BLOG CATÓLICO PARA OS CATÓLICOS.

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"Uma vez que, como todos os fiéis, são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, os leigos têm a OBRIGAÇÃO e o DIREITO, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente através deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo. Nas comunidades eclesiais, a ação deles é tão necessária que, sem ela, o apostolado dos pastores não pode, o mais das vezes, obter seu pleno efeito" (S.S. o Papa Pio XII, Discurso de 20 de fevereiro de 1946: citado por João Paulo II, CL 9; cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 900).

quinta-feira, 16 de abril de 2020

SÃO PIO DE PIETRELCINA E A SANTA MISSA.



Em 1974, foi publicada uma obra em italiano, intitulada “Assim falou Padre Pio”,1 com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza. No presente trabalho, extraímos alguns trechos em que o Padre Pio falava da Santa Missa:


– Padre, o sr. ama o Sacrifício da Missa?
– Sim, porque ela regenera o mundo.

– Que glória dá a Deus a Missa?
– Uma glória infinita.

– Que devemos fazer durante a Missa?
– Compadecer-nos e amar.

– Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
– Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu São João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.

– Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
– Não se podem contar. Vê-lo-ás no Céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça, para aplacá-lA e torná-lA propícia. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração.

– Padre, que é sua Missa?
– Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia chorando)

– Que devo descobrir na sua Santa Missa?
– Todo o Calvário.

– Padre, diga-me tudo o que o senhor sofre durante a Santa Missa.
– Sofro tudo o que Jesus sofreu na Sua Paixão, embora sem proporção, só enquanto pode fazê-lo uma criatura humana. E isto, apesar de cada uma de minhas faltas e só por Sua bondade.

– Padre, durante o Sacrifício Divino, o senhor carrega nossos pecados?
– Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.

– O senhor considera a si mesmo como um pecador?
– Não o sei, porém, temo que assim seja.

– E já vi o senhor tremer ao subir os degraus do Altar. Por que? Pelo que tens de sofrer?
– Não pelo que tenho de sofrer, mas, pelo que tenho de oferecer.

– Em que momento da Missa o senhor sofre mais?
– Na Consagração e na Comunhão.

– Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, seus olhos se encheram de lágrimas.
– Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?

– Por quê, ao ler o Evangelho, o senhor chorou quando leu estas palavras: “Quem come Minha Carne e bebe o Meu Sangue...”?
– Chora comigo de ternura!

– Padre, por quê o senhor chora quase sempre quando lê o Evangelho na Missa?
– A nós, parece-nos que não têm importância que um Deus fale às Suas criaturas e elas O contradigam e continuamente O ofendam com sua ingratidão e incredulidade.

– Sua Missa, Padre, é um Sacrifício cruento?
– Herege!

– Perdão, Padre, quis dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?
– Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.

– Quem lhe limpa o sangue durante a Missa?
– Ninguém.

– Padre, por quê o senhor chora no Ofertório?
– Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.

– Durante sua Missa, Padre, o povo faz um pouco de barulho…
– Se estivesses no Calvário, não escutarias gritos, blasfêmias, ruídos e ameaças? Havia um alvoroço enorme.

– Não o distraem os ruídos?
– Em nada.

– Padre, por quê (o senhor) sofre tanto na Consagração?
– Não sejas maldoso… (Não quero que me perguntes isso…)

– Padre, diga-me: por quê (o senhor) sofre tanto na Consagração?
– Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.

– Padre, por quê (o senhor) chora tanto no Altar e que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também, porque quero repeti-las com o senhor.
– Os segredos do Rei Supremo não podem revelar-se sem profaná-los. Perguntas-me por quê choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso Mistério?

– Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?
– Sim, muito frequentemente…

– Padre, como pode estar-se de pé no Altar?
– Como estava Jesus na Cruz.

– No Altar, o senhor está cravado na Cruz, como Jesus no Calvário?
– E ainda me perguntas?

– Como se acha o senhor? (No Altar)
– Como Jesus no Calvário.

– Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregarem os Cravos em Jesus?
– Evidentemente.

– Ao senhor, também lhos pregam?
– E de que maneira!

– Também deitam a Cruz para o senhor?
– Sim, mas não devemos ter medo.

– Padre, durante a Missa, o senhor pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?
– Sim, indignamente, mas também As pronuncio.

– E a quem diz: “Mulher, eis aí teu filho”?
– Digo para Ela: “Eis aqui os filhos de teu Filho”.

– O senhor sofre a sede e o abandono de Jesus?
– Sim.

– Em que momento?
– Depois da Consagração.

– Até que momento?
– Costuma ser até a Comunhão.

– O senhor diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem Me consolasse e não achei”. Por quê?
– Porque nossos sofrimentos de verdadeiros culpados, não são nada em comparação com os de Jesus.

– Diante de quem (o senhor) sente vergonha?
– Diante de Deus e da minha consciência.

– Os Anjos do Senhor o reconfortam no Altar em que o senhor se imola?
– Pois… não o sinto.

– Se não lhe vem o consolo até a alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor sofre, com Jesus, o abandono total, nossa presença não serve de nada.
– A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?

– Que é a Sagrada Comunhão?
– É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.

– Quando Jesus vem, visita somente a alma?
– O ser inteiro.

– Que faz Jesus na Comunhão?
– Deleita-se na Sua criatura.

– Quando (o senhor) se une a Jesus na Santa Comunhão, que quer (que) peçamos a Deus para o senhor?
– Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.

– O senhor sofre também na Comunhão?
– É o ponto culminante.

– Depois da Comunhão, continuam seus sofrimentos?
– Sim, mas não sofrimentos de amor.

– A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
– À Sua Mãe.




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1.  S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália.

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