BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 4 de setembro de 2012

China: Famílias que perderam único filho quando já não podiam ter outro exigem indenização do Estado.



CLÁUDIA TREVISAN , CORRESPONDENTE / PEQUIM – O Estado de S.Paulo

O mundo da mãe de Dier mudou para sempre na tarde do dia 27 de maio de 2008, quando um policial americano ligou para sua casa na província chinesa de Shenyang e disse que sua filha única, de 25 anos, havia morrido em um acidente de carro a caminho do Grand Canyon.

Desde aquele momento, sua vida passou a ser definida pela ausência, a ponto de ela não se identificar com o próprio nome nas redes sociais de que participa na internet nem na entrevista ao Estado.

Aos 58 anos, a mãe de Dier faz parte da primeira geração de chineses sujeitos à radical política de controle de natalidade imposta pelo governo em 1979. Com a morte de Dier, ela e o marido enfrentam a perspectiva de uma velhice solitária, sem o amparo afetivo e financeiro que na sociedade chinesa recai sobre os filhos.

Não há números precisos sobre o tamanho desse grupo, mas alguns especialistas estimam que cerca de 1 milhão de famílias tenham perdido os filhos únicos nascidos depois de 1979. Parte delas ficou “órfã” na meia-idade ou na velhice, tarde demais para tentar uma nova gravidez.

“Eu queria ter outro filho, mas não pude em razão da política de controle de natalidade. Naquela época, a propaganda dizia que ter um único filho era melhor e eu acreditei que era melhor. Agora eu me arrependo”, diz a mãe de Dier em entrevista por telefone.

Formada em matemática, sua filha havia ganhado uma bolsa de estudos para fazer doutorado na Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, onde viveu nos nove meses anteriores à sua morte. Chamados de shiduzhe, os pais órfãos de filhos únicos começaram neste ano a quebrar a barreira da censura e do controle do regime chinês e a dar visibilidade às suas reivindicações de indenização e amparo oficial na velhice.

“Nós sabemos que os filhos têm a responsabilidade de sustentar os pais, mas nós não temos filhos. De quem é a responsabilidade?”, pergunta a mãe de Dier, uma das líderes dos shiduzhe.

A China tem uma rede de proteção social precária e a nova geração tradicionalmente cuida da anterior. Como não puderam ter mais filhos por determinação do governo, os pais órfãos afirmam que cabe ao Estado ampará-los agora, o que representa mais um desafio à política de controle de natalidade.

A situação tende a piorar nos próximos anos, na medida em que os atuais integrantes desse grupo envelheçam e novos pais percam seus filhos únicos. Considerando a taxa de mortalidade na população de 15 a 30 anos e o número de filhos únicos nessa idade (190 milhões), especialistas estimam que 76 mil famílias se tornam shiduzhe a cada ano – 208 por dia.

Wang Ping era o filho único de Xie Xinhua, de 45 anos, e foi assassinado a facadas há dois anos em uma lan house da província de Henan. Quando morreu, ele tinha 18 anos e se preparava para realizar o equivalente chinês ao vestibular. “O meu filho queria ser médico e dizia que iria cuidar de mim”, lembra Xie em um café de Pequim.

Desde fevereiro, ela vive na capital chinesa, onde tenta convencer os juízes da Suprema Corte do Povo a condenar à morte o assassino do filho. Todos os dias, ela passa horas em frente ao edifício, na esperança de falar com algum dos magistrados.

Quando Wang Ping tinha 5 anos, Xie engravidou, mas decidiu abortar aos três meses. “Eu e meu marido trabalhávamos em empresas estatais e tínhamos medo de perder o emprego se desrespeitássemos a política de filho único.”

Em sua opinião, o governo tem a obrigação de ajudar essas famílias e não apenas financeiramente. “Ninguém toma conta de nós quando estamos doentes, quando vamos ao hospital”, observa Xie, que se divorciou três meses depois da morte do filho. “Você só tem uma família se tem filhos. Não havia mais razão para ficar casada.”

Cem representantes dos shiduzhe de diferentes regiões da China foram a Pequim no mês de junho para pressionar o governo a adotar políticas específicas para o grupo. Depois de permanecer por um dia e uma noite em frente ao prédio da Comissão Nacional de População e Planejamento Familiar, eles foram orientados a escolher cinco pessoas para um encontro com o vice-diretor da organização.

No fim da reunião, receberam a promessa de que o governo estudaria o assunto e daria uma resposta dentro de três a quatro meses.


 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vaticano: Menina com Síndrome de Down presa por queimar o Alcorão não pode ler





Roma, 28 Ago. 12 / 03:08 pm (ACI).-  Cardeal Jean Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso no Vaticano defendeu a menina cristã com Síndrome de Down depois de ser presa e acusada de queimar textos com passagens do Alcorão, no Paquistão, e disse que a pequena "não sabe ler nem escrever.

"Em uma entrevista transmitida em 25 de agosto pela Rádio Vaticano, o cardeal disse que "antes de um texto sagrado, disse que era o objeto de escárnio, os fatos devem ser verificados". Alguns relatórios de organizações humanitárias que trabalham na área, disseram que a menor Rimsha Masih havia queimado documentos coletados de uma pilha de lixo, com a intenção de fazer fogo para cozinhar. Naquele momento, alguém entrou na casa e a acusou com sua
família de queimar páginas contendo versículos do Alcorão.

Falando à CNN, um oficial da polícia local, Qasim Niazi disse que havia cerca de 150 pessoas reunidas na sexta-feira onde vive a população cristã e ameaçaram incendiar suas casas. "A multidão queria queimar a menina, a dar-lhe uma lição", disse ele.

Rimsha é "uma menina que não sabe ler ou escrever, que coleta lixo para sobreviver , e que reuniu os fragmentos deste livro na sujeira", disse o arcebispo sobre este caso, que mostra o grau de intolerância dos muçulmanos para os cristãos. "Como a situação se agrava e se torna tensa, mais diálogo é necessário", acrescentou.

"Parece impossível que a menina tenha mostrado desprezo pelo livro sagrado do Islã", disse então o cardeal Tauran. Esta não é a primeira vez que o Vaticano se pronuncia diante deste tipo de caso. Ele também pediu a libertação de Asia Bibi, uma mãe católica de cinco filhos que ainda está na cadeia acusada de blasfêmia contra o Alcorão e condenada à morte, por uma acusação a qual ela sempre se declara completamente inocente. Neste caso, as esperanças de sair da prisão foram muito reduzidos após o assassinato do governador de Punjab, Salman Taseer, em seguida, o ministro das Minorias, o católico Shabbaz Bhati, quem lhe havia oferecido ajuda.

A lei de blasfêmia no Paquistão e outros países muçulmanos agrupa várias normas contidas no Código Penal diretamente inspirada na Sharia, a lei religiosa islâmica para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé e ao Alcorão. A ofensa pode ser denunciada por um muçulmano sem testemunhas ou provas adicionais, e a punição envolve julgamento imediato e posterior condenação à prisão ou morte dos acusados. A lei é usada com frequência para perseguir a minoria cristã, que normalmente é explorada no trabalho e discriminada no acesso a educação e nos postos públicos.

 Em várias partes do Paquistão e na Europa já deram várias demonstrações para tentar salvar a menina, cujo caso será levado ao tribunal na terça-feira 28 de agosto. Paquistaneses na Itália prepararam um abaixo assinado (ou uma revindicação) afim de ser enviada ao presidente Ali Zardari, para que liberte Rimsha Masih. Para participar pode escrever para :
salviamorimshamasih@gmail.com



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Bento XVI: A falsidade é a marca do Diabo.


Papa Bento XVI

VATICANO, 26 Ago. 12 / 09:35 pm (ACI/EWTN Noticias).- Em suas palavras prévias à oração do Ângelus, junto aos fiéis reunidos em sua residência de Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI recordou a traição de Judas, que permaneceu não por amor, mas por vingança, e cuja culpa mais grave "foi a falsidade, que é a marca do diabo".

O Santo Padre assinalou "Ele poderia ter ido embora, como fizeram os outros discípulos, ou melhor, deveria ter ido embora, se tivesse sido honesto. Porém, ficou com Jesus. Ficou não por causa da fé, nem por amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre. Por quê? Porque Judas se sentia traído por Jesus, e decidiu que, por sua vez, iria traí-lo".


"Judas era um Zelota, e queria um Messias vencedor, para guiar uma revolta contra os romanos. Mas Jesus tinha decepcionado essas expectativas. O problema é que Judas não foi embora, e sua culpa mais grave foi a falsidade, que é a marca do diabo".

O Papa indicou que por isso Jesus disse aos doze apóstolos que "um de vós é um diabo!".

Bento XVI assinalou que no Evangelho de hoje indica que muitos seguidores de Jesus se afastaram dele e deixaram de acompanhá-lo "porque não acreditaram nas palavras de Jesus que dizia: Eu sou o pão vivo descido do céu. O que comer deste pão viverá eternamente".

"Para eles esta revelação permanecia incompreensível, a entendiam em sentido material, enquanto que aquelas palavras preanunciavam o mistério pascal de Jesus, em que Ele daria a si mesmo pela salvação do mundo".

O Santo Padre recordou que depois Jesus se dirige aos apóstolos e lhes pergunta se eles também querem ir-se, "e como em outras situações, foi Pedro quem tomou a palavra e respondeu em nome dos doze: "Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus".

Ao concluir, o Santo Padre pediu à Virgem Maria que "nos ajude a crer em Jesus, como São Pedro, e a ser sempre honestos com Ele e com todos".




 

Redes Sociais

Continue Acessando

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...