BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

domingo, 17 de janeiro de 2016

DA OBEDIÊNCIA DO SÚDITO HUMILDE, A EXEMPLO DE JESUS CRISTO.

Beato Tomás de Kempis


1 – Senhor. Filho, o que procura afastar-se da obediência, afasta-se também da graça; e o que deseja ter coisas próprias, perde as comuns.

O que não se sujeita de boa vontade ao seu superior mostra que a sua carne ainda não lhe obedece perfeitamente, mas muitas vezes resiste e murmura.

Aprende, pois a sujeitar-te sem demora ao teu superior, se desejas sujeitar a tua carne, porque mais depressa se vencerá o inimigo exterior, se o homem interior não estiver desordenado.

Não há mais danoso nem pior inimigo para tua alma que tu mesmo, senão estás conforme com o espírito.

É necessário que te armes com o verdadeiro desprezo de ti mesmo, se queres ter vitória contra a carne e o sangue.

Mas porque ainda te armas desordenadamente, por isso, receias sujeitar-te de todo à vontade dos outros.

2 – Ora, que muito é que tu – que és pó e nada – te sujeites ao homem por amor de Deus, quando Eu, Onipotente e Altíssimo, que criei do nada todas as coisas, me sujeitei humildemente ao homem por teu amor?

Fiz-me o mais humilde e o mais abatido, para vencer a tua soberba com a minha humildade.

Aprende a obedecer, tu que és pó: aprende a humilhar-te, terra e barro, e até a prostrar-te aos pés de todos.

Aprende a vencer a tua vontade e render-te a toda sujeição.

3 – Abrasa-te em ira contra ti mesmo, nem consintas que exista em ti vaidade alguma; mas mostra-te tão sujeito e apoucado, que todos possam andar sobre a tua cabeça e pisar-te como lama da rua.

Ó homem vão, de que te queixas?

Pecador miserável, em que podes contradizer os que te injuriam, tu que tantas vezes ofendeste a Deus e mereceste o Inferno?

Mas perdoei-te, porque é preciosa tua alma a meus olhos, para que conhecesses o meu amor e fosses sempre agradecido pelos Meus benefícios, e para que continuamente tratasses da verdadeira sujeição e humildade, e levasses com paciência o teu próprio desprezo.

1ª Reflexão1

Não custa muito ser obediente, quando se é humilde; a grande dificuldade está em chegar a ser verdadeiramente humilde. Que fez a Serpente no Paraíso, para levar nossos primeiros pais à desobediência? Tentou-os pela soberba, dizendo-lhes: abrir-se-ão os vossos olhos e ficareis como deuses, a conhecer o bem e o mal.

Da humildade à obediência vai a mesma distância que da soberba à desobediência. Para um espírito orgulhoso o jugo da obediência é um suplício. Por isso, Jesus Cristo, o novo Adão, começou e consumou a obra da Redenção, fazendo exatamente o contrário do que os nossos primeiros pais haviam feito: eles quiseram fazer-se deuses, o Verbo eterno faz-se homem; eles pecaram pela soberba, pela desobediência e pela sensualidade; Jesus Cristo prega a humildade, a obediência e a mortificação. A cada ferida aplica o seu remédio, de maneira que onde abundaram os estragos do mal superabundassem os benefícios da medicina.

É da Ordem Natural das coisas que os inferiores obedeçam aos superiores: os soldados ao seu general, a nau ao seu piloto, a nação ao seu imperante, a comunidade ao seu superior, a família ao seu chefe. Quando se quebra o vínculo da obediência, aparece a desordem. Se queres aprender a virtude da perfeita obediência, dispõe-te a estudá-la na escola de Jesus Cristo e começa por te exercitar na verdadeira humildade. Na Sagrada Escritura, Jesus é muitas vezes chamado Messias, que quer dizer enviado, mandado; porque Ele veio resgatar os homens pela obediência, cumpriu as ordens do eterno Pai. Pois, assim como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também, pela obediência de um só muitos se tornarão justos.2 Jesus Cristo humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de Cruz.3

2ª Reflexão4

Não existe senão uma só vontade que tenha direito essencial e absoluto a ser obedecida, a vontade do Ente Supremo, que criou tudo com seu poder infinito e tudo conserva com a sua Providência Sapientíssima; daí vem a admirável oração do real Profeta; “Ensinai-me, Senhor, a fazer vossa vontade, porque Vós sois o meu Deus”.5

Esta vontade soberana tem Ministros para fazer lembrar seus Mandamentos e manter sua execução na família, no Estado, na Igreja; e a obediência lhes é devida, porque eles representam a Deus, cada um na sua ordem, segundo os graus de uma sublime hierarquia, que sobe do pai ao rei, do rei ao Pontífice, do Pontífice a Jesus Cristo, de Jesus àquele que O enviou, e de quem toda a paternidade, no Céu e na terra, tira seu nome”, isto é, sua autoridade.6

Assim que, o dever não é outra coisa senão o Preceito divino, e a virtude não é mais que a obediência a este Preceito. Todo pecado, pelo contrário, não é, como o primeiro, senão uma desobediência, uma rebelião, porque o homem foi concebido no pecado; donde vem aquela profunda expressão do Salmista: “O pecador é rebelde desde o seio de sua mãe, e entregue ao mal em suas entranhas”.7

Por isso, o sacrifício que expiou o pecado e reparou a natureza humana consistiu essencialmente, segundo a doutrina do grande Apóstolo, numa obediência infinita: “Cristo fez-se obediente até a morte, e morte de Cruz”. E nós, miseráveis criaturas, remidas com esta prodigiosa obediência recusaríamos obedecer! Oporíamos nossa vontade a vontade do Onipotente, por essa tremenda soberba gerada no Inferno, onde, nas trevas, no suplício, na raiva e desesperação, no opróbrio da escravidão a mais abjeta e hedionda, o Anjo prevaricador e seus cúmplices de contínuo repetem e repetirão eternamente: “Não obedecerei, Non serviam!”8

3ª Reflexão9

O grande Apóstolo São Paulo, querendo nos dar a conhecer de algum modo o amor que Nosso Senhor tem a esta virtude, diz que Ele se humilhou até a morte e a morte de Cruz: Humiliavit semetipsum usque ad mortem, mortem autem crucis;10 querendo dizer: Meu Senhor e meu Mestre não somente se humilhou por um tempo ou por alguma ação particular, mas até a morte, isto é, desde o instante de sua Conceição até o último momento de sua vida; e para nos mostrar a grandeza desta humildade de Nosso Senhor, disse: Ele se humilhou até a morte e morte de Cruz, que era a mais ignominiosa, a mais infame e cheia de abjeção que se podia achar, sobre qualquer outro gênero de morte. Nisto aprendemos que não devemos contentar-nos com praticar a humildade em algumas ações particulares e por um tempo só, mas sempre, e em todas as ocasiões, e não só até a morte, mas até a morte de Cruz, isto é, até a completa mortificação de nós mesmos, humilhando o amor de nossa própria estima, e a estima de nosso próprio amor; pois é necessário não nos entretermos com a prática de uma certa aparência de humildade, de gesto e de palavras, que consiste em dizer que nada mais somos do que a própria imperfeição, e em fazer muitas reverências e humilhações exteriores, e coisas semelhantes que nada tem da humildade verdadeira, pois esta faz que nos reconheçamos e nos consideremos como verdadeiros nadas, que não merecemos viver, e nos torna flexíveis, dóceis e submissos a um qualquer.11

Oração

Ó meu Deus, preservai-me de uma soberba tão insensata, tão criminosa! Ensinai-me vossa graça a submeter-me a Vós e a todos os que me destes por superiores! “Estrangeiro sou sobre a terra; não me escondais vossos Mandamentos. Minha alma, a cada hora, se recorda de vossa lei. Ensinai-me, Senhor, a fazer vossa vontade, porque sois meu Deus!”12

Ó meu divino Salvador, que em vossos sofrimentos me deixastes o exemplo perfeito da mais profunda obediência, concedei-me a graça da paz interior, de me aquietar em todos os sucessos contrários e penosos; de os olhar todos por mandamentos do Céu e por ministros da divina ordenação; dai-me, Senhor, que a tudo viva submisso como vos submetestes à vontade de Vosso eterno Pai, e possa dizer com alma sincera e humilhada: “Faça-se em tudo a vontade de Deus!”13

Senhor… eu vos dou infinitas graças e louvores… suplicando-vos… um verdadeiro desprezo de mim mesmo e das honras do mundo, e uma obediência cega aos meus superiores, por amor de Vós, em tudo o que não Vos ofender.14


______________________________

1.  Mons. Manuel Marinho, “Imitação de Cristo”, Liv. III, Cap. XIII, pp. 164-167; Editora Viúva de José Frutuoso da Fonseca, Porto, 1925.

2.  Romanos 5, 19.

3.  Filipenses 2, 8.

4.  Presbítero J.I. Rouquette, “Imitação de Cristo”, Liv. III, Cap. XIII, pp. 199-203; Editora Aillaud & Cia., Paris/Lisboa.

5.  Salmo 142, 10.

6.  Efésios 3, 15.

7.  Salmo 50, 7.

8.  Filipenses 2, 8; Jeremias 2, 20.

9.  “Imitação de Cristo”, por um Padre da Missão, Liv. III, Cap. XIII, p. 172-174; Imprenta Desclée, Lefebvre y Cia, Tornai/Bélgica, 1904.

10.  Filipenses 2, 8.

11.  São Francisco de Sales, “Sermão para o dia da Purificação iv.”.

12.  Salmo 117, 19-20.

13.  Presbítero J.I. Rouquette, ob. cit.

14.  São Francisco de Sales, “Opusc. iii.”


domingo, 10 de janeiro de 2016

NA LISTA DOS 10 MILAGRES QUE DESAFIAM A CIÊNCIA, TODOS SÂO CATÓLICOS.



Um milagre é um acontecimento sobrenatural, ou seja, acima do natural: ele contraria as leis da natureza e a ciência não consegue explicá-lo, por mais que os cientistas analisem, reanalisem e debatam.

Há relatos de milagres em praticamente todas as religiões, e, ao longo do tempo, a ciência desmentiu muitos deles. Outros, porém, continuam inexplicáveis e assombrosos, como estes dez, listados pelo site Live Science.

Particularmente chamativo é o fato de que, dos dez milagres listados, todos os dez são milagres cristãos, de dentro do Catolicismo – e seis deles envolvem Nossa Senhora!

Destacamos cinco dos milagres listados pelo Live Science:

1 – O milagre do sol, em Fátima

Em 13 de outubro de 1917, 70 mil pessoas, incluindo jornalistas, testemunharam o milagre que tinha sido anunciado pelas três crianças a quem Nossa Senhora tinha aparecido. Ao meio-dia, depois de uma forte chuva que parou de repente, as nuvens se abriram diante dos olhos de todos e o sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco, que girava em espiral e emitia luzes coloridas. O fenômeno durou cerca de 10 minutos e está na lista oficial de milagres reconhecidos pelo Vaticano. Os céticos tentam atribuir o evento ao fenômeno atmosférico do parélio, mas sem provas e sem explicar como foi que as crianças o “previram”.

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2 – O sangue de São Januário

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São Januário ou “San Gennaro”, em italiano, é o padroeiro de Nápoles. Ele foi martirizado no século IV e um pouco do seu sangue foi guardado em um relicário. Devendo estar completamente seco depois de 1.700 anos, o que acontece é que, todo ano, em 19 setembro, o sangue se liquefaz diante de milhares de fiéis. A liquefação começou a acontecer depois do terremoto de 1980, que matou mais de 2.500 pessoas em Nápoles. Os cientistas têm muitas teorias sobre o caso, mas até hoje não conseguiram explicar o fenômeno.

3 – O corpo incorrupto de Santa Bernadete de Lourdes
 
O corpo de Santa Bernadete de Lourdes, que faleceu em 1879, continua em exposição na Capela de Santa Bernadete, na França, perfeitamente incorrupto. A primeira exumação foi feita em 1909 e os médicos que a realizaram ficaram surpresos ao constatar que o corpo não só não exalava qualquer odor, como também estava em perfeito estado de conservação. A pele se mostrava macia e com consistência quase normal ao ser cortada, o que é inexplicável pelas leis da natureza. O corpo foi reavaliado em outras duas ocasiões, com as mesmas constatações de incorruptibilidade milagrosa.

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4 – A imagem da Virgem de Guadalupe

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A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surgiu em 1531, quando o índio Juan Diego disse ter visto a Virgem Maria num campo próximo da Cidade do México. Como prova, ele apresentou seu manto, um tecido feito de fibra de cacto e de qualidade bem pobre, no qual a imagem de Maria teria sido “impressa” depois da aparição. O material foi analisado em diversas ocasiões por cientistas, que nunca conseguiram determinar como a imagem surgiu sobre o tecido. Mais impressionante ainda: não é uma imagem pintada ou estampada “no” tecido: ela “flutua” ligeiramente “acima” do tecido! Igualmente sem explicação é a perfeita preservação do manto e da imagem mesmo depois de 500 anos. O ícone está exposto na Basílica de Guadalupe, no México.

5 – O Santo Sudário

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Provavelmente a relíquia mais famosa da História, o Sudário de Turim não é considerado um milagre propriamente dito, mas nenhuma explicação conseguiu até hoje comprovar o que ele é e como a imagem impressa nele foi gerada. Trata-se do tecido que teria envolvido o corpo de Jesus no sepulcro. A imagem impressa no sudário seria, portanto, a do seu corpo. Exaustivamente analisado e estudado por uma volumosa quantidade de cientistas, o sudário parece apresentar o mesmo fenômeno do manto com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe: a impressão do suposto corpo de Jesus não é direta sobre o tecido, mas “flutua” ligeiramente acima dele. As tentativas de reproduzir a impressão nunca deram certo e até hoje não se explica de que forma a imagem foi gerada sobre o sudário; o que parece mais provável é que ela tenha sido impressa mediante a irradiação de uma luz poderosa, originada do próprio corpo que ficou impresso. Para os fiéis, trata-se de uma “prova” da ressurreição de Cristo. A datação da relíquia também é controversa: alguns exames situam a sua origem na Idade Média, mas pesquisas posteriores indicam que o tecido foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., podendo, portanto, ser da época de Cristo.


 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

IMPETRATÓRIOS LOUVORES AO DIVINO MENINO JESUS.



Degraus da Divina Infância
de Nosso Senhor Jesus Cristo1

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que descestes do seio de vosso Pai para nos salvar, fostes concebido do Espírito Santo, sem vos causar horror o seio de uma Virgem, e assumistes, Verbo feito carne, a forma de Servo, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós. (Repete-se esta invocação depois de cada degrau ou rogativa).

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que por meio da Santa Virgem, vossa Mãe, visitastes Santa Isabel, enchestes do Espírito Santo o vosso Precursor, João Batista, e o santificastes no seio de sua mãe, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que tão ardentemente desejado por Maria e São José antes do vosso Nascimento, vos oferecestes como Vítima a Deus vosso Pai, para a salvação do mundo, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que nascido da Virgem Maria em Belém, envolto em panos, deitado numa manjedoura, anunciado pelos Anjos e visitado pelos pastores, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que circuncidado ao oitavo dia depois do vosso Nascimento, recebestes o Nome de Jesus, e vos mostrastes desde então Salvador nosso, tanto por este nome glorioso, como pela efusão do vosso Sangue, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que revelado aos três reis magos por uma estrela, recebestes nos braços de vossa Mãe as suas adorações e presentes misteriosos, o ouro, o incenso e a mirra, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que apresentado no templo pela Santa Virgem, vossa Mãe, recebido nos braços do santo velho Simeão, e revelado a Israel pela profetisa Ana, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que perseguido mortalmente pelo iníquo Herodes, transportado ao Egito por São José e vossa Mãe, escapado por meio à cruel matança dos Inocentes, e glorificado pelo seu Martírio, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que desterrado para o Egito com a vossa Mãe Santíssima, a Virgem Maria, e o Patriarca São José, aí ficastes até a morte de Herodes, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que retornado do Egito para a terra de Israel com Maria e São José, depois de ter sofrido muito nesta viagem, vivestes oculto na cidade de Nazaré, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que morastes na Santa Casa de Nazaré, humildemente submisso à Maria e São José, vivendo no seio da pobreza e dos trabalhos, crescendo em sabedoria, idade e graça, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. Dulcíssimo Menino Jesus, que perdido na cidade de Jerusalém na idade de doze anos, procurado com dor por Maria e São José, e, três dias depois, encontrado por eles com alegria entre os doutores, tende compaixão de nós. R. Tende compaixão de nós, ó Jesus Menino, tende compaixão de nós.

V. O Verbo se fez carne.
R. E habitou entre nós.

Oremos: Deus onipotente e eterno, Senhor do Céu e da terra, que vos revelais aos humildes, fazei, nós vos pedimos, que, meditando e honrando dignamente os Mistérios da Santa Infância de Jesus, vosso divino Filho, e nos aplicando a imitar as suas virtudes, como é o nosso dever, possamos chegar ao Reino dos Céus, prometido aos humildes. Pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor. Assim seja.



Oferecimento dos Méritos do Menino Jesus2

Por havermos ofendido a Deus, merecemos ser condenados à morte eterna; a justiça divina quer com razão ser satisfeita; que devemos fazer? Desesperar? Oh! Não. Ofereçamos a Deus este terno Menino, que é seu Filho, e digamos-lhe cheios de confiança.3

Pai celeste, miserável pecador sou, digno do Inferno; ai! Nada tenho para vos oferecer em expiação dos meus pecados; mas ofereço-vos as lágrimas, as penas, o Sangue, a morte do Inocente Jesus, vosso Filho, e vos peço misericórdia pelos seus merecimentos. Se não tivesse este divino Menino para vos oferecer, perdido estaria, não haveria mais esperança para mim; mas, vós O me haveis dado a fim de que, oferecendo-vos os seus merecimentos, possa esperar a minha salvação. Senhor, infame tem sido a minha ingratidão, maior é, porém, a vossa misericórdia. E que maior misericórdia podia esperar de vós do que me dardes o vosso divino Filho para Redentor e Vítima de expiação pelos meus pecados? Pelo amor, pois de Jesus Cristo, perdoai-me; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter desagradado, ó Bondade infinita! Pelo amor de Jesus Cristo, concedei-me também a santa perseverança. Ah! Deus meus, se vos ofendesse ainda depois de me haverdes esperado com tanta paciência, e esclarecido com tantas luzes e perdoado com tanto amor, não seria necessário um inferno de propósito só para mim? Por piedade, meu Pai, não permitais que me separe mais de Vós. Meu Jesus, ó doce Menino, prendei-me a Vós pelos laços do vosso amor; amo-vos, e amar-vos quero para todo sempre. Não permitais que me separe mais de Vós. Amo-vos também, ó minha Mãe Maria; dignai-vos igualmente amar-me, e como garantia deste amor obtende-me a graça de nunca cessar de amar o meu Deus. Amém.




Ladainha do Amor de Deus
(Composta pelo Santo Padre, o Papa Pio VI)

A vós, que sois o amor infinito, amo-vos, ó meu Deus.
A vós, que me haveis prevenido pelo vosso amor, amo-vos, ó meu Deus.
A vós, que me mandais que vos ame, amo-vos, ó meu Deus.

De todo o meu coração, amo-vos, ó meu Deus.
Com toda a minha alma, amo-vos, ó meu Deus.
Com todo o meu entendimento, amo-vos, ó meu Deus.
Com todas as minhas forças, amo-vos, ó meu Deus.
Sobre todos os bens e honra, amo-vos, ó meu Deus.
Sobre todos os prazeres e gozos, amo-vos, ó meu Deus.
Mais do que a mim mesmo e tudo o que me pertence, amo-vos, ó meu Deus.
Mais do que a todos os meus parentes e amigos, amo-vos, ó meu Deus.
Mais do que a todos os homens e Anjos, amo-vos, ó meu Deus.
Mais do que a todas as coisas criadas no Céu e na terra, amo-vos, ó meu Deus.
Unicamente por amor de Vós, amo-vos, ó meu Deus.
Porque Sois o soberano Bem, amo-vos, ó meu Deus.
Porque Sois infinitamente digno ser amado, amo-vos, ó meu Deus.
Porque Sois infinitamente perfeito, amo-vos, ó meu Deus.
Ainda que não me houvésseis prometido o Céu, amo-vos, ó meu Deus.
Ainda que me ameaçásseis com o Inferno, amo-vos, ó meu Deus.
Ainda que me provásseis pela miséria e pelo infortúnio, amo-vos, ó meu Deus.
Na abundância e na pobreza, amo-vos, ó meu Deus.
Na prosperidade e na adversidade, amo-vos, ó meu Deus.
Nas dignidades e nos desprezos, amo-vos, ó meu Deus.
Nos prazeres e nos sofrimentos, amo-vos, ó meu Deus.
Na saúde e na doença, amo-vos, ó meu Deus.
Na vida e na morte, amo-vos, ó meu Deus.
No tempo e na eternidade, amo-vos, ó meu Deus.

Em união do amor com que vos amam no Céu todos os Anjos e Santos, amo-vos, ó meu Deus.
Em união do amor com que vos ama a Bem-aventurada Virgem Maria, amo-vos, ó meu Deus.
Em união do amor infinito com que eternamente vos amais, amo-vos, ó meu Deus.

Oremos: Ó meu Deus, que possuis em abundância incompreensível tudo o que pode ser perfeito e digno de amor, extingui em mim todo o amor criminoso, sensual e desordenado às criaturas, e acendei no meu coração o fogo puríssimo do vosso amor, para que não ame senão a Vós e por Vós, até que sendo enfim consumido pelo vosso santíssimo amor, vá amar-vos eternamente com os eleitos no Céu, pátria do amor. Assim seja.




Oração ao Divino Menino Jesus de Praga
(Revelada, afirma-se, pela Santíssima Virgem ao Pe. Cirillo, carmelita)


A Vós recorro, ó Menino Jesus. Peço-vos, pela vossa Santíssima Mãe, assisti-me nesta necessidade (aqui se expõe o objeto da súplica), porque firmemente creio que a vossa Divindade pode me socorrer. Cheio de confiança, espero alcançar a vossa santa graça. Amo-vos de todo o coração e com todas as forças da minha alma. Arrependo-me sinceramente dos meus pecados; e a Vós suplico, ó Bom Jesus, dar-me a força de triunfar deles. Tomo a resolução de não vos ofender mais; e a Vós venho me oferecer disposto a antes sofrer tudo do que vos desagradar. De agora em diante, quero vos servir com fidelidade. Por vosso amor, ó Deus Menino, amarei a meu próximo como a mim mesmo. Poderosíssimo Menino, ó Jesus, novamente peço, assisti-me nesta circunstância (nomeai-a novamente), concedei-me a graça de possuir-vos eternamente com Maria e São José no Céu, e adorar-vos com os santos Anjos. Assim seja.



________________________________

Fonte: Rev. Pe. Saint-Omer, CSsR., “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, Terceira e Quarta Partes, pp. 415-418, 479-480, 466-467, 495; Impresso pelos Estabelecimentos Casterman Editores S.A., Tournai (Belgique), Bélgica, 1921.

1.  300 dias de indulgência, por uma vez cada dia.

2.  IV. 26 Dez.

3.  IV. Disc. 2.

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