
02
de Outubro
Parece
não haver festa alguma que mais interesse a cada um dos fiéis em
particular, como é a festa do Anjo da Guarda. A sua excelência, o
seu valimento junto de Deus, e o seu Ministério; os importantes
serviços que nos faz, os que nos têm feito, e os que nos pode
fazer; numa palavra, a justiça, o dever, o interesse, a religião, o
agradecimento, tudo, diz São Bernardo, exige de nós um tributo
anual de homenagem, louvor e solenidade.
É
este o objeto que a Igreja, governada sempre pelo Espírito Santo, e
sempre atenta ao bem espiritual de seus filhos, teve presente na
instituição desta festividade.
O
arquiduque Fernando de Áustria, que foi depois imperador, movido da
sua devoção ao Santo Anjo da Guarda, suplicou com o maior interesse
ao Papa Paulo V, que tornasse esta festa geral em toda a Igreja. Sua
Santidade assim o fez, para satisfazer a tão piedosos desejos,
expedindo para este fim uma Bula, que avivou mais a devoção dos
fiéis. Porém, a instituição da festa não foi a instituição,
nem do culto, nem da devoção aos Santos Anjos; esta e aquele eram
tão antigos como a própria Igreja.
Quando
Jesus Cristo ensinou aos fiéis, que cada um em particular tinha um
Anjo como guarda da sua pessoa, ensinou-lhes também o culto, o
respeito, a confiança, o amor que lhes deviam; o reconhecimento a
tão grande como útil Ministério.
Dentro
mesmo da Sinagoga, era já conhecido o culto dos Anjos em geral;
porém, o do Anjo da Guarda em particular parece ter nascido com a
Igreja; e pelo que dizem os Santos Padres, conhece-se quão familiar
era a todos os fiéis a devoção ao Santo Anjo da Guarda desde
aqueles primitivos tempos.
Se
nos quatro ou cinco primeiros séculos não se edificaram templos em
honra dos Anjos da Guarda, foi precisamente para não dar ocasião
aos gentios para crerem que os cristãos tributavam adoração aos
gênios, como eles faziam. Mas, logo que a Igreja não teve já que
temer as calúnias dos pagãos, e quando logrou plena liberdade para
instruir os fiéis, não ficou encerrada dentro do coração a
devoção aos Anjos da Guarda. Em todas as partes se lhes edificaram
templos, erigiram altares, e fizeram festas, experimentando-se todos
os dias os proveitos desta utilíssima devoção.
Devemos
confessar, diz São Jerônimo, que nenhuma coisa contribui
tanto para se formar um alto conceito da dignidade da nossa alma,
como o que Deus fez por ela, e especialmente o ter destinado
um Anjo Custódio a cada uma desde o princípio do seu nascimento.
Geralmente
julga-se do valor das coisas pelo cuidado e estimação que se têm
delas. É verdade que basta o Sangue de Jesus Cristo para nos dar uma
ideia do que vale a nossa alma. Este infinito preço de uma Redenção
superabundante enche de admiração, deixa extática e suspensas as
inteligências celestes, de modo que elas não podem deixar de amar,
diz São Bernardo, e até mesmo de respeitar aqueles por cujo resgate
Deus entregou o Seu Unigênito Filho.
Entre
todas as obras da Onipotência, pode-se dizer que nenhuma custou
tanto a Deus como o homem; e por isso, não é de admirar que Ele
cuidasse tão particularmente desta sua obra, a ponto de destinar um
Anjo para sua guarda. O Senhor, diz o Profeta, além da providência
geral que se estende a todas as criaturas entregou-te ao cuidado dos
Seus Anjos, para que te guardassem e fizessem sempre companhia em
todos os teus caminhos.
Há
muitos caminhos escabrosos, sendas árduas e perigosas, diz São
Bernardo; tropeça-se nelas com muitos maus passos; nascem os
perigos, por assim dizer, conosco mesmo; tudo são precipícios, tudo
são despenhadeiros nesta carreira. O Demônio arma-nos laços desde
o berço.
A
quantos perigos não está exposto o menino, antes que se lhe
desenvolva o uso da razão? Não basta toda a ternura de seus pais;
toda a vigilância da mais cuidadosa ama, é muito limitada para as
prevenir. Que faz então o Senhor? Encarrega a um dos Seus espíritos
celestiais, que cuide daquele menino desde o primeiro instante do seu
nascimento.
Este
Anjo Tutelar, a quem a Igreja chama Anjo Custódio, vela
perpetuamente para desviar daquela tenra criatura tudo o que a pode
prejudicar, e para desfazer os perniciosos intentos dos espíritos
malignos, sempre inclinados, a fazerem-nos o mal.
De
que funestos acidentes não somos preservados pela assistência dos
nossos Anjos, naqueles primeiros anos da infância? São eles, diz
Santo Hilário, que conjuram os malefícios; são eles, diz São
Bernardo, que livram os meninos de mil perigos, e quem os sustém nas
quedas.
Sendo
tão grandes os benefícios que recebemos dos Anjos da Guarda nas
diferentes conjunturas da vida, que obrigações não lhes devemos
pelos auxílios que nos prestam em tudo que toca ao negócio da
salvação?
Conhecendo
o Senhor, diz São Gregório Nisseno, a perversa intenção dos
espíritos malignos, que fazem os maiores esforços para que ninguém
ocupe os lugares que eles perderam no Céu, pela sua soberba; e
conhecendo não menos a nossa debilidade e fraqueza, depois do
primeiro pecado, quis tornar inúteis todos estes artifícios do
Inimigo da nossa salvação. E como? Dando-nos um Anjo Tutelar a cada
um.
“Deus
concedeu-nos, diz Santo Hilário,
estes Anjos da Guarda para que nos guiassem no caminho da
nossa salvação”. Atenta a
nossa fraqueza, muito dificultoso seria evitar todas as ciladas do
Inimigo da nossa eterna felicidade. Porém, os Anjos bons não só
inutilizam os esforços dos anjos maus, não só nos livram de mil
perigos, senão que insensivelmente nos desviam de muitas ocasiões
em que, segundo a nossa atual constituição, preveem que infalível
e funestamente cairíamos.
Aos
Santos Anjos devemos, depois de Deus, dizem os Santos Padres, a maior
parte dos bons pensamentos, e de muitas reflexões salutares, que
tanto contribuem para a nossa salvação. Aqueles imprevistos
auxílios do Céu em acidentes e situações perigosíssimas, aqueles
milagres da Divina Providência, tão felizes como inesperados, são
ordinariamente efeitos da proteção dos Anjos da Guarda. Que amor,
que agradecimentos, que veneração não lhes devemos!
Vê,
Moisés, diz-lhe o Senhor, Eu vou enviar um dos meus Anjos, que
caminhe diante de ti, que te sirva de guia na carreira, e te conduza
à terra que Te prometi. Respeita-o, ouve a sua voz, guarda-te de o
desprezares; isto é, segundo a Versão dos Setenta, sê dócil aos
seus conselhos, e faze tudo quanto ele te ordenar; porque tudo o que
te disser, o diz em meu Nome. Se deres crédito às suas palavras,
fazendo o que te manda, serei Inimigo dos teus inimigos, e afligirei
os que te afligem. O meu Anjo caminhará continuamente diante de ti,
e te fará entrar na terra prometida.
Neste
Ministério do Anjo Tutelar dos Israelitas, cifra-se a instrução, a
missão e o destino dos nossos Anjos da Guarda. Também são figura
bem expressa dos ofícios que eles cada dia nos prestam, os que o
Anjo São Rafael prestou a Tobias.
Não
houve discípulo mais dócil nem mais agradecido ao seu Guia do que o
jovem Tobias. – Meu pai, com que coisa poderemos agradecer
dignamente a este fiel condutor e a este bom amigo o que lhe devemos?
Ele me conduziu são e robusto à tua casa, livrando-me de mil
perigos na viagem. O caminho era largo e penoso, podia perder-me a
cada passo e muitas vezes a minha vida corria perigo. Se me vejo
restituído com tanta felicidade à casa de meu pai, depois de Deus,
devo-o a este amável condutor. Mas não pararam aqui os seus
benefícios: ele mesmo em pessoa foi receber o dinheiro de Gabelo;
ele me obteve a mulher com quem me casei; lançou dela o Demônio que
tanto tempo havia, a estava atormentando e cujo lastimoso estado
trazia toda a minha família em contínuo pranto e perpétuo luto;
ele me livrou daquele formidável peixe, que ia já para me tragar; a
ti te fez ver a luz do Céu; numa palavra, por ele estamos na maior
felicidade.
Quem
não descobre em toda a série desta misteriosa e dulcíssima
história os Ministérios, os importantes serviços que recebemos dos
nossos Anjos da Guarda, em todo o decurso da nossa peregrinação
terrena? Perigos evitados, funestos acasos impedidos, malícia do
Demônio descoberta e confundida, negócios de importância
terminados com felicidade, êxito feliz nas empresas mais árduas e
nos projetos mais espinhosos; eis em resumo uma parte do muito que
devemos aos Anjos da Guarda.

Que
poderemos, pois, dar-lhes que seja correspondente ao que lhes
devemos, aos benefícios de que nos têm cumulado, aos serviços que
nos têm feito, e aos muitos que devemos esperar nos façam ainda? Já
São Bernardo no-lo ensina, quando admirado da inefável bondade de
Deus, na designação dos Anjos Tutelares, exclama:
“Ó caridade! Ó excesso de amor! Ó bondade
verdadeiramente incompreensível! Pois, logramos a ventura de estar
continuamente debaixo do amparo daqueles espíritos Bem-aventurados,
de ter inseparavelmente um deles ao nosso lado, de o merecer por Guia
durante o decurso da nossa vida”.
Que
veneração, que respeito, que devoção, que confiança não te deve
inspirar esta amável, esta doce verdade?
A
presença do teu Anjo deve infundir-te respeito. Como ousaria eu
fazer diante dele o que não me atreveria a fazer na presença do
mais vil dos homens? Se a presença dos grandes do mundo contém os
mais rudes, e até os mais libertinos e ousados, que compostura não
deve infundir no meu coração e na minha alma a presença contínua
daquele a quem o Salvador do mundo declarou maior e mais respeitável
do que todos os grandes da terra?
A
sua benevolência deve inspirar-te devoção, prossegue o mesmo Santo
Padre. Quanto não se desvela por nós o nosso bom Anjo! Que ofícios
não nos faz? Que serviços não nos presta neste desterro!
Preserva-nos
de mil perigos, livra-nos de inúmeros males, procura-nos todo o
gênero de bens, apresenta as nossas orações ao Senhor, obtém-nos
mil benefícios e mil graças, defende-nos de toda a sorte de
inimigos, estorva e evita as nossas quedas espirituais e corporais; e
quando, mau grado os seus desvelos, caímos em
pecado, ajuda-nos a levantar; está sempre vendo a Deus, e nunca nos
perde de vista; cheio de Deus, ocupado em Deus, não está menos
cheio, menos ocupado em nós, nem menos atento a tudo que nos toca:
observa e guia todos os nossos passos, encaminha-nos quando nos
extraviamos, alumia-nos e ilustra-nos em nossas dúvidas; e depois de
nos ter assistido e favorecido por tantos meios durante a nossa vida,
quanto não nos , protege e assiste na hora da morte! Que
reconhecimento lhe devemos por tantos e tão singulares benefícios!
A
sua guarda deve inspirar-te confiança, continua o mesmo São
Bernardo. Todos estes benefícios são, por certo, a prova mais
segura da sua vontade; e se a esta se ajunta o poder, que confiança
não deveremos depositar no nosso Anjo da Guarda? Onde o bom desejo
mais certo, ou valimento mais eficaz e mais seguro? O que até aqui
tem feito por nós, é a maior prova do que está pronta a fazer.
Atento
a todas as nossas necessidades, solícito em nos socorrer, e
encarregado por ofício de nos governar em tudo, como deixará de
corresponder à nossa confiança, ou como poderá negar-nos a sua
proteção todas as vezes que dela necessitarmos?
Devemos,
pois, aos nossos Anjos estas
três coisas: respeito e
honra, porque estamos na
sua presença; amor e
devoção, porque nos
amam com ternura; recurso
e confiança, porque são
mais zelosos do nosso bem e da nossa salvação, do que nós mesmos.
Amemos,
pois, ternamente os nossos Anjos da Guarda, por serem moradores da
pátria celestial, de que também esperamos ser algum dia coerdeiros
e concidadãos, e por serem Guias e Tutores nossos, destinado pelo
Pai das Misericórdias para nos assistir e dirigir em tudo.
Que
poderemos temer com tais protetores? Não receemos nem que os nossos
inimigos os vençam, nem que os seus artifícios os iludam, nem que
nos desencaminhem por não saberem guiar-nos. São nossos amigos
fiéis, nossos Guias seguros e experimentados, nossos poderosos
protetores; que temos, pois, a temer?
Quanto
a nós compete-nos somente ser dóceis às suas inspirações,
pontuais em obedecer-lhes, fiéis em servi-los, e prontos aos seus
piedosos impulsos e chamamentos.
Podemos
viver seguros de que estamos debaixo da proteção de Deus, enquanto
estamos debaixo da tutela do Anjo da Guarda.
Enfim,
continua São Bernardo, sempre que nos combata alguma tentação
violenta, sempre que nos achemos em ocasiões perigosas, sempre que
nos sucedam contratempos ou adversidades, sempre que se nos ofereçam
dúvidas, sempre que esteja turvado o coração e a alma aflita;
quando
se nos ofereça algum negócio, alguma viagem onde haja que temer
dificuldades, riscos e perigos, invoquemos
com fervor e com toda a confiança o nosso Anjo da Guarda.
Se
queremos granjear a benevolência daquelas pessoas de quem temos
necessidade, imploremos o favor dos seus Anjos da Guarda, porque
ninguém como eles poderá inclinar-lhes o ânimo para nós.
Não
há Santo no Céu, que não tivesse particular devoção aos Anjos da
Guarda.
Lembremo-nos,
enfim, que em todas as partes encontramos Santos Anjos, prontos a
assistir-nos e socorrer-nos em todas as nossas necessidades, em todos
os nossos trabalhos.
Eles
nos amam como irmãos, diz Santo Agostinhos; em tudo nos ensinam, em
tudo nos assistem, e estão como em uma santa impaciência por nos
ver ocupar no Céu aquelas sedes de que se tornaram indignos os anjos
rebeldes: Sedes Paradisi per nos repleri spectantes.
Acudamos,
pois, ao nosso Anjo da Guarda, conclui São Bernardo, em todas as
tentações, em todos os perigos, em todas as desgraças, em todos os
negócios espinhosos, em todas as nossas dúvidas; em todas as nossas
empresas imploremos a sua proteção, peçamos-lhe que nos assista; e
digamos-lhe em todas as ocasiões em que corramos algum perigo:
“Senhor, salvai-nos, que perecemos”.
Resumo
Litúrgico
A
festa dos Santos Anjos da Guarda separou-se da de São Miguel, com a
qual andou durante muito tempo confundida. Celebrava-se já no século
XVI na Espanha e foi estendida à Igreja universal por Clemente X em
1670, e pelo mesmo Pontífice fixada no primeiro dia livre depois da
festa de São Miguel, quer dizer, no dia 2 de Outubro. Vivendo já na
posse da glória, os Anjos têm por missão primária adorar a
Divindade.
E por isso, a Santa Igreja nos faz pedir a Deus,
a graça de juntarmos com as deles as nossas vozes para O louvar. Mas
os Anjos, como do nome se depreende, são mensageiros de Deus
incumbidos de velar por nós
e de executar os Mandamentos
do Senhor.
Por este motivo se chamaram Anjos da Guarda. Tem-se geralmente como
certo que todas as Comunidades cristãs, países, famílias,
Dioceses, igrejas e agremiações religiosas possuem o seu Anjo da
Guarda particular. É doutrina certa que todo o batizado tem o seu. A
Santa Igreja aplica a cada um de nós o que do seu povo disse Deus no
Antigo Testamento: “Enviarei o meu Anjo, que vá diante
de ti e te guarde e introduza na terra que te preparei”.
O nosso Anjo da Guarda tem por ofício proteger-nos e defender-nos, a
fim de que, debaixo da sua proteção e ao abrigo das ciladas do
inimigo, possamos alcançar a terra prometida da vida eterna.
Este companheiro fiel merece da nossa parte aquela veneração e
sentido reconhecimento que se devem tributar a um Santo que goza já
da visão beatífica do Céu.
Para nos encorajar nesta
prática, instituiu a Santa Igreja esta festa dos Santos Anjos da
Guarda.
Intróito,
Gradual, Aleluia,
Hino,.
Anjos
do Senhor, bendizei todos ao Senhor, vós que sois poderosos para
executar as Suas ordens e atender à palavra dos Seus Mandamentos.
O
Senhor deu ordens aos Seus Anjos a teu respeito, para que te guardem
em todos os teus caminhos. Levar-te-ão nas mãos com medo que
tropeces nas pedras do caminho.
Bendizei
todos ao Senhor, exércitos e ministros do Senhor que fazeis a Sua
vontade.
Vamos
cantar aos Anjos tutelares dos homens, que o Pai celeste deu por
companheiros à nossa natureza enfermiça, para que não
sucumbíssemos às insídias do Inimigo.
Breve
Meditação
Os
Filhos dos reis só saem acompanhados das pessoas encarregadas de os
guardar e defender no caso de ser preciso. Ora todos os cristãos,
pelo Batismo, se tornaram filhos do Rei do Céu. É por isso, que
Deus dá a cada um, um companheiro fiel, encarregado de o guardar,
conduzir e dirigir. Esse companheiro é o Anjo da Guarda. Devemos,
neste dia, agradecer à bondade divina este benefício assinalado; e
ao mesmo tempo dar graças a esses espíritos Bem-aventurados pela
solicitude com que velam por nós e nos acompanham desde o berço até
ao túmulo. Foi esse o fim, que a Igreja se propôs, ao estabelecer a
festa de hoje.
Meditação
I.
Admiremos a bondade de Deus, que destinou um príncipe da Sua corte
para velar por cada um de nós. O Anjo da Guarda está sempre a nosso
lado, de dia e de noite; defende-nos contra o Demônio e as
tentações; inspira-nos santos pensamentos; desvia-nos do mal;
intercede por nós junto de Deus. Agradeçamos a deus ter-nos dado um
guia tão fiel e tão caritativo, e vejamos nessa graça uma prova da
estima que tem pela nossa alma. Agradeçamos aos nossos Anjos da
Guarda as finezas que nos dispensam; e peçamos-lhes que continuem a
dispensá-las até a morte.
II.
Devemos ter por eles o mais profundo respeito e dirigir-lhes orações
todos os dias. Não maltratemos nem escandalizemos pessoa alguma;
lembremo-nos das palavras do Senhor, que nos proíbe escandalizar as
criancinhas, porque os seus Anjos veem sempre a Face de Seu Pai.
Esses Anjos hão de vingar o dano que fizermos aos que estão sob a
sua guarda. Se trabalhamos na conversão de algum pecador, peçamos
ao seu Anjo da Guarda que nos ajude. Honremos os nossos Anjos da
Guarda. “Não faças na
sua presença o que não farias diante de uma pessoa de respeito”
(São Bernardo).
III.
Consideremos os Anjos da Guarda como os melhores amigos, que temos
neste mundo. São fiéis e nunca nos hão de abandonar em caso de
necessidade. São infinitamente esclarecidos, devemos consultá-los
nas dúvidas; não nos desviarão do bem. São poderosos para nos
socorrer; têm mais poder, mais espírito e mais força do que os
homens, que nos merecem confiança. Ouçamos o que inspiram. Ah! Se
tivéssemos
um pouco mais de fé, nada recearíamos,
sabendo que os Anjos velam por nós.
Oração
Ó
Deus, que, por uma inefável providência, Vos dignastes enviar os
vossos Anjos para nossa guarda; concedei às nossas orações a graça
de sermos sustentados pela sua proteção, e a alegria de sermos na
eternidade companheiros da sua glória. Por Nosso Senhor Jesus
Cristo… Amém.
Ladainha
dos Santos Anjos da Guarda
(Para
uso privado)
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor,
tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus
Cristo, atendei-nos.
Deus
Pai, Criador dos Anjos, tende piedade de nós.
Deus
Filho, Redentor do mundo, Senhor dos Anjos, tende piedade de nós.
Deus
Espírito Santo, Vida dos Anjos, tende piedade de nós.
Santíssima
Trindade, que sois um só Deus , Delícia dos Anjos, tende piedade
de nós.
Santa
Maria, rogai por nós.
Santa
Mãe de Deus, rogai por nós.
Rainha
dos Anjos, rogai por nós.
São
Miguel, rogai por nós.
São
Gabriel, rogai por nós.
São
Rafael, rogai por nós.
Todos
os Santos Anjos e Arcanjos, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que contemplais sem cessar o rosto do Pai Celestial,
rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que nunca vos afastais do nosso lado, rogai por
nós.
Santos
Anjos da Guarda, que estais junto de nós com amizade celestial,
rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, nossos fiéis exortadores, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, nossos sábios conselheiros, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que nos preservais de muitos males do corpo e da
alma, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, nossos defensores poderosos contra os ataques do
inimigo maligno, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, nossa proteção para o tempo das tentações, rogai
por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que nos ajudais quando tropeçamos e caímos, rogai
por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que nos consolais na aflição e no sofrimento,
rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que favoreceis e levais as nossas orações diante
do Trono de Deus, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que nos ajudais através das vossas inspirações e
estimulações para progredirmos no bem, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que, apesar das nossas faltas, não vos afastais de
nós, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que vos alegrais com a nossa emenda e o nosso
aperfeiçoamento, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que vigiais junto de nós e rezais por nós quando
descansamos, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que também nunca nos abandonais na agonia, rogai
por nós.
Santos
Anjos da Guarda, que consolais as almas do Purgatório, rogai por
nós.
Santos
Anjos da Guarda, que conduzis os justos ao Céu, rogai por nós.
Santos
Anjos da Guarda, com os quais um dia esperamos louvar e contemplar
Deus eternamente, rogai por nós.
Príncipes
arautos do Céu, rogai por nós.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro
de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Jesus
Cristo, ouvi-nos.
Jesus
Cristo, atendei-nos.
Senhor,
tende piedade de nós.
Cristo,
tende piedade de nós.
Senhor,
tende piedade de nós.
Pai
Nosso…
Louvai
o Senhor, todos os Seus Anjos,
Vós,
que cumpris poderosamente a Sua Vontade.
Por
tua causa, Ele ordenou aos Seus Anjos, para te protegerem em todos os
teus caminhos.
Ó
Deus, na presença dos Anjos queremos Louvar-Vos.
Queremos
adorar-Vos e louvar o vosso Nome.
Senhor,
ouvi a nossa oração, e chegue até Vós o nosso clamor.
Oremos:
Deus Eterno e Onipotente, Vós que na Vossa bondade indizível
unistes a todos os homens desde o seio materno, para a proteção do
corpo e da alma, um Anjo particular; concedei-nos a graça de
seguirmos fielmente o nosso Santo Anjo e amá-lo muitíssimo, para
que um dia possamos, através da Vossa graça e sob a sua proteção,
chegar à Pátria Celestial, e lá, com ele e com todos os Anjos,
contemplar a Vossa Face Divina. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
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