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AS PALAVRAS TOCAM,
OS EXEMPLOS ARRASTAM.
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A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A SERVIÇO DO CATOLICISMO
“Pregai o Evangelho em todo tempo e, se necessário, use palavras”,
atribuídas a São Francisco de Assis.
Pergunto: qual é o seu significado Teológico e Moral?
Na Regra dos Frades Menores de São Francisco de Assis, encontramos algo bastante diferente da frase popular.
Ele escreve: “Todos os frades preguem pelas suas obras” (Regra não Bulada, XVII).
O Significado Teológico e Moral.
A frase popular contém uma verdade importante:
A vida do cristão deve ser, uma manifestação concreta do Evangelho.
Nosso Senhor ensina:
"Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam
as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus"
(Mt
5, 16).
São Pedro escreve: “Mantende boa a vossa conduta entre os gentios” (1 Pd 2, 12).
E São Paulo: “Sedes irrepreensíveis... brilhando como luzeiros no mundo” (Fl 2, 15).
A Tradição Católica sempre ensinou que:
a Santidade é uma forma de evangelização;
a Caridade torna credível a doutrina;
a Coerência de Vida confirma a verdade anunciada.
Nesse sentido, a frase exprime um princípio verdadeiro.
Onde a Frase pode tornar-se perigosa?
O problema aparece, quando ela é interpretada como se dissesse:
“Não é preciso falar de Cristo”.
Ou:
“Basta dar bom exemplo”.
Isso contradiz o Evangelho.
Cristo ordenou: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho” (Mc 16, 15).
Não disse: “Ide pelo mundo e apenas sede bons”.
Também afirmou: “Quem me reconhecer diante dos homens, eu o reconhecerei diante de meu Pai” (Mt 10, 32).
São Paulo chega a dizer: “Como acreditarão n’Aquele, de quem não ouviram falar? E como ouvirão, sem quem pregue?” (Rm 10, 14).
A Fé nasce da pregação:
“A Fé vem da escuta”
(Rm 10, 17).
Portanto, há uma dimensão insubstituível da palavra anunciada.
A Síntese da Tradição Católica.
A Igreja sempre uniu três elementos:
o testemunho da vida;
a profissão pública da Fé;
o anúncio explícito de Cristo.
É exatamente isso que encontramos nos Apóstolos.
Eles:
serviam os pobres;
realizavam obras de misericórdia;
davam exemplo de santidade;
e anunciavam Cristo ressuscitado com a palavra.
Nunca separaram uma coisa da outra.
São Tomás de Aquino.
São Tomás ensina que, ensinar a verdade é uma das maiores obras de misericórdia espiritual.
Nas Sete Obras de Misericórdia Espirituais aparece:
“Ensinar os ignorantes”.
A evangelização verbal, pertence justamente a essa Caridade.
Santo Agostinho.
Santo Agostinho observa que, o exemplo prepara o coração, mas a verdade precisa ser anunciada.
Em seus Sermões insiste: “Que a língua concorde com a vida, e a vida com a língua”.
Ou seja:
viver bem;
falar corretamente da Fé.
São Gregório Magno.
São Gregório escreve na Regra Pastoral: “A voz do pregador penetra inutilmente os ouvidos, se a vida do pregador não recomendar sua palavra”.
Mas ele nunca conclui que não se deva pregar.
Ao contrário: a vida confirma a palavra.
Papa Bento XVI.
Bento XVI sintetizou admiravelmente esse princípio:
“A Igreja não cresce por proselitismo,
mas por atração”.
Essa “atração”, nasce da Santidade.
Contudo, Bento XVI jamais dispensou o anúncio explícito da Fé; pelo contrário, insistiu continuamente na necessidade da proclamação de Cristo.
O Verdadeiro Equilíbrio.
Talvez a formulação mais fiel ao espírito do Evangelho fosse esta:
Pregai o Evangelho sempre: com a vida, antes de tudo; com as palavras, sempre que a Caridade e a Prudência o exigirem — e muitas vezes elas o exigirão.
Ou ainda:
As obras tornam a pregação crível; as palavras tornam explícita a verdade que as obras testemunham.
Conclusão.
Historicamente, não há fundamento sólido para atribuir a frase “Pregai o Evangelho em todo tempo e, se necessário, use palavras” a São Francisco de Assis. Entretanto, ela exprime parcialmente uma verdade cristã: o testemunho de vida é essencial para a evangelização. Todavia, se entendida como uma dispensa do anúncio explícito de Cristo, ela se torna incompatível com a Sagrada Escritura e com a Tradição constante da Igreja.
Na perspectiva Católica, a evangelização exige a harmonia entre a Santidade das Obras e a Proclamação da Palavra. As Obras manifestam a credibilidade do Evangelho; as palavras anunciam o conteúdo da Fé. Uma sem a outra permanece incompleta.
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EXEMPLO
S. Francisco, Frei Leão e a pregação silenciosa.
Certa vez, S. Francisco pediu a um Irmão, chamado Leão: “Frei Leão, vamos fazer uma pregação?” “Sim”, respondeu o Irmão.
Os dois saíram caminhando pelas ruas de Assis. Andaram, andaram... Mas nunca chegavam ao local da tal pregação.
Por fim, começaram a voltar para casa. Quando estavam chagando, Frei Leão perguntou: “Frei Francisco, e a pregação?” “Já a fizemos”, respondeu ele.
A palavra convence, o exemplo arrasta. A simples caminhada deles, um ao lado do outro, conversando com alegria e amizade, foi a pregação.
“O Senhor escolheu outros setenta e dois e enviou-os dois a dois, à sua frente, a toda cidade e lugar para onde ele devia ir” (Lc 10, 1).
Na família, a mãe é o elo que liga os membros. Que Maria Santíssima nos una como Família e Comunidade Cristã, pois assim a nossa própria vida será uma pregação.
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S. Francisco, Frei Leão e a pregação




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