
Notas
Introdutórias
Sobre
o Dogma do Purgatório
Existe
o Purgatório, isto é, um estado de purificação moral, em que as
almas ainda não completamente puras são purificadas mediante penas,
tornando-se assim dignas do Céu.
(Qualificação
– De fé)
Explicação:
A Igreja definiu o Purgatório desde a Idade Média, porque, mesmo
sem citar os ataques dos Albigenses e dos Valdenses, este ponto de
doutrina era confuso e incerto na Igreja grega. Na profissão de fé
do imperador Miguel Paleólogo, que foi aceita pelo II Concílio de
Lião (1274), declara-se que “as
almas separadas do corpo no arrependimento e na caridade, depois da
morte, são purificadas com penas purificadoras.
Essa declaração foi repetida pelo Concílio Florentino.
Mais tarde, Leão X condenou a tese de Lutero, que afirmava que o
Purgatório não se pode provar pelos livros canônicos da
Escritura.
O Concílio de Trento para combater as negações dos Protestantes,
teve que afirmar ainda uma vez a existência do Purgatório. Fê-lo
num decreto da última Sessão;
conferir também o Símbolo Tridentino.
Adversários:
Negaram a existência do Purgatório os Protestantes antigos; os
modernos admitem-no, mas negam que seja possível socorrer com boas
obras as almas que lá se encontram.
Provas
Tradição:
a)
“Se alguém disser… que a todo o pecador arrependido é de tal
maneira extinguido o reato da pena eterna, que não permanece reato
algum de pena temporal, que tenha de expiar ou nesta vida ou na
futura no Purgatório, antes de se lhe poder patentear a entrada no
reino dos Céus, seja anátema”.
b)
Definimos que aqueles que… “morrerem
em graça de Deus, antes de terem satisfeito (pelos seus pecados)…
com dignos frutos de penitência, as suas almas são purificadas com
as penas do Purgatório, depois da morte, e para os livrarem dessas
penas, são-lhes proveitosos os sufrágios dos fiéis que ainda
vivem”.
Escritura
Sagrada:
“É
um pensamento santo e salutar orar pelos defuntos, a fim de que, se
vejam livres dos seus pecados”.
Esta
passagem mostra que a Escritura supõe a existência do Purgatório,
quer dizer, um estado em que as almas têm ainda alguma coisa que
expiar pelos seus pecados, e podem ser socorridas com as boas obras
dos fiéis.
Pelo
Raciocínio:
A
perfeição da Justiça divina, exige que às culpas veniais
corresponda alguma pena. Como esta, muitas vezes não se sofre nesta
vida, terá de se expiar no Purgatório.
Consequência:
Segundo o Concílio de Florença, antes citado, e segundo a
Escritura, os fiéis podem com boas obras livrar das penas do
Purgatório as almas que lá se encontram. Estas obras devem ser
feitas em graça de Deus, salvo o caso das indulgências...
Outras
Explicações
Penas
do Purgatório:
A revelação que
nos fala claramente da existência de um Purgatório não se explica
tão claramente sobre o estado em que se acham as almas que precisam
de purificar-se; não podemos, portanto, saber com exatidão nem onde
elas sofrem, nem o que sofrem, nem de que modo sofrem.
Só
podemos afirmar que as penas do Purgatório são extremamente graves
e de duas espécies: a primeira, a mais insuportável, diz o Concílio
de Florença, é a privação de Deus.
A
necessidade de ver e possuir a Deus, que a alma, desprendida do
corpo, compreende ser o objeto único de sua felicidade: essa
necessidade se faz sentir a todas as nossas faculdades com uma força
extraordinária.
É
uma sede ardente, é uma fome devoradora, é um vazio medonho, uma
espécie
de asfixia produzida pela ausência de Deus, que é o alimento e o ar
de nossa alma.
A
segunda, é uma dor que põe a alma em torturas mais cruéis do que
as que os tiranos infligiam aos Mártires.
A
Igreja não definiu a natureza desta dor, mas permite ensinar-se
geralmente que há no Purgatório, como no Inferno, um fogo
misterioso que envolve as almas sem consumi-las; e, diz La Luzerne,
conquanto não seja um artigo de fé, todas as autoridades dão tanto
peso à doutrina de um fogo expiatório, que seria temeridade
desprezá-la.
Causas
do Purgatório:
São
duas as causas do Purgatório:
1ª
A falta de
satisfação suficiente pelos pecados remitidos. É de fé que Deus,
perdoando os pecados cometidos depois do Batismo e a pena eterna
devida a esses pecados quando são mortais (graves), deixa
ordinariamente ao pecador já conciliado, a dívida de uma certa pena
temporal que ele há de solver nesta vida ou na outra.
2ª
Os pecados veniais de que os justos podem estar maculados quando
partem deste mundo.
Estado
das Almas do Purgatório:
Conquanto padecendo os mais cruéis tormentos, não se abandonam as
Almas do Purgatório à impaciência nem ao desespero: estão na
graça e na caridade, e sua vontade tanto se conforma com a vontade
divina, que elas querem com alegria tudo o que Deus quer. – Adoram
a mão que as castiga e, por mais desejos que tenham de seu
livramento, não o almejam senão na ordem dos decretos divinos.
Consolam-se com a certeza que têm de não ofender mais a Deus e de
ir um dia possuí-lO no Céu, por toda a eternidade.
Duração
das penas do Purgatório:
Essas penas durarão pouco em relação às penas do Inferno, que são
eternas, mas, consideradas em si mesmas, podem durar muito tempo. A
Igreja autoriza os sufrágios de aniversário por muitos anos e até
durante séculos: o que faz supor, que as almas podem ficar todo esse
tempo no Purgatório. Autores respeitáveis, entre outros, Belarmino,
admitem que haja pecadores detidos no Purgatório até o fim do
mundo.
Boas
obras em favor das Almas do Purgatório:
Há entre os fiéis vivos e os fiéis mortos, comunicação das boas
obras.
“A
Igreja Católica, esclarecida pelo Espírito Santo, aprendeu nas
divinas Escrituras e na antiga Tradição dos Santos Padres e tem
ensinado nos grandes Concílios, que há um Purgatório e que as
almas detidas nesse lugar são socorridas pelos sufrágios dos fiéis
e principalmente pelo precioso Sacrifício do Altar”.
O
Corpo Místico de Jesus Cristo se compõe de três Igrejas bem
distintas: a Igreja Triunfante no Céu, a
Igreja Padecente no Purgatório, a Igreja Militante na terra. Essas
Igrejas, distintas em razão de sua situação diversa, compõem
realmente um só Corpo, do qual Jesus Cristo é a Cabeça; e em
virtude da Comunhão dos Santos, que professam no Símbolo, elas se
prestam mútuo auxílio. Tal é a magnífica harmonia do Corpo da
Igreja Católica.
Não
poderíamos nunca, diz o Catecismo Romano, exaltar e agradecer
devidamente a inefável bondade divina, que outorgou aos homens o
poder de satisfazer uns pelos outros e pagar assim o que é devido ao
Senhor.
As
Orações das Almas do Purgatório:
É certo que, as Almas do Purgatório não podem merecer para si,
mas, ensinam comumente os Teólogos, diz Monsenhor Devie, que se lhes
pode fazer súplicas e que Deus se digna atendê-las, quando elas
exercem a caridade para conosco, pedindo o que é necessário. Os
Santos no Céu, acrescenta esse Prelado, não podem merecer para si;
entretanto, eles pedem por nós. É a doutrina de Belarmino, de
Suarez, de Léssio e de Ligório.
“As
almas que penam, diz
Belarmino, são
Santas, oram como os Santos; e são escutadas em razão de seus
méritos anteriores”.
“A
opinião de que as Almas do Purgatório oram por nós,
diz Suarez, é
muito pia e muito conforme à ideia que temos da bondade divina: não
é em nada errônea”.
“Os
mortos,
observa ainda Belarmino, podem
vir em nosso auxílio, porque os membros devem imitar a Cabeça, o
Chefe Jesus Cristo… Há de se dar a reciprocidade entre os membros
de um mesmo corpo: assim como na Igreja os vivos socorrem os mortos,
os mortos devem socorrer os vivos, cada um a seu modo”.
Todavia,
a Igreja em seu culto externo não pratica a invocação das Almas do
Purgatório.
NOVENA
Pensemos
que provavelmente se acham penando no Purgatório almas que esperam
os nossos socorros com um direito especial, como a do nosso pai, mãe,
irmãos, outros parentes e amigos. Ajuntemos que estas santas almas
não podem socorrer a si
mesmas, pois, ali estão para pagar pelas suas faltas; esta
consideração mais que tudo nos deve vivamente excitar a irmos ao
seu socorro com quantas forças pudermos. Nisto, não somente seremos
muito agradáveis a Deus, mas, adquiriremos grandes merecimentos; e
estas benditas almas não deixarão de nos obter do Senhor muitas
graças, principalmente a salvação eterna.
Orações
Iniciais
Pelo
† sinal, da Santa
Cruz…
V.
Abri, Senhor, os meus lábios.
R.
E minha boca pronunciará o vosso louvor.
V.
Meu Deus, em meu favor e amparo atende.
R.
E dos meus inimigos me defende.
Oremos: Senhor,
preparai e fortalecei nossos corações com a abundância de vossa
graça, a fim de que, penetrando, em espírito de fé, caridade e
compaixão, nas tristes prisões do Purgatório, possamos levar aos
fiéis que nele sofrem
os tesouros de sufrágios que dão alívio a seus padecimentos,
glória à vossa divina Majestade, consolação e paz as nossas
almas. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
V.
Vinde, †
ó Deus, em meu auxílio.
R.
Socorrei-me sem demora.
V.
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.
R.
Assim como era no
princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos.
Amém.
V.
Dai
às almas dos fiéis defuntos o repouso, Senhor.
R.
E da luz eterna o esplendor.
V.
Descansem em paz.
R.
Amém!
Orações
a Jesus Cristo
Para
conseguir, pelas dores de sua Paixão,
se
digne ter piedade das Almas do Purgatório.
1.
Dulcíssimo Jesus, pelo suor de Sangue que vertestes no jardim de
Getsêmani, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
2.
Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa cruel
Flagelação, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
3.
Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa dolorosa
Coroação de Espinhos, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
4.
Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a vossa Cruz ao
Calvário, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
5.
Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa Crucifixão
crudelíssima, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
6.
Dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes na vossa amarguíssima
Agonia sobre a Cruz, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
7.
Dulcíssimo Jesus, pela dor imensa que sofrestes rendendo a vossa
bendita Alma, tende compaixão dessas benditas almas. –
Tende delas compaixão, Senhor, tende delas compaixão.
Oração
Ó
Santa e Augustíssima Trindade! Ó Jesus! Ó Maria! Anjos benditos;
Santos e Santas do Paraíso, alcançai-me as seguintes graças que
peço pelo Sangue de Jesus:
Fazer
sempre a vontade de Deus;
Viver
estreitamente unido com Deus;
Pensar
incessantemente em Deus;
Amar
sobre todas as coisas a Deus;
Fazer
tudo por Deus;
Procurar
só a glória de Deus;
Fazer-me
santo por amor de Deus;
Reconhecer
minha miséria e o meu nada;
Conhecer
cada vez mais a vontade de meu Deus.
Santa
Maria, oferecei ao Eterno Pai o Sangue precioso de Jesus Cristo pela
salvação de minha alma, pelas Santas Almas do Purgatório, pelas
necessidades da Santa Igreja, pela conversão dos pecadores, pelo
mundo inteiro. Amém.
Meditação
As
dores sofridas por essas benditas almas são numerosas; mas uma das
maiores, é pensar que, pelos pecados que cometeram durante sua vida,
são elas próprias a causa dos seus padecimentos. Ó Jesus, meu
Salvador, quantas vezes mereci o Inferno! Ah! Que pena experimentaria
agora, se estivesse no Inferno, pensando que eu mesmo era a causa da
minha condenação! Graças Vos rendo pela paciência com que me
tendes sofrido.
Ó
meu Deus, pois, que sois a bondade infinita amo-Vos sobre todas as
coisas, e pesa-me de todo o coração de Vos haver ofendido.
Prometo-Vos antes morrer do que ofender-Vos de novo; dai-me a santa
perseverança. Tende compaixão de mim, e tende também compaixão
dessas benditas Almas que ardem no Purgatório. Ó Maria, Mãe de
Deus, socorrei-as por vossas poderosas orações. Pai Nosso, Ave
Maria, e Glória ao Pai.
Salve
Rainha pelos
Mortos
Salve,
Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa, não
só neste vale de lágrimas, porém, ainda no lugar de nossa
expiação, salve! A Vós clamamos, Consoladora dos aflitos; a Vós
suspiramos, gemendo e chorando por nossos irmãos que sofrem no
Purgatório. Esses vossos olhos misericordiosos volvei a eles,
Advogada nossa; e mostrai-lhes Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Isto Vos rogamos encarecidamente por eles, ó Clemente, ó Piedosa, ó
Doce Virgem Maria! Intercedei pelos mortos, Santa Mãe de Deus, para
que entrem já no gozo das promessas de Cristo. Amém.
Oremos:
Ó Jesus, abandonado de todos e até dos vossos Apóstolos no Jardim
de Getsêmani, dignai-Vos lançar os olhos de misericórdia sobre as
Almas do Purgatório, e em particular sobre as que não recebem
orações nem consolações e que, pelo decurso do tempo ou efeito de
irreligiosidade e negligência, estão esquecidas: fazei que
participem das orações, Santos Sacrifícios, boas obras, cujo
mérito não puder ser aplicado àqueles por quem a Igreja os oferta.
Ah! Senhor, não terei eu abandonado, em um criminoso esquecimento,
almas que tenham direito a meu reconhecimento, de parentes, de amigos, de
benfeitores? Quero daqui em diante, reparar tão grande ingratidão…
Se conhecesse algum meio eficaz, por mais penoso que me fosse, empregá-lo-ia para aliviar essas pobres almas, sem proteção, no
meio de um oceano de sofrimentos. Entretanto, eu me proponho fazer
todos os sacrifícios que puder, e todo o bem que ofereço-Vos à
vossa glória e pelas Almas do Purgatório em consideração de sua
fé e esperança em Vós, em consideração, principalmente, da
Agonia mortal e cruel abandono que sofrestes: dignai-Vos, ó Jesus,
remir-lhes as penas que ainda têm de sofrer, a fim de que, possam
ter livre entrada no reino eterno a que aspiram e onde celebrarão a
grandeza inefável de um Deus que não desampara a ninguém. Amém.
Ato Heroico de Caridade,
em
favor das Almas do Purgatório.
Ó
Santa e Adorável Trindade, desejando ajudar o livramento das Almas
do Purgatório, cedo, em proveito delas, a parte satisfatória de
todas as minhas obras e todos os sufrágios que me forem concedidos
depois da minha morte, e os ponho nas mãos da Santíssima Virgem,
para que Ela os aplique, como bem Lhe parecer, às Almas dos Fiéis
Defuntos que Ela quer livrar das suas penas. Dignai-Vos, ó meu Deus,
de acolher e abençoar a oferta que neste momento Vos faço. Assim
seja.
Ladainha
pelos Fiéis Defuntos
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus
Cristo, atendei-nos.
Deus
Pai dos Céus, tende misericórdia dos fiéis defuntos.
Deus
Filho, Redentor do mundo, tende misericórdia dos fiéis defuntos.
Deus
Espírito Santo, tende misericórdia dos fiéis defuntos.
Santíssima
Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia dos fiéis
defuntos.
Santa
Maria, rogai pelos fiéis defuntos.
Santa
Mãe de Deus, rogai pelos fiéis defuntos.
Santa
Virgem das virgens, rogai pelos fiéis defuntos.
São
Miguel, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
os Santos Anjos e Arcanjos, rogai pelos fiéis defuntos.
São
João Batista, rogai pelos fiéis defuntos.
São
José, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
os Santos Patriarcas e Profetas, rogai pelos fiéis defuntos.
São
Pedro, rogai pelos fiéis defuntos.
São
Paulo, rogai pelos fiéis defuntos.
São
João, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
os Santos Apóstolos e Evangelistas, rogai pelos fiéis defuntos.
Santo
Estêvão, rogai pelos fiéis defuntos.
São
Lourenço, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
os Santos Mártires, rogai pelos fiéis defuntos.
São
Gregório, rogai pelos fiéis defuntos.
Santo
Ambrósio, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
os Santos Pontífices e Confessores, rogai pelos fiéis defuntos.
Santa
Maria Madalena, rogai pelos fiéis defuntos.
Santa
Catarina, rogai pelos fiéis defuntos.
Todos
Santos e as Santas de Deus, intercedei pelos fiéis defuntos.
Sede-nos
propício, perdoai-lhes, Senhor.
Sede-nos
propício, escutai-nos, Senhor.
De
todo o mal, livrai-os, Senhor.
Da
vossa ira, livrai-os, Senhor.
Do
ardor do fogo, livrai-os, Senhor.
Da
região das sombras da morte, livrai-os, Senhor.
Por
vossa admirável Conceição, livrai-os, Senhor.
Por
vosso Nascimento, livrai-os, Senhor.
Por
vosso Nome dulcíssimo, livrai-os, Senhor.
Pela
multidão de vossas misericórdias, livrai-os, Senhor.
Por
vossa Paixão acerbíssima, livrai-os, Senhor.
Por
vossas Chagas Sacratíssimas, livrai-os, Senhor.
Pela
Morte ignominiosa com que, morrendo, vencestes nossa morte,
livrai-os, Senhor.
Pecadores
que somos, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Vós
que absorvestes a pecadora e escutastes o Bom Ladrão, nós Vos
rogamos, atendei-nos.
Vós
que salvastes gratuitamente todos os que estão salvos, nós Vos
rogamos, atendei-nos.
Que
absolvais de todos os seus pecados e penas aos nossos parentes,
amigos e benfeitores, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Que
Vos digneis lembrar-Vos e compadecer-Vos de todos os fiéis defuntos
que não são mais lembrados na terra, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Que
outorgueis a todos os que descansam em Cristo o lugar de refrigério,
da luz e da paz, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Que
convertais sua tristeza e luto em alegria, nós Vos rogamos,
atendei-nos.
Que
Vos digneis coroar sua inspiração, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Que
os façais bendizer-Vos de tudo e Vos oferecer para sempre o
sacrifício do vosso louvor, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Que
os eleveis ao grêmio dos vossos escolhidos, nós Vos rogamos,
atendei-nos.
Filho
de Deus, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Fonte
de piedade, nós Vos rogamos, atendei-nos.
Vós,
que tendes a chave da Morte e do Inferno, nós Vos rogamos,
atendei-nos.
Cordeiro
de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis
defuntos.
Cordeiro
de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai o repouso aos fiéis
defuntos.
Cordeiro
de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai aos fiéis defuntos o
repouso eterno.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus
Cristo, atendei-nos.
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor,
tende piedade de nós.
Pai
Nosso que estais no Céu…
V.
Das portas do Inferno.
R.
Salvai as suas almas, Senhor.
V.
Descansem em paz.
R.
Amém.
V.
Senhor, escutai a minha oração.
R.
E chegue até Vós o meu clamor.
Oremos:
Ó Deus, que perdoais aos pecadores e quereis a salvação dos homens,
de vossa clemência imploramos que, pela intercessão da
Bem-aventurada e sempre Virgem Maria e de todos os vossos Santos,
leveis à eterna Bem-aventurança os nossos irmãos, parentes e
benfeitores que têm partido deste mundo. Por Jesus Cristo, nosso
Senhor. Amém.
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