BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

sábado, 19 de abril de 2025

VIA SACRA III

VIA SACRA


VIA SACRA

A Congregação Mariana Imaculada Conceição, da Paróquia de São Fidélis, no seu Ano Jubilar Áureo, homenageia o Ínclito Bispo da Santa Igreja, D. ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, Autor da presente Via Sacra.

Oração Preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, disponho-me a acompanhar-Vos no caminho que trilhastes do Pretório de Pilatos ao Calvário, para Vos imolardes por minha salvação.

Peço-Vos a graça de conceber grande dor e arrependimento de ter pecado, causando vossos atrozes sofrimentos, e que vosso Sangue preciosíssimo infunda em minha alma o propósito firme de nunca mais pecar. Amém.


A morrer crucificado

Teu Jesus é condenado,

Por teus crimes, pecador.

Por teus crimes, pecador.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



I ESTAÇÃO

Jesus é condenado à morte

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Cedendo aos clamores dos judeus, Pilatos condenou Jesus à morte na Cruz.

O que levou os judeus a pedirem a morte de Jesus Cristo foi sua infidelidade. Quiseram seguir uma religião do seu agrado, e não a Religião revelada pelo Filho de Deus humanado. Nisto imitaram a desobediência de Adão e a rejeição da vontade de Deus.

Nós estamos na mesma miserável condição. Humilhemo-nos e peçamos a Nossa Senhora que nos alcance a graça de sermos fiéis à Santíssima Vontade de seu Divino Filho. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Com a Cruz é carregado,

E do peso acabrunhado,

Vai morrer por teu amor.

Vai morrer por teu amor.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



II ESTAÇÃO

Jesus com a Cruz às costas

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Depois da vigília no Horto das Oliveiras e da atrocíssima flagelação, Jesus se submete ainda ao sacrifício de carregar a Cruz até ao Calvário.

Jesus o fez para reparar os nossos pecados. Aprendamos que sem sacrifício e o habitual espírito de mortificação, nossa religião é vã, vazia, sem merecimento. Peçamos a Nossa Senhora a graça de aceitar com alegria as mortificações que nos impõe o cumprimento dos nossos deveres de estado. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Pela Cruz tão oprimido,

Cai Jesus desfalecido

Pela tua salvação.

Pela tua salvação.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



III ESTAÇÃO

Jesus cai pela primeira vez

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Já esgotado pela insônia, fome e perda de sangue, Jesus sucumbe ao peso da Cruz e cai por terra.

Nos desígnios de Deus, esta queda é para descontar as ofensas de nossos pecados, e para nos alertar contra nossa presunção. Por nós mesmos só vamos de pecado em pecado, de queda em queda.

Peçamos a Nossa Senhora que nos alcance a graça da vigilância na oração e na fuga das ocasiões de pecado. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

De Maria lacrimosa,

Sua Mãe tão dolorosa,

Vê a imensa compaixão.

Vê a imensa compaixão.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



IV ESTAÇÃO

Jesus encontra-se com sua Mãe Santíssima

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Na agonia do Horto de Getsêmani e no processo infame a que foi submetido seu Divino Filho, esteve ausente Maria Santíssima. Quando, porém, vai Ele consumar o sacrifício da Redenção do mundo, Ela se apresenta. É que ambos, Jesus e Maria, nos Decretos do Altíssimo, estão como identificados na missão redentora do homem. É como Mãe dos remidos que Maria coopera na obra da salvação.

É a esta Mãe que recorremos para nos assegurar a fidelidade a seu Divino Filho, em meio da sociedade paganizada que nos envolve. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Em extremo desmaiado,

Deve auxílio, tão cansado,

Receber do Cirineu.

Receber do Cirineu.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



V ESTAÇÃO

Simão Cirineu ajuda Jesus a levar a Cruz

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: A breve trecho, no caminho do Calvário, convencem-se os verdugos do Salvador de que pela extrema debilidade, consequência das torturas a que tinha sido submetido, Jesus Cristo não estava em condições de carregar o seu patíbulo até ao cimo do monte. Forçaram Simão de Cirene a carregar a Cruz do Salvador.

Nossa salvação, por vontade de Deus, não se realiza sem a nossa cooperação. Precisamos, a nosso modo, ajudar Jesus Cristo a carregar a Cruz. E o fazemos quando não nos conformamos com a maneira de proceder de uma sociedade que, na prática, se afastou da austeridade cristã. Que Nossa Senhora nos alcance esta graça. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

O seu rosto ensanguentado,

Por Verônica enxugado,

Eis no pano apareceu.

Eis no pano apareceu.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



VI ESTAÇÃO

Verônica enxuga a Face de Jesus

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Do meio daquela multidão sádica que formava o séquito nefando do Salvador no caminho do Calvário, destaca-se uma mulher forte que, arrostando a arrogância dos soldados, aproxima-se de Jesus e com uma toalha Lhe limpa o Sagrado Rosto desfigurado pelo Sangue da Coroa de Espinhos, pelos escarros dos sicários do Sinédrio e pelas bofetadas da soldadesca bestial.

Admiremos envergonhados a fortaleza desta mulher e peçamos a Nossa Senhora que nos alcance a graça de nunca trairmos por respeito humano a nossa Religião, com nosso procedimento. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Outra vez desfalecido,

Pelas dores abatido,

Cai em terra o Salvador.

Cai em terra o Salvador.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



VII ESTAÇÃO

Jesus cai pela segunda vez

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Não obstante o auxílio do Cirineu, a enorme fraqueza do Salvador fê-Lo cair uma segunda vez no caminho do Calvário.

Esta segunda queda do Salvador lembra nossas repetidas culpas e, de outro lado, a infinita misericórdia de Deus que só espera nosso arrependimento para nos soerguer.

Que a fraqueza do Redentor que O prostrou por terra seja a nossa fortaleza, e não nos permita aceitar um meio Catolicismo ao sabor da sensualidade feito mais de quedas do que de virtudes. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Das matronas piedosas,

De Sião filhas chorosas

É Jesus consolador.

É Jesus consolador.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



VIII ESTAÇÃO

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Ao ver os tormentos a que os sicários do Sinédrio submetiam Jesus no caminho do Calvário, umas piedosas mulheres de Jerusalém não contiveram as lágrimas e expandiram em altos prantos sua consternação. Jesus, agradecido, exortou-as a que tornassem profícuos seus prantos, chorando mais por elas e seus filhos, do que por Ele.

O que Jesus deseja é a nossa salvação. Por isso, ferem-Lhe mais nossos pecados do que O afligem as Chagas de seu Corpo ou Lhe pesa a Coroa de Espinhos. “Chorai por vós e por vossos filhos” – nos repete o Senhor, quando nos vê mais preocupados com nossas moléstias e os bens terrenos, do que com os nossos pecados.

Abra-nos os olhos a Virgem Santíssima para purificar nosso Catolicismo. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Cai terceira vez prostrado,

Pelo peso redobrado

Dos pecados e da Cruz.

Dos pecados e da Cruz.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



IX ESTAÇÃO

Jesus cai pela terceira vez

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Novamente a extrema debilidade prostra a Jesus por terra. É mais uma humilhação que se junta a todas as outras igualmente atrozes, a que se sujeitou o Salvador na sua Paixão.

Fê-Lo por nosso amor, nossa salvação, mas também para que compreendêssemos que, sem a aceitação amorosa das humilhações que Nosso Senhor nos envia, não participamos da Redenção, porquanto não nos assemelhamos a Jesus Cristo.

Que a Virgem Santíssima, Mãe das Dores, nos compenetre desta verdade. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Dos vestidos despojado,

Por verdugos maltratado

Eu Vos vejo, meu Jesus.

Eu Vos vejo, meu Jesus.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



X ESTAÇÃO

Jesus é despojado de suas vestes

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Chegado ao Calvário, foi Jesus despudoradamente despido de suas vestes pela soldadesca imunda.

Jesus, o cândido Lírio da inocência, mais branco, mais puro do que o mais puro arminho e que a mais branca neve, é apresentado nu aos olhos da multidão, tendo apenas para velar seu Corpo Sagrado a túnica do seu Sangue Sacrossanto.

Foi certamente a mais sensível das humilhações a que nossos pecados submeteram o Filho de Deus. No entanto, é a humilhação a que mesmo as pessoas que se dizem cristãs e tementes a Deus, continuam a submeter o Divino Salvador. A Virgem Mãe, pureza alvinitente, nos alcance o apego ao recato, à modéstia, ao comedimento, que são as condições indispensáveis para a prática das virtudes. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Sois por mim à Cruz pregado,

Insultado, blasfemado

Com cegueira e com furor.

Com cegueira e com furor.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



XI ESTAÇÃO

Jesus é pregado na Cruz

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Estirado Jesus sobre a Cruz, esticaram-Lhe violentamente os membros e os cravaram no madeiro com grossos e pontiagudos cravos.

O suplício da Cruz era reservado aos escravos, com os quais era legítimo não ter a menor comiseração. Além disso, Jesus Cristo foi crucificado entre dois ladrões, como a indicar – diz São Boaventura – que era o pior deles.

Tudo concorria para levar aos extremos os sofrimentos físicos e morais do Divino Salvador. Cravado na Cruz após a flagelação e coroação de espinhos, não é possível imaginar sofrimento mais atrozes. Considerado malfeitor, vil e abjeto como os crucificados, é impossível humilhação maior.

Pois esses sofrimentos, essas humilhações, foram o preço de nossos pecados. Foi assim que Ele nos libertou da escravidão do Demônio, da morte eterna, e nos mereceu o Céu no seio de Deus.

Com o coração agradecido, aprendamos a apreciar as humilhações e os sofrimentos com que Deus purifica a nossa alma, especialmente quando exigidos pelo cumprimento dos deveres de nosso estado. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Por meus crimes padecestes.

Meu Jesus, por mim morrestes.

Como é grande a minha dor!

Como é grande a minha dor!


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



XII ESTAÇÃO

Jesus morre na Cruz

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus inclinou a cabeça e morreu

Consumou-se o Sacrifício. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo anunciando a abolição da Lei mosaica, substituída pela Lei de Cristo, que a aperfeiçoa e supera, e atinge todos os homens.

Exclama São Paulo: “Estou pregado na Cruz com Cristo” (Gál. 2, 20). É este também o ideal da vida do fiel: unir-se a Jesus Crucificado. Ou seja, tomar o caminho da renúncia de si mesmo na obediência aos legítimos Superiores, nas humilhações, no espírito de mortificação, nos sacrifícios exigidos para o cumprimento dos próprios deveres. São as disposições da alma que pedimos à Virgem Santíssima presente ao pé da Cruz. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Do madeiro Vos tiraram

E à Mãe Vos entregaram,

Com que dor e compaixão.

Com que dor e compaixão.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



XIII ESTAÇÃO

Jesus é descido da Cruz

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Nicodemos e José de Arimateia obtiveram de Pilatos o Corpo de Jesus. Cuidadosamente O retiraram da Cruz e O entregaram à sua Mãe, Maria Santíssima, a quem Ele pertencia por direito materno.

A Virgem Mãe contemplou em silêncio a retidão profunda daquele rosto sempre Senhor de Si mesmo, embora desfigurado pelos atrozes sofrimentos e morte violenta. Contemplou, adorou, e O apresentou ao Pai Eterno como propiciação pelos nossos pecados, de nós seus filhos adotivos.

Habituemo-nos a viver com Maria. Ela nos levará a Jesus. Ela nos dará sua graça e seu vigor para triunfarmos da multidão dos atrativos para o mal, que emergem de uma sociedade imersa no egoísmo e na sensualidade. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

No sepulcro Vos deixaram,

Sepultado Vos choraram,

Magoado o coração.

Magoado o coração.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



XIV ESTAÇÃO

Jesus é depositado no sepulcro

V. Nós Vos adoramos, Senhor, e Vos bendizemos.

R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Dirigente: Atendida a exigência de seu direito materno, Maria Santíssima acompanhou o enterro de seu Divino Filho organizado por Nicodemos e José de Arimateia. Foi Ele deposto num sepulcro novo, aberto na rocha, no qual ninguém tinha ainda sido sepultado.

Sobre todos desceu um ambiente de paz, que sepultou o alarido da multidão infrene, quando pedia a morte do Salvador.

A paz do Senhor é a paz da consciência que repercute no homem todo, dando-lhe a sensação de um profundo bem-estar. Esta paz encontramo-la quando desalojamos de nosso coração os sentimentos egoístas e sensuais, para enchê-lo da caridade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Virtude que obteremos pela intercessão de Maria Santíssima. Ave Maria…

TODOS: PESA-ME, SENHOR, de todo o meu coração de ter ofendido a vossa infinita bondade, proponho com a vossa graça emendar-me, e espero que me perdoeis por vossa infinita misericórdia. Amém.

Dirigente: Compadecei-Vos de nós, Senhor!

Todos: Compadecei-Vos de nós!

Dirigente: Que as almas dos fiéis defuntos, por misericórdia de Deus, descansem em paz.

Todos: Amém.

Meu Jesus, por vossos passos,

Recebei-me em vossos braços,

A mim, pobre pecador.

A mim, pobre pecador.


Pela Virgem Dolorosa,

Vossa Mãe tão piedosa,

Perdoai-me, meu Jesus!

Perdoai-me, meu Jesus!



Oração Final à Virgem Dolorosa

Ó Maria, minha Mãe, compartilho convosco as dores e sofrimentos que suportastes no Corpo e na Alma, ao acompanhardes Vosso Divino Filho no caminho do Calvário, e ao assistirdes à sua dolorosa e humilhante morte na Cruz.

Peço-Vos que me guardeis sob a vossa proteção, para que não torne a pecar, renovando a Paixão de Vosso Divino Filho.

Pai Nosso e Ave Maria (na intenção do Sumo Pontífice, para se lucrarem as indulgências).

Indulgência da VIA SACRA

Ao piedoso exercício da Via Sacra, a Santa Sé anexou uma Indulgência Plenária, nas seguintes condições:

1. A Via Sacra esteja erigida canonicamente, como acontece, em geral, com as que se encontram nas nossas igrejas.

2. Durante o exercício deve-se meditar sobre a Paixão e Morte do Senhor. As várias estações auxiliam esta meditação.

3. É necessário que se caminhe de uma estação à outra (dois passos ao menos). Quando são muitos e há dificuldade na locomoção de todos, basta que um faça a procissão pelas estações.

Além disso, pede-se Confissão (basta a semanal) e Comunhão no dia do exercício, e uma oração segundo a intenção do Sumo Pontífice (1 Pai Nosso e 1 Ave Maria), e que se exclua o apego a qualquer pecado, mesmo o venial. Enfim, a Indulgência Plenária só se pode lucrar uma vez ao dia.


COM APROVAÇÃO ECLESIÁSTICA


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

SÃO JOSÉ MODELO DA VIDA OCULTA E INTERIOR.

 

Muito a propósito, o glorioso Patriarca é chamado o Santo de vida oculta e interior, porque, não realizando aos olhos do mundo nada de extraordinário, passando obscuro e despercebido, no interior, onde só foi verdadeiramente grande e singular, é impenetrável ao olhar humano.

A juventude do Santo, só nos é dado conhecê-la mediante conjecturas. O resto de sua vida, passou em maior parte, na pequena cidade de Nazaré, desconhecida e oculta a ponto de se pensar que dali nada podia sair de bom. Nessa cidade, não teve nenhum encargo que o tornasse célebre: exerceu sempre a arte da carpintaria, na qual até hoje ninguém conquistou celebridade. Os Profetas e os Apóstolos resplandeceram pela pregação de Jesus cristo; São José, ao contrário, por toda a vida, teve de ocultar a Divindade do Senhor, e depois diluir-se como uma sombra.

Essas palavras exprimem toda a grandeza do Santo, seja porque era na terra a sombra do Divino Pai, seja também porque, como tal, escondia o milagre da Virgindade pelo qual sua Esposa se tornou Mãe de Deus, e a Divindade do Filho que Ela dera à luz. Foi um homem verdadeiramente admirável, que correspondeu de modo perfeito à sua difícil vocação.

Quanto poderia ter dito sobre as grandezas de Maria, objeto de muitas profecias e da esperança do mundo! Em sua casa habitava o Messias, o “desejado das nações”, e São José nunca disse nada: quis sempre conservar-se oculto.

Vieram os dias gloriosos e cheios de milagres para Jesus, mas José já não existia; e também, quando o Cristianismo tomou grande desenvolvimento, o Santo permaneceu ainda escondido por muito tempo. Toda a vida do Santo foi, portanto, um período contínuo de vida interior.

A vida interior é a atividade com que a nossa alma acompanha o bem que fazemos exteriormente. Consiste, antes de tudo, na pureza do coração, ou seja, na renúncia a tudo quanto nos pode afastar de Deus e nos tornar agradáveis, no esforço constante para praticar as virtudes nas diversas ocupações e ganhar méritos para o Paraíso, operando sempre com intenção reta e sobrenatural; enfim, na união íntima e contínua com Deus, na oração em devido tempo e na docilidade às santas inspirações. Ora, a vida de São José foi sempre assim.

Quem poderá jamais compreender o cúmulo de graças que o Santo recebeu de Deus nos dias passados neste mundo? Assim como a Virgem sua Esposa foi, desde a Conceição, cheia de graças para poder dispor-Se dignamente a ser Mãe do Salvador; assim também São José tinha de receber todas as graças necessárias à sua missão, sob vários aspectos, semelhante à de Maria. As circunstâncias pois em que se achou, o fato de ter continuamente diante dos próprios olhos o seu Criador e Criador do mundo, e a sua Mãe Santíssima, na convivência doméstica, eram ocasiões todas favoráveis à vida espiritual.

Que candura de pensamento e coração devia ter na contínua presença do Salvador! Como devia ser profundo o recolhimento em suas ações dirigidas ao serviço direto de Deus! Que amor abrasava aquele coração, enquanto tudo o que sucedia a seu redor, era-lhe fonte de novas graças e manifestação das perfeições de Deus! Como a lua, envolta em uma nuvem, ilumina-a toda, assim São José, escondendo-se em Deus, esparzia seus raios luminosos diante do trono do Altíssimo.

A luz de São José não apareceu aos homens; foi como um suave perfume que todos sentem sem saber donde provém; e continua, ainda hoje a perfumar a Igreja de Deus. Eis a sua grandeza, inseparável da própria vocação. Sem isto, não teria valor algum diante dos homens, e ter-se-ia achado de mãos vazias perante Deus; ao contrário, tudo quanto operava o Santo, era preciosíssimo tesouro para o Céu.

A vida interior tem um valor incalculável, por comunicar um valor imenso a tudo quanto fazemos para o Senhor, e nos faz superar todas as dificuldades da vida. Lancemo-nos pois, com grande entusiasmo à conquista da vida interior, começando por ter e conservar a reta intenção em tudo quanto fazemos.

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Fonte: Pe. Tarcísio M. Ravina, da Pia Sociedade de São Paulo, “São José – Na Vida de Jesus Cristo, na vida da Igreja, no Antigo Testamento, no Ensino dos Papas, na Devoção dos Fiéis, nas Manifestações Milagrosas”, 2ª Parte, Cap. “São José Modelo da Vida Oculta e Interior”, pp. 119 – 121; Edições Paulinas, Recife, 1954.


terça-feira, 31 de dezembro de 2024

MENSAGEM DE FIM DE ANO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.



A FELICIDADE NESTA VIDA

E NA ETERNIDADE


Depois de ter Jesus revelado a Santa Margarida Maria Alacoque estas promessas (as Doze Promessas), acrescentou as seguintes palavras:



“Anunciai e manda anunciar a todo o mundo,

que não porei limites nem medida

às Minhas graças, para com aqueles

que as buscarem no Meu Coração”.


Sigamos, pois, este honroso convite e participaremos, neste mundo, destas promessas e graças, para que se verifique um dia, no Céu, o que pedimos nas Ladainhas: “Coração de Jesus, delícias de todos os Santos, tende compaixão de nós”. Amém.


_____________________________________

Fonte:  “As Promessas do Sagrado Coração de Jesus, feitas aos Seus devotos por meio de Santa Margarida Maria Alacoque, explicadas pelo Pe. Erasmo Raabe, P.S.M.”, ob. cit., p. 40.



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