BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

NOVENA DE NATAL. 8º DIA.


Orações e Meditações Extraídas dos Escritos

de Santo Afonso Maria de Ligório,

pelo Pe. Saint-Omer, CSSR.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Oração a Jesus dormindo1

Eu durmo, e o Meu Coração vela”.2 Enquanto o corpo de Jesus repousava, a Sua Alma velava. Jesus pensava, então, em todas as penas que havia de sofrer, e as oferecia a Seu Pai, para nos alcançar o perdão dos pecados e a salvação.

Terno e Santo Menino, Vós dormis, ah, quanto me atrai o vosso sono! Nos outros, o sono é a imagem da morte; mas em Vós, é sinal de vida eterna, porque esta mereceis para mim com o vosso repouso. Vós dormis, mas o vosso Coração não dorme; pensa em sofrer e morrer por mim. Dormindo, orais por mim e obtendes do vosso Pai celestial o repouso eterno do Paraíso. Mas, antes que me introduzais no Céu como espero, para lá repousar conVosco, quero que repouseis sempre em minha alma. Ó meu Deus, para longe de mim Vos expulsei outrora; mas, tanto batestes à porta do meu coração, já por temores, já por luzes, já por chamamentos cheios de ternura, que Vós creio agora entrado. Em verdade, assim o creio, porque sinto grande confiança de ter recebido de Vós o perdão; sinto profundo horror e sincero arrependimento das minhas ofensas contra Vós; e se este arrependimento me causa grande dor, é dor sem perturbação, dor que me consola e dá segurança de ter alcançado perdão da vossa bondade. Graças Vos dou, ó meu Jesus, e Vos peço, não Vos ausenteis da minha alma. Certo estou, que não saireis a não ser que eu Vos expulse; mas esta é exatamente a graça que Vos imploro, e peço-Vos me ajudeis a intercedê-la sempre: não permitais me aconteça banir-Vos ainda do meu coração; esqueça-me eu de tudo o mais, e só pense em Vós, que sempre pensastes em mim e na minha felicidade; não cesse jamais de Vos amar nesta vida, até que minha alma, sempre conVosco unida, voe para os vossos braços, a fim de repousar eternamente neles, sem temer Vos perder jamais. Ó Maria, assisti-me durante a minha vida e na hora da minha morte, para que Jesus repouse sempre em mim, e eu sempre n’Ele.3 Amém.



8º Dia4


Vamos a Nazaré:

aí acharemos o Coração de Jesus

glorificando Seu Pai pela oração.


O silêncio conduz ao recolhimento e à oração. Também, que silêncio na casa de Nazaré, onde todos oram! Maria e José contemplam a Jesus em silêncio; e Jesus, de seu lado, contempla o Pai celeste; Sua boca fala pouco com os homens, mas Seu Coração fala continuamente com Seu Pai. Oh! Quão belas, perfeitas, agradáveis a Deus, eram as orações do Coração de Jesus! Ele orava em todos os instantes, e Suas orações eram todas para nós, e até para cada um de nós em particular. Todas as graças que cada um de nós recebeu do Senhor, como a de ter sido chamado à verdadeira fé, ter sido esperado para a penitência, as luzes, o arrependimento, o perdão, os santos desejos, as vitórias contra as tentações, e todos os outros atos de virtude que temos feito ou que faremos, atos de confiança, de humildade, de amor, de agradecimento, de oferenda, de resignação; tudo nos foi obtido pelo Coração de Jesus, tudo é efeito das orações saídas do Coração de Jesus.

Ainda dormindo, este divino Salvador, pensava em nós e orava por nós; porque o sono de Jesus diferia muito dos outros sonos dos filhos de Adão. O sono dos outros homens, lhes é útil para a conservação da vida, mas não para as operações da alma, que ficam impedidas pelo entorpecimento dos sentidos. Tal não era o sono de Jesus: “Eu durmo, dizia Ele, mas Meu Coração vela”.5 Enquanto Seu Corpo repousava, Seu Coração velava, porque em Jesus, a natureza humana era unida à Pessoa do Verbo, que não podia dormir nem ser entorpecida pelos sentidos. Jesus Cristo dormia, então, mas enquanto dormia, considerava todas as penas que devia padecer por amor de nós, durante Sua vida e na Sua morte. Ele pensava nos açoites, nos espinhos, nos opróbrios e na morte dolorosa que devia sofrer um dia na Cruz; e oferecia tudo a Seu eterno Pai, para nos obter o perdão de nossos pecados e a salvação. Assim, seja dormindo, seja trabalhando, o Coração de Jesus merecia por nós, aplacava Seu Pai e nos obtinha graças.

Embora Jesus tenha orado tanto por nossa salvação, nem por isso estamos dispensados de orar por nossa parte, como no-lo ensina o divino Mestre: “Pedi e recebereis”.6 Não somos mais que pobres mendigos, que só temos o que Deus nos dá por esmola. O Senhor, diz Santo Agostinho, deseja e quer nos dar Suas graças, mas com a condição de as pedirmos-Lhe. Como a humidade é necessária às plantas para se conservarem no estado de vida e frescura, assim a oração, é necessária para nos salvarmos. A alma dá vida ao corpo, e a oração dá vida à alma, de sorte que a alma que não ora, lança de si fétidas emanações de cadáver, infeccionada como ela é pelo pecado. Desta necessidade absoluta em que estamos de orar, nasce a necessidade moral da meditação. Com efeito, quem não medita e vive constantemente distraído pelos negócios do mundo, não conhece as próprias necessidades espirituais, nem os perigos que corre quanto a salvação, nem os meios que deve empregar para vencer as tentações, nem sequer essa necessidade de orar, que diz respeito a todos os homens: neste estado de cegueira, abandona o exercício da oração, e, não orando, perde-se inevitavelmente.

Oremos, pois, e oremos muito. A oração é uma embaixadora fiel, perfeitamente conhecida do Rei Jesus; ela tem direito de penetrar até no Seu gabinete; e, por suas importunações, nunca deixa de enternecer o Coração deste bom Senhor e alcançar d’Ele todas as graças.

Prática: Lerei hoje com atenção o método de oração que se encontra no princípio deste devocionário;7 aí verei que a meditação é uma coisa fácil para todos; e, por conseguinte, esforçar-me-ei por adquirir o piedoso hábito de meditar, cada dia durante algum tempo, ainda que seja um quarto de hora. Para adquirir gosto de praticar este santo exercício, direi muitas vezes hoje ao Coração de Jesus: “Mestre, ensina-me a orar!”8

Afetos e Súplicas: Coração fidelíssimo de meu Jesus, pronto estáveis a me conceder todas as graças; para isso, só esperáveis uma oração minha; mas, ai! Se pensei em contentar meus sentidos, em pouco avaliando ser privado de vosso amor e benefícios. Senhor, esquecei minhas ingratidões tão multiplicadas, e tende compaixão de mim: fazei-me a graça de pedir continuamente vosso socorro, a fim de não Vos ofender mais: ó Deus de minha alma, não permitais que eu me descuide deste dever no futuro, como fiz no passado. Esclarecei-me e dai-me a força de me recomendar sempre a Vós, especialmente quando meus inimigos me provocarem para o pecado. Ó meu Deus, concedei-me esta graça em consideração dos merecimentos do Coração de Jesus, vosso Filho amadíssimo. Ah! Muito Vos tenho ofendido, bom Senhor meu; quero amar-Vos agora durante o resto dos meus dias. Dai-me vosso Santo Amor; e este amor me faça recorrer à vossa proteção, todas as vezes que eu me achar em perigo de Vos perder pelo pecado. Ó Maria, minha esperança, por vossa intercessão espero obter a graça de me recomendar sempre a Vós e a vosso divino Filho nas minhas tentações. Isto Vos peço por todo o amor que tendes ao Coração de Jesus. Amém.

Oração Jaculatória: Divino Menino Jesus, tende compaixão de nós, e nascei em nossos corações. 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.



Exemplo

São Bernardo, esta alma tão terna e afetuosa para com Jesus Cristo, não podia deixar de ter devoção particular ao Coração de Jesus. Também ele nos deixou sobre este Coração adorável palavras tão belas, que não podemos furtar-nos ao prazer de citá-las:

Pois que, diz ele, chegamos ao Coração dulcíssimo de Jesus, e é bom ficarmos n’Ele, não nos deixemos facilmente arrancar, porque d’Ele é que está escrito: Aqueles que de Vós se separam, terão seus nomes traçados na poeira, que um ligeiro sopro faz desaparecer.

Mas qual será a sorte dos que se aproximaram? Ensinai-nos Vós mesmo, ó bom Salvador. Àqueles que a Vós se chegavam dizíeis: “Regozijai-vos, porque vossos nomes estão escritos no Céu”.9 Nós, então, nos aproximamos de Vós, a fim de nos rejubilarmos com a lembrança de vosso Coração. Oh! Quanto é bom, quanto é doce morrer neste Coração! Oh! Que rico tesouro é vosso Coração, ó Jesus! Darei tudo o que tenho, meus pensamentos e meus afetos, para O adquirir, lançando todas as minhas inquietações no Coração do meu Senhor Jesus, que me alimentará e me assistirá em todas as minhas necessidades. Neste templo, neste Santo dos Santos, diante desta Arca do Testamento, adorarei e louvarei o Nome do Senhor, dizendo com Davi: Achei meu coração para rogar a meu Deus. Eu também achei o Coração de meu Rei, de meu Irmão, de meu terno Amigo Jesus. E com este Coração, como não adoraria? Este Coração, ouso dizê-lo, é meu, porque se Jesus Cristo é minha Cabeça, como o que é de minha cabeça, não seria também meu? Da mesma sorte que os olhos da minha cabeça são verdadeiramente meus, assim este Coração espiritual é meu coração. Que felicidade para mim! Eu, pois, possuo um só Coração com Jesus. E não nos admiremos, pois São Lucas nos diz que os primeiros cristãos não tinham senão um coração. Tendo então achado vosso Coração, que é também o meu, a Vós, amável Jesus, que sois meu Deus, humildemente rogarei. Permiti somente que minhas súplicas sejam admitidas nesse Santuário para serem ouvidas, ou antes, atraí-me todo para o vosso Coração. Ó Vós, que sois o mais belo dos filhos dos homens, lavai-me cada vez mais de minhas iniquidades, a fim de que, mereça habitar todos os dias de minha vida no vosso Coração. Vosso lado foi aberto para que possamos ter entrada livre em vosso Coração, e n’Ele habitarmos abrigados das agitações do mundo. Vosso Coração foi ferido, para que esta Chaga visível nos revelasse a Chaga invisível do amor. Quem, então, poderá não amar um Coração assim ferido? Quem poderá não pagar amor com amor?” Esta bela passagem mostra à evidência quanto o Santo Abade de Claraval amava o Coração de Jesus. Sente-se que ele procura repetir muitas vezes a palavra Coração de Jesus, a fim de saborear-lhe toda a doçura, fazer penetrar mais profundamente na alma de seus piedosos ouvintes a terna devoção de que vivia cheio.



Louvores ao Menino Jesus10


Vinde já, meu Deus-Menino,

Nascei no meu coração,

Tomai dele inteira posse,

Tomai-o da vossa mão.


Vinde, meu rico Infante,

Vinde, não Vos detenhais,

A minha alma Vos espera,

Já não pode esperar mais.


Do Varão nasceu a vara,

Da vara nasceu a flor,

Da flor nasceu Maria,

De Maria o Redentor.


Os Anjos primeiro pegam

No Menino-Deus nascido,

Não O deixam cair no chão,

Em seus braços é detido.


A Virgem então O adora,

Nos seus braços O recebe,

Como Mãe lhe beija a face,

Mais alva que a pura neve.


Foi nascer a uma gruta

O Grande Rei das Nações,

Para render a frieza

De nossos corações.


Pastorinhos do deserto,

Correi todos, ide ver

A pobreza da lapinha

Onde Cristo quis nascer.


Pastorinhos do deserto,

Correi todos a Belém,

Adorar o Deus-Menino,

Nos braços da Virgem-Mãe.


Nos braços da Virgem-Mãe,

Chora o vosso Coração,

Por saber que há de passar

Tão dolorosa Paixão.



Ladainha em Honra do

Divino Menino Jesus11


Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus Cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Senhor, ouvi-nos.

Divino Menino Jesus, escutai-nos.


Pai celeste, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Jesus, Filho do Deus Vivo, tende compaixão de nós.

Jesus, num estábulo nascido de Maria Virgem, tende compaixão de nós.

Jesus, adorado pelos pastores e pelos Sábios do Oriente, tende compaixão de nós.

Jesus, circuncidado ao oitavo dia e chamado Jesus, tende compaixão de nós.

Jesus, oferecido no Templo a vosso Divino Pai, tende compaixão de nós.

Jesus, fugido para o Egito com Maria e José, tende compaixão de nós.

Jesus, que voltastes do Egito com Maria e José, tende compaixão de nós.

Jesus, na idade de 12 anos levado ao Templo por vossos pais, tende compaixão de nós.

Jesus, perdido de vossos pais e por eles procurado com ânsia durante três dias, tende compaixão de nós.

Jesus, encontrado com alegria no Templo, tende compaixão de nós.

Jesus, submisso e obediente aos vossos pais, tende compaixão de nós.


Sede-nos propício, tende compaixão de nós, Menino Jesus.

Sede-nos misericordioso, escutai-nos, Menino Jesus.


Dos desvarios da nossa juventude, livrai-nos, Menino Jesus.

Do número dos filhos de Satanás, que perdem as almas dos inocentes, livrai-nos, Menino Jesus.

Dos criminosos desejos da nossa idade, livrai-nos, Menino Jesus.

Dos perigos de pecar, livrai-nos, Menino Jesus.

Da perda da santa pureza, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelo vosso misterioso Nascimento, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelas vossas lágrimas e gemidos, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelo vosso santo porte com vossos pais, livrai-nos, Menino Jesus.

Pela vossa Apresentação no Templo, livrai-nos, Menino Jesus.


Nós que fomos filhos da ira, Vos rogamos nos escuteis.

Para que nos dias da nossa juventude nos lembremos do nosso Salvador, Vos rogamos nos escuteis.

Para que acostumemos desde a juventude nossos corações à virtude e ao bem, Vos rogamos nos escuteis.

Para que em todas as nossas ações demos bom exemplo ao próximo, Vos rogamos nos escuteis.

Para que não abandonemos na velhice o caminho da virtude que tomamos na juventude, Vos rogamos nos escuteis.

Para que sejamos recebidos um dia no número dos filhos de Deus, Vos rogamos nos escuteis.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Menino Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Menino Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Menino Jesus.


Menino Jesus, ouvi-nos.

Menino Jesus, escutai-nos.


Pai Nosso, que estais nos Céus…


V. O Verbo se fez carne. Aleluia.

R. E habitou entre nós. Aleluia.


Oremos: Amado Salvador, Jesus Cristo, que, por amor dos homens e de mim, encarnastes e Vos fizestes um fraco e pobre menino, adoro-Vos e amo-Vos. Concedei-me que ponha sempre em Vós a minha alegria; que Vos siga sempre; que eu seja bom, piedoso, obediente, zeloso, e Vos imite em tudo, a Vós que viveis e reinais com Deus Pai, e o Espírito Santo por toda a eternidade. Amém.


_______________________

1.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, CSSR, 4ª Parte, Art. 2, § 1, pp. 483-484. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A. Tournai/Belgium, 1921.

2.  Cânt. 5, 2.

3.  Obras Ascéticas, IV. 30 Dez.

4.  “O Sagrado Coração de Jesus”, segundo Santo Afonso de Ligório, pelo Pe. Saint-Omer, CSSR, 1ª Parte, 11º Dia, pp. 71-77. 5ª Edição, Typographia de Frederico Pustet, Impressor da Santa Sé, Ratisbona/Alemanha, 1926.

5.  Cânt. 5, 2.

6.  Mat. 7, 7.

7.  Pág. 8.

8.  Luc. 2, 1.

9.  Luc. 10, 20.

10.  “Cartilha ou Compêndio da Doutrina Cristã, Ordenada por Perguntas e Respostas”, pelo Pe. Antônio José de Mesquita Pimentel, Cap. “Devoção”, pp. 228-229. 18ª Edição, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Ltda, Porto, 1872.

11.  “Livro de Missa para a Juventude”, compilado por um Padre do Espírito Santo, pp. 114-118. 6ª Edição, Casa Cruz, Rio de Janeiro, 1898.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

NOVENA DE NATAL. 7º DIA.


Orações e Meditações Extraídas dos Escritos

de Santo Afonso Maria de Ligório,

pelo Pe. Saint-Omer, CSSR.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Oração a Jesus

de volta a Sua Pátria1


Pobre alma, diz Jesus, quebra estes horríveis grilhões que te aprisionam ao Inferno; permite que te prenda a Mim por minhas cadeias de ouro, cadeias de amor, de paz, e de salvação.2


Ó divino Infante, ai! Para onde voltais? Para a vossa pátria, isto é, para um país onde Vos aguarda uma vida toda cheia de desprezos e se preparam chicotes, espinhos, ignomínias e Cruz, para a vossa morte. Tudo isto está presente ante os olhos da vossa Divindade, ó meu Jesus, e quereis correr ao encontro da Paixão que os homens Vos reservam. Ah! Redentor meu, se não viésseis morrer por mim, não iria eu amar-Vos no Paraíso; a minha sorte seria ficar para sempre separado de Vós; a vossa morte foi a minha salvação. Mas, Senhor, como pude, pelo desprezo da vossa graça, condenar-me novamente ao Inferno, depois de ter sido livre dele pela vossa morte! Ah, confesso que um Inferno só, é pouco para mim. Mas, Vós me haveis esperado para me perdoar, Salvador meu; graças Vos dou, e, penetrado de arrependimento, detesto todos os desgostos que Vos causei. A Vós suplico, Senhor, livrai-me do Inferno. Se eu tivesse a desgraça de condenar-Me, a pena mais cruel para mim, seria o remorso de me ter perdido depois de haver conhecido, durante a vida, o vosso amor para comigo. Não, meu Jesus, não tanto o fogo eterno, mas, muito mais a lembrança do vosso amor, constituiria o meu Inferno. Ah, à terra viestes para acender o fogo do vosso Santo Amor; neste doce fogo quero arder, e não no que, longe de Vós, seria o meu eterno castigo. Repito, pois, ó meu Jesus, livrai-me do Inferno, porque no Inferno não se pode amar-Vos. Maria, minha Mãe, ouço dizer e pregar por toda a parte, que o Inferno não é para os que, resolvidos a se corrigir, Vos amam e em Vós confiam: ó minha Soberana, a Vós amo, em Vós confio, e quero corrigir-me; salvai-me então do Inferno.3 Amém.



7º Dia4


Vamos a Nazaré:

aí acharemos o Coração de Jesus

glorificando Seu Pai por Sua obediência.


Uma das principais virtudes do Menino é a obediência. O Espírito Santo nos ensina qual foi a submissão do Coração de Jesus. Entrando no mundo, diz-nos Ele por boca do Profeta-Rei, o Filho de Deus disse: Eis-me aqui, venho, conforme o que está escrito de mim à frente do livro, para fazer vossa vontade; esta é a minha vontade, ó meu Deus, e vossa Lei se acha no meio do meu Coração.5

Tendo o Pai eterno designado a São José para ocupar Seu lugar na terra a respeito do Seu divino Filho, Jesus o olhou sempre como Seu pai: durante o espaço de trinta anos, prestou-lhe o respeito e obediência que um filho deve a seu pai. O Evangelho atesta que Ele era submisso a Maria e a José;6 o que significa que, durante todo este tempo, a ocupação do Redentor foi obedecer-lhe; a José pertencia mandar como Chefe desta pequena Família, e a Jesus obedecer como súdito. Jesus não dava um passo, não tomava alimento ou repouso, senão segundo as ordens de José. Ele lhe obedecia em tudo e logo, como Deus se dignou revelar à Santa Brígida. Muitas vezes, diz Gérson, Jesus era ocupado em preparar a comida, lavar as vasilhas, carregar água, varrer a casa.

Ó feliz casa de Nazaré, eu te saúdo e venero: um tempo virá em que serás visitada pelas maiores personagens da terra, e quando os piedosos peregrinos se virem entre teus muros, não poderão conter as lágrimas de enternecimento, pensando que o Rei do Céu passou aí toda a Sua vida, obedecendo a Maria e a José. Santo Agostinho diz que como Adão pela desobediência perdeu a si e o gênero humano, o fim principal do Filho de Deus, fazendo-se homem, foi ensinar a obediência por Seu exemplo. Ele começou então por obedecer a Maria e a José desde Sua infância, continuou do mesmo modo durante toda Sua vida, e obedeceu, enfim, até a morte infame da Cruz.7 E querendo nos fazer conhecer que Ele tinha sempre ante os olhos a vontade de Seu Pai para a cumprir fielmente, afirmou que a trazia gravada no Seu divino Coração: Et legem tuam in medio cordis mei.8

Que! Para salvar o homem, Jesus Cristo se submete as Suas criaturas; e para salvar sua alma, o homem recusaria submeter-se a Deus mesmo? Ó injúria! Deus é o Senhor de todas as coisas, pois Ele tudo criou; todas as criaturas lhe obedecem, os Céus, o mar, a terra, os elementos, os animais irracionais; o homem, a criatura mais amada e favorecida de Deus, não Lhe quer obedecer: não teme perder a graça divina! No momento da tentação, o pecador ouve a voz de seu Deus que lhe diz: Meu filho, não te vingues; evita esse prazer infame; restitui esse bem que não é teu. Mas pecando, o desgraçado lhe responde: Senhor, não quero Vos obedecer: Non Serviam.9

Bem longe de usar semelhante linguagem, o discípulo do Sagrado Coração se esforça por imitar seu divino Modelo, cumprindo os Mandamentos de Deus e as ordens de seu superior legítimo. Não procura sequer saber a razão do Mandamento, porque, isto, diz São Bernardo, seria sinal de uma vontade muito imperfeita. Assim é que o Demônio tentou Eva, e conseguiu fazê-la prevaricar; começou por lhe perguntar por que Deus lhes tinha proibido comer de todos os frutos do Paraíso terrestre.10 Eva não teria caído no pecado, se imediatamente houvesse respondido: “Não nos pertence examinar o por que; nossa obrigação é obedecer”. Mas a desgraçada se pôs a considerar o por que, e esta foi a causa de sua desobediência.

O que torna perfeita a obediência, é a simplicidade do coração: o Apóstolo no-lo afirma: Obedecei na simplicidade de vosso coração.11 Eis aqui como o Divino Esposo ensina esta perfeita obediência a sua esposa: Se tu ignoras, ó alma cristã, quanto podes ser cara ao meu Coração por tuas obras, dir-te-ei: Sai de ti mesma, e segue os passos dos rebanhos.12 Vê como são obedientes as ovelhas a seu pastor: elas não perguntam por que são levadas para tal lugar e a tal hora, por que as levam depressa ou devagar; obedecem a seu pastor sem replicar. Oxalá nos faça obedecer deste modo o amor ao Coração de Jesus!

Prática: Não deixarei passar dia algum sem rogar ao Coração obediente de Jesus, a graça de obedecer com prontidão, exatidão, alegria e simplicidade, a tudo o que me é ordenado por meus superiores legítimos, como o Papa, o Bispo da Diocese, meus pais, meu Confessor. Este é também o verdadeiro meio de achar a felicidade e a paz da alma.

Afetos e Súplicas: Amabilíssimo Jesus, abrasado de amor para com as almas, compreendo a ingratidão dos homens para convosco: Vós os amais, e eles não Vos amam; Vós lhes fazeis bem, e eles Vos desprezam; Vós quereis lhes fazer ouvir vossa voz, e eles não Vos escutam; Vós lhes ofereceis graças, e elas as recusam. E eu, meu Jesus, uni-me outrora a esses ingratos para Vos ofender assim! Mas, quero corrigir-me, quero reparar durante o resto de minha vida os desgostos que Vos dei; farei quanto puder para Vos agradar e satisfazer. Dizei, Senhor, o que de mim exigis; decidido estou a tudo cumprir sem reserva; fazei-me conhecer vossa vontade, por meio da santa obediência; espero executá-la fielmente.

Meus Deus, prometo-Vos firmemente que de agora em diante não desprezarei a mínima coisa que me pareça ser de vosso agrado, ainda que necessário me seja perder tudo o que tenho de mais caro: pais, amigos, honra, saúde e até a vida. Perca-se tudo, contanto que sejais satisfeito. Feliz perda, a que padecemos, quando sacrificamos tudo para contentar vosso Coração, ó Deus de minha alma! Eu Vos amo, ó Soberano Bem, infinitamente mais amável que todos os bens, e amando-Vos, uno meu pobre coração a todos os abrasados corações dos Serafins, ao Coração de Maria; enfim, ao vosso Coração. Eu Vos amo com todas as minhas forças, e só a Vós quero amar; quero amar-Vos sempre, e sempre a Vós somente. Amém.

Oração Jaculatória: Divino Menino Jesus, tende compaixão de nós, e nascei em nossos corações. 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória ao Pai.



Exemplo

No mês de Junho de 1873, uma donzela, chamada Luzia, de idade apenas de dezoito anos, desejava muito ir em peregrinação a Paray-le-Monial. Sua mãe facilmente lhe teria dado a permissão; não assim seu pai, homem afastado de toda prática religiosa. Luzia, com a idade percebeu isto, e perguntou à sua mãe o motivo. Um dia, enfim, esta lhe declarou, com as lágrimas nos olhos, que seu esposo fazia parte de uma sociedade secreta chamada maçonaria. À esta nova, Luzia se pôs a chorar, exclamando: “Como! Meu pai é maçom! Meu pai é excomungado!... ah, necessário é que roguemos ao Coração de Jesus sua conversão, e para mais facilmente a conseguirmos, faremos que papai nos acompanhe a Paray”. A partir deste momento, Luzia não desprezou coisa que pudesse contribuir para a realização do seu projeto. De tempos em tempos, falava do desejo que tinha de ir ao Santuário do Coração de Jesus. O pai respondia que ela podia ir em companhia de sua mãe. “Esta permissão não me basta, respondeu; é necessário que vades também conosco”. Esta piedosa filha fez tudo o que pode para esclarecer o espírito daquele a quem ela amava tanto; arranjou-lhe até um autor sólido, no qual eram desvendados todos os criminosos projetos da maçonaria. Com esta leitura, este homem, dotado de coração reto, compreendeu que se tinha deixado filiar, sem conhecimento de causa, à uma Seita abominável. Mas que fazer agora? Poderia romper seus juramentos sem perigo?... Neste entrementes, os jornais anunciaram que muitos deputados chegariam dentro em pouco a Paray. Luzia exclamou logo: “Oh, que belo dia para irmos a Paray! Papai, como seríamos felizes se quisesses ir conosco!” O pai consentiu enfim, a ir também em peregrinação, e deixou que lhe pusessem no vestuário um Sagrado Coração bordado. A vista dos deputados levando sobre seu peito a imagem do Sagrado Coração, e a piedade que mostraram no Santuário de Paray, comoveram profundamente o maçom. Além disto, desde o momento em que ele começou a trazer sobre seu peito a imagem do Coração de Jesus, sentiu-se impelido para Deus por uma influência irresistível. Uma voz não cessava de lhe dizer no fundo da alma: “Confessa-te e comunga”. Ela bem desejava fazê-lo sem demora, mas teve que esperar até que o Padre a que ele se dirigira recebesse do Bispo o poder de o absolver da excomunhão, em que incorrera. Chegado o momento, deixou sua família, alegando-lhe que ia ver um amigo. Quando voltou, estava tão alegre, que Luzia exclamou: “Papai, como pareceis contente! – Realmente estou, respondeu: tudo o que vemos aqui é belo!” Na tarde do mesmo dia, ele perguntou a Luzia: “Minha filha, comungas amanhã? – Sim, papai, comunguei hoje, comungarei amanhã; comungaremos, minha mãe e eu, todos os dias que estivermos aqui. – Pois bem! Iremos juntos: eu também quero comungar”. A estas palavras exultaram os corações de Luzia e sua mãe, as quais, exclamaram derramando lágrimas de jubilo: “Quanto é bom o Coração de Jesus! Fomos ouvidas!” E pondo-se de joelhos, repetiram de novo em voz alta: “Coração de Jesus, sede para todo sempre louvado, amado, e adorado! – Sim, tornou o pai a seu turno, sim, amor ao Coração de Jesus! Ele triunfou”. No dia seguinte, tanto elas como ele foram comungar, e saíram do divino banquete com a alma inebriada das mais doces consolações que é possível gozar na terra. Quão grande poder tem no coração de um esposo e de um pai a piedade e o zelo de uma esposa e de uma filha!13



Louvores ao Menino Jesus14


Vinde já, meu Deus-Menino,

Nascei no meu coração,

Tomai dele inteira posse,

Tomai-o da vossa mão.


Vinde, meu rico Infante,

Vinde, não Vos detenhais,

A minha alma Vos espera,

Já não pode esperar mais.


Do Varão nasceu a vara,

Da vara nasceu a flor,

Da flor nasceu Maria,

De Maria o Redentor.


Os Anjos primeiro pegam

No Menino-Deus nascido,

Não O deixam cair no chão,

Em seus braços é detido.


A Virgem então O adora,

Nos seus braços O recebe,

Como Mãe lhe beija a face,

Mais alva que a pura neve.


Foi nascer a uma gruta

O Grande Rei das Nações,

Para render a frieza

De nossos corações.


Pastorinhos do deserto,

Correi todos, ide ver

A pobreza da lapinha

Onde Cristo quis nascer.


Pastorinhos do deserto,

Correi todos a Belém,

Adorar o Deus-Menino,

Nos braços da Virgem-Mãe.


Nos braços da Virgem-Mãe,

Chora o vosso Coração,

Por saber que há de passar

Tão dolorosa Paixão.



Ladainha em Honra do

Divino Menino Jesus15


Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus Cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Senhor, ouvi-nos.

Divino Menino Jesus, escutai-nos.


Pai celeste, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Espírito Santo, que sois Deus, tende compaixão de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Jesus, Filho do Deus Vivo, tende compaixão de nós.

Jesus, num estábulo nascido de Maria Virgem, tende compaixão de nós.

Jesus, adorado pelos pastores e pelos Sábios do Oriente, tende compaixão de nós.

Jesus, circuncidado ao oitavo dia e chamado Jesus, tende compaixão de nós.

Jesus, oferecido no Templo a vosso Divino Pai, tende compaixão de nós.

Jesus, fugindo para o Egito com Maria e José, tende compaixão de nós.

Jesus, que voltastes do Egito com Maria e José, tende compaixão de nós.

Jesus, na idade de 12 anos levado ao Templo por vossos pais, tende compaixão de nós.

Jesus, perdido de vossos pais e por eles procurado com ânsia durante três dias, tende compaixão de nós.

Jesus, encontrado com alegria no Templo, tende compaixão de nós.

Jesus, submisso e obediente aos vossos pais, tende compaixão de nós.


Sede-nos propício, tende compaixão de nós, Menino Jesus.

Sede-nos misericordioso, escutai-nos, Menino Jesus.


Dos desvarios da nossa juventude, livrai-nos, Menino Jesus.

Do número dos filhos de Satanás, que perdem as almas dos inocentes, livrai-nos, Menino Jesus.

Dos criminosos desejos da nossa idade, livrai-nos, Menino Jesus.

Dos perigos de pecar, livrai-nos, Menino Jesus.

Da perda da santa pureza, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelo vosso misterioso Nascimento, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelas vossas lágrimas e gemidos, livrai-nos, Menino Jesus.

Pelo vosso santo porte com vossos pais, livrai-nos, Menino Jesus.

Pela vossa Apresentação no Templo, livrai-nos, Menino Jesus.


Nós que fomos filhos da ira, Vos rogamos nos escuteis.

Para que nos dias da nossa juventude nos lembremos do nosso Salvador, Vos rogamos nos escuteis.

Para que acostumemos desde a juventude nossos corações à virtude e ao bem, Vos rogamos nos escuteis.

Para que em todas as nossas ações demos bom exemplo ao próximo, Vos rogamos nos escuteis.

Para que não abandonemos na velhice o caminho da virtude que tomamos na juventude, Vos rogamos nos escuteis.

Para que sejamos recebidos um dia no número dos filhos de Deus, Vos rogamos nos escuteis.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Menino Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Menino Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Menino Jesus.


Menino Jesus, ouvi-nos.

Menino Jesus, escutai-nos.


Pai Nosso, que estais nos Céus…


V. O Verbo se fez carne. Aleluia.

R. E habitou entre nós. Aleluia.


Oremos: Amado Salvador, Jesus Cristo, que, por amor dos homens e de mim, encarnastes e Vos fizestes um fraco e pobre menino, adoro-Vos e amo-Vos. Concedei-me que ponha sempre em Vós a minha alegria; que Vos siga sempre; que eu seja bom, piedoso, obediente, zeloso, e Vos imite em tudo, a Vós que viveis e reinais com Deus Pai, e o Espírito Santo por toda a eternidade. Amém.


_______________________

1.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, CSSR, 4ª Parte, Art. 2, § 1, pp. 489-490. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A. Tournai/Belgium, 1921.

2.  Obras Ascéticas, IV. 3º Disc.

3.  Obras Ascéticas, IV. 10. Jan.

4.  “O Sagrado Coração de Jesus”, segundo Santo Afonso de Ligório, pelo Pe. Saint-Omer, CSSR, 1ª Parte, 10º Dia, pp. 65-71. 5ª Edição, Typographia de Frederico Pustet, Impressor da Santa Sé, Ratisbona/Alemanha, 1926.

5.  Ps. 39, 8.

6.  Luc. 2, 51.

7.  Filip. 2, 8.

8.  Ps. 39, 8.

9.  Jer. 2, 20.

10.  Gên. 3, 1.

11.  Efés. 6, 5.

12.  Cânt. 1, 7.

13.  Propag. da dev. a São José.

14.  “Cartilha ou Compêndio da Doutrina Cristã, Ordenada por Perguntas e Respostas”, pelo Pe. Antônio José de Mesquita Pimentel, Cap. “Devoção”, pp. 228-229. 18ª Edição, Livraria Chardron, de Lello & Irmão, Ltda, Porto, 1872.

15.  “Livro de Missa para a Juventude”, compilado por um Padre do Espírito Santo, pp. 114-118. 6ª Edição, Casa Cruz, Rio de Janeiro, 1898.


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