BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 13 de maio de 2021

LADAINHA DE SÃO JOSÉ.

(Atualizada)1


Kyrie, eléison.

Christe, eléison.

Kyrie, eléison.


Christe, audi nos.

Christe, exaudi nos.


Pater de caelis, Deus, miserére nobis.

Fili, Redémptor mundi Deus, miserére nobis.

Spíritus Sancte, Deus, miserére nobis.

Sancta Trínitas, unus Deus, miserére nobis.


Sancta Maria, ora pro nobis

Sancte Joseph,…

Proles David ínclyta,…

Lumen Patriarchárum,…

Dei Genitrícis sponse,…

Custos Redemptóris,...*

Custos pudíce Vírginis,…

Fílii Dei nutrítie,…

Christi defénsor sédule,…

Serve Christi,...*

Miníster salútis,...*

Almae Famíliae praeses,…

Joseph justíssime,…

Joseph castíssime,…

Joseph prudentíssime,…

Joseph fortíssime,…

Joseph oboedientíssime,…

Joseph fidelíssime,…

Spéculum patiéntiae,…

Amátor paupertátis,…

Exémplar opíficum,…

Domésticae vitae decus,…

Custos vírginum,…

Familiárum cólumen,…

Fúcimen in difficultátibus,...*

Solátium miserórum,…

Spes aegrotántium,…

Patróne éxsulum,...*

Patróne afflictórum,...*

Patróne páuperum,...*

Patróne moriéntium,…

Terror daémonum,…

Protéctor sanctae Ecclésiae,…


Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Dómine.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exáudi nos, Dómine.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.


V. Constítuit eum dóminum domus suae.

R. Et príncipem omnis possessiónis suae.


Orémus. Deus, qui ineffábili providéntia beátum Joseph sanctíssimae Genitrícis tuae sponsum elígere dignátus es: praesta, quaésumus; ut, quem protectórem venerámur in terris, intercessórem habére mereámur in caelis: Qui vivis et regnas in saécula saeculórum. R. Amen.



Em Português


Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.


Pai celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.


Santa Maria, rogai por nós.

São José,…

Ilustre filho de Davi,…

Luz dos Patriarcas,…

Esposo da Mãe de Deus,…

Guardião do Redentor,...*

Casto guarda da Virgem,…

Sustentador do Filho de Deus,…

Zeloso defensor de Jesus,…

Servo de Cristo,...*

Ministro da Salvação,...*

Chefe da Sagrada Família,…

José justíssimo,…

José castíssimo,…

José prudentíssimo,…

José fortíssimo,…

José obedientíssimo,…

José fidelíssimo,…

Espelho de paciência,…

Amante da pobreza,…

Modelo dos operários,…

Honra da vida de família,…

Guarda das Virgens,…

Sustentáculo das famílias,…

Amparo nas dificuldades,...*

Alívio dos miseráveis,…

Esperança dos doentes,…

Patrono dos exilados,…*

Patrono dos aflitos,...*

Patrono dos pobres,...*

Patrono dos moribundos,…

Terror dos demônios,…

Protetor da Santa Igreja,…


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.


V. Ele constituiu-o Senhor da Sua casa.

R. E fê-lo príncipe de todos os Seus bens.


Oremos. Ó Deus, que por inefável Providência Vos dignastes escolher a S. José por esposo de Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos ter por intercessor no céu, o que veneramos na terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. 

R. Amém.


______________________

Fonte: Missal Quotidiano e Vesperal, por Dom Gaspar Lefebvre, O.S.B., Ladainha de São José, p. 1962. Desclée de Brouwer & Cie, Bruges/Belgica. 1951.


sábado, 1 de maio de 2021

SÃO JOSÉ, MODELO DOS OPERÁRIOS.

 

Todos os homens estão sujeitos à lei do trabalho. Quem nada possui, deve trabalhar para ganhar o pão cotidiano; quem não necessita de ganhar o pão, deve trabalhar para conservá-lo e para fugir à ociosidade. Se o pobre não sua, morrerá de fome; se o rico hoje só pensa em gozar, cairá amanhã na miséria e perecerá também por falta de alimento. Cada um deve pois amar o trabalho do próprio estado e da própria condição social.

São José é chamado, por antonomásia, o Artífice de Nazaré. É o modelo dos operários pela santidade com que exerceu por toda a vida o seu ofício; mereceu ser o exemplo e o padroeiro de todos os operários da terra. Embora de régia estirpe, em sua juventude aprendeu uma arte e, adorando os desígnios da Divina Providência, que dispusera perdesse a família de Davi o estado de grandeza no qual se achara por tantos séculos, não recusou ganhar o necessário à vida com o trabalho das próprias mãos.

Escolheu o humilde mister de carpinteiro e alegrou-se em suportar duras fadigas por amor e submissão à vontade de Deus. Imaginemos, diz um célebre escritor, a oficina de Nazaré e nela um jovem de seus dezoito anos, atento ao trabalho. Sua fronte é serena, os olhos cintilantes de alegria erguem-se de quando em quando, fixando-se por um instante. Depois a voz prorrompe em um cântico de ação de graças e louvor ao Criador.

Maneja ora o machado, ora a serra ou a plaina. Em volta, multidões de Anjos o contemplam atônitos, sabendo que o Senhor do Céu e da terra tem sobre ele magníficos desígnios: quer confiar à guarda daquele os seus mais preciosos Tesouros: o Filho em quem pôs as suas complacências, e Aquela que Lhe destinou por Mãe”.

Após as núpcias, continuou a trabalhar na oficina de Nazaré, admirado, não só pelos Anjos, mas também pela Rainha desses Bem-aventurados Espíritos. Por vezes, Ela ia visitar o seu José, que achava então menos pesada a fadiga do trabalho.

Quando, mais tarde, para salvar o Salvador do mundo, teve de abandonar a terra de seus pais e andar exilado pelo remoto Egito, o único recurso da Sagrada Família foi o mister de carpinteiro. Com o trabalho, conseguiu o necessário a Maria Santíssima, a Jesus e a si mesmo.

A Sagrada Família permaneceu vários anos na terra de exílio, e, quando deixou de existir aquele que procurava matar o Menino, o Anjo que dera a São José o aviso para a fuga, reapareceu-lhe no Egito e lhe ordenou que regressasse à terra de Israel.

Em Nazaré, continuou José a trabalhar em sua oficina por perto de vinte e cinco anos, e, nesse longo espaço de tempo teve por companheiros de suas fadigas, não só os Anjos e a Rainha dos Anjos, mas o próprio Criador do Céu e da terra.

São José trabalhou por toda a vida, e, naquela humilde condição, tornou-se Santo. Manejando a plaina e o martelo, praticou todas as virtudes.

Devemos trabalhar para eliminar a ociosidade, fonte de tantos males. Escrevia São Jerônimo ao monge Rústico: “Faze sempre alguma coisa, para que o Demônio te ache sempre ocupado”.

Felizes aqueles que, a exemplo de São José, aceitam com paciência o trabalho, santificam-no com a oração, com a resignação à vontade de Deus e o dirigem para a glória de Deus.


___________________________________

Fonte: Rev. Pe. Tarcísio M. Ravina, “São José – Na Vida de Jesus Cristo, Na Vida da Igreja, No Antigo Testamento, No Ensino dos Papas, Na Devoção dos Fiéis, Nas Manifestações Milagrosas”, 2ª Parte, Cap. “São José Modelo dos Operários”, pp. 121-123; Edições Paulinas, Recife/PE, 1954.


domingo, 18 de abril de 2021

PASTOR BONUS.


1º Ponto.

O Bom Pastor1


Dizei-me, amorosíssimo JESUS, que Vós sois o Bom Pastor. Dizei-me também: quais são as ovelhas, qual o aprisco delas; onde pastam e bebem; qual é o vosso cajado, e o som com que as chamais; e quais os lobos, de que as defendeis. O aprisco (diz o Senhor) é minha Igreja; as ovelhas sois vós outros os fiéis dela; o cajado com que Vos dirijo é a minha Cruz; o silvo, com que Vos chamo, minha inspiração; o pasto que Vos dou, meu Corpo sacramentado; as fontes onde bebeis, minhas Chagas preciosas; os lobos de que Vos guardo, são os Demônios; e Vos guardo com tanto amor e vigilância, que dei a vida para Vos tirar da boca deles. Ó meu dulcíssimo JESUS, quem, senão Vós, é Pastor bom? Graças vos sejam dadas, porque com tanto cuidado e trabalho, fazeis este ofício. Peço-Vos que, já que o Pastor é bom, eu a ovelha seja também boa; boa suportando o cajado da Cruz e obedecendo ao som da inspiração; boa, não me afastando do aprisco da Igreja e chegando-me ao pasto e bebida de vosso Corpo e Sangue; e boa fugindo de todas as obras más, que dão entrada aos lobos infernais.



2º Ponto.

Porta das Ovelhas2


Eu (disse o nosso JESUS amantíssimo) Sou a porta das ovelhas; se alguém entrar por mim, salvar-se-á; e entrando e saindo achará pastos.

Pondera o primeiro. Porque razão se chama o Senhor, Porta. É porque a Fé explícita (ou clara, e expressa) em Cristo, é necessária precisamente para o princípio e fim de nossa salvação, que é a Graça e Glória; e pelos merecimentos deste Senhor se salvam todos os que se salvam; e Ele é causa de nossas boas obras, pelas quais entramos no Reino dos Céus. Adverte aqui, quanto deves pôr em Cristo toda tua Fé, Esperança e Amor.

Pondera o segundo. Como este Senhor disse que era porta só para as ovelhas: Ego sum ostium ovium. Quais são as ovelhas, senão as almas que O seguem, as que Lhe obedecem, as que são mansas e humildes, e sofridas. Todas as demais ficam de fora; fechar-se-á a porta, e lhes dirão: Nescio vos. Não Vos conheço. Adverte aqui, quanto te importa ser ovelha na mansidão e humildade, e no seguimento e obediência de Cristo.

Pondera o terceiro. Quão venturosos são os que entram por esta porta! Que abundantes pastos acham à entrada e saída; à entrada, na vida contemplativa; à saída, na ativa; à entrada, na Divindade de Cristo; à saída, em sua Santíssima Humanidade! Ó Porta viva e racional! Porta mais que de ouro e margaridas! Porta que nos franqueias os Reinos da vista de Deus, de sua posse e amor eterno! Bendita seja a mão do Altíssimo, que nos abriu para entrarmos, os filhos de desterrado Adão. Admite, Senhor, a todos por esta porta, pois por ela cabem todos, e para todos a franqueou tua infinita misericórdia.



3º Ponto.

Caminho, Verdade e Vida.3


Como se entende, Senhor, o que dissestes por S. João, que Vós éreis o Caminho, a Verdade, e a Vida? Atende, Filho meu: sou caminho, na doutrina; sou verdade, na fidelidade do que te prometo; e sou vida, no prêmio com que te remunero. Com meus exemplos te mostro o caminho, com minhas palavras te descubro a verdade, e com minha graça te comunico a vida. Enquanto Caminho, me deves seguir; em quanto Verdade, me deves crer e esperar; e em quanto Vida, me deves amar mais que todas as coisas. Deixa por meu amor o mundo; que tudo nele são descaminhos; deixa as sugestões do Demônio, que tudo é falsidades; e deixa-te a ti mesmo, que de teu, não tens mais que a morte. Assim o proponho com vossa graça, ó suavíssimo JESU, caminho seguro, verdade infalível e vida eterna. Suscipe nos quasi via, confirma quasi veritas, et vivifica quasi vita.4

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Fonte: Ven. Pe. Manoel Bernardez, Oratoriano, “Luz e Calor”, 2ª Parte, Opúsculo III, Meditação XXII, Pontos I-II-III, n. 350, pp. 375-376. Nova Edição, Lisboa, 1871.

1  Joan., 10, 11.

2  Joan., 10, 7.

3  Joan., 14, 6.

4  D. Amb. de bono mottis c. 12.


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