Op. cit., idem.
[3]   Cfr. Beato Marcelino Champagnat, Ensinamentos Espirituais, Ed. Luís Vives, Espanha, 1955, p. 308.
[4]   Cfr. Pe. Francisco Fernández, S.D.B. Editorial D. Bosco, Montevidéu, 1954, p. 20.
[5]   Op. cit., idem, p. 20.
[6]   Cfr. Pe. Gabriel A. Roschini, Instruções Marianas, Ed. Paulinas, São Paulo, 1960, pp. 177-190.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

UM INTRUSO NA FAMÍLIA



Caríssimos,

    Envio-lhes meu artigo semanal que espero lhes interessar. Abraço amigo e bênção cordial.

    + Dom Fernando Arêas Rifan



Diante da derrocada dos valores familiares humanos e cristãos, pareceu-me interessante a seguinte crônica.
Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem, e em seguida a convidou a viver com nossa família. A estranha aceitou e desde então tem estado conosco. Um intruso simpático e maldoso, sem cerimônia.


Intrigante o lugar que ela ocupou em nossa família. Meus pais tentavam nos dar boa educação. Minha mãe nos ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai a obedecer. Eles nos transmitiam valores éticos. Ensinavam-nos a rezar. Mas eles eram apenas instrutores complementares, porque a estranha intrometida era nossa verdadeira educadora. Mantinha-nos enfeitiçados por horas. Ela falava sobre todos os assuntos: política, esportes, história, ciência, família e comportamentos. Fascinante, fazia-nos rir e chorar. Ela misturava coisas boas às ruins, como fazem todos os promotores do mal. Ela tirou a oração da nossa casa. Destruiu também a conversa, o diálogo sadio da família. Ela ensinou charmosamente que o namoro indecente, o adultério, o ódio, a vingança, a violência eram coisas normais. A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes, minha mãe dormia e se levantava cedo, enquanto o resto de nós ficava escutando a intrusa até tarde. Ela divertia, mas nos estressava.

                
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las. Aliás, o que era a normativa dela era o dinheiro e não a ética. As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa. Entretanto, nossa visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se envergonhar. Pelo menos, no começo. Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Falava livremente sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.


Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha intrusa. Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso dos valores de meus pais; mesmo assim, permaneceu em nosso lar. Passaram-se mais de cinquenta anos desde que ela veio para nossa casa. Ela mudou de roupa e penteado. Mas continua a formar conceitos, a destruir a união das famílias, a ensinar moral não cristã e permissiva. Ela (de)forma os jovens, entretém os adultos e é babá corruptora das crianças.


Seu nome? Nós a chamamos de Televisão... Agora ela tem um marido que se chama Computador, seus filhos são, o Tablet, o iPad, e um filho adotivo, o Celular...!
Aparelhos, digo eu, úteis se bem utilizados, são perniciosos quando sem controle, criando dependência, destruidores do diálogo sadio e verdadeiros veículos de lixo. 


Bispo da Administração Apostólica Pessoal
São João Maria Vianney


terça-feira, 24 de julho de 2012

A Igreja pode se negar a celebrar um Matrimônio?


Há alguns dias foi noticiado que um pároco de Niterói, RJ, não aceitou celebrar o matrimônio de um casal, pois julgou haver um impedimento dirimente; isto é, algo que tornaria o matrimônio nulo. Algumas pessoas até se revoltaram e julgaram que a Igreja Católica foi cruel com o casal; mas não se trata disso.
 

Vamos esclarecer a questão, sem entrar no mérito da questão do caso de Niterói.

Muitos casamentos são declarados nulos pelos Tribunais eclesiásticos porque pode ter havido faltas que tornam nulo o sacramento; sem valor. Essas falhas são muitas; por exemplo: falta de capacidade para consentir (cânon 1095), se um dos cônjuges não tem juízo perfeito e não tem condições mentais de assumir as obrigações do matrimônio; Ignorância (cânon 1096) sobre a vida sexual no casamento; emprego da simulação para enganar o cônjuge (cânon 1101); uso da violência ou medo para conseguir o consentimento do outro (cânon 1103); condição não cumprida (cânon 1102); falta de idade mínima (cânon 1083); impotência permanente para o ato sexual (cânon 1084); o fato da pessoa já ser casada (cânon 1085); se o cônjuge é um padre ou uma irmã consagrada (cânon 1087 e 1088); rapto do cônjuge (cânon 1089); crime cometido para se casar com alguém (cânon 1090); cônjuges parentes (pai e filha; avo e neta, irmãos, etc.) (cânon 1091); parentesco legal por adoção (cânon 1094).

Nesses casos e em outros o casamento seria inválido; então, o pároco se souber do impedimento antes do casamento, não pode realizá-lo.

Um dos impedimentos que o Código de Direito Canônico coloca para a validade de um matrimônio, é a impotência para o ato sexual, permanente e irreversível, atestada por um médico.

Diz o Código de Direito Canônico: Cân. 1084 – §1. A impotência para copular, antecedente e perpétua, absoluta ou relativa, por parte do homem ou da mulher, dirime o matrimônio por sua própria natureza.§2. Se o impedimento de impotência for duvidoso, por dúvida quer de direito quer de fato, não se deve impedir o matrimônio nem, permanecendo a dúvida, declará-lo nulo.§3. A esterilidade não proíbe nem dirime o matrimônio, salva a prescrição do cânon 1098.

É bom notar que a esterilidade não é causa de nulidade. O que torna nulo o matrimônio é a impossibilidade definitiva do ato sexual por problema físico ou de outra natureza. Por que isso?

Porque uma das finalidades do matrimônio é gerar os filhos; e esses só podem ser gerados – no entendimento da moral católica – por meio do ato sexual. É este ato próprio do casal que “consuma” o matrimônio; sem ele o sacramento não será completo; é por isso que o casal que não pode copular não pode receber o matrimônio, pois ele seria nulo.

É bom dizer que esta norma da Igreja é antiquíssima, vem desde o Código anterior, e está vinculada à natureza do matrimônio.

Portanto, não se trata de uma maldade da Igreja; mas apenas uma coerência com o sacramento do matrimônio cuja finalidade principal é gerar os filhos. Se um casal recebesse o matrimônio com o propósito de nunca ter filhos, este matrimônio seria nulo. É por isso que o sacerdote pergunta aos noivos no altar: “Estais dispostos a receber os filhos que Deus lhes enviar, e educá-los na fé do Cristo e da Igreja?” A resposta deve ser “sim” para o matrimônio ser válido. A Igreja ensina que os casais precisam estar abertos aos filhos, pois isto é inerente ao sacramento do matrimônio; os filhos são o maior dom do matrimônio, ensina o Catecismo da Igreja. Um matrimônio sem filhos, exceto o caso de infertilidade, é como uma colméia sem abelhas.

“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC, 2373; GS, 50,2).

E conclui dizendo que: “os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).

Para o casal que se ama, mas não pode copular por problemas de saúde definitivos, e que por isso não podem receber o matrimônio, há a possibilidade de viverem juntos como irmãos, ajudando-se mutuamente.

Professor Felipe Aquino



Conferir, também, o ensaio "Em Defesa do Sacramento do Matrimônio", no link "Meus Documentos - Lista de Livros".

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