BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SOBRE A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO.

O Santo Sacrifício


Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, explanando sobre a “Grandeza do Santo Sacrifício da Missa”, precisamente no ponto em que trata da “Santa Missa – é o maior presente de Deus”; o Santo Doutor diz as surpreendentes palavras:

“Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do Profeta1, é a coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja: 'Qual é o seu bem e qual a sua formosura, senão o Pão dos Escolhidos e o Vinho que gera Virgens'. São Boaventura2 diz, que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o Amor que Deus nos dedicou e que é, de certo modo, um Compêndio de todos os benefícios que Ele nos fez. Por isso, o Demônio se esforçou sempre para retirar do mundo a Santa Missa, por meio dos hereges; estes (os hereges) se mostram assim como precursores do Anticristo, que procurará, antes de tudo, impedir a Celebração da Santa Missa, o que ele (o Anticristo), de fato, conseguirá, conforme a profecia de Daniel: 'E lhe será dado o poder contra o Sacrifício Perene por causa dos pecados' (8, 12)”.3

É simplesmente terrível pensar nesta realidade futura, que nos espera. Mas, tenho que vos dizer que, se continuarmos a ler todo o versículo 12, descobriremos, que a desgraça não é pouca, e que em grande parte, nós já a estamos vivendo. Diz o Profeta textualmente:

“... E foi-lhe (ao anticristo) dado poder contra o Sacrifício Perpétuo, por causa dos pecados (do povo); e a verdade será abatida sobre a terra, e ele compreenderá tudo e, tudo lhe sucederá conforme o seu desejo”.4 E, em outro lugar, diz:

“E confirmará com muitos a sua aliança durante uma semana; e no meio da semana fará cessar a hóstia e o sacrifício; e estará no templo a abominação da desolação; e a desolação durará até a consumação, e até o fim”.5 Noutro lugar, diz:

“E estarão do seu lado os braços (de homens poderosos), que violarão o Santuário da fortaleza, e farão cessar o Sacrifício Perpétuo, e porão no templo a abominação da desolação. E os prevaricadores da aliança usarão de disfarces e de fraude, mas o povo, que conhece o seu Deus, perseverará constante, e procederá (segundo a lei)...”.6 E, por último, este trecho:

E desde o tempo em que o Sacrifício Perpétuo for abolido, e a abominação da desolação for estabelecida (no templo), passarão mil e duzentos e noventa dias. Bem-aventurado o que espera e que chega até mil e trezentos e trinta e cinco dias!”.7

Ora, como vimos no capítulo 8, versículo 12, as verdades ensinadas pela Igreja, estão sendo abatidas, deturpadas e, em alguns casos, alteradas. Não entraremos neste assunto, propriamente, por se ele de experiência prática para todos nós. Vejamos ainda, outros textos sobre a Sagrada Eucaristia:

O Doutor Angélico, ensina que: “(o Anticristo) afirmará que vem destruir a idolatria, elevando-se acima de tudo o que é chamado deus pelos pagãos, e do que é adorado como Deus pelos Cristãos, embora no fundo o seu fim seja destruir o Culto do verdadeiro Deus, e o Verdadeiro Sacrifício...”.8

O Venerável e Admirável Padre Francisco Suarez, S.J., comentando sobre a última perseguição contra a Igreja, diz:

Aquela perseguição haverá de ser universalíssima, por todo o mundo, como abertamente se colige dos capítulos 13 e 20 do Apocalipse: 'E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los... E, estenderam-se pela superfície da terra, e cercaram os acampamentos dos santos...'.9 Valendo-se desta passagem, comenta Santo Agostinho10, que todos os homens maus, hereges e seus semelhantes, hão de se unir com o Anticristo para perseguir por todas as partes aos fiéis... é certeza de fé, como o notou o Santo Doutor11… que Cristo não pode abandonar a Sua Igreja de tal modo que totalmente seja vencida, 'porque as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela';12 e, por isso, disse o mesmo Cristo: 'Aqueles dias serão abreviados por causa dos eleitos'.13 Logo, haverá muitos eleitos que não serão vencidos, nos quais perseverará (continuará) a Igreja. E, pelo mesmo, no Apocalipse se põe sempre aquela limitação: 'Adorarão a Besta, todos os habitantes da terra cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida'.14

Texto em consonância com o Profeta, que diz: “... que todas estas coisas se cumpririam, quando acabasse de ser despedaçada a força do povo santo...”.15

Também os Padres acima citados, supõe que então haverá de ter muitos e exímios Mártires, que serão constantes na fé até a morte; portanto, de modo semelhante, perseverarão nas montanhas e nas covas (cavernas), muitos Confessores, que logo, permanecerão sobrevivendo à morte do Anticristo. E entre eles não faltará o uso dos Sacramentos e do Sacrifício Eucarístico em lugares ocultos (escondidos).

E, é que os perseguidores não poderão impedir estas coisas, se não tiverem conhecimento das mesmas; e não permitirá Deus ao Demônio, ou que, visite todos os lugares ocultos dos santos; ou que, eles os revelem aos perseguidores. E deste modo há que se entender, piedosamente, a escritores católicos, se alguma vez dizem que naquele tempo há de faltar a fé no mundo todo, ou coisa semelhante16.”17

Quando, pois, virdes a abominação da desolação, que foi predita pelo Profeta Daniel, posta no lugar Santo, – o que lê entenda, – então os que se acham na Judeia, fujam para os montes; e o que se acha sobre o telhado, não desça para tomar coisa alguma de sua casa; e o que está no campo, não volte para tomar a sua túnica... porque, então, será grande a aflição, como nunca foi, desde o princípio do mundo até agora, nem jamais será”.18

E, Eu vo-lo disse agora, antes que suceda,
para que, quando suceder, acrediteis”.19

Deus revela os
acontecimentos antecipadamente.20

“Ora, os membros da Igreja de Jerusalém, através de uma profecia proveniente de uma revelação feita aos fiéis mais ilustres da cidade, receberam a ordem de deixar a cidade antes da guerra e transferir-se para uma cidade da Pereia, chamada Pela. Para lá fugiram de Jerusalém os fiéis de Cristo, de sorte que os santos Varões abandonaram totalmente a régia capital dos Judeus e toda a terra da Judeia. Então, a Justiça de Deus atingiu os judeus que haviam praticado tais iniquidades contra Cristo e os Apóstolos e esta geração de ímpios desapareceu inteiramente do meio dos homens...”.21

Fechamos esta série de santa doutrina com uma pequena, mas ao mesmo tempo grande profecia, de uma pequena, mas ao mesmo tempo, grande Doutora da Igreja, que diz:

“Não digo que a Igreja venha a ser menos perseguida,
mas, tenho fé no porvir glorioso que lhe foi predito.
O Bem só triunfará quando a corrupção atingir o seu auge!”.22


Fala-nos, Cristo, Nosso Bem:

Disse-Vos estas coisas,
para que tenhais paz em Mim.
Haveis de ter aflições no mundo;
mas, tende confiança,
Eu venci o Mundo”.23


____________________

1.  Zac. 9, 17.

2.  De inst. Nov., 1. c.

3.  Pe. Saint-Omer, CssR., Escola da Perfeição para Seculares e Religiosos, 4ª Parte, Cap. III, Art. I, IV, p. 402; 4ª Edição, 1955. Obra compilada dos Escritos de Santo Afonso M. de Ligório.

4.  Dan. 8, 12.

5.  Dan. 9, 27.

6.  Dan. 11, 31-32.

7.  Dan. 12, 11-12.

8.  São Tomás de Aquino, “Adv. Antic., texto coligido da obra “O Fim do Mundo está Próximo?”, do Pe. Júlio Maria, S.D.N., 5ª Edição, 1954.

9.  Apoc. 13, 7; 20, 5.

10.  Lib. 20, “De Civitate Dei”, Cap. 9 et 11.

11.  Ibidem, Cap. 11.

12.  Mat. 16, 18.

13.  Mat. 24, 22.

14.  Apoc. 13, 8.

15.  Dan. 12, 7-13.

16.  Léase Soto, In 4, dist. 46, q. I, Part. I.

17.  Suarez, “Misterios de la Vida de Cristo”, vol. II, Disc. LIV, secç. VI, nn. 3-5; BAC, 1950.

18.  Mat. 24, 15-21; Marc. 13, 14-20; Luc. 21, 20-24; Dan. 9, 27; 11, 31; 12, 11; I Mac. 1, 56-67; II Tes. 2, 3-4.

19.  Jo. 14, 29.

20.  Amós, 3, 7.

21.  Eusébio de Cesaréia, “História Eclesiástica”, Liv. III, Cap. V, 3.

22.  Santa Catarina de Sena, por Johannes Soergensen, Liv. II, Cap. IX; 2ª Edição, Vozes – Petrópolis, 1953.

23.  Jo. 16, 33.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

QUARENTA HERESIAS CONDENADAS DO ESPIRITISMO PELA IGREJA CATÓLICA.


O senhor poderia enumerar os motivos,
 
por que não é possível

ser católico e espírita

(umbandista, etc.) 
 
ao mesmo tempo?1


Sim, vamos lá. São quarenta (40)!

Um dos melhores teólogos do Brasil, especialista também em espiritismo, o Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M., demonstrou, ponto por ponto, com as próprias palavras dos mais abalizados doutrinadores espíritas, que o espiritismo nega, de fato, 40 Verdades Fundamentais do Catolicismo. Do Cristianismo não sobra mais nada. Os espíritas que, na proporção de 90%, são católicos batizados, não conhecem essa realidade. É que não conhecem nem o Espiritismo nem o Catolicismo, por viverem na confusão. Perderam o maior valor de sua vida, sua verdadeira fé.

Tomo a liberdade de transladar para cá a exposição desses motivos. Serão de grande utilidade para Catequistas e Agentes de Pastoral.


1) O católico instruído sabe que o homem tem uma inteligência limitada e que Deus é infinitamente sábio, podendo revelar-nos verdades que superam a nossa capacidade racional e, por isso, o católico admite a possibilidade do Mistério e aceita tais verdades sempre que tem certeza de que foram reveladas por Deus; o espírita proclama que, absolutamente, não há Mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender, é falso e deve ser rejeitado.

2) O católico instruído crê que Deus pode fazer e, de fato, fez milagres para comprovar Sua revelação; o espírita rejeita a possibilidade do milagre e dogmatiza que também Deus deve obedecer às leis da natureza.

3) O católico instruído crê que os Livros da Sagrada Escritura foram inspirados por Deus e que, por isso, não podem ter erros em questões de Fé e de Moral; o espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que nunca foi inspirada por Deus.

4) O católico instruído crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos Apóstolos e seus Sucessores para que os ajudasse a transmitir e conservar fielmente as verdades divinamente reveladas; o espírita declara que os Apóstolos e seus Sucessores, o Papa e os Bispos, não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo o que eles nos transmitiram, está errado e falsificado.

5) O católico instruído crê que o Papa, Sucessor de São Pedro, é infalível sempre que com sua Suprema Autoridade, decide solenemente questões de Fé ou Moral; o espírita proclama que os Papas só espalharam o erro e a incredulidade.

6) O católico instruído crê que Jesus instituiu uma Igreja com o fim de continuar através dos séculos Sua obra de santificação dos homens; o espírita declara que até a vinda de Allan Kardec a obra de Cristo estava perdida e inutilizada.

7) O católico instruído crê que Jesus nos ensinou todas as verdades religiosas necessárias e suficientes para a nossa eterna salvação; o espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e mesmo a substituir o Evangelho de Cristo.

8) O católico instruído crê que em Deus há uma só Natureza e três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo; o espírita nega este augusto e fundamental Mistério da Santíssima Trindade.

9) O católico instruído crê que Deus é o Criador de todas as coisas, realmente distinto do mundo e um Ser Pessoal e Consciente; grande parte dos espíritas afirmam que Deus é a alma do mundo e que os homens são partículas de Deus, professam assim um perfeito Panteísmo.

10) O católico instruído crê que Deus é libérrimo para criar ou não criar o mundo e fazê-lo como melhor lhe parece; muitos espíritas dogmatizam que Deus devia necessariamente desde toda eternidade criar e devia fazer todos os homens iguaizinhos.

11) O católico instruído crê que Deus fez o mundo do nada, com o simples império de sua vontade onipotente; o espírita dogmatiza que o mundo, ou sempre existiu e apenas se aperfeiçoou, ou é uma emanação de Deus.

12) O católico instruído crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo; o espírita dogmatiza que a nossa alma é o resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.

13) O católico instruído crê que Deus interveio diretamente na formação do primeiro homem; o espírita dogmatiza que o primeiro era um macaco evoluído.

14) O católico instruído crê que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma; o espírita dogmatiza que é um composto entre perispírito e alma, e que o corpo é apenas um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.

15) O católico instruído crê que a alma é um espírito sem matéria; o espírita dogmatiza que a alma “é a matéria quintessenciada”.

16) O católico instruído obedece a Deus que, sob penas severas, proibiu a evocação dos mortos; o espírita fez desta evocação uma nova religião.

17) O católico instruído crê na existência de Anjos, seres espirituais mais perfeitos que o homem; o espírita dogmatiza que não há Anjos, mas apenas espíritos mais evoluídos e que eram homens.

18) O católico instruído crê que uma parte dos Anjos, os Demônios, se revoltou contra Deus, sendo condenados ao Inferno; o espírita dogmatiza que não há Demônios, mas apenas espíritos imperfeitos, mas que alguma vez alcançarão a perfeição.

19) O católico instruído crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus igual ao Pai e ao Espírito Santo; o espírita nega esta verdade fundamental da Fé Cristã e dogmatiza que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.

20) O católico instruído crê que Jesus fez verdadeiramente milagres para comprovar Sua missão divina; o espírita nega as ressurreições e os outros milagres operados por Cristo.

21) O católico instruído crê que Jesus Cristo é também verdadeiro homem, com corpo real e alma humana; grande parte dos espíritas dogmatiza que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.

22) O católico instruído crê que Maria Santíssima é Mãe de Deus, isto é, de Cristo que é Deus, e por isso, Imaculada, sempre Virgem e assumida ao Céu em corpo e alma; o espírita nega e ridiculariza todos os privilégios da excelsa Mãe de Jesus.

23) O católico instruído crê que Cristo veio para salvar e remir a humanidade por sua Vida, Paixão e Morte na Cruz; o espírita dogmatiza que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e isso mesmo ainda de um modo obscuro e incerto e que cada um precisa remir-se a si mesmo.

24) O católico instruído crê que o filho de Adão nasce sem os dons da graça com que Deus adornara generosamente a natureza humana, isto é, que nascemos todos com o Pecado Original; o espírita dogmatiza que Deus assim seria injusto e, por isso, nega o Pecado Original.

25) O católico instruído crê que Deus está sempre disposto a nos ajudar com a sua graça e seus favores; o espírita dogmatiza que Deus não pode conceder nem graças nem favores, mas tem que dar a todos exatamente o mesmo.

26) O católico instruído crê que Deus pode perdoar os pecados ao pecador que a Ele se volta arrependido e contrito, com o propósito sincero de não tornar a pecar; o espírita dogmatiza que Deus não pode perdoar pecados sem que preceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, em sempre novas encarnações.

27) O católico instruído crê que a vida de penitência e de oração e contemplação aperfeiçoa o homem; o espírita dogmatiza que a penitência voluntária e a contemplação nada valem perante Deus.

28) O católico instruído crê que, em atenção aos superabundantes merecimentos de Cristo e mediante os Sacramentos por Ele determinados e instituídos, o homem pode ser elevado à ordem da vida sobrenatural, que nos torna filhos adotivos de Deus, templos vivos do Espírito Santo e herdeiros do Céu; o espírita nega qualquer graça santificante e a vida sobrenatural.

29) O católico instruído crê que Jesus instituiu sete Sacramentos como meios por Ele determinados de santificação; o espírita nega toda eficácia sobrenatural dos Sacramentos.

30) O católico instruído crê que é pelo Batismo que o homem deve iniciar a sua santificação; o espírita nega que Jesus mandou se batizassem todos os homens para a remissão dos pecados e infusão da vida sobrenatural.

31) O católico instruído crê que Jesus está verdadeiramente presente no Pão Eucarístico para ser o alimento da nossa vida sobrenatural; o espírita ridiculariza a Eucaristia como pura “pantomina e palhaçada do Catolicismo”.

32) O católico instruído crê que a Confissão é um meio determinado por Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo e de que sinceramente nos arrependemos; o espírita dogmatiza que cada qual precisa reparar o mal por meio de novas reencarnações, sem o que Deus não pode perdoar pecados.

33) O católico instruído crê que o Matrimônio é um Sacramento instituído por Cristo para estabelecer uma santa e indissolúvel união entre o homem e a mulher; o espírita proclama que o Casamento é solúvel e que o divórcio é uma lei natural.

34) O católico instruído crê que o homem vive uma só vez sobre a terra e que desta única existência depende a vida eterna; o espírita dogmatiza que a gente nasce, vive e morre e renasce ainda e progride continuamente.

35) O católico instruído crê que depois da morte o homem deve comparecer perante Deus e prestar contas de sua vida; o espírita dogmatiza que este Juízo Particular é pura fantasia e imaginação.

36) O católico instruído crê na existência de um lugar e um estado chamado Purgatório, onde se purificam as almas dos justos que morreram com pecados leves não arrependidos ou com castigos temporais não satisfeitos; o espírita decreta que este Purgatório não existe, mas foi inventado pela Igreja para ganhar dinheiro.

37) O católico instruído crê na existência do Céu, estado e lugar da felicidade sem fim, para onde vão aqueles que morreram plenamente justificados com Deus; o espírita ridiculariza e zomba deste Céu como de um lugar de “eterna e fastidiosa ociosidade”.

38) O católico instruído crê que todo aquele que morrer impenitente e obstinado em pecado grave deliberada e voluntariamente cometido, será condenado ao Inferno; o espírita dogmatiza que o Inferno foi inventado para assustar crianças.

39) O católico instruído crê que no fim do mundo todos hão de ressuscitar com seus próprios corpos; o espírita dogmatiza que não pode haver ressurreição dos mortos.

40) O católico instruído crê que no fim do mundo haverá um Juízo Final, presidido por Cristo; o espírita dogmatiza que Jesus não virá para julgar todos os homens.

Nesta altura, você escolhe para que lado quer ir; para o católico ou para o espírita. Agora você compreende porque o católico não pode ser espírita “Ninguém pode servir a dois Senhores”,2 disse Cristo.

Ser católico de manhã e espírita à tarde, mandar rezar Missa por um falecido e ir evocá-lo depois, frequentar a Igreja e ir ao Centro Espírita ou de Umbanda não dá, de jeito nenhum; seria querer servir a dois senhores, inimigos um do outro.

Sendo a doutrina espírita manifestamente anticristã e sendo a primeira e principal finalidade de todos os Centros e Institutos Espíritas a propaganda ilimitada desta herética doutrina, é clara, lógica e coerente a atitude das Autoridades Eclesiásticas em condenar e Espiritismo como um grande perigo que ameaça a vida espiritual dos católicos.


___________________________

1.  Pe. Edvino Augusto Friderichs, S.J., “Caixinha de Perguntas sobre Religião e Superstições”, pp. 53-61; 10ª Edição, Gráfica Vicentina Ltda, Curitiba/PR, 1996.

2.  Mat. 6, 24.

domingo, 17 de janeiro de 2016

1585 ANOS DA PROCLAMAÇÃO DO DOGMA DA MATERNIDADE DIVINA DE MARIA.



O ano de 2016 será de 
grandes celebrações marianas pelo mundo inteiro.

Talvez passe despercebido, mas 2016 será de grandes celebrações marianas pelo mundo inteiro. Começamos a elencar com os 1585 anos da proclamação do Dogma da Maternidade divina de Maria.

Foi exatamente durante o ano de 431, no Concílio Ecumênico de Éfeso, que se chegou a definição dogmática que em Jesus Cristo não existe uma só natureza na sua concepção no ventre da Virgem Maria. No seu seio, se uniu a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, isto é o Filho de Deus que é divino, com a humanidade, dando “origem” a uma só pessoa. Em Jesus Cristo não existe divisão ou diminuição das naturezas humano e divina, Ele é único. Tudo acontece com a colaboração de Maria de Nazaré, a Cheia de Graça que se torna, Serva e Mãe por toda a vida.

O Concilio de Éfeso, sob a orientação de Cirilo de Alexandria, no ano de 431, se reúne com os Padres conciliares para defender a fé católica contra as opiniões deformadas de Nestório. Este afirmava que Maria não devia ser chamada Mãe de Cristo homem e não deveria ser chamada de Mãe de Deus. Para ele, Jesus como ser humano na Concepção e no seu Nascimento, na Adolescência se tornou Deus depois do seu Batismo. Tal tese fragilizava toda a fé cristã transmitida pelas Escrituras e pela Tradição. O vínculo humano de Jesus Cristo é indissolúvel com a Virgem nazarena. Com Ela, por Ela toda a humanidade é resgatada, concedendo a Maria o título de Nova Eva.

Junta-se a tão alta comemoração os seguintes eventos marianos:

140 Anos das aparições de Pellevoisin;
140 Anos da aprovação do «Ofício da Imaculada Conceição» pelo Papa Pio IX;
145 Anos das aparições de Pontmain;
170 Anos das aparições de Nosso Senhor a Ir. Justina, irmã de Caridade de S. Vicente de Paulo, ao qual promove o «Escapulário da Paixão»;
170 Anos das aparições de La Salette;
300 Anos da morte de São Luís de Monfort, grande apóstolo mariano;
485 Anos das aparições de Guadalupe;
785 Anos do nascimento de Santo Antônio de Pádua, grande defensor da «Assunção de Maria»;
890 Anos da morte do monge beneditino, Eadmero de Cantuária, autor do primeiro «Tratado sobre a Imaculada Conceição».

Outrora existia a festa da Maternidade Divina de Maria, a 11 de Outubro, instituída pelo Papa Pio XI e que foi supressa com a reforma litúrgica do Concilio Vaticano II, ficando tal festividade no dia 19 de Janeiro. Mas a festa de 19 de Janeiro é antiquíssima onde, já no século VI se fazia a comemoração deste privilégio mariano.

Que este ano de 2016, proclamado como ano extraordinário da Misericórdia, possamos ver o quanto Deus operou em Maria e que, por consequência ainda opera em nós. Que os filhos e filhas da Igreja ajam com mais misericórdia e perdão ao filhos e filhas, dentro e fora dela tão necessitados. A esmola externa não supre a esmola que devemos sempre dar no interno da Igreja, pois a esmola externa pode ser um paliativo, uma mascara, enquanto a verdadeira misericórdia está dentro dos claustros da Igreja.


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Dom Rafael Maria, osb é Doutor em “Mariologia” pela Pontifícia Faculdade Teológica Marianum-Roma e Postulação para Causa dos Santos, pela Congregação da Causa dos Santos – Cidade do Vaticano. Leciona um «Curso de Mariologia» via internet, cf. www.cursoscatolicos.com.br


Por Dom Rafael Maria, osb.


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