BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

BLOG CATÓLICO, PARA OS CATÓLICOS.

"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

terça-feira, 12 de abril de 2022

NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EM SUA SAGRADA PAIXÃO. 6º DIA.


Sofrimentos de Jesus em Jerusalém 3


Invocação ao Divino Espírito Santo1

Vinde, ó Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito, conheçamos tudo o que é reto e sempre gozemos de Suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Ato de Contrição

Prostrados perante o Sacrário ou diante de uma imagem de Nosso Senhor, persignar-se e rezar:

Senhor meu Jesus Cristo. Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado, e porque Vos amo e estimo sobre todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de Vos ter ofendido, pesa-me também, por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente ajudado com o auxílio de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender, espero alcançar o perdão de minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Vamos a Jerusalém:

aí acharemos o Coração de Jesus aceitando a Cruz.3

Jesus não esperou que a Cruz lhe fosse imposta pelos algozes; estendendo as mãos, Ele a tomou com pressa, e a pôs sobre os ombros cobertos de Chagas. “Vem, diz Ele então, vem querida Cruz, há trinta e três anos que suspiro por ti e te busco; Eu te abraço, Eu te aperto contra Meu Coração, pois tu és o altar no qual resolvi sacrificar Minha vida por Minhas ovelhas”.

Fizeram sair os condenados, e, no meio deles, vê-se também caminhar para a morte o Rei do Céu, o Filho único de Deus, carregado de Sua Cruz. Eis aí o Messias, que, há alguns dias, foi proclamado o Salvador do mundo e recebido com tantos aplausos e bênçãos pelo povo! Clamava-se então na Sua passagem: Hosana ao Filho de Davi! Bendito Aquele que vem em nome do Senhor!4 E agora, ei-Lo que se vai, amarrado, escarnecido e amaldiçoado de todos, com uma Cruz nos ombros, morrer como um criminoso. Ó excesso do amor divino! Um Deus que vai ao último suplício para salvar os homens!… E haveria um homem que não amasse este Deus?…

Imagina, minha alma, que vês Jesus passar pela rua da amargura. Como um cordeiro que se leva ao matadouro, assim teu amável Redentor se deixa conduzir para a morte.5 Já Ele perdeu tanto Sangue e está tão enfraquecido pelos tormentos, que dificilmente pode ficar em pé. Contempla-O coberto todo de Chagas, com coroa de espinhos na cabeça, pesado madeiro sobre os ombros, e precedido por um algoz que O puxa por uma corda. Vê como Ele caminha, o Corpo pendido, as pernas trêmulas, escorrendo Sangue, e andando com tanta dificuldade, que parece expirar a cada passo. – Aonde ides, ó meu Jesus? – Alma querida, Eu vou morrer por ti; não mo impeças; não te peço e recomendo senão uma coisa: quando me vires morto na Cruz por ti, lembra-te do amor que te consagro, e não te esqueças de me dar o teu. – Ó amor, ó doçura, ó paciência do Coração de Jesus.

Jesus, caminhando com Sua Cruz, convida-nos a segui-Lo: Se alguém quer vir após mim, tome a sua cruz e siga-me.6Persuadamo-nos aqui do que diz Santo Agostinho; a saber, que toda a vida de um cristão deve ser uma Cruz contínua. Esta Cruz, são nossas penas de cada dia. Deus no-las envia como remédio e esperança.

Se nos lembramos de ter ofendido a Deus, devemos nos alegrar de ver que Ele nos faz padecer neste mundo. O pecado é um abscesso na alma: se a tribulação não vem para vazar o pus, a alma está perdida. Desgraçado daquele que, depois de ter pecado, não é punido nesta vida! É certo que Deus não nos envia a Cruz para nos perder, mas para nos salvar; se não sabemos aproveitar-nos dela, nossa é a culpa. O Senhor se queixava a Ezequiel de que os Israelitas se haviam tornado ferro e chumbo na fornalha.7 Deus procurava purificá-los e convertê-los em ouro pelo fogo da tribulação; ai, eles tinham-se tornado chumbo. Tais são os pecadores que se impacientam quando são afligidos. A maior desgraça que pode acontecer a um pecador, é não ser castigado na terra: Deus nunca está mais irritado do que quando o deixa em paz; é o médico que abandona o enfermo, porque perdeu a esperança de curá-lo. Assim, pois, quando o Senhor nos visita pelas enfermidades, reveses ou perseguições, humilhemo-nos, dizendo com o Bom Ladrão: Digna factis recipimus.8 Senhor, eu bem mereço esta cruz, porque Vos ofendi. Julguemo-nos então felizes de sermos castigados nesta vida, para escaparmos às penas da outra.

Além disso, a esperança do Paraíso nos faça amar a Cruz. Para ganhar o Céu, toda a pena é pouca, dizia São José Calazans. Feliz, exclamava São Tiago, aquele que sofre com paciência, porque depois de ter sido provado, receberá a coroa eterna.9 O pensamento do Céu encheu de sobre-humana coragem o jovem Santo Agapito, martirizado na idade de quinze anos; enquanto lhe amontoavam sobre a cabeça carvões em brasas, ele dizia ao juiz: Bem pouca coisa é que minha cabeça seja queimada neste mundo, pois há de ser coroada de glória no Céu. As tribulações que sofrem-se na vida presente, são grande sinal de predestinação; porque todos os predestinados devem ser semelhantes a Jesus Cristo; ora, Jesus Cristo não levou Sua Cruz, e não nos convida a levarmos a nossa, se queremos ser do número de Seus discípulos? Se alguém quer vir após mim, diz Ele, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me!10

Prática

Irei muitas vezes fazer a Via Sacra; o Coração de Jesus me ensinará a maneira de santificar as penas da vida.



Afetos e Súplicas

Ah! Meu divino Redentor, já que, inocente como Sois, quisestes ir adiante com vossa Cruz e me convidais a Vos seguir com a minha, ide, meu Bom Mestre, eu não quero separar-me de Vós. Se até aqui recusei Vos seguir, confesso que fiz mal; dai-me agora a cruz que quiserdes, eu a abraço, e com ela quero Vos acompanhar até a morte: Pois que! Vós amastes tanto os padecimentos e humilhações para o bem da minha salvação; e eu, não os amarei na intenção de Vos agradar? Ah! Se Vós me chamais para Vos seguir, certamente quero Vos seguir para ir conVosco à morte; mas dai-me a força que me é necessária: por vossos merecimentos vo-la peço e espero alcançá-la. Eu Vos amo, ó meu amável Jesus; de toda a minha alma Vos amo, e não quero mais Vos abandonar. Muito tempo andei longe de Vós; prendei-me agora ao vosso Coração. Arrependo-me de ter assim desprezado vosso amor; ao presente eu o aprecio mais que todos os bens. Pai Eterno, pela Cruz que vosso divino Filho levou ao Calvário, dai-me o amor dos padecimentos e viva dor de meus pecados. E Vós, terníssimo e afetuosíssimo Coração de meu Jesus, tende compaixão de mim, detesto profundamente os desgostos que Vos causei, e tomo a resolução de não amar daqui em diante senão a Vós. Amém.

Oração Jaculatória

Ó Soberano Bem, fazei que eu morra completamente a mim mesmo e viva somente para Vós.



Exemplo

Uma virtuosa senhora estava à morte. Ai! Ela deixava cinco filhos, e todos de menor idade: mas, sendo cristã e piedosa, fez generosamente a Deus o sacrifício de sua vida. Antes de exalar o último suspiro, fez vir à sua presença os filhinhos e lhes disse: “Meus queridos filhos, eu vou morrer; fazei-me uma promessa: em lembrança de vossa mãe, honrai sempre as Cinco Chagas de Jesus Cristo”. Depois, na simplicidade de sua fé, dividiu com eles seu tesouro: deixou aos dois mais velhos as Chagas das Mãos, aos dois seguintes, as Chagas dos Pés, a menor, que se chamava Úrsula, recebeu em herança a Chaga do Coração. Ela é que se tornou mais tarde uma das glórias da vida Religiosa, e foi Canonizada, em 1839, sob o nome de Santa Verônica Juliana. Esta Santa nos ensina que a resignação nos padecimentos é um dos maiores meios de agradar e unir-se ao Coração de Jesus. Depois de haver padecido grandes angústias, ela recebeu a visita do Salvador; Ele estava todo coberto de Chagas, mas ao mesmo tempo, todo resplandecente; porque de cada uma de Suas Chagas, especialmente das dos Pés e das Mãos, saíam raios de luz. Na de Seu Lado Sagrado havia um diamante magnífico, que Ele contemplava com grande complacência, e como ela desejava vivamente saber o que significava este ornamento, Jesus, compreendendo seu desejo, disse-lhe: “Reconheces este precioso diamante?” – Não, Senhor, respondeu ela, mas penso que alguma alma fiel Vos fez presente dele, sofrendo por vosso amor, porque não posso duvidar que esta joia tenha sido tirada do tesouro dos padecimentos. Sabe, tornou então Jesus, que é o fruto do contentamento que me fez experimentar tua resignação durante os dias de provação com que Te visitei; cada ato de aceitação, cada ato de abandono à Minha vontade na hora do padecimento, vinha ornar e polir, sobre Meu Coração, esta joia que considero agora com tanto prazer”. E dizendo isto, inflamou a Santa com tão grande desejo de sofrer, que ela exclamou: “Ó meu Deus, sacrificai-me sobre o altar de vossa Cruz; eu me ofereço a Vós como vítima”. Uma união íntima operou-se desde então entre seu coração e o Coração de Jesus, e ela não quis mais outro tesouro que o dos desprezos e humilhações.



Ladainha da Paixão11

Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus Cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Deus Pai dos Céus, tende compaixão de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende compaixão de nós.

Deus Espírito Santo, tende compaixão de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Jesus, Rei da Glória, que fizestes a vossa entrada em Jerusalém para consumar a obra da nossa Redenção, tende compaixão de nós.

Jesus, prostrado no jardim das oliveiras, diante de vosso Pai, e carregado com os crimes do mundo inteiro, tende compaixão de nós.

Jesus, acabrunhado de tristeza, reduzido à agonia e abismado num mar de dores, tende compaixão de nós.

Jesus, que de todas as partes do vosso Corpo suastes sangue em abundância, tende compaixão de nós.

Jesus, traído por um Apóstolo pérfido e vendido a vil preço como um escravo, tende compaixão de nós.

Jesus, que abraçastes com amor o traidor Judas, tende compaixão de nós.

Jesus, arrastado por uma corda no pescoço pelas ruas de Jerusalém e coberto de maldições, tende compaixão de nós.

Jesus, injustamente acusado e condenado, tende compaixão de nós.

Jesus, saciado de opróbrios, coberto de escarros e contundido de bofetadas, tende compaixão de nós.

Jesus, vestido com um manto de ignomínias e tratado como insensato na corte de Herodes, tende compaixão de nós.

Jesus, flagelado, rasgado por golpes e alagado no vosso Sangue, tende compaixão de nós.

Jesus, coroado de agudos espinhos, tende compaixão de nós.

Jesus, tratado como um rei de comédia, tende compaixão de nós.

Jesus, que fostes comparado com Barrabás e proposto a ele, tende compaixão de nós.

Jesus, entregue por Pilatos à raiva dos vossos inimigos, tende compaixão de nós.

Jesus, esgotado de sofrimentos e sucumbido sob o peso da vossa Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, pregado na Cruz entre dois malfeitores, tende compaixão de nós.

Jesus, homem das dores, tende compaixão de nós.

Jesus, obediente até a morte, e morte horrorosa da Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, cheio de doçura para aqueles que Vos davam a beber fel e vinagre, tende compaixão de nós.

Jesus, que pedistes perdão pelos vossos algozes, tomando a defesa deles ante o vosso Pai, tende compaixão de nós.

Jesus, que pela nossa Redenção sacrificastes honra e vida, tende compaixão de nós.

Jesus, que expirastes na Cruz por amor de nós, tende compaixão de nós.


Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, escutai-nos, Senhor.


De todo o mal, livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado, livrai-nos, Senhor.

Da morte em mau estado, livrai-nos, Senhor.

Da condenação eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa agonia e suor de sangue, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa cruel flagelação, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa coroa de espinhos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Cruz e sofrimentos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa sede e suspiros, livrai-nos, Senhor.

Pelas vossas cinco Chagas, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa morte, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Ressurreição, livrai-nos, Senhor.

No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.


Ainda que muito pecadores, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela vossa Paixão aprendamos a conhecer a enormidade do pecado por cuja causa sofrestes, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela lembrança das vossas dores e sofrimentos, possamos suportar com paciência todas as penas, adversidades e doenças, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que em todas as nossas aflições, tristezas e tribulações, nos voltemos para Vós para obtermos paciência, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que recebamos da vossa mão sem murmurar as humilhações, desprezos, ultrajes, perseguições, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que suportemos a vosso exemplo as falsas acusações e juízos injustos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que Vos digneis de nos tornar participantes dos frutos da vossa Cruz, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela virtude da vossa Cruz, triunfemos do Demônio, do mundo e da carne, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos ser purificados de todo o pecado no vosso Sangue, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos todos os dias levar a nossa cruz e seguir-Vos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pensemos muitas vezes com amor e reconhecimento na vossa Paixão, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, lembrando-nos de que morrestes pelo nosso amor, Vos amemos de todo o nosso coração, e só para Vós vivamos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, na hora da nossa morte, Vos digneis de nos fortalecer pela vossa Cruz e Morte, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela vossa Cruz, Vos digneis conduzir-nos a glória eterna, nós Vos pedimos, atendei-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.


Oremos: Senhor Jesus, que, descido do Céu e do seio de vosso Pai, derramastes o vosso precioso Sangue para remissão dos nossos pecados, humildemente Vos pedimos, que sejamos no dia do juízo colocados a vossa direita e mereçamos ouvir da vossa boca estas palavras: Vinde, benditos de meu Pai. Amém.


___________________________________

1.  Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Cap. “Outras Concessões” – Concessão 62, p. 72. Editora Paulus, 2ª Edição, São Paulo, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice).

3.  “O Sagrado Coração de Jesus segundo Santo Afonso de Ligório – ou Meditações para o Mês do Sagrado Coração, a Hora Santa e a Primeira Sexta-feira do Mês”, coligidas das Obras do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, C.SS.R., 2ª Parte, 18º Dia, pp. 114-119. Tradução Portuguesa feita da 83ª Edição; 5ª Edição; Tipografia de Frederico Pustet, Impressor da Santa Sé; Ratisbona, 1926.

4.  Mat. 21, 9.

5.  Is. 53, 7.

6.  Mat. 18, 24.

7.  Ez. 22, 18.

8.  Luc. 23, 41.

9.  Tiag. 1, 12.

10.  Mat. 16, 24.

11.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.Ss.R., Parte IV, Art. 2, § 3, pp. 514-516. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A., Tournai/Bélgica, 1921.


segunda-feira, 11 de abril de 2022

NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EM SUA SAGRADA PAIXÃO. 5º DIA.


Sofrimentos de Jesus em Jerusalém 2


Invocação ao Divino Espírito Santo1

Vinde, ó Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito, conheçamos tudo o que é reto e sempre gozemos de Suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Ato de Contrição

Prostrados perante o Sacrário ou diante de uma imagem de Nosso Senhor, persignar-se e rezar:

Senhor meu Jesus Cristo. Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado, e porque Vos amo e estimo sobre todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de Vos ter ofendido, pesa-me também, por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente ajudado com o auxílio de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender, espero alcançar o perdão de minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.




Vamos a Jerusalém:

aí acharemos o Coração de Jesus aceitando as cadeias.3


Céus! Que vejo? Um Deus amarrado!… por quem? Pelos homens, pelos vermes da terra que Ele mesmo criou!… Anjos do Paraíso, que dizeis a isto? E Vós, meu Jesus, porque Vos deixais amarrar? Que tem que ver conVosco, pergunta São Bernardo, os ferros dos escravos e criminosos, sendo Vós o Santo dos santos, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores? Ah! Se os homens Vos amarram com cordas, porque não as desfazeis? Porque não Vos livrais dos tormentos e da morte que Vos preparam? Que tenhais sido envolvido e atado nas faixas da infância por vossa Mãe, quando éreis recém-nascido, passe; que Vos tenhais como que ligado e aprisionado por vosso amor no Sacramento do altar, sob as Santas espécies, passe ainda; mas, que sejais amarrado como um malfeitor pelos Judeus ingratos, para serdes arrastado a Jerusalém, de rua em rua, de tribunal em tribunal, para serdes, enfim, amarrado no pretório à uma coluna e aí padecer a mais horrível das flagelações, ó Jesus, o mais terno dos filhos dos homens, não o sofrais. – Mas Vós não me escutais: quereis ser encadeado. Ah! Eu compreendo, não são as cordas, é o amor somente, é vosso Coração muito amante que Vos tem cativo, que Vos força a sofrer e morrer por nós. Ó amor divino, exclama São Lourenço Justiniano, só Vós pudestes encadear assim um Deus e conduzi-lO à morte por amor dos homens.

Jesus se submeteu voluntariamente à ignomínia de ser amarrado como um malfeitor e insensato, a fim de nos merecer a graça de sacudirmos as cadeias que nos escravizam ao pecado, e que se chamam más ocasiões. Estas cadeias são fortes e difíceis de quebrar; só consegue desfazê-las quem as rompe de golpe. Inútil é dizer que, até o presente nada se passou de inconveniente, porque cumpre saber que o Demônio não nos impele logo aos últimos excessos; ele vai levando pouco a pouco as almas imprudentes até a beira do precipício; depois o menor choque basta para fazê-las cair. É máxima comum entre os Mestres da Vida Espiritual que, em matéria de impureza principalmente, não há outro remédio que fugir da ocasião, meio único de nos livrarmos dos apegos terrenos. Dir-se-á talvez: Se despeço tal pessoa, se quebro estas relações familiares, será um escândalo, darei muito que falar. – Respondo: Mais escândalo haverá se não separais esta ocasião; estai certo que, se não falam diante de vós, falam na vossa ausência.

Mas, dir-se-á ainda: despedir tal pessoa é uma incivilidade, uma ingratidão até, porque ela me presta auxílios. – Sim, mas em que? Em vos separar de Deus, em levardes uma vida desgraçada neste mundo, e em vos preparar uma ainda mais desgraçada no outro. – É uma incivilidade, uma ingratidão!

Nós devemos praticar a civilidade e gratidão antes de tudo para com Jesus Cristo, cujo afetuoso Coração nos cumulou de tantos benefícios.

Mas, replicar-se-á, eu lhe dei minha palavra de não deixá-la. – E não destes antes vossa palavra a Jesus Cristo? Não vedes que a paixão é que vos faz falar assim? Ah! Cessai de afligir o Coração do Divino Esposo; porque Jesus se sente ferido no Coração, vendo uma alma se apegar loucamente àquilo que pode perdê-la. É o que Ele fez ver um dia à Santa Ludgarda: ela era então desgraçadamente encadeada por uma frívola amizade, e Jesus lhe apareceu, mostrando-Lhe seu Coração profundamente ferido. A esta vista, ela entrou em si, rompeu com a ocasião, chorou sua falta, e por atos de virtude atingiu à perfeição.

Se estais presa nestas cadeias de morte, alma cristã, escutai o que vos diz o Divino Coração de Jesus: Rompe teus laços,4 pobre alma; quebra estas cadeias que podem te arrastar ao suplício eterno, e vem a Mim; deixa prender teu coração ao Meu por Minhas cadeias, que são de ouro, de amor, de paz, cadeias de salvação.5

Como as almas se apegam ao Coração de Jesus? Pelo amor, que é o laço da perfeição.6 Enquanto uma alma não se liga a Deus senão pelo temor dos castigos, corre sempre grande perigo; mas quando se une a Deus pelo amor, está segura de não O perder mais, uma vez que ela não cesse de O amar.

Prática

Se estou envolto em alguma criminosa ou perigosa relação, quero renunciá-la imediatamente. Há tantos que estão no Inferno por terem dito: Amanhã!… Amanhã!…



Afetos e Súplicas

Ó Cordeiro cheio de mansidão, posso temer ainda que me firais? Vejo vossas mãos atadas; Vós, Vos privais de algum modo do poder de levantar o braço sobre minha cabeça culpada. Deste modo me dais a entender que não tendes a intenção de me castigar, contanto que eu queira sacudir o jugo de minhas paixões para me unir a Vós. Sim, meu Jesus, quero livrar-me delas; arrependo-me de toda a minha alma de ter-me separado de Vós, abusando da liberdade que me destes. Vós me ofereceis outra liberdade, mais perfeita, que me livrará das cadeias do Demônio, e colocar-me-á no número dos filhos de Deus. Vós Vos deixastes ligar por meu amor: quero ser ligado por vosso amor. Ó felizes cadeias, belos laços de salvação, que prendeis as almas ao Coração de Jesus; apoderai-Vos também de meu pobre coração; apertai-o tão fortemente que ele não possa mais separar-se deste Coração tão amante. Meu Jesus, eu Vos amo, a Vós me uno, e Vos dou todo o meu coração, toda a minha vontade. Resolvido estou, amadíssimo Senhor meu, a não Vos deixar mais. Ah! Meu terno Salvador, Vós, para pagar minhas dívidas, quisestes ser amarrado como um criminoso pelos algozes, e arrastado neste estado pelas ruas de Jerusalém, para serdes em seguida conduzido à morte, como um inocente cordeiro que levam ao matadouro; Vós quisestes ser cravado na Cruz e a não deixastes senão depois de terdes deixado a vida; Oh! Não permitais que eu tenha de novo a desgraça de me separar de Vós, e de me ver privado de vossa graça e vosso amor. Ó Maria, prendei-me, ainda que pecador, prendei-me ao Coração de vosso Filho Jesus, a fim de que, não me separe mais Dele, unido a Ele viva e morra, para ter a felicidade de entrar um dia na pátria da Bem-aventurança, onde não terei mais que temer separar-me de Seu Santo Amor.

Oração Jaculatória

Ó meu Jesus, ligai-me, prendei-me estreitamente a vosso Coração.



Exemplo

O Coração de Jesus manifestou de maneira brilhante Sua bondade e misericórdia para com uma grande pecadora que, depois de sua conversão, foi tão fiel serva do Salvador, que mereceu ser honrada na Igreja sob o nome de Santa Margarida de Cortona. Deplorando seu mau proceder passado, Ele dizia a Deus: Ah! Senhor, se meu coração igualasse em volume ao mundo inteiro, e se desfizesse em lágrimas e suor de sangue pela violência da dor de Vos ter ofendido, nem assim poderia eu reparar a mais ligeira de minhas faltas. Um dia lhe disse Nosso Senhor: Não tenhas temor quanto ao perdão de teus pecados. Eu te destinei para servires de exemplo aos pecadores, para que compreendam claramente que, se querem preparar-se para receberem Minha graça, achar-Me-ão sempre pronto para Lha conceder, como concedi a ti. Um dia em que ela meditava na Paixão, experimentou tão profunda tristeza à vista das dores de Jesus e Maria, que se pôs a derramar lágrimas de sangue. Então o Salvador lhe apareceu todo coberto de Chagas e lhe disse que, enquanto ela estava junto de Sua Cruz, recebia tão copiosa chuva de graças, que só podia ser comparada com a torrente de sangue que jorrou do Seu Corpo na Cruz, e ajuntou, que a consideração da Paixão é o escudo mais poderoso contra o pecado, o caminho mais curto para a perfeição. Jesus Cristo terminou convidando sua serva a nunca perder de vista Suas Chagas Divinas, e demorar-se principalmente na de Seu Coração. Para mais animar esta alma privilegiada a uma prática salutar, o Senhor lhe apareceu noutro dia em forma de crucificado, e convidou-a para tocar nas Suas Chagas. Margarida, tendo-se humilhado, e reconhecendo-se indigna de tal favor, o misericordioso Redentor alargou a Chaga de Seu Lado, de maneira que Margarida pudesse ver a Chaga de Seu Coração, e disse-Lhe que a trazia sempre gravada nele, e que ela podia acolher-se nele sempre como em seu abismo imutável.



Ladainha da Paixão7

Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus Cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Deus Pai dos Céus, tende compaixão de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende compaixão de nós.

Deus Espírito Santo, tende compaixão de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Jesus, Rei da Glória, que fizestes a vossa entrada em Jerusalém para consumar a obra da nossa Redenção, tende compaixão de nós.

Jesus, prostrado no jardim das oliveiras, diante de vosso Pai, e carregado com os crimes do mundo inteiro, tende compaixão de nós.

Jesus, acabrunhado de tristeza, reduzido à agonia e abismado num mar de dores, tende compaixão de nós.

Jesus, que de todas as partes do vosso Corpo suastes sangue em abundância, tende compaixão de nós.

Jesus, traído por um Apóstolo pérfido e vendido a vil preço como um escravo, tende compaixão de nós.

Jesus, que abraçastes com amor o traidor Judas, tende compaixão de nós.

Jesus, arrastado por uma corda no pescoço pelas ruas de Jerusalém e coberto de maldições, tende compaixão de nós.

Jesus, injustamente acusado e condenado, tende compaixão de nós.

Jesus, saciado de opróbrios, coberto de escarros e contundido de bofetadas, tende compaixão de nós.

Jesus, vestido com um manto de ignomínias e tratado como insensato na corte de Herodes, tende compaixão de nós.

Jesus, flagelado, rasgado por golpes e alagado no vosso Sangue, tende compaixão de nós.

Jesus, coroado de agudos espinhos, tende compaixão de nós.

Jesus, tratado como um rei de comédia, tende compaixão de nós.

Jesus, que fostes comparado com Barrabás e proposto a ele, tende compaixão de nós.

Jesus, entregue por Pilatos à raiva dos vossos inimigos, tende compaixão de nós.

Jesus, esgotado de sofrimentos e sucumbido sob o peso da vossa Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, pregado na Cruz entre dois malfeitores, tende compaixão de nós.

Jesus, homem das dores, tende compaixão de nós.

Jesus, obediente até a morte, e morte horrorosa da Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, cheio de doçura para aqueles que Vos davam a beber fel e vinagre, tende compaixão de nós.

Jesus, que pedistes perdão pelos vossos algozes, tomando a defesa deles ante o vosso Pai, tende compaixão de nós.

Jesus, que pela nossa Redenção sacrificastes honra e vida, tende compaixão de nós.

Jesus, que expirastes na Cruz por amor de nós, tende compaixão de nós.


Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, escutai-nos, Senhor.


De todo o mal, livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado, livrai-nos, Senhor.

Da morte em mau estado, livrai-nos, Senhor.

Da condenação eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa agonia e suor de sangue, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa cruel flagelação, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa coroa de espinhos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Cruz e sofrimentos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa sede e suspiros, livrai-nos, Senhor.

Pelas vossas cinco Chagas, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa morte, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Ressurreição, livrai-nos, Senhor.

No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.


Ainda que muito pecadores, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela vossa Paixão aprendamos a conhecer a enormidade do pecado por cuja causa sofrestes, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela lembrança das vossas dores e sofrimentos, possamos suportar com paciência todas as penas, adversidades e doenças, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que em todas as nossas aflições, tristezas e tribulações, nos voltemos para Vós para obtermos paciência, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que recebamos da vossa mão sem murmurar as humilhações, desprezos, ultrajes, perseguições, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que suportemos a vosso exemplo as falsas acusações e juízos injustos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que Vos digneis de nos tornar participantes dos frutos da vossa Cruz, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela virtude da vossa Cruz, triunfemos do Demônio, do mundo e da carne, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos ser purificados de todo o pecado no vosso Sangue, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos todos os dias levar a nossa cruz e seguir-Vos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pensemos muitas vezes com amor e reconhecimento na vossa Paixão, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, lembrando-nos de que morrestes pelo nosso amor, Vos amemos de todo o nosso coração, e só para Vós vivamos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, na hora da nossa morte, Vos digneis de nos fortalecer pela vossa Cruz e Morte, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela vossa Cruz, Vos digneis conduzir-nos a glória eterna, nós Vos pedimos, atendei-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.


Oremos: Senhor Jesus, que, descido do Céu e do seio de vosso Pai, derramastes o vosso precioso Sangue para remissão dos nossos pecados, humildemente Vos pedimos, que sejamos no dia do juízo colocados a vossa direita e mereçamos ouvir da vossa boca estas palavras: Vinde, benditos de meu Pai. Amém.


______________________

1.  Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Cap. “Outras Concessões” – Concessão 62, p. 72. Editora Paulus, 2ª Edição, São Paulo, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice).

3.  “O Sagrado Coração de Jesus segundo Santo Afonso de Ligório – ou Meditações para o Mês do Sagrado Coração, a Hora Santa e a Primeira Sexta-feira do Mês”, coligidas das Obras do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, C.SS.R., 2ª Parte, 17º Dia, pp. 108-114. Tradução Portuguesa feita da 83ª Edição; 5ª Edição; Tipografia de Frederico Pustet, Impressor da Santa Sé; Ratisbona, 1926.

4.  Is. 52, 2.

5.  Eccl. 6, 31.

6.  Coll. 3, 14.

7.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.Ss.R., Parte IV, Art. 2, § 3, pp. 514-516. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A., Tournai/Bélgica, 1921.


domingo, 10 de abril de 2022

NOVENA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, EM SUA SAGRADA PAIXÃO. 4º DIA.


Sofrimentos de Jesus em Jerusalém 1


Invocação ao Divino Espírito Santo1

Vinde, ó Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor.

V. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

R. E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos que pelo mesmo Espírito, conheçamos tudo o que é reto e sempre gozemos de Suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Ato de Contrição

Prostrados perante o Sacrário ou diante de uma imagem de Nosso Senhor, persignar-se e rezar: 

Senhor meu Jesus Cristo. Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado, e porque Vos amo e estimo sobre todas as coisas, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de Vos ter ofendido, pesa-me também, por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente ajudado com o auxílio de vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender, espero alcançar o perdão de minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.


V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.

R. Apressai-Vos, Senhor, em me socorrer.

V. Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.2

R. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.



Vamos a Jerusalém:

aí acharemos o Coração de Jesus aceitando todos os desprezos.3


Sabendo que Judas se aproximava, acompanhado de uma multidão de Judeus e soldados para prendê-Lo, o Divino Redentor levanta-se, ainda banhado todo de suor e sangue, o rosto pálido, mas o Coração inflamado em amor, e diz a Seus discípulos: Levantemos, vamos.4 E aonde ia com tanta pressa? Ia ao encontro de todos os desprezos que Ele resolvera sofrer por nós. Os desprezos causam mais dor aos grandes corações do que os padecimentos corporais, porque tocam diretamente na alma, infinitamente mais nobre e por conseguinte mais sensível que o corpo. Mas quem poderia imaginar que a mais Augusta Personagem da terra e do Céu, o Filho único de Deus, que viera ao mundo fazer-se homem por amor dos homens, teria de receber da parte deles desprezos e injúrias como se fosse o último e mais vil de todos os homens? Tal foi entretanto o acolhimento feito a nosso Divino Salvador: Nós O vimos, diz Isaías, desprezado e feito o último dos mortais.5 Santo Anselmo assegura que Jesus Cristo quis sofrer na sua Paixão tão profundas humilhações, que não era possível que Ele fosse mais humilhado.

Jesus foi traído e vendido por trinta dinheiros por um de Seus discípulos, e negado por outro. Foi arrastado pelas ruas de Jerusalém, amarrado como um malfeitor, e abandonado de todos. Foi indignamente flagelado como vil escravo, esbofeteado em público, tratado como louco por Herodes, que mandou vesti-Lo de túnica branca, querendo por este modo fazê-Lo passar por homem ignorante e estúpido. Foi tratado como rei de teatro: na mão puseram-Lhe uma cana grosseira à guisa de cetro, nas espáduas um pedaço de estofa vermelha em lugar de púrpura; e na cabeça, por zombaria de Sua dignidade real, coroa de espinhos; depois disto, saudavam-No chamando-Lhe, por escárnio, Rei dos Judeus, cobriam-No de escarros e desfechavam-Lhe golpes.6

Nosso Senhor quis, enfim, morrer por nós, e qual foi Sua morte? A mais ignominiosa de todas, o suplício da cruz. Ele se humilhou, diz São Paulo, obedecendo até a morte, e morte de cruz.7 Só eram crucificados os criminosos mais vis e dignos de ódio; seus nomes eram para sempre malditos e infamados, conforme aquilo que se lê: Maldito aquele que pende da cruz.8 Eis aí a razão pela qual São Paulo diz que Jesus tornou-se maldição por nós.9 Ah! O Coração de Jesus quis tomar sobre Si esta maldição para nos salvar da maldição eterna. Mas, Senhor, neste estado de ignomínia, que é feito de vossa glória, vossa Majestade? Não busquemos aqui em Jesus Glória nem Majestade; porque Ele vem dar-nos o exemplo da humildade, e manifestar-nos o amor que tem aos homens, amor que O pôs de certo modo fora de Si mesmo, diz Santo Tomás de Villanova. Ó graça! Ó força do amor de um Deus! Exclama São Bernardo, eis que o Soberano Senhor de todos os homens tornou-se o último de todos! E quem fez isto? É o amor de Deus para com os homens. Jesus quis nos provar assim quanto nos ama, e nos ensinar por Seu exemplo a suportarmos com paciência os desprezos e as injúrias. Visto como um Deus assim Se humilhou por amor do homem, repugnará ao homem humilhar-se por amor de Deus? Nós devemos ter sentimentos conformes aos do Coração de Jesus, diz o Apóstolo.10 Não merece uma pessoa o nome de Cristão senão, quando se humilha e procura imitar o exemplo de Jesus cristo.

Escolhendo morte tão ignominiosa, o Coração de Jesus enobreceu e nos tornou amáveis os desprezos e as ignomínias. Também todos os Santos de tal modo se cativaram e foram ávidos dos desprezos, que pareciam não ambicionar neste mundo senão serem humilhados e calcados aos pés por amor de Jesus cristo. As pessoas do mundo são menos felizes nas honras que se lhes dão do que os Santos nos desprezos que recebem. Quando o irmão Junípero, franciscano, era injuriado, tomava sua túnica e a conservava como para recolher pérolas. Cada vez que esta santa alma recebia uma injúria, corria alegre para diante do Santíssimo Sacramento, e dizia: Senhor, muito pobre sou para ter alguma coisa de valor que possa Vos oferecer, mas ofereço-Vos este pequeno presente que acabo de receber. Oh! Quão agradável é ao Coração de Jesus a alma que se alegra nos desprezos! São Paulino não teme dizer que ela fica sendo o Coração mesmo de Jesus Cristo: Humilis corde Cor Christi est. O Santo quer dar a entender por estas palavras, o amoroso amplexo com que Deus abraça uma alma humilde.

Prática

Observarei a excelente prática ensinada pelo Padre Torres a seus penitentes: consiste em rezar cada dia um Pai Nosso e Ave Maria, em honra das humilhações do Coração de Jesus, e receber por Seu amor com paciência e alegria todas as afrontas que nos podem ser feitas.



Afetos e Súplicas

Ó Coração de Jesus, que fostes tão desprezado, quanto vosso exemplo tornou os desprezos agradáveis e caros àqueles que Vos amam! Como é então que, em vez de os receber com alegria como Vós, procedi com tanto orgulho para com aqueles que me desprezaram! Ai! Cheguei até a ofender vossa Majestade infinita: sou pecador e soberbo! Ah! Senhor, agora compreendo, não tive a força de suportar as afrontas com paciência, porque não soube Vos amar; se Vos tivesse amado, preciosas as teria achado! Mas, pois que prometeis o perdão a quem se arrepende, arrependo-me de toda a minha alma das desordens de toda a minha vida, que tem sido tão diferente da vossa. Decidido está, quero corrigir-me, por isso, Vos prometo sofrer de agora em diante com resignação todos os ultrajes, e isto por vosso amor, ó meu Jesus, que fostes tão desprezado por amor de mim! Sei que as humilhações são minas ricas, nas quais estão ocultos tesouros eternos. Ah! Muitas outras humilhações mereço por ter desprezado vossa graça: mereço ser calcado aos pés dos Demônios. Mas na inexaurível misericórdia de vosso Coração ponho minha esperança, ó Salvador meu. Quero mudar de vida e não quero mais Vos ofender; de agora em diante nada procurarei senão fazer vossa vontade. Tantas vezes mereci ser precipitado nas chamas do Inferno! Ó Vós, que Vos dignastes esperar-me até este dia, e ainda perdoar-me como tenho confiança, fazei que, em vez de arder nesse horrível fogo, eu me abrase no suave fogo de vosso Santo Amor. Não quero mais amar senão a Vós somente: quero que meu coração pertença a Vós somente; por piedade, tomai posse dele, e possuí-o eternamente: seja eu sempre para Vós e Vós sempre para mim, ame-Vos eu sempre, e Vós a mim também. Sim, ó Coração infinitamente amável, espero que Vos amarei sempre, e Vós sempre a mim. De mim fazei o que for de vosso agrado: uma vez que me deis a graça de Vos amar, fazei de mim o que quiserdes; vosso amor será para sempre meu único amor. Maria, minha esperança, Mãe do belo amor, fazei que eu ame com amor ardente e eterno o Coração infinitamente amável de Jesus.

Oração Jaculatória

Ó Coração criado de propósito para amar os homens, como podem os homens desprezar-Vos?



Exemplo

No ano de 1720, deram-se acontecimentos cuja lembrança é ainda celebrada em nossos dias numa das maiores cidades de França, e que encerram brilhante testemunho dado ao triunfo da devoção ao Sagrado Coração. A notícia da aparição da peste em Marselha lançou repentinamente a França inteira em enorme susto. Os ricos e nobres fugiram dessa desgraçada cidade; até muitos de seus magistrados desertaram o posto em que devia retê-los o sentimento do dever. O Parlamento de Provença mandou fechar as portas da cidade e pronunciou pena de morte contra os que ousassem sair fora de seus muros. Depois, o Parlamento por sua vez fugia do flagelo e mudou-se para a cidade de Aix. Antes da medida fatal do cordão sanitário, Henrique de Belzunce, Bispo dessa infeliz cidade, foi convidado a seguir o exemplo das autoridades civis. “Não permita Deus que eu abandone jamais meu povo, respondeu ele. Devo minha vida às minhas ovelhas, pois que sou seu Pastor”. Ele ficou na cidade onde a peste fazia terríveis estragos, durante o espaço de quase dois anos. Por muito tempo contavam-se mil vítimas diárias: os corpos privados de sepultura cobriam as calçadas das ruas. Os sentimentos de piedade que a natureza imprimiu em nossas almas eram impotentes para vencer o temor do contágio, e, conforme a narração do ilustre Bispo, quase todos os enfermos, viam-se lançados fora de suas casas. Os filhos expulsavam de seu domicílio aqueles que lhes tinham dado o ser; os pais separavam de si seus próprios filhos. Nos cantos das ruas e nas praças públicas jaziam misturadamente mortos e moribundos. Em meio destas espantosas cenas, o Bispo abria uma passagem através dos corpos dos mortos que juncavam o solo, e, qual Anjo protetor ia, todos os dias, levar o Santíssimo Sacramento aos moribundos e administrar-lhes a Extrema Unção. Ele foi nobremente auxiliado por seu Clero. Duzentos e cinquenta Padres, tanto Regulares como Seculares, caíram vítimas de seu amor a Deus e aos homens. O Bispo entrou um dia num Convento de Franciscanos, para implorar o socorro destes religiosos. Eles estavam jantando no refeitório, quando o Padre Guardião anunciou que, os que quisessem podiam responder ao apelo que lhes era dirigido. Todos, até os mais jovens entre os noviços, levantaram-se logo para se porem à disposição do Prelado, e logo vinte seis morreram mártires da caridade. Enfim, uma inspiração do Céu veio ao bom Bispo, e este tomou a resolução de consagrar a Diocese de Marselha ao Sagrado Coração de Jesus. Os sinos que havia quatro meses estavam silenciosos, convidaram os fiéis a se reunirem a 4 de Novembro. O Bispo, acompanhado de todo o Clero encaminhou-se, pés descalços e corda no pescoço, para um altar levantado na praça; aí celebrou a Missa e leu publicamente o Ato de Reparação ao Sagrado Coração. A partir deste momento, o número de mortos foi sempre diminuindo: enfim, no dia de Páscoa do ano seguinte, o povo, no ardor de seu zelo, forçou as portas das igrejas, pedindo a grandes gritos que a Missa fosse celebrada, tampouco temiam já o contágio. Em nossos dias ainda, após tantas revoluções, a Consagração dessa grande cidade é renovada anualmente; e é certo que a graça então concedida a Marselha contribuiu muito para espalhar em França esta devoção.11



Ladainha da Paixão12

Senhor, tende compaixão de nós.

Jesus Cristo, tende compaixão de nós.

Senhor, tende compaixão de nós.


Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.


Deus Pai dos Céus, tende compaixão de nós.

Deus Filho, Redentor do mundo, tende compaixão de nós.

Deus Espírito Santo, tende compaixão de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende compaixão de nós.


Jesus, Rei da Glória, que fizestes a vossa entrada em Jerusalém para consumar a obra da nossa Redenção, tende compaixão de nós.

Jesus, prostrado no jardim das oliveiras, diante de vosso Pai, e carregado com os crimes do mundo inteiro, tende compaixão de nós.

Jesus, acabrunhado de tristeza, reduzido à agonia e abismado num mar de dores, tende compaixão de nós.

Jesus, que de todas as partes do vosso Corpo suastes sangue em abundância, tende compaixão de nós.

Jesus, traído por um Apóstolo pérfido e vendido a vil preço como um escravo, tende compaixão de nós.

Jesus, que abraçastes com amor o traidor Judas, tende compaixão de nós.

Jesus, arrastado por uma corda no pescoço pelas ruas de Jerusalém e coberto de maldições, tende compaixão de nós.

Jesus, injustamente acusado e condenado, tende compaixão de nós.

Jesus, saciado de opróbrios, coberto de escarros e contundido de bofetadas, tende compaixão de nós.

Jesus, vestido com um manto de ignomínias e tratado como insensato na corte de Herodes, tende compaixão de nós.

Jesus, flagelado, rasgado por golpes e alagado no vosso Sangue, tende compaixão de nós.

Jesus, coroado de agudos espinhos, tende compaixão de nós.

Jesus, tratado como um rei de comédia, tende compaixão de nós.

Jesus, que fostes comparado com Barrabás e proposto a ele, tende compaixão de nós.

Jesus, entregue por Pilatos à raiva dos vossos inimigos, tende compaixão de nós.

Jesus, esgotado de sofrimentos e sucumbido sob o peso da vossa Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, pregado na Cruz entre dois malfeitores, tende compaixão de nós.

Jesus, homem das dores, tende compaixão de nós.

Jesus, obediente até a morte, e morte horrorosa da Cruz, tende compaixão de nós.

Jesus, cheio de doçura para aqueles que Vos davam a beber fel e vinagre, tende compaixão de nós.

Jesus, que pedistes perdão pelos vossos algozes, tomando a defesa deles ante o vosso Pai, tende compaixão de nós.

Jesus, que pela nossa Redenção sacrificastes honra e vida, tende compaixão de nós.

Jesus, que expirastes na Cruz por amor de nós, tende compaixão de nós.


Sede-nos propício, perdoai-nos, Senhor.

Sede-nos propício, escutai-nos, Senhor.


De todo o mal, livrai-nos, Senhor.

De todo o pecado, livrai-nos, Senhor.

Da morte em mau estado, livrai-nos, Senhor.

Da condenação eterna, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa agonia e suor de sangue, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa cruel flagelação, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa coroa de espinhos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Cruz e sofrimentos, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa sede e suspiros, livrai-nos, Senhor.

Pelas vossas cinco Chagas, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa morte, livrai-nos, Senhor.

Pela vossa Ressurreição, livrai-nos, Senhor.

No dia do Juízo, livrai-nos, Senhor.


Ainda que muito pecadores, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela vossa Paixão aprendamos a conhecer a enormidade do pecado por cuja causa sofrestes, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pela lembrança das vossas dores e sofrimentos, possamos suportar com paciência todas as penas, adversidades e doenças, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que em todas as nossas aflições, tristezas e tribulações, nos voltemos para Vós para obtermos paciência, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que recebamos da vossa mão sem murmurar as humilhações, desprezos, ultrajes, perseguições, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que suportemos a vosso exemplo as falsas acusações e juízos injustos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que Vos digneis de nos tornar participantes dos frutos da vossa Cruz, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela virtude da vossa Cruz, triunfemos do Demônio, do mundo e da carne, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos ser purificados de todo o pecado no vosso Sangue, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que possamos todos os dias levar a nossa cruz e seguir-Vos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que pensemos muitas vezes com amor e reconhecimento na vossa Paixão, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, lembrando-nos de que morrestes pelo nosso amor, Vos amemos de todo o nosso coração, e só para Vós vivamos, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, na hora da nossa morte, Vos digneis de nos fortalecer pela vossa Cruz e Morte, nós Vos pedimos, atendei-nos.

Que, pela vossa Cruz, Vos digneis conduzir-nos a glória eterna, nós Vos pedimos, atendei-nos.


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Jesus.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Jesus.


Oremos: Senhor Jesus, que, descido do Céu e do seio de vosso Pai, derramastes o vosso precioso Sangue para remissão dos nossos pecados, humildemente Vos pedimos, que sejamos no dia do juízo colocados a vossa direita e mereçamos ouvir da vossa boca estas palavras: Vinde, benditos de meu Pai. Amém.


_______________________

1.  Manual das Indulgências – Normas e Concessões, Cap. “Outras Concessões” – Concessão 62, p. 72. Editora Paulus, 2ª Edição, São Paulo, 1990.

2.  Indulgência parcial. (Manual das Indulgências, ob. cit., Apêndice).

3.  “O Sagrado Coração de Jesus segundo Santo Afonso de Ligório – ou Meditações para o Mês do Sagrado Coração, a Hora Santa e a Primeira Sexta-feira do Mês”, coligidas das Obras do Santo Doutor pelo Padre Saint-Omer, C.S.S.R., 2ª Parte, 16º Dia, pp. 101-108. Tradução Portuguesa feita da 83ª Edição; 5ª Edição; Tipografia de Frederico Pustet, Impressor da Santa Sé; Ratisbona, 1926.

4.  Marc. 14, 42.

5.  Is. 53, 2.

6.  Mat. 27, 30.

7.  Filip. 2, 8.

8.  Deut. 21, 23.

9.  Gál. 3, 13.

10.  Filip. 2, 5.

11.  Dalgairus. Da devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

12.  “As Mais Belas Orações de Santo Afonso de Ligório”, pelo Pe. Saint-Omer, C.Ss.R., Parte IV, Art. 2, § 3, pp. 514-516. Imprimé par les Etablissements Casterman, S.A., Tournai/Bélgica, 1921.


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