BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A Realeza da Verdade


Dom Fernado Arêas Rifan


Artigo publicado no jornal "A Folha da Manhã", 
Campos, no dia 13 de abril de 2011, quarta-feira.

No seu julgamento, Jesus explicara a Pilatos a natureza e o caráter específico da sua realeza: a verdade. Conforme nos explica Bento XVI no livro “Jesus de Nazaré II”, esse enfoque é de suma importância. Na ocasião, Pilatos perguntou a Jesus: “O que é a verdade?”.
    
“O que é verdade? A pergunta do pragmatista, jogada com um grau de ceticismo, é uma pergunta muito séria, a ver com o destino da humanidade. O que, então, é verdade? Somos capazes de reconhecê-la? Ela pode servir como critério para nosso intelecto e vontade, tanto nas escolhas individuais como na vida da comunidade?”

“A definição clássica da filosofia Escolástica designa a verdade como ‘adaequatio intellectus et rei’ (conformidade entre o intelecto e a realidade – S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae I, p. 21, r. 2c). Se o intelecto do homem reflete uma coisa como ela é em si mesma, então ele encontrou a verdade: mas apenas um pequeno fragmento da verdade, não a verdade na sua grandeza e sua integridade”.
    
“Chegamos mais perto do que Jesus quis dizer com outro dos ensinamentos de Santo Tomás: ‘a verdade está propriamente e em primeiro lugar no intelecto de Deus; no intelecto humano está presente propria e derivadamente’ (De Verit., p. 1, a. 4 c). E para terminar chegamos à fórmula sucinta: Deus é ‘a própria verdade, a soberana e primeira verdade’”.
    
“Esta fórmula nos traz perto do que Jesus quer dizer quando ele fala da verdade, quando diz que seu objetivo na vinda ao mundo foi ‘testemunhar a verdade’. Frequentemente no mundo, verdade e erro, verdade e inverdade, são quase inseparavelmente misturadas. A verdade em toda a sua grandeza e pureza não aparece. O mundo é ‘verdadeiro’, na medida em que ele reflete a Deus: a lógica criativa, a razão eterna que o trouxe para a existência. E ele se torna mais e mais verdadeiro quanto mais ele se aproxima de Deus. O homem torna-se verdadeiro, ele se realiza, quando cresce na semelhança de Deus. Então ele alcança a sua própria natureza. Deus é a realidade que dá o ser e a inteligibilidade”.
“ ‘Dar testemunho da verdade’ significa dar prioridade a Deus e à sua vontade sobre e contra os interesses do mundo e seus poderes. Deus é o critério de ser. Neste sentido, a verdade é o verdadeiro ‘rei’ que confere luz e grandeza a todas as coisas. Pode-se dizer também que o dar testemunho da verdade significa fazer a criação inteligível e sua verdade acessível do ponto de vista de Deus — a perspectiva da razão criadora — de forma que ela possa servir como um critério e uma orientação a este nosso mundo, de modo a que os grandes e os poderosos sejam expostos ao poder da verdade, à lei comum, à lei da verdade”.
    
“Digamos claramente: a fracassada situação do mundo consiste precisamente na falha em compreender o significado da criação, na falha em reconhecer a verdade; como resultado, a regra do pragmatismo é imposta, pelo qual o braço forte do poderoso torna-se o ‘Deus’ deste mundo”.



Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://www.adapostolica.org/modules/wfsection/article.php?articleid=638

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uma Questão de Bom Senso

Bux: “No campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação insuportável”

Como ir à Missa e não Perder a Fé


Por Mariaelena Finessi

ROMA, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Um enfraquecimento da fé e a diminuição do número de fiéis poderiam ser atribuídos aos abusos litúrgicos e às Missas ruins, quer dizer, às que traem seu sentido original e onde, no centro, já não está Deus, mas o homem, com a bagagem de suas perguntas existenciais.

Essa é uma ideia sustentada por Nicola Bux, teólogo e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.


Apresentado em Roma no dia 2 de março, em seu livro "Come andare a Messa e non perdere la fede" [Como ir à Missa e não perder a fé, N. do T.], Bux lança-se contra a virada antropológica da liturgia.

Bux replica a quantos criticaram Bento XVI, acusando-o de ter traído o espírito conciliar. Ao contrário – argumenta o teólogo – os documentos oficiais do Concílio Vaticano II foram traídos precisamente por essas pessoas, bispos e sacerdotes à frente, que alteraram a liturgia com “deformações ao limite do suportável”.

Participar de uma celebração eucarística pode significar, de fato, também se encontrar perante as formas litúrgicas mais estranhas, com sacerdotes que discutem economia, política e sociologia, tecendo homilias em que Deus desaparece. Proliferam os ensaios de antropologia litúrgica até reduzir a esta dimensão os próprios sinais sacramentais, “agora chamados – denuncia Bux – preferivelmente de símbolos”. A questão não é pequena: enfrentá-la implica ser tachado de anticonciliar.

Todos se sentem com o direito de ensinar e praticar uma liturgia “ao seu modo”, tanto que hoje é possível assistir, por exemplo, “à afirmação de políticos católicos que, considerando-se ‘adultos’, propõem ideias de Igreja e de moral em contraste com a doutrina”.

Entre aqueles que iniciaram esta mudança, Bux recorda Karl Rahner, quem, à raiz do Concílio, denunciava a reflexão teológica então imperante que, em sua opinião, mostrava-se pouco atenta ou esquecida da realidade do homem.

O jesuíta alemão sustentava em contrapartida que todo discurso sobre Deus brotaria da pergunta que o homem lança sobre si mesmo. Em consequência – esta é a síntese – a tarefa da teologia deveria ser falar do homem e de sua salvação, lançando as perguntas sobre si e sobre o mundo. Um pensamento teológico que, com triste evidência, foi capaz de gerar erros, o mais clamoroso dos quais é o modo de entender o sacramento, hoje já não sentido como procedente do Alto, de Deus, mas como participação em algo que o cristão já possui.

“A conclusão que Häuβling tira disso – recuerda Bux – é que o homem, nos sacramentos, acabaria por participar de uma ação que não corresponde realmente a sua exigência de ser salvo”, já que abre mão da intervenção divina. A semelhante tese “sacramental” e à derivação anexa da liturgia, responde Joseph Ratzinger, que já no dorso do volume XI, “Teologia da Liturgia”, de sua Opera omnia, escreve: “Na relação com a liturgia se decide o destino da fé e da Igreja”.

A liturgia é sagrada, de fato, se tiver suas regras. Apesar disso, se por um lado o ethos, ou seja, a vida moral, é um elemento claro para todos, por outro lado, ignora-se quase totalmente que existe também um “jus divinum”, um direito de Deus a ser adorado. “O Senhor é zeloso de suas competências – sustenta Bux –, e o culto é o que lhe é mais próprio. Em contrapartida, precisamente no campo litúrgico, estamos frente a uma desregulação”.

Sublinhando, em contrapartida, que sem “jus” o culto torna-se necessariamente idolátrico, em seu livro o teólogo cita uma passagem da “Introdução ao espírito da liturgia”, de Ratzinger, que escreve: “Na aparência, tudo está em ordem e presumivelmente também o ritual procede segundo as prescrições. E no entanto é uma queda na idolatria (...), faz-se Deus descer ao nível próprio, reduzindo-o a categorias de visibilidade e compreensibilidade”.

E acrescenta: “trata-se de um culto feito à própria medida (...), converte-se em uma festa que a comunidade faz para si mesma; celebrando-a, a comunidade não faz mais que confirmar a si mesma”. O resultado é irremediável: “Da adoração a Deus se passa a um círculo que gira em torno de si mesmo: comer, beber, divertir-se”. Em sua autobiografia (Mi vida), Ratzinger declara: “Estou convencido de que a crise eclesial em que hoje nos encontramos depende em grande parte do colapso da liturgia”.

Para encerrar, uma sugestão e uma advertência. A primeira é relançar a liturgia romana “olhando para o futuro da Igreja – escreve Bux –, em cujo centro está a cruz de Cristo, como está no centro do altar: Ele, Sumo Sacerdote a quem a Igreja dirige seu olhar hoje, como ontem e sempre”. A segunda é inequívoca: “se acreditamos que o Papa herdou as chaves de Pedro – conclui –, quem não o obedece, antes de tudo em matéria litúrgica e sacramental, não entra no Paraíso”.

Fonte: Acessar o link "Meus Documentos".

sábado, 8 de outubro de 2011

O SANTO ROSÁRIO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA.


Extraordinária Afirmação de 

S. Luís Mª Grignion de Montfort


"Se você rezar o Rosário fielmente até a morte, eu lhe asseguro que, apesar das gravidades de seus pecados 'alcançareis a incorruptível coroa da glória' (1 Ped. 5, 4). Mesmo que você esteja à beira da condenação eterna, mesmo que você já tenha um pé no Inferno, mesmo que você já tenha vendido sua alma ao Diabo como os feiticeiros fazem ao praticar a magia negra, e mesmo que você seja um herege obstinado, como um Diabo, inevitavelmente você se converterá, consertará sua vida e JESUS salvará sua alma. Guarde bem o que eu vou dizer, se você rezar o Santo Rosário devotamente cada dia até à morte, com o propósito do conhecimento da verdade, você obterá a graça do arrependimento e o perdão de seus pecados..." (São Luís Maria Grignion de Montfort, "O Segredo do Rosário", Cap. "Uma Rosa Vermelha para os Pecadores", p. 6; Traduzido do Inglês por Geraldo Pinto Faria Jr., Ed. da Divina Misericórdia, Belo Horizonte - MG, 1997).

A Voz da Igreja

 

"Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também hoje os fiéis exercitados no uso desta arma - que é a reza cotidiana do Rosário - facilmente conseguirão destruir os monstruosos erros e impiedades que por todas as partes se levantam" (Beato Pio IX, Encíclica Egregiis, de 3/12/1856).

"O Rosário é a mais bela e a mais preciosa de todas as orações à Medianeira de todas as graças: é a prece que mais toca o coração da Mãe de Deus. Rezai-o todos os dias" (S. Pio X).

"Queira Deus - que é um ardente desejo nosso - que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insígne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência" (Leão XIII, Encíclica Jucunda semper, de 8/9/1894).

"A Igreja, sobretudo por meio do Rosário, sempre encontrou [em Maria], a Mãe da graça e a Mãe da Misericórdia, precisamente conforme tem o costume de saudá-La. Por isso, os Romanos Pontífices jamais deixaram passar ocasião alguma, até o presente, de exaltar com os maiores louvores o Rosário mariano, e de enriquecê-lo com indulgências apostólicas" (Bento XV, Encíclica Fausto appetente, de 29/6/1921).

"[O Rosário] é uma arma poderosíssima para pôr em fuga os Demônios. (...) Ademais, o Rosário de Maria é de grande valor não só para derrotar os que odeiam a Deus e os inimigos da Religião, como também estimula, alimenta e atrai para as nossas almas as virtudes evangélicas" (Pio XI, Encíclica Ingravescentibus males, de 29/9/1937).

"Será vão o esforço de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever, é sobretudo conveniente o costume do Rosário na família. (...) De novo, pois, e categoricamente, não hesitamos em afirmar de público que depositamos grande esperança no Rosário de Nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo" (Pio XII, Encíclica Ingruentium malorum, de 15/9/1951).

"[O Rosário] concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica da qual é quase um compêndio... Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor" (Beato João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 22/10/2002).

Oração do Dia

Ó Deus, cujo Unigênito nos mereceu por Sua Vida, Morte e Ressurreição a recompensa da salvação eterna, fazei que, meditando nos Mistérios do Sacratíssimo Rosário da Santíssima Virgem, aprendamos a viver as lições que eles encerram, para alcançarmos as graças que prometem. Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, que Convosco Vive e Reina na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.


"Quem é esta, formosa como uma pomba
e como a roseira plantada à beira da água?...

A Virgem poderosa como a torre de Davi;
dela estão pendurados os escudos e as armaduras dos fortes...

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres... 

O Senhor Te abençoou e armou da Sua Onipotência 
para reduzires a pó os nossos inimigos...

As filhas de Sião viram-na desabrochar como a roseira,
e proclamaram-na bem-aventurada"

(1ª Vésperas {6 de Outubro} 
da Solenidade do Rosário de Nossa Senhora).
 

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