BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA MEDITADO.


MÉTODO

PARA RECITAR

O SANTO ROSÁRIO,

MEDITADO COM A

SAGRADA ESCRITURA

E A LITURGIA.

 

 

Tradução autorizada

da 2ª edição francesa por

Frei Sebastião da Silva Neiva, O.F.M.

 

1931

Tipografia das “Vozes de Petrópolis”

PETRÓPOLIS

 


NIHIL OBSTAT

11ª Decembris 1913

TH. Delasalle

Censor designatus

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Beauvais, le décembre 1913

Ma Révérende Mère,

J’autorise la seconde édition de la Méthode du Saint

Rosaire et je souhaite qu’elle ait de plus em plus em plus de

succès pour le bien des âmes.

Agréez, Ma Révérende Mère,

l’assurance de mês sentiments dévoués.

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Imprima-se

Por comissão especial do

Exmo. E Rvmo. Sr. Bispo de Nictheroy,

D. José Pereira Alves.

Petrópolis, 8 de Janeiro de 1930.

Frei Ignacio Hinte, O.F.M.

 

ALGUNS AVISOS

Para ganhar as indulgências concedidas à recitação do Santo Rosário, deve-se meditar cada um dos Mistérios.

Os textos coligidos neste trabalho foram escolhidos e reunidos com o fim de facilitar esta meditação. Constituem a cena de cada Mistério, e permitem seguir-lhe o desenvolvimento Ave por Ave.

De relance, parece este método um tanto cansativo e complicado. Várias pessoas sentiram esta primeira impressão; mas, após uma simples explicação, encontram luzes tão fulgurantes, alegrias espirituais tão doces, que desejaram fazer este método conhecido de outras almas desejosas de honrar a Augustíssima Virgem Maria que a Santa Igreja nos faz invocar sob o nome de “Rainha do Santíssimo Rosário”.

Eis aqui em que consiste o nosso método: Tomemos, por exemplo, o Primeiro Mistério Gozoso. O primeiro texto nos transporta pelo pensamento aos pés da humilde Virgem de Nazaré, e nos faz ao mesmo tempo contemplar a Santíssima Trindade enviando um Mensageiro celeste a Maria. Então, diante da doce visão desta terna cena, se diz a primeira Ave Maria. O segundo texto nos apresenta o Arcanjo Gabriel chegando-se à Santíssima Virgem; pela segunda Ave Maria a saudamos juntamente com o Mensageiro celeste.

Pelo terceiro texto nos faz assistir à perturbação de Maria; diante desta piedosa cena de humildade, se diz a terceira Ave Maria.

E assim por diante. Veem-se passar sucessivamente diante dos olhos as circunstâncias do Mistério da Anunciação, como se um artista desenrolasse lentamente ante os nossos olhos uma magnífica tela, na qual tivesse retratado, em dez quadros, estes sublimes Mistérios.

E do mesmo modo para todos os outros.

Nos Mistérios Dolorosos e Gloriosos, acontece muitas vezes que a Santíssima Virgem não entra positivamente em cena. Mas isto não impede que a Mãe de Deus tenha, em cada um dos Mistérios, a parte mais importante junto do seu Divino Filho.

Fácil nos é, então, em cada Ave Maria lhe pedir a graça de imprimir profundamente em nossa alma tal cena que meditamos e de alcançar bons frutos.

Até que a memória se habitue a esta sucessão de quadros, devemos ler sempre cada texto antes de cada Ave Maria.

Logo, porém, que se familiariza com estas cenas divinas, torna-se fácil, mediante uma doce atenção, recitar o Rosário sem interrompê-lo; pois, com um único olhar interior se vê inteiramente o quadro expresso pelo texto, de sorte que não é necessário relê-lo. É uma tela que se desenrola por si mesma, e que podemos contemplar sem que tenhamos necessidade de um artista para nos explicar os pormenores; as cenas se tornaram familiares, e é sem esforço de memória ou de imaginação que continuamos a considerá-las.

Convém notar, enfim, que o emprego deste método supõe e necessita algum conhecimento dos Santos Evangelhos, porque os textos escolhidos não constituem sempre um trecho seguido como no próprio Evangelho. Muitas vezes não podem senão lembrar uma circunstância conhecida. Tomemos, à guisa de exemplo, o Segundo Mistério Doloroso: a Flagelação. O oitavo texto nos representa Jesus enviado por Pilatos a Herodes. O texto seguinte não mostra diretamente Jesus enviado por Herodes a Pilatos; mas nos faz presenciar o grito da turba “Não a este, mas a Barrabás”, transportando-nos de novo diante do Governador.

Do mesmo modo muitos outros textos não podem ser compreendidos senão mediante o conhecimento dos Santos Evangelhos. O Rosário assim meditado possui a preciosíssima vantagem de nos familiarizar, de fazer reviver na memória os trechos evangélicos, de penetrá-los profundamente até incorporá-los à nossa alma. Daí se torna evidente que é impossível fazer uso deste método sem tirar dele grandiosíssimo proveito espiritual, e sem achar nele um alimento puro e vigoroso para a fé.

Eis aí o que desejamos de todo o coração a todas as almas, que se servirão deste meio por amor e louvor de Nosso Senhor Jesus Cristo, e sua Amabilíssima Mãe, Nossa Senhora do Santíssimo Rosário.

 

Carmelo de Nossa Senhora de Thil,

perto de Beauvais (Oise),

França.

 

Duas Palavras ao Leitor

Uma das páginas mais fulgurantes e belas da história da Santa Igreja, é sem dúvida a história do Santo Rosário de Maria. No século XIII a Igreja Católica se achava ameaçada por dois tremendos flagelos: na França e na Espanha, são os Albigenses que propagam as heresias; os Turcos, inimigos ferozes do Cristianismo, ameaçam toda a Cristandade.

Eis que aparecem dois heróis para defenderem a Barca de Pedro ameaçada de naufrágio: São Francisco de Assis vence a corrupção daquele século com os seus prodigiosos exemplos de mortificação, de pobreza e de humildade; São Domingos de Gusmão combate àqueles flagelos com a sua palavra refulgente e empunhando a sua arma predileta: – o Santo Rosário.

Ó vós que me ledes, lançai um olhar para o nosso século XX, e vede como ele se assemelha ao século XIII.

Por toda a parte veem-se revoltas, incredulidades, ambições, jornais ímpios e dissolutos, ruínas e mais ruínas! Quem restituirá a nossa sociedade o espírito cristão? O Santo Rosário. Deixemos que esses incrédulos e pessimistas se riam da esperança que depositamos no Santo Rosário de Maria; propaguemos cada vez mais esta nossa devoção, e um dia esses corações endurecidos serão renovados pelo Santo Rosário! Façamos com que, à noite, cada família, ao invés de ir ao cinema, se prostre aos pés de Maria e recite o Rosário.

Quantas mães que hoje choram ao ver os filhos chafurdados no lodaçal do pecado e, quem sabe, entre as grades de uma prisão; se vós, ó mães, na infância lhes tivésseis ensinado a rezar o Santo Rosário, teríeis evitado a desgraça que hoje chorais. Pensai bem nisto!!!... E, depois, ide-vos prostrar aos pés de Maria, e pedir-lhe que vos perdoe a vossa negra ingratidão!!!… E rezai, rezai o Santo Rosário!…

O pequeno folheto que tendes entre as mãos, e que acabamos de traduzir com a devida autorização, para a nossa língua, é um trabalhinho de uma freira do Carmelo de Thil, falecida santamente no dia 11 de Fevereiro de 1925. O folheto, escrito em estilo simples para as pessoas piedosas, propagou-se rapidamente entre as famílias francesas. O nosso desejo é que este opúsculo, assim como o “Método para assistir os agonizantes”, pelo Abade J. Berthier, sejam bem acolhidos pelas famílias brasileiras, assim como o foram pelas famílias francesas.


Convento dos Franciscanos.

Curitiba, Paraná, 1925.

Frei Sebastião da Silva Neiva, O.F.M.

 

O SANTO ROSÁRIO



Primeiro Mistério Gozoso: 

A Encarnação do Verbo Divino

 

1. Missus est Angelus Gabriel a Deo ad virginem.

1. O Anjo Gabriel foi mandado por Deus a uma Virgem. Ave Maria...


2. Et ingressus ad eam dixit: Ave Gratia plena.

2. E, ao aproximar-se d’Ela disse: Eu Vos saúdo, ó cheia de graça! Ave Maria...


3. Quae cum audisset turbata est.

3. Ao ouvir isto ficou perturbada. Ave Maria...


4. Ne timeas, Maria, invenisti enim gratiam apud Deum.

4. Não temas, Maria, porque achaste graça diante do Senhor. Ave Maria...

 

5. Ecce concipies et paries filium et vocabis nomen ejus Jesum.

5. Concebereis e dareis à luz um Filho, que se chamará Jesus. Ave Maria...


6. Hic erit magnus et Filius Altissimi vocabitur.

6. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. Ave Maria...

 

7. Quomodo fiet istud?

7. Como é possível que isso aconteça? Ave Maria...


8. Spiritus Sanctus superveniet in te, et virtus Altissimi obumbrabit tibi.

8. O Espírito Santo descerá sobre Vós, e concebereis por virtude do Altíssimo. Ave Maria...


9. Ecce ancilla Domini, fiat mihi secundum Verbum tuum. (Luc. I, 26-38)

9. Eis aqui a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a vossa palavra. Ave Maria...


10. Et verbum caro factum est, et habitavit in nobis. (Joan. I, 14)

10. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ave Maria...



Segundo Mistério Gozoso:

A Visitação de Maria Santíssima

a sua Prima Santa Isabel

 

1. Exurgens Maria, abiit in montana cum festinatione... et salutavit Elisabeth.

1. Maria, levantando-se, dirigiu-se apressada para a montanha... e saudou Isabel. Ave Maria...


2. Ut audivit salutationem Mariae Elisabeth, exultavit infans in útero ejus.

2. Logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino estremeceu em seu seio. Ave Maria...

 

3. Et repleta est Spiritu Sancto Elisabeth.

3. E Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Ave Maria...


4. Benedicta tu inter mulieres et benedictus fructus ventris tui.

4. Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre. Ave Maria...

 

5. Et unde hoc mihi ut veniat mater Domini mei ad me?

5. E donde a mim esta dita, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? Ave Maria...


6. Magnificat anima mea Dominum.

6. A minha alma glorifica ao Senhor. Ave Maria...


7. Quia respexit humilitatem ancillae suae.

7. Porque pôs os olhos na baixeza da sua serva. Ave Maria...

 

8. Quia fecit mihi magna qui potens est, et sanctum nomen ejus.

8. Porque fez em mim grandes coisas Aquele que é poderoso e santo é o seu nome. Ave Maria...

 

9. Deposuit potentes de sede et exaltavit humiles.

9. Depôs do trono os poderosos, e elevou os humildes. Ave Maria...

 

10. Esurientes implevit bonis, et divites dimisit inanes. (Luc. I, 39-53)

10. Encheu de bens os que tinham fome, e aos ricos deixou vazios. Ave Maria...



Terceiro Mistério Gozoso: 

O Nascimento de Nosso Senhor

Jesus Cristo

 

1. Parvulus natus est nobis, et filius datus es nobis. (Is. IX, 5)

1. Um pequeno nos é nascido, e um filho nos foi dado. Ave Maria...


2. Pannis eum envolvit (Maria). (Luc. II, 7)

2. E (Maria) O envolveu em faixas. Ave Maria...

 

3. Reclinavit eum in praesepio quia non erat eis locus in diversorio. (Luc. II, 6)

3. Reclinou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem. Ave Maria...

 

4. Evangelizo vobis gaudium Magnum. Natus est vobis hodie Salvator. (Luc. II, 10-11)

4. Eu vos anuncio uma grande alegria. Hoje vos nasceu o Salvador. Ave Maria...


5. Et hoc vobis signum: invenietis infantem pannis involutum et positum in praesepio. (Luc. II, 12)

5. E este é o sinal: achareis um menino envolto em panos e posto em uma manjedoura. Ave Maria...


6. Gloria in altissimis Deo et in terra pax hominibus bonae voluntatis. (Luc. II, 14)

6. Glória a Deus no mais alto dos Céus, e, na terra, paz aos homens de boa vontade. Ave Maria...

 

7. Et venerunt festinantes et invenerunt Maria et Joseph et infantem positum in praesepio. (Luc. II, 16)

7. E vieram a toda pressa, e acharam a Maria e José, e ao Menino posto na manjedoura. Ave Maria...


8. Postquam, consummati sunt dies octo ut circumcideretur puer, vocatum est nomen ejus Jesus. (Luc. II, 21) 

8. E, depois que foram atingidos os oito dias para ser circuncidado o Menino, foi lhe posto o nome de Jesus. Ave Maria...


9. Et intrantes (Magi) invenerunt puerum cum Maria matre ejus, et procidentes adoraverunt eum. (Math. II, 11)

9. E entrando (os Magos), acharam o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se, O adoraram. Ave Maria...


10. Et apertis thesauris suis obtulerunt ei munera, aurum, thus, et myrrham. (Math. II, 11)

10. E, abrindo os seus tesouros, lhe ofereceram presentes, ouro, incenso e mirra. Ave Maria...



Quarto Mistério Gozoso:

A Purificação da Santíssima

e Sempre Virgem Maria

 

1. Tulerunt eum in Jerusalem ut sisterent eum Domino. (Luc. II, 22)

1. Levaram-no a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor. Ave Maria...


2. Ut facerent secundum consuetudinem legis pro eo. (Luc. II, 27)

2. Para fazerem por Ele o que a Lei ordenava. Ave Maria...


3. Accepit eum Simeon in ulnas suas et dixit: Nunc dimittis... (Luc. II, 28-29)

3. Então, Simeão O tomou em seus braços e disse: Agora, Senhor, deixas morrer em paz ao teu servo. Ave Maria...


4. Ecce positus est hic in ruinam et in resurrectionem multorum. (Luc. II, 34)

4. Aqui está posto este Menino, para a ruína e para a ressurreição de muitos. Ave Maria...


5. Et tuam ipsis animam pertransibit gladius. (Luc. II, 35)

5. E uma espada transpassará até a tua alma. Ave Maria...


6. Et Anna prophetissa, ipsa hora superveniens, confitebatur Domino. (Luc. II, 37)

6. E Ana profetiza, sobrevindo na mesma hora, louvava ao Senhor. Ave Maria...


7. Et ut perfecerunt omnia secundum legem Domini, reversi sunt in Galilaeam. (Luc. II, 39)

7. E tanto que cumpriram todas as coisas segundo a Lei do Senhor, voltaram à Galileia. Ave Maria...


8. Puer autem crescebat et confortabatur, plenus sapientia, et gratia Dei erat in illo. (Luc. II, 40)

8. Entretanto, o Menino crescia e se fortificava, e a graça de Deus era com Ele. Ave Maria...


9. Fuge in Aegyptum, et esto ibi usque dum dicam tibi. (Math. II, 13)

9. Foge para o Egito, e fica lá até que eu te diga. Ave Maria...


10. Tunc Herodes mittens occidit omnes pueros. (Math. II, 16)

10. Então, Herodes, espalhando emissários, mandou matar todos os meninos. Ave Maria...



Quinto Mistério Gozoso: 

Jesus Encontrado no Templo


1. Ascendentibus illis Jerosolymam secundum consuetudinem diei festi. (Luc. II, 42)

1. Subiram eles a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. Ave Maria...


2. Cum redirent, remansit puer Jesus in Jerusalem et non cognoverunt parentes ejus. (Luc. II, 43)

2. Quando voltaram para casa, ficou o Menino Jesus em Jerusalém, sem que seus pais se apercebessem. Ave Maria...


3. Requirebant eum inter cognatos et notos. (Luc. II, 44)

3. Buscaram-no entre os parentes e conhecidos. Ave Maria...


4. Et non invenientes, regressi sunt in Jerusalem, requirentes eum. (Luc. II, 45)

4. E, não O encontrando, voltaram para Jerusalém, procurando-O. Ave Maria...


5. Post triduum, invenerunt illum in templo, sedentem in medio doctorum. (Luc. II, 46)

5. E aconteceu que, três dias depois O acharam no Templo, assentado no meio dos doutores. Ave Maria...


6. Fili quid fecisti nobis sic? Ecce pater tuus et ego dolentes quaerebamus te. (Luc. II, 48)

6. Filho, porque fizeste assim conosco? Eis que teu pai e eu, aflitos, Te procuramos. Ave Maria...


7. Nesciebatis quia in his quae Patris mei sunt oportet me esse? (Luc. II, 49)

7. Não sabíeis Vós que importa ocupar-Me das coisas de meu Pai? Ave Maria...


8. Et descendit cum eis, et venit Nazareth. (Luc. II, 51)

8. Então, desceu com eles, e veio para Nazaré. Ave Maria...


9.  Et erat subditus illis. (Luc. II, 51)

9. E lhes era submisso. Ave Maria...


10. Et mater ejus conservabat omnia verba haec in corde suo. (Luc. II, 51)

10. E sua Mãe conservava, todas essas palavras no seu Coração. Ave Maria...



Primeiro Mistério Doloroso: 

A Agonia de Nosso Senhor

no Horto das Oliveiras

 

1. Tunc coepit Jesus contristari et maestus esse, pavere et taedere. (Math. XXVI, 37; Marc. XIV, 34)

1. Então começou Jesus a ter pavor, e a angustiar-se em extremo. Ave Maria...


2. Tristis est anima mea usque ad mortem; sustinete hic et vigilate mecum. (Marc. XIV, 34)

2. A minha alma está triste até à morte; esperai aqui e vigiai comigo. Ave Maria...


3. Pater, si vis, transfer calicem istum a me: verumtamen non mea voluntas sed tua fiat. (Luc. XXII, 42)

3. Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas sim a tua. Ave Maria...


4. Et venit ad discípulos suos, et invenit eos dormientes. (Math. XXVI, 40)

4. Depois veio ter com os seus discípulos, e os achou dormindo. Ave Maria...


5. Pater mi, si non potest hic cálix transire nisi bibam illum, fiat voluntas tua. (Math. XXVI, 42)

5. Meu pai, se não pode passar este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. Ave Maria...


6. Et venit iterum et invenit eos dormientes. (Math. XXVI, 43)

6. E veio outra vez, e os achou dormindo. Ave Maria...


7. Et relictis illis iterum abiit, et oravit tertio, eumdem sermonem dicens. (Math. XXVI, 44)

7. E deixando-os, foi-se ainda e orou terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Ave Maria...


8. Apparuit autem illi Angelus de coelo confortans eum. (Luc. XXII, 43)

8. Então apareceu um Anjo do Céu, que O confortava. Ave Maria...


9. Et factus in agonia, prolixius orabat. (Luc. XXII, 43)

9. E entrando em agonia, orava Jesus com maior instância. Ave Maria...


10. Et factus est sudor ejus sicut guttae sanguinis decurrentis in terram. (Luc. XXII, 44)

10. E Lhe veio um suor, como de gotas de sangue, que corria sobre a terra. Ave Maria...

 


Segundo Mistério Doloroso:

A Sacrílega Flagelação

De Nosso Senhor Jesus Cristo

 

1. Ave, Rabbi; et osculatus eum. (Marc. XIV, 45)

1. Salve, Mestre; e o beijou. Ave Maria...


2. At illi manus injecerunt in eum. (Marc. XIV, 46)

2. Então eles lhe lançaram as mãos e O prenderam. Ave Maria...


3. Tunc discipuli ejus relinquentes eum, omnes fugerunt. (Marc. XIV, 50)

3. Os seus discípulos, porém, desamparando-O, fugiram todos. Ave Maria...


4. Et adducunt eum ad Annam. Unus assistens ministrorum dedit alapam Jesu. (Joan. XVIII, 13 e 32)

4. Depois O conduziram a Anás. Um dos algozes deu uma bofetada em Jesus. Ave Maria...


5. Et misit eum Annas ligatum ad Caipham. (Joan. XVIII, 24)

5. E Anás O enviou amarrado ao pontífice Caifás. Ave Maria...


6. Nescio hominem istum... Et conversus Dominus respexit Petrum. (Marc. XIV, 71; Luc. XXII, 37)

6. Não conheço este homem... E, voltando-se o Senhor, pôs os olhos em Pedro. Ave Maria...


7. Rex es tu? Tu dicisquia Rex sum ego. (Joan. XVIII, 37)

7. Logo, tu és Rei? Tu o dizes, que eu sou Rei. Ave Maria...


8. Remisit eum Pilatus ad Herodem... qui sprevit illum. (Luc. XXIII, 7 e 11)

8. Pilatos O remeteu a Herodes... que O desprezou. Ave Maria...


9. Non hunc, sed Barabam. (Joan. XVIII, 40)

9. Não a Esse, mas a Barrabás. Ave Maria...


10. Tunc ergo apprehendit Pilatus Jesum, et flagellavit. (Joan. XIX, 1)

10. Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e O mandou açoitar. Ave Maria...



Terceiro Mistério Doloroso:

A Coroação de Espinhos

De Nosso Senhor Jesus Cristo

 

1. Milites autem duxerunt eum in atrium praetorii et induunt eum purpura. (Marc. XV, 16-17)

1. E os soldados O levaram ao pátio do pretório e O vestiram de púrpura. Ave Maria...


2. Et plectentes coronam de spinis posuerunt super caput ejus. (Math. XXVII, 29)

2. E tecendo uma coroa de espinhos, lh’a puseram sobre a cabeça. Ave Maria...


3. Et arundinem in dextera ejus. (Math. XXVII, 29)

3. E na sua mão direita uma cana. Ave Maria...


4. Et genu flexo ante eum illudebant ei dicentes: Ave Rex Judaeorum. (Math. XXVII, 29)

4. E, ajoelhando diante d’Ele, O escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus. Ave Maria...


5. Et expuentes in eum, acceperunt arundinem et percutiebant caput ejus. (Math. XXVII, 30)

5. E, cuspindo-O, tomaram uma cana e Lhe batiam na cabeça. Ave Maria...


6. Et dabant ei alapas. (Joan. XIX, 3)

6. E Lhe davam bofetadas. Ave Maria...


7. Ecce homo. Crucifige eum. (Joan. XIX, 5-6)

7. Eis aqui o homem. Crucifica-O, Crucifica-O. Ave Maria...


8. Ecce Rex vester. Non habemus regem nisi Caesarem. (Joan. XIX, 12)

8. Eis aqui o vosso Rei. Não temos rei senão a César. Ave Maria...


9. Si hunc dimittis, non est amicus Caesaris. (Joan. XIX, 12)

9. Se soltas a este, não és amigo de César. Ave Maria...


10. Sanguis ejus super filios nos et super filios nostros. (Math. XXVII, 25)

10. O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos. Ave Maria...



Quarto Mistério Doloroso:

Jesus Carrega a Pesada Cruz

 

1. Tunc ergo Pilatus tradidit Jesum voluntati eorum ut crucifigeretur. (Luc. XXIII, 25; Joan. XIX, 17)

1. Então Pilatos entregou Jesus ao povo para que O crucificasse. Ave Maria...


2. Et bajulans sibi crucem exivit. (Joan. XIX, 17)

2. E, levando a sua cruz às costas, saiu. Ave Maria...


3. Vere languores nostros ipse tulit. (Is. LIII)

3. Na verdade tomou sobre Si os nossos pecados. Ave Maria...


4. O quam tristes et afflicta fuit illa benedicta mater Unigeniti. (Stabat Mater) 

4. Oh! Como estava triste e aflita Aquela Bem-aventurada Mãe do Filho de Deus. Ave Maria...


5. Et angariaverunt Simonem Cyrenaeum ut tolleret crucem ejus. (Math. XV, 21)

5. E angariaram Simão, o cireneu, para levar a sua Cruz. Ave Maria...


6. Quase absconditus vultus ejus et despectus. (Is. LIII, 2)

6. O seu rosto estava desfigurado e sem beleza. Ave Maria...


7. Ego autem sum vermis et non homo. (Psalm. XXI, 7)

7. Eu sou verme e não homem. Ave Maria...


8. Filiae Jerusalem, nolite flete super me, sed super vos ipsas flete et super filios vestros. (Luc. XXIII, 28)

8. Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas, e sobre vossos filhos. Ave Maria...


9. Dominus voluit conterere eum in infirmitate. (Is. LIII, 10)

9. O Senhor o quis provar na sua enfermidade. Ave Maria...


10. Vulnus et livor et plaga tumens. (Is. LIII, 1-12)

10. Nele não há senão feridas, contusões e Chagas inflamadas. Ave Maria...



Quinto Mistério Doloroso:

A Crucifixão e a Morte

de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

1. Pater, dimitte illis, non enim sciunt quid faciunt. (Luc. XXIII, 34)

1. Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem. Ave Maria...


2. Hodie, mecum eris in paradiso. (Luc. XXIII, 43)

2. Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso. Ave Maria...


3. Ecce filius tuus... Ecce mater tua. (Joan. XIX, 26-27)

3. Eis aqui o teu filho... Eis aqui a tua mãe. Ave Maria...


4. Eli, Eli, lamma sabacthani? (Math. XXVII, 46)

4. Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste. Ave Maria...


5. Sitio. (Joan. XXVII, 28)

5. Tenho sede. Ave Maria...


6. Consummatum est. (Joan. XIX, 30)

6. Tudo está consumado. Ave Maria...


7. Pater, in manus tuas, comendo spiritum meum. Et haec dicens expiravit. (Luc. XXIII, 46)

7. Pai, em vossas mãos encomendo o meu espírito. E dizendo isto, expirou. Ave Maria...


8. Unus militum lancea latus ejus aperuit, et continuo exivit sanguis et aqua. (Joan. XIX, 34)

8. Um dos soldados Lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Ave Maria...


9. Acceperunt corpus Jesu et ligaverunt illud linteis cum aromatibus. (Joan. XIX, 40)

9. Tomaram pois o Corpo de Jesus e O envolveram em lençóis com aromas. Ave Maria...


10. Et posuerunt in monumento. (Joan. XIX, 42)

10. E O puseram no sepulcro. Ave Maria...



Primeiro Mistério Glorioso:

A Gloriosa Ressurreição

de Nosso Senhor Jesus Cristo

 

1. Surrexit Dominus vere. (Luc. XXIV, 34)

1. Na verdade o Senhor ressuscitou! Ave Maria...


2. Et apparuit Simoni. (Luc. XXIV, 34)

2. E apareceu a Simão Pedro. Ave Maria...


3. Angelus Domini descendit de coelho, et accedens revolvit lapidem, et sedebat supere um. (Math. XXVIII, 2)

3. Um Anjo do Senhor desceu do Céu, e chegando revolveu a pedra, e sobre ela estava assentado. Ave Maria...


4. Nolite timere. Scio enim quod Jesum quaeritis. Surrexit enim sicut dixit. (Math. XXVIII, 5-6)

4. Não temais vós, porque sei que procurais a Jesus. Não está aqui, porque ressuscitou como disse. Ave Maria...


5. Et exierunt cito... et ecce Jesus occurrit illis dicens: Avete. (Math. XXVIII, 8-9)

5. E saíram logo... E eis que lhes saiu Jesus ao encontro, dizendo: Salve! Ave Maria...


6. Dicit ei Jesus: Maria. Conversa illi dicit ei Rabboni. (Joan. XX, 15-16)

6. Disse-lhe Jesus: Maria. Ela, voltando-se, Lhe disse: Mestre. Ave Maria...


7. Mane nobiscum Domine. Cognoverunt eum in fractione panis. (Luc. XXIV, 36)

7. Fica conosco, Senhor. E O conheceram ao partir o pão. Ave Maria...


8. Pax vobis. Ego sum, nolite timere. (Luc. XXIV, 36)

8. A paz seja convosco. Sou eu, não tenhais medo. Ave Maria...


9. Noli esse incredulus sed fidelis... Dominus meus et Deus meus. (Joan. XX, 29 e 28)

9. Não sejais incrédulo, mas fiel... Meu Senhor e meu Deus. Ave Maria...


10. Domine, tu scis quia amo te... Pasce agnos meos, pasce oves meas. (Joan. XXI, 16-17)

10. Senhor, bem sabeis que Vos amo... Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Ave Maria...

 


Segundo Mistério Glorioso: 

A Gloriosa Ascensão

De Nosso Senhor Jesus Cristo

 

1. Data est mihi omnis potestas in coelho et in terra. (Math. XXVIII, 18)

1. Foi-me dado todo o poder, no Céu e na terra. Ave Maria...


2. Eunte ergo, docete omnes gentes, baptisantes eos in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. (Math. XXVIII, 19)

2. Ide, pois, ensinai a todos os povos, batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ave Maria...


3. Accipite Spiritum Sanctum. Quorum remiseritis peccata, remittuntur eis. (Joan. XX, 22-23)

3. Recebei o Espírito Santo. Serão perdoados os pecados àqueles a quem vós os perdoardes. Ave Maria...


4. Et ecce ego vobiscum sum usque ad consummationem saeculi. (Math. XXVIII, 20)

4. E eis que eu estarei convosco até à consumação dos séculos. Ave Maria...


5. Et ergo mitto promissum Patris in vos. (Luc. XXIV, 49)

5. E eu vou enviar-vos O prometido de meu Pai. Ave Maria...


6. Eduxit eos foras in Bethaniam et elevatis manibus suis benedixit eis. (Luc. XXIV, 50)

6. Depois levou-os fora até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. Ave Maria...


7. Dum benediceret illis, recessit ab eis et ferebatur in coelum. (Marc. XVI, 19)

7. Depois que os abençoou, separou-se deles e foi assunto ao Céu. Ave Maria...


8. Et sedet a dextris Dei. (Marc. XVI, 19)

8. E está assentado à direita de Deus. Ave Maria...


9. Viri Gallilaei, quid statis adspicientes in coelum. (Act. I, 2)

9. Homens da Galileia, por que ficais a olhar para o Céu. Ave Maria...


10. Et ipsi adorantes regressi sunt in Jerusalem cum gaudio magno. (Luc. XXIV, 52)

10. E eles depois de O adorarem voltaram para Jerusalém com grande júbilo. Ave Maria...



Terceiro Mistério Glorioso:

A Gloriosa Vinda do Espírito Santo,

sobre Nossa Senhora e os Apóstolos.

 

1. Hi omnes erant perseverantes unanimiter in oratione cum Maria Matre Jesu. (Act. I, 14)

1. Todos esses perseveraram unanimemente em oração com Maria, a Mãe de Jesus. Ave Maria...


2. Cum complerentur dies Pentecostes, erant omnes pariter in eodem loco. (Act. II, 1)

2. Quando se completaram os dias de Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar. Ave Maria...


3. Et factus est repente de coelho sonus tanquam advenientis spiritus vehementis, et replevit totam domum. (Act. II, 2)

3. E veio de repente do Céu um ruído, como de vento que soprasse com ímpeto e encheu toda a casa. Ave Maria...


4. Et apparuerunt illis dispertitae linguae tanquam ignis seditque supra singulis eorum. (Act. II, 3)

4. E lhes apareceram, destacadas, línguas, como de fogo e pousaram sobre cada um deles. Ave Maria...


5. Et repleti sunt omnes Spiritu Santo. (Act. II, 4)

5. E foram todos cheios do Espírito Santo. Ave Maria...


6. Et coeperunt loqui variis linguis, prout Spiritus Sanctus dabat eloqui illis. (Act. II, 4)

6. E começaram a falar em várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes dava que falassem. Ave Maria...


7. Stans autem Petrus cum undecim, levavit vocem suam et locutus est eis. (Act. II, 14)

7. Estando Pedro em companhia dos onze, levantou a sua voz e lhes falou. Ave Maria...


8. His autem auditis, conpuncti sunt corde et dixerunt: Quid faciemus, viri frates? (Act. II, 37)

8. E ouvidas estas coisas, ficaram compungidos no seu coração e disseram: Que faremos nós, varões irmãos? Ave Maria...


9. Multitudinis autem credentium erat cor unum et anima una. (Act. IV, 32)

9. E da multidão dos que criam, era um só coração e uma só alma. Ave Maria...


10. Erant perseverantes in doctrina Apostolorum, et communicatione fractionis panis et orationibus. (Act. II, 42)

10. E eles perseveraram na doutrina dos Apóstolos e na comunhão do partir do pão, e nas orações. Ave Maria...



Quarto Mistério Glorioso:

A Gloriosa Assunção da

Santíssima e sempre Virgem Maria

aos Céus de Corpo e Alma

 

1. Ex qua enim omnibus vera vita manavit, quomodo illa mortem gustaret. (Sermão de São João Damasceno)

1. Como é possível que tivesse conhecido a morte, Aquela que é a fonte donde a verdadeira vida jorrou para todos? Ave Maria...


2. Sed cedit legi latae abe o quem genuit. (Idem)

2. Mas cedeu à lei trazida por Aquele a quem Ela gerou. Ave Maria...


3. Em dilectus meus loquitur mihi: Surge, propera amica mea, columba mea et veni. (Cant. II, 10)

3. Eis que o meu bem-amado me diz: Levanta-te, aproxima-te, minha amiga, minha pomba, e vem. Ave Maria...


4. Jam hiems transiit, imber abiit et recessit. (Cant. II, 11)

4. O inverno já se foi, a chuva cessou e se retirou. Ave Maria...


5. Donec aspiret dies et inclinentur umbrae, revertere. (Cant. II, 17)

5. Vem, antes que o dia sopre e as sombras se dissipem. Ave Maria...


6. Veni de Libano, sponsa mea, veni, coronaberis. (Cant. IV, 8)

6. Vem do Líbano, minha esposa, vem, e serás coroada. Ave Maria...


7. Quae est ista quae ascendit per desertum sicut virgula fumi ex aromatibus myrrhae et thuris? (Cant. III, 6)

7. Quem é esta que se ergue do deserto como uma coluna de fumo, de aromas, de mirra e de incenso? Ave Maria...


8. Quae est ista quae progreditur quase aurora consurgens, pulchra ut luna, electa ut sol? (Cant. VI, 9)

8. Quem é esta que se eleva como a aurora, bela como a lua, resplandecente como o sol? Ave Maria...


9. Trahe nos post te. In adorem unguentorum tuorum curremus. (Cant. I, 3)

9. Arrastai-nos para junto de Vós. Correremos ao odor dos vossos perfumes. Ave Maria...


10. Assumpta est Maria in coelum; gaudent Angeli laudantes benedicunt Dominum. (Breviário Romano)

10. Maria foi elevada aos Céus; os Anjos se rejubilam, louvam e bendizem o Senhor. Ave Maria...

 


Quinto Mistério Glorioso: 

A Coroação,

da Santíssima Virgem Maria,

como Rainha do Céu e da terra.

 

1. Exaltata est Sancta Dei Genitrix super choros Angelorum ad coelestia regna. (Brev. Rom.)

1. A Santa Mãe de Deus foi elevada acima dos coros dos Anjos no reino celeste. Ave Maria...


2. Maria Virgo coelos ascendit: gaudete quia cum Christo regnat in aeternum. (Brev. Rom.)

2. A Virgem Maria foi elevada aos Céus: regozijai-vos porque Ela reina com Cristo eternamente. Ave Maria...


3. Beata est, Maria, quae credidisti Domino; Perfecta sunt in te quae dita sunt tibi. (Brev. Rom.)

3. Sois Bem-aventurada, ó Maria, pois crestes no Senhor; o que foi dito de Vós, se realizou em Vós. Ave Maria...


4. In Jacob inhabita, in Israel haereditare, in electis meis mitte radices. (Eccl. XXIV, 13)

4. Habita em Jacó, em Israel coloca a tua herança, estende as tuas raízes entre os meus escolhidos. Ave Maria...


5. Benedicta filia tu a Domino, quia per te fructum vitae communicavimus. (Brev. Rom.)

5. Ó filha, sois abençoada pelo Senhor, porque foi por Vós que recebemos o Fruto da vida. Ave Maria...


6. Paradisi portae per te nobis apertae sunt, quae gloriosa cum Angelis triumphas. (Brev. Rom.)

6. As portas do Paraíso nos foram abertas, graças a Vós que gloriosamente triunfais com os Anjos. Ave Maria...


7. Beata Mater et intacta Virgo, gloriosa Regina mundi, intercede pro nobis ad Dominum. (Brev. Rom.)

7. Bem-aventurada Mãe, sempre Virgem, gloriosa Rainha do mundo, intercedei por nós ao Senhor. Ave Maria...


8. Tu gloria Jerusalem, tu laetitia Israel. (Liturgia)

8. Sois a glória de Jerusalém, sois a alegria de Israel. Ave Maria...


9. Tu honorificentia Populi nostri, tu advocata peccatorum. (Liturgia)

9. Sois a honra do nosso povo, sois a Advogada dos pecadores. Ave Maria...


10. O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria. Amen. 

10. Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém.


 


terça-feira, 12 de outubro de 2021

AS SETE ÚLTIMAS PALAVRAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, NO ALTO DA CRUZ. 5ª PARTE.


QUINTA PALAVRA1


Sitio”2

Tenho sede”


Entre os tormentos, que afligiam os supliciados de cruz, era a sede um dos mais terríveis. As chagas, expostas ao contágio do ar, inflamavam-se, rapidamente, provocando uma febre violenta que ocasionava sede intensíssima, intolerável.

E Jesus a experimentou em toda a sua crueldade.

Esta sede justificava-a de sobra o horrível trabalho do seu Corpo e do seu Espírito. Tudo devia acender-lha: o Sangue derramado em borbotões, as lágrimas correntes, os suores estranhos de Getsemani, a noite de vigília, a incrível flagelação e, principalmente, aquele desamparo interior de Deus, cuja justiça implacável O abrasava mais ainda do que a febre, que a crucifixão lhe inflamava nas veias”.3

A sede, que lhe queimava as entranhas, era tal que a língua havia aderido ao véu palatino, verificando-se o que profetizara o salmista: “Adhaesit língua mea faucibus meis”.4

Estas palavras, parece, traduzem o máximo do horror da sede, que possa suportar uma criatura humana.

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É verdadeiramente digno de reparo que Jesus, que suportara sem uma palavra de queixa e de lamento todos os martírios da Paixão, haja se queixado da sede…

Esse particular não escapou aos comentadores das Escrituras, que o explicam cabalmente.

No próprio Evangelho de São João encontramos a razão primária desse lamento do Salvador: “Para que se consumasse a Escritura, disse: – Tenho sede”. “Ut consummaretur Scriptura dixit: Sitio”.5

Foi para cumprir o que os Patriarcas e Profetas, videntes da Antiga Aliança, haviam pronunciado, que Jesus, no cimo do Calvário, se queixou da sede horrível, que Lhe abrasava e consumia as entranhas.

As palavras de São João, o discípulo amado do Mestre, no-lo fazem entender, de modo claro e insofismável.

Outra razão ainda descobrem os comentadores da narrativa da Paixão e Morte de Jesus. Dizem alguns exegetas, que o Divino Salvador assim procedeu para dar lugar a um novo tormento, cumprindo-se à risca as palavras do real Profeta:

Em minha sede deram-me a beber vinagre”. “Et in siti mea potaverunt me aceto”.6

A caridade infinita do Redentor não Lhe permitia escapar a um sequer dos tormentos, que Lhe estavam reservados. Por isso, proferiu aquelas palavras, que dariam lugar a um novo sofrimento.

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O eterno Dissentador, que tantas vezes matou a sede alheia e que deixa no mundo uma fonte de vida que não secará jamais – onde os cansados encontram a força; os corrompidos, a juventude; e os inquietos, a paz – sofreu sempre de uma insatisfeita sede de amor. Mesmo agora, no ardor dilacerante da febre, a sua sede não é de água, mas de uma palavra de misericórdia, na medonha opressão de seu desconsolado abandono”.7

Naquela hora tremenda, não era somente a sede material que torturava Jesus. Além dessa, que não era pequena, havia outra, a sede espiritual, o desejo intenso e infinito de salvar todas as almas de todos os homens.

O grande doutor da Igreja, Santo Agostinho, comentando essa passagem do Evangelho, escreveu estas palavras:

Oh, meu Deus, que bebida desejava o vosso Sangue derramado e dessecado?

Pediríeis água fresca e límpida das fontes para extinguir o ardor da febre, que abrasava todos os vossos membros? Ah, sem estardes livre desta sede ardente, quão mais elevados eram os vossos desejos! Tínheis sede da nossa salvação, da nossa felicidade, do nosso amor; tínheis sede de ver consumada esta laboriosa Redenção, empreendida havia trinta e três anos e que tocava o seu termo…”

Essa era a sede que mais atormentava o divino Agonizante do Calvário.

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Naqueles momentos, via Jesus, em espírito, a multidão inumerável dos condenados, dos réprobos, daqueles para os quais a Redenção seria inútil.

E podia perguntar-se a Si mesmo, qual seria o proveito de tanto Sangue derramado, de tantos tormentos suportados… E bem poderia renovar a interrogação do Profeta-Rei: “Quae utilitas in sanguine meo?”8

Aos olhos de Jesus moribundo desfilavam, em sinistra procissão, todos os pecadores do mundo, todos os inimigos de sua Igreja; sofistas, heresiarcas, perseguidores e sacrílegos.

Espíritos enfatuados, cheios de falsa ciência, que, nos tempos antigos e nos dias contemporâneos, procuram lançar a confusão no mundo das ideias, a fim de que, não resplandeça o sol da verdade. Jesus os viu, do cimo do Calvário.

Homens cheios de orgulho, aferrados às próprias opiniões, que preferem o erro por própria conta à submissão ao Magistério infalível da Igreja. São os hereges, que, dilacerando a túnica do Mestre, promoveram a cisão e o desmembramento no seio do rebanho de Jesus Cristo… Dessas almas também tinha sede o Supliciado do Gólgota.

Césares poderosos e imperadores absolutos, que juraram “apagar o nome cristão”; todos os potentados da terra, de Augusto, de Roma, aos déspotas do México, da Espanha e da Rússia, que fizeram e ainda fazem, em plena civilização do século XX, jorrar em tormentos o sangue generoso dos Confessores da Fé – todos esses estiveram presentes durante a agonia do Senhor…

Os sacrílegos, que conspurcam os Sacramentos, os profanadores, que violam lugares e pessoas sagradas, aumentavam a sede misteriosa de Jesus…

E Ele tinha ante os olhos todos os pecados e todos os desmandos dos indivíduos, em particular, das famílias e da sociedade, em geral.

O casamento civil, instituído em oposição ao Sacramento da Nova Aliança; o divórcio, que vem “separar o que Deus mesmo uniu; o amor livre, que é o supremo desregramento das paixões humanas; os atentados cometidos contra a lei da propagação da nossa espécie; os desmandos e a licenciosidade dos teatros, dos cinemas, das praias de banho, das modas indecorosas, das danças lascivas e toda a orgia das metrópoles antigas e modernas, que tanto e tanto ofendem a Deus – tudo isso atormenta o Coração amoroso de Jesus, que experimentava dor infinita por não poder evitar a perda eterna de tantas almas!… E podia perguntar-se a Si próprio: Qual o proveito de tantos sofrimentos, de tantas dores?

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Jesus veio à terra trazer a luz da verdade, para iluminar a vida das inteligências, e a justiça, para ordenar a vida da sociedade.

E, após os dezenove séculos de existência do Cristianismo, nós nos encontramos ainda tão distanciados dos ideais de perfeição evangélica.

Quando olhamos, superficialmente embora, para a vida da humanidade, quando percorremos a história dos séculos passados, somos forçados a reconhecer que, infelizmente, estamos muito afastados da verdade, na vida intelectual, e da justiça, na vida social.

O mundo moderno procura a verdade. Parece que a intelectualidade contemporânea repete a célebre interrogação de Pôncio Pilatos, no Pretório: “Que é a verdade?” - “Quid est veritas?”9

O mundo procura a verdade e não a encontra, porque não a procura com as disposições necessárias. Procura-a, displicentemente, como a procurava o pro-cônsul romano. Por isso, não a encontra nem a merece encontrar.

A sociedade contemporânea acha-se empenhada em lutas tremendas e cheia de rivalidades profundas, que a ameaçam de destruição e de morte.

A questão social e as competições entre as classes tocam aos extremos e o anarquismo desfralda aos quatro ventos a sua bandeira negra, encharcada de sangue. Daí crimes que assombram o mundo, atentados que envergonham a civilização, como a tragédia, recentemente, desenrolada em Marselha.10

Falta ao mundo contemporâneo o senso da justiça social, que deve presidir as relações entre servos e senhores, patrões e operários, pobres e ricos – o capital e o trabalho.

De uma parte, vemos o proletariado, nem sempre justo em suas reivindicações, nem sempre resignado às condições de sua sorte… De outra, as classes abastadas não se compenetram da função social da propriedade privada, para auferir sempre maiores lucros e acumular maiores fortunas, mesmo à custa da vida e do sangue dos desprotegidos da sorte…

Extorsões e injustiças concentram ódios, que explodem em revoluções, que semeiam a dor, a morte e o luto.

Nunca a humanidade ostentou maiores conquistas nas ciências, maiores progressos nas artes e nas letras, do que nos tempos presentes. Mas debaixo dessas aparências deslumbrantes, há crises e misérias de toda sorte. Há crise na filosofia, cujas teorias se contradizem; há crise na política, onde se revezam ditaduras e revoluções, desacreditando os sistemas de governo; há crise na vida econômica, financeira, que se demonstra na existência da superprodução e da falta de trabalho.

Tudo isso, porque a sociedade pretende viver sem Cristo e até mesmo contra Cristo – sem Deus e contra Deus.

Toda a série infinda dos males sem conta de nossa sociedade torturava a Alma de Jesus crucificado, aumentando-Lhe a sede devoradora, que então experimentava.



É necessário que as almas cristãs compreendam, que foram os seus próprios pecados, que tornaram mais intensa a sede de Jesus e mais dolorosos e mais cruéis os tormentos do Redentor do mundo.

É necessário que os corações amantes do supremo regenerador dos filhos do pecado se voltem para a Vítima da justiça divina, procurando saciar a sede infinita que Jesus sente de almas…

-------------

Senhor Jesus, pelo tormento indizível da sede que experimentastes na hora da vossa morte, dessedentai as nossas almas, dando-nos a beber a água da vida, a água da salvação, para que não tenhamos mais sede por toda a eternidade.

Qui biberit ex aqua, quam ego dabo ei, non sitiet in aeternum”.11O que beber da água que eu der, jamais terá sede…”.


_________________________

1.  “Espírito e Vida” – As Sete Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Pe. J. Cabral, V Palavra, pp. 63-70, da Coleção Cristo Redentor. Empresa Editora A.B.C. Ltda, Rio de Janeiro, 1938.

2.  Joan. XIX, 28.

3.  Perroy – La Montée du Calvaire – pág. 325.

4.  Psalm. XXI, 15.

5.  Joan. XIX, 28.

6.  Psalm. XLVIII, 2.

7.  Giovanni Papini – “Historia de Christo.” – pág. 524.

8.  Psalm. XXIX, 10.

9.  Joan. XVIII, 38.

10.  Alusão ao atentado de que foi vítima o rei Alexandre, da Iugoslávia.

11.  Joan. IV, 13.


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